alheio

Não gosto de julgar ao próximo, eu não tenho o direito de fazer isso. Na realidade ninguém tem! Mas muitos o fazem, eles julgam como se fossem perfeitos da para acreditar? Apontam o dedo sem se importar com os sentimentos alheios, isso é triste Post-it é muito triste!
—  Querido Post-it.

se beija nesse reflexo admirável
que é teu próprio corpo
se veste de ternura
se benze de paixão
se acaricie com um amor insensato 
de tão bom
não se abale
por fracassos alheios 
que te bombardeiam de ‘’não’’.

Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
— Quantos anos tens?
— Oito ou dez, respondeu Galileu, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
— Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais.

Será que vale a pena existir? Não imprimo junto a essa pergunta nenhuma tendência suicida. Acho que nasci e irei até o final, por curiosidade. Não possuo nenhuma crença em vidas futuras, reencarnação e todo o resto, minha curiosidade se refere ao crescimento, à maturidade e ao envelhecimento. Quero saber se me modificarei internamente com o passar do tempo, se haverá alguma evolução, ou então se serei exatamente a mesma pessoa de hoje que vestirá um corpo envelhecido e terá apenas um pouco da esperteza acumulada pelos anos. Esclarecido que sou uma pessoa muito curiosa e que por essa razão torna-se impossível suicidar-me, volto a questão: vale a pena existir?
—  Flores Coloridas, Guido Viaro. 
Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.

Fora disto, que é nada, sob o azul
Do lato céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor.

Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.
—  Fernando Pessoa