alex d' alva teixeira

Permitam-me esta deselegância: vou escrever sobre o Alex D’Alva Teixeira, mas começo a falar de mim. Não é egocentrismo, só deselegância e desrespeito total pelos protocolos invisíveis de um press release. O Alex é uma questão de percepção, não de opinião, por isso é necessário que me entendam a mim, antes de entenderem o que quero dizer. Agora que sabem que sou deselegante, passo a relatar que também sou velho e rezingão.

Há dois anos ultrapassei os trinta de idade. Sou da geração que iniciou esta coisa abominável, onde a casa dos vinte é uma adolescência prolongada e, depois, os trintas são a after-party das festividades todas. Sendo eu dos que tecem abominações à sua geração, consequentemente quis envelhecer muito depois dos trinta, ser jarreta, entregar-me às rezinguices. Como resultado, perdi grande parte do gozo pela novidade, ganhei desatenção pelas coisas do hoje e do amanhã. Sou velho, não quero saber do que há de novo.
Para quê, perguntarão vocês, esta longa e ensimesmada introdução? Fácil. Se compreenderam o meu desinteresse pela novidade, vão também perceber que, não à toa, a novidade acabou por me atropelar, que o interesse voltou. Essa rendição tem um nome: Alex D’Alva Teixeira.

Conhecer, ouvir e ver o Alex são o suficiente para não querermos envelhecer. É, portanto, um Peter Pan. Só que preto, com um flat top à Arsenio Hall e nascido durante a altura em que o Arsenio Hall tinha o famoso talk-show. Um miúdo! Um danado dum miúdo com o descaramento de nos puxar as orelhas, e os braços, para o meio dos que dançam.

Tenho dificuldade em descrever o talento do Alex quando o único termo de comparação é o seu potencial. Se tento falar do potencial do Alex, tenho de referir o talento (e a dificuldade em descrevê-lo). No mesmo impasse, abordar este EP pecará pelo excesso de actualidade; vocês vão ouvir as canções, vão gostar das canções, vão dançar com as canções, mas a minha cabeça já está fita no céu. Elogiar o conteúdo de um disco é pequeno quando sabemos que nasceu uma estrela. Estrela “D’Alva”, para quem gostar de trocadilhos cósmicos, ou de como a astronomia pontapeia o rabo da astrologia.

Como é que eu sei isto tudo? Muito simples. Sou trintão, sou velho, rezingão, doem-me as costas quando o tempo muda, reconheço talento duradoiro quando o vejo. E, se esta é a primeira gravação em formato físico do Alex, esperem até ver o formato físico do Alex num palco físico. Esperem até ver como Angola, Brasil e Moita se concentram num puto que vos vai fazer dançar, quer queiram quer não (confiem em mim: vão querer!). Esperem até ver como este “Alex D’Alva Teixeira - Não É Um Projecto” se assemelha ao “Chamem-me Ismael.” no início do “Moby Dick” – a primeira pequena frase notável de uma história maior que a vida. Esperem até ver que não podem esperar para ouvir.

Alex D’Alva Teixeira não é um projecto. É uma projecção. De onde estou não vejo tela, nem parede, nem nada capaz de detê-la.

—  Samuel Úria
2013 fui um ano grande!
  •  Fui convidado pela Time Out Lisboa para falar sobre roupa, estilo e cenas num artigo sobre os Saldos;

  •  Inventei uma banda da qual a minha irmã fazia parte, só demos um único concerto que aconteceu no dia do seu aniversário;

  •  Fui com o Ben e o Vitor tocar no 5 Para A Meia Noite e conhecemos o Nuno Markl;

  •  Fui vocalista de uma banda de punk/post-hardcore durante um mês, e não contei nada a ninguém;

  •  Eu, o A.A.C.C. Guillul e o Úria, inventámos um “karaoke” na FLUR;

  •  Toquei com a malta D'ΛLVΛ na sessão nº 100 do Offbeatz, e também na gala dos prémios Shortcutz;

  •  Tive o grande privilegio de colaborar num EP do Thunder Tiger (Bráulio Amado);

  •  Fui com a malta da FlorCaveira ao 5 Para A Meia Noite fazer uma cena bem “Xunga” e filmamos um telédisco para o Tiago (A.A.C.C. Guillul);

  •  Tive a oportunidade de conhecer o Branko e de participar num telédisco dele (<3);

  •  Tive o privilegio de fazer parte da primeira zine do Projeto Atlas;

  •  Apareci na capa de uma revista angolana;

  •  Participei no Concerto do Manuel Fúria & Os Naufragos, em que só tocamos o “Mãe” dos Herois do Mar;

  •  Tive o privilegio de participar no Festival Lisboa Capital Republica Popular;

  •  (Nem acredito que) consegui conversar com os Mount Kimbie no Day+Night e vi os The XX ao vivo, foi o melhor concerto que vi este ano. Fui convidado pela Janela Urbana para escrever sobre esse dia memoravel;

  •  O Ben realizou o video da Homologação (que é na boa um dos melhores videos de 2013), e D'ΛLVΛ passou a ser a cena;

  •  Fui convidado pelo Mike Bek para tocar no concerto de lançamento do primeiro disco editado pela Extended Records;

  •  Toquei num gig de The Naked Aaffair (saudades de tocar bateria, MPCs e cenas);

  •  Tive a enorme honra de poder cantar com o grande Samuel Úria no concerto de lançamento do seu segundo disco;

  •  Homologação recebeu o prémio de “Video do Mês” no Offbeatz em Junho;

  •  Tive o privilegio de passar um dia inteiro a fazer música com o Bráulio Amado (a ver se um dia pomos isso na net, lol…);

  •  Participei num gig acústico dos Ash Is A Robot (que são os maiores);

  •  A Elisa D’ Almeida escreveu um texto lindo sobre mim n’ A Beleza É Um Lugar Estranho;

  •  Fiz luto pelo final dos The Chariot;

  •  Fui pela primeira vez a Idenha a Nova;

  •  Eu fiz 23 anos (lol);

  •  A malta de D'ΛLVΛ deu o ultimo concerto sob o nome “Alex D’ Alva Teixeira”;

  •  O disco da Xungaria No Céu foi editado na Optimus Discos, e tocámos na D’ Bandada do Porto;

  •  A Vera Marmelo editou a sua primeira revista/jornal/zine que tem um poster com a minha cara (<3);

  •  Eu e o Ben terminámos de gravar o disco D'ΛLVΛ;

  •  Fui pela primeira vez ao Black Sheep Studios, quando os Surveillance estiveram lá a gravar;

  •  Falei com a malta do Materia:Estilo;

  •  Conheci o Diogo Piçarra, e agora somos “bwé 4m1gux”;

  •  Fui ao Moda Lisboa e fui fotografado para o Diário de Lisboa (sw4g);

  •  O Francisco Vidal desenhou a minha cara;

  •  Tive o enorme privilegio de participar no concerto de aniversário do Mesa de Mistura “Nothing Compares To Prince”, curado pelo Fred d’ Orelha Negra (sdds);

  •  Li “Falsos Deuses” do Timothy Keller;

  •  A minha irmã resolveu meter um video na net (dois anos depois de o termos feito), em que dançamos uma canção d’ Os Pontos Negros;

  •  Meti um raio dos Bad Brains da Cabeça do C.S. Lewis, para a capa da mixtape do Rapaz Do Sul Do Céu;

  •  Conheci o Silva;

  •  D'ΛLVΛ arrasaram no Vodafone Mexefest;

  •  A Xungaria No Céu esteve no Mexefest e no Barreiro Rocks;

  •  Comecei a “brincar aos DJ-Sets” e resolvi fazer uma mixtape e mete-la online.

 

Espero que 2014 seja maior!
Obrigado DEUS por este ano de vida!
<3

No meio do deserto tão incerto da imensa multidão
Procuro o primeiro passo para a minha evasão
Mas não saio daqui
Não sei porquê, não saio daqui
Sou como tu
Prisioneiro dos muros de mim

Há muros
Há muros
Intransponíveis
Quase impossiveis
Há muros
Há muros

Mas se estás perto de mim
Se estás perto de mim
Se estás perto de mim
Diz-me de que cor é o teu chão sem muros
—  Muros - Alex D’ Alva Teixeira & Sara Fernandes
Fui aos 3 dias to Tumblr Meet Up de Natal em Lisboa

Lembro-me da primeira vez que fui em meados de Setembro e não conhecia ninguém, mas rapidamente chamaram-me para junto de um grupo de pessoas para não ficar sozinho e numa manhã conheci imensas pessoas. Desta vez encontrei caras conhecidas dos blogues, do grupo do Facebook e a cima de tudo imensas pessoas interessantes que vão aos mesmos concertos que eu fui este ano. Posso dizer que a melhor coisa deste encontro foi encontrar imensas pessoas que pensam como eu, e também estar com pessoas completamente diferentes de mim, com outras etnias, crenças, preferências, idades, e mesmo assim senti-me extremamente amado e querido por todos eles. Posso dizer que pela primeira vez na vida senti-me não só respeitado por toda a gente de um grupo, mas senti-me também compreendido, aceite e muito amado. Os três dias em Lisboa pareceram uma espécie de intervalo grande do 9º ano em que somos todos da mesma turma e somos mesmo todos amigos e há sempre algo comum com todos. Eu queria escrever um post gigante sobre o quão bom foi estar com toda a gente, mas sinceramente não existem mesmo palavras que consigam traduzir os momentos que vivi com todas as pessoas que vieram. Fiquei feliz por poder estar com o pessoal do Sul e do Norte do país e tenho imensa pena de não poder ir até ao Porto para passar a passagem de ano com eles. Só sei que na Casa da Árvore encontrei uma nova extensão da minha família.

AMO-VOS A TODOS!
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Homologação p/ Adidas Trends

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FAÇAM BARULHO!

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PT
como eu nunca aprendo a libão fiz uma cover da Kiss Of Life dos Friendly Fires.

EN
me and my friends covering Friendly FiresKiss Of Life 

vimeo

PT
Esta é a minha participação no projecto A Musica Portuguesa A Gostar Dela Própria. Estou mesmo muito feliz por ter um video neste arquivo de musica portuguesa. Foi um prazer conhecer as pessoas que fazem estas recolhas audiovisuais e também poder visitar a Praça de Touros da Moita. Tenho que agradecer à Raquel Lains, à Berta Azevedo do Gabinete da Juventude da Moita, à Sociedade Moitense de Tauromaquia e a toda a equipa da MPAGDP.

EN
This is my participation on a project called A Musica Portuguesa A Gostar Dela Própria (is portuguese for “Portuguese Music Liking Itself”). It was awesome to play a acapella(ish) version of one of my songs in my hometown’s bullring. I used a traditional musical instrument called “brinquinho” which is my favorite instrument. I hope you guys like it as much as I do.