DÁ LIKE

Capítulo 1.  —  O começo de tudo.

(Narração de Alice)

—  Eu sempre fui mais na minha, sabe? Sou de poucos amigos pra falar a verdade. Tenho uma irmã, que é totalmente diferente de mim… quanto mais amigos ao seu redor, fazendo suas vontades, melhor. Eu não era de contar segredos a ninguém, e muito menos a ela. Mas sempre quando uma precisava, a outra sempre estava lá para estender a mão. Eu nunca namorei. Sempre esperei pra namorar alguém que eu realmente gostasse. Já Aila, sempre tinha todos os garotos a sua volta. Ela sempre namorou muito, e eu sempre fui o “diário ambulante” dela. Sim, é verdade, eu era um capacho dela. Sempre fazia as suas vontades, sem exitar. Mas também nossos pais sempre a mimaram mais, e isso fez de mim, uma garota fechada e um pouco deprimida. 

[…] Bom, nossa infância foi normal, como a infância de qualquer outra pessoa. Brincamos, corremos e fizemos tudo que uma criança normal faz… mas nossos pais sempre nos prendeu muito, e isso dificultou que eu me socializasse mais, que conhecesse novas pessoas, novos “garotos” e tudo o mais. Quase nunca mudamos de escola. Estudamos em uma escola durante muito tempo. E lá, conheci um garoto, muito fofo por sinal… ele era um daqueles amigos que sempre estava do meu lado e que eu sabia que podia contar sempre que eu precisasse. Sim, ele gostava de mim, mas eu nunca notei. Até ele mandar um bilhetinho por minha irmã dizendo que me amava e que não parava de pensar em mim. […] Quando eu recebi o tal bilhete, pensei que era brincadeira da minha irmã, mas ela confirmou e disse que ele queria me ver o quanto antes. Na verdade, ela me incentivou a ir. Afinal, ela já tinha saído com outros garotos e sabia como era. Já eu, era uma garota ingênua e naquela época “BV”. 

Chegando lá no lugar que ele tinha escolhido, que por sinal era o lugar que eu mais gostava, “a pracinha”. E lá estava eu. Esperando ele chegar. Estava um pouco nervosa, não sabia oque falar quando ele aparecesse, fiquei confusa em pensar que eu podia perder a amizade dele… e isso foi me consumindo. Até que ele chegou. E como eu imaginava, ele estava muito pálido, suas mãos estavam trêmulas e ele tava suando de nervoso. Eu pedi para ele sentar perto de mim no banquinho da praça, e começamos a conversar. Eu perguntei desde quando ele sentia aquilo por mim, e ele disse que desde que ele me viu pela primeira vez. Logo em seguida, eu perguntei a ele, o porquê que ele nunca me disse isso, e ele me respondeu que não sabia como me dizer e que tinha medo de perder minha amizade. Daí, fomos conversando e ele muito tímido por sinal, não conseguia chegar em mim. Estava um pouco afastado e gaguejava as vezes quando tentava me dizer que gostava de mim. 

Continuamos à conversar, e quando eu menos esperei, ele me deu um beijo. - Foi tão lindo, meu primeiro beijo. Nunca vou esquecer… fiquei meio sem reação mais fui deixando levar pelo momento. Conversamos mais um pouco, e quando já estava escurecendo, ele me levou até a porta de casa. Eu pedi pra ele entrar, mas ele não quis. Disse que tinha que ir para casa, senão os seus pais iam ficar preocupados. (É, ele tinha saído sem avisar).

Subi as escadas e fui pro meu quarto. Chegando lá, estava minha irmã, morta de curiosidade pra saber como tinha sido. Contei meio por cima, e não dei detalhes. Contei que a gente tinha se beijado, e ela só faltou cair da cama de tão feliz (parecia que tava mais feliz que eu). Fui dormir. […] Acordei cedo pra ir à escola. Tomei banho, desci as escadas e fui tomar meu café da manhã… nada de novo, fiz oque sempre faço todas as manhãs. Meu pai pegou o carro, e nos deu uma carona até a escola. Chegando lá, Aila foi se encontrar com suas milhares de amigas, e eu fui ao encontro do meu amigo. Felipe. Deu a hora da aula, e fomos pra sala. […] Quando deu a hora de ir embora, saímos e fomos tomar sorvete, na sorveteria perto da escola. E lá, ficamos mais uma vez. Ele era tão legal, carinhoso e gentil comigo, que eu sempre queria estar com ele. Resumindo, ele foi meu primeiro amor. […] Tudo estava indo muito bem até que…