Clara-Nova

Sempre observei o comportamento das outras pessoas. Elas se davam bem, juntas. Tinham um jeito parecido, faziam coisas parecidas, seguiam regras, leis e padrões dos quais eu nunca consegui me apegar. Eu simplesmente não me encaixava em nada. Em lugar nenhum, me sentia só e indiferente e isso me causava medo. Medo, por que eu me perguntava o que era e ninguém, além de mim, poderia responder isso, mas o pior de tudo é que eu não sabia a resposta.
—  O Calvário de Clara
Capitulo 3 - O evento

Cheguei no lugar e estava muito bem organizado, uma decoração preta e branca, realmente bem o meu estilo, o lugar onde eu ficaria era um pouco acima do palco para ter a visão privilegiada da pista é claro. Chegando lá organizei meus equipamentos e testei o som, estava tudo certo, não havia muita gente lá ainda faltava 1 hora para o horário marcado para o inicio do evento, então procurei por Ingrid para me distrair um pouco.

Ela me ofereceu um drink e conversamos por algum momento, contei um pouco sobre minha vida em Las Vegas e ela me contou sobre os eventos que fazia, normalmente baladas Rock n Roll e eventos Fitness. As pessoas já estavam começando a chegar então ela saiu e foi recebe-las, fiquei por perto apenas, pois não conhecia ninguém, sentei em um banco e fiquei observando as pessoas que chegavam, a maioria todas do mesmo estilo. Se via muitas pessoas vestindo preto, mulheres de salto algumas com cabelo curto, homens de cabelo comprido, toda a forma rock n roll de se vestir. Ingrid entrou por um momento, e uma outra moça me chamou:

- Oi, ei, você. – Ela disse

Olhei para ela. Meu Deus! Era linda. Tinhas os cabelos enormes que iam até a cintura, eram luzes e ao lado direito tinha um undercut, seus olhos eram castanhos, e ela tinha um rosto lindo. Observei também seu corpo e suas curvas, sua camiseta curta deixava parte da barriga à mostra e podia ver que era muito bem definida, assim como seus braços, o esquerdo era parte tatuado, e em seu pescoço também havia a tatuagem de uma estrela. Porém parecia que no meu subconsciente já havia visto essa mulher em algum lugar, mas minha mente não conseguia raciocinar o lugar naquele momento.

- O-o-oii. – Sorri sem jeito.

Ela sorriu. Que sorriso lindo.

-Nossa parece que já te vi em algum lugar, mas enfim, mano cê viu a Ingrid? – Perguntou

-Vi que ela entrou.

- Ah ótimo, Valeu. – Ela agradeceu e entrou

Continuei seguindo-a com o olhar, ela tinha uma bunda enorme, se-nhor, nunca tinha visto antes. Na verdade não é o tipo de mulher que se vê todo dia.

A noite seguiu normal, como em qualquer outro evento, toquei minhas musicas e quando terminei havia muitas pessoas lá ainda, entre elas adivinha… Sim! A moça que eu conheci na entrada.

-Tenho certeza que já vi você em algum lugar, você costuma vir em baladas de rock aqui de São Paulo. – Perguntou

- Na verdade sim, mas moro fora do pais a algum tempo. – respondi

- Por que você não é do tipo de pessoa que se vê uma vez e se esquece. – Ela sorriu

Me tirou um sorriso bobo. O que era aquilo?

- Nem você. – Foi o que consegui responder

- Meu nome é Vanessa. Ou pode me chamar de Van.

- Clara. – Falei, ela me estendeu a mão em um aperto amigável. E Sorriu novamente

-Vai tocar sempre aqui?

- Na verdade não sei ainda, espero que sim. – Disse

-Ah isso foi tipo um teste então?

- Exatamente.

-Espero que de tudo certo então, por que estou sempre por aqui. – Ela falou

Ingrid interrompeu enquanto entrava pulando e batendo palmas. Olhei pra trás:

-Parabéns Clara, está contratada. – Ingrid disse

Vanessa me olhou também e disse:

- Parabéns Clara. Preciso ir, boa noite. – Ela me deu um beijo no rosto

Eu vou ficar no Brasil. Estou contratada, mas na verdade a única coisa que consigo pensar agora é na beleza daquela mulher, e quando vou vê-la novamente.

-Então Ingrid. Qual meu próximo evento? – Perguntei

( É isso aí gente, até o próximo cap, que adianto o título “Capitulo 4 – Conhecendo Melhor”) Qualquer coisa vcs me acham lá no twitter @ClanessaNewFic ) Divulguem

Capitulo 2 – Novas Oportunidades

-Como voltando para o Brasil? Você acha que é desse modo que vamos resolver as coisas, o que sua mãe falou? – Fabian demonstrou um nervosismo a mais.

-Em primeiro lugar, Max tem uma família lá. Segundo: Parece que me surgiu uma oportunidade de fazer o que eu desejo lá? – Respondi

-Fazer o quê?

- Trabalhar de DJ.                  

- Mas você já trabalha aqui. Por que iria querer ir pra lá? – Fabian questionou

-Minha família está lá. Seria bem mais fácil, você já costuma viajar pra cá, não ia fazer muita diferença me visitar e ver Max no Brasil, e ele já está na idade de entrar em uma creche, logo vai começar a falar, e você sabe muito bem que deve ser português.

-Vale a pena discutir? – Sem muito animo perguntou

-Não! Já está decidido. – Afirmei

-Mas o que sua mãe falou, qual sua oportunidade para retornar ao Brasil agora?

-Ela disse que conheceu uma moça lá, chamada Ingrid, que trabalha em eventos de rock, e está precisando de um DJ, então minha mãe explicou o tipo de musica que toco e ela achou perfeito, pois a maioria dos DJS no Brasil costumam tocar funk, e não eletro-rock como eu toco. É uma oportunidade, um teste, vamos ver como me saio, dependendo disso, vou ver se ficarei por lá ou não.

Ele acenou com a cabeça. Me levantei para arrumar as malas.

-Ligue para o Aeroporto. Partiremos amanhã de manhã. – Pedi

Sem questionar ele fez. O resto da noite foi silenciosa e tensa, jantamos quietos depois fiz o Max dormir, quando ele pegou no sono dei um beijo em sua testa e fui deitar, passei pela sala e Fabian estava de cabeça baixa mexendo em papéis. Mais trabalho! Deitei na cama e só acordei na hora em que ele me chamou, já era de manhã.

-Clara! Clara acorda. Tem que se arrumar. – Dizia ele em quanto amarrava a gravata todo desajeitado

Levantei e me arrumei. Arrumei Max enquanto Fabian botava as malas no carro, saímos do flat 30 minutos depois, chegamos no aeroporto em cima da hora. Mas deu tempo suficiente, pegamos o voo e dormi novamente. A viagem foi calma, distrai Max em alguns momentos, planejei a playlist dos próximos eventos no bloco de notas de meu celular, quando percebi a viajem já tinha terminado, estávamos no Brasil, no calor prolongado de Abril.

Depois de mais um tempo no taxi cheguei na casa da minha mãe. Finalmente.

-Oi mãe! Que saudade. – Disse dando-lhe um abraço apertado

Ela tirou Max do meu colo para matar a saudade, cumprimentou Fabian, e entramos. Almoçamos e logo depois Fabian partiu novamente para mais uma jornada de trabalho. Não podia esconder minha cara de quem não gostava daquilo.

- O que houve com vocês? – Minha mãe perguntou

- Estamos tendo umas discussões, logo vamos resolver, não se preocupe com isso. Me fala mais sobre essa Ingrid, quando posso falar com ela?

-Vamos na casa dela para combinar os detalhes.

- Agora? – Perguntei

-Assim que você desfizer as malas, aí podemos deixar o Max aqui com seu irmão.

Desfiz as malas e deixei Max com meu irmão e meu padrasto. Entramos no carro da minha mãe e ela me levou para conhecer Ingrid.

- Clara essa é Ingrid. – Mãe apresentou

- Prazer Ingrid, sou Clara. – Falei

-Linda sua filha dona Rosangela, só pelo estilo podemos ver que é o tipo de pessoa que procuramos.

- Obrigada.

Nossa conversa não foi muito longa, expliquei meu estilo musical e mostrei a playlist de meu ultimo evento, ela gostou a primeira vista, mas falou que meu teste seria nessa noite, queria que eu tocasse em um evento que teria mais tarde, de um lançamento de uma nova loja de Rock chamada Black Leather, deixamos tudo certo para a noite então. Que na verdade não faltava muito tempo, pois o dia já estava quase chegando ao fim. Apenas deu tempo de eu voltar para casa me arrumar, organizar os equipamentos e partir para o lugar do evento.

Criei um twitter para caso queiram me falar algo, não é um tt pessoal, é apenas para alguma pergunta. Então fiquem a vontade.  @ClanessaNewFic  

Capítulo 46

– Clara? A mamãe falou que sua amiga chegou vocês estão aí? A Luana está aqui com a Karina.


Era Vitória, a irmã mais nova de Clara. Em um único movimento, pôs se de pé, catando suas roupas pelo chão, enquanto Vanessa tentava se recompor, na medida do possível, porque seu corpo ainda estava quente, afim de disfarçar para a cunhada o que se passava ali.


– Luna! Kaká, pensei que vocês iriam para Nova Orleanza hoje.


As moças adentraram o quarto de Clara, visivelmente curiosas para conhecer a forasteira.


– Ah desistimos, o Igor vai dormir lá, e você conhece meu pai, nunca deixaria que eu dormisse fora de casa, especialmente no carnaval. – Respondeu Karina.


– Meninas, essa é minha amiga da faculdade, Vanessa. Van, essa é minha irmã Vitória, e minhas amigas de infância: Karina e Luana.


Vitória foi a primeira a cumprimentar Vanessa, sem cerimônia deu dois beijos de comadre, demonstrando sua simpatia. As outras ficaram mais tímidas diante da moça da capital.


– A Clara disse que você tira fotos, é verdade? – Vitória perguntou.


– Sim, trabalho com fotografia sim, é minha paixão na verdade.


– Eu quero ser modelo! Acha que levo jeito?


A adolescente fez pose para Vanessa, como se colocasse pronta à avaliação da fotógrafa.


– Bem… Precisaria ver como você se comporta diante das lentes… – Vanessa respondeu sem graça.


– Vivi! Pára com isso menina!


Clara repreendeu a irmã caçula, estranha reação enciumada, uma vez que Vitória já exibia um corpo de mulher, e belíssimo. A menina mostrou sua face infantil mostrando a língua para a irmã.


– Clara, viemos buscar vocês para irmos ao vesperal no clube. – Karina disse.


– Vesperal? Ai gente… – Clara fez cara de desagrado.


– Ai não faz essa cara! Você tem que ir, assim papai me deixa ir também! Você vai deixar sua amiga enfurnada com você dentro desse quarto em pleno carnaval?


Na sua mente Clara respondia “Esses são exatamente meus planos…”.


– Vitória, a Vanessa veio para estudarmos! Temos um trabalho complicadíssimo para apresentar logo após o carnaval.


– Vanessa! Convença esse bicho do mato a sair de casa pelo amor de Deus!- Vitória apelou.


– Vamos Clara, sabe quem vai estar lá? O Fábio!


Luana tentou convencer a amiga, usando o rapaz como atrativo, entretanto, para Clara seria só mais um motivo para recusar o convite.


– Quem é Fábio? – Vanessa se interessou.


– … a paixão da Clara! – Vitória se antecipou em responder.


Clara ruborizou, olhando para Vanessa que lhe observava atenta.


– Ah é? Paixão dela? Não me diga… – Vanessa comentou reflexiva.


– Não tem nada de paixão! – Clara tentou argumentar.


– Ah está com vergonha de assumir pra Vanessa sua paixonite de infância? – Brincou Karina.


– Ai que exagero Karina! – Clara disfarçava o nervosismo.


– Exagero nada! Aposto que se procurarmos nesse guarda-roupa a gente acha seus antigos diários cheios de poemas e declarações de amor pro Fábio!


Karina rebateu, arrancando risos das demais, até de Vanessa, mas o sorriso da loira era diferente, enigmático, o que apavorou Clara.


– Era coisa de criança gente! O Fábio era o menino mais bonito do colégio, metade das meninas da cidade era apaixonada por ele. – Clara se justificou.


– Mas só você ficou com ele na formatura do terceiro ano!


– Pois é, e depois ficaram de namoradinhos até ele se mudar para Campinas, não foi? – Vitória provocou.


As meninas riram com os olhos arregalados de Clara engolindo o ar enquanto tentava concatenar uma sentença em sua defesa. Vanessa encerrou a questão sendo taxativa:


– Pois bem, vamos para esse vesperal. Nem sei o que é isso, mas se é a atração no carnaval dessa cidade, vamos lá!


– Muito bem Vanessa!


Clara empalideceu.


– Mas, Van, o nosso trabalho…


– Fica pra amanhã, não vou perder a chance de conhecer o menino mais bonito da cidade, a sua paixão!


O tom de brincadeira de Vanessa soava leve apenas para as meninas que ignoravam a relação das amigas de faculdade. Para Clara, a convicção de Vanessa para aceitar o convite das outras, chegou a lhe causar calafrios, imaginando a cena: reencontrar seu namoradinho com Vanessa, sua namorada ao seu lado.

As meninas não saíram mais do quarto, emendando assuntos diversos, sabatinando Vanessa sobre fotografia, e sobre a rotina da cidade grande, a mais empolgada com a loira era Vitória. A expressão desconfiada de Clara não passou despercebida, e interpretada pelas amigas como nervosismo pelo reencontro com Fábio.

Depois do almoço, no clima familiar que deixou Vanessa bastante à vontade, especialmente pela paparicação de Mariêta e a simpatia de dona Fátima, as moças seguiram para o clube da cidade no carro de Vanessa.

O clima entre Vanessa e Clara estava esquisito, não tiveram oportunidade de conversar a sós depois da fofoca adolescente. No clube, a típica festa do interior, onde todos se conhecem. As rodinhas separadas de moças e rapazes inspiravam risos em Vanessa que deixou escapar:


– Os rapazes demoram muito tempo para vir cortejar as moças? Nesse clima fico esperando que a qualquer momento o Chico Bento chegue aqui limpando as botinas…


As meninas não entenderam a piada de Vanessa, exceto Clara que reconheceu o tom de zombaria tão peculiar da moça. E de repente, o cochicho das meninas e os olhares apontando para o centro do salão anunciaram a chegada de Fábio.


– Maninha, olha lá! Nossa, ele está ainda mais gato! Imagina um doutor desses?


A beleza do rapaz era mesmo incontestável, mas, comum. O estereótipo do “Mauricinho”, aguçado pelo suposto visual da cidade grande: no rosto óculos de sol da moda, trajando roupas de marca. Vanessa observou com atenção, olhos fixos no rapaz, mas não deixava de olhar Clara com o rabo do olho.

Clara se sacudia impaciente, coçava o pescoço, passava as mãos pelos cabelos e teve o impulso de correr para longe quando as meninas ouriçadas avisaram:


– Clara ele te viu! Está vindo para cá!


Fábio se aproximou esbanjando simpatia, cumprimentando Karina, Luana e Vitória com dois beijinhos. Diante de Clara o rapaz parou, colocou os óculos na cabeça para encarar os olhos de mel da antiga namoradinha.


– Oi Clarinha.


– Oi Fábio.


– Muito bom te encontrar por aqui, sua mãe me disse que você está morando em São Paulo, e então, o Direito é tudo aquilo que você esperava?


– Acho que até agora, com um mês de aula, o Direito é mais do que eu esperava.


– Que bom! Estou muito satisfeito também com a Medicina, apesar de estar sem tempo para outra coisa que não seja estudar.


Um silêncio rápido se instalou, pela timidez, e principalmente pela tensão de Clara, imaginando o que se passava na cabeça de Vanessa.


– Ah, deixa eu te apresentar Fábio, essa é Vanessa, uma amiga da faculdade.


Dulce cumprimentou o rapaz com toda sua simpatia, o que deixou Clara ainda mais confusa e tensa.


– Vocês estão bebendo alguma coisa? Ou querem beber alguma coisa? – O rapaz foi gentil.


– Obrigada Fábio, mas não acho que aqui tenha algo forte o suficiente para minha necessidade.


Vanessa respondeu dessa vez deixando claro seu desconforto.


– E você Clarinha?


– Não, obrigada.


– Preciso falar com uns amigos que não vi ainda depois que cheguei de Campinas, mas, volto pra te cobrar a dança que você ficou me devendo.


O rapaz se afastou, e a essa altura, Vitória, Karina e Luana já estavam no meio do salão dançando animadas. Finalmente as duas ficaram sozinhas.


– Van, não existe nada entre eu e Fábio, eu juro!


– Você nem sabe o que estou pensando.


– Você está aí com essa cara, mal me olha, não é possível que você ache que sinto alguma coisa pelo Fábio!


– Não é seu amor de infância? Um partidão!


– Vanessa! Eu nem queria vir aqui!

– Porque não? Medo de reencontrar o seu amor do interior?


– Claro que não! Porque eu queria mesmo era estar fazendo amor com você no meu quarto!


– Ah é? Então diz isso pra ele, ele está vindo de novo atrás de você.


O rapaz voltou exibindo a mesma simpatia.


– Sei que você adora essa música, vamos?


Clara emudeceu.


– Não se preocupe comigo Clara, pode ir, vou até o bar, quem sabe tenham um ponche com arsênico para vender.


Vanessa saiu enquanto Fábio puxava Clara para o salão. Obviamente os olhos de Clara procuravam Vanessa todo tempo, enquanto o rapaz se insinuava claramente para ela. Metade da música foi o tempo máximo que Clara conseguiu suportar a agonia de ficar longe de Vanessa sabendo da chateação dela pela circunstância. Deu uma desculpa qualquer a Fábio e saiu a procura de sua namorada pelo clube que ironicamente parecia gigantesco na ânsia de logo achar Vanessa.

Quase meia hora depois encontrou sentada diante de um lago, que tinha como vista as serras que cercavam a cidade.


– Vanessa estava louca te procurando!


– Seu pai tem razão, a cidade tem paisagens lindas.


– Tem, mas não vejo a menor graça nessa paisagem com você dando as costas para mim.


– Já se acertou com seu namoradinho?


– Como você pode dizer isso? Você é minha namorada, quero estar certa com você!


– Será mesmo? Porque você foi dançar com ele então?


– Porque sou uma idiota! Mas, você quer que eu volte lá e te apresente como minha namorada? Então vem.


Anahi estendeu a mão para Vanessa.

– Você sabe as conseqüências disso? – Vanessa perguntou.


– Não. Mas, qualquer coisa é menor do que ler nos seus olhos a sua decepção comigo.


Vanessa segurou a mão da namorada, e disse:


– Vamos voltar pra casa, quero fazer amor com você agora.

Capitulo 40

Clara:Desculpas eu sou péssima com nomes.(sorrindo sem graça)

Angelis:Sem problemas,meu nome é meio complicadinho mesmo.(se virando para may)

May:Prazer,Mayra!(sorrindo)

Angelis:Bom,então podemos começar!

Pedimos um suco e comecei contanto a ela tudo o que aconteceu,May parecia estar totalmente por fora do assunto, oque é estranho se tratando de Mayra Dias Gomes.

Angelis:Bom Clara o seu caso é muito delicado,mas isso não significa que está tudo perdido.

Clara:Como eu falei…meu filho,tenho chances de recupera-lo?

Angelis:Vamos por partes,não podemos nos precipitar.

May:Como assim?

Angelis:Primeiro vamos tratar do fato de como aquelas coisas foram parar lá e depois vemos as “consequências”.

Clara:Não faço ideia eu nunca tinha visto aquilo lá.(respirando fundo)

Angelis:Você tem empregada?

Clara:Tenho…mas não acredito que tenha sido ela,a Aline trabalha com a minha família a muito tempo.

May:Mas e aquela garota Clara?a empregada nova?

Clara:não sei…será?(pensativa)

Angelis:Clara,até que acharmos o verdadeiro dono daquilo todo são suspeitos,a questão é…porque alguém ia querer te prejudicar?

Clara:Eu não faço ideia.(respirando fundo)

Angelis:Bom Clara eu prometo que vou dar o meu melhor para te ajudar.(sorrindo)

Depois de uma longa conversa,saímos do restaurante e seguimos em direção a empresa.

Clara:Ela parece ser bem competente…

May:É parece…É bonita ela né?

Clara:Já está de olho Mayra?(rindo)

May:Não,claro que não,ela que pareceu não tirar o olho de você.

Clara:Tá doida May ela foi super profissional.

May:Não fui muito com a cara dela não.(u.u)

(em uma academia)

-celular tocando-

Pepa:Alô?

Fabian:Patricia,será que podemos nos ver hoje?

Pepa:Fabian?O que você tá fazendo aqui no Brasil(nervosa)

Fabian:Estou esperando o sinal que você disse que me daria.

Pepa:Aqui?tá querendo nos entregar é?

Fabian:Eu pensei que e…

Pepa:Você ligou ou falou com a Clara?

Fabian:Não,eu ia ligar pra ela depois de falar com você…

Pepa:Não faça isso!me espera mais tarde no restaurante do hotel.

Fabian:Tá ok então e…

Pepa:Argh…Francês burro!(desligando o aparelho)

(na empresa)

Van:Thais…isso aqui é daqui?

Thais:Não sei Van,essa parte ai é com a Fabs e a Clara!

(batem na porta)

Thais:Entra!

Ray:Ai estão vocês,me ajudem porque eu to perdidaço.

Van:O que houve?

Ray:Nessa folha aqui diz que temos dois eventos amanhã e aqui diz que temos um hoje.

Thais:Posso?(pedindo os papeis)

Ray:cara em uma semana isso aqui tá no chão,eu nunca vou conseguir administrar esse lugar.

Van:Calma Ray a gente te ajuda.

Thais:Estamos mais perdidas que cego em tiroteio mas prometemos ajudar.(rindo)

Van:Então Thais que evento que tem hoje?

Thais:Nenhum hoje e nem amanhã são datas do mês seguinte que a Clara havia agendado.

Ray:Agendado pra que?

Thais:Isso você vê com ela,eu vou até o almoxarifado.(se levantando)

Ray:Marrenta a garota né?(rindo)

Van:Não sabe o quanto,“Thais a indomável”.

Thais:Vanessa…(envergonhada)

Ray:Nunca tentaram ou não permitiu?(sorrindo)

(batem na porta)

Thais:Entra!(ignorando a pergunta)

May:que isso reunião?

Ray:Não,isso aqui é meu arem…(rindo)

Van:Oi amor.(lhe dando um beijo)

Clara:Que história é essa?(rindo)

Ray:Olha o ciumes.(rindo)

Os dias foram passando,duas semanas para ser mais exatas,fui me adaptando ao fato de estar longe da empresa,Angelis se mostrava cada vez mais empenhada em me ajudar e o processo corria sem muitas surpresas.

Ray:E ai maninha bora sair dessa tristeza?

Clara:E quem tá triste aqui?(respirando fundo)

Ray:saudades do moleque?(se referindo a Max)

Clara:Não sabe o quanto.

Ray:Imagino…mas e o francês lá?não falou mais nada?(irritado)

Clara:Vem pro Brasil pra gente conversar,disse que tem uma proposta a me fazer.(revirando os olhos)

Ray:é um babaca mesmo…mas enfim tá fazendo o que ai sozinha?sexta-feira a noite maninha,bora animar..

Clara:Estou esperando minha namorada.

Ray:Então quer dizer que hoje tem?(rindo)

Clara:Tome atento moleque.(lhe dando um tapa)

Ray:Clarete escuta só essa,tenho um amigo meu que vai inaugurar uma boate nesse sábado e ainda não conseguiu um dj.(sorrindo)

Clara:É mesmo…eai?(lendo uma revista)

Ray:Então a…

~campainha~

Clara:É a Van…(indo abrir)

Van:Oi amor.(sorrindo)

Lhe dei um beijo e ficamos trocando alguns carinho ali na porta mesmo hahaha,não tenho culpa se perco os sentidos quando estou perto dela u.u

Ray:Oi,eu tô aqui tá.

Clara:A gente sabe seu chato…

Ray:E ai cunha,tá gata hein…com toda respeito maninha.(a cumprimentando)

Clara:É tá linda mesmo.(sorrindo)

Ray: vão sair?

Clara:Não,acho que vamos ficar por aqui mesmo e…

Ray:Pow a gente podia comprar umas bebidas e fazer uma social o que você acha?

Clara:Ah não Ray,não to bem pra ver gente.(rindo)

Ray:Mas vai ser entre amigos mana…e ai Van?

Van:Amor é bom que a gente se distrai um pouco.(lhe fazendo carinho)

Clara:Eu estou muito sem clima gente é sério,mas se você quiser chamar seus amigos Ray não tem problema eu fico lá em cima.

Ray:Nada disso,você vai curtir com a gente…vai Clara por favor.

Van:Amor…(pedinte)

Clara:Então tá…mas Ray chama pouca gente por favor.

Ray:Beleza mana então eu vou chamar uns amigos e vocês podem fazer o mesmo.(indo para o quarto)

Desde que tudo aconteceu eu estava sem clima pra fazer qualquer coisa,mas sabia que precisava sair da bad que havia entrado,acabei concordando com a tal “social"por insistência de Ray e porque a Van concordou e até poque ficar sofrendo e me lamentando não me ajudaria em nada.

Realmente não havia vindo muita gente só alguns amigos de Ray que eu já conhecia,dentre eles o Edu,Thais também veio e faltava só May que estava chegando.

Thais:Van a May não vem?

Van:Thais é a terceira vez que você pergunta (rindo) ela tá vindo né amor?

Clara:É Thais,acalme-se,tudo isso é saudade.?(rindo)

Thais:Claro que não…é só que..er…eu não conheço ninguém aqui,e vocês não param de se agarrar,já to me sentindo um castiçal.(irritada)

Van:Falando nisso,você cairia bem de castiçal até altura de um você já tem.(rindo)

Thais:Vai se foder Vanessa.(revirando os olhos)

Clara:Hahahaha só sei rir.

Van:Afinal,a May foi fazer o que no aeroporto?

Clara:Buscar a irmã dela que tá chegando de Vegas.

Thais:Eu não sabia que a May tem uma irmã.

Clara:Tem,mais nova que ela ,a Lu,vocês vão gostar dela é a copia escarrada da May.(rindo)

Ray:E ai meninas…não vai beber não Clarete?

Clara:Não,e você nem devia,conheço muito bem quando você bebe.(séria)

Van:Que isso amor,deixa o garoto ser feliz.(rindo)

Ray:Agora sim cunhada gostei,gostei,toma aqui um copo.

Van:O que tem aqui?(desconfiada)

Ray:É um Red Bubble bebidinha leve Van vai de boa.(sorrindo)

Clara:E para de por minha namorada no mal caminho.(Lhe tomando o copo)

Van:Clara…me da isso aqui.(tomando de volta)

Ray:Clarete vai ficar de cabelos brancos quando eu levar o Max pra night.(rindo)

Ficamos ali conversando até que decidir beber um pouco afinal eu estava precisando me distrair e Vanessa já havia entrado na onda do Ray então não vi problema algum. Depois de uns copos Vanessa e Thais já estava meio "alta” vamos dizer assim…e eu não ficava atrás.

Clara:Amor pera ai…tá cheio de gente aqui.

Van:Ninguém tá reparando em nós amor.(lhe beijando)

Thais:Ei vocês duas tem quarto nessa casa não?(rindo)

Ray:É acho melhor vocês irem para lá também.(rindo)

Van:Porque vocês dois não arrumam alguém para beijar e deixa a gente em paz?

Clara:É…amor vamos lá para fora.(se levantando)

Ray:Hahahaha…Quer mais bebida?

Thais:sim,mas só um pouco…afinal eu já estou “alegre”.(rindo)

Ray:Vou fazer uma bem leve então.

Thais:já fez curso foi?

Ray:Não,tudo isso aqui é amadorismo…(lhe entregando um copo)…faço porque gosto.

Thais:Obrigada.(sorrindo)

Ray:Você tem um sorriso muito bonito devia mostra-lo mais.(sorrindo)

Thais:Tá dizendo isso porque está bêbado?(sorrindo sem graça) de qualquer forma,obrigado.(envergonhada)

Ray:Não precisa ter vergonha,eu só estou dizendo a verdade,e além do mais eu não estou bêbado.(se aproximando)

~campainha~

Ray:(respirando fundo) Pera ai vou lá ver quem é.(indo em direção a porta e abrindo) É…OI?

Angelis:Oi,a Clara está?

(lá fora)

Clara:Amor…você bêbada é engraçada.(rindo)

Van:E quem disse que eu estou bêbada?(arqueando uma sobrancelha)

Clara:E tá me agarrando desse jeito porque?(prendendo o riso)

Van:E quem disse que eu preciso estar bêbada pra te pegar de jeito?(incrédula)

Clara:Só acredito vendo.(sussurrando em seu ouvido)

Van:Eu vou te mos…

Ray:Clarete…(indo até elas) Tem uma mina ai fora querendo falar contigo.

Clara:Que mina?

Ray:Disse que é sua advogada,tá lá na sala.

Clara:Tá já vou indo lá…(encarando Vanessa) será que aconteceu alguma coisa?(assustada)

Van:Ou será que ela veio aqui só pra ter um pretexto de te ver…o que se pode resolver numa senta a noite?(bufando)

Apesar de ter me indicado Angelis,assim como May,Van havia cismado com a mesma,era até bonitinho a vê-la com ciumes,mas era um ciumes sem motivos afinal ela era só minha advogada e na minha opinião estava sendo profissional,mas vai dizer isso pra Vanessa.

Clara:Angelis?…(indo cumprimenta-la) aconteceu alguma coisa?

Angelis:Desculpa Clara eu não sabia que você estava ocupada…(encarando Vanessa)…é melhor eu voltar outra hora.

Van:Mas tem um motivo especifico pra você estar aqui né?..(irônica)…quero dizer algo deve ter acontecido pra você estar aqui a essa hora.

Angelis:Er…na verdade tem sim…(pegando uma pasta)…eu preciso que você assine isso aqui Clara.

Clara:O que é isso? (lendo o papel) Tutela compartilhada?

Angelis:Eu abri o processo que você pediu para tentarmos recuperar a tutela compartilhada do seu filho,se você quiser dar uma lida.

Clara:Nossa como conseguiu tão rápido.(sorrindo) bom,eu quero ler sim mas hoje será meio difícil eu fazer isso.

Angelis:Não tem problema depois eu passo aqui e pego então..(pegando sua bolsa)

Clara:Mas já que está aqui…(encarando Vanessa quase que lhe implorando)..fica.

Angelis:Er….eu acho melhor não…(encarando Vanessa) amanhã eu tenho uma viagem e preciso de descanso.

Clara:Bom já que é assim…(a cumprimentando) tchau!(sorrindo)

Angelis:Tchau Clara….e óh,toma cuidado na minha ausência hein?(sorrindo) Tchau Vanessa.

Van:Tchau.(sorrindo amarelo.

Clara:Pode deixar.(sorrindo) Tchau!

(Vanessa narrando)

Estávamos in love na piscina até Ray dizer que a advogada dela estava aqui,eu fiquei´possessa de raiva,e não é implicância ou coisa do tipo,mas eu venho reparado a forma como ela olhava pra Clara,e isso me incomodou um pouco,e mesmo sabendo disso Clara ainda a convidou para ficar.(¬¬)

Ray:Hei…cuidado.(rindo ao esbarrar em Thais) vejo que já está mais que alegre hein.

Thais:Que nada você que veio na minha direção desgovernado.(rindo)

Ray:Tá fazendo o que aqui sozinha nesse corredor?(rindo) tá perdida?

Thais:Pior que sim,preciso chegar a algum banheiro.(sem graça)

Ray:Beleza,te levo lá,vem.

(na sala)

Van:desnecessária…(disse assim que Clara fechou a porta)não disse que era só pretexto.

Clara:Claro que não Van,ela me trouxe documentos para assinar.(apontando pros papeis)

Van:Logo hoje?a Clara conta outra,você é tão esperta mas se faz de inocente.(revirando os olhos)

Clara:Ai Van vai ficar brava comigo agora por isso.(impaciente)

A verdade é que eu não estava brava com ela e sim com a senhora “não sabia que você estava ocupada"vocês tinham que ver a cara que ela fez quando me viu ali do lado da Clara,ai vocês entenderiam porque eu estava puta.

Clara:Van…(tentando chamar sua atenção)

~Campainha~

Clara:Tá puta a toa…(levantando e abrindo a porta)

Lu:Loiraaa.(pulando em seus braços)

May:Luana! (chamando sua atenção)você não tem mais 10 anos,Clara não te aguenta mais.(rindo)

Lu:Tá me chamando de gorda Mayra?(abraçada a Clara)

Clara:Nossa garota como você cresceu…(a olhando) está linda!

Lu:Eu linda olha isso…(a olhando)…mulher você não tem limites.

May:Lu essa é a Vanessa.

Lu:Oi Van…(a cumprimentando)gata desse jeito….namorada da Clara acertei?

Van:Sou sim…(sem graça)

May:Eu já havia comentado…mas e ai cadê a Thata?

Clara:Ela tava na varanda bebendo.

May:Vou lá chamar ela então.

Lu:Humm,minha irmã tá pegando né?

Clara:Não…ainda não.(rindo)

(no quarto)

Ray:Nossa Thais que gafe foi mal.(lhe entregando a toalha)

Thais:Acontece nas melhores famílias.(se secando)

Quando estavam indo em direção ao banheiro Ray por estar bêbado acabou perdendo o equilíbrio e derrubando o que bebia na roupa de Thais,ela foi até o quarto se secar ou pelo menos tentar.

Ray:Eu vou deixar você ai a vontade e depois te encontro lá….pode ser?

Thais:Tá ok.

Ray havia saindo do quarto e acabou esquecendo seu copo resolveu então ir busca-lo,na mesma hora que entrou Thais saia do banheiro só de sutiã e acabou dando de cara com ele,no susto,os dois acabaram caindo sobre a cama.

Thais:Meu Deus,que vergonha!(se sentando na cama)

Ray:Nossa eu sou um idiota…(se levantando)

May:Thais,até que enfim eu…(encarando Ray)

 
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Filme - Quarto de Guerra

Tony e Elizabeth vivem um duelo interminável, até que a senhora Clara, uma nova cliente de Elizabeth, a desafia a guerrear pela sua família. Por meio da oração, ela permite que Deus batalhe por seu lar. Enquanto ela inicia seu quarto de guerra, Tony vivencia lutas internas, confirmando o que diz a senhora Clara, que as vitórias não se conquistam ao acaso.

Quarto de Guerra (Ebook)
https://www.skoob.com.br/livro/resenhas/544683/edicao:554452