Linha-do-Horizonte

Não é difícil me encontrar na cena. Um pouco mais pra cá, isso. Sou essa de vestido amarelo, estão vendo, na plantação de flores de plástico. Agora, vamos correr para o outro lado da cena. Correndo assim, tudo vira uma pincelada, não é legal? Aquele ali é o moço da história. Ele está amarrando a ponta daquele barbante porque está construindo um telefone de lata para conversar comigo. Eu tentei falar com ele, juro que tentei, mas o telefone de lata só dava ocupado. Então, eu desisti e muito tempo se passou. Tanto tempo passou que fiquei velha. Tive a péssima idéia de contar os dias, as noites, os anos e, agora, não consigo mais perder a conta. É como se a gente fosse um a cada instante e que esse um ficasse largado no tempo, à medida em que o tempo passasse. Enquanto vivo, vou largando rastros de mim por instantes. O tempo não me deixa voltar ou reaver aquilo que eu fui, mesmo que eu tenha sido apenas eu mesma, e ninguém mais que isso. Será que o tempo só anda para frente? Será que em direção ao futuro, eu só posso andar de costas, olhando as pegadas que larguei para trás? E se virássemos de frente, o passado continuaria sendo essa cauda que arrastamos pelo caminho, enquanto andamos cegos em direção ao futuro? Mas não consigo enxergar a longa distância; só quando me aproximo o máximo possível do instante, quando piso nele, quando o instante é. Não é difícil congelar a cena, quando podemos cruzar o cenário e costurar a estrela: pequeno botão que fecha a noite antes do dia se abrir. Da casa em que moravam à linha do horizonte dava dois quilômetros e meio, que percorriam em silêncio, para cuidar antes das flores pequenas. Espero o melhor segundo para dar pause, e só então ando com cuidado entre eles. Às vezes a pausa é tão bonita que cruzo o tempo para vê-la. Eles ficaram imóveis enquanto eu consertava o espaço. Não é difícil congelar a cena, é quando as folhas não pousam no chão, e os braços ficam suspensos no ar, num abraço que ela não terminou. É sempre isso: o céu que se descola das nuvens que tombam no lago que escoa no chão… E o narrador, ao consertar o espaço, puxar a linha do tempo e dar voz à personagem, não percebeu que eram só uma bolinha de papel amassado.
—  Rita Apoena.
"Eu não sei se consigo"

Drabble game!
Pedido de anônimo ♥
Wonwoo+reader

-♡-
Sentada na rodoviária praticamente deserta, os olhos perdidos na linha invisível do horizonte e uma expressão pensativa no rosto, você só queria que tudo acabasse o quanto antes.

Foram quatro anos, cinco meses e vinte e sete dias acordando antes de todo mundo, se esforçando para continuar de pé e não perder a esperança, esgotando cada reserva de energia existente em seu corpo para talvez - só talvez - debutar. E nunca era o suficiente.

E provavelmente nunca seria.

Você não queria acreditar que era uma dessas pessoas comuns, fadadas a apenas sonhar, mas nunca alcançar o que se deseja. Não queria ser o clichê da menina que se muda para a cidade para ser famosa, e acaba presa para sempre no mesmo lugar. Queria ser o floquinho de neve especial, queria ser mais.

Acontece que o mundo não funcionava assim. 

Mesmo depois de tanto tempo, você continuava ouvindo que não estava pronta, que precisava melhorar, que ainda não era a hora certa. Você estava cansada de ficar no porão; depois de ouvir mais uma vez que você ainda não era boa o suficiente, você só queria sumir, dormir para sempre, queria que aquela palhaçada toda acabasse.

Por isso você estava ali, no meio da noite, esperando pelo ônibus das quatro da manhã. Na pressa, você apenas jogou algumas roupas em uma mochila e vestiu um moletom sobre a roupa de treino, ansiosa para sair daquele prédio e do domínio daquela empresa, o frio atravessava o tecido das suas roupas e arrepiava suas pernas

expostas pelos shorts de academia, mas você não estava disposta a voltar. 

Assim, você estava sentada naquele banco gelado, o vento soprando com suavidade seus cabelos e a vontade de chorar quase superando seu orgulho. 

Era uma cena meio patética e com uma teatralidade barata, mas era exatamente como todos os seus esforços até o momento.

“Jagiya!”

Por um segundo, você pensou que estivesse imaginando a voz familiar, talvez vinda de um sonho distante ou de um devaneio, mas o toque em seus ombros a puxou de volta para a realidade. 

Você ergueu os olhos para encarar a expressão irritada de Wonwoo, surpresa por ele estar ali; não havia dito a ninguém onde ia ou se voltava, simplesmente saiu do prédio.

“O que você está fazendo aqui?“ Você questionou, franzindo a testa. Não o queria ali; não queria levar para outro lugar nada que viesse de Seoul.

“Eu vim colocar alguma coisa na sua cabeça, garota.” Wonwoo parecia estar com tanta raiva, seus olhos perfurando a sua alma e o maxilar travado, mas havia notas de preocupação em sua voz, até mesmo um pouco de medo. “O que você pensa que está fazendo aqui?”

Você desviou o olhar novamente para o horizonte, envergonhada por estar fugindo.

“Eu estou indo embora”

Wonwoo suspirou. Ele tirou o próprio casaco e cobriu suas pernas antes de sentar ao seu lado, em silêncio por alguns segundos, os olhos fixos em seu rosto.

“Por que?”

Um sorriso amargo surgiu em seus lábios sem a sua permissão.

“Porque eu não estou fazendo nada aqui, Wonwoo. Eu treino, eu não como, eu não faço nada além de tentar, e ainda assim eu estou no porão daquela merda de empresa. Quatro anos e eu ainda não sou nada.”

“Não fala assim.” As voz de Wonwoo se suavizou, a mão dele pegando a sua e acariciando delicadamente. “Você precisa parar de pensar desse jeito. Precisa voltar pra casa.”

Casa. Seoul era mesmo sua casa?

Era sim. Como poderia não ser? Seus amigos estavam ali. Wonwoo estava ali. Seus sonhos estavam ali. Você tinha lugares preferidos, sabia pegar ônibus, se sentia confortável entre os prédios e pessoas. 

Mas você ainda sentia vontade de chorar só de pensar em continuar ali, lutando estupidamente.

“Eu não sei se eu consigo”

Antes que você pudesse entender o que estava acontecendo, os braços de Wonwoo estavam ao seu redor, seu rosto enterrado no peito dele e lágrimas manchando a camiseta do garoto, toda a frustração e dor dos últimos tempos finalmente escapando de dentro do seu coração. A sensação de fragilidade naquele instante era péssima, mas Wonwoo estava ali com você, as mãos acariciando seus cabelos e sussurrando palavras doces em seu ouvido. 

As coisas estavam péssimas. De fato, tão ruins que você realmente estava considerando desistir de tudo e voltar para a cidade que você havia jurado nunca mais botar os pés.

Mas a vantagem de estar no fundo do poço é que o único lugar para onde você pode ir é para cima.

“Consegue sim, jagi.” Wonwoo se afastou apenas alguns centímetros para limpar as lágrimas de seu rosto com os polegares e beijinhos nas bochecha, finalizando com um selar mais demorado sobre seus lábios. “É claro que consegue.”
-♡-

adoro esses drabbles, vocês não tem noção.

pedidos abertos♡

Bitch Kisses

Originally posted by pcywon

acontecimento

tu tens um rio com tua cidade

eu tenho um mar, mas não

parto com navios, nem me dou

aos temporais, prefiro o plano descampado

surpreendido por pássaros ou monólitos

aglomerados que fazem tremular

a linha do horizonte e os meus lábios

há um ponto cego quando escrevo teu nome

no meio da gente, um vulto na estrada

cada gesto impensado teu inaugura meu corpo

animais quase extintos no sertão central

tu não tens a minha idade

eu não tenho medo

Não se conforme com a informação.. busque, atreva, ultrapasse os muros impostos. Atravesse a linha do seu horizonte eleve seu espírito como um flash sem destino, em todas as direções supere seus limites de respiração e de força!

Fala-me de lucidez. – conta-me como é que a linha do horizonte se traçou no teu peito – em que lado da memória escondeste o mar.

E porque sorris assim no interior do meu desassossego?
Fala-me de lucidez.
Fala-me, para eu adormecer.

Al Berto

eu escrevi uma música sobre a miséria interior
sobre a firula da alma quando o almoço chega
e o final de semana é um campo de guerra quando as coisas caem
e falar com você é falar com as paredes sim
quando começa o vendaval da provedora
e eu me tranco no quarto ouvindo palavras e palavras
sussurros insustentáveis
frases feitas são feitiços e as suas maldições
cruzam minha linha do horizonte
você me ama, eu sei disso
mas o que transparece é o ódio uniforme da sua vida fraca
do seu sofrimento infantil
da sua dor impossível
da cura que nunca veio;

eu escrevi uma música sobre voltar de férias e
saber que casa pra mim tem um significado mais doloroso
do que parece
eu estou preso a esse lugar por uma razão simples
eu tenho responsabilidades
eu tenho responsabilidades e tenho 23 anos
eu tenho responsabilidades e tenho 23 anos e pago um preço
o seu preço de nascimento, o nosso preço de perda
meu pai se foi e você ficou sozinha
eu te amo, eu sei disso
mas o que me resta é o sorriso falso de que fico bem
de que sobrevivo feliz na sua companhia
mas a verdade é que quando deito no meu velho quarto
só me vem a mente o sumiço
eu já morri e você nem
percebeu;

IMAGINE COM HARRY STYLES

Para a minha surpresa, as coisas estavam indo bem desde que Harry e eu nos separamos há quatro meses. Durante um bom tempo tentamos fazer com que os compromissos e a distância, não se tornassem complicações em nosso relacionamento, mas depois de algumas tentativas, vimos que não dava mais para arrastar a situação. Após uma longa conversa, decidimos que uma separação amigável seria o melhor para ambos, pois por mais que ainda existisse aquele sentimento pelo outro, não dava para continuarmos a sofrer por algo que não estava dando certo. Mas também havia a nossa filha Chloe, um outro motivo para mantermos uma boa convivência após tudo o que passamos.

Neste final de semana Harry tinha combinado de levar Chloe para passear na praia e me convidou para ir junto com eles. Eu neguei, pois queria que os dois aproveitassem sozinhos aquele momento de “pai e filha”, mas depois Chloe insistiu e eu não pude dizer “não” para ela.

Estava caminhando pela praia, enquanto o sol já estava se pondo ao fundo na linha do horizonte. A água morninha do mar batia em meus calcanhares conforme o nível do mar ia subindo com o entardecer.

Chloe estava sentada sobre os ombros do pai, que a segurava pelos pezinhos para não cair. Ela ria de alguma coisa que o pai tinha lhe contado, e eu só conseguia sorrir observando a felicidade dos dois há alguns passos de distância.

Deus, como eu sentia falta dessa felicidade na minha vida!

Algumas lembranças felizes que Harry e eu tivemos juntos, se repassavam em minha mente naquele momento, e assim que e percebi que algumas lágrimas de saudades escorriam pelo meu rosto, diminui a velocidade dos meus passos para poder enxugá-las e respirar fundo antes de me recompor.

— Papai, posso te perguntar uma coisa? — Escutei Chloe sussurrar para Harry, o que chamou a minha atenção. Eles já estavam há uns cinco passos mais à frente, mas eu ainda pude escutar a sua voz baixinho. — Por quê você não volta a morar junto com a gente como antes?

Harry ficou em silêncio por alguns segundos, talvez pensando no que responder para ela. A gente tinha que ser cuidadoso nessas horas, não podíamos falar qualquer coisa, pois nem sempre as crianças acabavam entendendo o que queríamos dizer, podiam fazer uma outra interpretação das nossas palavras e criando outros sentidos da situação.

— Sua mãe já não conversou sobre isso com você, Chloe? — Perguntou.

— Sim, mas… Eu queria saber de você papai. Você não quer voltar para casa? Não quer mais me ver? — Sua voz falhou um pouco por causa do choro que ela segurava, mas Harry logo a tranquilizou.

— É claro que eu quero te ver sempre filha. Eu te amo muito, nunca te abandonaria. — Ele beijou suas perninhas num ato de carinho. —  Mas sua mãe e eu já conversamos sobre isso, e por mais que a gente se ame, achamos que seria melhor assim que cada um morasse em sua casa.

— Mas eu ainda não entendo papai — Chloe cruzou os bracinhos emburrada em cima da cabeça do pai. — Se você e a mamãe ainda se amam, porque vão morar separados?

— É difícil de explicar isso, filha. — Harry riu fraco. — Quando você estiver mais grandinha, vai entender que quando você ama alguém, a felicidade dela é o que mais importa, mesmo que você precise deixá-la ir para buscar a felicidade dela em outro lugar.

— Mas se a mamãe foi buscar a felicidade dela, eu ainda não entendo por que ela ainda chora todas as noites. —  Chloe murmurou.

— Como você sabe disso, filha? — Harry perguntou curioso tirando ela dos seus ombros e colocando ela no chão.

— Eu escutei através da porta do quarto dela — Confessou envergonhada.

— Você sabe que isso é errado, não sabe? — Harry repreendeu a filha que logo abaixou a cabeça.

— Desculpa, juro que não vou fazer mais isso. — Disse e logo foi perdoada pelo pai com um afago na cabeça.

— Está tudo bem filha. — Dizendo isso, Harry olhou para mim, parada há alguns passos de distância deles, e percebeu que eu estava disfarçando o seu olhar encarando o reflexo do pôr-do-sol no mar, deixando as ondas tocarem os meus pés. — Chloe, vamos procurar conchinhas? — Ela assentiu toda feliz e logo começou a procurar pela areia, enquanto Harry disse que logo iria acompanhá-la.

Respirei fundo e fechei os olhos, sentindo a brisa do mar batendo contra o meu rosto. Mesmo de olhos fechados, eu sabia que Harry estava ao meu lado, me observando.

— S/n? — Disse ao meu lado. — O que Chloe disse é verdade? — Eu sentia a preocupação pelo seu tom de voz.

— Ela é bem esperta para uma garotinha de sete anos. — Rimos. — Se eu fui buscar a minha felicidade, por que ainda choro?

Porque chora de saudade — Harry disse baixo e um silêncio se instalou no ar. Ele estava certo. Eu ainda sentia a sua falta. E muito.

— Você também chorou? — Quis saber olhando para ele.

Eram poucas as vezes que eu já tinha visto Harry chorando. Ele sempre conseguia se controlar bem diante das pessoas, não gostava que vissem ele chorar. Lembro-me somente de duas vezes que eu o peguei com os olhos cheios de lágrimas: no dia do nosso casamento e quando Chloe nasceu.

— Algumas vezes. — Confessou e pude notar a tristeza em seu olhar.

Deus, o que estávamos fazendo? Se voltássemos no passado, seria diferente? Se tivéssemos tentado mais uma vez dar certo, ainda estaríamos juntos? Ele voltaria para casa, e voltaríamos a ser uma família feliz? A verdade que eu estava em pedaços sem Harry ao meu lado. Eu não consigo mais continuar sem sua companhia, não consigo passar um dia sem ao menos pensar nem que seja por um instante em Harry. Ele era e ainda é tudo para mim.

— S/n? — Falou virando de frente para mim, obrigando a olhar em seus olhos, e ele baixar um pouco a cabeça — A gente não tá fazendo isso certo. Eu achava que estava fazendo o melhor para nós dois, mas eu quase morro só de lembrar que eu fiz isso com você. Com a gente. Com a nossa família.

— Harry… — Tentei dizer algo, mas ele me cortou.

— Só peço que você fique S/n. — Harry levou suas mãos ao seu rosto colando nossas testas, e nós dois fechamos nossos olhos. — Eu não posso deixar você ir procurar a sua felicidade, porque eu dependo da tua felicidade, e sua felicidade depende de mim, eu sei disso. Fica, vamos fazer dar certo dessa vez. — Falou grudando seus lábios nos meus.

Eu não vou cometer o mesmo erro. Não dessa vez. Eu demorei muito tempo para me encontrar nessa sensação de paz, de alívio. E eu não quero que essa sensação vá embora. Eu não quero ter que voltar a sentir todo aquele medo do mundo. Toda àquela vontade de morrer que vinha à noite enquanto eu estava prestes a agarrar no sono. Então, vai ser diferente. Eu vou fazer diferente. Eu vou fazer ser diferente. Eu vou ser diferente. A dor ocupou um espaço muito grande dentro do meu peito. E eu não quero que ela volte. Eu não quero me odiar novamente. Eu não quero perder o paladar na hora de provar o doce mais doce. Então, eu vou mudar. Eu vou ser quem ainda não fui. Eu vou me renovar, expandir o olhar e ver bem mais além do que a linha do horizonte me limita. E nada, repito: nada vai ser como antes. Nem eu.
—  Wesley Trajano.

Quando a gente terminou, achei que fosse o fim do mundo. O fim do amor. O fim da vida. A gente sempre acha. A gente sempre pensa que – nunca mais – depois que acaba. E seguimos um estranho ciclo de superações. Primeiro vem a negação, a vontade de voltar. Depois, aquela vontade de descobrir tudo que se esconde por detrás da linha do horizonte. Mas, na verdade, o tempo que a gente leva no chão é crucial para os próximos passos depois de levantar. A gente cresce tanto com o fim de um namoro, que quebrar os nossos corações acaba sendo a coisa mais sincera que alguns conseguem fazer. Honestidade, sabe?! Poucos têm. Mas meu foco nem é esse. Sou eu. Demorou, mas entendi isso. Que preciso vir em primeiro lugar. Que preciso me amar, querer, bastar. Essas coisas todas que todo mundo diz. E aí, num belo dia, sem nem esperar, encontrei o que sempre procurei. Uma pessoa de verdade. De carne, osso e coração. Principalmente esse último. Alguém que entende e me ajuda a entender, o que, de fato, é ser par. Lar. Ser alguém para acrescentar. Crescer junto. Alguém que redefina as definições do que é o amor. Que se torne parte de mim, da minha família. E é nesse segundo que você entende a lógica da vida – a gente precisa ter o coração partido algumas vezes para entender o que é ser feliz de verdade.

Status&Legenda: Legião Urbana

• “Brigar pra quê se é sem querer. 🍀💢”

• “Disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem. 🌸🍂”

• “Dos nossos planos é que tenho mais saudade. 🌿🌷”

• “E hoje a noite não tem luar. 💫🍃”

• “E nossa estória não estará pelo avesso assim, sem final feliz, teremos coisas bonitas pra contar.🍀💢”

• “E o futuro não é mais como era antigamente. 🌸🍂”

• “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã. 💕🍃”

• “Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo. 💕🍃”

• “Eu posso estar sozinho, mas eu sei muito bem onde estou.🌿🌷”

• “Me apego facilmente ao que desperta meu desejo. 🍀💢”

• “Me deixa ver como viver é bom não é a vida como está, e sim as coisas como são. 💫🍃”

• “O infinito é realmente um dos deuses mais lindos. 🌸🍂”

• “Quando descobri que é sempre só você que me entende do início ao fim. 🌾🌺”

• “Quantas chances desperdicei quando o que eu mais queria, era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém. 🍀💢”

• “Que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira. 🌿🌷”

• “Quem acredita sempre alcança! 💫🍃”

• “Quem me dera ao menos uma vez ter de volta todo o ouro que entreguei a quem conseguiu me convencer que era prova de amizade 💕🍃”

• “Quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? 💕🍃”

• “Queria ser como os outros e rir das desgraças da vida, ou fingir estar sempre bem. 🍀💢”

• “Quero me encontrar, mas não sei onde estou. 🌸🍂”

• “Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. 🌾🌺”

• “Sempre em frente, não temos tempo a perder. 🌿🌷”

• “Sempre precisei de um pouco de atenção. 💫🍃”

• “Somos os filhos da revolução. 🍀💢”

• “Temos todo o tempo do mundo. 🌾🌺”

• “Tenho andado distraído impaciente e indeciso. 💫🍃”

• “Tenho um sorriso bobo, parecido com soluço. 🌿🌷”

• “Um rosto lindo como o verão. 🌾🌺”

• “Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente.🍀💢”

• “Vamos lá, tudo bem eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal pra ir. 💫🍃”

• “Ver a linha do horizonte me distrai.🌿🌷”

• “Somos tão jovens. 🌸🍂”

• “Me apego facilmente ao que desperta meu desejo. 🌾🌺”

• “Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. 💫🍃”

• “Quem inventou o amor me explica por favor 🍀💢”

• “É só o vento lá fora. 🌿🌷”

• “Meu filho vai ter nome de santo, quero o nome mais bonito. 💫🍃”

Se pegar reblog ou dê like, aceito pedidos, obg 🍃✨

BELEZA


Sua pele possui um tom uniforme, unânime, branco gesso, o gesso dos móveis, dos ícones, mas é levemente salpicada pela areia da praia, pela terra dos bosques e como castigo por ter beijado o por do sol seus lábios se tornaram rubros de vermelho e um sorriso teima como um pé de valsa parado num baile, um sorriso que se abre como uma cicatriz, que faz doer as maçãs do rosto, um sorriso que de tão feliz é triste. E por ter encarado o céu como um amante ele adentrou seus olhos que agora são grandes o suficiente para conterem um universo.

Seu ser é como uma folha  de outono que hora voa alto, hora baixo, bailando na linha do horizonte como se ele fosse um meio fio e de repente pousando sobre meu peito que é vazio como uma concha.  


MENDES

De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda está forte, vai ser bom subir nas pedras. Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora. Agora está tão longe. Vê, a linha do horizonte me distrai. Dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos na mesma direção. Aonde está você agora, além de aqui dentro de mim? Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou. Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo e, quando eu vejo o mar, existe algo que diz que a vida continua e se entregar é uma bobagem. Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim. Quero ser feliz ao menos. Lembra que o plano era ficarmos bem? Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos. Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora.
—  Renato Russo.
eu escrevi sobre a cor dos teus olhos, num pequeno pedaço de papel em branco.

nele, eu pude de alguma forma, escrever sobre a fascinação que tenho por eles. sob a cor castanha dos teus olhos, me permiti ver além do espaço da linha horizontal do teu nariz, onde eu enxerguei o mais puro amor que tentamos explicar, que na realidade não poderá nunca ser exemplificado, porque já se trata de algo simples por si só. eu tentei falar do meu amor sobre sobre teus olhos, e não consegui terminar o meu escrito  de forma singela sem dizer que os amo de todo a alma.

Pedido ao pássaro

me leve em teu pequeno peito 
e voe sobre os mares e marés.
estufe seus pulmões e respire a brisa.
liberte-se, seja livre.
siga a linha do horizonte e deixe seus rastros
para que um dia eu te alcance. 
não se amedronte, se surpreenda. 
dê cambalhotas ao vento e deixe o levar.
cante em som alto para que eu ouça os ruídos
e caia em um sono profundo tranquilo e pacífico.
faça de tuas asas teu paraíso.

10/10.

Eu pego as minhas palavras
E da mesma forma que pinto uma tela
Derramo cor nas páginas.

Eu posso ver o amarelo escorrendo
O azul se espalhando até a linha do horizonte
E o branco se embolando em traços de nuvens
E espumas de ondas.

Eu escrevi
O mar
Em um dia
De sol.

Terceiro hemisfério

     Ora, me digas, qual o sabor desta tua boca rosada, mulher? Estes lábios finos ao desencontro dos meus, que perdem-se no teu corpo à procura dos seus seios ferventes e macios. Sigo a linha dos horizontes através da circunferência do teu peito. Os meus poros encaixam-se nos teus e absorvem do mesmo fôlego inquieto e maldito. Suas costelas são o ápice de uma insanidade assombrosa. Uma fragilidade e dominância colocam-se nas entrelinhas destes ossos quase expostos. Dedilhar as tuas depressões e declínios e provar do seu abismo íntimo. 

     O desejo é de beijar o teu corpo informal e culto, intolerante e alérgico às minhas ferocidades, arrepiar-te a nuca e traçar as cordilheiras de teu quadril hostil e flutuante. Beber a água, purificadora, no mesmo cálice que as suas mandíbulas abraçaram e transforma-lá em vinho. Embebedarmo-nos do sangue impuro e salvador, místico e miserável.

     Nos vazios opacos, esconde-se dentro do teu zelo a minha solidão, como uma parasita, hospeda-se: sugando-te a carne, as células, a nudez e a sanidade, em uma única tragada estonteante. A sua pele está enrijecida, arqueada, sensível: nossa paixão é um sistema nervoso complexo que vez ou outra encanta os oblíquos olhos satânicos que observam-nos às escuras, por debaixo das saias, no sétimo cigarro e nas gravatas bem amarradas ao pescoço.

     Excitante é a ideia de abrigar-me no teu útero, tão expansível e cômodo, a flor do seu organismo. Ser o órgão que lhe mantém visível e transparente aos questionamentos cósmicos, a célula revolucionária.

     Confesso que descontrolei-me no excesso ao imaginar-te engolida pelas sombras e dissimulações desgraçadas que abastecem a minha alma eloquente e minúscula: perversa. Estavas no fervor do pecado, evaporando por de trás das cortinas, dentro dos nós, desatando-os. Estes, ao desenrolar-se, pousavam no chão, como os vestidos das mulheres, que despencavam desde os ombros, rapidamente, até os pés, em um único frame. Só me é permitido deslumbrar da visão de tuas costas, quanto ao resto: curva sombreada, mistério existente entre o volume das tuas clavículas e a pele. Surge a possibilidade do corpo ser provocante na condição de ser embasado em vazios. Soaria ridículo se eu dissesse que o meu estopim é o descaso, a inexistência, eco irreconhecível e enlouquecedor? Visualizo os vultos descoloridos da sua imagem percorrendo pelos cantos e encantos, driblando o tempo e fazendo-me de estátua contemplativa. 

     Peço-lhe o perdão por não mencionar o seu nome, pois este eu só posso sibilar, escrevê-lo já é ousadia, e nunca, em minha vida, pude ter o desprazer de ser considerado um homem digno, nada, se não um reles medíocre pecador. O que seria a memória: ato, ou essência que prolifera-se no hemisfério mirabolante e árido do meu cérebro? A realidade perde-se entre as arestas e curvas. Declaro, pois então, guardo as mulheres mais bonitas atrás dos olhos. 

Vinicius Valentim

Em tardes de margaridas
pernas de moças
passeiam nas calçadas,
descobrindo o avesso
dos sentidos.

Bordados no coração
profana na pele,
sem entender
o certo o errado,
só sabe da intenção.

Anda com a solidão.
Suave,
se esconde na multidão,
dissipa o nublado do olhar
sorri para a linha do horizonte.
Leila