D.-Pedro-II

25 de agosto: dia de São Luís IX, Rei da França e Confessor (+ Tunísia, 1270)

Embora o calendário litúrgico registre considerável número de monarcas santos, talvez nenhum deles tenha realizado de modo tão completo a imagem ideal de Rei cristão quanto São Luís IX. Herdou a coroa com 12 anos, assumindo a regência sua mãe D. Branca de Castela, dama de excepcionais virtudes. Dizia ela ao filho que preferia mil vezes vê-lo morto a vê-lo manchado por um pecado mortal. Fiel aos ensinamentos maternos, São Luís foi sempre homem de muita oração e piedade. Era modelo de governante, de guerreiro e de legislador. Considerava um dos principais deveres do monarca fazer justiça aos súditos, e por isso costumava sentar-se todos os dias à sombra de um carvalho, e ali atendia a todos os queixosos que se apresentassem, qualquer que fosse a condição social deles. Realizou duas Cruzadas para libertar a Terra Santa da opressão maometana, e morreu durante a segunda delas, vitimado pela peste. Tão grande era seu prestígio moral que, tendo caído prisioneiro dos maometanos, estes o tomavam como juiz para resolver pendências que tinham entre si. Mandou construir em Paris a “Sainte Chapelle”, um dos mais belos monumentos da arquitetura medieval, para guardar a Coroa de espinhos de Nosso Senhor. Foi casado com Margarida da Provença, da qual teve onze filhos.

Em 1864, o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d'Eu, que trazia em suas veias o sangue de seu antepassado São Luís, casou com a Princesa Isabel, filha do Imperador D. Pedro II e herdeira do trono do Brasil. Em consequência desse casamento, a Família Imperial do Brasil tem a glória de descender, por linha direta, varonil e legítima, do grande rei cruzado.

Texto: Hagiografia

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Revolta Praieira (1848 - 1850)

O poder em Pernambuco era muito concentrado na mão de fazendeiros e comerciantes portugueses. A população vivia em miséria. 

O partido Liberal se divide em Liberal e Partido da Praia. Quando um presidente de província, aliado a Praia, é demitido e em seu lugar colocado um conservador, o partido se revolta. 

O movimento liderado por Pedro Ivo e Borges Fonseca, exigia o voto universal, liberdade de imprensa, extinção do poder moderador, expulsão de portugueses do comércio e estabelecimento de uma federação. Não tocava no entanto no tema crucial: escravidão.

A revolta contava com poucos recursos militares, e portanto facilmente reprimido. Os últimos líderes e participantes foram presos em 1850, encerrando as revoltas provinciais. E a elite passa a consolidar e instaurar um governo centralizado. 

O Primeiro Reinado - Crise

Vários fatores levaram ao fim do 1º Reinado, pois eles levaram a um acúmulo de críticas com relação a D.Pedro até que a situação se tornasse insustentável. São eles:

  • Consequências da Guerra da Cisplatina
  • A divisão da população entre os partidos: Brasileiro e Português. Constantes conflitos entre eles.
  • Interferência de D.Pedro nas questões de sucessão do trono português.
  • Aumento do déficit da balança comercial, com aumento da dívida externa.
  • A violência e o modo como foi reprimida a Confederação do Equador
  • Grandes gastos com a Guerra da Cisplatina e a repressão a Confederação do Equador
  • Aumento da Inflação
  • Assassinato de Libero Badaró, um jornalista crítico a D. Pedro. A suspeita cai sobre o Imperador que era autoritário.
  • A Noite das Garrafadas - D. Pedro prepara um festa e é recebido negativamente mandando reprimir a população em um conflito que foi assim apelidado.

Para acalmar os ânimos, o imperador cria o Ministério dos Brasileiros, composto apenas por membros do partido brasileiro. No entanto, quando esse ministério discorda de D. Pedro em algumas decisões, ele dissolve o ministério e cria um Ministério Português composto de membros do partido adversário. Isso gera grande revolta na população e o rei abdica, em 1831, em favor de seu filho Pedro de Alcântara, e vai embora para Portugal lutar ao lado de sua filha pelo trono.

O processo de deposição de D. Pedro I foi apelidado de Jornada dos Tolos, pois a população agiu tolamente ao acreditar que sua abdicação traria benefícios sociais, o que não ocorre. 

O caráter de qualquer das princesas deve ser formado tal como convém a senhoras que poderão ter que dirigir o governo constitucional de um Império como o Brasil. A instrução não deve diferir da que se dá aos homens, combinada com a do outro sexo: mas de modo que não sofra a primeira. Convirá conformar-se, quando for de proveito, aos regulamentos da instrução pública primária e secundária. Poderá impor castigos, e quando forem leves, sem meu conhecimento prévio, devendo minhas filhas não saber ilegível que o tenho, quando isto não for conveniente, sendo o maior deles a reclusão em um dos quartos dos respectivos aposentos, assim como representar-nos, mesmo perante nossas filhas, sobre a justiça da concessão de algum prêmio.
—  D. Pedro II a respeito da educação de suas filhas, Leopoldina e Isabel.
Em 22/08/1858 D. Pedro II visitou a Praia de Copacabana

Diz a lenda que nos dias 22 e 23 de agosto de 1858, D. Pedro II e sua comitiva com centenas de pessoas teriam se deslocado até a Praia de Copacabana para verem duas gigantescas baleias que teriam encalhado na praia, saiba mais:


II Reinado - parte 1

Após o Golpe da maioridade, esperava-se que acabasse a crise de autoridade, bem como o fim das revoltas províncias, a manutenção dos privilégios da elite e a alternância dos partidos Liberal (descentralizador) e Conservador (centralizador), ambos tiveram origem nos liberais moderados, sendo o Liberal dos progressista e o Conservador dos regressistas.  Embora fossem partidos diferentes com propostas diferentes, não apresentavam propostas muito diferentes quando no poder.

O primeiro ministério formado foi composto por pessoas do partido liberal que haviam feito o golpe, foi chamado de ministério dos irmãos. Houveram eleições para a Câmara de Deputados, os liberais fraudaram e usaram violência para manipular o resultado, por isso foi apelidada de “Eleição do Cacete”. D. Pedro ao saber das fraudes dissolveu a câmara eleita, convocando novas eleições. Gerando insatisfação entre os liberais.

Em 1841 é formado o Conselho de Estado, formado de conservadores, que é o órgão de assessoria direta ao imperador. Esses trabalham para continuar a centralização de poder começada com Araújo Lima. Aprovam mudanças no Código de Processo Criminal, fazendo com que os juízes de paz perdessem suas funções, retirando a autonomia das províncias. Aumentando a insatisfação dos liberais e causando a Revolta Liberal. 

Em 1847 é criado o cargo de presidente do Conselho de Ministros, que controlaria e formaria os 7 ministérios, membro do partido majoritário do parlamento; dando início ao parlamentarismo brasileiro. Esse presidente montaria o ministério, apresentando-o para a Câmara. Caso a Câmara não aprovasse o ministério, o Imperador decidia entre dissolver o ministério e dissolver a Câmara. Isso dava controle ao Imperador sobre o legislativo, dando mais poder para o rei, por isso é chamado de “Parlamentarismo às avessas”. Durante o II Reinado houveram 36 ministérios, sendo a maioria Conservador, e sendo que por um tempo Liberais e Conservadores conviveram no poder, após a Revolta Praiera.

O poder, no II reinado, era ocupado pela elite instruída e estava dividido em:

  • Judiciário: Juízes indicados pelo poder central
  • Legislativo: Câmara dos Deputados e Senado.
  • Executivo: Ministérios, elaboravam orçamentos, nomeavam funcionários, e decidiam presidentes de província.
  • Moderador: volta a existir, exercido pelo Imperador e aconselhado pelo Conselho de Estado

A cerveja Bohemia existe desde 1853. Para divulgar a marca e tentar abocanhar uma fatia do mercado cervejeiro mundial, na década de 1870 lançaram uma campanha de marketing agressiva, sem precedentes na história humana: contrataram D. Pedro II, Imperador do Brasil no período, para divulgá-la pelos cinco cantos do mundo. O ex-Imperador, conhecido (unicamente) por sua barba, exibia seu estilo intelectual despojado pelas cortes europeias, pelas ruas cariocas, pelas piramides do Egito, pelos saloons americanos, e por todo lugar. Filho de seu pai - lógico né? - herdou os hábitos libertinos daquele. O resultado final da campanha foi que D. Pedro II bebeu muita bohemia de graça - como se isso fizesse diferença para um Imperador - e a cerveja continuou conhecida apenas em escala nacional. Demoraria alguns muitos anos para que a Ambev a comprasse e, para a nossa alegria, piorasse sua qualidade mas a divulgasse mundo a fora.