a loira do banheiro

One Shot- Zayn Malik

“Pedido:Quero um do Malik que ela engravida e ele não aceita mas ficam separados na msm ksa e ele smp leva mulheres pra ksa e só finge transar com elas só pra fzr ciúmes nela ai um dia ela quer ir embora e ele não deixa e eles brigam e ela não vai embora mas nem se olham dentro de casa e um dia ela passa mal e grita ele e ele demora um pouco a aparecer e quase que ela o bebê ficam em risco mas aí a menina nasce e ele reconquista ela … Quero bem detalhado e bem emocionante … Bjs amo Tumb" 

mudei um pouquinho o final.

                                                          •••—••• 

 Onde tudo começou a virar de ponta cabeça ? Se alguém me contasse a alguns meses que estaria nessa situação que ia me encontrar, sozinha mesmo estando cheia de vida em não iria nunca acreditar. 

 -Mas que merda- gemi colocando meu pulso em baixo da água gelada

 -Você está bem ?- uma voz feminina invadiu a cozinha

 -Estou-me abaixei pegando a panela do chão

 -Eu não sabia que tinha alguém aqui..-elevei meu olhar e a encontrei usando a camisa que dei pra ele no seu ultimo aniversário

 -Sem problemas- me ajoelhei com um pano em mãos limpando o arroz doce-Os comprimidos estão na segunda gaveta do banheiro

 Suspirei aliviada ao perceber que a loira já havia sumido do meu campo de visão, era praticamente assim quase toda semana, uma mulher semi nua na minha casa zanzando atrás que comprimido pra dor de cabeça. Quando contei pro meu namorado que estava grávida causei um turbilhão de problemas,não podia voltar pra casa durante os primeiros meses de gravidez por ser de risco, nem nos últimos por ser impossível uma barriguda passar mais de 12 horas em um voo de volta pro Brasil.

 Acabei concordando em continuar morando na sua casa, já que não teria como trabalhar e meus pais concordaram em estar aqui nos últimos períodos de gestação. Mas o que não continuaria era o nosso relacionamento. 

 -Bom dia- Zayn entrou na cozinha apenas com uma calça de moletom com a garota já vestida ao seu lado

 Concentrei minha atenção na louça a minha frente, podia sentir a ardência no meu pulso mais meu desejo de limpar aquela bagunça superava o incomodo, os dois conversavam, na verdade ela falava e ele a ignorava completamente.

 -Podiamos combinar de ir na sexta- animadamente sentada em sua frente 

-Vamos ver- desconversou Zayn 

 -Onde tem uma caneca ?- a loira chamou a minha atenção 

 -Aqui- puxei uma do armário a minha frente a coloquei sobre o balção

 -O que é isso ?- sua mão segurou meu braço com força- O que aconteceu com seu pulso ?-

 -Foi só um acidente besta- puxei meu braço- Com licença- sai subindo as escadas em direção ao meu quarto. 

 Mesmo com todas as brigas que tivemos nesses últimos meses, em que ele não queria um filho, eu ainda era completamente apaixonada por ele, me sentia presa dentro dessa casa, mas era tudo o que me restou. 

 -(S/n)- a porta foi aberta-Precisamos conversar-seus passos foram se aproximando da cama

 -O que foi ?- me sentei olhando para a porta

 -Ela já foi- suas mãos pegaram meu pulso me examinando cuidadosamente- Vamos cuidar disso aqui primeiro

 -Isso ta doendo- gemi com a pomada sendo aplicada na queimadura

 -Você pode me contar o que aconteceu- seus olhos estavam fixos nos meus

 -Derrubei uma panela- dei de ombros com a sua repreensão ao suspirar

-Quando vai tomar juizo ?- abri minha boca e fechei algumas vezes- -Era sobre isso que vim aqui, você não se cuida 

 Depois de enfaixar o meu pulso voltei a me deitar na cama puxando a coberta felpuda, mas uma vez achei melhor ficar calada ao ter uma discussão com ele, era confuso ter toda essa atenção e não ser absolutamente nada mais dele.

 -Foi um acidente Zayn- mesmo com os olhos fechados sentia a sua presença-Eu só queria comer mingau 

 -Mingau?- a cama afundou aos meus pés -É um arroz doce com leite- levei minha mão a minha barriga-Minha mãe fazia pra mim quando era pequena 

-Você não pode fazer essas merdas enquanto ta na minha casa- me sentei o olhando perplexa 

 -Na sua casa ?-seus cotovelos estavam apoiados nas suas pernas e suas costas tensionadas

-E se não fosse só o seu pulso?- suas mãos seguravam sua cabeça-Quando eu chegasse na cozinha te encontrasse toda queimada ? O que ia falar pros seus pais ?

 -Você sempre manda suas vadias embora cedo- ri de leve- Ia dar tempo de me levar pro hospital

 -Isso não é brincadeira caralho- me levantei- Você é minha responsabilidade

 -Responsabilidade ?- parei na frente do seu corpo- Olha pra mim quando eu falo com você- grunhi 

 -Tive que te aceitar pra ficar aqui nessa condição-seus olhos estavam fixos na minha barriga -Me aceitar nessa condição ?- meus olhos estavam embaçando- Você me chamou pra morar aqui- respirei fundo- 

 -Como minha namorada- ele me observava aumentando o tom de voz- Isso foi antes de você

 -De nós- o corrigi- Não fiz essa criança sozinha- caminhei até o armário puxando uma mala 

 -O que foi agora? Não vai dar mais um show 

 -Eu sou a mãe do sei filho Zayn- apontei meu dedo no seu rosto- Mas você nunca mais vai me tratar assim 

 Comecei a puxar minhas roupas dos cabides, sua voz era firme atrás de mim, me mandando para a todo instante, mas não dei ouvidos, mal enxergava pelas lagrimas caindo pelo meu rosto, nunca tinha sido tão humilhada

 -Por favor para- suas mãos fecharam a mala- Olha pra mim-

 -Eu não quero te olhar- o empurrei para o lado- Nem te ouvir- voltei a guardar as roupas-Eu vou embora 

 -VOCÊ NÃO TEM PRA ONDE IR- a mala bateu na parede espalhando as roupas pelo chão Mal esperei ele se aproximar e caminhei até o banheiro me fechando lá dentro, não sei quantas horas passei lá dentro até que ele desistiu de bater na porta e me deixou sozinha.

Nos primeiros meses, fui ignorando cada vez mas cada tentativa de aproximação do Zayn, ele se descontrolou com o discurso que me amava mais que não estava pronto pra ser pai, mesmo com toda o amor que tinha por ele, saber que ele ainda tinha dificuldades em aceitar meu filho, nosso filho era demais pra mim. Dias atrás ele estava fazendo um discurso na minha porta de que eu não podia ir embora, depois me ignorou completamente e agora tinha saído pra passar a noite com uma qualquer.

-Zayn- levei a mão na minha barriga com a pontada de dor abri meus olhos e percebi que ainda estava de noite-zayn- o chamei mais uma vez e nada dele me responder

Apoiei minhas mãos na cama me auxiliando para levantar, caminhei em direção a porta a abrindo e podia ouvir a musica vindo da sala, ele estava em casa, minha respiração acelerava meus batimentos cardíacos que deixavam meu bebê inquieto me causando mais dor, olhei entre as minhas pernas e me desesperei com o sangue manchando minha calça do pijama

-ZAYN- gritei com todas as minhas forças antes de escorregar as costas na parede com a dor insuportável 

Movi meu corpo e meus braços latejou, abri meus olhos e encontrei um ambiente completamente estranho ao meu redor, levei minhas mãos até a minha barriga e respirei aliviada com o chute em resposta, virei minha cabeça para o lado e o encontrei dormindo todo torto em uma cadeira no quarto do hospital.

-Zayn- o chamei 

-(S/n)- suas mãos estavam segurando as minhas sobre a minha barriga- Graças a Deus vocês estão bem

-O que aconteceu ?- me remexi de leve na cama com o incomodo da agulha no meu braço

-Eu cheguei no quarto e te encontrei caída- sua testa estava no meu cabelo-Meu Deus te ver sangrando eu achei que ia te perder- sua voz embargada de choro

-O médico de disse o que aconteceu ?- acariciei minha enorme barriga

-Que foi um efeito colateral- seu polegar acariciava minha testa-Que provavelmente foi estresse- seus olhos estavam nos meus-A culpa foi minha-

-Não Zayn- o repreendi- Isso é normal em uma gravidez de risco-Meu Deus ela não para de se mexer com a sua voz

-Ela ?- seus olhos estavam fixos a minha barriga-Desde quando você sabe que é uma menina ?

-A dois meses- puxei a sua mão colocando sobre a minha barriga pra ele sentir o chute-Eu não achei que você ia se importar em saber

-Eu fui um idiota- sua mão segurou a minha a levando nos seus lábios-Eu surtei quando você me contou- meus olhos percorriam cada feição do seu rosto-Eu nunca pensei em ser pai antes (s/n)

-Não queria ser um trastorno pra você Zayn

-Você é minha mulher- seus lábios estavam na minha mão-Eu nunca devia ter te falado aquelas coisas- Eu inventei que estava com todas aquelas mulheres só pra te fazer ciumes- ele rio fraco-Queria te fazer brigar comigo pra ter certeza que você ainda me amava

-Como você é um bebezão Zayn- ri fraco-Porque não assumiu tudo isso antes ?- acariciei seus cabelos ao se deitar no meu colo-Eu ainda te amo muito, mas me magoei com toda essa história- sussurrei-Mas você vai ter que dar muito duro pra me fazer te considerar o pai dessa pequena e conquistar nós duas de volta

-Prometo que não vou te decepcionar- seus olhos estavam mais uma vez nos meus.

O assassinato de Jéssica.

Os lindos fios dos cabelos louros caíam sobre a pia do banheiro enquanto Jéssica os penteava cuidadosamente com sua escova preferida. Sua mãe logo a apressava para ir à escola, como sempre, estava atrasada.

O trânsito da cidade mineira de Boa Vista era muito tranqüilo para uma população de 150 mil habitantes.

Gorete a mãe de Jéssica tinha um temperamento amigável, mas era impaciente quando se tratava de esperar alguém, e como de costume, foi por todo caminho até escola dando sermões em Jéssica por seu atraso rotineiro.

O ano era de 1974 e Jéssica cursava a 8ª série do ensino fundamental, naquele mesmo ano se formaria e sua mãe havia lhe prometido pagar toda a formatura, um presente pelas excelentes notas do ano todo.

O dia de Jéssica e todos os alunos correu normalmente, repleto de lições difíceis, contas absurdas, fórmulas complicadas e muitas risadas com suas amigas. Tudo estaria normal a não ser pela chegada do novo inspetor de alunos, um rapaz de 30 anos que chamou a atenção de diversas garotas e em especial de Jéssica.

Dia após dia, Jéssica passava longos períodos observando Célio trabalhar, sua atenção desde então estava toda focada em um homem.

Jéssica já havia namorado, mas nada que fosse realmente bom para que se tornasse uma relação estável e duradoura.

As amigas de Jéssica já notavam a sua indiferença nas conversas durante a aula e também não gostava mais de passear pelo pátio durante os intervalos.

Pouco a pouco Jéssica foi ficando sozinha, dentro de si uma revolta foi se criando e tinha em mente um único desejo, conquistar o amor de Célio, sem o consentimento de sua mãe ela estava matando aulas e passava longos momentos à procura do Célio.

Jéssica era insistente naquilo que desejava e vagarosamente como uma doce menina foi tendo contato com o inspetor, fruto de noites em claro, viajando em seus pensamentos de adolescente apaixonada.

Meses se passaram e como toda boa escola que se prezasse os comentários nos corredores entre os alunos e também entre os professores logo se espalharam, mas a essa altura Jéssica e Célio já estavam próximos demais para, uma amizade incontrolável os possuía, ainda não havia acontecido nada em especial, mas tudo indicava que não demoraria.

Célio apesar da idade, tinha uma ótima aparência, era belo e isso encantava todas as mulheres com quem ele convivia, mas estranhamente não tinha ninguém e muito menos comentava seus relacionamentos, era uma pessoa fechada e estranha e ao mesmo tempo, atencioso e prestativo.

Já era agosto, as aulas transcorriam normalmente e Jéssica apresentava resultados ruins em suas provas, não era mais uma aluna aplicada, tão pouco uma boa amiga o que resultou em um isolamento de sua vida habitual.

Em setembro a amizade dos dois se tornou algo indestrutível, Célio já havia levado chamadas de seus superiores por deixar muitas vezes o trabalho de lado e dar atenção a Jéssica.

Jéssica por sua vez explicava insistentemente para sua mãe que a queda no rendimento escola era em função das difíceis matérias.

Gorete foi levando a situação de maneira a acreditar em sua filha, mas em seu interior sentia que algo estava errado.

Setembro já dava o ar da graça, em sua primeira semana e em uma tarde chuvosa os alunos foram dispensados mais cedo em função de manutenções na escola. Foi quando Jéssica viu ali um excelente momento para fica com Célio e assim fez.

Durante todo o restante da tarde os dois permaneceram juntos e bem atrás de um monte de carteiras velhas aconteceu o primeiro beijo.

O encontro dos lábios de dois apaixonados e reprimidos pela sociedade e pelas diferenças, ali se fez. Nada estava entre Jéssica e Célio.

Já era novembro e a paixão entre os dois estava cada vez mais forte, se encontravam escondidos quase todos os dias sem levantarem qualquer suspeita, pois Jéssica havia melhorado em suas notas e faltas e Célio não conversava com ela em horário de aula.

O tempo passou de tal maneira a fazer com que Célio sentisse desejos mais íntimos com Jéssica, que todas as vezes recusava e sentia-se de certa forma incomodada com situação, já que ainda era virgem.

Algumas semanas depois, as aulas estavam se encerrando e algo atormentava Jéssica, no próximo ano estaria em uma nova escola e não mais veria Célio com tanta freqüência, e uma decisão estava tomada: Ela iria se entregar ao Célio.

Tudo estava planejado com Célio e aconteceria após um dia de provas quando todos sairiam mais cedo.

O local era um antigo banheiro feminino, há muito tempo desativado devido a escola estar com poucos alunos e não haver necessidade de tantos lugares em funcionamento.

Jéssica teve sorte e a prova estava fácil, logo que concluiu todas as questões se apressou para ficar com Célio até que todos saíssem da escola.

Célio parecia nervoso e inquieto, logo chamando a atenção de Jéssica que o questionou sobre seu comportamento. Com a voz trêmula Célio disse que estava tudo bem e que estava apenas um pouco preocupado para que ninguém os visse.

Enfim, a escola tinha se esvaziado, o último aluno cruzou o portão que logo foi fechado por Célio.

Longe dos olhares de outros funcionários da escola, o casal correu para o banheiro. Célio teve o cuidado de trancar a porta, fato que chamou a atenção de Jéssica, mas que pouco se importou.

O clima entre os dois foi cada vez mais se aflorando, entre abraços e beijos Jéssica sentiu no bolso de Célio um objeto estranho, mas achando ser apenas o molho de chaves, continuou a acariciar seu namorado.

Célio tirou sua camiseta e pressionava Jéssica contra a parede, a menina parecia experiente e se deixava levar pelas atitudes de Célio.

Célio estava bastante excitado com a relação e sem pudor algum foi despindo Jéssica que naquele dia estava com roupas brancas.

Completamente nua Jéssica estava pronta para receber Célio por completo, quando uma série de atitudes bruscas começou a apavorar a garota.

Os dedos grossos e ásperos de Célio invadiam os órgãos genitais de Jéssica, com muita força ele tentava forçar a menina a se deixar levar pelos atos. Jéssica repudiava em certos momentos, mas era fortemente abraçada por Célio, imobilizando-a.

Uma forte dor seguida de ardência fez com que Jéssica gritasse e chorasse, principalmente quando notou que sangue escorria entre suas pernas.

Pedindo incessantemente para que Célio parasse, ela foi calada com os dedos vermelhos e repletos de sangue introduzidos em sua boca, fazendo com que o líquido da vida fosse engolido pela garota seguido de um beijo sádico.

Jéssica estava em pânico e sofria com as fortes dores, até que Célio invadiu seu corpo, uma mistura de prazer medo e agora ameaças estavam presentes naquele velho banheiro.

Célio tirou de seu bolso um canivete que usou como arma de ameaça para que a menina permanecesse calada e atendesse todos seus desejos.

Célio parecia realizado, era um desejo seu abusar de uma virgem e dela extrair liquido da vida para que entre os corpos, além do suor existisse a cor da paixão.

Por trás da personalidade doce e tímida de um simples inspetor, existia um maníaco, que guardava os mais torturantes e terríveis desejos.

Já no chão, deitou sobre a menina, concretizando seu ato de crueldade.

As paredes tinham sangue, assim como o chão, as roupas e os corpos dos dois.

Jéssica tentou reagir e chegou a ferir um olho de Célio, revoltado ele quis se vingar e antecipou o que tinha previsto para o final da relação.

Agarrou Jéssica pelo pescoço com apenas uma das mãos, enquanto com a outra segurava o canivete e cortava os lábios dela.

Ainda não satisfeito, ordenou que Jéssica pusesse a língua para fora e num golpe rápido arrancou a ponta. Jéssica ficou estática, e em choque mal podia gritar.

Seus sussurros de nada adiantavam e sendo empurrada  para uma cabine junto a um vaso sanitário e sua única reação foi apertar compulsivamente a descarga, infelizmente em vão, pois no momento ninguém que estava por lá conseguiu ouvir, pois a distância era grande, tentou três vezes mesmo possuída por Célio.

Já fraca e sem reação desistiu de lutar pela vida, Célio decidiu acabar com tudo rapidamente. Agarrou a cabeça de Jéssica golpeando-a fortemente na beirada do vaso sanitário.

Jéssica desmaiou tamanha foi a força dos golpes que parte da louça do vaso se partiu.

Célio com seu canivete cortou a garganta de Jéssica, que inerte morreu pouco tempo depois.

Célio tratou de se livrar de marcas e provas, fugiu agilmente pulando o muro da escola.

O corpo de Jéssica ficou no mesmo local até segunda feira, quando algumas faxineiras notaram o estranho cheiro vindo do banheiro, pensando ser apenas algum vazamento de esgoto.

Apavoraram-se quando viram a menina morta com um olhar atônito de desespero, morreu sofrendo e sem ter quem a ajudasse.

Logo a mãe de Jéssica foi informada e em prantos acompanhou a remoção do corpo.

O enterro da menina foi marcado por muita dor e emoção.

A polícia procurou em vão pelo paradeiro de Célio, que mais tarde souberam que se tratava de um falso nome, mas sua verdadeira identidade nunca foi descoberta.

Semanas, meses e anos se passaram, em pouco tempo a escola cresceu bastante sendo necessário a reabertura do banheiro onde Jéssica havia morrido, mas algo naquela escola não era mais o mesmo.

Uma nuvem negra parecia que pairava sobre a escola, até que em um dia comum de aula, gritos de meninas foram ouvidos por todo o ambiente. Relatos davam conta de que após apertarem a descarga por umas três vezes uma menina apareceu diante dos seus olhos, completamente ensangüentada e pedindo ajuda.

O incidente aconteceu várias vezes, e somente no banheiro onde Jéssica fora assassinada.

O fato aconteceu apenas com alunas e a história se espalhou de forma assombrosa assim criando a “Loira do Banheiro”. Muitos ainda dizem que seu espírito vaga pedindo ajuda e que o suposto inspetor Célio ainda faz de jovens garotas suas vítimas.

XXV - Capitulo

POV Vanessa

Senti um toque calmo em meu braço, alisavam de cima para baixo, abri os olhos e a dor de cabeça insuportável me atingiu, coloquei as mãos nos olhos esfregando na tentativa de abri-los.

- Você tá mal hein amor. – Ale me observava preocupado, passou a mão pelos meus cabelos removendo-os do rosto, isso me lembrava alguém. Memorias fragmentadas da noite passada invadiam minha mente aos poucos, eu não lembrava tudo. Eram poucas coisas, a loira passando pela porta do bar, depois nós duas no banheiro enquanto eu passava mal, o carro de Edu e depois… Nada, não lembrava mais.

- Não, eu ahn, não consigo me lembrar, cadê minha mãe? – perguntei baixo, tentando não fazer esforço, talvez assim minha cabeça não doesse tanto.

- Ela saiu, tem varias coisas pra resolver hoje, e comprar, por causa do aniversário amanha, ela foi ver alguns pratos descartáveis e comida, então ela ficou preocupada de sair e te deixar aqui sozinha, não sabia como iria acordar e me ligou. – disse

- Verdade! – coloquei a mão na boca – Esqueci, não comprei o presente dela ainda e esqueci de convidar a Clara pra festa. – falei sentando na cama e lutando contra a dor.

- Calma, senta e descansa me diz o que quer comprar, e eu vou pra você. – Ale disposto a ajudar como sempre.

- Eu não sei direito o que dar de presente para ela ainda, eu andei pensando talvez aquele jogo de talheres que ela tanto quer. Mas ela pode ganhar de outra pessoa, então acho que vou comprar umas flores, daí se ninguém der os talheres eu compro depois para ela. – falei, na verdade era mais uma opinião que eu queria da parte dele, ele deu de ombros e balançou a cabeça.

- Não sei amor, o que achar melhor. – falou, não ajudando muito com a resposta.

- Vou pensar enquanto tomo um banho, minha mãe falou algo sobre como eu entrei em casa ontem? – perguntei curiosa de como amanheci deitada na cama sem lembrar.

- Ela disse que uma amiga te deixou aqui, depois foi embora, só falou isso.

Então foi Clara, ela me colocou pra dormir? Seria fofo da parte dela, vou ligar mais tarde para perguntar e se for verdade agradecer, ontem ela também cuidou de mim no bar enquanto passava mal, se não fosse por ela eu teria vomitado a porra toda.

Alexandre deixou minha casa e foi ao shopping para comprar as flores que eu resolvi dar pra minha mãe e o presente que ele iria dar, fiquei em casa criando coragem para tomar um banho e comer algo. Levantei me arrastando, e me sentindo péssima, fui a cozinha e procurei no meio de varias caixinhas e potinhos em busca de um remédio pra dor de cabeça. Encontrei e engoli a capsula. Tomei um banho calmo, quando terminei a dor de cabeça já quase não existia. Vesti uma roupa leve e confortável.

Erick me ligou para perguntar sobre meu estado, perguntei para ele se ele lembrava da noite passada, ele disse que basicamente tudo, mas quando perguntei como cheguei a cama ele não sabia, apenas disse que tinham largado ele em casa antes de mim.

A comida não desceu muito bem, não apenas pelo mal estar e todo o álcool enjerido de ontem, mas também pela minha dieta extrema. Se tornava cansativa depois de algumas semanas, só empurra os alimentos para manter a alimentação e a quantidade certa de carboidratos que devo ter para o treino.

Depois de alimentada deitei na cama e liguei para Clara, que não me deixou esperando por muitos segundo e atendeu rapidamente.

- Oi Van. – falou, e eu podia jurar que apenas sua voz acelerou meu coração, o que estava acontecendo? –

- Oi, hum,  tudo bem? – perguntei

- Comigo sim, quero saber com você, acordou muito mal? – ela tinha um tom preocupado na voz, o que me fez perguntar por que ela mesmo não ligou antes para saber.

- Eu tô melhor, mas queria que me falasse como cheguei na cama ontem… – eu ri e ela fez o mesmo do outro lado da linha.

- Hmm, não acha isso meio perigoso? Não saber como chegou na cama? Não estava nua por acaso? Estava? – perguntou em um tom de brincadeira, mas eu podia perceber a malicia no seu tom de voz.

- Nossa que engraçadinha você. - eu ri - Eu estava vestida. Fala pra mim, foi você que me botou na cama? – perguntei com um tom sereno

- Sim, entrei na sua casa e você desmaiou na cama, nem um tchau recebi. – falou tentando fazer um tom triste.

- Desculpa, mas… –

- Ah capaz! Não precisa pedir desculpas, você estava mal, foi bom que descansou, dormiu como um anjo depois que chegou. – ela disse dando uma risadinha, não entendi seu tom no principio, resolvi jogar verde.

- Como um anjo, ah tá… como sabe? Ficou olhando por acaso? – perguntei, ele se silenciou por um momento, não sabia se tinha ficado sem graça, ou apenas estava pensando se respondia ou não.

- E se eu fiquei? – perguntou

- Ficou? – ela não respondeu – Não responda então, é eu melhor não ficar imaginando. – falei

- Você é muito cagona Vanessa, tem medo do que? – sinceramente, nem queria continuar com aquele assunto, não ia deixar ela arrancar respostas de mim e muito menos fazer com que eu fique pensando nela, e dominando meus pensamentos.

- Tá não é sobre isso que eu quero falar. – interrompi – Amanha é o aniversário da minha mãe, e ela quer que você venha comer uns salgadinhos. – falei

- Ah, diga que agradeci o convite, vou ir sim, pode me esperar. – pensei que se ela tivesse falado isso pessoalmente, provavelmente teria dado aquela piscadinha no final da frase.

- Vou esperar. – falei

- Espera bem gata. – ela riu e eu balancei a cabeça negativamente revirando os olhos.

- Você não perde a oportunidade. – falei

- A vida é feita de oportunidades meu amor, depende de nós aproveitarmos ou não. – ela disse, ai Deus, agora lido com a ‘’Clara filósofa’’ falando esse tipo de frase ‘’profunda’’.

- Como se eu não aproveitasse… –

- Tá, eu sei que aproveita – interrompeu – E isso é ótimo, quero que aproveite mesmo, faça tudo que quer, e tudo que sente vontade de… fazer comigo. – falou

- Fiz tudo que eu queria Clara, não estou me privando de nada, verdade. – acabo entregando os pontos mesmo sem querer, não consigo simplesmente ficar calada para ela.

- Se você diz, vou indo lá, tomar um banho…

- Okay, beijos.

- Beijos. – e desligou.

Amanha seria meio estranho, é de se imaginar, Clara com seus olhares sedutores de mulher fatal, e do outro lado Alexandre, e sua família, me bajulando e elogiando a ‘’nora maravilhosa’’. Só de pensar da vontade de me trancar no quarto enquanto essa festa acontece.

Minha mãe chegou de onde havia ido com mudanças de planos repentinas, resolveu fazer a festinha na chácara, larguei o corpo de um modo cansado sobre o sofá fazendo cara de preguiça e ela ficou me encarando.

- O que foi peste? Custa muito ligar para os convidados e passar o endereço novo? A maioria das pessoas sabem onde é, e nem é tanta gente assim. – falou colocando as sacolas na mesa e eu levantei para ajuda-la a esvaziar.

- Eu ligo, mas é tanta gente que só de pensar já me dá preguiça… – reclamei e ela balançou a cabeça negativamente revirando os olhos.

POV Clara

- Não Fabien! Você não vai levar o Max pra França essa semana! – eu discutia com meu ex-marido em um tom alto pelo telefone, enquanto ele resmungava do outro lado da linha e insistia em querer levar Max para passar um tempo na Europa. Fabien as vezes não parecia compreender como é ruim para Max viajar o tempo todo, se [e desgastante para um adulto, imagina para uma criança da idade dele.

- É só por alguns dias Clara, tem ideia da saudade que sinto dele? Claro que não você o vê todo dia, meu fihlo vai crescer ausente de pai e você ainda quer complicar quando quero vê-lo. – ele falava em um tom ignorante no outro lado da linha, podia ouvir a irritação na sua voz, enquanto eu negasse aquela ligação iria durar… não importa quantas horas.

- Por que você não vem pro Brasil e fica aqui uma semana? É mais fácil, pelo menos não precisa viajar com Max. E ainda economiza seu tempo, não irá precisar vir e ir duas vezes. – propus e enquanto a linha silenciava eu rezava para que ele desse uma resposta sensata.

- Clara… – ele suspirou alto – Meu trabalho, não posso tirar dias de folga no Brasil, no meio da bagunça que tá a porra da empresa, meu pai iria me matar, podia colaborar um pouco pelo men-

- Ah Sim!  Ah final você iria mesmo dar muita atenção para o Max com a empresa em meio a essa crise! – falei irônica.

- Eu vou tentar… –

- Tentar? – interrompi novamente – Você vai largar Max na casa da sua mãe para ver ele no final da noite minutos antes dele pegar no sono, você não percebe que fazer com que ele viaje só complicará as coisas? – falei, já estava a ponto de desligar o telefone na cara dele, se continuasse com a insistência de levar Max com ele.

Ele suspirou controlando os ânimos. – Tudo bem, vou tentar me livrar um pouco desse serviço para ir vê-lo. – falou em fim e eu respirei aliviada.

Ao mesmo tempo que Fabien tentava ser compreensivo eu ficava apreensiva de um dia ele querer disputar a guarda do meu filho caso eu negasse ou descordasse muito das coisas com ele. Ele tinha esse poder, tinha dinheiro.

Apenas poderia contar com seu bom senso de nunca tirar o Max da mãe, também sabendo que ele nunca teria o tempo disponível que eu tenho para dar atenção e amor para o meu filho. Prefiro mesmo que ele venha, alugue um lugar para ele e permaneça por um tempo aqui, assim pode pegar Max para passear e aproveitar a companhia do filho sem que prejudique a criança.

Mas era apegado com homens, talvez fosse a falta do pai, Edu estava sempre ao redor tentando compensar um pouco para Max e pra mim, como é ter uma pessoa do gênero masculino acompanhando seu crescimento. 

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Capitulo 61

A reflexão de Marcelo caiu em Vanessa como uma sentença acerca do seu futuro com Clara. A loira ficou muda, disfarçando sua angústia servindo o café da manhã de Marcelo, depois se despediu do amigo com a chegada da mãe dele. Jogou seu corpo contra a parede no corredor do hospital amargando o pressentimento de sacrifício que lhe aguardava.


– Veio terminar o que começou ontem Vanessa?


Júnior a abordou com olhar magoado.


– Do que você está falando Júnior?


– De você e sua namoradinha fuderem com a vida do meu irmão! Droga Vanessa a gente confiava em você!


– Júnior eu não vou conversar com você sobre isso agora.


Vanessa se afastou, mas, Júnior segurou seu braço.


– Eu não disse nada a ninguém, agradeceria muito se você poupasse minha família desse detalhe sórdido.


– Não há sordidez por enquanto Júnior.


Vanessa se desvencilhou irritada, procurando um refúgio para descarregar sua tristeza. Encontrou a capela, a mesma que há semanas atrás lhe abrigou na sua angústia por Clara. Outra vez a mesma sensatez e gentileza personificada surgiram. Angelique, a psicóloga que lhe ajudara sentou-se ao seu lado.


– Estou começando a achar que você tem mais problemas espirituais que eu…


Vanessa levantou a cabeça curiosa e atestou de quem se tratava para responder:


– E eu estou começando a desconfiar que você me persegue.


Angelique sorriu desarmada.


– Você está interferindo na minha rotina moça! Então deve ser você a me perseguir.


– Sua rotina é encontrar pessoas em igrejas? Você não tem cara de freira.


– Ufa! … bom saber disso. Mas, me referia a minha rotina aqui no trabalho. Todas as manhãs antes de iniciar meu dia de trabalho e quando o encerro, passo uns minutos por aqui.


– Não se ofenda com o que vou dizer, mas você também não tem cara de religiosa.


– Estamos mesmo falando de “cara”?


Angelique perguntou franzindo a testa, enquanto Vanessa passava os olhos pelo resto do corpo da psicóloga.


– Menina! Esse não é um lugar pra esse tipo de olhar analítico!


Angelique brincou, arrancando um sorriso sincero de Vanessa.


– E respondendo à sua observação, meu hábito não tem nada com religião especificamente, por que sequer tenho uma, faço isso por uma necessidade minha, é meio que um ritual, que separa minha vida pessoal da profissional. Venho aqui de manhã para deixar meus problemas pessoais para que eles não interfiram na minha dedicação aos pacientes, e no final do dia, faço o contrário, deixo aqui os problemas dos meus pacientes para que eu tenha paz para viver minha vida pessoal.


– Sábio de sua parte. Um bom hábito.


– E você? Mais problemas com sua amiga?


– De certa forma sim. Mas estou aqui no hospital por causa de meu amigo, para livrar a Clara de ser atropelada pelo mesmo agressor, ele se machucou.


– Nossa! Temos um cavaleiro destemido então? Mas como ele está agora?


– Está fora de perigo, mas o traumatismo causou amnésia nele.


– Que coisa… Vou ver o que posso fazer para ajudar. Terapia nesses casos é fundamental.


– Obrigada doutora.


– Mas, toda essa nuvem negra pairando sobre sua cabecinha é só preocupação com seu amigo?


– De certa forma sim…


– E Clara, como está?


Vanessa se calou, mas sua expressão gritava a angústia que lhe consumia.


– Ops, parece que toquei em assunto proibido. Você quer conversar sobre isso ou acha que sou uma intrometida sem noção?


Vanessa apertou os olhos e respondeu:


– Você… é uma intrometida profissional.


Angelique gargalhou.


– Nunca fui chamada disso, mas não me ofendi. Diga-me o que te incomoda nessa história?


– Mencionei que o fato de que o heroísmo do Marcelo tornou a Clara a mocinha por assim dizer, logo, namorada dele?


– Oh ow… Ninguém sabe que ela é sua namorada?


Vanessa arregalou os olhos e viu o um sorriso no canto dos lábios da psicóloga.


– Como assim minha namorada?


– Minha cara, só sendo muito hetero pra não captar a energia sexual entre vocês duas…


– E você captou? - Vanessa indagou curiosa.


Angelique sorriu e emendou uma pergunta se esquivando de dar resposta:


– E agora? Você se torna amante de sua namorada?


– Ninguém sabe de nossa relação. Quer dizer, ontem eu confessei ao Júnior que agora me odeia. O Marcelo e o Júnior caíram de amores pela Clara desde que a conheceram, nos envolvemos e adiei a verdade por medo de perder a amizade deles, e insegura a respeito do meu futuro com ela.


– Insegura?


– Sou a primeira mulher da Clara. Você imagina a confusão na cabeça dela. Nunca tive uma namorada na faculdade, apesar de não esconder de ninguém minha sexualidade, não quero que me rotulem. Já tenho popularidade suficiente, não preciso de mais holofotes, assumir namoro com Clara seria muita exposição, pra mim e pra ela, temi que isso estragasse tudo.


– Posso entender. … por isso que você está aqui? Procura uma luz para definir sua decisão?


– Meu melhor amigo está com a cabeça quebrada por ter salvado a vida da minha namorada, agora ela é namorada dele de mentirinha, mas, não parece disposta a acabar com essa mentira, por se sentir em dívida com Marcelo. Se eu contar a verdade, viro uma amiga megera que rouba a pouca memória do amigo que já está fudido! Se eu não contar, vou ter que assistir o namoro deles e aceitar ser “a outra” com todo risco de decretar o fim do meu namoro de verdade.


– Ow! Espera que eu já estou confusa!


– Porra, é mesmo muita confusão…


– Vanessa gostaria de conversar mais sobre isso com você, quem sabe eu possa te ajudar, mas, tenho pacientes para atender…


– Você é mesmo boa nisso de se intrometer na vida dos outros né?


– Imagina que ainda me pagam pra isso…


Sorriram juntas.


– Está aqui o meu cartão. Procure-me se quiser minha ajuda, nem que seja pra te escutar.


– Obrigada.


Angelique levantou-se e disse:


– Vanessa lembre-se de uma coisa: mentiras só prevalecem quando não acreditamos nas nossas verdades.


Vanessa ficou pensativa. Da porta da capela Angelique voltou e comentou com ar de riso:


– Ah e a propósito: sim eu captei a energia entre vocês.


*******************************


Clara que praticamente não dormira sentindo a ausência da namorada ao seu lado na cama, sentiu um profundo arrependimento por dar tanta importância ao seu orgulho e não ter cedido e procurado Vanessa durante a noite para conversarem e juntas acharem a solução para tamanho problema. Mas, não o fez. Revirou-se na cama por toda noite, praticamente assistiu o amanhecer olhando para o despertador.

Vagou pela casa ainda relutando procurar Vanessa, até enfim dar o braço a torcer e bater à porta do seu estúdio, deduzindo que a loira dormira ali.


– Van? Você está aí? Melhor acordar, chegaremos atrasadas… Vanessa?


Intrigada com o silêncio abriu a porta, encontrando apenas os vestígios que a namorada de fato dormira ali, mas, já não estava. O arrependimento deu lugar à irritação, pelo fato de Vanessa ter saído sem lhe avisar. Lutou contra a vontade de ligar e cobrar explicações apressou-se em arrumar-se e seguiu para a faculdade sozinha.

Mal conseguiu se deter na aula, até se render e ligar para Vanessa:


– Posso saber onde a senhorita está?


– Bom dia pra você também minha querida.


– Desculpa Vanessa, mas porra, sai de casa e nem avisa?!


– Precisava ver o Marcelo sozinha, por isso saí cedo.


– Vanessa não me diz que você fez o que estou pensando…


– Não se preocupe, sua honra de namorada perfeita está a salvo, não falei nada.


– Estou uma pilha de nervos, me perdoa?


– Onde você está?


– Na faculdade, precisamente no banheiro, sai da aula pra te ligar, não estava conseguindo me concentrar. Estou com medo de a qualquer momento aquele louco me empurrar pela escada, me afogar na piscina, ou invadir os corredores com uma arma letal…


– Não se preocupe… Estou aqui pra te proteger.


– Aqui?


– Sim aqui.


Vanessa surpreendeu Clara entrando no banheiro.


– Você quer me matar de susto? – Clara disse afobada.


– Esperava matar as saudades só…


Com cara de menina levada, Vanessa mordeu os lábios fazendo charme para Clara, que não resistiu, puxando a loira pelo suspensório para uma das cabines do banheiro, tomando sua boca com sofreguidão.


– Beijando assim você não terá como se proteger de mim…


Vanessa sussurrou, mordiscando a orelha de Clara enquanto descia sua mão pelas coxas da namorada que não escondia sua excitação na respiração acelerada e ofegante.


– Estou sem defesas… Sou sua…


Clara murmurou acendendo ainda mais o desejo da loira que não protelou a entrega. Intensificou os beijos, passeou com as mãos pelo corpo quente de Clara, alcançou seu jeans e o desabotoou habilmente, dando espaço para o toque ansiado por ela.


– Ai Van… – Clara gemeu.


– Shi…


Vanessa calou a namorada com um beijo, ouvindo passos se aproximarem. Saber que não estavam sozinhas ali não arrefeceu o clima. Clara segurou a namorada pelos cabelos e mordeu os lábios da fotógrafa deslizando sua língua pelo queixo e pescoço demonstrando que não queria encerrar aquele momento de paixão. Entendendo a mensagem, Vanessa continuou explorando o prazer que emanava entre elas.

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PS: suas pidonas! :-P