D.-Pedro-II

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∙ He (D. Pedro I) could not help but respond to her great love for him, her good nature, sweetness, and considerateness (…) From the voluminous and frank correspondence that Dona Leopoldina carried with her relatives in Europe, it appears that Dom Pedro gave up tavern hopping and womanizing for some time after the consummation of their marriage. She begged her father not to believe the scandalous tales that he might hear about her husband. (…) He could be sharp-tongued and mean, but normally he was good humored and generous. (Dom Pedro: The Struggle for Liberty in Brazil and Portugal, 1798-1834 //  Neill W. Macaulay) 

O caráter de qualquer das princesas deve ser formado tal como convém a senhoras que poderão ter que dirigir o governo constitucional de um Império como o Brasil. A instrução não deve diferir da que se dá aos homens, combinada com a do outro sexo: mas de modo que não sofra a primeira. Convirá conformar-se, quando for de proveito, aos regulamentos da instrução pública primária e secundária. Poderá impor castigos, e quando forem leves, sem meu conhecimento prévio, devendo minhas filhas não saber ilegível que o tenho, quando isto não for conveniente, sendo o maior deles a reclusão em um dos quartos dos respectivos aposentos, assim como representar-nos, mesmo perante nossas filhas, sobre a justiça da concessão de algum prêmio.
—  D. Pedro II a respeito da educação de suas filhas, Leopoldina e Isabel.
II Reinado - parte 1

Após o Golpe da maioridade, esperava-se que acabasse a crise de autoridade, bem como o fim das revoltas províncias, a manutenção dos privilégios da elite e a alternância dos partidos Liberal (descentralizador) e Conservador (centralizador), ambos tiveram origem nos liberais moderados, sendo o Liberal dos progressista e o Conservador dos regressistas.  Embora fossem partidos diferentes com propostas diferentes, não apresentavam propostas muito diferentes quando no poder.

O primeiro ministério formado foi composto por pessoas do partido liberal que haviam feito o golpe, foi chamado de ministério dos irmãos. Houveram eleições para a Câmara de Deputados, os liberais fraudaram e usaram violência para manipular o resultado, por isso foi apelidada de “Eleição do Cacete”. D. Pedro ao saber das fraudes dissolveu a câmara eleita, convocando novas eleições. Gerando insatisfação entre os liberais.

Em 1841 é formado o Conselho de Estado, formado de conservadores, que é o órgão de assessoria direta ao imperador. Esses trabalham para continuar a centralização de poder começada com Araújo Lima. Aprovam mudanças no Código de Processo Criminal, fazendo com que os juízes de paz perdessem suas funções, retirando a autonomia das províncias. Aumentando a insatisfação dos liberais e causando a Revolta Liberal. 

Em 1847 é criado o cargo de presidente do Conselho de Ministros, que controlaria e formaria os 7 ministérios, membro do partido majoritário do parlamento; dando início ao parlamentarismo brasileiro. Esse presidente montaria o ministério, apresentando-o para a Câmara. Caso a Câmara não aprovasse o ministério, o Imperador decidia entre dissolver o ministério e dissolver a Câmara. Isso dava controle ao Imperador sobre o legislativo, dando mais poder para o rei, por isso é chamado de “Parlamentarismo às avessas”. Durante o II Reinado houveram 36 ministérios, sendo a maioria Conservador, e sendo que por um tempo Liberais e Conservadores conviveram no poder, após a Revolta Praiera.

O poder, no II reinado, era ocupado pela elite instruída e estava dividido em:

  • Judiciário: Juízes indicados pelo poder central
  • Legislativo: Câmara dos Deputados e Senado.
  • Executivo: Ministérios, elaboravam orçamentos, nomeavam funcionários, e decidiam presidentes de província.
  • Moderador: volta a existir, exercido pelo Imperador e aconselhado pelo Conselho de Estado
- Veja - dizia o deputado Otávio Renon - parece que todos sabem o que fazer para o país se salvar, essa incrível, absurda, interminável grandeza brasileira, esse imenso coração percorrendo tudo que fazemos, para o bem e para o mal. E no entanto falta desesperadamente alguma coisa, e toda a opção civilizatória que o país faz desde os tempos de D. Pedro II, aquela paralisia encantatória escravocrata bem-intencionada que preparou detalhadamente o Brasil de hoje, esse fosso demagógico mas real entre os vinte por cento que são o verdadeiro Brasil e os oitenta por cento que carregam o piano mas não sabemos o que fazer com eles, a multidão de analfabetos, porque além de tudo carregam mal o piano porque ninguém ensinou porra nenhuma, e é isso, parece: a coisa atola, escorrega, empata e empaca, anda pra trás, um pouco pra frente, pra trás e novo, imobiliza-se, e rigorosamente nada acontece, a não ser piorar um pouco aqui e ali e melhorar um pouco ali e aqui. Vamos levando, vamos levando o piano, quer dizer, eles vão levando o piano que parece que não toca mais nada. Mas não se preocupe, irmão! - e outro flash iluminou a ironia do deputado - porque o Senhor é meu pastor e nada me faltará!
O fotógrafo riu alto, agora: o deputado tem carisma, ele pensou. Até para contrabalançar com humor o que, na severidade política, o sonho da estátua, nunca é o escárnio ou gargalhada, era o que ele queria dizer, aproximando-se do fotógrafo e tocando-lhe, agora com severidade, o ombro:
- Você acha graça? Pois o país está virando um templo. Bom para rezar, mas não para viver. Lembre-se: o Congresso é a nossa salvação. Nós precisamos de um bom Congresso - bons deputados valem mais do que um presidente da República.
— 

O Fotógrafo de Cristovão Tezza.

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Antiga Estação Ferroviária de Vassouras

Inaugurada em 1875, a Estação Carril Vassourense ligava Vassouras a Rio da Mortes por meio de bondes puxados a lombo de burro para encontrar as composições de Estradas de Ferro de D. Pedro II. A construção adquiriu a atual aparência,já como Estação Ferroviária,em reforma no ano de 1914, quando foi inaugurada com a presença do então presidente Marechal Hermes da Fonseca. Com o fim da ferrovia ficou anos desativada,depois recebeu adaptações e abriga atualmente a Presidência da FUSVE/USS e, é também a sede do Centro de Atendimento e Apoio do Turista e do Memorial Ferroviário

Today I’m sending my first submission for you :D

This is Pedro II, he  was the second and last ruler of the Empire of Brazil, reigning for over 58 years. His father’s abrupt abdication and flight to Europe in 1831 left a five-year-old Pedro II as Emperor and led to a grim and lonely childhood and adolescence.Although there was no desire for a change in the form of government among most Brazilians, the Emperor was overthrown in a sudden coup d'état that had almost no support outside a clique of military leaders who desired a form of republic headed by a dictator. Pedro II had become weary of emperorship and despaired over the monarchy’s future prospects, despite its overwhelming popular support. He allowed no prevention of his ouster and did not support any attempt to restore the monarchy. He spent the last two years of his life in exile in Europe, living alone on very little money.

Anyway, he is my crush now. I want to send more of him, because i really think he looks good. :)

This one is my fav pic: 

Stay well.

Some days ago I made a post about Brazilian monarchy and the crisis we’re now because of the Republic. 

For those who were interested, I said our last emperor was the greatest leader we have ever had in these lands. There’s a song - in English! - about his life and I hope you guys like it. This band, Armahda, sings about our History, the History republic hides us.

If you listen to it, hope you like it ^^ (it’s a sad song, though)

https://www.youtube.com/watch?v=RB4tN2LnDfI 

Revolta Praieira (1848 - 1850)

O poder em Pernambuco era muito concentrado na mão de fazendeiros e comerciantes portugueses. A população vivia em miséria. 

O partido Liberal se divide em Liberal e Partido da Praia. Quando um presidente de província, aliado a Praia, é demitido e em seu lugar colocado um conservador, o partido se revolta. 

O movimento liderado por Pedro Ivo e Borges Fonseca, exigia o voto universal, liberdade de imprensa, extinção do poder moderador, expulsão de portugueses do comércio e estabelecimento de uma federação. Não tocava no entanto no tema crucial: escravidão.

A revolta contava com poucos recursos militares, e portanto facilmente reprimido. Os últimos líderes e participantes foram presos em 1850, encerrando as revoltas provinciais. E a elite passa a consolidar e instaurar um governo centralizado.