acorrentado

Eu me sinto livre de você. Assim, igual um pássaro que esteve por muito tempo preso em uma gaiola e finalmente conseguiu sair. O impressionante é que eu achei que demoraria meses para que isso acontecesse; achei que você iria perturbar meus pensamentos durante muitas noites, e hoje percebo que finalmente meu coração se libertou desse sentimento que o deixou acorrentado. Ver você com outras e não sentir aquele vazio, não se sentir completamente destruída. Apenas saber que você, um dia, foi meu lar, mas que passou. Ao longo da vida, eu soube valorizar as pessoas que chegavam, porque uma coisa que ela me ensinou foi que pessoas nem sempre ficam, às vezes elas são apenas pontes para outras; aprendi que nem sempre o que chega é para ficar. E tendo esse pensamento, eu sabia que esse sentimento avassalador iria embora um dia. É clichê demais dizer que o tempo cura, eu sei, mas sabe que comigo funcionou? O tempo soube exatamente me refazer, renovar e renascer.
—  Alicia Gither
Estava preocupada sobre o rumo que as coisas iam tomar, estava preocupada em não conseguir comandar minha vida. Estou preocupada. Os dias passam rápidos demais, não tenho controle sobre meus atos, meus pensamentos estão mais conturbados do que nunca. O mundo está aí, a vida acontece. Pessoas vem e vão, nossos amigos irão partir pra outra, seremos traídos algum dia. Algumas pessoas não lidam bem com finais e recomeços, eu sou uma delas.
Às vezes fico acordada a noite inteira, tentando encontrar algum sentido para toda essa droga que está acontecendo. São múltiplas as preocupações, os erros germinam em minha mente, a sensação de abandono dilacera meu coração.
Conforme os dias passam, a vontade de gritar até as minhas cordas vocais se romperem fica cada vez maior, mas isso não é incomum. Todos nós somos pessoas propensas a cometer erros e a enlouquecer enquanto caminhamos numa corda bamba, nessa linha tênue entre a razão e o desejo. Acredite no que vou dizer agora: nossos desejos podem nos destruir. A loucura é sedutora quando nos encontramos em desespero, nossa vontade é explodir. Estamos vivendo uma guerra que só acabará quando deixarmos de respirar e, mesmo lutando contra o fim, imploramos para que este aconteça o mais rápido possível. Somos indecifráveis até para nós mesmos, não nos reconhecemos ao olharmos no espelho; a imagem é destorcida e feia. Será que estamos nos tornando monstros? Será que estamos retrocedendo? Será o ser humano um animal em extinção? Sinto que estamos nos afastando da humanidade, em pouco tempo seremos bichos acorrentados à nossa hipocrisia. Procuramos tanto evoluir que acabamos deixando de lado o que nos é mais importante: o amor. Quando finalmente percebermos esse erro, será tarde demais para mudar, eis o nosso fim.
—  Regenciado.

One Shot Liam Payne

  • Pedido -  Do Liam q ele é um principe mas um tio dle arma pra ele q é acusado de conspirar contra a coroa e a (s/n) de ser cumplice,eles sao açoitados, humilhados e expulsos do reino.O liam implora pros pais acreditarem nele,isso eles tinham uns 16 anos,quando eles ja estao cm 23 anos e conseguiram construir uma familia cm muita dificuldade o tio dele assume o reino,o pai dele fica doente e o reino indo de mal a pior, a unica esperança é ele e todos descobrem da armação e final feliz, os dois sempre junto


Liam não entendia o que havia feito para que seus pais tivessem dúvidas do seu caráter, ele estava tão decepcionado com eles por não terem acreditado em suas palavras e deixado que o maltratassem daquela forma sem nenhuma piedade.

Ele era inocente, mas ninguém além de sua namorada acreditava em sua palavra. Se sentia tão impotente ao ver a mulher que escolheu para estar ao seu lado acorrentada ao seu lado enquanto um dos guardas fazia escoriações em suas costas com o chicote de couro. Ele nem ligava para a sua própria dor, não se importava que estava ganhando vários corte em sua pele causados também por um chicote. Ele só não queria que sua doce (seu nome) passasse por aquilo, ele não merecia isso e ela merecia menos ainda.   

Uma pessoa havia apresentado provas de que Liam planejava se rebelar contra o rei, seu pai o chamou até a sala do trono e lhe acertou um soco no rosto o deixando confuso enquanto derramava sobre ele toda a sua revolta. Assim que terminou tudo que tinha para dizer contra o filho rebelde, o rei ordenou os guardas que o levassem para receber as devidas punições não se importando com os gritos desesperados do filho jurando sua inocência.

Quando Liam chegou na sala que era usada para torturar espiões, encontrou (seu nome) acorrentada e completamente nua chorando sem saber o que estava acontecendo, então a pior cena de sua vida se iniciou. Enquanto ele era acorrentado, assistia um dos guardas presente na sala chicotear e atirar xingamentos contra a mulher que chorava de dor e tinhas as costas lavadas de sangue.

Quando não havia mais lugar nas costas do casal, os guardas pararam de chicoteá-los e jogaram um balde de água sobre seus corpos e os vestiram para que os levassem para fora do reino.

Ainda com correntes prendendo-lhes os pulsos, Liam e (seu nome) tiveram que enfrentar a fúria do povo que estavam indignados com a notícia. O rei Geoff era muito querido por todos, ele sempre fez o melhor para o bem de seu povo, então as pessoas encaravam qualquer pessoa que conspirasse contra a coroa como seus inimigos.

O casal injustiçado caminhavam em passos lentos e cabeça baixa, não por estarem se sentindo culpados, mas por estarem cansados pelo o que os fizeram passar. Seu corpos estavam doendo e cada passo só piorava a dor.

Xingamentos eram gritados pela multidão, mas a grande maioria gritavam “traidores" em alto e bom som. (Seu nome) que continuava a ser puxada sentiu um dor atingir sua cabeça e logo o líquido vermelho escorrer e pingar de sua testa. A grande população não havia se contentado apenas com as palavras duras, eles começaram a atirar pedras também.  

Quando estavam um pouco distantes do reino, os guardas soltaram seus pulsos que eram presos pelas correntes e os abandonaram ali para suas próprias sorte. Liam correu até (seu nome) a abraçando apertado e murmurando alguns pedidos de desculpa mesmo que ele não fosse o culpado.

[…]

O casal passou quase uma semana na floresta imensa até acharem um vilarejo um pouco afastado do reino onde costumavam viver. Enquanto estavam atravessando a floresta, sobreviveram com algumas frutas comestíveis que encontraram, água do riacho extenso que tinha cortando quase toda a floresta, com o calor do corpo um do outro nas noites frias e com as orações pedindo que nenhum animal selvagem aparecesse. Não era muita coisa, mas foi o suficiente até encontrarem o vilarejo e a família receptiva que os receberá.

Em um ano o casal já havia conseguido o próprio lugar para chamar de lar. Liam trabalhou duramente para conseguir conquistar a pequena casa onde pretendia criar seus filhos com (seu nome), eles não queriam abusar da hospitalidade de Louis ficando mais que o necessário em sua casa, precisavam de um cantinho para cuidar o pequeno bebê que estava a caminho. A mulher de Louis, Skylar, passava seu tempo ensinando (seu nome) a fazer roupinhas de crochê para o bebê, elas haviam se tornado grandes amigas e só de pensar nas coisas que o jovem casal havia passado antes que os encontrasse, o coração de Skylar doía como se ela tivesse vivido todo o momento no lugar dos seus agora amigos.

Aos poucos Liam foi conseguindo mobiliar a casa de sua família, ele trabalhava arduamente no vilarejo vizinho para que tocasse sua vida da melhor maneira possível juntamente com sua família que estava aumentando. Depois que o seu primeiro filho completou um ano, (seu nome) estava grávida novamente alegrando o marido tanto quanto a primeira vez.

Louis trabalhava no comércio de farinha. Com a carroça carregada de sacos, ele viajava de vilarejo em vilarejo fornecendo suas mercadorias e também comerciava para o reino ao qual os amigos foram expulsos.

Certo dia, ele chegou até Liam com a informação de que o rei estava muito doente e que a população já esperava pelo pior. Mesmo que Liam tivesse todo o motivo do mundo para odiar seu pai, ele sentiu o peso no coração em pensar que não o veria nunca mais.

[…]

Os meses foram passando e a barriga de (seu nome) crescia cada vez mais, Liam estava muito orgulhoso da vida que tinham construído longe de toda aquela gente que lhes viraram as costas. A vida foi cruel, mas também soube recompensá-lo com uma família maravilhosa e amigos incríveis, e ele nunca deixaria de agradecer.

As notícias que chegaram do reino eram as piores possíveis. Depois da morte do rei Geoff, seu irmão se tornou-se rei e estava levando o reino a ruína, Liam - que sempre achou seu tio um homem de caráter e pulso firme - não acreditava que ele havia destruído tudo de bom que seu pai havia criado e saber que sua mãe havia se casado com ele o deixou abismado. Eram muitas informações repentinas e pelo o que conhece de sua mãe, sabe que alguma coisa estava errada naquela história toda.

[…]

Mais algum tempo se passou até que guardas do reino chegassem ao vilarejo montados em seus cavalos negros a procura de Liam. (Seu nome) atendeu as batidas na porta e paralisou quando viu alguns dos homens em frente a sua casa procurando por seu marido, em sua cabeça, eles haviam ido atrás deles para que tirassem suas vidas como não fizeram quando tiveram chance.

Com o coração quase saltando do peito, (seu nome) foi até o filho pequeno o aninhando em seu colo enquanto seus olhos eram tomados por lágrimas causadas por seus pensamentos negativos, ela se perguntava se eles teriam coragem de matar uma criança ou até mesmo ela que está grávida, mas o que mais doía era pensar que se eles poupassem-os, não poupariam Liam.

Como um tornado, (seu nome) assistiu seu marido entrar na casa e se posicionar em sua frente pronto para atacar qualquer pessoa que tentasse fazer mal a sua família e totalmente pronto para morrer protegendo-os.

— Senhor Payne, viemos em paz. — um dos guardas disse — Temos ordem de sua mãe para levá-los de volta ao reino seguros.

— Não vamos a lugar algum com vocês, não vamos voltar para o lugar onde todos nos querem mortos. — Liam disse firme e tomado pela raiva.

— Ninguém os querem mortos, todos já sabem que tudo não passou de um plano de Patrick para tirá-lo da linha de sucessão e matar seu pai para que pudesse assumir o trono. — Liam franziu o cenho não acreditando que seu tio seria capaz de tal ato — Ele foi enforcado em praça pública depois que toda a sua armação foi descoberta. O seu povo o agrada para pedir o seu perdão, futuro rei.

— Nós não vamos voltar! Temos uma vida muito melhor agora e não precisamos estar com pessoas que nos matariam se tivesse chance. — Liam continuava com sua postura em frente a família.

— O povo precisa do senhor, eles precisam de um rei e você é o melhor para liderar o reino. — Liam queria rir pelas palavras ao pensar em tudo que fizeram com ele e sua mulher.

— Procure outra pessoa que queira realmente esse cargo. Eu não estou disposto.

— Por favor, senhor. — o guarda se ajoelhou de frente a Liam de cabeça baixa — Sabemos que a injustiça do passado deixou marcas em sua alma, mas aquelas pessoas precisam de um líder que os dêem o que lhes foi tirado. O reino está um bagunça, há crianças passando fome e não há outra pessoa confiável para ser o rei. Tem que ser o senhor.

Liam pensou durante alguns segundos para que pudesse tomar a decisão certa, pensou nas crianças que poderiam estar sofrendo, ele pensou em seus filhos e no quanto quer que eles cresçam saudáveis e alegres e se colocou no lugar dos pais que não têm o que dar para os seus filhos comerem. Ele e (seu nome) há muito tempo deixaram a dor do passado no passado para que pudessem construir uma vida nova e talvez esse seria o encerramento de um ciclo para que um novo começasse.

O casal que foi expulso e saiu de cabeça baixa, retornou com a cabeça erguida acompanhados de seu pequeno filho e de seus dois amigos - que não ficariam para trás - sendo aplaudidos e reverenciados.

Liam assumiu o seu posto de rei e proporcionou às pessoas que colaboraram para sua humilhação e dor, uma vida digna e justa sem mais injustiças.



Espero que tenham gostado  

Esse não é um assunto que eu conheça bem, então me perdoem qualquer coisa, eu fiz o que eu pude.

- Tay

Mas moço, o que eu tenho de errado?
só sei que meus pés pesam
como se cada um estivesse acorrentado.
Eu ouço e ouço, mas não consigo ouvir,
como posso eu sumir e ainda sim estar aqui?
Moço, o que há de errado em não chorar com as lágrimas caindo?
É tão infiel ser assim tão maligno?
Meu coração queima sem estar pegando fogo, mas realmente moço
é normal não sentir já sentindo?
Porque eu sofro e continuo sofrendo?
Porque eu teimo acalentar o acalento?
Moço, como posso eu esquecer não esquecendo?
fingir sem fingimento,
amar sem condicionamento?
—  Poesografa.

A alegria não é só uma opção da vida, é uma ordem de Deus para o seu povo. O mandamento da alegria está espalhado em toda a Escritura.
É uma ordem e Deus não permitiu que ninguém ficasse de fora. “Alegrar-se perante o Senhor teu Deus”. É você, a sua casa, nosso país inteiro sentindo a alegria do Espírito Santo de Deus.
A pessoa que começa a caminhar com o Senhor entende que é possível se alegrar mesmo quando as coisas vão de mal a pior, dizemos “Não tenho motivo para me alegrar, mas tenho motivo para obedecer ao Senhor; não vou me alegrar pelas circunstâncias que estou vivendo, mas vou me alegrar em obediência ao Senhor”. Paulo e Silas estavam presos num cárcere, acorrentados, as costas marcadas pelas chicotadas e, perto da meia-noite, em vez de ficarem tristes, eles estavam se alegrando. A Palavra diz: “Está alguém alegre? Cante louvores”. Eles estavam alegres a despeito de tudo e estavam cantando e adorando ao Senhor. Enquanto adoravam o Senhor houve um terremoto, as portas se abriram, as cadeias se romperam. Alegramo-nos não quando as circunstâncias são mudadas, mas quando nos alegramos, as circunstâncias mudam. É uma ordem do Senhor. Salmo 32:11 diz assim: “Alegrai-vos no Senhor, e regozijai-vos, vós justos; e exultai, todos vós que sois retos de coração”.
Alegre-se no Senhor. O povo de Israel esperou quatrocentos anos para que a profecia se cumprisse e nós não queremos esperar nem um mês, nem uma semana para que as promessas do Senhor se cumpram. Todas as promessas do Senhor têm um fim e um amém, muitas vezes queremos que a promessa se cumpra imediatamente, mas não é assim, é preciso entender que Deus não existe para cumprir os nossos desejos, as nossas vontades. Temos sonhos e desejos, porem temos que entregar a Ele tudo o que ansiamos e aguardar, pois somente o Senhor sabe a hora exata do cumprimento de tudo aquilo que Ele reservou para cada um de nós. Alegre-se e espere em Deus. Não permita, de forma alguma, que você mesmo anule as promessas do Senhor em sua vida, mas lembre-se das promessas dele com alegria. E assim você possa realmente vivenciar as promessas do Senhor!
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#bomdia #jesuseocaminho #biblia #love #me #gratidão #instagood #obrigadosenhor

Você, você chegou na minha vida. Chegou de um uma hora para outra, sem avisar, sem eu esperar epenas chegou e foi ficando.
E eu que sempre me jurei ser forte nem nunca falar dos meus problemas e sentimentos exagerados com ninguém, não me importava de fala-los para você. Com seus olhos escuros, cílios grandes e sorriso encantador me fazia feliz. Ainda faz, mas agora infelizmente é por distância.
Passávamos horas conversando sentadas em um banco de praça qualquer, olhando horizontes que inventavamos e fazendo futuros que sonhávamos em ter. Mas agora tudo que eu consigo sonhar é em ter você aqui comigo de novo. Para continuar com nossos planos, nossas brincadeiras, nossas longas conversas e nosso amor. Amor esse que está guardado em meu peito, acorrentado na alma, de onde jamais sairá.
Me lembro de como é seu toque, seu beijo de como fazíamos amor, e sinto saudades. Uma puta de uma saudade, que corrói tudo aqui dentro de mim, um sentimento devastador que me faz perder o ar. Mas não como era com você aqui, quando ficávamos sem fôlego com nossos beijos demorados e intensos. Agora o meu ar se vai quando eu penso em você e na falta que me faz e quando eu vejo que estou preste a desmoronar mas tenho que aguentar firme até você estar aqui para me segurar caso eu cair.
Mas o medo muitas vezes me destrói. Medos esses como te perder, caso você encontre alguém melhor que eu. O que eu não julgo ser muito difícil, sempre fui brava, estressada e indecisa. Nunca fui interessante, oposto de você, que sempre foi incrível e linda.
Tenho medo de você desistir de tudo isso, de nós. Medo de que você se canse de me mandar mensagens me perguntando se eu estou bem e como foi o meu dia, de me ligar de madrugada quando não estiver conseguindo dormir ou de dizer o quanto sou importante e que sente minha falta.
Mas eu sempre vou acreditar nas nossas juras de amor. No nosso “para sempre”.
Ainda vou esperar te ver entrando pela porta me abraçando e dizendo que vai ficar tudo bem. Que sempre estará alí e não sairá até que eu te mande embora, mas já sabendo que isso não irá acontecer.
Quando esse dia chegar, vou sorrir. Sorrir de verdade, vou ser feliz, estarei completa. Não apenas essas metades que eu me encontro agora.
Irei olhar nos seus olhos e dizer o quanto te amo. E fazer você jurar que jamais sairá dos meus braços, dos meus planos, dos meus dias e da minha vida.“
“(1) 16:38
—  Hellen Moraes.
Eu tentei escrever um diário, não sei por qual motivo, mas tentei, porém, a percepção de que todos os meus dias são iguais, desmotivou-me o desejo de escrever sobre a rotina. Às vezes, me parece que estou respirando o mesmo ar de ontem, revendo os mesmos rostos, vestindo as mesmas roupas, rindo das mesmas piadas sem graça e realizando sem cessar as designações que este sistema capitalista me entregou. Por que estamos a fazer as mesmas coisas? Por dinheiro? Felicidade? Estabilidade? Sobrevivência? Quanto tempo gastamos trabalhando? Ou melhor, quantos anos deixamos de viver? Comer, trabalhar, foder, cagar, mijar, trabalhar. Esta ininterrupta repetição, esta nos dando vida ou arrancando-a? Quem seríamos se não fossemos aquilo que os outros desejam que sejamos? Despertador tocando às 5:30, ônibus lotado das 7:00, ponto batido às 8:00, almoço comercial às 12:00… De repente, acabou-se mais um dia. O que contar aos nosso filhos? Que memórias transmitiremos aos nossos netos? Olhe-se no espelho, vasculhe suas lembranças, pergunte ao homem que já revela as primeiras rugas: Por que estou fazendo tudo que faço? Talvez, dirás que tudo isso é por conforto, segurança, estabilidade… Mas aí, virá o questionamento: Quem te ensinou que é necessário que seja assim? Não é da natureza do homem ser escravo de seu próprio suor, pelo contrário, nascemos para sermos livres. Em que ponto de nossas vidas nos colocaram estas amarras consumistas? Quem nos prendeu atrás destas grades feitas de ambição? Quando perceberás que és mais um Sísifo no mundo? Avançando ao abismo com os olhos cegados por escamas, os pés acorrentados à necessidade de ser alguém socialmente… Feliz, mas sem alegria. Várias conquistas, mas nenhuma vitória. Inúmeras histórias, mas nenhuma novidade. Vivendo uma vida sem vida, sem liberdade, sem um diário…
—  Gabriel Vargas

As noites nao brilham mais igual o olhar da criança  para os fogos de artifício no ano novo…
Nada mais tem brilho, tudo é cinza.
Me sinto um idiota por não saber o que devo fazer, e muitos mais idiota de por vezes  ter a consciência do que devo fazer, porém não ter a coragem necessária para fazê-la. Parece que já fui acorrentado no navio negreiro da sociedade, das suas futilidades, das suas amarguras, das coisas materiais, dos status de pessoa bem sucedida e da esperança de ser o filho perfeito.
Penso cá comigo naqueles momentos de reflexão solidária da madrugada. O que eu realmente nasci para ser?  Será que estou no caminho certo? Será que eu serei feliz?…. Quando penso essas coisas sinto meu coração ser constrangido entre minhas costelas e um êxtase de angústia toma minha barriga. Essa dúvida realmente me incômoda mas também me faz sentir vivo, me faz querer no dia seguinte sair pelo mundo a fora para me descobrir. Sem ternos, sem relógios, sem julgamentos, sem status, somente eu e o mundo e quiça pessoas que cresceram sem ser acustamadas a serem servidas.

Devaneios de uma garota suicida

 É como um quarto escuro durante a noite. Algumas vezes, a luz se infiltra pelas frestas da janela e nos traz um pouco de luz. Na maior parte do tempo, apenas escuro.

  É como uma gaiola. Somos pássaros encarcerados. Presos entre barras. Enxergamos a luz, os caminhos, as pessoas, as cores. Porém, ainda estamos enjaulados. Alguns acorrentados ao sentimento de culpa, outros no ódio - na maior parte do tempo, de nós mesmos. Todos submersos em dor. Aquela que consome e engole. Revira as entranhas.

  Dá vontade de chorar, mas o choro trava na garganta. As lágrimas? Secaram antes mesmo que eu tivesse tempo de assimilar que chorava. A solidão é companheira. A escuridão cresce a cada dia. Afoga. Tudo me puxa para baixo, como a gravidade me atraindo ao inferno. Pés, pernas, tronco, braços. Atirada no chão, ajoelhada, abraçando a mim mesma. Implorando por clemência, sempre implorando. “Por favor; por favor. Só quero morrer.” - sussurrando para o vento, para a noite ou para seja lá o que puder me ouvir.

  Sangrando por dentro; sangrando por fora. A dor me mantém acordada. De noite, quando durmo, acordo entre um pesadelo e outro. Sempre suada, com lágrimas pelas bochechas, tremendo. Sempre achando que nunca mais voltarei a sentir nada. Sempre voltando àquele imenso buraco escuro no meio, bem no meio de meu ser. Àquele buraco em minha alma.

- Giulia Bittencourt.

O demônio e a garota

O anjo corrompido banido por Deus junto à Lúcifer por uma revolução no céu.
— Amais os homens, como me amas. Deus exclamou.
Por negar amar porcos, fomos banidos.
E naquela revolução falha, Deus mostrou sua ira aos desobedientes de sua palavra. Eu, nós odiamos os humanos desde então como nunca, proclamei a revolta, o jogo, a tortura em vossas almas.
Aniquilei cada um deles, com guerras tolas, brigas fugazes.. mas isso não satisfazia-me, machuca-los não era de meu agrado, apesar do ódio que sentia. Foi quando eu a conheci, uma frágil garota dos cabelos negros, sua alma era pura. Seu pai era um pecador, sua mãe também, mas ela, ela era pura. Não habitava maldades naquele ser. Todos os dias eu a observava-a, foi quando aproximei-me, ela não podia me ver, a não ser que eu queira, o que me deixava feliz, pois gostava de olhá-la. Não deixava nem um demônio aproximar, protegia-a ferozmente. — Nela, ninguém toca. Murmurei. Bufei. Exclamei. Gritei. E todos assim respeitaram, não precisei arrancar a cabeça de nem um demônio para que minha exigência seja respeitada.
Observava-a dormindo, que Garotinha perfeita. Sua pureza contagiou-me, e então não sentia tanto ódio assim. Comecei entender porque Deus queria que amasse-os. Olhei para sua estante, continha poucos livros, alguns autores eu até conhecia. Franz Kafka, atormentado pelo soberania de seu pai. Dostoiévski, Goethe .. Alguns eu até atormentei. Me deparo com um livro em especial, Canto 35 Inferno de Dante. Começo a gargalhar, Dante era um ótimo comediante.
Sento-me ao lado direito de sua cama, passo a mão em seu leve rosto delicado, minha mão áspera, minhas unhas não cortadas fazem ela acordar subitamente, ela grita por seu pai desesperada. Ninguém aparece, seu pai está bêbado novamente sobre o sofá da casa. Sua mãe estava em algum bar pela cidade.
— Quem está aí?
Ela pergunta com medo.
Não a respondo. Viro as costas para ir embora
— Diga, eu sinto você, sinto você a muito tempo..
Paro, fico em choque por alguns minutos e vou embora, deixando-a em paz.
Ao passar os anos, sua puberdade chegou, e ela chegou na fase de namorar. Todos seus namorados eram idiotas, nada digno de tal. Odiava a ideia de ela ser ferida, então eu espantava todos os idiotas de perto dela, era até engraçado.
Mas, ela sofria com isso, achava que tinha algo de errado com ela, e isso deixava-me enfurecido, pois algo tão belo, tão puro, tão único… ela era perfeita, pra mim.
Se parecesse para ela com minha forma real, se assustaria, os humanos temem o que não compreendem. Então tive a brilhante ideia de encarnar em um corpo humano, ser hospedeiro de alguém. Fui a procura de um corpo adequando, foi quando achei um belo rapaz, cabelos longos e loiros, olhos azuis e sem barba, adentrei seu corpo, sua alma vazia clamava por piedade.
Eu sabia muito bem do que ela gostava, sabia suas falhas, sabia onde acertar, então não foi muito difícil conquista-la.
Com ela eu vivi, com ela eu amei. Amei como nunca um banido do céu poderia amar. Discutimos, claro, cabeça dura a dela, mas voltávamos sempre. Ela se assustava quando começava a falar de poder, que almejava o poder. Dizia que temia o que eu poderia me tornar.
Seus olhos eram reluzentes gostava de olhá-los, conseguia enxergar sua pura alma, sua voz era forte e doce.
Meus ciúmes por ela era corrosivo, mas não deixava transparecer. Como foram bons momentos aqueles, pensávamos em casar, ter filhos. Eu compreendi o que Deus criou, e respeitei-vos, agradecendo-o, pois o imperfeito tornasse único, em meio a milhares de semelhantes.
Assim foram durante anos, até eu perceber que minha escuridão estava manchando sua alma pura. Ela estava começando a enlouquecer, e sabia que era culpa minha, desde o começo, mas minha ignorância e posse, não permitiu aceitar o que estava vendo. Eu estava destruindo a criação de Deus, sua linda alma estava tornando-se escura, maligna, ela começava a dar crises de desespero, pois adentrava como um veneno. Sabia o que tinha que fazer, mas eu não queria, tinha que fazer, pois não travava de mim, e sim dela.
Foi quando parti, sem dizer para onde ia ou porque, apenas parti. Ela chorado clamava por resposta, disse que não a amava mais, que esse amor platônico já deu o que tinha que dar. Ela chorou aquela noite, pude observar tudo, escutar tudo, sentia sua dor rasgando minha pele. Mas, que mais eu podia fazer? Nada além disso.
Ao voltar para minha casa"Inferno", fui acorrentado e torturado por demônios, junto à homens que ali habitavam.
Uma alma me perguntou — Ei, o que você fez de errado?
Sorri e disse — Eu amei.
Logo em seguida esquartejarão-me. Fiquei condenado as profundezas do inferno. Eu tinha medo de algum demônio acabar fazendo mal a ela, então eu orei, orei no próprio inferno para que guardasse a alma daquela simples garota. E então, Senti que Deus havia me escutado, consegui ficar em paz, por assim dizer.

Ainda existe escravidão

Violentados
Sequestrados
Jogados num porão
Acorrentados
Aprisionados
Nos olhos a escuridão
Calçaram a dor
Vestiram a humilhação
Discriminados pela cor
Tinham a cor da noite
Era esse o motivo da condenação
Dos grilhos, do açoites
Animais em cativeiros
Ninguém prestava atenção
Na dor dos olhos rasos d'água
No silêncio que gritava
Rebelião
Liberdade
Zumbi
Abolição
E tem negros que ainda vive na escravidão
na mente, acreditou que era inferior…

_ Felicity

Amar alguém é a tarefa mais difícil e prazerosa que cabe a um ser humano, sorte nossa poder amar e ser amado, acordar todos os dias com a certeza de um “bom dia” pelo celular, cabe a nós, os amantes, a intensa dor da espera pelo fim de semana, quem diria que 5 dias demorariam tanto para passar, enquanto o sábado escorre tão rápido para o domingo e este anoitece com uma atroz velocidade.
Cabe a todo ser que ama o sofrimento e a felicidade, e, acredite, estes sentimentos facilmente se transformam, um no outro, um pelo outro, assim como vivem os amados, um pelo outro. Há quem diga que os namorados vivem presos, acorrentados um no outro, quem nos dera, este seria nosso melhor presente, mas infelizmente não é assim, por isso, fazemos questão de mostrar a todos os leigos no assunto o quanto é bom termos um amor, o quanto seria maravilhoso viver presos um ao outro em sentido literal.
Eu um dia hei de descobrir o nível de loucura em que se encontra o ser que rejeita o amor, que nega a si mesmo este enorme delírio lúcido que tem um sabor doce, que vicia, que penetra nas veias, chega ao coração, cola na alma e jamais te deixa ser o mesmo.
—  Caroline