o verde dos teus olhos roubaram a minha alma por um instante hoje, amor.
eu poderia falar do seu jeans novo , que combina tão bem com a sua velha camisa preta com listras brancas horizontais, na qual eu costumava deitar a cabeça cheia de problemas, até cair no sono.
ouvindo tuas velhas bandas.
observando a fumaça do teu cigarro subir até o céus, tornando tudo cinza.
grunge boy.
eu poderia falar que a tua linguagem corporal te entrega. porque você está do outro lado da sala, mas com os pés voltados na minha direção.
[eles dizem que é o subconsciente, apontando a direção na qual você quer ir]
mas meu lado racional grita comigo, e me dá o décimo sermão do dia.
então agora, eu só irei falar no quanto a tua indiferença dói. e que isso não deveria estar mais doendo.
me diz: por que que nas pouquíssimas vezes em que a gente se olha, isso parece não ter acabado?
eu ainda lembro da tua cicatriz no lado esquerdo da testa, amor.
e eu tenho uma igual no meu coração agora.