afro brasileira

Manifesto contra o Veganismo racista e elitista
  • ponto 1- Parem de rachar religiões afro-brasileiras por suas práticas de sacrifício animal. só parem. elas já sofrem opressão suficiente e cês não sabem o significado da morte para elas, muito menos o método da morte, muito menos a frequência do sacrifício.

    ponto 2- Parem de achar que pessoas gordas não podem ser veganas ou que são veganas por motivos de regime. só parem

    ponto 3- Pessoas veganas brancas não-judias: parem de comparar granjas com campos de concentração. Cês são sem noção mesmo?

    ponto 4- veganismo PRECISA de uma noção de recorte de classe e região. Nem todo mundo tem acesso a comida vegana, por questões de grana e disponibilidade mesmo.
    Parem de culpar as pessoas que não tem esse acesso e culpem o governo que não oferece um subsídio para isso ou mesmo as empresas que fornecem comida vegana a preço de alma.

    ponto 5 -  Pessoas brancas não podem problematizar aquilo que não lhes diz respeito. Religiões de matriz-afro tem razões para fazer o que faz e isso só pode ser concebido a quem esta por dentro, a quem faz parte. Jamais por pessoas que não fazem, ainda mais brancas. Já sofremos perseguições por demais por conta do racismo estrutural e por carregar o fardo de sermos pessoas negras. Não explicamos fundamentos e como diz a musica do Ba Kimbuta: Só pra quem é!

    Obs: Umbanda não é parametro pra justificar falsa simetria. Fundamentos diferentes, origem diferente, tudo diferente.

    Esse é um manifesto de pessoas negras que estão cansadas desse veganismo segregador, elitista, gordofobico e racista.

    Não compactuamos com uma luta “libertária” que não faz recorte de classe e de raça.

    Nós seremos o maior pesadelo de vocês. Problematizaremos tudo e não nos calaremos mais nesse espaços libertários brancos, que alias, vão virar espaços negros.

Escrito por: Agnes Amaro, Ibu Lucas e com contribuições de Carla Vargas.