Costa-Doce

Adaga do horizonte by Eduardo Amorim
Via Flickr:
“E, antes que a Vésper trêmula desponte, sangra como um carbúnculo opulento no aro nítido e raso do horizonte” Trecho de “Campeiro exilado”, de Aureliano de Figueiredo Pinto Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil

Galpão de arreios by Eduardo Amorim
Via Flickr:
“Gravou-se a história do Pago dentro de cada rodilha, na ilhapa, argola e presilha que, eterna, se perpetua desde o primeiro charrua que campereou na coxilha” Trecho de “Laço”, de Jayme Caetano Braun Corrientes, Turuçu, Rio Grande do Sul, Brasil

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Doces Bárbaros - As Ayabás

Nenhum outro som no ar
Pra que todo mundo ouça
Eu agora vou cantar
Para todas as moças
Eu agora vou bater
Para todas as moças
Eu agora vou dançar
Para todas as moças
Para todas ayabás
Para todas elas

Iansã comanda os ventos
E a força dos elementos
Na ponta do seu florim
É uma menina bonita
Quando o céu se precipita
Sempre o princípio e o fim

Obá, não tem homem que enfrente
Obá, a guerreira mais valente
Obá, não sei se me deixo mudo
Obá, numa mão, rédeas, escudo
Obá, não sei se canto ou se não
Obá, a espada na outra mão
Obá, não sei se canto ou se calo
Obá, de pé sobre o seu cavalo

Euá, Euá
É uma moça cismada que se esconde na mata
E não tem medo de nada
Euá, Euá
Não tem medo de nada
O chão, os bichos, as folhas, o céu
Euá, Euá
Virgem da mata virgem
Da mata virgem, dos lábios de mel

Oxum, Oxum
Doce mãe dessa gente morena
Oxum, Oxum
Água dourada, lagoa serena
Oxum, Oxum
Beleza da força da beleza da força da beleza
Oxum, Oxum