A Prova de Fogo - Capítulo 8

Um som alto incomodouprofundamente Clara, que ainda estava muito cansada de ontem. Ficou com Star depois das 18:00, e a pequena menina tem uma vida bem cheia de responsabilidades apesar de ter somente 6 anos. Estudava pela manhã, a tarde tinha kumon de matemática e inglês. Depois das 18:00, vinha as aulas de piano e espanhol que acabavam ás 20:00. Clara ainda tentou ajudá-la a fazer as tarefas, mas foi expulsa da própria sala. A menina a cada dia fica mais esperta. Claro, esses horários foram de Segunda, pois na Terça ela tem Francês, no lugar de piano e espanhol. Ontem Clara se surpreendeu com Vanessa, que havia preparado algo que ela não comia a seis meses… Tacos de macarrão. Ela se questionou várias vezes o do porquê da mudança de comportamento. E ainda ontem, ficou mais feliz por Mayra estar grávida, animada por pensar na nela moda gestante.

O som que vinha do andar debaixo, pareceu aumentar e Clara levantará com raiva. Sem se calçar, desceu as escadas apressada e procurando saber da onde a barulho que a incomodou vinha. Parou na sala, e fixou o olhar na porta de correr. O escritório que Vanessa tinha na sua casa, e antes nunca o usava. A não ser quando chegava do trabalho. Abriu a porta com força, fazendo um barulho estridente. Então Vanessa virou para encarar sua mulher, riu do estado que ela se encontrada e ao mesmo tempo admirava. O cabelo de Clara estava uma bagunça, marca de travesseiro no rosto e terrivelmente irritada. Antes que pudesse chegar na origem do som, sua mulher quebrará o AirPlay. O rosto de Clara estava vermelho de raiva, e por um momento Vanessa pensou que fez besteira.

– Bom dia pra você também. - Vanessa disse calma. Assistiu sua mulher respirar fundo e só então ela notou que os móveis do escritório estavam ao centro do lugar. E que havia uma bancada com tintas e pincéis de variados tamanhos, as paredes em tom de branco envelhecido e Vanessa a olhava como se quisesse algo dela.

– O que é isso? - Clara perguntou ríspida.

- Vou começar a trabalhar em casa, então eu pensei que você podia alegrar o meu escritório. - Vanessa disse, oferecendo um pincel a ela.

– Agora você se lembra que eu gosto de pintura? É um pouco tarde, Vanessa. - Gritou, batendo na mão que estava estendida para ela. O pincel oferecido caiu no chão.

E Vanessa a olhou tentando compreender a atitude de Clara, mas não conseguiu entendê-la. Somente a perdoou em pensamento.

– Além do mais eu pinto quadros, não paredes. - Ela acrescentou. Mas Vanessa sabia que não era verdade, pois a dois anos atrás ela pintou uma parede inteira do quarto dela. E Vanessa lembrava o desenho até hoje, era uma galáxia. Ela é talentosa.

– Desculpe o incomodo. Contratarei a manhã alguém pra fazer o serviço, só imaginei que ficaria feliz em fazê-lo. Seu hobbie sempre foi pintura. - Vanessa explicou. Mas antes de ouvir a resposta, saiu do local. Pegando sua pasta e se dirigindo a empresa de tecnologia dela.

Clara bufou antes de subir para o seu quarto. Tentou dormir, mas não conseguiu. Então xingou Vanessa por tê-la acordado de maneira tão peculiar. Recebeu uma ligação de Dudu, se animou e se produziu para o amante. Teria que encontrá-lo depois do almoço, onde o movimento no restaurante dela não era grande.

Chegou no restaurante, e o movimento do lugar estava normal. Ainda era onze da manhã, cumprimento todos, verificou o andamento do seu negócio e foi cumprimentar discretamente seu amante. Entrando na cozinha, o chefe já preparava o pré dos pedidos mais famosos. Dudu ao ver, Clara sorriu animadamente e maliciosamente. Ele parou tudo que estava fazendo, se aproximou dela e passou as pontas dos dedos em sua mão, que estavam perpendicular ao seu corpo.

– Oi Chef. - Ela sorriu de maneira divertida. Ele esperou seus ajudantes saírem da cozinha para respondê-la.

– Porque não depois da janta? - Ele perguntou, fazendo um beiço convidativo para ela. Suspirou, tomando em seguida o controle do relacionamento conturbado deles.

– Depois do almoço ou nada feito. - Ela disse firme. Fazendo um bico divertido em retribuição.

– Tudo bem, você que manda. - Eles riram. Então se afastaram quando a gerente que Clara contratou apareceu, mostrando-lhe papéis.

– Faça seu melhor trabalho, como no primeiro dia. - Ela disse em tom de ordem. Disfarçando o que para todos estava na cara.

Clara acompanhou a gerente, discutindo com ela sobre o estoque de alimentos. Assinou os papéis, e verificou cada garçom. Como todos os dias fazia. A educação, higiene pessoal e intenção pura em atender era o essencial. O que o cliente pedia, se tornava ordem. Então se deparou com uma família bem conhecida, entrar pelas portas do restaurante aconchegante. Se dirigiu a eles, com um sorriso grande no rosto e abriu os braços para receber o abraço de sua Star.

– Viemos comemorar. - May, disse animada. Sua amiga não perguntou do porque, pois ligará o fato pela gravidez dela. Mas viu sua amiga impaciente, ficou confusa e então perguntou o óbvio.

– O que tem que comemorar?

– MAMÃE E PAPAI VÃO SE CASAR! E EU VOU LEVAR AS ALIANÇAS… - Star quase gritou, dançando de um lado para o outro.

May mostrou a mão que tinha a aliança depois tirando o óculos do rosto, animada virou-se e deu um pequeno selinho em Coyote que parecia explodir de felicidade.

– Até que fim amiga. - Clara disse, abraçando-a.

– Obrigada. Mas, você terá que me ajudar em tudo. Sua esposa anda tirando o tempo do MEU NOIVO no emprego, então preciso que alguém me ajude a escolher tudo. Quero ir andando ao altar, ainda magra. Queremos nos casar daqui a um mês. - May explicou, animada.

– Tudo por você. Mayra, já de salto alto? - Clara advertiu ela.

– Tudo por você, sapatos lindos que me seduzem a toda hora. - May se declarava mexendo com os pés e olhando-os.

Clara almoçou na mesa com os amigos. Coyote atendeu chamadas quase o almoço inteiro. Star perguntava toda hora pela Quiara, mas claro, chamando-a de Quiaba. May pediu a casa do lago para Clara, implorando que a mesma convencesse Vanessa. Foi intencional, pois ela sabia que se pedisse a resposta seria "Claro" imediatamente.

Depois foi direto para o apartamento do amante, esperá-lo chegar. Que não demorou muito, como de costume as conversas e risadas terminaram na cama. Por Clara, ela ficaria ali deitada por horas com ele somente conversando sobre qualquer coisa; mas ele não gostava muito disso, conversar sobre qualquer coisa depois da relação sexual. Ele não era Vanessa. Ele nunca faria o que Vanessa fazia com ela, do tipo que a abraça e fala sobre a tintura da parede fazendo-a esquecer de tudo. Se passava os dias e ela sentia com mais força que Dudu nunca seria como Vanessa.

– Amanhã você dormi aqui? - Dudu perguntou saindo do banheiro, enquanto Clara calçava os sapatos.

– Talvez. - Clara respondeu doce.

– E pra onde vai agora? Pro restaurante comigo? - Dudu perguntou curioso.

– Vou no trabalho da Vanessa. - Disse se levantando e pegando sua bolsa.

– De jeito nenhum. O quer fazer lá? - Dudu alterou a voz. Fazendo-a olhar ele com fúria.

- Mayra me pediu pra falar com ela antes das seis. Ela está preparando o casamento e precisa avisar a cerimonialista o local.

– Não quero você muito próxima dela. - Dudu resmungou. Clara mandou um beijo pra ele, andando até a porta. Parou virando-se e encarando o corpo musculoso dele.

– Dudu… Qual sempre será meu hobbie? - Clara perguntou analisando o homem com quem dormia a sete meses.

– Cantar? - Ele respondeu pensativo e confuso. - O que importa isso?

– Não importa em nada. – Clara suspirou, saindo pensativa do local. Era tão fácil decepcioná-la, que aquela simples resposta fazia sua mente gritar "Ele não te conhece, e você dormi com ele.". Um aperto grande se deu no seu coração.

A sede da empresa é enorme, ela sorri pensando que é dona também daquela grandeza. Entrou facilmente, todos os seguranças tinham a ordem que a deixasse passar qualquer que fosse a situação. A mando de Vanessa, os seguranças carregavam consigo um tablet com fotos e nomes das pessoas autorizadas. Mas quase não a utilizavam, pois sabiam de vista os que passavam os cartões para entrar mediante o lugar onde o trabalho gera para todos os filiais dentro e fora do Estado. Mas no caso de Clara, ela não tinha cartão porque é esposa da dona. Ela sorriu como livremente podia andar nos corredores, como quando entrou no penúltimo andar, uma jovem senhora perguntou se ela gostaria de algo.

– Que gentileza a sua. Só preciso encontrar minha esposa. - Clara respondeu delicadamente.

A mulher informou Clara, que apressadamente se dirigiu a sala de Vanessa. Antes que chegasse lá, observou uma cena que encheu seu olhos de raiva. Uma garota, mais ou menos da idade dela estava perto demais dela. Ela analisou a roupa da garota, e se encheu de fúria. Um vestido tomara -que-caia preto, que mal cobria suas pernas direito. Curto demais e puta demais pensou ela. Respirou fundo para acalmar a fúria que vinha.

– Meu amor. - Ela falou em voz alta, em tom carinhoso e enlaçou suas mãos no pescoço de Vanessa, em seguida o dando um pequeno beijo.

– O que faz aqui, meu anjo? - Vanessa disse calmamente. Clara segurou a mão de sua esposa, logo se virando e encarando os olhos da mulher em sua frente.

– Não sabia que hoje em dia se trabalhava com trapos. - Clara falou ríspida se direcionando a ela. A mulher a olhou como se a matasse em pensamento.

– Desculpa, está falando comigo? - Ela se virou para Clara, sorrindo de forma doce e enjoativa. Pelo menos para Clara, que abriu a boca pra respondê-la quando Vanessa a interrompeu.

– Clarinha, essa é a Fernanda Lacerda. Minha secretaria. - Ela fez uma pequena pausa. - Fernanda, essa é a minha esposa.

Ela passou a mão pela cintura de Clara, apertando suavemente e fazendo-a arrepiar. Depois da raiva que Clara passou, entrou na sala dela. Conversaram, e ela tratou do seu objetivo. Logo ligou para May, e a garantiu que a casa do lado está na disposição dela. E se dirigiu pra casa, mas antes dando um endereço para Fernanda que confusa perguntou do que se tratava. Clara só respondeu que era uma loja de roupas para mulheres descentes, deixando Fernanda com raiva.

Ao chegar em casa, tomou um banho e se vestiu. Amarrou o cabelo em um coque, e parou em frente ao escritório de Vanessa. Abriu as tintas da bancada, e observou as cores. Se lembrou, foram as mesmas cores que usou para pintar um tipo de galáxia na parede do quarto delas… Há dois anos atrás. Gargalhou sozinha, ou perceber o que ela queria. Olhou para as paredes em branco, que de branco não ficariam mais daqui a algumas horas.



Boa noite ;)

Cap 10. Dia 2

Divirta-se thataaaalves.. vou cobrar heim rs =D

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POV CLARA

Mais que merda, se meu irmão estivesse aqui ele iria falar “ nem parece que é uma Aguilar” Bosta!  O que é? Eu to muito puta mesmo, quem essa menina pensa que é? Procurei Vanessa pela casa inteira e nada dela.. Ohh Cassete viu.. Sou boca suja mesmo e se estiver achando ruim o problema é seu! Desisti de procura-lá e fui  pro meu quarto, alias o que eu iria dizer pra ela? Não tinha palavras mesmo, liguei o mini som que tinha ali e fiquei ouvindo  musica, porque? Porque na entrada da cada eles recolheram nossos celulares.. Estamos sem comunicação com o mundo real.. Só podemos falar uma com a outra ou com a senhora que faz nossas refeições na qual não pode nem falar o nome para a gente.. Estava quase pegando no sono quando escuto barulhos de passos, só podia ser Vanessa, olhei para o relógio no criado mundo e era quase meia noite, onde ela esteve? Enfim não é da minha conta… Antes de ceder ao sono de morfeu me veio a cena do beijo.. Caramba como aquilo foi bom! Senhor me ajuda, não posso pensar nisso, não posso ficar pensando nela desse jeito, eu nem gosto dela. Argh

Acordei as dez da manha,fiz minha higiene matinal e desci para tomar café! Vi que Vanessa estava na cozinha comendo e me sentei em sua frente, ela me olhou e eu dei bom dia.. Nada mais foi dito, porem reparei que ela estava com a parte de cima do biquíni, biquíni branco e uma saída de praia azul com detalhes brancos, ela iria a praia? Sozinha?

- Você vai a praia Vanessa?

- Sim, porque?

- Porque eu não quero ir!

- Problema é seu, e eu não estou te chamando – ah filha de uma boa mãe malcriada! Acho que ela esqueceu do contrato!

- Querida estamos nesse lugar juntas, e se você não percebeu é obvio que estamos sendo filmadas.. Não podemos sair em publico separadas Vanessa, somos um casal e teremos que andar juntas e agir com tal! Goste você ou não.

- Mas que porra! Clara eu não vim ate a praia para não ir a “praia” então levanta essa bunda branca daí e vamos logo! – acha que manda em alguma coisa essa baixinha birrenta!

- E se eu não quiser ir?

- Vamos perder pontos e a culpa será sua! Agora vai logo!

- Ta bom Vanessa que saco, vou me trocar!!!

Ai que latina birrenta senhor Jesus!! Subi e coloquei um biquíni preto e simples, peguei um short para colocar depois que sair e um protetor é claro… Desci e pedi a Vanessa passar o protetor, ela me olhou com cara de “serio isso?”, mas ela passou mesmo assim, resmungando igual uma velha mas passou e caramba a cada local que as mãos dela tocava eu me arrepiava! Isso precisa para!

- Vamos? Vanessa me perguntou e eu assenti… Caminhamos ate a praia e logo aquela areia dos infernos queimava meus pés, Vanessa tirou a saída de praia e SENHOR QUE BUNDA É ESSA? Meu Deus me ajuda… Tirei o short e estendemos o pano! Logo vieram perguntar se queríamos uma mesa e aceitamos! Pedi um cerveja e Vanessa uma caipirinha.. Conversamos um pouco e Vanessa me disse que iria para o Mar assenti e continuei na minha cadeira sentada. Odeio calor e aquilo estava me irritando.. Observei Vanessa ir ate a água e ela mergulhou pra baixo da onda… A perdi de vista por uns minutos, quando ia fazer alarde ela reapareceu.. Saindo da água igual uma.. uma.. cadê as palavras! Caramba essa mulher é perfeita! Ela estava voltando para a nossa mesa quando uma moça bem baixinha a parou.. Vanessa a abraçou e as duas conversaram alegres, como se fossem intimas! Que porra é essa? Aquela anâ de jardim tocava ela a todo segundo e eu não estava gostando, tipo estão nos filmando não posso deixar isso acontecer! Me levantei e fui ate elas.. Quando cheguei mais perto ouvi a tal mulher dizer “Nossa Vanny como você está gostosa de biquíni branco, senhor me abana” o que? Ela chamou a Vanessa de Vanny? Isso foi de verdade? Só eu a chamo de Vanny!! Tranquei a mandíbula e cheguei agarrando por trás a MINHA VANNY!

- Oie amor – disse dando um selinho nela que se assustou com a minha atitude – você demorou estava preocupada, quem é essa? – perguntei com desprezo!

- Ah Cla essa é Amanda, ela é pediatra e ajuda no orfanato.. Aquele que te falei” Amanda? Essa é a Clara.

- Namorada da Vanessa – e estendi a mão pra ela – prazer – aquele projeto de gente me olhou e deu um sorriso cínico e apertou minha mão!

- Prazer Clara! Vanny será que podemos conversar? A Akemi me disse que vocês vão montar uma clinica.. Eu estava procurando uma parceria mesmo, eu tenho um bom dinheiro guardado e posso ajudar, isso claro se você quiser! Porque Thatha e Akemi já aceitaram! – O que? Como assim elas vão fazer parceria? Cassete viu!

- Ah Claro.. Vamos sentar? – Vanessa disse com um sorriso de orelha a orelha!! Sentamos as três e as duas ficaram naquele papinho ridículo! Ta eu sei que é o sonho da Vanessa.. Mas essa menina é ridícula! Sou muito mais eu! Ela estava flertando com a Vanessa na minha frente e o pior Vanessa estava correspondendo! Cansei daquela palhaçada e fui para o mar! Ao chegar ao mar fiquei apenas parada e pulando ondas até que eu sinto alguém se aproximar! Um rapaz muito gato, se aproximou e puxou assunto comigo ! Ele era lindo.. Moreno de olhos castanhos maravilhosos! Engatamos um papo legal e logo ele deu em cima de mim, correspondi porque se a Vanessa pode eu também posso! Saímos do mar e fomos para umas rochas que ficavam mais afastadas.. Não dava pra ninguém nos ver, ele me beijou e eu correspondi!.. Logo estávamos nas mãos bobas aqui e ali e acabamos que transamos!! Sim me chamem de vadia porque foi assim que eu me senti logo que terminamos.. Sai de lá e nem disse nada ao rapaz! Estava me sentindo um lixo isso nunca aconteceu, eu estava com raiva de Vanessa e transei com ele, um desconhecido! Onde eu estava com a cabeça? A sorte é que eu tomo pílulas! Mas essa raiva não justifica o ato de eu ter transado com ele! Eu nunca senti isso.. Ver Vanessa sorrindo daquele jeito para aquele projeto de gente me tirou do serio! Ontem aqueles sorrisos eram só meu e hoje ela compartilhou com ela! O que? Porque estou pensando assim? Eu.. Eu.. Aff.. sai da água e fui atrás de Vanessa ela estava no mesmo lugar, porem sozinha.

- Oi – eu disse!

- Oi um cassete onde se meteu Clara? – Vanessa me perguntou com Riva na voz!

- Eu fui nadar como você pode ser!! – respondi tentando ser convincente! Alias nesse contrato nos poderá haver traições! Ou seja eu já cometi esse erro! Se ela descobre ou pior se eles descobrem tal deslize pagarei uma multa altíssima!!

- Foi nadar um caralho! Eu vi você com aquele cara! Você deu pra ele Clara! E se te pegam? Você não pensa cassete? Você me traiu!

- Com assim você viu? O que você viu?

- Assim que você saiu, voltei pro mar com Amanda estávamos conversando sobre esse relacionamento e estava contando a ela que isso é um acordo! Ficamos perto das rochas e nos duas vimos você lá dando pro cara que nem conhece! Você é ridícula! – sou mesmo! Porra eu sou uma imbecil!

- Ah Vanessa nem vem você tava quase dando para aquele projeto de gente!

- Haha Clara não começa! Nem tenta jogar a culpa em mim. Porque isso não vai rolar! Eu nem vejo a Amanda dessa forma, pegamos amizade porque ela esta me ajudando a me aproximar do menino que te falei que quero adotar! Mas já que você falou posso pensar nessa hipótese ela é linda mesmo! – O        QUE? ELA ACHA AQUELA ANA LINDA E EU NÃO?

- Ela não é linda Vanessa! Eu sou muito mais –ai ela me corta e tirou meu chão!

- Pelo menos ela tem caráter! Não é uma vadia que da pra qualquer um! Mas isso só fez com que eu tivesse vontade! Vou jantar com ela hoje e quem sabe não role algo?? – nem pensar nisso!

- Nem a pau Vanessa, você não vai! – quem ela acha que é? Ela não vai beijar e nem fazer nada com aquelazinha.. Só em pensar em outra pessoa a beijando eu fico fora de mim! Fiz o que eu queria fazer desde ontem! A beijei e foi um beijo de tirar o fôlego! A agarrei com força e encaixei nos meu braços.. Ela era minha e não ira permitir que outra viesse e a tomasse! Espera.. Eu estou.. Não isso não pode acontecer.. Não estou apaixonada por ela! Isso seria escroto!

Separamos o beijo e abrimos os olhos e foi ai que meu mundo parou.. Olhei naqueles olhos que me visitaram desde o primeiro dia que nos conhecemos a oito anos atrás! Sim, eu sempre soube que nutria algo forte por ela, por isso eu a tratava mal.. Porque eu não entendia todo aquele sentimento! Mas ao mesmo tempo não conseguia ficar brava! Estava apaixonada.. Apaixonada por aquela latina birrenta! Na verdade eu sempre fui.. Sempre sonhei com o dia que iria vê-la novamente.. Passo oito anos a acompanhando por redes sociais…. E nem mesmo eu sabia o porque de estar sempre a procura de noticias! Quando soube da reunião eu fiquei eufórica, mais não entendia.. Quando eu a vi entrando no restaurante com uma mulher morena parecida com ela eu fiquei pasma! Ela estava linda e não precisou o Cesar dizer quem era ela porque senti meu coração sambar dentro do me peito.. No ensaio eu só queira olhá-la!! Ela estava uma perdição naquela lingerie! Céus eu a amava.. Aquele sentimento era mais que paixão.. era Amor.. Eu A AMAVA! Isso era ta obvio.. O Renato um rapaz que trabalhou com nos duas e que hoje trabalha na farmácia de manipulação comigo sempre disse que eu era apaixonada mais eu achava tudo tão louco! Mas ai ela acabou com meu monologo pessoal!

- O que pensa que ta fazendo Clara? Transa com ele e agora me beija? Você me da nojo!

- Vanessa para, me deixa falar! Precisamos conversar eu tenho que te contar uma coisa que descobri!

- Ah descobriu que é uma puta safada? Porque se for isso eu já sabia – O que? Não Vanessa descobri que eu te amo!

- Não para, você ta me ofendendo! – disse com os olhos lacrimejados…

-Você acabou comigo quando transou com ele CLARA, nem ao menos percebe os detalhes! Eu sou uma idiota mesmo! – O que? Porque? Vanessa me virou as costas e me deixou falando e eu a segui, o caminho inteiro discutindo! Ela chorava. Porque ela chorava afinal?

- Vanessa espera! Porque você está chorando.. Pelo que eu saiba você nem se importa comigo! – disse e vi sua feição mudar para raiva.. Mais raiva!

- Você é uma imbecil, nunca percebe nada não é?

- Percebe o que Vanny? Para de fugir de mim droga me fala logo! – eu estava ficando agoniada, ela andava e me deixava falando e eu odeio isso!

- Eu sempre fugi de você idiota! Sempre fugi desse sentimento! Porque você sempre me tratou mal, mas o amor sacaneia a gente! Eu sempre fui apaixonada por você.. Mas é  tão mesquinha e egocêntrica que nunca percebeu! E se percebeu só debochou da minha cara! – O que? Ela é apaixonada por mim, caramba nos amamos de verdade! Isso é tão incrível – Quando parei de divagar percebi que Vanny andava bem na minha frente e ela atravessou a rua sem olhar e eu não tive tempo, só consegui gritar, foi tudo tão rápido! O carro a jogou longe.. Eu vi seu corpo ser arremessado e ela cair com tudo no asfalto.. Corri para perto dela e ela estava ensangüentada.. Chamei por ela e nada.. Ela não podia morrer agora! Isso não ta acontecendo.

-Vanessa Acordaaaaaaaaaaaaaa – Comecei a gritar em desespero! Ela não se mexia.

- Vanny? Amor? Acorda por favor! Alguém chama uma ambulância por favor? – estava desesperada, as pessoas tentavam ver o que tinha acontecido uma moça disse que já havia pedido o resgate! A ambulância chegou e os paramédicos vieram ate nos! Eles checaram os batimentos e pegaram uma coisa que eu não sei o nome mais já vi em filmes! Era um desfibrilador? Eles colocaram sobre o peito dela e ela começou a pular!

-Médico: Não esta respondendo! Ela não esta respondendo! – um deles disse e eu entrei em choque, me ajoelhei e toquei seu rosto e comecei a chorar e gritar.. Ela não podia me deixar agora! A policia chegou e eles me seguraram para não chegar perto dela! Eu queria dizer que a amava então eu gritei com todo o ar que eu tinha nos pulmões!

- VANNY EU TE AMO NÃO ME DEIXA POR FAVOR! JURO QUE EU NÃO SOU ISSO QUE VOCE PENSA AMOR, ACORDAAAAAA, POR FAVOR VANNY! – O medico que estava com o desfibrilador gritou dizendo que seria a ultima tentativa.. O que? Ele não pode desistir.. Ele encostou mais uma vez e…

Medico – Consegui.. ela correspondeu! Vamos colocá-la na maca e levarmos logo para o hospital antes que ela tenha outra parada!

Eles a colocaram na maca e eu disse que estava co ela e entrei junto na ambulância, ela permaneceu desacordada e eu desesperada.

A Prova de Fogo - Capítulo 6 - Flashback 2  - parte 1

FLASHBACK ON

– No banho não foi suficiente? - Sussurrei, enquanto Vanessa passava as mãos pela minha cintura e levantava a minha blusa.

– Nunca será suficiente com você. É viciante sabia? - Invadiu o meu interior as suas palavras, me deixando quente. Recebi seus lábios com muita vontade, beijando, mordendo e sugando-o só pra mim. Era tão recente esse desejo e sentimentos, tudo novo.

Havia somente três semanas que casamos, e moramos no apartamento da senhora Solange. Ela tem sido gentil, o que não me surpreendeu. Seu comportamento comigo começou a mudar quando comecei a frequentar mais a casa dela, no inicio do namoro com Vanessa. Era bom essa sensação de ter uma mãe diferente. Todas as tardes, Solange me ensinava algo novo. E eu amo a cada dia mais a minha nova vida.

– Van, temos que ir na May - Falei, com respiração falhada. Mordi forte meu lábio, quando senti ela sugar e morder meu pescoço. - Você está muito taradinha não? - Dei uma breve risada, tentando fazê-la parar. Mas na verdade eu quero que ela continue.

– Agora você vai ver a taradinha. - Vanessa respondeu. Me pegando no colo e me jogando na cama. Senti meu corpo estremecer. Tirei a minha blusa e assisti ela arrancar o meu short com a calcinha. Ri quando ela se atrapalhou, mas ao perceber o que ela acabou de fazer fiquei vermelha.

– VANESSA! - Gritei envergonhada. Apesar de fazemos isso sempre desde o casório, eu ainda tinha vergonha dela ver meu corpo tão nitidamente. E ela sabia disso.

Assisti ela tirar todas as peças de roupa, e fixei o meu olhar em sua…. Um gemido involuntário saiu da minha boca, ela não tinha como ter vergonha do corpo dela. Ela era perfeita, tem um corpo bem definido… Ai, como tive sorte dela se apaixonar por mim. Me embrulhei com o lençol, e fiz bico. Ela riu.

– Vem aqui, amor. - Disse entrando na coberta, puxou o meu quadril para a sua boca. Arfei. Pois a minha intimidade estava queimando, e me deixando louca por causa de sua língua. A cada dia ela ficava melhor no que fazia.

(..)

Batemos na porta da Mayra, que foi aberta no mesmo segundo. Liza, dividia o apê com May, com a expressão preocupada e decepcionada por nós.

– Está esperando alguém, Liza? - Vanessa disse, entrando. Eu a segui.

– A Mayra. Ela sumiu desde ontem. Ela não voltou pra casa depois de sair pra comprar vitamina. -, Liza que geralmente era engraçada, estava carregada de preocupações. Tinha que explodir.

– PORQUE DIABOS VOCÊ NÃO NOS CHAMOU? Vou ligar pro Marcelo e pra Thais. - Gritei, e já fui tirando do bolso da calça de Vanessa, o celular dela.

– Já liguei lá. - Liza falou. - Já andei nas ruas, procurei, fui no Ray, nas pessoas que a Mayra conheci e avisei ao Coyote. Não queria chamá-las, vocês estão em lua de mel ainda. Talvez não seja tudo que estou pensando.

– E a onde está o Coyote? - Vanessa perguntou, começando a ficar aflita. - Ela é nossa melhor amiga, Liza. Deveria ter nos comunicado.

– O MEU DEUS, O MEU DEUS… - Comecei a me desesperar. - Aquele cara, Vanessa… E se… Aquele velho que anda perseguindo-a… VANESSA! - Começou a passar todo o mês anterior na minha cabeça.

O cara não é tão velho assim, mas, tem 28 anos. Andou perseguindo, chamando-a para sair, arrumou briga com Coyote por isso. Alto, olhos azuis, cabelo preto e ondulado. Encontramos ele nos vigiando na entrada e saída do colégio. E ainda teve coragem de aparecer no meu casamento. Claro que dei uma meiada no fucinho dele pelo atrevimento. Então ele me socou, e Vanessa perdeu a cabeça. Chamamos a polícia, Vanessa gravou dias anteriores e praticamente me forneceu como prova a autoridade. Uma semana se passou desde então, e não encontramos mas ele. A polícia não o encontrou, pois ele fugiu.

– “Eu vou pegá-la para mim.” - Repeti suas palavras com lágrimas nos olhos. - Ele a olhava como… Não vou ficar parada.

Puxei Vanessa comigo, quando a porta foi aberta. Primeiro de tudo, encarei quem abriu a porta. Foi Ray, com os olhos escuros de raiva e mão direita fechada como se fosse socar alguém. Então Coyote entrou, com os olhos inchados e ainda lagrimejando. Meus olhos desceram para a garota que ele carregava com cuidado e carinho. Tampei a boca, para tentar diminuir a grandeza do meu grito. Ele colocou ela com cuidado no sofá, mesmo com as lágrimas que começaram a cair ao observar Mayra, tentou firmar a voz.

– Vanessa ligue para a emergência. - E minha Van fez, depois de passar as mãos nas minhas costas.

Me ajoelhei perto de Coyote, e vi melhor a minha amiga. Ela estava quase toda coberta por sangue seco, ferimentos abertos, blusa rasgada e pelo avesso… Só a calcinha, na parte de baixo, percorri meus olhos pelas suas pernas. Marcas avermelhadas se tornando roxas, feridas abertas ali também e por um momento pensei que a calcinha era vermelha. Mas prestei atenção, só estava manchada com sangue. Ninguém falou em voz alta, mas todos sabiam o que fizeram com ela. Não sabia como reagir. Mas sabia como descontar a dor que passou pra mim. Xinguei até a décima terceira geração do infeliz, o homem chamado Diabo e vulgo, Rodrigo. Provavelmente bati na parede umas dez vezes.

A emergência já tinha chegado, levado Mayra, Coyote foi junto com Marcelo e Ray foi atrás do seu pai, chefão da polícia no Estado. Vanessa ficou, para ver se me acalmava. De todas as suas tentativas de me ver respirar normalmente foram falhas, ganhou socos de mim. Eu estava ateando fogo, pegaria ele. EU QUE PEGARIA ELE. Ninguém mexe com Dias Gomes, e só. Ela é minha sabe, toda a minha infância, minhas crises e crimes, ela é tudo que sou hoje. Ela é tudo o que me formou, e por isso Vanessa me ama… E por isso tenho a felicidade na minha vida.

Já era noite quando a raiva deu espaço para o desespero, o choro tomou conta de mim e a dor que ela passou me fez refletir. Como olhar para ela e dizer tudo bem? Eu não sabia, só sei que quando ela sair do hospital precisará de uma Clara inquebrável. Tentei ir no hospital, mas, o cheiro do lugar me fez sair rapidamente. Acho que não era o cheiro, e sim o fato dela estar lá. Vanessa ficou, eu a fiz ficar mas nos comunicamos pelos dois dias que ficou lá.

A porta da sala se abriu, Ray tinha me ajudado a preparar um agrado pra Mayra. Decoramos a sala com balões, preparamos taco de espaguete e suco de uva integral, 100% natural, pois é o preferido dela. Marcelo entrou com a pequena mala, que eu tinha preparado pra ela. Depois veio Mayra com a ajuda de Thais para andar. E Vanessa vinha atrás.

– Bem vinda, minha pequena. - Tentei falar firme, mas fracassei. Os olhos dela estavam negros, tão sofridos. Seu rosto estava marcado, a mandíbula roxa e o sofrimento gritavam na expressão de seu rosto. Ignorou todos, e começou a subir para o seu quarto.

Vanessa me contou que ela entrou em pânico quando o Marcelo tocou na mão dela. Que tudo que fazia era gritar, somente gritar e se debater. Também expulsou Coyote de lá, todas as vezes… As únicas palavras ditas por ela foi que não queria Coyote por perto. Todos julgaram, mas eu entendi perfeitamente a sua posição. Suspiros foram prolongados na sala, o pai de Mayra estava a caminho e provavelmente chegaria amanhã no fim da tarde. E coloquei em mim o dever de cuidar e ajudar a cicatrizar as feridas do coração
de Mayra. Pedi que todos se acomodassem, comessem e ficassem tranquilos, porque Clara Aguilar Mesquita vai entrar em ação.

– Você… Se incomodaria comigo aqui? - Falei, indo na direção da cama onde minha pequena está sentada. Aquele olhar me penetrou. Assisti ela se levantar com um pouco de dificuldade e vim na minha direção.

– Clarinha.. - Foi tudo que ouvi, tudo que ela disse e tudo que desejei. Pois depois ela me abraçou, destruída, machucada e desamparada. Contornei o seu corpo com delicadeza, acariciei seus cabelos enquanto sentia e ouvi seu choro aumentar.

– Tudo bem, tudo bem… - Sussurrei como se fosse para um bebê, andamos em direção da cama sem nos separar. Sentei, e ela deitou a cabeça nas minhas coxas, abraçou minha perna. E repetia sem parar, dizendo perdão. Acaricie seus cabelos, passei a minha mão sobre suas costas delicadamente até que sentir sua respiração calma e uma profundo sono tomar contar dela.

FLASHBACK OFF

Cap 9. Dia 1 parte ll

Bom Diaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!! =D

Um Bom dia especial pra Karine =) =) Beijos linda

E Obrigada Karol pela ajuda com o apelido!! =D

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POV VANESSA

 

Depois da cena infantil que a Clara fez eu acabei dormindolindamente naquela cama maravilhosa. Acordei com alguém se mexendo ao meu lado.. Como assim alguém se mexendo ao meu lado? Esse quarto não é meu? Abri os olhos devagar e notei que Clara estava mexendo num controle remoto passando os canais… Mais que menina abusada!

-Hey o que você ta fazendo aqui?

- Assistindo oras!

- Clara é serio! Eu estava dormindo..

- Ai Vanessa desculpa mais essa casa é muito grande e voce se isola o dia todo.. Vamos fazer algo?

- Tipo o que?

- Sei la vamos ver um filme?

- Hmmm pode ser! Tem DVDs aqui?

- Sim eu achei uns filmes la embaixo, vou buscar e já trago uns doces também!

Dito isso ela saiu e demorou um pouco pra voltar, enquanto isso eu levantei e tomei uma ducha gelada e coloquei uma roupa mais confortável.. Quando ela abre a porta põe as coisas na cama e vai pro aparelho por o filme.

POV CLARA

Ah mais é agora que ela ia me pagar! Não me acha bonita! Impossível isso, todos me acham bonita, todos me desejam, sou cortejada por homens e mulheres pra simplesmente chegar essa latina metida, dizer que não me acha bonita! Ela me paga! Desci e coloquei a pipoca no microondas e peguei refrigerantes..Subi com a comida e coloquei em cima da cama para por o filme, era “amizade colorida”.. Vi ela se aproximando da cama e me sentei junto a ela… Assistimos o filme em meio a conversar e gordices, admito que ela é super legal e boa companhia, mais duvido resistir ao meu charme! Em uma das cenas onde o casal se beija decidi por meu plano em pratica.

- Vanny? – Chamei e ela me olhou com cara de interrogação!

- Vanny? O que significa isso?

- Bem eu estou lhe dando um apelido e só eu posso te chamar assim ok?

- Ok, mas porque isso agora? – Ai que menina mais turrona gente!

- Porque sim, porque somos namoradas agora e namoradas dão apelidos uma a outra!

- Tudo bem então! Kkkk- isso ela sorriu, e poxa deveria sorrir pra mim assim mais vezes! Hora do plano.

- Vanny vamos ter que nos beijar na frente dos outros e eu nunca fiz isso, não acha melhor treinarmos? – fiz carinha de cachorrinho pidão pra ela que me olhou sugestiva.

- Você quer mesmo fazer isso Aguilar? Que me beijar é isso?

- Não que eu queira mais, esta no contrato, você pode começar.

- Não acho uma boa idéia não! – O que? Muitas pessoas querem me beijar e ela me dispensa assim???? Filha da puta essa latina metida

- Tá com medo de gostar Mesquita? -  fiz a pergunta em um tom debochado, sei que ela não gosta de ser desafiada….

- Esta me desafiando Aguilar? Isso pode ser perigoso, mais ok! Só cuidado para não gostar muito ta?

Ela foi se aproximando aos poucos, e logo senti a respiração dela se misturando com a minha, eu estava ansiosa. Como assim ansiosa? Ela então colou seus lábios nos meus e porra o que foi isso? Essa sensação de adrenalina? Como se tivesse levando choque por todo meu corpo! Fiquei perdida em meus pensamentos e mal percebi quando ela pediu passagem com a língua, cedo e então nossas línguas se cruzaram, e o choque foi ainda maior. Aquilo era surreal eu estava beijando uma mulher e o pior eu estava gostando!! Isso não fazia parte do plano, não era pra eu gostar era só pra ela gostar! Cassete cadê o ar? Não quero acabar agora mais então ela se afastou e abrimos os olhos, ela me encarou de um jeito confuso e saiu do quarto me deixando sozinha de novo! Sentindo aquelas coisas, senhora eu na posso gostar desse beijo, mais foi tão perfeito, aqueles lábios macios nos meus! Ela é tão perfeita.. Porra Vanessa porque você tem que fazer isso comigo? O feitiço virou contra o feiticeiro.. Merda isso não vai ficar assim vou atrás dela e vou descontar toda essa raiva que eu sinto por ter gostado tanto assim do beijo dessa vagabunda.

I need you to listen and understand:
Read and comprehend:
Hear and internalize:

They.
Will not.
Define you.

You will be defined by the breaths you draw
When your chest is heavy and your lungs collapse.

You will be defined by how high you hold your head
When the crown on its top is so heavy your neck won’t bend.

You will be defined by the steps you make yourself take
When your feet are blistered and sore from the miles you’ve come.

Darling, brave Princess.
Dashing, brave Prince.

You are defined by your kingdom
Which is your own
And not by your neighbors
Which are not yours.

They should not,
They cannot,
They will not define you.

—  Vanessa, Gate Keeper CCIXV
A Prova de Fogo - Capítulo 7 - Flashback 2  - parte 2

FLASHBACK ON

Três semanas se passaram desde o que fizeram com Mayra. E só a duas semanas comecei a “tratar” o problema do pânico quando a tocam, e ela sente que é intimamente. Como? Eu fingia ser o homem da história, e a ajudava nisso… Já que se negava a falar com um psicólogo.

– Você tem que falar com o Coyote o garoto está perdendo a cabeça. - Disse em voz baixa, tínhamos acabado de levantar. Coloquei uma música calma, no volume médio e ofereci a minha mão para ela.

– Não consigo, Clarinha. Era pra ser com ele, sabe? - Sua voz falhou. Pegou na minha mão com sutileza, então eu beijei suavemente sua mão. Escutei um pequeno riso.

– O que foi? Tenho certeza que Coyote será assim, porque ele é assim. Nada mudou, Mayra. - Falei em tom bem feminino. Ela sorriu. Era uma satisfação grande vê-la sorrir.

– Mudou sim, você até está dando uma de Homem. Bem que eu disse, use salto alto Clarinha…Mas… - Eu ri muito. Então escutei o seu sussurro, me agradecendo.

Porém, não comia muito. Se vestia se cobrindo por inteiro, e nunca me deixava vê-la de lingerie. Me preocupava pelas feridas que ainda estavam com pontos. Ela se restringia, vomitava todas as manhãs e ás vezes desmaiava. Ideias começaram a brotar na minha cabeça, eu teria que testá-la.

– Até que fim. - Disse aliviada. Rodava na minha mente, que minha pequena poderia estar grávida. E pedia a Deus que não.

– Desculpe. - Vanessa parecia aflita. Me deu a sacola com testes de gravidez de farmácia. Me aproximei e a beijei.

– Obrigada.

– Coyote me encontrou na farmácia. Contei pra ele as suas especulações. Tenho quase certeza que vai invadir aquele quarto hoje. - Vanessa me informou.

Subi as escadas, entrei no quarto que não havia ninguém. Bati na porta do banheiro, e Mayra saiu de lá de calcinha e sutiã. Tomei um susto, ela parecia muito cansada e os olhos assustados. Ignorou minha presença, andando lentamente até o espelho. Ainda havia as marcas em seu corpo, e algumas que nunca tinha visto antes. Talvez por não analisá-la como deveria. Observei suas mãos passarem do pescoço, até a barriga. Ela não comia, e normalmente sua barriga era bem lisa. Mas não estava o tanquinho que costumava ver, um pouco inchada eu diria. Seus olhos encontraram os meus pelo o espelho, mas antes de dizer qualquer coisa ela correu para o banheiro e eu fui atrás. Ela se agachou perto da privada, e vomitou. Eu segurei seu cabelo e acariciei suas costas. Ela me empurrou.

– Vá na farmácia…- Sua voz falhou. Já havia lágrimas correndo pelo seu rosto.

– Eu sei. Pensei antes… – Disse apressada, mostrando a sacola cheia do que ela precisa.

– Esse é o último, May. – Disse conformada, mas ela estava inconformada pelo o que os testes diziam. Já era noite, me preparei mentalmente para o que viria.

– NÃO PODE SER. EU NÃO POSSO… O MEU DEUS, CLARA… EU TENHO UM MONSTRINHO DENTRO DE MIM. - Ela começara a gritar, ao sair do banheiro. Provavelmente todos no andar de baixo a escutou. Levantei para abraçá-la, mas fui empurrada pra trás e não entendi.

– Não toque em mim. - Ela berrou descontrolada.

– Mayra… Esse bebê que está crescendo em você… Bom, ele não é um monstrinho. - Disse calma, observando todos os seus movimentos. Ela tocou na barriga nua várias vezes.

– Eu sei. Também é parte de mim… - Disse com voz chorosa. - Coyote terminará comigo, seremos eu e o feto… Lutei tanto para ter Coyote do meu lado. Neguei todo o mundo pra ficar com ele… O meu Deus, ele vai me odiar.

Então pude compreendê-la novamente. Mayra nunca abortaria, pois nunca iria ferir um inocente. E mesmo se negando a falar com Coyote, ela o amava mas sentia medo. Passaram horas desde o que descobrimos, o amor dela apareceu mas como um cão de guarda fiz meu melhor. O expulsei, prometendo que pela manhã ela falaría com ele. Tinham o direito de resolverem o futuro, já que daqui a dois dias as aulas se iniciam e May, precisaria do apoio de todos. Ela será alvo de comentários, gozação, comentários ofensivos na cara e ainda suportaria tudo estando grávida. Estaremos lá por ela. A madrugada se inicia, May está deitada de lado com os olhos inchados e ainda murmurando coisas para si. Eu diminui a luz, e me deitei ao seu lado.

– Ele não vai me querer. Não tenho mais meu lacre, estou grávida e provavelmente com o futuro ferrado. Último ano incrível que me aguarda… - Senti a onda de dor na voz dela. Deitei de lado junto ao seu corpo, passei a minha mão direita sob sua barriga acariciando.

– Ela será nosso bebê. Você ainda é meu tesouro, e sempre será. - Sussurrei em seu ouvido, imitando voz grossa. Escutei um pequeno riso invadir o quarto.

– Será assim que ele vai falar amanhã, porque ele te ama. - Ela se virou devagar para encarar meu olhar, sorri.

– O que eu seria de mim sem minha Clarinha? - De todas as vezes que assisti as lágrimas rolarem dos olhos de Mayra, essa foi a única vez que eu gostei. Então senti seus lábios pressionarem os meus, em quatro segundos. Então ri.

– Terá que fazer melhor com ele amanhã. - Ela me socou, depois suspirando e dormindo.

– Você tem que se vestir melhor. Ele está lá embaixo, esperando. - Disse revoltada. Onde tinham socado o espírito de moda, da May? Aquilo não era normal de se vê.

– Estou nervosa. Acho que vou vomitar. Então escutamos vozes alteradas, que imediatamente reconheci. É Coyote e Vanessa. Não demorou muito para a porta ser aberta violentamente. Olhei para May, que imediatamente sentou na cama respirando fundo e olhando para o lado oposto de Coyote, provavelmente se preparando. Ela virou o rosto, envergonhada e proporcionou a ele um sorriso fraco. Vanessa limpou a garganta, e eu compreendi.

– Clarinha, fica. - May quase gritou, me dando um olhar desesperado.

– Tudo bem. - Foi tudo que pude dizer, me encostando em um canto qualquer. Minha atenção se direcionou para o casal, tanto é que não vi Vanessa sair.

– Estamos terminando? - May falou em voz baixa, olhando carinhosamente para ele.

– Não. Eu sei de tudo que você passou, eu te encontrei e eu te amo ainda mais. - Ele falou sério, botando-se de joelhos na frente dela. Algo falhou em mim. Parecia que ele ia pedir ela em casamento, mas nada disse e o silêncio se prolongou por dois minutos.

–Não é fácil… Coyote, eu… - A voz doce falhou com o ar, e ela graciosamente levou as mãos para o ventre. Suspirou alto.

– Lembra quando falamos que iriamos ter uma família, só nossa? - Ele disse com a voz calma.

– Então, o destino é cheio de caminhos quebrados… Eu quero que esse bebê, seja meu filho. Que tenha meu sobrenome. Que me chame de pai, porque eu quero ser o seu pai. Meu queixo caiu. Levei a mão até a boca, sorrindo secretamente.

– Você é louco? O que seus pais diriam? Eu levei meses para me aceitarem. - May disse indignada. Mas pude ver seus olhos sorrirem.

– Já falei para eles. Mayra, não teve nenhum segundo, depois dessa tragédia, em que você saiu do meu pensamento. Eu decidi. E se você me ama, me aceite. Eu quero dizer… – A voz dele fraquejou, então jogos de artifícios estouraram em mim. - Você… Aceita que eu seja pai desse bebê? Quero te dar também o meu sobrenome.

– COMO ASSIM?- May levantou, agora andando em círculos e junto dela, ele. Observei a mão dele procurar por algo no bolso do jeans. E tirar dali um anel de brilhantes. Quando ela percebeu, parou e encarou os olhos dele.

– Mayra Dias Gomes aceita ser minha esposa? Assisti a cena mais linda de toda a minha vida. Coyote é tão nobre, que depois de tudo que May passou e viveu… Ele simplesmente pegou o útil e levou para o mais que agradável. Ela não seria sozinha com o bebê, seu filho teria um pai. Eu sorri imensamente, esperando um grande "Sim" ao jeito que só uma May tem. Mas o silêncio começou a durar muito. Então ela reagiu, o abraçando e beijando sua têmpora, depois suas bochechas e por fim seus lábios.

– Seremos de você, mas não me casarei. - Foi o que eu entendi, pois o seu sussurro parecia ser só pra ele ouvir.

FLASHBACK OFF

Cap 11 - Esqueça o que eu disse

POV CLARA

Entrei na ambulância e não conseguia parar de chorar, o acidente foi horrível e se algo de ruim acontecesse eu entraria em desespero. Demorei mais de oito anos para enxergar esse sentimento, que sempre me consumiu eu a amava mais que tudo, desde a primeira troca de olhares, o primeiro aperto de mão, a primeira piada, o primeiro sorriso a primeira briga, como pude ter sido tão cega meu Deus? Na verdade eu me recusava a admitir qualquer sentimento bom por ela, porque não queria me magoar novamente, e porque ela é uma mulher, ate então eu achava que era hetero, mais eu não sou. Vanessa estava respirando por aparelhos. Ver ela daquele jeito imóvel, seria, tão dependente de alguém me fez ter uma crise de choro, eu só sabia chorar, porque minha vida estava numa maca imóvel, sem reação e sem aquele sorriso que me tira o ar.

Chegamos ao hospital e não me deixaram ir com ela, pediram pra eu preencher a ficha e ligar para os parentes. Mas antes de eu fazer qualquer coisa meu celular toca, era Cris.

- Alô? – disse meio confusa

- Oi Clara, já sabemos do acidente, como ela esta?

- Ahn, acabamos de chegar no hospital e não me deixaram ir com ela, Cris eu to desesperada, foi horrível – e eis que eu choro de novo, me julguem eu sou chorona mesmo!

- Calma Clara estamos indo para ai, já avisei os parentes e to levando eles! Fiquei calma e nos de noticias.

- Ok.. ate mais.. desliguei e preenchi a ficha com o que eu sabia, só não preenchi RG e CPF e nem CEP .. mais de resto eu soube. Nossas conversar teve êxito. Entreguei a ficha para a moça e fiquei aguardando, passaram mil vezes e nunca me davam informações e eu estava de short e a parte de cima do biquíni.

- A senhorita está com a Mesquita?

- Sim, sim.. como ela está?

- Oh ainda estamos fazendo alguns exames, por enquanto nada grave, parece que a senhorita Mesquita teve sorte, porem precisamos esperar ela acordar para ver se a memória esta em dia! Já trago informações…

- OK – Memória em dia como assim? Ela pode não se lembrar de mim? Ela pode esquecer o que me disse? Nem tive tempo de organizar meu pensamento e sou interrompida por Cris, como ele chegou tão rápido?

- Aguilar? Noticias?

- Ah sim, a enfermeira disse ate agora não é nada grave mais precisam fazer mais exames e esperar ela acordar.. quem são essas pessoas? – tinha muita gente naquela sala de espera!

- Bem, aquela é a mãe da Van – ele apontou para uma senhora meio loira e baixinha, mais bonita.. – o Pai – apontou para o senhor alto e moreno . – irmãos – apontou para uma miniatura de Van e um rapaz alto e muito bonito, de olhos iguais aos dela.. – e aqueles são os amigos, Akemi – uma japonesa muito bonita e de cabelos pretos lisos – Thais – uma morena muito bonita – e Junior –aff esse é o tal do ex? Fala serio! – Gente? Essa é a Clara – todos disseram oi, os pais de Vanny vieram me fazer perguntas sobre o estado da filha, junto com Thais e a mini Vanessa, já o ex, o irmão e a Akemi me olhavam sérios! Tá agora eu fiquei com medo.

- Olá – um medico se aproximou..

- Oi – todos respondemos em coral…

- Bem meu nome é Jonas, eu sou o medico da senhorita Mesquita e antes que perguntem, ela está bem, ela é uma mulher forte e está acordada, aparentemente sua memória está bem.. já podem vê-la!

Minha Vanny estava bem.. Ai senhor obrigada.. obrigada! Quando eu iria vê lá sou impedida por uma Akemi, um Junior e um irmão bravos? Quase nada..

- Fica. Queremos conversar com você! – disse Akemi

- OK, falem! – disse tentando parecer tranqüila.

- O que pensa que esta fazendo? – Junior disse – você não tem que visitá-la

- Oi? Pera ai eu tenho sim, eu vi tudo e eu quero vê lá!

- Calma gente! – disse o irmão que eu não sabia o nome!

- O que vocês querem saber? – perguntei querendo acabar logo com aquilo.

- Bem – Akemi disse – Só queremos saber como foi o acidente – Junior interrompeu Akemi – Ta na cara que isso é culpa sua! Quem a atropelou? Porque o motorista saiu rasgando, e testemunhas disseram que ele veio para acertar ela! – tive que fazer ele calar a boca!

- Quem você pensa que é? Eu não mandei ninguém fazer aquilo ta louco? – disse brava

- Hey Ju se acalme, ela não iria fazer isso! Não temos motivos né? – Akemi disse e saiu com o SENHOR ASSONAL

- Olha não leva ele a mal, só ta preocupado com a Van, eles são muito apegados! E a propósito eu sou Jack, mas me chamar de “cunhado” se preferir.

- HAHA, prazer Jack, você parece ser legal.

- E eu sou! Kkkkkk eles tão saindo da sala.. vamos vê lá?

- SIM – gritei animada e fomos ate o quarto.

Abrimos a porta e Jack logo correu para abraça-la.. ela me fitou e desfez o sorriso.. OI?

- Nunca mais faça isso Van – Jack disse chorando – eu te amo demais pra te perder.. ainda quero ter sobrinhos…

- HAHA, você vai ter, não vai se livrar de mim tão fácil.. vaso ruim não quebra.

- Bem eu vou deixar vocês conversarem e depois eu volto! – Jack disse e saiu piscando pra mim.. é eu gostei desse cara!

- Oi – disse sem graça.

- Oi – ela disse de cabeça baixa.

- Vanny você está bem? Como ta se sentindo? – perguntei afoita.

- Estou bem, obrigada.. pelo que pareceu foi um susto!

- E que susto! Não quero passar por isso novamente.

- Não se preocupe, não serei um peso pra você.

- Hey não disse isso, só que eu quase morri quando te vi morrer, Vanny seu coração parou! – disse de um jeito infantil.

- HAHA, você fala como se você se importasse comigo! – ela me respondeu irônica.

- Mas eu me importo.. – bem vi como se importa – ela me interrompeu – do que ta falando? – não se faça de sonsa, sabe do que falo! – Vanny eu sinto muito por aquilo, eu realmente não sei onde estava com a cabeça eu to me sentindo um lixo e.. – sinceramente que se foda, não quero saber como se sente, não precisa de teatrinho comigo não Aguilar, sei que só estamos ligadas por causa do contrato!

- O QUEEEE?

- O que o que Aguilar?

- E o que você me disse foi o que?

- O que eu disse?

- Você disse que me amava! E que..

- Esqueça o que eu disse Clara..

- Esquecer? Eu não quero esquecer.. Porque ta fazendo isso Vanessa? – perguntei chorando, porque eu amo tanto aquele ser ali na minha frente e ela me pede pra esquecer?

- HAHA vai ser fácil pra você esquecer .. agora me deixa descansar por favor?

Simplesmente sai daquele quarto como se meu mundo tivesse acabado e era o que tinha acontecido, ela me pediu pra esquecer, ela me odeia.. nem me deixou explicar e aquilo era culpa minha. Fui até o Cris e ele me levou ate um taxi e fui para a casa onde estávamos.. arrumei minhas coisas e sai daquele lugar! Iria para minha casa.. Mas meu coração ficaria naquele hospital.