ISSO É UMA PORRADA DE GENTE

Yet Another Followtrack — The Bottom of the Deep Blue Sea

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xcalixto

skullthief

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katerinapetrovarpi

gieldan

               Só mais um dia comum em Rapture. A luz do Sol balançava, fraca, lá na superfície do mar. Era prazeroso apreciar aquilo. Melhor ainda do que apreciar a arquitetura de Rapture, feita pelos irmãos Wales. Ora, havia recebido avisos de que, em sua querida cidade, haviam infiltrado-se alguns revolucionistas. Comunistas, socialistas, malditos parasitas! Não tinha nada mais que Ryan odiava do que esse povo altruísta. Antes que pudesse se estressar com tudo isso, ordenou a Sullivan que se virasse com a investigação e saiu do escritório para caminhar ao lado de Bill McDonagh, que logo teve de se separar de seu chefe e ir para casa — afinal, tinha uma família para cuidar. A caminhada solitária, porém, rendeu-lhe um encontro com uma face nova na vizinhança. Ryan sorriu, e em um caloroso ato de recepção, abriu os braços.

               "Seja bem-vindo(a) a Rapture!

do mainstream à tendência dos sub-gêneros virtuais

Não é de hoje que eu ando tomando um certo nojo dessa coisa de chart e colocação em top10 da Jovem Pan. E confirmei isso dando uma olhada no icônico chart da Billboard. Dei uma largada da farofa Escola de Produtores RedOne e tomei vergonha na cara pra pesquisar e me aventurar nesses blogs russos e suecos de música estranha e juro: valeu super a pena.

Gente, foi uma luta árdua. Depois que eu conheci aquela porrada de sub-gêneros musicais que emergiam na internet (geralmente entrelaçados com movimentos sociais ou simplesmente “foda-se”), eu não consegui voltar pra minha vidinha normal com seriedade. Foi uma fuckin’ tour que me rendeu o que hoje eu chamo de “gosto musical de bosta”, que é o que eu realmente julgo o que eu escuto (risos). Sabe, não dá pra levar muito a sério esses artistas de Bandcamp, mas essas merdas são maravilhosas de tão bizarras. 

Basicamente, criar uma onda cultural é jogar qualquer merda num conceito estranho, criar uma tendência sonora, visual e/ou audiovisual e colocar “wave” na frente do concept principal (que inspirou o nome do blog, aliás). Mas eu não tô falando dessa turma do padê sonoro (vide MØ, Grimes, Iamamiwhoammi, CC [?]), estou falando das verdadeiras merdas.sonoras.e.visuais.da.internet <3 

O clipe zoadíssimo “ATLANTIS” da Azealia Banks com um filtro super azul esverdeado, montagens com gifs 3D ERA 2000 tipo gifts carinhosos do Orkut e golfinhos cruzando a tela caracterizam as produções visuais do que é chamado de Seapunk. Tudo farinha do mesmo saco. O hype pra cima dessas culturas virtuais só se desdobra, a cada novo gênero, a cada nova característica. O Witch House veio bem underground, sujo. A regra do 120 BPM e uso de sintetizador massivo pra cacete caracteriza o movimento que faz questão de ser às escuras, usando Unicode pra você não achar bostas nenhuma ao acaso, e usa à vontade uma simbologia pagã (e muitas vezes, declaradamente anti-cristã <3) pra estabelecer um público concreto. Mas esse mesmo público, é o público que alimentou o Vaporwave, o movimento saudosista do início da internet, windows 95, obras renascentistas, músicas dos anos 80 desaceleradas, uso do japonês na caracterização de suas artes e zzzz. Eu, particularmente, amo muito. 

Daí você se pergunta: “Caralho, que porra é essa? Como alguém pode curtir isso?”. Mas eu é que acabo perguntando como alguém é capaz de NÃO GOSTAR de uma ruinvilhosidade dessas. Por hoje chega de sub-gênero, mas eu vou voltar. rs