Padrinhos

Uma das melhores coisas da vida é sentir, seja aquela coisa que nos deixa sem ar, seja alguma coisa aparentemente insuportável, seja muito ou seja pouco; sentir é com certeza uma das melhores coisas que fazemos, sabe que as vezes você sente demais, as vezes dói demais, as vezes parece que nunca mais iremos nos levantar e nunca mais iremos conseguir fazer aquilo de novo, as vezes nosso único desejo é parar de sentir; mas você sabia que quando desejamos alguma coisa, mesmo que especificando extremamente o desejo, o universo nunca te entrega de volta o que você pediu, ele não é nosso padrinho mágico, está mais pra gênio da lâmpada, em quase todos os desenhos que eu assisti até hoje o gênio é sempre sorrateiro e esperto, sempre arranja um jeitinho de passar a perna na pessoa quem tirou ele daquele confinamento insuportável, mas esse não é o ponto; a questão mesmo é que eu passei muito tempo, muito tempo mesmo, pedindo, implorando, suplicando que eu parasse de sentir, de ser tão intensa, eu só queria acabar com aquilo, com aquela dor que me consumia; mas hoje, na verdade há alguns meses eu me sinto vazia, esgotada, as vezes alguém vem e me enche pela metade, mas é que tudo que transborda cai, encha um copo até a boca e tente andar com ele, agora encha um copo até ele transbordar e suje toda cozinha, nenhum dos dois parece bom não é mesmo? Mas é isso que a gente quer o tempo todo, transbordar e então quando sentimos demais, queremos não sentir nada; um pouco contraditório não acha? Quem parece o gênio da lampada agora? Eu sinceramente acho que o universo não gosta desses joguinhos, por isso ele brinca um pouco comigo; mas então, tudo que transborda seca, e eu sequei, e não tem nada mais assustador e doloroso que o vazio do fundo do poço, não tem dor no mundo que doa tanto quanto não sentir nada; mas como assim? Se não sente nada, não dói, não tem como doer; mas dói, dói muito, dói mesmo, porque pra quem já foi feliz um dia, a mesmice nunca será o suficiente; eu acho que é assim que funciona com os sentimentos, pra quem já transbordou tanto, não consegue viver sem nada.
—  Bianca Autran
Igreja não é comércio, altar não é palco, Jesus não é padrinhos mágicos. Igreja é hospital, altar é santificação, Jesus é o único caminho!
—  Rodolfo Abrantes
Porque eu quero curtir a pessoa antes de estar com ela, quero troca de olhares, quero achar o sorriso bonito, quero me encantar, quero levantar a perninha no primeiro beijo e quero que seja verdadeiro. Porque eu quero que ocorra o pedido de namoro para os meus pais, quero aproveitar cada minuto ao lado, quero passar a tarde de um dia chuvoso vendo filmes, quero ir em um churrasco de família acompanhando, quero apresentar para os amigos e quero que seja verdadeiro. Porque eu quero um pedido de casamento emocionante e surpreendedor, quero ver todos os tipos de vestidos e decorações para o grande dia, quero ensaiar a valsa milhares de vezes, quero escolher padrinhos e madrinhas à dedo, quero deixar todos loucos com tanta enrolação para marcar a data e quero que seja verdadeiro. Porque eu quero acordar do lado desse alguém, quero fazer viagens inesquecíveis, quero esperar ansiosa pelo fim do dia só para fazer um jantar especial, quero ser madrinha de um afilhado, quero sonhar em ser mãe e quero que seja verdadeiro. Porque eu quero ver o teste dando positivo, quero surtar pensando em uma forma diferente de dar a notícia ao pai, quero a ansiedade de saber se é menino ou menina, quero ficar imaginando o rostinho, quero contar os dias para finalmente tê-lo em meus braços e quero que seja verdadeiro. Porque eu quero olhar o rosto e ter certeza de que aquele nome se encaixa, quero amamentar e ninar, quero ver o riso fácil ao me ver, quero ouvir as primeiras palavras, quero dar a educação certa e quero que seja verdadeiro. E exatamente por querer tanto, tenho medo de não ter. É difícil de encontrar alguém que se encaixe nos meus planos, porque apesar de querer tanto, acima de tudo, quero que não seja superficial. E repito: Que seja verdadeiro.
—  Vittoria Catarina.
Eu fico pensando em você, no quanto eu te acho lindo. Não só na aparência, mas como eu sou apaixonada pela sua espiritualidade. Como eu sou apaixonada pela sua vida de oração. Como eu sou apaixonada, pelo teu jeito apaixonado por Deus. Aí eu já me pego pensando no nosso futuro e nas nossas orações durante o relacionamento, em qual passagem da bíblia iremos escolher no nosso jantar de noivado. Na escolha das alianças. Você me pedindo dicas sobre qual vestido de noiva eu escolhi. E por fim, no dia do casamento. Aquela aflição, correria, nós dois, nossos padrinhos, família, orando juntos antes da cerimônia. Eu e você de olhos vendados, claro. E a partir dali escrever uma nova história, dessa vez como uma só carne. Dividir a cama, o banheiro, as contas, a louça suja. Ter nosso altarzinho no nosso quarto para orarmos juntos. Permanecer juntos nas obras de Deus, para honra e Glória dEle
—  You Belong to me ❤
Please heave mercy on my heart || {Scarben}

Estar de volta ao batalhão era como ter voltado para casa depois de dias de viagem. Benjamin se sentia extremamente bem, a costela já não o incomodava mais, e estava recuperando seu desempenho como bombeiro com extrema rapidez. Já fazia pouco mais de uma semana que estava de volta, e Brandon o supervisionara apenas nos primeiros dias, como se quisesse ter certeza que ele não iria se sobrecarregar demais. A única diferença entre antes do acidente e agora, era que Benjamin não podia pegar turnos maiores que 12 horas, tendo que voltar para casa todos os dias após o trabalho. E ele suspeitava fielmente que aquilo era resultado de um acordo entre Scarlett e Brandon. Mas naquele dia, as coisas decidiram ser diferentes. Um amigo do batalhão iria se casar no fim de semana seguinte, e Benjamin era um dos padrinhos. E surpreendentemente, o batalhão organizara a despedida de solteiro em uma danceteria. Como Ben sabia que Scarlett não estaria em casa, tinha decidido ir - afinal, era a obrigação dele de padrinho. Assim, ao final do turno, Benjamin e os caras foram direto para o vestiário para que todos se arrumassem. A noite prometia. Logo que entraram na danceteria, Benjamin percebeu que os outros padrinhos haviam preparado A despedida para o amigo noivo, uma vez que várias strippers vieram recebê-los. O bombeiro mal se sentou na mesa indicada, algo no canto do campo de visão dele lhe chamou a atenção e uma olhada mais cuidadosa indicou o porque. Uma mulher igual a Scarlett parecia seduzir um homem. Arqueou uma sobrancelha quando ela começou a andar com o homem pra outro lugar e dizendo que ia ao banheiro, resolveu segui-los. Se fosse ela, porque ela estaria ali? Conforme seguia a garota, Benjamin percebeu que eles estavam indo para uma espécie de quarto vip e franziu ainda mais o cenho, enquanto seu coração parecia estar prestes a sair pela boca. Antes que a porta do quarto se fechasse, ele colocou a mão e olhou para a garota que estava de costas. - Scarlett? - Chamou, a voz firme. Ao ver a garota se virar para ele com um olhar assustado, ele pode reconhecê-la perfeitamente. A expressão de Benjamin se fechou e ele respirou fundo. - Honestidade, né? - Disse, rindo sem humor. A noite para o bombeiro acabara ali e sem esperar qualquer reação da morena, ele virou as costas e seguiu pelo caminho que havia feito, dessa vez para a saída. Olhou uma única vez, como se quisesse ter certeza de que aquele era o fim deles, e seguiu. 


As vezes tudo o que precisamos é seguir em frente, dar o primeiro passo, nada mais.

Para terminar o período escolar, tinha que ser algo com classe. Primeiro fazer os amigos escolherem a melhor proposta de empresas de formaturas, depois ser eleito o orador do Ensino Médio e para finalizar, convencer os padrinhos a pagarem a viagem de formatura. Check, Check, Check.

Abaixo segue meu discurso (O qual foi lido em dupla -eu e uma colega-).

Ao escrever este discurso, encontrei muitas dificuldades, e uma pequena preocupação quanto a lê-lo a vocês. Procurei da melhor maneira, expressar aquilo que passamos em nossas vidas escolares.
Não importa nossa idade; quando criança, adulto e idoso, sempre podemos escolher. Está em cada um de nós, essa responsabilidade. Responsabilidade de escolher sua própria vida, seu próprio caminho. Mas a grande questão é: nós vamos ter coragem para fazer isso?
Aos 7 anos, na primeira série, perguntaram o que queríamos ser quando crescer.  Ao ouvir essa pergunta, mal podíamos ter noção de tal coisa e também do quanto essa pergunta seria importante anos mais tarde, e de quantas vezes mais nos iriam perguntar isso durante os próximos anos. E aos 7 anos, muitos respondiam: “princesa”, “astronauta”, “gente grande”…
Conforme crescemos, mudamos nossos pensamentos e quando tínhamos 14 anos, perguntaram de novo. E respondemos “médicos”, “policiais”, “psicólogos”, “artistas de TV”, “músicos”.
Agora depois de tantos anos, as pessoas esperam algo concreto, mas bem… Quem é que sabe? E como disse em uma visita ao campus da USP, no segundo semestre, não está na hora de tomarmos decisões difíceis e apressadas, e sim hora de erramos. Se perder nos vários caminhos da vida (nos melhores, por favor), apaixonar-se (Muito). Mudar de ideias, não ter vergonha de pensar, porque tudo na vida muda nas voltas que o mundo dá. Então com o perdão da palavra, se “ferrem” muito e depois disso repodam: quem é você?
Gostaria de poder dar-lhes um conselho em relação ao futuro, lhes dar esperanças e contar como vocês serão bem sucedidos, gente de bem, gente de coragem, gente de amor, mas o futuro é imprevisível, mutável a qualquer reação sua(qualquer escolha), por isso, escute os mais velhos (e respeite-os, afinal você também irá envelhecer) e também nossos pais, pois nunca saberemos a falta que eles nos farão.
“Você me diz que seus pais não te entendem,
Mas você não entende seus pais.” diz uma musica da Legião Urbana.
E por serem mais vividos eles entendem um pouco do que é viver, mas como dizia em um comercial de filtro solar (sunscreen) da DM9DDB, passado em aula por um de nossos professores, “Tenha cuidado com as pessoas que lhe dão conselhos, mas seja paciente com elas. Conselho é uma forma de nostalgia, dar conselho é uma forma de resgatar o passado da lata de lixo, limpa-lo, esconder as partes feias e recicla-lo por um preço maior do que realmente vale…”.
Daqui alguns anos, ao olhar suas fotos, você vai perceber que você não é tão gorda (o) quanto pensa, tão feia (o), magérrima (o) e que seu cabelo ainda é bom. E de nada me adianta dizer –lhes isso, pois agora vocês não vão dar “bola”.
Vamos ouvir nossas musicas favoritas, cantar, dançar, desestressar, pular, amar, se apaixonar, rir até doer a barriga, chorar, abraçar, viajar, comer, e tantas outras coisas mais, mas não deixe de curtir você mesmo. Saia das manipulações da mídia, comece a viver, aproveite suas amizades e preserve as mais importantes pelo resto de sua vida com muito carinho.
Por fim, um poema de Carlos Drummond de Andrade


Verbo Ser
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.