adeus-em

Eu tomei a decisão mais dolorosa que poderia tomar, a decisão de seguir em frente, doí muito não vou mentir dizendo que é fácil porque não é, mas infelizmente foi necessário porque eu cansei de esperar por algo que nunca vai acontecer, algo que nunca vai dar certo. Cansei de tentar e de ter esperanças, eu sabia que esse dia iria chegar, sabia que um dia meu coração iria se cansar de tanto apanhar e sofrer por algo que não é pra ser. A verdade é que eu ainda te amo e muito, mas percebi que não faz muito sentido insistir em algo que só eu quero, que só eu estou lutando pra que dê certo e mesmo querendo muito isso no fundo sabemos que não é pra ser, pelo menos não agora. Então venho aqui dizer o meu ultimo eu te amo e o mais doloroso Adeus que eu poderia dar, não queria isso você sabe, mas infelizmente não era pra ser.
—  Adeus !
Tanto tempo te esperando, tanto tempo imaginando que um dia você se apaixonaria por mim. Eu mal acreditava nisso, mas era o que continuava me levando de volta à você todas as vezes que chamavas por mim. Contou os meses? Muito tempo jogado fora. Por ti vivi os clichês de amor mais ridículos que podem existir. Chorar até não sairem mais lágrimas, levar o celular para todos os cantos, ficar acordada até tarde esperando por você, cortar contato por dias para saber se sentirias minha falta, sentir ciúmes mesmo sabendo que nunca serias meu, abrir mão da minha felicidade pra te ver sorrir, encarar o caos pra ter algumas horas da sua atenção, magoar pessoas certas por conta de uma errada, te encontrar em toda e qualquer música, acordar pensando em você e dormir rezando para que meu amor fosse recíproco, ter certeza que teu abraço era a melhor coisa do mundo, me entristecer por saber que és um perfeito idiota, mas mesmo assim continuar te escrevendo páginas (sem mandar nem uma linha), olhar suas fotos todos os dias, chorar no banho pra ninguém ver, imaginar o que estarias fazendo no momento, me perguntar se pensarias em mim na mesma frequência e dividir teu carinho mesmo sabendo que eu morreria um pouco toda vez que tal pensamento me assombrasse. Fiz muito por você, mas tive nada em troca. Me amei menos pra poder te amar mais, deixei de dar atenção a quem só queria meu bem para poder ter você por perto. Aturei desentendimentos e nunca ouvi conselhos. Não foi por falta de aviso. Sinto como se tivesse investido todo meu dinheiro em uma poupança e o banco falisse sem ter como me ressarcir. Como se eu fosse um bebê abandonado tendo o choro abafado ao ser jogado dentro de alguma lata de lixo. Foi tudo em vão. E me dói agora ter total certeza disso. Eu sabia que era segunda opção, mas sempre tive esperanças que você enxergasse que não haveria lugar melhor pra voltar que não fosse pros meus braços. Alimentei a esperança que percebesses que não haveria pessoa melhor que eu. Melhor companhia que a minha. Amor maior que o meu. Meu coração que bate sufocado já está espatifado como um copo frágil de vidro ao cair no chão. Cada caco que corta meu peito, pertence à você. É por você que passo noites em claro, que ainda choro, que enfrento esses dias intermináveis. É por você que decidi parar de escrever. Pois nada terá a dimensão dos meus sentimentos por você. Confusos e intensos. Sentimentos que continuam vivos por alguém que não vale um suspiro de angústia. Suspiros acompanhados de lágrimas por ver diante dos meus olhos todas as minhas expectativas serem quebradas, assim como parte da minha sanidade. Aqui escrevo na esperança que minha dor vá embora junto com cada palavra. Não posso mais correr atrás, não quero sentir a dor de ser ignorada. Você usou as palavras mais duras para ordenar que eu saísse de sua vida, e, eu descobri que você nunca sentiu por mim 1/6 do que eu senti por você, me dei conta que eu deveria ter te abandonado quando o sentimento já estava indo embora. Mas não, insisti, quis estar presente quando você precisou. E agora meu amor? Agora sou eu quem precisa de você, porém tenho total ciência que nunca mais terei. Sozinha outra vez. E depois de tanto tempo servindo de base para curar seu tédio você descobriu que não sou quem você quer estar. Você a ama. Ignorarei frases feitas e não farei uso de hipocrisia dizendo que estou feliz se você está feliz. Ontem você disse que não ficaria um mês sem mim, e hoje, pede para que eu o deixe em paz. Você pediu e eu aceitei, agora eu peço uma última coisa. Me ensine algo para que eu possa seguir em frente. Me ensine a te esquecer. Como poderei enfrentar tardes inteiras e noites adentro sem pensar em você?
—   Meu último texto pro meu primeiro amor. Karoline Alves, Defina “amor”.
Eu estava pensando em como o ser humano é frágil. Estava pensando em quantas vezes uma gripe nos deixa na cama um dia todo, um pesadelo nos deixa pensativos, como bater na quina do móvel dói. Estava pensando em como a vida é rápida e imprevisível, passageira, pensando nas suas surpresas. Pessoas que estamos vendo agora, podemos não ver nunca mais. Uma conversa, um abraço, um beijo, pode ser o último. Um ‘tchau’ pode ser um ‘adeus’. Pensando em quanta oportunidade é perdida por nada. Na verdade, eu acho, que o problema é esse, pensar demais enquanto as coisas estão acontecendo. Talvez eu tenha esquecido de aproveitar, de sentir, de agir, porque estava ocupado apenas pensando. Pensamentos nos ajudam a tomar decisões, mas não traçam nosso destino. O segredo está em pensar menos e realizar mais.
—  Proseastes e Trilhou.
Mas acaba quando alguém vai embora. E por mais que você procure, não quer voltar. Acaba, porque voltar machuca ainda mais por cima do que começou a cicatrizar. E também acaba, porque tudo de bom que foi um dia é importante demais pra terminar em ódio, em brigas, em choro. Aliás, choro sempre tem. Chorar, eu sempre choro. Mas foi muito além pra terminar em um adeus. Ou em qualquer palavra que pudesse justificar que aquele tudo ficou parado enquanto dobramos a esquina e seguimos em frente. Então, que acabe em silêncio. Seu adeus, sem sinto muito, sem obrigado. Sem data pra voltar, garantias, inseguranças. Só o que um dia sempre esteve ali, em todos os detalhes, hoje não está. E o dia fica mais cinza por essa falta que não cessa. Essa sensação de que a qualquer momento, alguém vai bater na porta e vai ser você. E vai chamar meu nome baixinho, abraçar forte e tudo voltar como era antes. Mas tudo acabou. Tudo foi embora. Tudo ficou para trás. E hoje não sou nem as cinzas do que eu era antes. Porque partes do que eu era foram embora. E tudo acaba quando alguém vai embora e não volta.
—  A culpa é mesmo das estrelas? 
Eu sentia como se fosse possível abrir uma porta no meu peito oco de metal - só abri-la, facilmente - e ver meu coração latejando, cru e sangrento e dolorido. Você até podia esticar a mão e apertá-lo se quisesse. Eu não queria ninguém chegando perto o bastante para abrir aquela porta e ver aquela bagunça.
—  Como dizer adeus em robô.
Eu nunca escrevi um poema sequer para querer ser lido. Sempre escrevi para voar. Quando aprendi a escrever, na verdade, me foi ensinado a voar. E voar aos seis anos se faz sem rotas, sem fronteiras, sem medo. Bater asas aos 29 é mais perigoso. A gente sente tanta ânsia, tanta vertigem, contanto com uma pequena vantagem: os desenhos nas nuvens fazem mais sentido. Vemos nossa vida projetada em full-HD nessa imensa tela de algodão. Admiro um dragão. Será que ele vai engolir meu orgulho? Mergulho em outra imagem: quem aparece é seu rosto. Como você mudou! Agora é seu sorriso que se mostra. Sorrio de volta. Seu adeus entra em cena e acena. Recuso-me a devolver o gesto de despedida. Gosto quando você vive em mim. Se eu chorar, vai chover.
—  Pedro Gabriel, Eu me chamo Antônio. 
disse adeus
e em frente seguiu
saudades suas pra sempre irei sentir
perder-me-ei tentando te encontrar
estava sempre a te observar
dia e noite, de longe vinha a acompanhar
inventava diálogos para me auto consolar
droga, não é possível que estava a imaginar
a imensidão do seu amar…
—  Soneto da despedida, Fabio S.
Ai você se foi, eu já não fazia questão de nada. Tudo passou a não fazer sentido. Não conseguia sentir nada, nem transmitir nada para ninguém. Algo em mim morreu, eu não conseguia reagir. Não tinha força suficiente para seguir em frente. Não tinha nada para me segurar, me reerguer. Nada, ninguém para dizer uma sequer palavra. Não tinha ninguém do meu lado. Não tinha motivo algum para continuar. Então eu resolvi partir. Você? Acho que você não estava nem ai pra mim. Pra você tanto faz, tanto fez. Tanto fez, que me deixou, sem olhar pra trás. Foi embora levando tudo, só esqueceu de uma coisa, eu acho que a coisa mais importante que você possuía em mãos: eu. Você me deixou, me esqueceu. Foi embora sem me dizer adeus.
—  Seu amor, todo em mim.

É preciso entender que florescem mundos em cada adeus. Que há oportunidades especiais na saída. Você vai deixar uma, duas ou três plantas morrerem e eu vou entender que meu jardim merece mais cuidado. E foi aí…
Foi aí que vieram as flores.

L.