a minha vida dava um filme

Até no Sexo?

- Kim Namjoon/Rap Monster 

- Smut de primeira vez (Depois de um século) 

Originally posted by mn-yg

-Esse filme é o pior que eu já vi em toda a minha vida. – Disse Namjoon, se ajeitando atrás de mim na cama. O cobertor que estava sobre nós já me dava calor, principalmente com Namjoon atrás de mim. Eu o sentia completamente grudado no meu corpo e aquilo já começava a despertar certos sentimentos no meu peito. 

  Eu nem prestei atenção no filme, havia outra pensamento insistente em minha cabeça que me proibia de ver aquele longa. A dúvida e o sentimento de ansiedade causados estavam me deixando cada vez mais inquieta. 

-Ele é horrível mesmo, deveríamos fazer outra coisa. – Disse, sorrindo sem mostrar os dentes. Nam já sabia o que aquilo significava, nós não éramos santos afinal.  

  Claro, eu era virgem, tecnicamente, mas Namjoon tinha perfeitamente em mente como minha imaginação se comportava 24/7. Até porque a dele era do mesmo jeito. Nós já havíamos feito uma coisa ou outra, mas nunca fomos tão longe para que pudesse me considerar uma ‘’não-virgem’’. 

-E então? O que acha que devemos fazer? – Namjoon perguntou, me virando para que ficássemos cara a cara. Sorri inocentemente, dando de ombros e desviando os olhos dos dele. O garoto começou a rir, segurando minha cintura e me colocando mais perto. – Prefere que eu fique por cima ou você? – A pergunta ecoava na minha cabeça enquanto seus lábios massageavam a pele sensível do meu pescoço. 

-Eu. – Respondi em um suspiro, sentando-me sobre seu colo. O beijo se iniciou de forma lenta, porém as línguas já estavam em ação. 

 As mãos de Namjoon estavam segurando minha cintura, obrigando-me a movimentar-me lentamente sobre seu colo. O sabor de sua boca lançava sensações calorosas por todo meu corpo, aquela sensação tão bem conhecida se instalando no lugar certo. 

 Agarrei seus cabelos e aprofundei ainda mais o beijo, deixando o mais lento. As luzes do quarto estavam apagadas, a única coisa que nos iluminava era a lua e a tela do computador – que havia apagado há alguns segundos –, então nós éramos apenas sombras se amando perante à luz do luar. Respirei fundo, agarrando-me à seu maxilar e aumentando o movimentos dos meus quadris. 

-Posso? – Ele perguntou, levantando um pouco minha camisa. Afastei-me dele e ergui meus braços, deixando com que me despisse por si próprio. 

Assim que fiquei com o sutiã à mostra, Namjoon não esperou nem segundos para agarrá-los com suas mãos e continuar a beijar meu pescoço. Os seus beijos foram descendo pela minha clavícula até alcançarem o lugar que ambos queríamos. Namjoon abriu meu sutiã com toda a facilidade do mundo, deixando as alças deslizarem por meus braços.

 Seus lábios carnudos beijaram com delicadeza e lentidão meus seios, lambendo-os com vontade e bem devagar.  Agora estávamos sentados, eu em seu colo ainda e Namjoon sentindo cada centímetro da parte superior do meu corpo com sua boca. Minha cabeça pendia para trás e minhas mãos em seus cabelos. Tirei sua camisa sem pedir ou avisar, o que fez um sorriso surgir em seus lábios enquanto me beijava de novo.  A risada que escapou de seus lábios era grave e baixa, arrepiando-me inteira. 

-Dessa vez, pretende ir até o fim? – Ele me perguntou, lembrando-me das várias vezes em que recuei nas tentativas de perder, de fato, a virgindade.  

 Assenti, me sentindo mais confiante do que nunca. Namjoon e eu estávamos mais próximos do que nunca e estava na hora certa de darmos esse passo no relacionamento. Nam sorriu, me trazendo para mais perto com sua mão no meio das minhas costas. 

-Confia em mim? – Ouvi sua voz perguntando-me, seus olhos encontrando os meus intensamente. Podia sentir que estava preocupado por ser minha primeira vez real, mas eu queria e muito. Assenti, tocando sua testa com a minha. 

-Totalmente. – Um suspiro saiu por meus lábios segundos antes dos de Namjoon os encontrarem. Sua língua, já tão habituada com a minha, estava calma, levando tudo com calma e ternura. Sabia que para Namjoon, aquilo seria uma das coisas mais importantes da nossa vida juntos, assim como era para mim. 

 Suas mãos percorriam minhas costas lentamente, sentindo cada espaço da minha pele. Suspirei, enfiando o rosto na curva do seu pescoço. Senti seus dedos traçarem caminho até meu estômago, indo para a minha cintura e permanecendo ali. Os lábios de Nam mordiscavam meu maxilar de leve.  

 Fechei meus olhos, deixando meus dedos brincarem por suas costas. Sem me avisar, Namjoon virou-me de me fez deitar na cama com a barriga para cima, descendo do colchão uns segundos depois. Abri meus olhos, vendo-o se despir por completo com um sorriso no rosto. Fiz uma careta, chamando sua atenção. 

-Você estragou uma das minhas diversões. – Falei, cruzando os braços sobre o peito. Namjoon começou a rir, virando o rosto para o chão. 

-Prometo que vou te recompensar. – Voltei a sorrir, não conseguindo me manter séria. O garoto, agora completamente nu, andava até mim com passos lentos, me dando tempo para apreciar a vista. 

 Assim que chegou na cama, Namjoon subiu sobre mim, não tocando em nenhuma parte do meu corpo ainda. O garoto sorriu, nervoso. Voltamos a nos beijar e pude sentir suas mãos subindo por minhas coxas que estavam cobertas pela calça, mas apenas essa sensação já arrepiou meu corpo todo. 

 Suspirei, dando a abertura para que pudesse tirar minha calça e foi o que fez. O ar frio correu por minha espinha, deixando-me mais arrepiada do que já estava. A única peça entre nós restante era a calcinha, maldita calcinha. Mas antes de prosseguirmos, Namjoon se deu o direito de brincar comigo primeiro.  

 O garoto continuou o serviço de uns minutos atrás nos meus seios, só que dessa vez mais intensamente, sem hesitar muito em nada. Suas mãos percorriam minha cintura e quadril durante esse tempo, apertando vez ou outra. 

 Em pequenos beijos, Namjoon desceu até chegar na barra da minha roupa íntima, olhando de volta para mim com um sorriso no rosto. Apenas o encarei, sorrindo um pouco. Tudo estava bem, não seria exatamente a primeira vez que fazíamos isso.

 O garoto não tinha pressa nenhuma, deixa-se aproveitar cada momento daquilo. O toque quente de seus dedos nas minhas coxas pareciam provocando uma sensação que se assemelhava ao fogo queimando-me. 

 Fechei os olhos, sentindo o impacto da saudade que eu estava daquilo. Suspirei, mordendo meus próprios lábios e abrindo mais as pernas, dando um espaço melhor para Namjoon. O garoto brincou um pouco com as partes internas da minha coxa, como sempre. Deixava pequenos beijos aqui e ali, passando superficialmente o nariz por cima da minha intimidade, provocando-me. 

 Sem aviso prévio, marca registrada de Namjoon, o garoto puxou o tecido da minha calcinha para o lado e colocou seus lábios na minha intimidade, deixando pequenos beijos ali de início. Ainda segurando a roupa íntima ao lado de sua cabeça, os beijos se intensificaram e se tornaram movimentos de língua. Circulares e para os lados. 

 E a velocidade só aumentava a cada segundo. Minhas costas formavam quase um perfeito arco toda vez que ele tocava em alguma área mais sensível. Suspirei, mordendo meus lábios. Fechei os olhos mais forte, sentindo algo crescendo no meu estômago.

 -Namjoon… – Gemi o mais baixo que consegui, segurando seus cabelos e tentando me conter o máximo possível. Assim que atingi o ápice, meu corpo todo relaxou e eu caí na cama, percebendo o quanto minhas costas estavam arqueadas. 

 Namjoon voltou para me encarar, beijando meus lábios por um tempo. Sorri acidentalmente e ele também, beijando meu pescoço e maxilar de forma brincalhona para descontrair.

 -Agora vamos para aquela parte que você tanto esper-

-Espera, e quanto a você? – Perguntei, me referindo ao que ele acabara de fazer comigo. Namjoon merecia um presentinho também. Um sorriso surgiu no seu rosto e seus lábios tocaram minha bochecha. 

-Não seria a primeira vez que você faria isso, e, além do mais, temos a noite toda juntos, não temos? – Disse Nam, beijando-me mais uma vez. Demorou uns minutos, mas ele finalmente parou e me encarou, respirando fundo. – Só preciso da camisinha e estaremos prontos.

  O menino a pegou na gaveta e colocou mais rápido do que imaginei que fosse, talvez tivesse experiência com aquilo, quem sabe. As coisas aconteciam muito rápido diante dos meus olhos, o que me fazia mais nervosa do que nunca. Respirei fundo, tentando apenas encara Namjoon nos olhos e não pensar mais nada. 

-Eu vou colocar bem devagar, ok? Não se preocupe, vai dar tudo certo. Se quiser, pode apertar meus ombros, arranhar minhas costas, qualquer coisa, só não fique tensa, entendeu? – Apenas assenti, não querendo falar muito. Respirei fundo mais uma vez antes de senti-lo em mim. Aquilo fez meu coração pular uma batida e voltar batendo mais rápido. 

Acidentalmente tranquei a respiração e tensionei o corpo, fazendo Namjoon parar e mexer um pouco no meu cabelo, seu rosto na curva do meu pescoço, a respiração pesada. Relaxei e só aí o garoto continuou. 

 Doeu. Mais do que imaginei do que fosse doer, na verdade. Meus gemidos saiam choramingados e a respiração estava pesada. Namjoon não se encontrava muito diferente de mim, excerto pelos gemidos.

 Continuamos variando o ritmo até que finalmente ele conseguiu atingir o ápice, mas eu não – apesar de ter me aproximado bastante. A dor foi maior do que qualquer coisa para que conseguisse sentir um prazer real. Namjoon se retirou de mim e caiu ao meu lado na cama.

 -Podemos fazer isso mais vezes? – Perguntei, sorrindo um pouco. Ele assentiu, rindo um pouco e mexendo no meu cabelo. Seus olhos passaram por todo meu corpo, como se estivesse impressionado e feliz com tudo isso, porém parou nos meus quadris. Mais especificamente para algo embaixo deles. Uma expressão preocupada pairou em seu rosto.

 -Parece que você sangrou um pouco, amor – Ele disse, me trazendo para perto do seu corpo. Aquilo fez meu rosto corar e meu coração acelerar. – Mas não se preocupe, tudo bem? É normal, acontece com algumas meninas. Depende de garota para garota, entende? Eu lavo isso e você vai descansar lá na sala enquanto isso, beleza?  

Sorri, apesar de ainda me sentir um pouco envergonhada. Namjoon era simplesmente o namorado perfeito para mim. O garoto beijou minha testa, pegando-me no colo e sentando na beirada do colchão. 

 Antes que pudéssemos nos levantar, a cama fez um som alto e um tranco jogou a cama para o chão. Apenas nos encaramos, Namjoon fechou os olhos e trancou a respiração. Comecei a rir, abraçando seu pescoço e beijando seu maxilar. 

-Deus da Destruição até no sexo? – Perguntei, continuando a rir e vendo o rosto de Namjoon relaxar com um sorriso se formando em seus lábios. 

-Você ainda não viu nada. 

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A/F: PRIMEIRO SMUT EM UM MUITO TEMPO, TO ATÉ EMOCIONADA.

Aliás, deem muito amor para a Mochi ^^ Ela vai ser a mais ativa aqui no blog por enquanto, então cuidem bem dela assim como ela vai cuidar de vocês <3

//MinSuga

Ele era do tipo fofo meio tímido. Tinha um sorriso tão lindo e levava jeito com criança. Gostava de ler e falava palavras difíceis, que me confudião bastante ele ouvia Djavan e Caetano Veloso e gostava de tocar violão. Ele ficava com um brilho nos olhos cada vez que falava da mãe. Eu adorava sentar ao seu lado e ouvi-lo contar sobre sua vida. Ele era puro encanto. Não tinha como não se apaixonar. Meu coração disparou quando ele me beijou pela primeira vez, parecia que havia milhões de borboletas voejando dentro da minha barriga. Tudo o que eu mais queria era todo dia sentir seu cheiro, ficar na sua companhia, sentir seu amor. Parecia até um filme, de tanto amor e carinho que ele me dava. Mas sem a parte do final feliz. Com o tempo tudo mudou. Não ele. Mas eu. Foi meu medo de perdê-lo que colocou tudo a perder. Confesso, eu o sufoquei. Ligava para ele o dia todo, querendo saber com quem estava e o que estava fazendo. Eu, com meu medo irracional de perder alguém que iluminava meus dias apenas com um sorriso, destruí aquilo que me fazia tão feliz…
—  Adoidecer.
Hoje não é nenhum dia especial, mas pode ser um daqueles dias especiais em que eu te dava vácuo no Facebook, ou quando nos dávamos vácuos no WhatsApp mesmo. Mas hoje falta 2 dias para completarmos 3 meses que “nos conhecemos”. E dentre esses 3 meses já aconteceram tantas coisas. Tantos desencontros, tantas birras minhas, tantas risadas e momentos inexplicáveis por palavras, por serem tão toscas. Você faz minha vida parecer um filme que agora todos estão olhando, e a trilha sonora que todos podem escutar. Você mudou muita coisa em mim nesse meio tempo. E não falo isso só por mim - minha mãe te agradece. Você fez com que tanta coisa acontecesse, tanta coisa mudasse e se transformasse, você abriu meus olhos pra muita coisa.  Coisas que eu não via, que eu não queria ver. Você acabou se tornando a peça chave pro meu quebra-cabeça, sonho com o dia em que eu não vou mais precisar te dar um beijo e um abraço de despedida pra poder eu ir pra rodoviária embora em uma manhã antes de você ir trabalhar. Em meio a tantas palavras soltas e embaralhadas, eu só tenho a dizer: obrigada. Eu nem sei como te agradecer por tanta coisa, por cada sorriso teu quando te olho, cada toque e beijo teu quando estou contigo…
—  ondaaposonda
Eu já te disse várias e várias vezes que seu lugar é ao meu lado… Então por que você continua aí? Essa casa, essa cama, não é igual sem você. Tudo aqui está em tons de cinza. Eu preciso de você aqui para colorir minha vida com seu amor. Com você eu sempre fico bem. Antes me dava uma paz, uma alegria quando via você entrando por aquela porta. Hoje eu sento nesse sofá e fico encarando a porta, na esperança de você aparecer. Mas até agora nada. É o orgulho que está demais? Ou é só que você se cansou de mim? Se for orgulho guarda na gaveta e volta pra mim. Continua sendo tudo seu aqui. Queria notícias sua, embora tenha medo de ouvir que você seguiu. Que seguiu sem mim. Em um dia como hoje, frio, nós dois estaríamos deitados no sofá comendo pipoca, assistindo filme coladinhos. Você me zoando por estar usando meias. E talvez, só desta vez eu não me importasse com suas implicações. Sinto que não sou mais a mesma sem ti. Não suporto mais. Não suporto mais o vazio que devasta tudo aqui dentro de mim. Meus dias tem sido cada vez mais melancólicos sem você, eu procuro sua presença em cada canto da casa, me sento lá fora, onde você ficava vendo o tempo passar, só tentar recuperar um pouco de você, me agarro no seu travesso, que nem tem mais seu cheiro, imaginando que é você. Sua ausência que causa agonia. Volta pra mim e me tira desse sofrimento, volta pra onde você sempre pertenceu… Cada pedaço dessa casa, são memórias vividas e ainda recentes. Você está presente nos quatro cantos do meu quarto e nas paredes da minha alma. E o fato de você não ter tocado a campainha até agora, é uma tortura sem fim. Só retorne para que possamos fazer acontecer novas possibilidades, eu não quero mais sentir sua ausência.
—  Escrito por Isabelly, Amanda, Bianca e Tayná em Julieta-s
Imagine Zayn Malik - Part.5

  • Olá amorinhas!!!!! Como estão, neste carnaval? Estou bem, derretendo e tudo mais, não é?! Então, aqui estou eu, com a parte 5 FINALMENTE! Olha, foi bem dificil escrever esta parte, porque eu queria fazer com o Zayn, mas acho que voces já viram os sentimentos dele, então nossa querida Fight sussurrou no meu ouvido, pedindo para eu deixa-la contar o final. Espero que não tenha ficado confuso e se tiverem alguma duvida, me perguntem na ask e me digam o que acharam, sim? Por favor!!!!
  • Part.1 / Part.2 / Part.3 / Part.4
  • Boa leitura Xx


- Toc toc – Louis fingiu bater na porta – Pronta, querida?

Pronta. Pronta para que? Desde que me formei naquela academia a palavra “pronta” nunca me pareceu adequada para nada. Eu não posso dizer que estou pronta para uma missão, nem que estou pronta para atirar na cabeça de um criminoso, nem que estou pronta para prendê-lo, nem pronta para bater em qualquer um que cruze o meu caminho.  Nunca estive pronta para nada disso, mesmo que eu tenha treinado quase que metade da minha vida para isso.

Meu pai também era agente do governo, e me lembro dele sempre querer me separar desta vida que ele levava. Nunca me deixava assistir filmes de ação, nem me dava pistolas d’água e nem brincava de lutinha comigo. Mas, uma vez eu o surpreendi. Eu só tinha cinco anos, quando meu tio me deu uma pistola de airsoft e fizemos uma competição de tiro. Meu pai não gostou da idéia no inicio, mas quando me viu derrubar todas as latas empilhadas no jardim, mudou de idéia.

Lembro de ele me olhar com um brilho intenso e ficar parado por minutos a fio. Pensei que tinha feito algo de errado ou até mesmo machucado alguma plantinha da minha mãe, mas tudo o que ele fez foi me abraçar e me apertar. A partir daí, ele começou a me treinar. Ele comprou uma pistola igual a minha para ele e treinávamos todas as tardes no quintal. Com o tempo, ele trocou nossas pistolas por outras maiores e com mais precisão. Assistíamos filmes de luta, policiais e ele me ensinava todos os tipos de ataque. Com 12 anos, ele me levou para o centro de treinamento de tiro e eu pude segurar uma pistola de verdade. Nunca poderei descrever o sentimento que me dominou assim que puxei o gatilho e acertei muito perto do circulo vermelho.

Durante todos aqueles anos, meu pai ria da minha mãe quando ela falava que estavam criando uma maquina em casa e respondia: “Estou criando o futuro deste país, querida. Minha garotinha vai ser a melhor agente que o mundo já viu!”. Acho que nunca vi meu pai tão orgulhoso quanto eu ter recebido a carta de admissão na academia. Também nunca o tinha visto chorar. Ele não me perguntou se eu estava “pronta” quando me deu minha primeira pistola de verdade, nem quando me levou á aulas de tiro e de luta. Nunca chegou ao meu quarto e perguntou se eu estava “pronta” pra trabalhar pro governo. Nunca estive, aliás.

Muito menos quando ele teve que ir embora. Eu tinha acabado de entrar na academia. Estava me adaptando ao ambiente. Não era mais meu pai ali do meu lado, me instruindo. Eram homens rabugentos, que só sabiam gritar e não mediam esforços para me ver machucada e me mandar embora. Nunca souberam de quem eu era filha, afinal, quem não iria tratar bem a filha do agente numero 1 do país? Eu teria privilégios, pegariam menos pesado comigo e me admitiriam só por ser filha dele. Mas eu queria passar pelo meu esforço, e foi o que eu consegui.

Talvez na época eu não tenha me preparado tanto assim para chegar lá e arrebentar. Levei muita porrada, quebrei diversas partes do corpo, e tudo piorou quando meu pai teve que ir. Estavam caçando ele por toda parte, não tinha mais para onde fugir e os mafiosos estavam quase descobrindo sobre nossa família. Tive que mudar de nome e endereço. Tive que me adaptar a vida sem meu pai e sem suas palavras. No dia da minha formatura, minha mãe me perguntou: “É isso o que quer querida? Está pronta para assumir o lugar do seu pai?”

Em toda a minha vida, quando me faziam esta mesma pergunta,”você está pronta?”, nunca respondia. Jamais. Nem com um aceno de cabeça. Eu só erguia a cabeça e ia em frente. Não posso me dar ao luxo de mentir dizendo que sim. Nunca estive pronta para a partida de meu pai. Nunca estive pronta para assumir o posto de agente, nem pronta para deixar minha vida para trás e seguir um novo rumo. Assim como eu não estava pronta para a morte de Nelson. Deus sabe o quanto ele era e sempre será importante para mim. Sempre será mais que um parceiro, um amigo e alguém da família. Ele era um irmão de alma. É difícil achar pessoas assim.

Olhando-me no espelho agora, usando um vestido longo e justo, preto com detalhes prata, vejo que nunca estive pronta para essa vida. Só me acomodei. Respiro fundo e tento manter minha maquiagem no lugar. Não vamos derrubar lagrimas neste dia tão especial. Louis está parado na porta me olhando pelo reflexo do espelho, com um meio sorriso nos lábios.

- Pronta para receber o titulo de agente do ano? – ele pergunta, todo sorridente.

Balanço a cabeça e vou à sua direção, sem responder nada. Só queria que meu pai estivesse aqui.

Ele me ajuda a subir mais alguns degraus até o quarto 036, me deixa na porta e me dá um beijo na testa antes de descer para o salão. Respiro fundo e aliso o vestido, com as mãos suando frio. Entro no quarto e dou de cara com Zayn tentando dar um nó na gravata.

- Precisa de ajuda? – pergunto, sorrindo

Zayn para um instante e me analisa pelo reflexo do espelho, me olhando de cima a baixo sem acreditar. Não o culpo ninguém nunca me viu de vestido. Aproveito para olhá-lo também e, nossa, como ele fica bem de terno. Depois de alguns instantes, ele balança a cabeça e me aproximo para ajudá-lo com a gravata.

- Você está linda – ele diz, olhando para frente, sem me encarar.

- Você está bem apresentável – respondo com um sorriso, mas ele não retribui.

- Figth, me desculpa – ele murmura baixo – Eu deveria ter feito algo…

Fecho os olhos com força, engolindo as lágrimas que voltaram. Zayn vem se culpando desde o dia no galpão pela morte de Nelson. No enterro ele nem conseguia olhar para mim direito.

- Já falei que a culpa não é sua – soprei, medindo o tom de voz para controlar as lagrimas

- Eu deveria ter ficado de olho…

- Zayn! – gritei e o olhei nos olhos – Quando começamos com isso, sabíamos dos riscos. Todos nós estamos sujeitos a não voltar das missões. Nelson fez a escolha dele, ok? Aquela bala poderia tê-lo deixado paraplégico. Você acha que ele conseguiria viver assim? – perguntei e o vi morder os lábios. Ele ainda não olhava para mim – Nelson era esperto. Ele não queria sofrer e nem nos fazer sofrer, então optou por atirar em si, acabando com sua vida de uma vez ao invés de morrer aos poucos.

Zayn respira fundo e balança a cabeça, deixando algumas lágrimas caírem.

- Ele pediu para eu cuidar de você … – sua voz era quase um sussurro, e me assustei com sua fala – Ele me fez prometer

- Não preciso que alguém cuide de mim – falei, um pouco alto e continuando com a gravata

- Ninguém vai cuidar tão bem de você quanto ele. Nunca estarei pronto para outra missão sem ele.

- Ninguém nunca está pronto – eu disse, fazendo-o finalmente olhar nos meus olhos.Limpei as lágrimas que desciam por seu rosto e sorri fraco. Zayn segurou meu rosto com as duas mãos e disse:

- Ainda consigo ver algumas marcas – ele sussurrou, passando seus polegares de leve na minha bochecha – Acho que nunca me desesperei tanto na vida, quanto na vez em que te vi inconsciente no chão daquele galpão imundo – ele sorriu – Mas também nunca te vi tão linda, cheia de arranhões, roxos, sangue e fraturas, empunhando uma arma e atirando na cabeça daquele homem desprezível… – sorri com sua fala e concordei com a cabeça – Mas ai você chega ao meu quarto, vestida assim, com um vestido realçando tudo o que você tem por debaixo daquelas roupas pretas que usamos e eu não consigo me decidir em qual ocasião você já esteve tão linda.

- Acho que eu ficaria mais linda ainda ao seu lado – Zayn arregalou os olhos e tencionou os braços, parando com o carinho na minha bochecha. Sorri e passei minha mão pelo seu rosto – Não acha?

Ele demorou minutos para relaxar a expressão e abrir o sorriso mais lindo de toda a vida.

- Com toda certeza – ele disse se aproximando um pouco mais de mim, ainda me olhando para ter certeza do que eu falei.

Revirei os olhos sem paciência para atitudes galanteadoras e puxei sua nuca, o fazendo colar nossos lábios de uma vez. Durante o beijo eu não sabia se estava escutando o meu ou o coração dele, mas seja lá qual for, estava batendo desesperadamente, quase saindo pela garganta. Sorri no meio do beijo e o senti envolver minha cintura para nos aproximar mais ainda, já que não estava bom o suficiente. Senti sua língua acariciar a minha com delicadeza, e seu gosto de menta passar direto para a minha boca.

Ouvi palmas em algum lugar e nos separamos, com cara de pavor, fazendo Louis, Jake e Josh caírem na gargalhada.

- Vocês me devem cinquentinha! – Louis disse, com a mão estendida na direção dos caras.

- Vocês…? – Zayn perguntou

- Nós apostamos quem seria o corajoso que ia puxar o outro para um beijo – Louis respondeu já com as notas nas mãos – Esses bundões acreditaram que Zayn faria, mas como eu conheço nossa querida Fight, sabia que ela não ia deixar de quebrar a enrolação – ele piscou para mim – Aliás, que beijo ein! Menina, você é ótima nisso!

Coloquei as mãos nos rosto e ri.

- Você não sabe o quanto! – Zayn respondeu rindo, e o olhei de rabo de olho, totalmente sem graça.

- Quero experimentar! – Josh gritou, fazendo Zayn olhar para ele com raiva, e todos nós caímos na gargalhada.

- Ok! Ok! Chega dessa cena! – Louis se apressou em dizer – Temos que ir logo para o salão. Todos querem cumprimentar a agente do ano!

- Ainda não fui nomeada – eu disse sorrindo e enrolando meu cabelo nos dedos.

- Mas será! Não existe ninguém melhor que você, querida. Você brilha! – Louis parecia muito empolgado

- Chega de drinks por hoje, Louis – Jake disse colocando a mão no ombro do amigo.

- Eu nem comecei ainda! – Louis gritou – PARA O ALTO, E AVANTE!- gritou ainda mais alto, jogando os braços para cima e saiu correndo pelas escadas. Jake e Josh balançaram a cabeça e foram atrás, para evitar quaisquer transtornos. Louis sempre se mete em confusão nas festas.

Zayn se virou para mim e me deu um beijo na testa, segurando a minha mão e me puxando para a porta.

- Vamos descer para a festa ou quer fugir pela janela?

Parei para pensar no assunto.

- Para onde iríamos?

- Para algum drive thru que aceite vale refeição

- Você tem alguma arma nas calças?

Zayn sorriu maliciosamente para mim.

- Quer mesmo que eu responda? Não prefere conferir?

Soltei uma gargalhada e andei até a janela, abrindo a e tirando os saltos dos pés.

- Espero que seu vale refeição pague toda a conta, porque eu não ando com a carteira quando uso vestido!

Zayn veio sorrindo até mim e afrouxando o nó da gravata, que eu tanto lutei para fazer.

- Carteira pode ser que não, mas que você esconde algo na meia calça, isso sim.

Levantei o vestido até os joelhos e passei uma perna pelo peitoril da janela, olhando para trás e chamando Zayn com um dedo.

- Vem descobrir, 036.

Zayn sorriu e deu um passo a frente, mas eu já tinha saltado da janela.


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/Larry

Antes reclamava que você era chato, que fazia de tudo pra me tirar do sério, e quando estava com raiva me dava meu chocolate favorito e comíamos vendo filme, sei que nossa ultima briga foi seria e falei pra você sair da minha vida, foi sem pensar, sinto falta de tudo em você, me aceita de volta porque não aguento mais um dia longe de você.

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