acho que ele quer me matar

Pedido:  Faz um do Harry em q ela faz greve por q ficou brava por algum motivo vc escolhe aí ela fica provocando ele usando umas micro roupas e quando do eles saem e ela provoca ele tipo fica pegando nele ai quando eles chegam em casa ele acaba com a greve E aí ele pede desculpa pra ela pode ser hot no final mais romântico- Anonimo

*Aqui nesse link http://hot-1d-imagine.tumblr.com/pedidos vocês podem ver quais e a ordem que em os imagines vão ser postados, se o seu não estiver na lista é porque infelizmente não chegou, vou estar sempre atualizando a lista*

***

Imagine hot Harry

Eu estava furiosa, Harry teve um ataque de ciúmes quando foi me buscar na minha faculdade, só porque o meu amigo me abraçou .

- Harry, pelo amor de deus, ele é só meu amigo, não tem porque ficar com ciúmes, já falei isso um milhão de vezes – Digo colocando a bolsa em cima da mesa e virando de frente pro Harry que estava logo atrás de mim, essa já era a segunda vez que Harry ficava com ciúmes de mim com Frank .

- Não (S/n) eu vi a maneira como ele olhava pra você de cima pra baixo, ele te queria  – Harry falou com raiva me encarando .

- Meu deus, isso nunca, ele nunca ia me olhar assim – Falo passando a mão no meu cabelo.

- Pois eu vi, e vi como ele olhou para sua bunda quando você veio na minha direção – Harry falou olhando diretamente nos meus olhos .

-Mas que droga Harry, o Frank é gay, GAY – Falei já explodindo de raiva .

Harry para na hora de discutir comigo e me encara com uma cara de bocó .

- Gay ? – Ele pergunta surpreso.

- Sim, gay – Afirmo.

- Então porque não me contou antes? – Harry pergunta mais calmo.

- Porque ele pediu segredo, mas você estava insuportável e tive que falar agora – Digo retirando meu casaco .

Harry fica mais manso e caminha na minha direção .

- Desculpa, Babe, você sabe como eu fico quando vejo algum homem com segundas intenções para cima de você, eu fico louco, você é minha – Ele diz me abraçando pela cintura e cheirando meu pescoço .

- Tudo bem, você está desculpado, mas estamos em greve de sexo – Digo me afastando dele e subindo a escada deixando ele lá na sala sem acreditar no que eu disse .

- (S/N) – Ele grita meu nome e eu rio e vou para nosso quarto, vou levar ele á loucura com essa greve de sexo .

Entro no banheiro e tomo um banho e assim que termino saio nua e abro a porta do banheiro e vejo Harry sentado na cama me encarando .

Hora de por o plano em pratica .

Saio andando pelo quarto nua e Harry trava o maxilar e eu sorrio maliciosa, pego uma camisola de seda vermelha e a visto sem colocar calcinha ou sutiã .

- Acho que nós deveríamos ir jantar fora, aqui não tem nada pronto – Digo sentando perto dele .

- Também acho – Ele diz com a voz rouca e eu me levanto e visto uma roupa para sair, e ele já caminha colocando uma nova blusa .

***

Assim que chegamos ao restaurante, eu sento do lado de Harry e fazemos o nosso pedido, enquanto a comida não chega nos conversamos sobre o nosso dia até que ele toca no assunto sexo .

- Então estamos mesmo de greve de sexo ? – Ele pergunta

- Sim – repondo passando as unhas na sua coxa, ele segura minha mão com força .

- Você quer me matar- Harry diz gemendo do meu lado .

- Não, eu quero te punir – Eu respondo sorrindo meiga e desço minha mão para ficar em cima de seu membro onde eu o aperto e ele morde o lábio para na gemer .

- Você está brincando com fogo – Harry me avisa com a voz sensual .

- Ah, eu sei, mas dessa vez eu sou o fogo – Respondo sussurrando no ouvido dele e mordo o lóbulo do ouvido dele e Harry geme e crava suas unhas curtas na minha perna, aperto mais o seu membro e ele aperta a minha coxa, vou depositando beijinhos no pescoço dele e Harry geme baixo e eu rio . Faço movimentos de vai e vem no seu pênis e ele mexe seu quadril devagarinho acompanhando os movimentos da minha mão .

- Nada de orgasmo para você, Sr Styles - Digo e Harry fica frustrado 

- Quando essa greve acabar eu vou te foder tanto que nem conseguirá sentar  no dia seguinte - ele diz com a voz rouca no meu ouvido me fazendo arrepiar.

Nossas comidas chegam e quando finalmente terminamos, Harry me leva rapidamente para casa .

Quando chegamos eu subo e ponho uma camisola branca transparente e fico sem sutiã e sem calcinha, eu me curvo para pegar minhas pantufas que estão no chão e no segundo seguinte sinto algo na minha intimidade, gemo alto ao perceber que é a boca do Harry .

- Oh Deus, Harry – Digo alto quando sua língua lambe meu clitóris e me penetra com a mesma logo depois, eu me seguro na cômoda e abro minhas pernas me deixando exposta para Harry fazer o que quiser comigo .

- E a nossa greve de sexo ? – Ele pergunta parando de me chupar e enquanto me espera responder ele penetra um dedo em mim, me fazendo geme e jogar a cabeça para trás .

- Dane-se a greve, eu quero você dentro de mim – Digo encarando seus olhos verdes .

- Oh (S/n) você me deixa tão excitado – Ele diz caindo de boca na minha intimidade e me suga de uma maneira tão boa que eu acabo gozando na sua boca, ele lambe tudo .

- Venha – ele manda e m puxa pelo braço e me joga na cama, caio de pernas abertas, Harry retira toda a sua roupa e fica por cima e mim . – Agora vou mostrar o porque não devemos fazer greve de sexo – Harry diz com a voz em um tom baixo e eu me arrepio toda .

Sinto seu pênis na minha entrada e cravo minhas unhas nas costas dele .

Harry me penetra com força fazendo eu soltar um grito de prazer e ele gemer roucamente no meu ouvido . Ele começa a entrar e sair de dentro de mim enquanto suga meu seio e entrelaça seus dedos nos meus a cima de minha cabeça .

- Tão apertada e molhada para mim – Harry fala e aumenta a velocidade das estocadas . Minutos depois ele me vira e faz com que eu fique por cima dele . Começo a subir e descer por cima de seu pau e ele aperta minha cintura me ajudando a cavalgar nele .

Sinto meu orgasmo chegar e explodo de prazer ao redor do membro dele e caio por cima de seu corpo, ele continua a me penetrar e logo depois sinto seus jatos de prazer me preencher .

- Vamos prometer nunca mais fazer greve de sexo, porque eu não consigo ficar sem provar o seu corpo – Harry diz tomando meus lábios nos seus . – E me desculpe por ser um babaca hoje mais cedo, eu simplesmente perco a cabeça com a possibilidade de você achar alguém melhor para você – Ele diz fazendo carinho na minha bochecha .

- Harry, eu já achei esse alguém e essa pessoa é você, eu te amo demais – Digo e dou um selinho nele .

- Eu te amo, Babe  - Ele diz e eu sorriso e me levanto de cima dele, ainda sinto ele dentro de mim .

- Segundo round ? – Pergunto e Harry sorri mostrando suas covinhas e me vira com tudo e fica por cima de mim .

Espero que tenham gostado, se sim, mandem uma ask me contando ;)

Imagine Hot Zayn Malik - feito por Bru.

Hey bru, faz um do Zayn que ele eh irresponsavel, dai ele e a s/n tem um filho de 5 anos, e ela nao que ele fume perto do filho por que acha que pode influenciar?

O barulho do vídeo game invadia a casa, além dos gritos de Zayn depois de ser derrotado no Mario Kart para seu filho de apenas cinco anos. Terminei de arrumar a bagunça que fizemos no almoço e fui me juntar a eles. Cheguei na porta da sala de tv e os dois viraram a cabeça para me ver. Matt deu um sorrisinho fofo e Zayn me encarou com malícia, sorriu de lado e mordeu o lábios me chamando para sentar em seu colo.

- Mamãe olha eu ganhei do papai de novo. - o bebê gritou animado por ganhar e eu ri.

- Eu deixei ele ganhar tá ok? - Meu marido mostrou a língua para o filho que começou a gritar mentira, nos fazendo cair na gargalhada.

Sentei me ao lado dos dois no sofá, logo sendo abraçada por meu filho, que como de costume sentou e meu colo e apoiou a cabeça em meu peito. Passei a mão em seu cabelo fazendo um carinho de leve. Ele logo se ajeitou e a respiração começou a ficar ritmada.

- Não é possível! Ele estava todo alegre e falante dois segundos atrás, foi só você chegar que ele tá caindo sono!

- Coitado do meu filho. Você tá atormentando ele desde cedo. - Zayn riu

- Seu filho né? Fez com o dedo. - ri baixinho e apoiei meu corpo no sofá melhor, enquanto Matt já dormia. Zayn deu um beijo em meu rosto e outro na cabeça do bebê -Vou lá fora fumar um cigarro, já volto - largou o controle e saiu antes de eu responder.

Antes mesmo de conhecer Zayn ele já fumava. Não me incomodava muito, até achava sexy, depois de casarmos e termos Matt ele diminuiu muito o uso do cigarro mas ainda sim continua. Não gosto que ele fume perto de nosso filho por que pode de um jeito ou de outro influenciar, Zayn é o exemplo dele e o pequeno já se inspira no pai cada dia mais. Faço uma nota mental para conversar com Zayn depois e admiro o bebê na minha frente. Ele é simplesmente perfeito. Seu cabelo castanho escuro bem lisinho. Às vezes me pego pensando em como eu e Zayn fomos capazes de fazer algo tão perfeito. Meu marido passa pela porta de vidro que dá acesso ao exterior da casa e se vira para mim caminhando lentamente até perto e ajoelhando a minha frente.

-Ele desmaiou mesmo né?- perguntou baixinho para não acordar Matt. Afirmei com um sorrisinho e Zayn se levantou estendendo os braços para pegar nosso filho. - Me dá ele vou subir para tomar um banho e o deixo na cama. - Pegou o bebê no colo com cuidado e subiu as escadas.

Depois de assistir um pouco de série subi a escadas já com os olhos quase fechando. Passei no quarto de Matt e vi que ele já estava de banho tomado e de pijama, abraçado com uma das almofadas de sua cama já apagado de novo. Ajeitei tudo e ele quase não se mexeu. Fechei a porta do quarto e fui para o meu em silêncio. Abri a porta e nenhum sinal de Zayn. Olhei para a varanda e lá estava ele. Sem camisa com uma bermuda comprida apoiado no parapeito da sacada. Ele tinha em seus dedos um cigarro quase no fim. Cheguei e o abracei por trás deixando um beijo nas suas costas. Sua pele arrepiou e ele apagou o cigarro o jogando dentro do cinzeiro. Virou-se para mim e sorriu, segurando os dois lados de meu rosto com as mãos, me beijando em seguida. Abracei sua cintura para buscar mais contato e ele puxou minha nunca aprofundando o beijo. Dava para sentir o gosto de cigarro em seu beijo, o que me fez lembrar de conversar com ele daqui a pouco.

- Oi, gostosa. - Zayn falou e eu revirei os olhos. - Sou tão sortudo de ter você. - passou a mão em minha cintura, subindo para meu seio direito coberto pelo tecido do vestido, descendo logo depois para minha bunda onde deixou um apertão me fazendo arfar. -Na moral amor, olha isso. - Passou a mão novamente em meu corpo apertando cada parte que podia em mim. - Porra olha o que você faz comigo. - forçou seu quadril contra o meu me mostrando a ereção que estava ali presente. - Sou louco por você, sabia? - Afirmei com a cabeça passando as unhas em sua barriga desnuda. - Safada. - Já tinha um plano em mente, falaria para ele parar de fumar quando estivéssemos na cama.

- Vamos nos divertir um pouco Malik. - o chamei com o dedo até a cama. Ele veio como um cachorrinho e eu ri. - Senta aí. Agora. - ele levantou as mãos em rendimento e sentou apoiando na cabeceira. Comecei a tirar o vestido lentamente o vendo colocar a mão sobre a bermuda. Como estava sem sutiã tirei somente o vestido e a calcinha engatinhando da ponta da cama até seu colo onde sentei exatamente onde seu membro estava. Zayn arfou. - Eu vou ficar por cima hoje entendeu? - Ele assentiu e fechou os olhos assim que eu comecei a rebolar em seu colo, com as mãos dando prazer a mim mesma apertando meus seios. Conseguia sentir seu membro endurecer e eu sorri. - O que eu faço com você? Em? - Ele ia responder mas assim que ele ia falar tapei sua boca com a mão. - Você está gostando disso amor? - Perguntei perto de seu ouvido, logo depois deixando chupões doloridos no seu pescoço. Ele segurou minha cintura me forçando a sentar mais forte sobre seu membro. Fiz com ele pediu e me mexi com mais força em seu colo, um gemido sofrido saindo de seus lábios. - Preciso que faça uma coisa por mim. - Beijei seu ponto fraco logo atrás da orelha. - Quero que faça exatamente o que eu pedir, e se não fazer não vou terminar o que comecei aqui, ok? - Ele franziu o cenho.

- O que quer, babygirl? - Ele sussurrou pegando em meus seios enchendo suas mãos. - Faço tudo o que você quiser? - Massageou meus seios me fazendo gemer. - Tudo.

- Quero que pare de fumar, acho que vai influenciar nosso filho além de te matar aos poucos. Não quero perder você. Sabe disso não é? - Desci sua bermuda e o peguei em minha mão, descendo e subindo. - Você pode sentir prazer de várias outras formas, daddy. - Beijei seu pescoço continuando com os movimentos nele.

- Tá, que saco. - apertei seu membro um pouco mais forte e ele gemeu. - Ah porra, por favor, eu paro mas me deixa foder você. Agora. - sussurrei em seu ouvido palavras sujas e ele quase veio na minha mão, mordi seu maxilar e me posicionei para entrar nele. - Porra babygirl vou gozar rápido desse jeito.

-Eu sei, daddy. - beijei sua boca rápido. - Faz assim. - peguei sua mão e esfreguei meu clitoris. - Vem pra mim, vem. - quase como uma ordem ele gozou dentro de mim, e eu alguns segundos depois. O beijei mordendo o lábio inferior múltiplas vezes e me desinchei dele caindo ao lado da cama. - Caralho isso foi ótimo.

- Sobre esse lance de parar de fumar, vou ter que parar mesmo? - Fiz que sim. - Mas você disse que eu fico sexy…

- Pare de dar desculpas. Você fica sexy assim olha. Cheio de arranhões e chupões meus. Agora vamos dormir, estou exausta.

- O que você não pede sorrindo que eu não faço chorando?

- Nada baby, nada. - Sorri me ajeitando em seu peito.

não esqueçam do ❤️ beijos.

One Shot - Zayn Malik (Parte II)

<< Parte I

- Reunião com os novos roteiristas do filme, coletiva de imprensa, gravação da cena final do filme, entrevista para o Today, visita ao hospital de crianças com câncer e por fim um jantar com o Josh Hutcherson. - Parei de encarar meu notebook quando Hannah disse o último compromisso.

- Como?

- Jantar com o Josh Hutcherson. - Ela riu.

- Não acho oportuno agora.

- E por quê?

- Terminei com o Zayn há dois meses Hannah.

- Isso já é tempo demais. Ele está louquinho por você! - Ela ria feliz, parecia até que era com ela.

- Não sei ainda.

- Ligue pra ele agora.

- Pra quê?

- Confirmando que vai.

- Não garanto nada. - Levantei-me da cama e fui para o banheiro. Eu teria que começar o dia logo para que tudo terminasse logo.

Eu já não aguentava mais aquela reunião irritante, os dois novos roteiristas só falavam o que eu já sabia, sempre era mesma coisa quanto trocava tudo. A coletiva de imprensa foi tranquila, eles queriam colocar o assunto do meu término com Zayn no contexto, mas eu sempre arranjava um jeito de sair, mas na entrevista foi impossível não falar nada.

- Como foi tudo? - Minha mãe perguntou.

- Foi tranquilo, você vai ver mais tarde na TV. - Eu ri.

- E como você está?

- Estou bem.

- (s/a)…

- Sinto falta dele, melhorou? - Ri fraco. - Mas se ele não sente o mesmo o que me resta é esquecê-lo.

- Vocês deveriam conversar novamente, filha.

- Conversar o quê, mãe? Ele não quer assumir esse filho, eu vou ficar com essa responsabilidade sozinha.

- Eu posso procurar ele e…

- Não! - Praticamente gritei chamando a atenção do meu motorista que me olhou pelo retrovisor. - Se ele mudar de ideia ele que me procure.

- Tudo bem, você que sabe.

- Obrigada.

- Está indo pra casa agora?

- Não, na verdade eu acabei de sair. - Cocei a nuca. - Estou indo jantar com o Josh.

- Quem é Josh?

- Josh Hutcherson.

- Continuo sem saber quem é. - Ela disse me fazendo gargalhar. Minha mãe não era ligada nessas coisas de meio artístico, só sabe que eu sou famosa porque sou filha dela, se não…

- Ele faz filmes também.

- Interessante.

- Não está feliz por mim?

- Feliz por você estar tentando enganar seu coração?

- Mãe…

- Você sabe o que faz. - Ela me interrompeu. - Eu só quero que você seja feliz e eu sei que essa felicidade está reservada ao lado do Zayn.

- Eu… Eu preciso desligar. - Falei nervosa e minutos depois desliguei a ligação. Suspirei de forma pesada e fechei os olhos pensativa. Zayn deixou claro que só estava comigo por bem comum, ele só queria se promover mais ainda estando comigo e ainda negou o próprio filho. Que felicidade era essa?

- Você está linda. - Josh disse ao me ver.

- Obrigada.

- Deixe eu me corrigir, você é linda. - Beijou minha mão e arrastou uma cadeira em sua frente para que eu me sentasse.

- Agradeço mais uma vez.

- Como estão as gravações do filme?

- De vento em polpa. - Sorri. - Hoje gravamos a última cena.

- Ainda não, minha cara. - Riu e eu arqueei as sobrancelhas. - Eu farei uma participação especial.

- Sério?

- É. Você não teve uma reunião com os novos roteiristas hoje? - Ele estava confuso. Essa minha surpresa se dava ao fato de que eu não prestei atenção alguma na reunião.

- Tive sim. - Ele riu. - Confesso que estava chatíssima.

- Percebo.

- Mas então, me diga o que acontecerá.

- Nós faremos par romântico, isso não é ótimo? - Por muito pouco eu não joguei o vinho que bebia nele de tanto espanto.

- É… É ótimo.

- (s/n)? - Ouvi a voz de Zayn atrás de mim. Virei para trás e pude vê-lo encarar Josh fixamente.

- Olá, Zayn. - Josh sorriu educadamente, porém desconfortável.

- Oi. - E finalmente ele me olhou. Meu coração acelerou descontroladamente, como aconteceu da primeira vez que o vi. - O que faz aqui?

- Estou jantando. - Falei como se fosse óbvio.

- Eu estou…

- Não precisa me dizer. - Interrompi.

- Quer nos acompanhar? - Josh perguntou cortês.

- Posso mesmo? - Eu não acreditava que Zayn tinha perguntado aquilo. Ele iria aceitar?

- Claro. - Josh sorriu sem mostrar os dentes e eu me remexi na cadeira.

- Então ficarei. - Arregalei minimamente os olhos encarando meu prato. Zayn olhou para os amigos que o esperava e fez um sinal de que ficaria conosco. - Obrigado… - Fez menção para que ele dissesse seu nome.

- Josh Hutcherson.

- Uh! - Riu. - Desculpe, não te reconheci.

- Não há problema.

- Brincando muito com fogo?

- Hã?

- O símbolo dos jogos vorazes não é o fogo? Sei lá, tem no poster. - Ele disse fazendo Josh gargalhar.

- Bem observado.

- Como vai (s/n)? - Zayn me perguntou.

- Bem. - Fui breve. O que estava acontecendo aqui? Meu ex namorado, pai do meu filho, estava sentando na mesma mesa que o cara que estava gostando de mim? O meu encontro era a três? E o pior, com meu ex namorado?

- E o nosso filho? - Ele perguntou tempo depois. Oi?

- Que filho? - Josh questionou.

- Nenhum. - Olhei pra Zayn irritada. Eu já podia jogar a taça de vinho na cara dele? - Você está confundindo os assuntos, Malik.

- Eu posso falar com você um minuto? - Zayn pediu.

- Acho que você não notou que eu e o Josh antes de você chegar estávamos jantando.

- Sim, notei. Eu só quero um minuto.

- Vá (s/n), fique à vontade. - Josh disse compreensivo. Deuses, esse homem era muito paciente ou estava muito a fim de mim. - Eu te espero.

- Obrigada. - Sorri pra ele e me levantei. Fui até a saída e no estacionamento Zayn me puxou pela braço para me abraçar. Essa noite foi de longe a mais estranha. - O que há com você, hein?

- Eu só te quero de volta.

- Ah, só isso? Nossa, tão pouco!

- Olha, eu sei que fiz coisas erradas, mas eu estou profundamente arrependido e só agora eu notei que…

- Pare! - Coloquei a mão em sua boca e tirei rapidamente. - Você não vai me iludir novamente com essas palavras bonitinhas.

- Eu não quero te iludir, minha intenção é…

- Zayn, para. - Eu interrompi ele novamente. - Você não vê que eu não quero mais?

- C-como?

- É isso mesmo, eu não quero mais nada com você. - Isso doeu fortemente em meu peito. - Eu estou saindo com o Josh agora, por que você não se toca e vai embora?

- Você não está falando sério.

- Ah não? Quer que eu vá lá e beije o Josh pra você acreditar?

- Você não seria… - Ele se calou e suspirou. - Por favor, me dê uma chance de me explicar.

- Não.

- Sua mãe me disse que ia falar com você, mas acho que ela não conseguiu.

- Ah, então vocês estão de amizade? Por isso que ela veio com um papinho ao seu favor hoje. - Zayn sorriu minimamente. - Pois diga a ela que não há condições para voltarmos e diga também que um homem que cogitou a possibilidade de matar o neto dela não merece me ter como mulher.

- Eu estava muito irritado e…

- Tchau. - Direcionei-me para o restaurante novamente respirando de forma ofegante. Cheguei na mesa em que eu estava com Josh e bebi todo o vinho apenas em um gole fazendo-o me olhar assustado. - O que acha de irmos pra minha casa?

- C-claro. - Saímos do restaurante e Josh acenou sorridente para Zayn. Entramos no carro e seguimos para a minha casa, o sorriso de Hannah quase não coube em seu rosto quando nos viu chegar.

- Querem algo pra comer? - Ela perguntou.

- Não. Josh, me perdoe, mas você poderia voltar outro dia? - Pedi massageando minhas têmporas para evidenciar que eu não me sentia bem.

- Sim, claro.

- Obrigada. - Sorri, beijei sua bochecha e levei-o até a porta.

- O que foi isso? - Hannah perguntou indignada.

- Zayn apareceu no restaurante e quase esfregou na cara do Josh que eu estou grávida dele.

- O quê? - Gritou. - Me explica isso (s/a).

Contei tudo a ela que me encarava incrédula, Hannah disse que se possível queria dar um golpe de box em Zayn quando o visse novamente. Eu ria, mas no fundo eu estava totalmente perdida sem saber o que fazer. Minha mente estava numa luta terrível com o meu coração. A mente dizia que eu não podia voltar pra ele por tudo o que ele me disse naquele dia, mas o coração dizia que ele estava arrependido e merecia uma chance. Como o coração de uma mulher pode ser tão tolo a ponto de acreditar nas primeiras palavras de um homem aparentemente arrependido?

- Idiota. - Me xinguei enquanto me olhava no espelho e me vesti pra dormir.

“Obrigada pela noite e desculpa por tudo.” - Mandei para Josh.

“Você é incrivelmente linda, talentosa e divertida. Essa noite foi maravilhosa, espero repetir em breve. Te vejo nas gravações!” - Ele respondeu minutos depois. Ah, ainda tinham essas gravações!

- Está mais calma? - Hannah perguntou me dando uma xícara de chá na manhã seguinte.

- Sim, ontem eu não estava nervosa, estava?

- Um pouco. Isso faz mal para o bebê. - Suspirei.

- Eu sei.

- Você não bebeu nada alcoólico ontem, não foi?

- É…

- Não acredito (s/a). Você está grávida caramba! - Gritou.

- Oi? Eu ouvi direito? - Meu assessor, que cuida da parte financeira da minha carreira, entrou na cozinha como um furacão.

- Dennis, eu ia te contar.

- Então essa frase que eu acabei de ouvir é verídica?

- Sim. - Eu já esperava por seu chilique. - Foi algo inesperado, mas eu não posso simplesmente esconder isso de todos.

- O pai é o Malik, não é?

- É.

- E pelo o que conheço dessa raça de cantores ele te pediu pra tirar a criança ou escondê-la como um patinho feio, não foi? - Os cantores eram tão previsíveis assim?

- Foi. - Me senti uma otária.

- Mas dessa vez a história será outra.

- Como assim?

- Ele vai assumir essa criança.

- Mas ele não…

- Não importa o que ele quer. - Me interrompeu irritado. - Eu vou foder com a vida desse cara se ele não fizer o papel de homem que a situação exige.

- Dennis, eu não posso obrigá-lo a isso.

- Você quer uma criança sem pai? - Fiz sinal que não com a cabeça. - Então é disso que eu vou cuidar, seu filho vai ter um pai ou eu não me chamarei Dennis Wang.

- Ele me procurou ontem enquanto eu jantava com o Josh e quis saber da criança.

- Pelo menos uma iniciativa que preste. - Eu ri com sua raiva. - Viu só? Eu te avisei pra não se animar demais com ele.

- Não joga na cara Dennis, isso só piora. - Hannah se pronunciou.

- E você deixou, não é? - Dirigiu-se a Hannah. - Você é quem deveria cuidar da imagem dela e olha só o que você nos apronta.

- Ei, a Hannah é apenas a minha assessora de imprensa, ela não é minha babá. - Levantei-me da cadeira irritada. - Quem sabe da minha vida sou eu, se eu fiz a merda de cair na conversa do Zayn a culpa é minha! - Falei quase que gritando e saí às pressas de casa.

Essa vergonha de ter sido enganada por esse homem iria permanecer pra sempre em minha vida? Todos iriam me criticar por isso? E se eu perdoasse ele seria mais criticada ainda? Minha cabeça estava trabalhando incansavelmente a cada segundo e isso me deu uma enxaqueca terrível.

- Podemos começar a gravar? - O diretor perguntou.

- Sim, podemos. - Sorri para ele e em seguida para Josh que estava bem posicionado à minha frente.

- Gravando.

- Você não pode me deixar agora, qualquer momento seria oportuno, mas não agora. - Josh disse com uma emoção que me comoveu, me fazendo lembrar do dia em que contei a Zayn que estava grávida. Era essa a frase que eu poderia ter dito, que eu provavelmente diria em meus dias de fraqueza.

- Será necessário ir, eu prometo que voltarei logo. - Beijei sua mão.

- Eu irei com você.

- Não.

- Por quê?

- Eu não posso te dizer.

- Diga. - Me olhou fixamente. Olhos nos olhos.

- Eu sou agente secreta da CIA. - Falei buscando inspirações nos filmes anteriores para continuar aquela cena. Zayn invadia meu pensamento como bombas aéreas.

- Por que não me disse antes?

- Você não compreenderia, eu estaria te colocando em perigo. - Aproximei ainda mais nossos corpos. - Eu te amo demais pra te perder por uma bobagem dessas. - Encarei Josh mais uma vez de forma profunda e agora era a hora, eu tinha que beijá-lo.

Quando nos aproximamos de uma forma considerável um barulho invadiu a sala silenciosa fazendo o diretor gritar “corta” enraivado. Fechei os olhos agradecendo mentalmente por isso, eu não estava com cabeça para encenar.

- (s/n), é o seu celular que está tocando. - Um assistente de maquiagem disse.

- Atenda logo, por favor. - O diretor disse calmo agora, mas eu percebia que ele estava irritado.

- Licença. - Falei e corri até o celular. Eu estava tão alucinada que havia esquecido de desligar o celular ou colocado em silencioso. - Alô? - Atendi sem ver quem era.

- (s/n), por favor, me escuta. - A voz de Zayn preencheu meus ouvidos. - Liga a TV e presta atenção na entrevista do canal 29.

- Zayn, eu estava trabalhando.

- Perdão. - Disse breve, eu notei que ele estava nervoso. - Eu te imploro, olhe a TV agora.

- Tudo bem Zayn. Se for uma merda qualquer pode se preparar pra nunca mais falar comigo, entendeu bem? Estou de saco cheio de você.

- Você não vai se arrepender, amor. - Ouvi-lo me chamar assim fez meu coração bater ainda mais rápido. Corri até a TV mais próxima, que ficava na sala em que eu gravava anteriormente, ainda na linha com o Zayn. Todos os funcionários me olharam assustados, inclusive o Josh e em seguida prestaram atenção na entrevista.

- “Zayn, hoje no final da manhã soubemos que a (s/n) (s/s) está grávida. O filho é seu ou resultou de alguma traição e por isso vocês acabaram?” - Meu corpo gelou quando ouvi uma mulher perguntar isso. Todos já sabiam da minha gravidez? E o pior, estavam achando que eu poderia ter traído o Zayn? Isso só pode ser um pesadelo. Dennis, eu ainda terei a oportunidade de te matar!

- “Traição? É mais fácil o Brad trair a Angelina do que a (s/a) ter me traído. Ela sempre foi uma mulher íntegra, de uma atenção e doçura incrível, sincera, bem humorada, compreensiva e linda tanto por dentro quanto por fora. Eu fui um bobo por achar que podia brincar com os sentimentos dela, achei que poderia me beneficiar através de sua fama e me aproximei dela.” - Zayn disse encarando a câmera.

- “Então você assume que se aproveitou da fama de sua ex namorada?” - Outro jornalista questionou.

- “Sim, assumo. A culpa de tudo é minha, só acabamos o namoro porque eu contei o real motivo de ficar com ela, mas só depois de passarmos por tudo isso que eu percebi que a (s/a) é a mulher que eu amo de verdade. A única mulher que eu amei até hoje!” - Ele disse e sorriu logo após. - “Eu acredito que a amei desde o primeiro beijo que demos, o primeiro abraço e o primeiro eu te amo foi verdadeiro, eu senti algo formigar em meu peito e sabia que foi amor, mas só não conseguia admitir.”

- “Há esperanças de vocês voltarem? Até porque há um filho entre vocês agora.”

- “Essa é a única oportunidade que eu tenho agora. Ela não quer mais me ver ou falar comigo.” - Ele disse ainda de cabeça baixa e em seguida olhou para a câmera novamente. - “(s/a), eu sei que você vai ver essa entrevista, até porque eu arranjarei um jeito para isso. Eu quero te pedir pra voltar comigo, a palavra certa seria, mais uma vez, implorar. Volte pra mim, por favor. Eu te amo.” - Ele continuou a dizer de forma tranquila enquanto a câmera focava em seu rosto. - “Eu te amo.” - Ele repetiu.

- Você volta? - Ele perguntou e por um momento eu esqueci que estava numa ligação com ele.

- Zayn… - Eu abria e fechava a boca diversas vezes, mas não conseguia dizer nada.

- E então? - Ele incentivou. - Você me deixa cuidar pessoalmente do meu filho e de você? - Falou atrás de mim e desligou a ligação.

- É… É claro que eu quero. - Sorri e quase não pude enxergá-lo com tantas lágrimas presas em meus olhos. Abracei-o com força e Zayn retribuiu. - Suas fãs devem estar… - Ele colocou o dedo em minha boca.

- Não vamos pensar em nada disso por enquanto. - Retirou o dedo para que os seus lábios tomassem o lugar em minha boca. - Obrigado. - Falou me dando selinhos enquanto eu sentia sua testa suada, provavelmente de tanto nervosismo, na minha.

- Eu te amo. - Falei entre seus beijos.

- Está tudo lindo, maravilhoso, mas nós poderíamos voltar para a cena? - O diretor disse impaciente nos fazendo rir.

- Podemos. - Beijei Zayn mais uma vez. - Desculpa Josh…

- Está tudo bem, você estando feliz é o que importa. - Ele sorriu e beijou minha testa. Confesso que me senti mais confortável.

- Só não beija com muita vontade, Josh. - Zayn disse fazendo todos rirem, até o diretor. - Ela é minha.

Jess

IMAGINE HARRY SYLES


*ficou bobo e sem sentido. Com um final idiota, eu sei. Mas juro que quando tive a ideia, ela me parecia muito boa. Desculpa!
*quero opiniões, viu? Kkk mesmo que sejam ruins.

-Você realmente vai fazer isso?-Liam me perguntava pela milionésima vez enquanto eu arrumava os cobertores um em cima do outro na cama

-Vou - respondi simplesmente, já cansado de escutar sobre o quão errado era enganar a sua namorada.

-Por que você não chama a (Sn) e fala a verdade?-Louis perguntou sentado na poltrona e eu o encarei sério demonstrando que eu já havia tentado isso muitas vezes. Já havia tentado tantas coisas..

-Primeiro: é muito difícil ela largar aquele maldito hospital para apenas “conversar” comigo, tem que ser algo importante, de vida ou morte, para que ela apenas atenda a minha ligação. E o que é mais importante e grave do que uma pessoa doente prestes a morrer?- perguntei de uma maneira como se tivesse descoberto a roda. E achar um jeito de chamar sua atenção foi quase ou mais difícil do que isso- segundo: E como você pretende que eu diga isso a ela?

-Simples: “(Sn), querida, você sabe como eu sou, não sabe? sou carente, chato, mimado, e preciso que você me dê atenção 24 horas por dia porque sou um bebezão chorão”- debochou e eu atirei uma almofada em sua direção

-Como você é engraçado. Estou morrendo de rir- zombei irônico fazendo todos rirem.

-E por que você não dá um ultimato nela?-Niall me perguntou

-Como assim?

-É, dude- Zayn interveio- chega nela e mostra que você tomou uma posição: ou ela dá mais atenção para você ou não dá mais essa relação e você termina tudo.

-E você acha que já não pensei nisso?-suspirei cansado- mas tenho medo dela dizer que é melhor terminarmos e eu ficar sozinho com o orgulho intacto ou acabar de vez com qualquer resto de amor próprio que tenha me sobrado e acabar implorando por qualquer resquício de atenção enquanto choro vendo filmes bobos e me acabando no sorvete- confessei de uma vez e eles apenas me encararam com pena, enquanto Niall ria. Idiota

-É. . Você está mal mesmo. Sinto muito- Liam lamentou e eu respirei fundo voltando ao controle da situação. Pelo menos daquela.

-A (Sn) chega daqui a pouco. Então: saiam!- sibilei e eles ergueram as mãos em sinal de rendição.

-Calma, dude. Já estamos indo- Liam falou se levantando enquanto todos o esperavam na porta do quarto- mas antes..Você tem certeza que a (Sn) vai vir? Você pode passar mal de verdade.

-(Sn) é médica e a desculpa que eu inventei é perfeita. Ela tem que vir- tentei transparecer firmeza mas lá no fundo ainda estava com medo dela me trocar pelo trabalho novamente. Liam apenas concordou e saiu acompanhado dos meninos que riam.

Não me preocupei com eles e fui esquentar uma água para logo depois mergulhar um pano na mesma e passar em mim, me deixando com a temperatura de um febril.

Fui em direção ao banheiro para conferir se a minha manhã sem comer havia me deixado pálido o suficiente e vi que de nada adiantou.

Em um momento de total desespero, optei pela maquiagem de (Sn) e passei ela por todo o meu rosto, exagerando no pó branco. Deus, eu parecia um defunto.

Baguncei meu cabelo propositadamente e ensaiei em frente ao espelho a minha cara de acabado que eu faria para a minha namorada sentir dó de mim. Fiz uma série de polichinelos e abdominais afim de suar e me deitei na cama, ligando para o seu consultório logo em seguida, ciente que ela rejeitaria minha chamada se ligasse em seu celular.

E seja o que Deus quiser.

….

Abri a porta do meu apartamento com pressa preocupada com a ligação do meu namorado aparentemente fraco e doente, o que me fez cancelar três consultas de hoje, mas eu tinha que o fazer ou se não Harry jamais me perdoaria por “Troca-lo” pelo meu trabalho mais uma vez, ainda mais com ele doente.

Do jeito que Harry era um bebezão carente, me xingaria de insensível e sem coração, como todas as vezes que eu não podia cancelar compromissos importantes para assistir um filme bobo em sua companhia. Apesar de me irritar com o jeito que ele definia minha dedicação em ser a melhor pediatra de Londres em algo egoísta e egocêntrica, preferia não brigar e apenas deixa-lo falar para depois que ele se acalmasse, fosse até ele pedir desculpas e fazer as pazes.

Franzi o cenho ao perceber que a casa estava silenciosa e subi as escadas sem jeito, derrubando um vaso ridículo que sua prima havia me dado em meu aniversário, fazendo um barulho estrondoso e a partir daí escutando gemidos de dor do meu namorado que vinham do quarto como se tivesse percebido que eu estava em casa.

Adentrei o quarto escuro e encarei a criatura que se remexia, aparentemente, com dor na cama me deixando preocupada assim que percebi que ele suava apesar de estar coberto por pelo menos cinco cobertores.

Mas minha preocupação se esvaiu quando liguei a luz e vi meu namorado coberto de um pó branco que provavelmente era da minha maquiagem. Seu rosto se assemelhava com um defunto congelado que não sabia passar maquiagem, já que seu queixo estava branco mas sua testa e nariz estava em seu tom normal.

Paralisei por um instante ligando os pontos como a chaleira de água quente no fogão que encontrei recém fervida, minha maquiagem aberta na pia do banheiro e descobri o óbvio: ele estava fingindo estar doente.

Mas, por que?

-(Sn)? É você? - soltei um murmuro confirmando e me aproximei da cama- Acho que vou morrer..- fingiu de maneira ridicula uma tosse e tive que me controlar para não rir. Havia decidido aproveitar a situação e me divertir um pouco.

-O que você tem, meu amor?- perguntei doce acariciando sua testa.

-Não sei- fez bico- estou com o corpo todo dolorido, principalmente a cabeça, febre, e muito muito frio- sussurrou e uma idéia maravilhosa me ocorreu.

-Ah meu Deus! - tentei parecer nervosa- e você teve vontade de vomitar mas não conseguiu?- ele me encarou confuso mas depois negou provavelmente achando que assim eu não saberia do que se tratava a sua “doença”

-Eu consegui vomitar. .

-Harry, meu Deus!- arregalei os olhos de maneira exagerada- Você pode estar com um novo vírus que foi descoberto recentemente aqui em Londres- coloquei as mãos na boca e vi ele arregalar os olhos- Todos os sintomas batem. Precisamos ir imediatamente para o hospital fazer vários exames, você vai ter que levar algumas injeções para tirar sangue, talvez precisará ficar internado e fazer uma cirurgia, mas você fará, não é? Esse vírus é letal - perguntei cínica sabendo do seu pavor em hospitais e ele se desesperou.

-Eu não tenho nada disso, (Sn). É só um mal-estar.

-Mas você não ligou para o meu consultório para dizer que estava muito mal? Com febre alta e tudo mais? - assentiu- e não me pediu pra que eu viesse te ver, mesmo sabendo da urgência das minhas consultas que eu tive que desmarcar?- assentiu novamente, mas receoso dessa vez- então é grave. Você não me tiraria do meu trabalho só por causa de um mal-estar bobo, tiraria?- perguntei arqueando as sobrancelhas e ele pausou.

-Er..Não.

-Então, meu amor. Como eu sei que você jamais faria isso comigo por uma besteira boba e infantil, esse seu adoecimento deve ser grave- conclui e ele abaixou o olhar- Não é?

-Eu..Não sei- continuou a mentir e eu decidi puni-lo.

-Já sei o que podemos fazer. Vou preparar um banho pra você e uma comidinha bem gostosa e se você não melhorar iremos ao hospital fazer tudo aquilo que lhe disse. Ok?

-Tudo bem- concordou e eu fui preparar seu banho.

….

-Meu Deus, como você está febril- exagerei enquanto tirava sua roupa no banheiro- ainda bem que preparei esse banho, ele vai ajudar a abaixar a sua febre.

-Tomara- sorriu tímido e logo tirou sua boxer, ficando nu

O ajudei a ir até a banheira, e quando ele estava do lado da mesma, o empurrei com força, o derrubando em uma água gelada repleta de cubos de gelo que preparei especialmente para ele mesmo sabendo que Londres estava com a temperatura abaixo de 0.

-CARALHO, (SN)! - gritou assim que emergiu e tive que fazer uma força sobrenatural para não gargalhar de sua expressão - ESTÁ MUITO FRIA.

-É pra ajudar a passar a febre, meu amor- O empurrei nnovamente para o fundo vendo que seus lábios já estavam roxos e ele dava leves espasmos de frio com seus dentes rangendo.

-Me deixe sair daqui- pediu assim que o empurrei para mergulhar novamente e eu apenas neguei.

-Você ainda está febril, meu anjo.

-Mas eu estou com muito frio.

-E você não estava com frio antes?- tentei parecer confusa e ele deu uma leve tossida fingida antes de responder- não entendi a diferença.

-Sim..er..eu estava, mas agora eu estou mais.

-Ah sim.. Então vamos sair do banhinho- afinei a voz falando quase como eu bebê e o ajudei a sair da banheira, o entregando uma toalha minúscula para que ele se enxugasse- aqui- estendi a ele que encarou aquele pedaço de pano e suplicou com o olhar para que lhe desse uma maior. Mas apenas o ignorei- vou preparar sua comida. Consegue se enxugar sozinho?

-Eu..- o interrompi.

-Ótimo. Depois vá se deitar- finalizei saindo do banheiro, não dando chance para que ele argumentasse.

….

- Sopa?- perguntou decepcionado assim que entrei no quarto carregando a tigela quente em uma bandeja que logo apoiei em sua perna.

-Você está doente, queria o que? Sorvete? Macarrão? Lasanha? Nada disso.

-Mas eu detesto sopa- fez um bico extremamente adorável e se eu não soubesse que tudo aquilo era fingimento, teria derretido no mesmo instante e preparado qualquer comida para ele.

-Mas vai tomar tudo. Ou você não quer melhorar logo?- perguntei o testando mais uma vez para saber se ele iria continuar mentindo. Mas, ao contrário do que imaginei, ele não hesitou em responder.

-Não quero- franzi a testa verdadeiramente confusa e me sentei ao seu lado na cama.

-Por que não?

-Estou gostando de tudo isso.

-De ficar doente?

-De ter a sua atenção- respondeu simplesmente e me calei diante a sua sinceridade e doçura- apesar de quase ter morrido de hipotermia, e de ser obrigado a comer isso, estou gostando de estar doente e de ter você cuidando de mim, mesmo que as vezes eu ache que você quer me matar de vez- riu- acho que desde que você aceitou trabalhar naquele hospital, não tivemos um momento assim..só carinhos e cuidados, sem você tentar resolver sua ausência com sexo, como se fosse dele que eu sentisse falta.

-E não é?

-Não. Eu sinto falta do seu sorriso bobo, do jeito como você dança quando está feliz ou quando está cozinhando, sinto falta do seu cheiro, de acordar no meio da noite morrendo de vontade de ir no banheiro mas tentar segurar mais um pouco porque você está em meus braços e a qualquer movimento poderá acordar, acabando com a cena mais doce a angelical existente. Sinto falta dos seus ataques, do jeito como espirra de cinco em cinco minutos por ter alergia a tudo, como você vira um bebê de cinco anos quando bate seu cedinho na quina da mesa do telefone e, caramba, acho que esses dois tem um caso porque você bate ele quase todos os dias- riu- sinto falta do jeito que você fica concentrada quando lê um livro ou como fica frágil e adorável quando tenta esconder que está quase chorando em um filme bobo. Entre outras milhares de coisas, sinto falta do seu jeito, do seu beijo, do seu abraço e da sua comida. Mas não quero ficar reclamando igual aqueles grudentos que você desde o começo do namoro me avisou que não gostava. Só vou calar a boca e experimentar a sua sopa que tenho certeza que esta deliciosa- tentei impedi-lo, mas não consegui e logo ele estava cuspindo a mesma no lençol da cama.

-Acho que exagerei na pimenta- fingi inocência extremamente arrependida por ter tentado puni-lo quando o que ele fez foi a coisa mais linda que alguém já fez pra ficar perto de mim sem reclamar do modo indiferente que eu ajo.

-VOCÊ COLOCOU PIMENTA?- seu rosto estava extremamente vermelho e me apressei para lhe dar água.

-Ela ajuda a melhorar as dores que você está sentindo- tentei convence-lo a não ficar bravo comigo usando a desculpa que eu inventei enquanto preparava a sopa. Mas ele apenas me fitou incrédulo.

-Quando?

-Quando o que?

-Quando você percebeu que estava fingindo?

-Assim que liguei a luz e vi que você estava mais branco do que os cadáveres do CSI- Respondi tentando não rir e ele suspirou, se levantando da cama emburrado.

-Desculpa, ok? Eu sei que eu fui muito infantil e outras coisas, mas me punir com pimenta e cubos de gelo nesse frio não é exagero, não?- me levantei também e o encarei- era só me dizer o quão ridículo eu era e pronto.

-Desculpa- pedi baixo- porque nunca me disse que achava que eu não lhe dava atenção o suficiente? Me dizer de verdade. Chegar e expor a situação.

-Você nunca percebeu isso?- perguntou sem acreditar e eu apenas neguei.

-Sempre achei que era exagero e carência sua- dei de ombros- não sabia que sentia tanto a minha falta.

-Você não sentia a minha?- sua expressão se tornou quase em uma de dor.

-É claro que eu sentia, mas você não reclamava então eu achava que estava tudo bem. É claro que as vezes você dava aqueles pitis, mas aquilo não conta.

-Não, não estava tudo bem. Nunca esteve- virou de costas para mim e o abracei por trás.

-Posso dizer uma coisa?

-Você vai tentar resolver com sexo?

-Não- ri fraca- eu achei muito fofo o que você fez-sussurrei e ele me largou de repente, ficando de frente para mim.

-E por que me puniu daquela maneira?

-Ah, foi divertido- gargalhei e acabei fazendo com que ele risse também- você tinha que ver a sua cara

-Você merece uma punição por isso- sorriu brincalhão.

-Tenho uma proposta melhor.

-Ah, é?- assenti- e eu posso saber qual é?

-Por que não nos deitamos aqui, de baixo de cinco cobertores, bem quentinhos e juntinhos, eu faço uma pipoca e assistimos um filme que eu vou tentar esconder que me emocionou enquanto você ri de mim?

-Humm..é uma proposta tentadora. Mas Tenho que ver, você não anda merecendo..- se fez de difícil e dei um leve tapa em seu braço. Rindo logo em seguida- é claro que eu aceito!- me pegou no colo, tirando meus sapatos e me deitando na cama, ficando abraçado a mim encarando meus olhos.

-Desculpa. Eu não sabia que você realmente se sentia assim- expliquei

-Não sei se posso te perdoar- beijei sua bochecha três vezes seguidas- Acho que posso te perdoar- mordi seu queixo, indo em direção a sua boca, onde beijei fervorosamente- é… Já te perdoei- deu de ombros me fazendo rir e o apertar mais forte em meus braços.

-Obrigada, meu Bebezão carente.

Cameron entrou em casa com a filha pendurada em suas costas e Dex correndo para ser o primeiro a chegar no jardim. A menina estava segurando um biquinho desde o momento que ele dissera que precisavam ir para casa e o único jeito de ser firme sobre a decisão foi a levando de um modo que não pudesse ver aqueles olhos pidões. “Papaaaai!” Meredith gritou assim que passaram pela porta de entrada e Cam gritou logo atrás pelo susto. — Porra, você quer me matar, garota? David! David cadê você? — chamou também, dirigindo-se para a sala em busca do marido. — Estamos com fome, eu acho que estou morrendo!

@sellthebody-sloan

III – Capitulo

(POV Vanessa)

E em meio aquela multidão eu caminhava tentando me livrar de todos aqueles corpos que se prensavam ao meu redor, com um ambiente esfumaçado e vozes abafadas ao fundo, gritando e falando coisas que eu nem se quer podia entender, tentava me livrar daquela multidão, estava ficando claustrofóbica ao meio de tantos corpos e rostos, alguns eram desfigurados e me assustavam ao passar por eles, então ao meio de todos aqueles corpos eu vi uma luz, um clarão estranho e irreconhecível, ao meio daquilo tinha um braço que estendia a mão para mim, segurei a mão e logo reconheci o homem, meu namorado Alexandre, ele me tirou daquele lugar sufocante passando ao em meio aquele flash de Luz. Houve uma mudança de dimensões, já não estava mais naquele lugar sufocante, agora me encontrava dentro de uma casa, uma mansão, com uma enorme escada que fazia a volta no fim da sala, muito clara, a claridade daquele local quase cegava os olhos, porcelanato branco cobria o chão inteiro, a única coisa a destacar de diferente daquele local era o sofá preto no canto da sala, que formava um L em frente a TV de LED gigante que mais parecia do tamanho de uma janela, mas era lindo, lindo demais. Homens fortes carregavam móveis ali para dentro, outros batiam nas madeiras com os martelos e encaixavam peças, estava deslumbrada com aquilo.

- Que lugar é esse? – perguntei boquiaberta.

- Você gostou? – Alexandre perguntou com o olhar brilhante e um sorriso branco. – Essa mudança toda é para nós. – ele olhou envolta também admirado.

- É lindo, mas foi tão rápido tudo isso, não acha que é um pouco cedo… – seu dedo indicador encontrou meus lábios e ele sorriu novamente.

- Finalmente encontrará a felicidade tão desejada. – beijou o alto da minha testa.

Meus olhos se abriram no em meio ao quarto escuro e eu acordei perplexa como sonho, parecia tão real, como se eu realmente estivesse lá, mas o mais estranho foi toda aquela mudança de ambientes repentina, esfreguei os olhos e fui ao banheiro, liguei o chuveiro deixando a agua escorrer e me despertar mais ainda naquela manhã de sábado.

Depois de meu longo demorado banho, encovei os dentes e vesti uma roupa simples, liguei o computador, e enquanto ligava fui até a cozinha para buscar alguma fruta. Esmaguei a banana no prato com grãos de aveia e fiz um suco de laranja. Voltei para o quarto largando o suco na estante, enquanto abria o navegador e pesquisava ‘’ sonhos com mudança’’. Entre varias explicações que encontrei resolvi acreditar em:

 Quando alguém sonha com uma mudança de casa, é sinal de que muito em breve essa pessoa passará por mudanças em algum setor e que podem impactar muito no seu dia a dia. Se no seu sonho você está se mudando para uma casa desconhecida, isto indica que essas mudanças são completamente inesperadas e que poderão te surpreender muito.

Era meio idiota de minha parte acreditar em significado dos sonhos, mas isso sempre deu certo pra mim, então resolvi confiar e realmente esperar a tal mudança. Sem mais tempo para ficar acreditando em bobagens eu peguei minhas coisas joguei no banco de trás do carro e fui para o trabalho.

Minha vida era resumida em trabalho, academia e noites de reunião com meus amigos, meu trabalho não era uma coisa muito complicada era simples, porém cansativo às vezes, era um prédio de quatro andares cheio de parceria e setores, no primeiro andar era a agropecuária do prédio onde vendiam todas as coisas relacionadas a animais, objetos rações e etc. No segundo andar do prédio tinha a clinica veterinária, com pessoas extremamente competentes, médicos de gatos, cães e aves. No terceiro andar onde eu trabalhava era a ONG de animais, aquela parte era onde ficavam os animais abandonados que recuperávamos na rua e colocávamos ali a espera de uma adoção, eu trabalhava dando baixa nos animais que chegavam, não só buscando eles na rua mas também cuidando de toda a papelada de quem surgia para adota-los também, e no ultimo andar era setor de contabilidade e marketing da empresa.

Entrei no prédio meio desanimada para pagar as horas que devia no sábado, estava quase vazio, poucas pessoas estavam lá aquele dia, mais os veterinários que faziam plantão cuidando dos animais em estado mais grave, uma parte do prédio que eu me recusava a entrar, pois eu realmente sofria em vê-los quase morrendo.

Paguei minhas duas horas organizando a papelada e alimentando os animais carentes, às vezes os tirando dos seus devidos lugares para um carinho ou algo do tipo. A carência deles realmente mexia comigo. Eram aproximadamente 15 horas quando ouvi a buzina do Audi preto já reconhecível por mim em frente ao prédio, recolhi minhas coisas e desci pelas escadas mesmo, esperar o elevador só ia ser perda de tempo.

Entrei no carro tomando um choque de temperatura pelo ar quente do carro e o frio da rua. Tocando minhas coisas para o banco de trás depois encontrando os lábios de Alexandre que incomodou meu rosto pela barba mal feita.

- Devia ser proibido trabalhar no sábado. – falou acelerando o carro.

- Eu devia as horas era justo, da próxima vez pensamos antes de ir para festas e matar no outro dia. – falei o repreendendo

- Verdade. –  ele me olhou com um sorriso.

Alexandre era o tipo de homem que estava sempre sorrindo, ele tinha 24 anos, namorávamos há alguns meses, 5 para ser exata, ele era engraçado, o conheci na academia quando ele mudou do Rio De Janeiro para São Paulo, seu pai tinha oficina de carros importados e ele trabalha junto com o pai, isso explicava a quantidade de carros diferentes que ele aparecia, mas todos eram de clientes ele ainda não tinha comprado seu próprio.

Alexandre era fisicamente lindo, era difícil encontrar um homem assim, ele era alto, com o corpo definido cabelos curtos e negros, seus olhos eram meio esverdeados mas o modo como se vestia bem também chamava a atenção das pessoas, principalmente mulheres, eu sempre fui insegura, mas com ele era diferente.

E tem uma coisa que eu não consigo compreender em relação a ele, eu não tinha medo de perdê-lo, não é como se eu não o amasse, eu gostava muito dele, mas eu não tinha aquele medo, independentemente de quantas mulheres dava em cima dele diariamente eu não conseguia me importar com isso, ele era um pouco mais ciumento, o único homem que ele não tinha ciúmes era Erick, o garoto de 19 anos que era meu melhor amigo e andava sempre comigo no parque de Skate. Alexandre me deixava aberta para ficar com alguma mulher que me interessasse mas apenas 1 vez para matar a curiosidade, as fezes para alegria dele ainda encontrava alguma que topasse  um sexo a três fazendo a alegria do homem. E a minha também que eu particularmente adorava dormir com mulheres. Quase mais do que com homens

- Você quer ir para academia agora? Ou quer que eu te deixe em casa? – Alexandre perguntou

- Acho que vou pra casa, depois dar uma volta no parque de long com Erick. – ele assentiu não se importando com minha decisão.

Quando cheguei em casa Thais estava lá, estirada no sofá aproveitando para jogar vídeo game com meu irmão mais velho. Ambos com os olhos vidrados na tela. – Oi Van – falaram juntos, mas nem olharam para mim, seus olhos permanecerem na TV.

Thais era minha prima de segundo Grau, nos dávamos muito bem, ela tinha muitas coisas parecidas comigo, ela praticamente mora aqui em casa, está sempre por aqui jogando com meu irmão de 30 anos que ainda assim perde para ela no futebol.

- Vai sair de novo? – perguntou minha mãe enquanto eu abria a geladeira pra pegar algo.

- Vou dar uma volta na praça com Erick. – falei tomando um copo de suco que desceu na garganta me provocando calafrios de tão gelado.

- Hum. – ela continuou lavando os pratos e os colocando no secador.

- Mãe, eu tive um sonho estranho. – falei enrugando a testa.

- Sobre? – ela me olhou curiosa e deixou a esponja de lado para ficar de frente pra mim.

- Eu estava correndo em meio a uma multidão, daí eu consegui sai, quando fiz estava em um plano completamente diferente, era uma casa… muito aberta e iluminada Ale estava comigo ele falou que estávamos nos mudando para lá. Fiquei muito intrigada, eu sei que parece tosco, mas sei lá…

- É algo referente a mudanças eu acredito, mas é apenas um sonho, não fica se preocupando com isso. – disse retomando os afazeres.

Peguei um pano de prato para ajuda-la enxugando a louça.

- Não ia sair? – perguntou observando meus movimentos

- Eu vou, mas Erick vai passar aqui, enquanto isso, ajudo você. – sorri pra ela que sorriu de volta.

Minutos mais tarde Erick chamou no portão e foi entrando já costumado a visitar seguidamente nossa casa. Entrou na cozinha para me dar um abraço rápido e apertado. – Oi mano, nossa que saudade, andou sumida.

Ele me soltou e me olhou com seu sorriso quase de criança e sua alegria que contagiava qualquer ambiente. – Tá na hora de cortar esse cabelo hein. – falei e ele passou a mão na franja loira para tira-la dos olhos.

- Eu sei, amanha vou fazer isso, já tá me atrapalhando, olha… – ele puxou a manga da camiseta para me mostrar um machucado no seu cotovelo que pelo estado foi a pouco tempo.

- Ai, lava isso aí. – falei para ele segurando a manga da camisa para não tocar no local. – Como caiu?

- Eu tava vindo em cima do skate na hora de atravessar não enxerguei o carro, ele passou buzinando e me deu um susto, perdi o equilíbrio e cai na calçada. - Falou fazendo uma cara de dor agora.

Ajudei ele a lavar a braço e depois coloquei um band-aid para tapar o machucado, não foi nada grave, porém seu braço estava bem ralado. – Essas coisinhas de gente fresca. – ele reclamou

- Para de bobagem moleque, é pras moscas não sentarem ai. – ele riu balançando a cabeça.

Depois aproveitamos o sol do fim de tarde para andar de skate na praça que aos sábados está sempre cheia, pessoas fazendo piquenique, ou reunidas apenas conversando, outras de patins. Me fez sentir falta da infância e todos meus antigos amigos que vários se perderam pelo caminho da vida.

Visualizei a figura de cabelos longos ao longe percebendo quem era.

- Olha lá o Edu, apontei.

- Ah não! Nem vem. – Erick reclamou

- Você não gosta dele? – perguntei

- Tenho meus motivos. – ele falou usando um olhar de fogo.

Edu era mais um conhecido do que realmente um amigo para mim, encontrava ele em noites de SP, mas nunca tivemos uma amizade próxima nem nada, assim como sua amiga Paula e algumas outras pessoas, minha turma sempre foi diferente apesar de todos serem amigos em comum.

Tá ficando noite, acho melhor voltarmos para casa, pensei para mim mesma subi no skate fazendo um movimento com a cabeça para Erick levantar também.

-Já vamos? – perguntou parecendo surpreso. Eu assenti com a cabeça e então voltamos para casa.

( Gostaria de mendigar um like de cada um que lê para eu ter uma base de quantos são…. Obg @ClanessaNewFic) 

Capítulo 19 - Mesquita’s Way

No dia seguinte Vanessa, Clara, Will e Tadeu se reuniram na casa da DJ para conversar e assinar o novo contrato redigido pelo senhor mais velho. A cláusula de confidencialidade  continuo mas muitas coisas mudaram.

- Cadê o William?

- Cheguei amiga caveira, fui pegar umas coisinhas, algo me diz que vamos ficar aqui muito tempo – disse o empresário entrando no escritório com copos e uma jarra de água na mão acompanhado de Conca com café e biscoitos.

- Você jura? - debochou do amigo

- Quando você ficar com fome vai me agradecer querida.

- Todos aqui, então podemos começar. Vanessa… – Tadeu fez sinal para a segurança começar.  

- Bom Clara, como seu avô já deve ter adiantado a partir de agora você terá segurança 24 horas, não só minha, como da minha equipe, são 3  pessoas e eles iniciam semana que vem. William vou precisar da sua colaboração, preciso da agenda da Clara e que sempre me atualize de mudanças nela. Preciso que todos vocês me contem qualquer coisa estranha por mais desimportante que possa parecer, e que não confiem em ninguém por mais amigo que seja – Olhou para a DJ – Sugiro que você não utilize seu e-mail por esses dias até darmos uma olhada nele. A minha suspeita é de alguém de certa forma próxima e com certeza com alguma condição financeira e intelectual.

- Você acha que ele poder tentar atacar ela de novo? – perguntou Will.

- Não por agora, e não fará nada sem avisar. Revi o vídeo, os tiros são todos para baixo, foi um aviso não uma tentativa de homicídio.

- Mas não entendendo Vanessa, ele contratou pessoas, teve a oportunidade de me matar, pq não fez? Parece me odiar, porque não acabou com tudo de uma vez?      

- Ele quer chamar atenção e te expor Clara, acho que isso que quis dizer com “acabar como você se dentro para fora”, ele hackeou seu e-mail, suspeito que tenha hackeado seu computador na verdade, assim sabia que você iria no DONA desde o primeiro relógio que te mandou no seu aniversario  – respirou pesadamente – na verdade Clara eu acredito que ele tenha vazado o vídeo do restaurante e …provavelmente as fotos com … a Lívia Andrade.

- Chocado – disse William com a mão na boca.

- Como assim? Mas eu recebi as ameaças antes das fotos vazarem, ele esperou meses para vazar as fotos?  

- São apenas suposições, ainda tenho que investigar sobre.

Ficaram conversaram por quase duas horas. Vanessa mostrou as referencias das outras 3 pessoas que passariam a trabalhar para ela também, acertaram os horários e tarefas, a partir de hoje Vanessa ficaria quase que 24 horas com Clara, quando não pudesse seria substituída por 2, um sempre acompanharia Max, todos dias pelo um dos três dormiria na casa, que a morena ou um dos outros passaria a dirigir o carro da loirinha e que quando a DJ precisasse sair ficava a cargo de Vanessa decidir quantos iram acompanhar e do esquema de segurança. Clara insistiu que a morena saísse do subsolo e passasse a usar um dos quartos de hospedes para ficar mais confortável, já quer dormiria todos os dias em sua casa, o subsolo ficaria para os outros seguranças a partir de agora.

William decidiu que era melhor cancelar os eventos dessa semana da loira, mesmo a contra gosto da própria, não tocaria no fim de semana e um ensaio fotográfico e uma entrevista foram remarcados para daqui a 15 dias. Ainda essa semana ficou de repassar a agenda da DJ para a segurança.

A “reunião” terminou pouco antes de Max sair da escolinha. William e Tadeu foram embora, não antes do homem mais velho agradecer novamente a segurança, Clara achava graça da forma que seu avô tratava Vanessa, realmente o senhor gostava dela. Depois de todos se despedirem as duas foram buscar o pequeno na escola, Max continuava tossindo mas a febre ao menos tinha ido embora e parecia mais animadinho, principalmente quando viu a segurança no banco do motorista.

- Oi moleque – disse depois de ganhar um beijo do menino que se perdurava nos bancos da frente sem deixar Clara prende-lo na cadeirinha.

- Filho senta aqui, deixa mamãe colocar o cinto pra gente ir.

- Van… vem trais vem – chamou a morena pro seu lado, acostumado com Paula indo atrás com ele.  

- Como explicar para uma criança de 3 anos que você é segurança e não babá?! – riu e finalmente colocando Max na cadeirinha.

- Ele vai se acostumar – piscou para o menino – né?

Em casa Clara seguiu as instruções de Vanessa e não abriu seu e-mail, decidiu entrar em suas redes sociais, tranquilizou os fãs e quase chorou com tanto carinho que recebeu deles, era bom saber que existem pessoas que se preocupam com seu bem estar por pura empatia e sem pedir nada em troca, também aproveitou para responder todos seus amigos pelo celular, alguns ficaram de passar na casa dela no fim de semana. Ficou ali na sala com Max por algum tempo até dar a hora da refeição do pequeno e depois chamou a segurança para comer.

- Espero que não se importe de comer a mesma comida do almoço.

- Lógico que não – fez um careta e pegou o prato que Clara lhe oferecia.

- É que não sou muito fã de cozinhar e quase nunca tenho tempo também, ai peço pra Conca fazer mais no almoço e acabamos comendo o mesmo de noite.

- Por mim tudo bem, como até arroz puro sem problemas – riu enquanto se servia de arroz,  purê de batata e salada.

- Tenho certeza que sim… bom eu costumo comer na mesa de jantar porque dá para ver o Max lá na sala mas se preferir podemos comer aqui na cozinha ou na sala mesmo, você quem sabe, prefere onde? – perguntou querendo saber com a opinião da outra.

- Clara – a morena tentou falar da forma mais doce possível, porém mostrar profissionalismo – Espero que você não entenda isso como uma grosseria, pois não é, mas não precisa me agradar ou se preocupar comigo, eu sou sua empregada e não sua hospede, pode ter certeza que você já faz o suficiente – deu um sorriso discreto.  

- Ah… – não teve como evitar o constrangimento, principalmente quando percebeu que vazia aquilo quase involuntariamente, não era de seu feitio tentar agradar os outros, mas com a segurança parecia ser diferente “devo estar tentando me redimir da mancada que dei não acreditando nela e me pondo em perigo” pensou.

Por fim comeram na sala de jantar, olhando o pequeno brincando com seu boneco do Hulk e assistindo Layz Town na sala. Clara tentou entrar no assunto das investigações mas Vanessa convenceu a deixar para o dia seguinte, segundo ela  essas coisas não deveria ser discutidas a noite “causam má digestão e insônia” terminaram conversando sobre desenhos animados antigos e de como eles eram infinitamente melhores que os de hoje. Depois Clara recebeu uma ligação e fico bastante tempo na sala conversando, enquanto a segurança aproveitou para tirar as coisas da mesa, levar para cozinha e lavar.

- Ah… Vanessa eu não estou acreditando que está lavando a louça – a loirinha apareceu na porta da cozinha e, pois a mão na cintura.

- É que eu meio que gosto de limpar as coisas – disse sem graça.

- A senhorita disse que é minha empregada, mas não domestica Vanessa. Pode sair daí, Conca lava amanhã cedo.

- Calma Clara, eu to acabando só falta uma panela.

- Aff, quando acabar vai lá na sala – e saiu da cozinha batendo pé, deixando a morena rindo do drama.

Ficaram na sala por algum tempo até dar a hora de Max dormir, depois cada uma se encaminhou para seu quarto, esperaram o sono chegar imersas em seus trabalhos, Clara montando seu set e Vanessa investigando.

Capitulo 62

N.I: Aos sábados não temos capítulos porem ontem eu estava sem internet. Beijos no core ate amanha. TMJ ♥

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POV Vanessa

Nós não podíamos estar mais radiantes com a volta do nosso pequeno ficamos brincando durante toda a parte da manha e nem sinal de Thatha e May, não fazíamos ideia onde elas tinham se metido, porem sabíamos que tinha alguma coisa e eu descobriria assim que Thais Ribeiro pisasse nessa casa. Minha mãe tinha ido à casa de minha tia e já estava se aproximando da hora do almoço quando Clara resolver preparar tudo com nossa ajuda… Ou não.

Clara: Vanessa! – Ela chamou minha atenção pela quarta vez naquele minuto por estra com Max sob o balcão brincando e devorando toda a cobertura de chocolate que ela havia feito. – Olha pra cara de vocês dois. – Olhei para Max que ria e não pude deixar de rir com sua cara toda suja.

Van: Desculpa? – Perguntei usando toda minha fofura e ela revirou os olhos.

Clara: Vai tomar um banho e dar banho nele. – Falou e voltou sua atenção para o fogão, olhei para Junior que ria e tive uma ideia então coloquei Max no chão e fui ate ela.

Van: Você é uma chata sabia? – Perguntei atrás dela fazendo ela se virar pra mim.

Clara: E você é uma criança. – Eu estava segurando uma colher com um pouco de chocolate e assim que ela respondeu mostrando língua pra mim passei o chocolate por seu rosto. – Vanessa André Mes… – Antes que ela terminasse de falar sai correndo com Max rindo.

Van: Acho que estamos um pouco encrencados quando voltarmos lá. – Ele negou com a cabeça rindo e fomos tomar banho.

Junior: Clara esta querendo te matar. – Falou rindo assim que retornamos a cozinha.

Van: Onde ela esta? – Perguntei curiosa olhando para os lados arqueando uma sobrancelha.

Junior: Na sala, agora que já saiu do banho vou ate o mercado comprar refrigerantes e outras coisas que ela mandou. Quer vim com o tio moleque? – Max que estava em meu colo e me olhou como se perguntasse se ele poderia ir.

Van: Pode ir com ele, mas cuide do seu tio ok?

Max: Yes. – Respondeu sorrindo e foi no colo de Junior.

Clara: Você não de mais um passo. – Me alertou brava assim que fui à sala procurar por ela já que estamos sozinhas, ela se distraiu pegando algumas coisas no sofá ficando de costas pra mim.

Van: Tem certeza meu amor? – Disse roucamente em seu ouvido assim que colei meu corpo no dela e vi sua respiração fraquejar.

Clara: Vagabunda. – Deu um tapa no meu braço o que me fez apertar sua cintura com força.

Van: Ah eu posso ate ser… – A virei de frente pra mim e ela levou suas mãos em volta minha nuca puxando alguns fios de cabelos com força. – Mas… – Ofeguei quando ela passou a mão por dentro de minha blusa arranhando toda minha barriga ate chegar a meus seios. – Apenas sua vagabunda. – A olhei com um sorriso cafajeste e ela me jogou com força no sofá me deixando completamente molhada.

Clara: Só minha… – Falou com a voz rouca de tesão no meu ouvido retirando minha blusa com o sutiã e foi distribuindo beijos ate chegar a meu seio esquerdo chupando com vontade me fazendo gemer baixinho agarrando seu cabelo com força. – Vagabunda gostosa. – Voltou a me beijar ferozmente e começou a descer sua mão direita ate chegar à barra do short.

???: Meu Deus vocês sabiam que existe quarto nessa casa? – Clara ameaçou levantar no susto e a segurei contra mim, pois não poderia ela não poderia levantar eu estava totalmente nua da cintura pra cima.

Van: Puta que pariu Thais! – Foi apenas o que consegui dizer e ouvi a risada dela e de Mayra, Clara afundou seu rosto em meu pescoço bufando.

Thais: Puta que pariu digo eu que chego a casa e quase pego vocês se comendo no sofá com um milhão de cama pela casa.

Van: Íamos adivinhar né! A pessoa passa a manha toda fora sabe se lá aonde e chega agora? – Questionei frustrada que as fez rir novamente.

Clara: Será que podemos discutir isso quando minha mulher estiver de roupa?

Thais: Vamos estar na cozinha, não demorem. – Disse se retirando e eu revirei os olhos.

Van: Sinceramente viu. – Resmunguei enquanto colocava minha blusa sob os olhares de Clara. – Isso não vai ficar assim esta me ouvindo? Vamos resolver isso mais tarde sua vagabunda – Ela me olhou sorrindo e eu a empurrei no sofá novamente ficando por cima.

Clara: Porque não resolvemos isso agora lá no seu quarto? – Mordeu o meu lábio inferior e me beijando novamente.

Thais: Não acredito que estão se comendo na sala enquanto esperamos vocês para comer! – Ela gritou da cozinha e Clara agarrou minha cintura com força.

Clara: Vamos logo antes que ela venha aqui. – Bufei pensando em um modo de matar Thais, vocês não tem ideia de como eu estava. – Não vejo a hora de resolvermos isso mais tarde vagabunda. – Ela quase repetiu o que lhe disse há poucos segundos e se levantou me empurrando devagar.

Van: Porque você não vai dar em? – Perguntei irritada assim que chegai à cozinha e ela me jogou um beijo rindo. – Por falar em dá, onde as duas se meteram? – Assim que terminei minha pergunta Mayra ficou completamente vermelha.

Thais: Recebi uma ligação da ONG e como Mayra estava comigo resolvi leva-la. – Respondeu naturalmente.

Van: Sei. – Eu e Clara falamos juntas. Junior não demorou a chegar com o Max e se juntaram a nós para almoçar.

Clara: Amor pode trocar de roupa no Max enquanto acabamos de arrumar aqui para irmos à delegacia? – Assenti lhe dando um selinho e pegando o pequeno no colo.

Van: Esta perfeito. – Constatei um fato ao analisar as roupas de Max, eu tinha colocado uma blusa xadrez azul e preta quase igual a minha a que eu vestia a diferença era que a minha era vermelha e preta, ambos estavam de calça jeans e com coturno e sim eu tinha comprado um coturno pra ele.

Thais: Van? – Me chamou entrando no quarto me assustado. – Tem um minuto? – Me sentei na cama e fiz sinal pra ela se sentar também.

Van: O que você andou aprontando em? – Perguntei rindo e ela sorriu fraco.

Thais: Nada, bom à questão é. – Fez uma pausa me olhando. – Hipoteticamente falando ok? – Fiz um sinal nasal pra que ela prosseguisse. – Como sabemos que estamos apaixonadas? – Não contive a gargalhada e ela me tacou um travesseiro.

Max: No. – Disse bravo ficando em pé na frente de Thais e apontando seu pequeno dedinho no seu rosto.

Thais: Desculpa bebe. – Ele logo sorriu e se sentou em meu colo. – Mas é a tia Van me irrita.

Van: Thais que historia é essa?

Thais: Não vou mentir pra você, estou muito afim da May e acho que estou apaixonada. – Ela fez uma carinha fofa me olhando. – Ontem quando a vi meu coração quase saiu pela boca e hoje nossa manha foi perfeita, realmente fomos a ONG e ela é incrível, inteligente, engraçada e muito gostosa.

Clara: Quem é gostosa? – Quando eu ia me pronunciar Clara surgiu no quarto e Thais ficou branca.

Van: Eu é claro, estão todos prontos? – Ela assentiu me olhando desconfiada. – Depois conversamos. – Disse baixo pra Thais que sorriu agradecendo.

Clara: Como o Junior vai ficar aqui pra esperar a tia Sol cabem todas no seu carro. – Falou me olhando enquanto May ia colocando Max na cadeirinha com ajuda de Thatha. – Depois você vai me contar tudo ouviu? – Falou em meu ouvido e abriu a porta do carro, lhe dei um beijo na testa respondendo com um simples “OK” e liguei o carro para irmos.

May: Queremos falar com a delegada Bella. – Disse seria assim que entramos na delegacia.

Thais: Como ela sabe o nome da delegada? – Perguntou indignada nos olhando que apenas negamos com a cabeça chocadas.

May: Ficaria impressionada do que eu sei. – Respondeu olhando para Thais arqueando uma sobrancelha a deixando vermelha.