afogar se

2 segundos. 2 míseros segundos é o tempo suficiente pro nosso canal auditivo receber a palavra mais complexa da história: Acabou. E a gente se dói por tudo que se foi e por todos os sentimentos que um dia já fizeram sentido. E já não fazem. Sabe por quê? Porque a gente faz do fim o vilão da historia. O monstro que cria um milhão de pensamentos e faz a gente se afogar em um mar de lágrimas. O malvado que destrói tudo e deixa danos irreparáveis. O assassino, ladrão, que mata e rouba nossos sonhos, planos, promessas. Essa é a nossa concepção, é assim que a gente pensa. E é por isso que a gente sempre sofre. E se o acabou for mais libertador que tudo isso? Acabou? Sim. Acabou o medo. Acabou a insegurança. Acabou o estresse. Acabou o nervoso. Acabou a cobrança. Acabou o que te priva. Acabou o que impede. ACABOU! Igual a música preferida que você coloca no repeat dez mil vezes porque uma hora ela também chega ao fim. E você não gosta menos dela por isso. O filme que você dá play e duas horas depois se depara com o fundo preto exibindo os créditos, porque ele também terminou. E ele não deixa de ser o seu preferido. Todo começo tem um fim. É regra básica. É física. É química. É reação. É a lei da natureza humana. A gente não pode se lamentar por isso. Tudo termina só pra gente continuar. Enxergar o lado bom das coisas é tão fundamental quanto colocá-lo em prática. Acabou? Mesmo? Pra valer? Começa outra coisa. O tempo é a nossa maior dádiva e o medo é o nosso maior bloqueio. Não vale a pena se prender a um ponto final enquanto a vida clama por reticências…
—  Pedro Pinheiro.
Ser calado é minha natureza, é meu estado natural, é o meu modo de sentir e contemplar o mundo e a vida. Eu moro em um reino no fundo de um mar. Um mar profundo e muito misterioso, e toda a minha beleza está escondida na imensidão desse mar, na parte mais funda e obscura. São águas tão profundas que escondem segredos que ninguém nunca nem viu. Normalmente o mar é calmo e sereno, mas se alguém decide navegá-lo, as marés são agitadas impedindo qualquer alcance. Só quem mergulha com intensidade e insiste sem medo de se afogar, consegue me alcançar. Me ter e me sentir de verdade, de corpo e alma. Mas as pessoas temem a parte funda, elas preferem o raso, então não conseguem me alcançar. Eu preciso de alguém corajoso, alguém que nade quantas milhas for preciso, que insista contra a correnteza, que enfrente o medo, o frio e a dor, alguém que não tenha medo da dimensão dessas águas profundas e misteriosas. Porque lá no fundo eu me encontro, a espera de alguém corajoso que me salve e me leve até a margem.
—  Tenebroso | Álef Toledo.

Independente de quem seja você
Do que persiga você
Maltrate quem és

Independente da da dor que você carrega
Do céu nublado que traz junto ao peito
Independente de nem saber o que carrega

Vai haver sempre alguém
Querendo decifrar o mistério que você é.
Vai haver alguém
Que vai fazer questão de aprender a nagevar dentro dos dias tempestuosos do seu peito.

E mesmo que não haja alguém
Há você. Aprenda a não se afogar dentro do teu próprio peito. Aprenda a não engasgar com o teu próprio fel. Aprenda a lidar com a delícia e dor de ser exatamente quem és.

você diz que se importa comigo mais do que se importa consigo,
mas quando te chamo pra conversar sobre o que anda me sufocando você muda de assunto e se recusa a ouvir o que tenho a dizer.
diz que o motivo para fazer isso é não suportar me ver triste, como se ignorando o problema ele desaparecesse como mágica.
você diz que se importa comigo, mas não consegue se importar o bastante.
alega querer me proteger, mas no fundo o único que está sendo protegido é você.
eu estou chorando e morrendo, enquanto você finge estar tudo bem.
seu se importar é parecido com assistir alguém se afogar, pedindo ajuda, e gritar de volta que o ama mas não possui força o bastante para estender a mão.

Cristão pode fazer tatuagem? Pode beber? Pode fumar ou frequentar balada? Perguntas tão recorrentes como essas revelam o quão adoecida (ou, ao menos, imatura) está a fé de muitos. Revelam a ânsia por satisfazer a própria vontade, por obter algum prazer. Indagam ‘pode ou não pode?’ porque, quando é permitido, querem cair de cabeça nisso; e, quando não o é, passam a vida inteira fantasiando com o que lhes é proibido. São pessoas que, se pudessem praticar todas as coisas, não hesitariam em afogar-se nelas. Isso é amor à carne, não a Cristo. Onde está a escolha pela renúncia? Onde está o crucificar dos desejos? Onde está a recusa até contra o que é lícito? Seria terrível se Deus lhes desse um 'passe livre’, ainda que por um dia. Seria terrível.