Novembro

21 de novembro, 1987.
E a noite é meu pior pesadelo. O dia escurece, e eu nem ao menos sei aonde você está. Faz tempo que você não dá sinal de vida, mas eu acordo procurando uma mensagem nova. Seus fios de cabelo não estão mais visíveis no lençol, e eu me sinto horrível por ter te perdido tantas vezes antes desse fim. Eu vi você chorando várias manhãs, sem nem mesmo derramar uma lágrima. E tudo o que você sofreu , eu sofro nesta noite, sem sua presença.
—  Cartas para alguém que já me esqueceu
Oi novembro, enfim nos vemos de novo.
Hoje a noite está fria, parecem que as coisas não estão no lugar. Talvez sejam as lembranças que você me trás, não são lá das melhores mas são extremamente verdadeiras e puras. É o tipo de lembrança que vem com a chuva, e lava a alma.
Novembro dos gritos abafados, das lagrimas disfarçadas e das lembranças mais tortuosas, também é o dono de toda leveza.
Seja bem vindo novembro. Mas vê se pega leve, eu não tô preparada pra mais uma queda.