MENINO-MALUQUINHO

Ele tinha o olho maior que a barriga, tinha fogo no rabo, tinha vento nos pés, umas pernas enormes (que davam pra abraçar o mundo) e macaquinhos no sótão (embora nem soubesse o que significava macaquinhos no sótão).

Ele era um menino impossível.

A melhor coisa do mundo na casa do menino maluquinho era quando ele voltava da escola, a pasta e os livros chegavam sempre primeiro voando na frente. 

Um dia no fim de ano, o menino maluquinho chegou em casa com uma bomba:

“Mamãe, tou aí com uma bomba!”
 

“Meu neto é um subversivo!” gritou o avô.

“Ele vai matar o gato!” gritou a avó.

“Tira esse negócio daí!”  falou - de novo - a babá.

Mas aí o menino explicou:

“A bomba já explodiu, gente. Lá no colégio.”

“Esse menino é maluquinho!” falou o pai, aliviado. 
E foi conferir o boletim.

 (…)

E aí, o tempo passou, e como todo mundo, o menino maluquinho cresceu.

Cresceu e virou um cara legal!

Aliás, virou o cara mais legal do mundo!

Mas um cara legal mesmo! 

E foi aí que todo mundo descobriu que ele não tinha sido um menino maluquinho, ele tinha sido um menino feliz!

O impressionante é que ela faz umas caras engraçadas, outras totalmente ridículas, a ponto de me dar um embrulho no estômago, e dois segundos após eu continuo tendo certeza que ela é a mais fantástica e linda mulher. Enquanto morrem por amor, eu vivo de amores por ela todos os dias. É incrível perceber que tenho uma amiga, uma namorada e uma eterna mulher ao meu lado. Posso ser tanto homem, como um menino maluquinho com minhas nostalgias de infâncias mal aproveitadas, e recordo-me e revivo ao lado dela, tudo o que me foi tirado. Esse amor me torna adulto e quando necessário me leva a ser criança; vejo tudo de forma inocente: confio, espero, suporto, creio. Perdoo como se nunca tivessem havido feridas alguma, sorrio sentindo a felicidade eternizada pelas nossas ações que demonstram sempre um terno e sublime amor. O melhor de tudo é que esse é só o início de um propósito maior.
—  Jhonatan Stuartt, sobre amar em propósito.