ai promessas falsas

Promessas. Cadê todas aquelas feitas olho à olho. Que você fez questão de mostrar os dedos, pra constatar que não estaria fazendo falsas promessas com os dedos cruzados. Eu lhe pergunto novamente, cadê? Você me fez acreditar com toda convicção que, todos os planos que fizemos deitados juntos na mesma cama ou até mesmo sentados na mesa de café-da-manhã, se tornaria realidade. Você me fez olhar no fundo dos teus olhos, pra ter a certeza, que os seus olhos estariam me transmitindo a verdade. Mas eu vi que até os olhos enganam. Por um momento eu acreditei. Mas quem diria, alguém que conseguiria mentir até mesmo num olhar. Impressionante sua forma de manipular suas mentiras. Minha ingenuidade era pura, naquele momento. Hoje eu sei que não se pode ser bom o tempo todo, ou acreditar em tudo o que dizem. Posso afirmar que agora, eu sou difícil de ser manipulado por mentiras. Ultimamente, acredito desacreditando. E por ironia, há um lado bom nisso tudo. Pois me tornei mais maduro e menos ingênuo.
—  Thiago Lopes.