Tico-Santa-Cruz

“Isso não é amor. Desculpe-me, amor não é liberdade vigiada. Amor não é essa crise constante de desconfiança. Eu sei lá que diabos é o amor. Mas não é isso. Não pode ser. Ninguém pode dizer que ama alguém que vive desconfiando o tempo inteiro. Monitorando passos, ligações, computadores, e-mails, mensagens. Isso não é amor não. Porra, você invadiu a privacidade do cara? Se você desconfia tanto desse filho da puta, por que ainda está com ele? Não se sente capaz de viver de forma mais independente? Ele te sustenta e isso é o que te faz aceitar toda esta merda? Desculpe-me novamente. Você é fraca. Você é covarde.”
Tico Santa Cruz

O suicídio por muitos é encarado como um ato de covardia, de egoísmo, de fragilidade e pode até ser. Mas é muito fácil de julgar olhando apenas os elementos que te rodeiam. Muito fácil falar quando não é sua alma que está sangrando. Porque a sua vida, seja ela como for, tem razões para seguir. Nem todo dinheiro, fama, ou seja lá o que faz as pessoas condicionar a felicidade esteja atrelada a algo material que possa suprir o que cada pessoa tenha como emoção e razão dentro de si.
—  Tico Santa Cruz
Tente, se errar, tente novamente. Se pensar em desistir, desista de pensar em desistir e continue acreditando. Quando estiver cansado, respire, se imagine onde deseja estar. Confie. É preciso que alguém mantenha essa confiança e a disciplina te leva a esse estágio. Você precisa confiar em si mesmo, ainda que todos duvidem, ainda que todos desdenhem, ainda que até a pessoa que você mais ama não seja capaz de confiar.
—  Tico Santa Cruz
Ao meu amor o meu crime. Meus defeitos. Meus vícios. Minha dificuldade de ser perfeito. Meu amor pleno. Minha loucura. Todas os meus erros. Minha vontade de ser melhor. Minhas intermitências. Pois o amor não é roteiro. E o romantismo da TV é uma mentira estúpida. Ao meu amor meu desejo de ser melhor. De vencer minhas dificuldades. Todos os dias de solidão e saudade.
Ao meu amor, o sono perturbado. A insegurança da estrada. Os sonhos que construimos juntos. A blindagem. O respeito. A verdade. Do amor pleno. Desse que não precisa se expor para ter legitimidade. Pois a certeza não existe. O que existe é o desejo de estar junto. De construir uma família. Uma história. E quem disse que precisa ser como nos contos de fadas?
Isso é uma farsa.
Eu sou humano. E meu amor é humano e real. Dispensa essa fórmula patética. Vendida pela frustração.
Meu amor não segue padrões, mas nem por isso deixa de ser amor.
Pode estar a disposição da desconfiança, mas nunca estará ao espólio da razão.
Pois o amor não é fórmula. Não é regra. Não é método científico com preceitos a serem cumpridos.
O amor é superação. É lealdade.
É união.
Ao meu amor o meu crime.
Posso errar, mas estou certo do que quero pra minha vida.
E quem quiser um amor perfeito…
Que procure uma novela… um filme… uma saída.
Eu amo, sem regras e não preciso de ninguém me dizendo como devo seguir o caminho.
Eu amo porque o sentimento é real.
Eu amo, mesmo quando estou sozinho.
E se isso não for o suficiente. Pouco importa. É sincero e real.
Meu amor é atemporal, não é amor de carnaval.
E que assim seja. Independente dos rótulos e das maldições.
Que perdure enquanto seja verdadeiro.
E que precisar de provas.
Estou aqui para comprovar que é o sentimento natural.
O amor que não é natural, é farsa… e assim sendo terá um breve final.
Sigo acreditando.
Sigo junto e que isso sirva de comprovação.
De que estou por vontade própria
e não pela obrigação.
Amor.
—  Tico Santa Cruz
Quer me ouvir dizendo que quero te colocar de saia curtinha, sentada na mesa e depois passar a mão pelo seu corpo como se estivesse tentando me agarrar a um tecido fino que me salva do abismo.
E saciar em meus lábios o desejo insano de ter o gosto que escorre por entre suas pernas melando meus dedos como se fosse cola.
Intervenha em meus rompantes nessa fúria de uma madrugada etílica e acalme minha pulsação com palavras que me entreguem o seu paraíso escondido.
Quero te sujar com meu prazer.
E quando o sol nascer, nascer de novo e renascer.
—  Tico (tesão) Santa Cruz.
Isso não é amor. Desculpe-me, amor não é liberdade vigiada. Amor não é essa crise constante de desconfiança. Eu sei lá que diabos é o amor. Mas não é isso. Não pode ser. Ninguém pode dizer que ama alguém que vive desconfiando o tempo inteiro. Monitorando passos, ligações, computadores, e-mails, mensagens. Isso não é amor não. Porra, você invadiu a privacidade do cara? Se você desconfia tanto desse filho da puta, por que ainda está com ele? Não se sente capaz de viver de forma mais independente? Ele te sustenta e isso é o que te faz aceitar toda esta merda? Desculpe-me novamente. Você é fraca. Você é covarde.
—  Tico Santa Cruz
Sabe meu amor, o bom da vida é quando a gente não espera nada dos outros. Porque assim a gente aceita as pessoas como elas são. Eu sei que assim como você, muitas pessoas desejam que o mundo fosse como é nas novelas, nos filmes, nos lugares onde alguém pensou e escreveu um roteiro com personagens que não frustram nossas expectativas. Mas a vida real não é assim. E não é uma questão de ser simplista ou meramente racional ou pragmático. É uma questão de ter sensibilidade para entender que nós só podemos realmente responder por nossos sentimentos, por nossos valores, por nossos princípios e que ainda sim, não estamos livres de cometer erros, excessos, injustiças e sermos julgados como julgamos os outros. É por isso que o tempo vai nos ofertando a chance de amadurecermos e aprendermos com os erros, com o sofrimento, com o que aparentemente possa nos fazer mal, mas que podemos escolher entre ir ao chão a nocaute ou levantar para enfrentar os desafios. Mesmo que não sejamos capazes de vencer TODOS eles, a luta nos faz dignos.
Sabe meu amor, o bom da vida é quando a gente percebe que está deixando uma história nesse lugar. Que mesmo que algum dia depois que partirmos ninguém se lembre de tudo, para as pessoas que fomos importantes algum momento valeu as batidas do coração, o sorriso, a gargalhada espontânea, o amor, a saudade, o carinho. É isso que vale.
Ter bens materiais é confortável, mas ter amigos de verdade, mesmo que poucos sejam, é a verdadeira riqueza.
Não é justo esperarmos que os outros nos façam felizes. Não é justo com a gente mesmo.
Parece que tudo que o mundo prega como felicidade é sempre o que nos cria mais frustração. Porque é vendável, é descartável, é superficial e a existência humana é tão mais complexa e profunda do que esses roteiros que compramos no dia dia.
Olha meu amor. Podemos não ser o exemplo do que se espera por uma sociedade doente, corrompida por esses desejos que temos também, de ser mais, de ter mais, de poder mais…
Nós devemos sim ter em nós pequenas ambições, e algo que nos faça andar e que nos mantenha com a sensação da plenitude da vida.
Mas não se engane.
Ninguém é exatamente o que a gente imagina que seja e é por isso que devemos aceitar as pessoas como elas são. O amor delas como possam nos oferecer, os carinhos que talvez não venham de gestos, mas venham do olhar, de uma palavra, de um sorriso.
A frustração é uma máquina de vender remédios.
Não se deixe levar e nem desista das pessoas que ama por elas não se apresentarem exatamente como você imaginou ou fantasiou que fosse acontecer.
É tão mais sublime quando somos capazes de manter nossa dignidade, o respeito interno e tirar o melhor do que cada um tem a oferecer.
O bonito da vida não está na ostentação que tanto se faz necessária nos dias de hoje, mas sim no que guardamos para nós e compartilhamos com quem amamos sem precisarmos gritar ao mundo para que todos saibam o quanto estamos felizes.
Eles estão mais preocupados com o que lhes interessa e a felicidade alheia incomoda mais do que traz sossego.
Aceite meu amor, todas as imperfeições, os defeitos e as limitações, mas só aceite de quem você percebe que se esforça para ser melhor do que foi quando errou da última vez.
Porque tem muita gente se passando de boazinha por ai e sem motivação nenhuma para fazer o bem.
O que vale é o caminho.
—  Tico Santa Cruz