Clara-Nova

“Desafio do Caderno de Guerra”: 12 frases inspiradoras para você se manter firme neste propósito

Estamos construindo nossos milagres com atitudes de fé. E a oração, sem dúvidas, é uma das mais eficazes.

O “Desafio do Caderno de Guerra” foi inspirado no filme “O Quarto de Guerra”.

A trama gira em torno de Tony e Elisabeth Jordan, que têm tudo o que um casal pode desejar para se considerar feliz. Estão bem empregados, têm uma filha linda e vivem em uma casa dos sonhos. Tudo parece estar dando certo para a família que construíram. Mas as aparências enganam.

Enquanto Tony se orgulha de seu êxito profissional e flerta com a tentação, Elisabeth se isola e afunda cada vez mais na amargura. O paraíso está se desfazendo pouco a pouco, e ela já percebeu.

No entanto, a vida de ambos toma um rumo inesperado quando Elisabeth conhece Clara, uma nova cliente que mantém em casa um recinto especialmente destinado a orar e interceder, que ela chama “quarto de guerra”. Clara desafia Elisabeth a fazer o mesmo e a traçar um plano de intercessão por sua família.

O longa mostra como a oração é uma arma poderosa e eficaz.

Para te motivar a seguir firme neste propósito de oração, confira, a seguir, 12 frases inspiradoras do filme “Quarto de Guerra”:

1- Há sempre uma razão para lutar;

2- Atrás do campo de batalha, uma estratégia é sempre desenvolvida;

3- Ore para Deus lutar por você;

4- Deus é um excelente advogado de defesa;

5- Orar é lutar do jeito certo com as armas certas;

6- Um bom guerreiro precisa ser determinado;

7- Lembre-se de que Deus sempre está no controle;

8- Escreva uma oração para cada área da sua vida; seja específico;

9- Tudo se resume em buscarmos ou não a Deus;

10- Às vezes, precisamos sair do caminho para o Senhor agir;

11- Separe no seu coração um trono para Deus;

12- Não se aprece, ore o tempo que precisar.

Confira, a seguir, 10 versículos que vão te incentivar a ter uma vida de oração:

1º) Tiago 5.16: “Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.”

2º) Isaías 55.6: “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”

3º) Mateus 7.7: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.”

4º) Mateus 21.22: “…e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.”

5º) João 14.13: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.”

6º) Efésios 6.18: “… com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos…”

7º) Filipenses 4.6: “Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus.”

8º) 1 Tessalonicenses 5.17: “Orai sem cessar.”

9º) Hebreus 4.16: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.”

10º) Mateus 17.21: “Mas esta casta de demônios não se expulsa senão pela oração e pelo jejum.“

Redação iGospel

Sempre observei o comportamento das outras pessoas. Elas se davam bem, juntas. Tinham um jeito parecido, faziam coisas parecidas, seguiam regras, leis e padrões dos quais eu nunca consegui me apegar. Eu simplesmente não me encaixava em nada. Em lugar nenhum, me sentia só e indiferente e isso me causava medo. Medo, por que eu me perguntava o que era e ninguém, além de mim, poderia responder isso, mas o pior de tudo é que eu não sabia a resposta.
—  O Calvário de Clara
Capitulo 19 - Namorando parte II.

Elas adentraram no quarto e Clara fechou a porta, trancando-a em seguida. Ela jogou a chave em cima da mesa de madeira e começou desabotoar sua camisa retirando-a rapidamente, jogando-a em cima da cadeira quando terminou. Van começou a retirar suas roupas também, jogando-as em cima da cadeira, fazendo uma montanha de panos.

Clara caminhou até ela, abraçando-a pela frente, capturando seus lábios, voltando a beijá-lo só que desta vez mostrava toda sua paixão contida. Antes tentava disfarçar e jogava Vanessa na cama de qualquer jeito e de bruços, para que ela não visse seu olhar. No entanto, a situação era diferente.

As duas foram caminhando até a cama, Van sentou-se e foi empurrada delicadamente para trás. As mãos de Clara alisavam o braço de Van, subindo e descendo num leve carinho. Elas se arrumaram na cama, a menor abriu suas pernas e deixou a mais velha ficar no meio delas.

A boca da veterana deslizou pelos seios de Van, começando a chupá-la delicadamente, passando sua língua por seu botão rosado, deixando-os vermelho. As mãos de Vanessa acariciavam os cabelos de Clara, enquanto ela gemia baixinho, adorando aqueles toques no seu peito. 

Os lábios de Clara desceram até a intimidade de Vanessa, abocanhando-a depois de dar uma longa lambida. Van abriu mais suas pernas ao sentir o dedo de Clara invadir seu interior, ela havia começado a adorar sentir-se invadida.

- Gosta que eu coloque aqui? – Vanessa indagou, movendo seu dedo na intimidade de Van.

- Gos… gosto – revelou.

A mão livre de Clara estava fechada na sua própria a intimidade, masturbando-se em silêncio, preparando-se para tomar aquele corpo que tanto lhe seduzia. Ela não disse para a Van, mas na verdade, no fundo do peito achava que estava amando a garota mais nova.

Clara começou bem de leve a encostar sua intimidade na intimidade da menor. Van abriu mais suas pernas, ficando totalmente entregue aquela Mulher cheia de tatuagens e piercings. Aos poucos suas intimidades foram se encontrando com a ajuda de Vanessa que rebolava seu quadril, ajudando aquela suculenta intimidade lhe encostar.

Clara puxou a mão de Van para baixo, entrelaçando seus dedos nos dedos de Van, puxando sua mão até a altura de sua boca para beijá-la em seguida.

 - “Ela… ela está … apaixonada realmente. Deuses, o que eu faço ?” – pensou em desespero. Era visível que Clara estava muito delicada e carinhosa. Ela nunca a havia sido assim. Vanessa tinha que concordar que com o passar dos dias elas ficou mais bondosa, mas não era carinhosa e gentil como estava sendo no momento.

O quadril da mais velha começou a mover-se lentamente, ouvindo e apreciando o semblante carregado de prazer de Van, perdendo-se naquela cena única. Os seus corpos estavam ficando mais quentes; apenas a brisa da janela não era suficiente para refrescá-las.

Os gemidos de Vanessa eram altos e longos, ela não tinha pudor algum quanto a isso e sabia que Clara adorava ouvi-la, então não se segurava, querendo agradar a mais velha. A mão de Vanessa deslizou por seu próprio seio, indo até sua boca, colocando seu dedo no seu interior, mordendo-o sensualmente.

A mão de Clara deslizou pela barriga de Vanessa, indo até seus seios, capturando-os na mão, começando a massageá-la no mesmo ritmo que investia no seu interior.

A cabeça de Vanessa movia-se de um lado para o outro, tentando agüentar aquela onda quente de prazer que a envolvia. Ela cerrou seus olhos e ficou com a cabeça virada para o lado da parede.

- Vanny, olhe para mim – Clara pediu, numa voz doce.

Lentamente, Vanessa voltou sua cabeça, ficando a olhar para Clara que lhe sorriu amorosamente. A mais velha inclinou-se para frente e beijou os lábios da menor e depois sua testa suada, voltando a se erguer e dando mais atenção ao que fazia. A intimidade da mais velha ficou lambuzada com o gozo da menor que soltou um longo e prazeroso gemido. Vanessa esticou seus braços e abraçou o pescoço de Clara, puxando-a para baixo, beijando sua boca, suas línguas saíram, começando a dançar pelo ar para depois colarem seus lábios e explorarem a boca da outra. Os braços fortes de Clara puxaram Van lentamente pelos ombros, fazendo-a se sentar meia de lado no meio de sua perna. Aquela posição era nova entre elas, Van nunca havia sentada de frente para Clara. as duas se abraçaram e Vanessa ficou olhando diretamente para Clara, que estava dois dedos de distância dela.

Os joelhos da menor estavam dobrados na cama. Aquela posição era perfeita para poder sentir Clara. Os gemidos de Clara estavam ficando mais freqüentes, Van já conhecia sua parceira para saber que ela gozaria dentro de alguns segundos. Clara fechou os olhos e jogou sua cabeça para trás, abaixando o corpo de Vanessa para baixo, gozando.

Vanessa ergueu um pouco de seu corpo, deixando Clara sair vagarosamente do meio de suas pernas. A mais velha abraçou o corpo da menor e deu um impulso para frente, fazendo as duas caírem na cama, ficando uma do lado da outra.

Os cabelos de Vanessa estavam sendo acariciados pela mão de Clara que estava com os olhos bem abertos, olhando para a garota ao seu lado. A mais velha apoiou-se no seu cotovelo e ficou observando a menor, que estava com os olhos fechados e com uma respiração acelerada.

Cicatrices Clanessa - Capítulo 15

Van - Ho…hola! – gagueja não acreditando naquela ligação.
Solange - Como estas hija?
Van - Bi…bien mama – fala quase sem voz.
Solange - Te extraño mucho! – diz chorosa.
Van - Yo tambien – diz com voz embargada pelo choro.
Solange - Cuando vas a regresar?
Van - No sé.
Solange - Quiero verte.
Van - Ahora no es posible, tengo mucho trabajo en Brasil.
Solange - Quiero pedir perdón por mis errores.
Van - Y eso porque?
Solange - Porque me di cuenta que fue muy estúpida por quedarme al lado de tu padre.
Van - Yo no tengo papa – grita chorando e acaba acordando Clara.
Clara - Que foi Vanessa? – pergunta passando as mãos no rosto de Vanessa limpando suas lágrimas.
Van - Minha mãe está no celular – fala controlando o pranto.
Clara - Ela fala português?
Van - Sim.


Clara toma o celular da mãe de Vanessa e fala:

Clara - Alô!
Solange - Quien eres?
Clara - Sou Clara – responde enquanto olha para Vanessa que estava com a cara enterrada no travesseiro chorando – a Vanessa está chorando muito senhora, creio que não vai mais poder falar com a senhora.
Solange - Você é o que da minha filha?
Clara - Sou a namorada dela – responde receosa.

Ao escutar aquilo Vanessa encara Clara com os olhos arregalados e pede para ela por no viva voz fazendo mímica. Clara aperta o botão do viva voz.
Solange - Entendo. Vocês estão juntas há muito tempo?
Clara - Tempo o suficiente para não entender o motivo da sua ligação – diz ríspida – O que a senhora quer com a Vanessa? Será que não basta tudo que já fizeram para ela?
Solange - Eu sei que errei – com voz de choro – Eu deveria ter apoiado minha filha, virei às costas no momento em que ela mais precisou de mim. Fui uma péssima mãe, mas quero concertar o meu erro – fala em um fio de voz.
Clara - E a que devemos essa mudança?
Solange - Não aguento mais meu marido, não aguento mais o gênio dele – desabafa – E estou com medo por Vanessa.
Clara - Medo? O que a senhora quer dizer com isso?
Solange - A família de meu marido anda revoltada com Vanessa porque ela não aparece nas reuniões, meu marido ontem disse algo que me deixou preocupada – pausa – Disse que Vanessa não merecia está no comando da família, falei que aquilo era um absurdo, que ele e os irmãos só pensam no dinheiro, disse que era capaz de até matarem a Vanessa por causa desse dinheiro  - Solange controla o choro e por fim fala – E ele disse que eles são não assassinos, muito menos burros, pois não sabe se Vanessa tem um testamento e quem é o beneficiário do mesmo.
Clara - A senhora tem ideia do que está me falando? – pergunta com raiva?
Solange - Sim. Por isso quero que Vanessa tome cuidado - diz com certo medo e preocupação.
Van - Mamãe, eu quero que a senhora escute bem o que eu vou falar – diz em alerta – Cancelarei os meus compromissos em Nova York, e estarei indo para a Espanha o mais rápido possível. Quero que fale com o meu tio e convoque toda a família, chega, não vou ficar chorando, sofrendo por causa desses idiotas, eles não merecem nada de mim.
Solange - O que você vai fazer filha? – pergunta preocupada.
Van - O que já deveria ter feito desde o inicio – fala invasiva – A Senhora sabe que se estiver ao meu lado, sofrerá sérias consequências, não sabe?
Solange - Sim.
Van - E?
Solange - Estou disposta a correr esse risco, não posso apoiar um homem que só pensa em poder e em dinheiro.
Van - A senhora está falando sério? – pergunta aos prantos.
Solange - Nunca falei tão sério – responde decidida – Vanessa eu errei quando lhe virei às costas, uma mãe nunca vira as costas para o seu filho, mas a possibilidade de que algo aconteça com você me fez perceber que o amor que eu tenho por seu pai não é mais importante que o amor que incondicional que eu tenho por você  - pausa  - Se o seu pai não é capaz de lhe aceitar com uma opção que você tem, e só se importa com poder e dinheiro, creio que me enganei quando aceitei o seu pedido de casamento. Não foi com esse homem com quem eu me casei, não foi com esse homem que tive quatro filhos, já pedi um de seus irmãos ainda quando era um bebê e não vou aguentar lhe perder também – começa a chorar.
Van - Eu prometo lhe proteger, não deixarei que nada aconteça com você – fala controlando o choro.
Solange - Obrigada!
Van - Se acalme. Logo nos veremos.
Solange - Eu te amo!
Van - Eu também te amo!

Vanessa desliga o celular e Clara simplesmente a abraça.

Van - Fala que não é um sonho – suplica.
Clara - Não é um sonho Van– diz segurando o rosto dela – Sua mãe finalmente se deu conta da besteira que fez com você, e parece está ao seu lado – sorri, fazendo uma leve caricia no rosto de Vanessa.

Vanessa a abraça, permanecendo em silêncio durante muitos minutos.
Durante o dia Vanessa esteve ao telefone todo o tempo resolvendo questões importantes da sua ausência e a de Clara em Nova York. Deixo tudo nas mãos de seus diretores e do pai de Clara que se prontificou a representar elas em Nova York. Vanessa passa as passagens para o nome de Paulo e Rosangela.
Liga para Adriana contando todo o ocorrido, esta fica apavorada com a ideia de sua menina enfrentar toda família, quer ir com ela de qualquer maneira para Madrid, mas Vanessa informa que não é necessário, que Clara vai com ela, e que ambas a parti dos próximos dias andaram com guarda-costas. Isso tranquiliza Adriana, pelo menos sua menina estaria com alguém para defendê-la. Adriana conhecia bem a família de Sérgio, se eles estavam calados e tranquilos esse tempo, é porque estão tramando algo.
Vanessa reserva as passagens para Madrid, como Clara sempre estava viajando, não tem problemas com o seu visto que ainda estava com validade. Elas embarcam para Madrid, Clara tenta acalmar a namorada que parece tensa e um tanto quanto apreensiva.

Van - Obrigada!
Clara - Pelo que?
Van - Por ter vindo comigo – diz em tom carinhoso acariciando o rosto de Clara.
Clara - Não te deixaria sozinha nesse momento  - sorri e pega as mãos de Vanessa – Você me defendeu e me apoiou com o Fabian e todo meu passado, nada mais justo do que fazer o mesmo por você – beija as mãos de Vanessa – Não faço por gratidão, faço porque gosto de você e te apoiarei sempre.

*Madri - Empresa da Família Mesquita*


Todos estão reunidos a espera de uma reunião extraordinária. Foi exigida por Ryan. Toda a família presente, mesmo aqueles que não participam diretamente da diretoria da empresa.
Sérgio e os irmãos estranham aquela reunião, temem que aja algo errado com o patrimônio da família, ou que Vanessa tenha aprontado alguma.
Todos já estão impacientes, pois a reunião está demorando a começar.
Enquanto isso no escritório da presidência mãe e filha se abraçam, matando toda a saudade que tinha uma da outra, pedidos de perdão são feitos e aceitos.

Solange - Você tem certeza do que você está fazendo Vanessa?
Van - Sim. Se for guerra o que eles querem, é guerra que eles vão ter – ri estranhamente – Se algo acontecer comigo o patrimônio que eles tanto querem vai para o ralo. As papeladas estão prontas? – pergunta para o advogado.
Advogado - Sim – responde o advogado – Você é valente, sua avó estaria orgulhosa da sua atitude.
Van - Eu sei, por isso o estou fazendo – vira-se para Clara-Está preparada?

Porque todos naquela sala me odeiam por eu ser lésbica.
Clara - Sim e você?
Van - Com vocês ao meu lado – segura a mão de Clara da mãe – Eu estarei preparada para tudo – ri – Vamos?
Clara - Sim.

*Sala de reuniões*


A porta de abre e por ela entra Vanessa vestida em um terninho todo preto de mãos dadas com Clara que está vestida com um vestido bege até o joelho, logo atrás delas estão Solange e Hugo.
Ao verem Vanessa todos ficam em silêncio, ao verem a sua companheira alguns às olham com indignação.
Sérgio é o primeiro a se pronunciar.

Sérgio - O que significa isso? – pergunta alterado – O que você está fazendo aqui Solange?
Solange - O que devia ter feito há 10 anos atrás.
Sérgio - Você ficou maluca? Enfrentar-me perante toda a família? – grita com raiva.
Solange - Não estou louca, apenas estou do lado da minha filha.
Sérgio - Ela não é nossa filha – grita.
Solange - Pode não ser sua, mas é minha filha, e eu a apoiarei sempre.
Sérgio - Eu não acredito que você está do lado dessa garota – aponta para Vanessa - Você é uma idiota, não vê que ela está te manipulando?  Eu sabia que você era burra, mas não tão burra.
Van - CALA BOCA! – grita assustando a todos os presentes – VOCÊ NUNCA MAIS VAI DESRRESPEITAR A MINHA MÃE, OUVIU BEM?

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Capítulo 22

Vanessa: É sim, nada de exageros hoje. – Sorriu babando na menina. – Você está linda, Clara.
Clara: Obrigada. – Sorriu. – Faz tempo que você chegou?
Vanessa: Não muito.
Clara: Por que não me procurou?
Vanessa: Paula esta bem ocupada, imaginei que estivesse também.
Clara: Ah sim. Realmente, esta bem agitado pra nós. Mas…- Clara foi interrompida.
xXx: Clara, vem comigo, olha quem chegou!
Clara: É…com licença Van, fique a vontade.
Vanessa: Obrigada. - Sorriu.

Vanessa pegou as bebidas e voltou junto de Junior.

Junior: Mas que demora.
Vanessa: Encontrei a Clara.
Junior: Ta, não precisa falar mais nada. – Pegou seu uísque e tomou um gole. 

Mais uma hora se passou até que Marcela, uma amiga das meninas, chamou o pessoal pra ficarem mais próximos.

Marcela: Seguinte gente, festa de aniversário sem bolo e sem velinha, não é festa. Então, eu quero que os amigos mais próximos dessas duas malas, peguem uma velinha, façam um pedido, colocando-a no bolo delas.
Clara: Ela nos chamou de mala?
Paula: Se eu ouvi direito foi isso mesmo!

E assim foi feito, os amigos mais próximos pegaram uma velinha e foram fazendo seu pedido e colocando no bolo.

Junior: Vamos lá pegar uma velinha, Van.
Vanessa: Ah eu não vou não, ela falou os amigos mais próximos.
Junior: Ah pára com isso, elas vão ficar chateadas.
Vanessa: É sério Ju, vai você.
Junior: Ta bom.

Não demorou muito e Paula chegou com uma velinha.

Paula: Toma sua velinha. – Ofereceu a Vanessa.
Vanessa: Melhor não Pauzão.
Paula: Por favor. – Vanessa ficou em silêncio por alguns segundos.
Vanessa: Ok. – Pegou a velinha e foi em direção ao bolo. 

Era vez dos desejos.

JuniorQue eu consiga ser um bom namorado pra Paula, sem vacilos.
VanessaQue eu a beija, nem que seja a última vez. – Olhou Clara e sorriu de uma forma bem tímida.
PaulaQue eu saiba conquistar o Junior de verdade
ClaraQue eu consiga demonstrar a Vanessa, o quanto ela é importante pra mim

Logo em seguida, foi cantado o parabéns, as meninas não queriam, mas a galera não ia deixar passar essa. Já era madrugada e o povo estava bebendo demais.

Vanessa: Vê outra Ice pra mim, por favor.
xXx: Duas, por gentileza. – Vanessa olhou para o garoto que chegou ao seu lado e logo voltou a olhar para a copa.
xXx: Oi.
Vanessa: Olá.
xXx: Tudo bom?
Vanessa: Tudo e com você?
xXx: Melhor agora. Me chamo Edu. – Esticou a mão. - E você?
Vanessa: Vanessa. – Apertou a mão do garoto.
Edu: É um prazer. – Sorriu. – É parente de uma das aniversariantes?
Vanessa: Não, não. Amiga mesmo e você?
Edu: Colega da Paula. Esta sozinha?
Vanessa: Não, estou com alguns amigos espalhados por ai se acabando na cachaça. – Ele sorriu.
Edu: Entendo, meus amigos estão na mesma. Posso te fazer companhia?
Vanessa: Claro.
Edu: Vamos nos sentar?
Vanessa: Vamos.

Edu e Vanessa ficaram bebendo e conversando, em menos de minutos já estavam dançando e morrendo de rir juntos, mas alguém não gostou muito dessa nova amizade.

Clara: Tem um garoto com a Vanessa.
Paula: Onde?
Clara: Na mesa em que o Junior estava.
Paula: É bonito? Cadê?
Clara: Lá. – Apontou.
Paula: Ele ta de costas, mas parece ser lindo, pelo menos, é bem estiloso. 
Clara: Olha como eles riem. 
Paula: Estão se divertindo pelo jeito. 
Clara: Será que são amigos?
Paula: Não sei. Pêra ae. – Paula olhou melhor. – Ah, aquele lá é meu amigo, vem cá que eu te apresento ele.
Clara: Não. Deixa assim, não quero estragar o climinha. Parece que estão se dando muito bem.
Paula: Não sabia que eles se conheciam. Acho que se conheceram aqui na festa.
Clara: Acabaram de se conhecer e já estão nessa algazarra?
Paula: Eles estão bêbados. Ta com ciúme Clarinha? – Sorriu.
Clara: Eu não! – Fez bico de brava e logo o desmanchou. – Ai Pauzão, eu quero ficar com a Van.
Paula: Ta doida? E a Leticia?
Clara: A Leticia ta sei eu aonde enchendo a cara. Olha como a Van esta linda.
Paula: Vou pegar um pano.
Clara: Pra que?
Paula: Pra limpar sua baba. 
Clara: Ah vai se catar. – Paula gargalhou.

Paula: Eu faço você ficar com ela.
Clara: Como?
Paula: Você topa se passar por bêbada?
Clara: O que?
Paula: Vai lá pra atrás do palco, e finge estar bêbada, não se sentindo muito bem que eu vou fazer a Van ir até você e o resto é contigo. 
Clara: Como é que é?
Paula: Vai logo antes que o Edu chegue antes de você e peça pra ficar com ela.
Clara: Ele seria capaz de fazer isso?
Paula: Ele é galinha.
Clara: Fui! – Paula riu pela mentirinha que ela havia contado e foi até Vanessa.

Paula: Oi gente.
Vanessa: Oi Pauzão.
Edu: E ae Paula.
Paula: Pelo jeito já se conheceram.
Edu: É, há alguns minutos atrás.
Vanessa: Umas 4 ou 5 Ice’s atrás. – Gargalhou.
Paula: Legal, legal. Van, preciso falar com você.
Edu: Sobrei. – Sorriu. – Vou buscar mais Ice pra nós, Van.

Vanessa: Ok. O que foi Paula?
Paula: É a Clara, ela bebeu demais e não esta se sentindo bem. Tentei fazer ela ir embora, mas ela não me obedece, fala com ela, por favor.
Vanessa: Onde ela esta?
Paula: Atrás do palco, nas escadas. 
Vanessa: E a Leticia?
Paula: Bebendo por aí. 
Vanessa: Eu vou lá falar com ela.
Paula: Com quem? – Será que é com a Leticia?
Vanessa: Com a Clara, oras.
Paula: Ah ta. Obrigada Vanzinha. 

Vanessa foi no local indicado por Paula, ali estava deserto, andou alguns passos a mais e viu Clara meio que deitada nas escadas, com seu rosto e braços apoiados no corrimão. 

Vanessa: Clara? – Levou uma mão sua até o ombro de Clara, que permaneceu imóvel. 
Clara: Que?
Vanessa: Como você está? – Deslizou sua mão pelo braço dela que agora virou pra Vanessa.
Clara: Bem.
Vanessa: Bem nada, olha o teu estado, virou uma pinguça de primeira. – Puxou Clara que escondeu seu rosto no pescoço de Vanessa.
Clara: Eu to bem.
Vanessa: O que te deu pra você beber desse jeito?
Clara: Nada, me deixa.
Vanessa: Não vou te deixar nesse estado, vem. – Vanessa puxou seu corpo, fazendo Clara esconder seu rosto em seu pescoço.

Clara: Eu to enjoada. 
Vanessa: Eu vou buscar um café pra você e depois você vai pra casa dormir. Vem. – Ela se levantou, puxando Clara pra ficar em pé. 
Clara: Não, não. É que, eu…eu estou com vontade de fazer uma coisa. – Ela forçou um olhar embriagado e a encarou.

Capítulo 220 - Último

Vanessa exibiu suas mãos calçadas com as luvas de lã, o que fez Clara recuar na cama.

– Não, sai pra lá!

O alvo de Vanessa foi alcançado, sobre o corpo da esposa, a fotógrafa atacou sua cintura fazendo cócegas.

– Isso é golpe baixo Van!

Clara gargalhava enquanto Vanessa insistia nas cócegas até conseguir se desfazer primeiro do gorro, depois das meias da sua mulher.

– Pronto, agora sim…

Vanessa decretou pouco antes de envolver o corpo da namorada com o seu próprio corpo nu, roçando pela pele de sua esposa.

– Eu te aqueço meu amor… – Vanessa sussurrou.

Arrancou as luvas com os dentes e desceu com seus dedos pelo sexo de Clara que se encharcava à medida que era tocado por Vanessa. Excitada pela umidade abundante se esvaindo pelas coxas de Clara, Vanessa se deliciou naquele gozo com sua língua, levando sua mulher a alcançar o ápice quente, cessando qualquer sensação de frio do seu corpo.

Obrigadas pelos compromissos de trabalho, o casal retornou ao Brasil uma semana após o casamento, prazo para a licença de casamento concedida a Clara. Como combinado, Vanessa só retornaria a Nova Iorque para passar o tempo necessário para cumprir suas obrigações de trabalho.

No final daquele mesmo ano, Acrisio fora submetido a novo julgamento, no qual foi absolvido das acusações de assassinato, como já cumprira quase um ano de pena, permaneceria por cerca de mais um ano pelos outros crimes dos quais fora acusado, como por exemplo, de obstrução da justiça. Quanto a Douglas, este foi considerado inimputável, e foi recolhido a um hospital de custódia.

A única tristeza que ainda abatia o casal estava no fato do sofrimento de Clara em sua familia não aceitar seu casamento. Esporadicamente falava com sua mãe, ou com seu pai, que mudavam de assunto quando Clara mencionava visita-los com Vanessa. Dessa forma, Clara decidiu simplesmente deixar que o destino se encarregasse de abrandar e tocar o coração dos seus pais, e se reservou ao direito de não visita-los sozinha, deixou muito claro para ambos que só os visitaria se pudesse levar Vanessa com ela e manteve as portas do apartamento delas abertas caso resolvessem visita-las.

No recesso das festas de fim de ano, Clara foi a Nova Iorque para o lançamento do projeto Diversity of Cities, no qual sua mulher estrelaria a composição fotográfica da campanha.

A Galaxys estava lotada, a ampla divulgação da campanha foi um sucesso. A exposição de artes plásticas no segundo piso abrigou uma rica coleção de arte de Thais e Marco. No primeiro piso, as fotos de Vanessa estavam dispostas levantando boas críticas sobre o novo trabalho da fotógrafa.

Clara mais à vontade no meio social e artísticos da sua mulher, se orgulhava do talento de Vanessa. Convidada a fazer um discurso de abertura da sua exposição Vanessa subiu ao pequeno palco da galeria pedindo a atenção de todos.

– Fico muito feliz que essa noite coroe o sucesso de um projeto sensível e profundamente rico em sua proposta. Diversidade nas cidades exibe não só todas as formas de amor encontradas pelas maiores metrópoles do mundo é também um chamado à tolerância e, sobretudo, sublinha a força do amor em sua diversidade. Quando fui convidada por Thais a compor a arte fotográfica dessa campanha fiquei profundamente honrada por fotografar tamanha causa, mas me preocupei pela responsabilidade, como um artista, eu também preciso de inspiração, e naquele momento do convite o amor não me inspirava. Absurdo dizer isso não é? Como o amor não pode me inspirar? Vejam: eu fui muito amada, amei muito também, mas naquele momento eu me via descrente do amor. Mas as cidades meus caros não reservam só um poço de diversidade, reservam também esperança inesperada, a acaso premeditado e todas essas contraditórias surpresas que tornam nossa vida um conto de fadas moderno para quem assim acreditar.

Nesse momento, atrás de Vanessa, uma projeção se iniciava na parede, com fotos dela com Clara.

– Eu posso dizer que o amor que preenche minha vida hoje tem todos os elementos de um conto de fadas, mas o principal deles é a minha princesa encantada. Enfrentamos dragões juntas, vencemos as bruxas más disfarçadas de pessoas amarguradas, e transformamos com magia as adversidades que tentaram nos separar. Pelas florestas e castelos que passamos, foram muitas as ciladas que caímos nos prenderam em torres altas, distantes uma da outra, precisamos de bravura, sacrifícios e heroísmo para o beijo nos despertar para nossa felicidade.

As fotos exibidas eram como um retrospecto da história das duas, entretanto, mais produzidas e sincronizadas com as falas da fotógrafa. Clara profundamente emocionada sorria encantada enquanto as lágrimas cobriam sua face corada.

– Escolhi essas fotos para também compor essa exposição porque nada expressa melhor para mim todas as formas do amor do que a minha historia de amor com a minha princesa. Com ela tive amor de amiga, amor de cama, amor de riso, amor de choro, amor de saudade, amor de luta e de paz, amor de arte, amor de brincadeira, de encontro e os muitos desencontros, amor de rotina, amor colorido e em preto e branco, amor de uma noite e meu amor pra vida toda.

As cores se intercalavam nas fotos de acordo com a descrição deita por Vanessa, a transição das fotos eram passadas qual livro de contos de fadas.

– Nosso era uma vez recomeçou várias vezes, mas o nosso felizes para sempre é um só. Clarinha você é minha vida, eu amo você.

Se foi o destino que uniu Clara  e Vanessa pouco importava, mas sim o que as manteve juntas no emaranhado de caminhos que se desviaram, nas partidas que foram obrigadas a protagonizar e nos obstáculos que se ergueram contra seus sentimentos. Se as Leis do Destino brincaram com a vida das duas, o amor se encarregou de encerrar os pormenores e fazer valer o amor de pais e filhos, o amor de amigos, o amor de Clara e Vanessa e consolidá-las como destino final uma da outra.

Cap 12 - Dia a Dia parte 3

O carro parou de uma forma que da janela Vanessa só conseguia ver a traseira dele, o arbusto logo na entrada da casa lhe tampava a visão, então voltou ao sub solo e foi até a sala de maquinas, ali ficavam as telas com as 5 câmeras de segurança da casa, 2 delas na frente da casa. Ficou alguns minutos observando as telas até que Clara saiu cambaleando e como o salto alto em mãos, parecendo embriagada, sentou no capo do carro sendo seguida por um homem que logo sentou ao seu lado, a segurança identificou como um de seus amigos. Ficaram ali conversando cheio de gestos até Clara parecer se irritar, pular de cima do carro quase caindo e andar em direção ao jardim da casa, mas sendo impedida pelo amigo que a segurou pelo braço, Vanessa decidiu subir. Aproximou-se rápido, mas sem fazer barulho e como não ouviu sinais briga decidiu ficar atrás do arbusto escutando a conversa, sabia que  Clara não gostava de ter sua privacidade invadida e que só 2 pessoas sabiam que a DJ tinha uma segurança, só agiria em ultimo caso.

- Euuuuuuu não sei por que você se importa tanto JJ –  Clara tinha a voz embriagada – O Digão é seu amigo?! É! PORRA mas eu também caralho.

- É mais ele não fica de zoando, se toca você tá fodendo com o cara Clara.

- Ki fodendo o que, teu cu e o dele, que to fodendo com alguém! Ele que é doido.

- Porra tu deu maior brecha pro cara, até de cidade ele mudou achando que ia ter chances com você, ai tu mente pro cara dizendo que ia trabalhar e me aparece passando feriado com um cantorzinho sertanejo de merda… cantor esse que era casado, foi um combo do caralho  alias, acabou com dois relacionamento de uma vez só.  E hoje ainda teve coragem de se jogar no Digão de novo.

- QUE RELACIONAMENTO O QUE? – se alterou falando mais alto – Eu não era nada do Digão e o Jorge tava em um casamento falido.

- Às vezes eu acho que você não passa de uma puta sabia – segurou  novamente o braço de Clara e empurrou ela em direção a porta do carro – não sei como eu e Houdini ainda te aturamos, segundo amigo nosso que você afasta fora minhas ex que você cansou de comer.  

- PORRA você diz que não tem problema e fica jogando essas porras antigas na minha cara NÃO PASSA DE UM CHORÃO.

- NÃO ESQUEÇO – disse irritado apertando ainda mais o braço da DJ.

- Me solta caralho, tá me machucando – falava mais alto.

- Você um dia ainda vai se arrepender e sofrer muito Clara pela sua inconsequência, escuta o que eu te aviso – apontava o dedo na cara da amiga.

Vanessa decidiu aparecer quando viu o rumo da conversa.

- Algum problema Dona Clara?

Os dois se surpreenderam e olharam pra Vanessa, Clara não raciocinava direito devido ao álcool e JJ respondeu antes.

- Nenhum problema, não que isso lhe diga ao respeito.  Você já deve babás mais bonitas Clara, Paula e essa nova ai nem dão para se divertir – gargalhou debochado.    

- Para de falar merda meu, me solta e vai embora.

- Tá certo, mas ainda temos que conversar… de preferência sem você bêbada – olhou para Vanessa – Toma ai – soltou o braço de Clara empurrou levemente ela em direção da segurança – mas uma criança para você cuidar hoje.  

Clara se desequilibrou e foi segurada pela segurança, viraram e começaram a andar, logo Vanessa deu apoio para a DJ vendo que a mesma não estava conseguindo andar sozinha.

-Que belo amigo hem?! – disse Vanessa.

- Um cuzão – Clara parou – eu… NUNCA mais vou beber … to mó enjoa..

Virou para o lado colocou as mãos no joelho e botou para fora tudo que tinha bebido aquela noite. A morena só deve tempo de segurar os cabelos loiros e dar apoio para uns dos braços. A DJ choramingou baixinho quando terminou.

- Odeio vomitar

- Pelo menos agora você vai melhorar, vem vamos subir.

- Eu não consigo Van - fez manha - não tô sentindo minhas pernas, vamo… vamo ficar aqui um pouquinho.

A segurança achou graça da DJ a chamando daquele jeito, mas tentou se manter séria para ver se ela a obedecia e entrava na casa.

- Não Clara, tá frio e garoando, você não vai ficar aqui. Vem eu te ajudo.

Vanessa passou o braço da loirinha pelo ombro e segurou em sua cintura e deu alguns passos para frente, a dj balbuciou alguns xingamentos para dentro mas deixou ser levada pela morena. Assim que entraram em casa, a segurança sentiu o corpo da outra perder as forças e a colocou deitada no sofá.

- Ei, você não tá bem né – Clara balançou a cabeça concordando – Deve tá fraca depois de ter vomitado, aposto que só bebeu e nem comeu nada – escutou um “uhum” – fica aqui quietinha tá, vou buscar algo pra você.

Procurou algumas coisas na cozinha e por fim decidiu que um isotônico seria o melhor a se dar.

- Bebe isso aqui.

A garrafinha foi tomada rapidamente e depois de alguns minutos a DJ apagou em um sono profundo.

- Eu mereço.

Vanessa não viu outra opção se não levar a loirinha pro quarto carregada, subiu ajeitou a cama e deixo a porta aberta. Desceu e pegou a mulher mais leve nos braços, que sonolenta se segurou e se ajeitou por ali colocando a cabeça no ombro e o nariz próximo ao pescoço da outra.  No meio do caminho Clara murmurava algumas palavras soltas até respirar com mais força e conseguir formular uma frase conexa.

- Você é cheirosa - falou baixinho e enfiando o nariz mais um pouco no pescoço da segurança.

Vanessa agradeceu por já estarem na porta do quarto, tinha ficado arrepiada com o ultimo contato. Deitou a loirinha na cama, respirou fundo, tirou o casaco de couro e short jeans apertado pra deixar ela mais confortável, achou melhor deixa a blusa já que era larguinha. Reparou nos pés pretos, torceu a boca e balançou a cabeça negativamente, por sorte achou um parte de meia largada no chão e colocou na dj, a cobriu com cuidado e saiu do quarto.

Capitulo 21- Namorando parte IV-

- Não pense mal de mim, Vanessa – pediu – por favor.

- “Essa voz melosa de novo… ela… ela está me assustando”.

- Fale alguma coisa – pediu, abraçando o corpo da menor.

- “Eu não consigo falar nada… você está sendo tão doce e eu tão cretina. Eu queria que não sentisse nada por mim”.

- Van… desculpe se ficou irritada com isso. Mas no começo eu nem sabia quem era você – disse – fiz aquele acordo com Fabricia, pois como eu disse antes, a gente sempre dividiu as nossas parceiras.

- “E ela está se explicando… e se explicando, tão desesperadamente. Eu quase posso sentir seu coração chorar por causa do meu silêncio. Mas na verdade, eu não consigo falar nada contra essas palavras tão carregadas de paixão”.

- Pode descontar sua raiva em mim se quiser, eu não farei nada – disse, afundando sua cabeça na curva do pescoço de Van, beijando a região.

- “Descontar o que? Você está sendo tão amorosa… por quê eu reclamaria ?”.

Vanny… não fique brava… eu… eu acho que te… te amo – revelou, num sussurro extremamente baixo. Os braços de Clara fecharam-se com mais força no corpo da menor.

- “Ela disse… que… me ama ? Ama… me ama ? Amor ? Me ama! ?” – pensava, não conseguindo organizar seus pensamentos.

- Fala alguma coisa – pediu – fala!

- “Falar… falar… eu não sei o que falar…” – pensava – Clarinha… eu… não estou brava – disse baixinho, essa foi à única coisa que poderia falar – perdão – pediu em seguida.

- Perdão pelo o quê ? – indagou – você não tem que se desculpar, eu deveria ter aberto o jogo com você. Agora que estamos falando tão claramente, eu vou te contar que fiz o acordo sim, com Fabricia e com Mayra, mas isso foi no passado.

- Já entendi Clara. Eu não sou idiota, isso não é uma novela e eu não vou sair correndo achando que você mentiu para mim. Eu entendi – disse baixinho, desejando que o coração de Clara parasse de bater tão rápido – eu pedi perdão por ficar em silêncio enquanto você pedia que eu falasse.

- Você… Entende-me tão bem. Obrigada – disse, afastando-se de Vanessa por um momento para poder olhá-la, exibindo um sorriso sincero e carregado de ternura.

- “Mesmo que eu não precisasse mais da proteção de Clara… eu não conseguiria dizer a ela palavras frias, pois esse sorriso é tão sincero e caloroso, que me deixa desarmada. Será que eu to me apaixonando? Será?” – pensou, permitindo se envolver naquele momento tão caloroso.

As duas deitaram-se na cama e ficaram abraçadas sem dizer nada, apenas sentindo o calor e a respiração da outra, deixando o tempo passar sem nenhuma preocupação. No entanto, elas sabiam que tinham que arrumar suas coisas e mudarem para seus novos quartos. Elas se separaram e começaram a arrumar suas coisas. Vanessa era a mais organizada e terminou de arrumar suas coisas primeiro.

- Eu vou indo lá – a menor disse.

- Nos vemos depois – Clara disse, caminhando até Van, passando sua mão atrás da nuca da menor e a puxando para beijá-la nos lábios. Depois de beijar seus lábios, deu um beijo na sua bochecha e se afastou, voltando a mexer na mala.

A menor pegou suas duas malas de rodinhas e saiu do quarto, dando uma última olhada para Clara que estava concentrada em procurar seu inseparável isqueiro.

Com passos lentos e com cuidado para não bater na mala das outras garotas no corredor, a menor conseguiu ir até o início da escadaria. Ela colocou as mãos na cintura e ficou olhando para cima, pensando que era um grande problema não ter elevadores naquele colégio. A menor  encostou sua mala num canto e voltou para seu quarto, adentrando, encontrando Clara de quatro no chão, procurando alguma coisa embaixo da cama.

- Clarinha?

- Hum? – ergueu-se, olhando para Van.

- Me ajuda?

- Com o que?

- Carregar minhas malas para o segundo andar – disse.

Clara sorriu adorando aquele pedido, ela passou a mão por seus cabelos e caminhou até a menor, saindo do quarto indo até a escadaria onde estavam as malas da loira. Clara pegou a mais pesada e Vanessa a outra e elas começaram a subir.

- Hum… que bom ter alguém forte! – a menor comentou, rindo baixinho.

- Se aproveitando da minha nobreza! – disse, rindo também.

Quando chegaram ao corredor do segundo andar, Clara começou a carregar a mala até o quarto vinte, o futuro quarto da menor. Ela abriu a porta do quarto que estava vazio, ela adentrou e colocou a mala de Vanessa perto do armário que estava vazio.

Van caminhou até o banheiro, abrindo a porta e vendo que a suíte era igual a do seu antigo quarto, apenas as paredes eram pintadas de verde claro.

- Algum problema, Vanny? – Clara indagou do quarto.

- Nenhum – disse, saindo do banheiro – obrigada.

- Ah… de nada, eu vou indo. Qualquer coisa me ligue – disse, saindo do quarto, fechando a porta.

Com um longo suspiro, Vanessa começou a arrumar suas coisas no armário, e quando terminou; Ela sentou-se na sua cama e ficou lendo um romance que havia pegado na biblioteca por indicação da professora Melchar. A porta do quarto abriu lentamente, revelando uma garota, que com certeza deveria ser a aluna nova.

- Olá! – ela cumprimentou Van, com um sorriso no rosto – meu nome é Mirian.

- Mirian? – indagou, rindo baixinho em seguida, achando aquele nome engraçado.

- Sim – disse, rindo junto – e qual seu nome? Você está faz tempo no colégio? Você ficará nesse quarto, não é?

O livro de Van foi fechado, ela olhou para a garota que se sentou na sua cama, ficando-o a olhá-la com curiosidade com seu par de olhos violetas e brilhantes. Ela tinha cabelos negros e curtos, mais bem desenhados.

- Meu nome é Vanessa, eu estou apenas um mês nessa escola, sou tão novata quanto você. E sim, eu serei sua colega de quarto – respondeu.

- Nova? Que bom! Assim eu não me sinto tão estranha – disse – todas vieram correndo falar comigo, foi tão estranho.

- Ah… pois é, as garotas daqui são bem… como posso dizer… er… sociáveis! – disse, olhando com certa pena para a garota à frente.

- Você poderia me falar mais sobre o colégio ? – indagou.

- Sim, eu poderia.

- Mas antes eu vou ao banheiro, espera aí! – disse, indo até seu armário, pegando uma muda de roupa e adentrando no banheiro, ficando lá por alguns minutos, quando saiu, Mirian estava trocada, ela usava um short jeans e uma camiseta preta, ela estava descalça e pulou na sua cama, voltando a olhar para Vanessa.

- “Como é que eu vou contar como é esse colégio? Céus… eu vou assustar essa garota” – pensou, olhando para os olhos sedentos de informação de Mirian.

- Diga, diga, diga! – pediu, balançando seu corpo infantilmente para frente e para trás.

- Bom… esse colégio é terrível, se você não gostar do que eu vou falar, você deveria pedir transferência – disse.

- Ah, eu vou bem nos estudos, isso não vai ser problema – disse, não fazendo idéia ao que Vanessa estava se referindo.

- Não, as garotas são agressivas e…

- Eu faço judô! Qualquer coisa… jogo no chão! – disse, interrompendo Vanessa.

- Bom, isso não vai ajudar muito se…

- Eu sou forte apesar da aparência! – disse, levantando seu braço e exibindo seu pequeno bíceps com muito orgulho.

- Deixa-me falar! – a menor pediu, com certa impaciência. Mirian parecia uma criança e a estava deixando irritada.

- Sim, Any! Desculpe-me – pediu, voltando a balançar seu corpo para frente e para trás, como uma criança.

- Esse colégio não tem regras quanto ao tratamento de uma aluna com a outra. Então se uma garota quiser te bater, ela vai te bater e nada vai acontecer a ela, bom tem algumas punições em casos mais sérios, mas nada muito relevante – disse pausadamente, olhando para Mirian com atenção, procurando saber que entrou alguma informação naquela cabeça de vento.

- Hum… que coisa feia bater nos outros – comentou, balançando a cabeça negativamente.

- E não é só isso… a maioria das garotas aqui são lésbicas. Entende?

- E o que tem? Você não gosta? – indagou.

- Não, eu também sou – revelou.

- Ah, eu também sou – disse – como você é direta Vanessa! Eu nunca conheci garotas que falassem tão abertamente como você!

- Mas… mas aqui as garotas falam abertamente, não tem porquê esconder. E mais, elas estupram as garotas, entende? Violentam quando você resiste… elas pegam você, trancam numa sala… e fazem… o que quiserem – disse, com certa raiva na voz, lembrando-se de sua experiência naquele colégio.

Mirian pareceu levar as coisas mais a sério, ela parou de balançar seu corpo e deu mais atenção à expressão revoltada de Vanessa, vendo que não havia nenhuma mentira em suas palavras.

- Como assim ? E a direção da escola? Já fizeram algo com você? – indagava, mostrando certo desespero no olhar.

- Mas… Van… fizeram algo com você também ? Digo… você é uma aluna nova como eu!

- Sim, fizeram – disse, num sussurro, abaixando sua cabeça em seguida.

Mirian levantou-se de sua cama e sentou-se ao lado de Vanessa, passando sua mão por seu rosto, erguendo-a, olhando para os olhos assustados de Van com muita pena. Ela inclinou-se para frente e abraçou a menor com bastante sentimento, dizendo que sentia muito em seu ouvido.

Nesse instante, a porta do quarto abriu, chamando a atenção das duas garotas para a visitante mal educada e inesperada que nem sequer fez questão de bater na porta. Era ninguém menos que Clara, que olhava a cena a sua frente com ódio.

- Já está se relacionando com a aluna nova? – Clara indagou, olhando para Mirian que se afastou de Vanessa e começou a encará-la.

- Não é isso que está pensando, sua sem educação; bata na porta antes – Van disse – eu estava comentando sobre as condutas das alunas nesse colégio.

- Hum! E essa pirralha ficou com medo e te abraçou? – indagou, adentrando no quarto e fechando a porta num estrondo.

- Não foi isso! – Mirian disse, elevando seu tom de voz – ela me contou algo muito ruim que aconteceu com ela. Não pense besteira! E bata da próxima vez que entrar no quarto.

Vanessa bateu sua mão contra seu rosto, pensando em como Mirian podia ser tão boba a ponto de querer enfrentar Clara no seu primeiro dia naquele colégio.

- Que pirralha inconveniente – Clara resmungou.

- Que velhota sem modos – Mirian retrucou.

- Chega vocês duas! – Vanessa gritou, levantando-se e ficando no meio daquelas duas garotas, evitando que uma futura briga ocorresse, ou melhor, que Clara espancasse aquela garota.

- Clara, essa é Mirian, e Mirian essa é Clara – disse, apresentando uma para a outra – e a Clara é assim mesma, e ela não vai bater na porta mesmo que a gente peça educadamente.

- Ah, mas que garota mais xereta. E se a gente quiser privacidade? – Mirian resmungou, não gostando daquela situação.

- Privacidade é uma coisa que você não terá aqui – Vanessa disse – lembra do que eu falei ? Ninguém respeita as outras aqui.

- Privacidade com ela? tá afim de morrer garota ? Encosta um dedo na minha loira pra ver se te mostro o que é privacidade - Clara indagou num tom alto.

- Ahhhh!! A primeira garota que se meter a besta comigo eu vou… jogar ela pela janela – gritou, franzindo o cenho e começando a gesticular seus braços como se estivesse enforcando alguém na sua frente.

Vanessa achou sua colega de quarto maluca, quanto a Clara, ela olhava para Mirian com raiva. Ela caminhou na direção da aluna nova a fim de lhe dar uma bela surra, mas Van postou-se na sua frente, segurando seus ombros, tentando empurrá-la para trás.

- Ah, vai querer me bater? – Mirian indagou, começando a caminhar na direção de Clara.

- “Eu não vou agüentar segurar essas duas…” – pensou, sentindo Mirian a puxar para trás e Clara tentar tirá-la de sua frente.

Num puxão mais agressivo, Mirian conseguiu puxar Vanessa para trás, deixando a loira rodar e cair no chão, batendo a cabeça na beirada da cama. Van gemeu alto e levou sua mão até a cabeça, sentindo a dor daquele baque. Mirian e Clara pararam e correram até o corpo de Van, que começava a se ajoelhar no piso frio, gemendo e falando alguns palavrões. Vanessa sentou-se na cama e sentiu a mão de Clara na sua testa, tocando com atenção.

- Você sempre bate essa cabeça dura – Clara comentou.

- Isso porque você está querendo dar uma de durona contra essa coitada. Pare com isso Clarinhaa, deixe-a em paz – pediu.

- Coitada? Eu não sou coitada, Van – Mirian disse, sentando-se ao lado da menor e tocando na sua testa também – desculpe Vanzinha.

- Tudo bem, Mirian, eu acho melhor você ficar quietinha na sua cama. E você Dulce. O que você queria aqui?

- ah novatinha filha da puta, tira a mão dela - disse Clara tirando a mão de Mirian da testa de Vanessa - Depois eu falo Van – disse – agora tenho outro assunto.

Clara deixou a menor de canto e voltou sua atenção para Mirian, puxando a garota pelo braço e a jogando num empurrão para o outro lado do quarto, fazendo Mirian bater seu corpo contra a porta de madeira. Vanessa levantou correndo e abraçou Clara por trás, tentando acalmá-la, ela começou a dar alguns beijos rápidos em suas costas.

- Hum… isso é bom, Van. Mas eu não quero agora, só depois que eu colocar essa pirralha no lugar – disse, olhando para trás.

A karateca virou-se e tirou os braços de Vanessa em volta de sua cintura, pegando a menor e a jogando na cama com cuidado para que Van não batesse a cabeça em qualquer outra parte. Ela voltou sua atenção para Mirian, que abriu a porta do quarto e saiu no corredor.

- Vai fugir pirralha? – Clara indagou.

- Não. Só não quero quebrar o quarto com o seu corpo – disse.

Clara saiu no corredor e fechou a porta do quarto, trancando-o com a chave que pegou na fechadura, assim não teria interrupções de Vanessa novamente. A porta do quarto começou a balançar com os tapas e chutes da menor, Clara podia ouvir seus palavrões, mas não ia soltá-la. Algumas garotas pararam com o que faziam para observar a cena. A aluna nova estava xingando Clara que estava com uma cara péssima. Aquela situação era inédita, nunca nenhuma aluna novata havia xingado a loira daquela forma.

Cap 62

POV Vanessa

Acordei com um gosto amargo na boca, acho que era o reflexo da minha vida, domingo pela manha, me sentindo mais sozinha do que de costume… achando que hoje serias um dia no mínimo mais tranqüilo, minha campainha tocou, eu no meu delírio achei que pudesse ser a Clara, quando olho é a outra vadia, o que ela queria na minha porta?

Vanessa – o que você quer?
Claudia – nossa…. que recepção…tudo bem?
Vanessa – quer que eu te receba como?
Claudia – porque ta me tratando assim? (ela entrou)
Vanessa – assim que eu trato mulher piranha.
Claudia – (incrédula) o que?
Vanessa – mulher vadia…piranha…cachorra, quer que eu ache mais adjetivos?
Claudia – Vanessa! O que é isso?
Vanessa – eu já sei que você foi pra cama com a Clara, portanto sem ser cínica, não to afim disso hoje.
Claudia – ela te contou?
Vanessa – não, foi minha vó. Ela me contou sim, entao por favor Claudia, retire-se.
Claudia – vamos conversar Vanessa… eu posso te explicar!
Vanessa – explicar o que? Eu não tenho que te ouvir, eu não quero te ouvir, você não é nada minha, transa com quem quiser.
Claudia – ela deu em cima de mim…eu não queria que fosse assim…. Vanessa, você sabe o que eu sinto por você…
Vanessa – deixa de ser puta, eu não caio nessa…
Claudia – ela não presta Vanessa, você sabe disso, ela me usou… usou você, ela faz isso!
Vanessa – sai daqui!
Claudia – Por favor Vanessa…
Vanessa – por favor, saia… eu não quero que a gente termine da forma que eu terminei com ela, saia daqui com o mínimo de dignidade pelo menos, apenas saia, não me diga mais nada.
Claudia – eu vou sair, mas eu volto quando você estiver mais calma!
Vanessa – não volte, eu te peço.

Ela se foi, mais uma pra acabar com meu dia, preparei uma gororoba pro almoço, comi sem nenhuma vontade, dormi metade do dia, na outra coloquei umas coisas do trabalho em dia e depois voltei a dormir.

Na segunda fui trabalhar como se tivesse carregando um peso nas costas, meu chefe me esperava na sala dele, achei que fosse ganhar um esporro por algum coisa, mas ganhei a melhor coisa da minha vida, ele me fez uma proposta pra representar a empresa em NY, eu nem fiz pergunta nenhuma, aceitei na hora. Ele não me disse quanto tempo eu ia ficar, mas que ia ter que morar por lá por uns tempos, era tudo que eu mais queria…. ele me deu uma semana pra colocar minha vida em ordem e na sexta eu embarcava, tratei de tudo, a empresa arrumou um apart hotel, eu so precisava levar meu trabalho, força de vontade e mais um pouco de trabalho.

Organizei tudo, falei com minha mãe, entreguei o apartamento pra ela manter ele limpo e organizado, falei com alguns amigos, avisei há alguns deles que não queria em hipótese alguma que Clara soubesse eu ia embora, ela ia achar que era por causa dela, era, mas eu estava indo a trabalho. Na sexta minha mãe, Junior, Thata e Edu me levaram no aeroporto de noite, me despedi de todos, com o coração na mão, alias eu nem mesmo sabia se ainda tinha um, estava em pedaços há uma semana, embarquei a procura de uma vida nova.

POV Clara

Eu so acordei na segunda, o remédio era forte, passei a semana me ocupando de todas as formas possíveis, pensei tanto que comecei a achar que na verdade eu não tinha participado de uma vingança, Claudia me usou pra fazer isso pra separar eu e Vanessa de uma vez, eu tinha uma forte impressão de que eu tinha a idiota da historia, Vanessa não era santa, mas eu sabia do seu amor por mim, fui uma tola, mas isso era tudo minha imaginação, eu nunca saberia, eu e Claudia apenas transamos, eu nem falava com ela, não tinha nem o que falar e ela jamais me confirmaria isso, passei a semana inteira com a mão coçando pra ligar pra Vanessa, mas ela não me atenderia mesmo. Queria vê-la de longe, so pra saber como estava a carinha da ruiva mais linda que eu já vi na minha vida, na sexta eu fui pra porta do apartamento de Vanessa esperar ela chegar do trabalho, so pra vê-la, mas ela não chegou, não saiu, não entendi muito bem, fiquei horas ali no portão e nada.

Liguei pro Edu….

Clara – ta aonde?
Edu – indo pra casa.
Clara – sabe da Vanessa?
Edu - ………….. sei.
Clara – ela ta bem?
Edu – ta sim.
Clara – eu sei que você deve ta morrendo de raiva de mim, ela é sua amiga…
Edu – eu não me meto nisso Clara, vocês não são mais crianças… sabem o que é melhor pra si.
Clara – aonde ela ta?
Edu – eu não deveria te dizer, mas como não tem mais jeito mesmo…
Clara – o que houve? Aonde ela ta?
Edu – essa hora ta num avião indo pra NY
Clara – o que? Como assim? O que ela foi fazer lá? Quando ela volta?
Edu – ela não volta, ela foi morar lá!
Clara – o que?
Edu – foi a trabalho, mas foi pra ficar!
Clara – ela não pode ter feito isso… meu deus…


Eu so sentia dor, muita dor, a perdi. Ela me deixou, eu so pensava nisso, pensei também em pegar um avião e ir pra NY atrás dela, mas seria perca de tempo, ela so ia me desprezar. Desliguei o telefone e chorei mais uma vez, resolvi ir ate o apartamento, fui tentar com o porteiro vê se ela tinha a chave reserva, ele disse que sua mãe estava lá, que eu podia subir…bati a porta e uma senhora muito simpática veio me atender…ela logo me disse que Vanessa não estava….

Clara – eu sei… só vim, sei lá….
Dona Solange – você é a Clara?
Clara – sou… porque?
D. solange – pelos olhos azuis eu imaginei que fosse você, Vanessa sempre me falava dos seus olhos!
Clara - ….. ela não volta mais?
D. Solange – ela tem motivos pra voltar?
Clara – acho que não…a senhora não é poderia ser um motivo?
D. Solange – Vanessa esta crescidinha, ela so teria um motivo pra voltar, mas acho que vocês complicaram um pouco as coisas….
Clara - ……… é, sempre complicamos!
D. Solange – você a ama?
Clara – amo.
D. Solange – luta por ela…eu nunca vi aquela sombra nos olhos da minha filha, faça aqueles olhos voltarem a brilhar!
Clara – os olhos dela não vão mais brilhar por mim.
D. Solange – desistiu dela?
Clara – ela desistiu de mim!
D. Solange – vocês duas desistiram…
Clara – eu não sei o que fazer.
D. Solange – minha linda, eu conheço minha filhota como ninguém nesse mundo, ela ama você por algum motivo, vocês tem que superar os problemas com o amor que sentem uma pela outra…. faça a voltar!
Clara – eu sou a única pessoa que ela com certeza não quer ver mais na vida dela.
D. Solange – ou entao seja a única que ela quer ver.

Eu e minha ex sogra ficamos bastante tempo conversando, chorei e fui consolada pela mãe da mulher que eu amo, disse a ela que ia ver o que era melhor pra se fazer, trocamos telefone, eu disse que a visitaria… fui pra casa me lamentar um pouco mais, pensei em tudo que tinha acontecido nesses meses, já nos conhecíamos há quase dois anos e nunca ficamos bem realmente, o Maximo foram 2 meses de muito amor e no final levei um par de chifres, coisa que já superei.

O tempo foi passando e eu voltei a minha vida, decidi não procura-la, tenho certeza de que ela não queria me ver, sempre que podia eu ligava pra sua mãe, mas não falávamos de Vanessa, ela estava sendo uma boa amiga pra mim, já que minha mãe não queria nem me olhar neh? meu pai que estava indo com mais freqüência em minha casa, eu ficava bem feliz por isso, eu tive que contratar outra pessoa pra auxiliar Junior na empresa, mas não tirei ele do seu cargo, já que Vanessa não ia voltar queria manter alguém de confiança ali, ele muito esforçado conseguiu dar conta, minha assessora me irritou e eu mandei ela ir embora, resolvi não ter mais um, o trabalho todo voltou pra Thaís, essa historia de ser assessorada pessoalmente não eu certo desde o inicio, foi assim que aquela mulher entrou na minha vida.

Dois meses depois que Vanessa foi embora, minha vida seguia muito bem, eu estava sozinha desde entao, tentei sair com algumas mulheres, mas digo que não durava mais que um jantar, todas me irritavam, acho que eu buscava alguém parecida com Vanessa, como era impossível, chutava todas. Eu saia mais com Fabian e Edu do que qualquer outra coisa, quando eles resolviam fazer programas a dois, eu ficava sozinha, até Mayra eu evitava, esse negocio de manter amizade com ex não da certo, entao eu me preveni e cortei relações com Mayra, tadinha, ela me procurava pra conversar e eu fugia dela.

Detalhe muito grande, um dia desses dei de cara com Claudia, a piranha veio cheio de sorrisos dizendo que eu tinha perdido Vanessa pra sempre, eu tratei de colocar ela no seu devido lugar, ela também tinha perdido, vadia de quinta, ainda jogou na minha cara que eu nunca mudaria, mesmo amando Vanessa como eu amava tinha sido capaz de ir pra cama com ela, tinha razão, mas eu dei um tapa no meio da cara daquela piranha, coloquei ela pra fora do hotel, sim, o encontro foi no mesmo hotel do crime, eu não sei o que tanto ela ia fazer lá, na verdade descobri uma semana depois, ela tava trepando com uma gerente do hotel, o caso já tinha um tempo, ela não era tao santa quanto todo mundo imaginava, a vadiazinha já tava naquele esquema uns 4 meses, ou seja, na época que ela foi pra cama com a Vanessa e eu fui corna, ela já tava com a mulher, nossa, me sentindo a mais fofoqueira, o Edu me ajudou a descobrir tudo, safada.

Clara Aguilar, do ‘BBB 14’, faz vídeos eróticos pela internet, confirma amiga

Uma amiga de Clara Aguilar, nova participante da 14ª edição do “Big Brother Brasil”, confirmou que a empresária, de 25 anos, trabalha como “camgirl” — ela faz e vende vídeos eróticos na internet. Na profissão, Clara tem vários codinomes, como “Jessy Summers”, “Britney Spells” e “Barbie Wild”. Ela já era conhecida nas redes sociais pelas fotos de divulgação de seu trabalho.

Capitulo 18 - Namorando.

E nesse ritmo, um mês e meio passou-se rapidamente. Vanessa estava começando a pegar uma matéria que não estudou com seus professores particulares, agora ela tinha que estudar e sempre pedia ajuda as suas colegas. Com o passar do tempo, Van começou a fazer mais amizade com Mayra, Fabrícia, Amanda e Alexa, e obviamente com Clara também. O grupo que ela costumava a andar sempre vinha conversar com ela, mas Dulce sempre a afastava, dizendo que elas eram muito enfadonhas e péssimos exemplos.

Era sábado de manhã e todas estavam no refeitório tomando o café da manhã. Estava na hora da mudança de duplas nos quartos. Vanessa estava sentada com sua turma inicial. Thais e as demais pareciam estar ansiosas para a mudança de quarto.

A lista de alunas passou pelas mesas. Havia várias cópias, cada uma pegou uma e procurou seu nome com atenção na lista.

- Olha! Eu acabei caindo com a Luiza – Anny comentou.

- Minha irmãzinha. Cuide dela – Polly riu baixinho – e eu caí com Alexa . E vocês?

- Eu não acho meu nome na lista – Vanessa comentou, chamando a atenção das demais.

- Eu caí com a Leticia – Thais disse – vou te ajudar a procurar Van.

- Que interessante. Aqui diz que você vai ficar num quarto com uma aluna nova – Thais comentou.

- Opa! Aluna nova? – Anny indagou com entusiasmo. Afinal todas queriam tirar uma casquinha de Vanessa, mas já que não estava sendo possível por causa de Clara, a aluna nova seria a pessoa onde soltariam sua frustração.

As horas foram passando e um tumulto começou. A nova aluna havia chegado e estava nos dormitórios. Van levantou-se e caminhou até o dormitório junto com seu grupo. Ela subiu até o segundo andar e entrou no quarto vinte, onde a garota nova estava sentada na sua cama, com umas cinco garotas dentro do quarto, conversando com ela.

- Veio dar às boas vindas a nova aluna?

A voz de Clara invadiu os ouvidos de Vanessa. Ela olhou para trás e viu Clara, Mayra, Fabricia, Amanda e Alexia, que estavam observando a nova aluna.

- Ela está no meu quarto – disse.

- Mesmo? Que bom. Agora podemos falar melhor com ela – Fabricia disse, com um sorriso maldoso no rosto.

A loira menor respirou fundo, olhando de canto para Clara que também lhe observava. Com passos lentos ela se afastou, descendo as escadas sozinha, pois Anny e as outros cismaram em querer entrar no quarto e falar com a garota nova também.

 Quando alcançou o jardim, Vanessa sentiu seu braço ser puxado. Ela olhou para trás vendo que era Mayra que estava atrás dela. A loira lhe sorriu de canto.

- Aonde vai? – indagou.

- Para a quadra – respondeu.

- Eu vou com você – disse, passando a mão por seu moicano, tirando uma mecha loira que caia por seus olhos.

Elas ficaram caminhando em silêncio, indo até as quadras, onde algumas garotas estavam começando a discutir o que iriam jogar e quais seriam os times. Vanessa sentou-se na arquibancada com Mayra ao seu lado.

- Clara vai deixá-la logo – disse.

- Eu sei – murmurou, olhando para o nada.

- E tem muitas garotas que estão de olho em você. Eu sei, pois eu estudo com elas. Acho que elas estão mais interessadas em você do que na aluna nova – disse – pelo fato de Clara desfilar com você para todos os cantos sem que ninguém pudesse tirar uma casquinha.

- Vocês não gostam de carne fresca? Não venham até mim – resmungou – sou velha!

- Mas apenas Clara ficou com você e por estar tanto tempo com ela. Todas estão curiosas – comentou.

- E por que está me dizendo isso, May? – indagou, olhando de canto para a loira.

- Eu só estou te avisando para ficar esperta – disse.

- Ah… vai ser difícil – Vanessa desabafou, soltando um suspiro em seguida.

- Você tem boas relações aqui – disse – ninguém vai te fazer tanto mal. E depois do tratamento que Clara deu nas garotas que te trataram mal, eu acho que ninguém vai pegar tão pesado.

- Que animador, Mayra! – exclamou cinicamente.

- Hei, Van. Eu não vou deixar ninguém te machucar – disse – não se preocupe. Eu vou falar isso para elas.

- Obrigada – agradeceu, batendo sua mão no ombro da loira.

- Hei, Van. Você sabe que eu te quero também – disse – então, eu vou querer muito que você fique comigo. Apenas deixe-me cuidar de você. Mas não sou delicada como a Clara.

- Mais animador ainda – comentou.

- Que bom que me entende. Mas sem ressentimentos, Van – riu baixinho, passando sua mão pela coxa da caloura.

- E a Clara já disse algo a respeito da garota nova? – indagou, mostrando-se insegura. Ela não sabia o que passava na cabeça da outra.

- Hum… Quem vai entender a Clara, não é mesmo? Ela é a mais reservada de nós – comentou – mas ela pareceu interessada. Clara adora alunas novas, ela sempre vai em cima, mas você foi a mais rápida. Também existe um motivo, pois você acabou ficando no quarto dela.

- Eu… preciso me preparar – falou baixinho.

- Eu posso ser a primeira ? – Mayra indagou.

- Você não está me ajudando a me sentir melhor, May – reclamou.

A gargalhada de Mayra ecoou por toda a arquibancada, chamando a atenção de algumas pessoas que a olharam de canto, temendo alguma reação daquela loura sádica e possível psicopata.

- Eu vou indo,Van , até mais tarde – disse, afastando-se da menor, rindo baixinho.

Vanessa a observou se afastar e voltou sua atenção para a quadra, onde as garotas começavam a jogar uma partida de futebol. Seu coração estava acelerado e sentia um frio correr por sua espinha; ela estava com medo, ela sabia que um dia isso ia acontecer, mas nunca estaria preparada.

- O que está fazendo aí, sozinha? – Clara indagou, aproximando-se de Vanessa.

- Mayra estava aqui até agora – disse.

- Quer jogar bola? – indagou, sentando-se ao seu lado e arrumando seu par de óculos escuros, olhando para a quadra a frente.

- Depois – disse.

Clara passou seu braço pelos ombros de Vanessa, ficando mais próxima a ela, apertando sua mão no seu ombro. Seu braço deslizou para baixo, ficando na cintura da menor, começando a acariciá-la por dentro da camiseta.

- Você vai jogar bola? – Van indagou.

- Depois – respondeu – eu queria falar com você antes.

- Sobre?

- Sobre nossa relação – disse.

- “Como esperado… agora ela vai terminar” – pensou, preparando-se psicologicamente.

Um longo suspiro deixou o corpo de Clara, ela estava organizando seus pensamentos e se preparando para o que ia falar.

- Eu queria saber se você gosta de ficar comigo – disse pausadamente.

- Hum? Se eu gosto? Como assim? – começou a indagar, sem entender aquele interesse repentino da outra. Clara nunca se mostrou interessada em saber se Vanessa queria ou não alguma coisa ou se queria ficar com ela.

- Apenas responda. Não é tão difícil – disse – você sente o quê comigo? Prazer, diversão? O que sente Van?

- “Ela está estranha. Que pergunta sem cabimento” – pensou – o que você acha que eu sinto?

- Por que tem que responder com uma pergunta? Como você é complicada. Você não consegue organizar seus pensamentos e responder uma simples pergunta? – indagou, elevando seu tom de voz.

- “Ela ta irritada… Clara irritada não é legal. Eu aprendi isso com o tempo” – pensou – deixe-me pensar.

- Pensar no quê? Responda. O que você sente quando está comigo?

- Calma Clara – pediu –Quando estamos conversando ou na cama?

- Os dois – pediu.

- Eu gosto da sua companhia, eu gosto de dividir o quarto com você, pois nos entendemos muito bem. Também gosto das nossas conversas noturnas. Eu acho você uma garota legal, uma boa amiga – disse.

Clara sorriu de canto, gostando do que ouviu, mas ainda não estava satisfeita, ela queria saber mais.

 - E quanto a mim na parte sexual? – indagou.

- Olha… isso é meio estranho de falar, Clara. Mas… eu fiquei insegura no começo, mas depois você começou a me dar tanto prazer. Digamos que você é muito boa na cama e eu gosto de me deitar com você, senão eu não te procurava também – disse.

- Ah, me acha boa de cama, então? – indagou, rindo em seguida.

- Sim, idiota. Eu acho – disse, abaixando a cabeça, ficando um pouco envergonhada com o que disse.

- E quando eu te beijo… o que você sente ? – indagou.

- O beijo oras… olha, eu não estou entendendo – disse – o que eu sinto quando você me beija… sei lá.

- ahhh Vanessa, eu quero saber se você gosta de mim, entende ? Se sente algo a mais, sabe? Você já namorou durante dois anos, você sabe do que eu estou falando – disse, passando a mão pelos seus cabelos loiros, jogando-os para trás com certa impaciência.

Vanessa travou de repente com aquela pergunta tão direta. Ela finalmente havia entendido o motivo daquilo. No seu íntimo não sabia o que responder de verdade, mas se ela usasse a resposta certa, ela teria a proteção que quisesse contra as garotas daquela escola. Ela já havia notado que Clara ficava meia silenciosa e um pouco melosa quando se deitavam, mas não havia pensado que a veterana estava realmente querendo alguma coisa a mais na relação.

- “Eu… não sei o que respondo. Não sei o que realmente sinto, tenho tanto medo dela. Mas vou falar o que Clara quer ouvir” – pensou – “eu estou sendo falsa, ou não estou? Fiquei confusa, será que ela gosta mesmo de mim? Mas pelo menos eu penso a respeito disso depois. Eu não vou querer ninguém me caçando por esse colégio de novo. Não quero que ninguém abuse de mim novamente”.

- Já pensou ? – indagou.

- Isso é difícil de falar… mas, quando eu estou com você, eu sinto como se meu coração fosse explodir. Eu gosto… de você. Não me odeie por isso – disse, pensando no que havia dito para sua namorada quando estava se declarando anos atrás.

O sorriso de Clara foi tão sincera que a menor começou a sentir-se mal por ter dito aquilo sem ser de coração. A veterana sentou-se ao seu lado e a abraçou, afundando sua cabeça na curva do seu pescoço, aspirando seu cheiro.

- Eu… estou apaixonada por você. Queria saber se você sentia o mesmo. Eu quero ficar com você – sussurrou – eu não te odiaria jamais por sentir isso. Vamos ficar juntas então. Quer namorar comigo?

- Na… namorar ? – indagou com desespero.

- Sim. Nós duas nos gostamos. Qual o problema? Não quer algo sério? Já estamos tão envolvidas – começou a argumentar, erguendo-se, retirando seu par de óculos escuros e olhando para Vanessa com mais atenção.

- Ah… é que foi… tão repentino – sorriu, ficando nervosa.

- Você não precisa ficar nervosa – disse, passando a mão pela face de Van – apenas diga que aceita.

- “Proteção… proteção… diga sim logo” – pensava – eu… eu aceito – disse baixinho, abaixando a cabeça em seguida, não conseguindo encarar aquele sorriso tão sincero de Clara.

A mão da mais velha encostou no queixo da menor, erguendo sua cabeça, olhando para seus olhos azuis com atenção, observando aquele rosto como se fosse a coisa mais preciosa, perdendo-se no brilho de seu olhar, observando os traços de Van, até parar sua viagem em seus lábios úmidos. Clara inclinou-se para frente e os capturou, beijando-os com paixão, com desespero, com saudade.

Vanessa abraçou o corpo da maior deixando que ela fizesse o que quisesse com sua boca. Aos poucos o beijo foi cessando e elas ficaram se olhando.

- “Não vai ser diferente. Vai ser como antes, mas desta vez Clara e eu somos namoradas. Antes éramos amantes” – pensava, acalmando-se – “Ela é legal e bonita, não faz mal ficar com ela. Isso! Clara é muito legal”.

- Eu quero fazer amor com você – disse baixinho, beijando a bochecha de Van – vamos aproveitar nosso último dia no mesmo quarto.

Clara levantou-se e puxou Vanessa pela mão, começando a caminhar por todo o colégio de mãos dadas, isso era uma coisa completamente nova no relacionamento delas. Van constrangeu-se por um momento, abaixando sua cabeça e deixando-se levar por Clara.

Capítulo 59

Ok, no mesmo instante em que Clara ouviu a palavra “amizade” seu coração palpitou. Ela não queria apenas a amizade de Vanessa, ela queria mais, mesmo elas estando separadas. Definitivamente, Clara era a pessoa mais bipolar do mundo. Como em um dia ela queria se matar por não ter resistido a Vanessa e em outro a própria estava atacando a menina na sala de sua casa? Ninguém conseguiria entender isso e agora, por própria culpa de Clara, ela e Vanessa seriam “amigas”.

- Vanessa, tem visita pra você - D. Solange falou assim que ouviu o barulho da porta se abrir, claro que seria Vanessa, já que seu marido não estava em casa

- Ah, mãe. Eu to cansada - Vanessa reclamou ao tirar seus sapatos e jogas atrás da porta

- Até pra falar comigo? - Pepa falou aparecendo de repente, provavelmente ela estava na sala

- Oi, Pê - Vanessa deu um sorriso cansado e Pepa foi ao seu encontro, lhe abraçando carinhosamente - Aconteceu algo? - Vanessa perguntou saindo o abraço e a olhando preocupada

- Não, claro que não. Só queria fazer uma proposta a você - Pepa sorriu animada

- Você pode esperar só eu tomar um banho? Se quiser pode esperar no meu quarto mesmo - Vanessa caminhava com Pepa abraçada a ela de lado

- Oi, Vanessa. Tudo bom? - D. Solange disse divertida, provocando a filha ao vê-la passar pela sala

- Oi, dona Solange. Tudo ótimo e a senhora? - Vanessa provocou de volta, sabia que a mãe odiava ser chamada de senhora

- Senhora é o seu cu - D. Solange disse rindo e Vanessa acompanhou na risada, logo foi ao encontro da mãe e a abraçou, D. Solange a abraçou de volta, se aproveitando da situação e dando alguns tapinhas na bunda da filha - Ce ta fedendo. Vai tomar banho - Ela brincou empurrando a filha de leve e tampando o nariz com os dedos. Vanessa fechou a cara

- Muito engraçada você - Ela disse se voltando para Pepa e as duas seguiram para o quarto de Vanessa

- Você ta melhor? - Pepa perguntou sentada na cama de Vanessa, fazendo carinho em Jack

- É, digamos que sim - Vanessa deu de ombros, soltando um suspiro enquanto penteava seus cabelos. Já tomada banho e devidamente vestida – Então.. O que houve? - Ela sentou na cama e ficou observando Pepa

- Um amigo me chamou para abrir uma ONG com ele. Ele entraria com o dinheiro e eu com o serviço de veterinária, mas não queria ficar sozinha e eu sei que apesar de você amar ficar na sua ONG, sente falta de mexer com os bichinhos - Pepa sorriu ao ver Vanessa assentir - Você topa? Assim, claro que pode pensar nisso, afinal você já tem sua ONG, mas… - Pepa parou de falar ao ver Vanessa séria

- Na verdade, seria maravilhoso, Pepa. Acho que me dedicar a cuidar eu mesma dos animais é o que eu preciso - Vanessa deu um sorriso encantador para Pepa - Já está aceito o convite - Ela disse com um sorriso ainda maior e Pepa se viu perdida naquele sorriso tão lindo. Não pensou, apenas agiu, quando viu já estava jogada em cima de Vanessa e com o rosto bem próximo ao dela. Ela temia que Vanessa a rejeitasse, mas a loira nada fez, apenas deu um sorriso, dessa vez tímida e Pepa encostou seus lábios nos de Vanessa de leve, apenas roçando carinhosamente neles, quando percebeu que não houve nenhuma oposição da parte da loira, ela aprofundou o beijo e pediu passagem com a sua língua. Apesar de Vanessa achar aquilo precipitado e pensar em Clara naquele momento, apenas se deixou levar lembrando-se da cena que viu no apartamento de Clara mais cedo.

- Desculpe - Pepa disse ainda com seus lábios colados no de Vanessa

- Não se desculpe por uma coisa que possa valer à pena - Vanessa disse e deu um sorriso de canto, puxando Pepa pela nuca e lhe dando um beijo mais intenso. Depois de trocarem alguns beijos, Pepa teve que ir embora e Vanessa ficou em seu quarto, deitada, pensando no que tinha acontecido. Se ela não tinha mais nada com Clara, por que se sentia mal em ficar com outra pessoa? Ela bufou aquela peituda tinha mesmo conseguido dominá-la.

Enquanto isso, Mayra e Thais estavam trancadas no quarto de Mayra desde a hora que chegaram da sorveteria, deixando Clara sozinha, já que Fabien pediu para levar Max para conhecer sua nova namorada. Clara deu graças a Deus por isso, era menos um problema em sua vida

- Mayra, para de transar aí! - Clara bateu na porta do quarto de Mayra ao passar por lá e ouvir um gemido, mas desistiu de tentar perturbar a amiga ao ver que não recebeu resposta alguma e seguiu para seu quarto.

- Você vai me matar - Thais grunhiu com Mayra colocando todo o seu corpo sobre o de Thais, não deixando assistir o filme que passava na TV fechada

- Você é melhor que um travesseiro, Thais - Mayra prendia o riso, se jogando mais ainda em cima de Thais, a coitada tava pra morrer ali. Mayra era muito maior que ela, tanto em altura como em peso

- Eu penso que você me traz pro seu quarto pra fazer alguma coisa, mas não, é pra me fazer de travesseiro - Thais brinca, tentando tirar Mayra de cima dela, em vão

- Eu não gosto de passivas - Mayra gargalhou e Thais deu um tapa de mão cheia na bunda de Mayra, que na mesma hora deu um grito e saiu de cima da baixinha

- Eu vou te matar - Mayra disse reclamando e ficando de pé fora da cama. Ela passava a mão onde Thais havia batido, sentindo dor

- Nem doeu, Mayra - Thais ria

- Olha aqui o que você fez - Mayra baixou o short e ficou um pouco de lado para que Thais pudesse ver a marca vermelha que havia em uma banda de sua bunda. Thais nem prestou atenção na marca e sim na bunda de Mayra

- Ah sim - Ela disse desinteressada, com um sorriso sacana nos lábios e Mayra riu, colocando o short de deitando de novo na cama. Em um impulso, Thais a abraçou e elas ficaram deitadas assistindo ao tal filme. Clara não conseguia parar de pensar nas palavras de Vanessa, assim como não conseguia parar de pensar no abuso de Dani, menina petulante. Ela riu, balançando a cabeça negativamente com aquilo. Foi tirada de seus pensamentos quando a campainha soou Clara bufou morrendo de preguiça de voltar de onde tinha acabado de sair, foi praticamente se arrastando. Quando chegou até a porta e abriu, viu Dani ali parada, com uma garrafa de vinho e O SORRISO DE QUEM IA APRONTAR!

- Vim pedir desculpa por hoje - Ela disse fazendo uma cara de menina inocente, fazendo Clara rir

- Acha que pode me comprar com uma garrafa de vinho? - Clara fingiu estar brava

- Acho que posso te comprar com uma garrafa de vinho e a minha companhia - Dani disse convencida

- Fique você sabendo que é apenas pelo vinho - Clara riu - Entra logo antes que eu desista - Ela deu espaço para Dani passar e assim ela fez, entrando no apartamento de Clara e tirando as sandálias que usava

- Eu sabia que você não ia resistir - Dani murmurou quando passou por Clara e recebeu um leve empurrão em resposta. Elas seguiram para a cozinha e enquanto Clara pegava duas taças, Dani procurou por uma rolha e abriu a garrafa - Cadê a May? - Dani perguntou curiosa ao não ver a amiga de Clara por ali

- Ta no quarto com a Thatha - Clara disse rindo baixo e indo em direção à sala, sendo seguida por Dani. Elas serviram-se de vinho e ficaram conversando sentadas no chão, com suas costas encostadas no sofá

- Ah mano - Dani suspirou, fazendo Clara olhá-la - Aquela social lá foi cancelada - Ela fez um leve bico nos lábios

- Sério? Por quê? - Clara perguntou curiosa

- Nem eu sei direito, meu amigo só me disse que ele ia abrir uma ONG e que por enquanto não dava pra ter a festa - Dani deu de ombros e instantaneamente Clara lembrou-se de Vanessa ao ouvir aquilo. A noite seguiu agradável com o vinho e com a companhia, Clara gostava de ter Dani por perto, ela era uma boa amiga

- Ai, acho que to bêbada já - Clara falou rindo, sentindo sua cabeça girar

- Como você é fraquinha, mano! - Dani disse se divertindo do jeito que Clara estava: toda torta tentando se apoiar no sofá. Clara olhou para Dani, o jeito de falar e o jeito que estava vestida. Aquele jeito de falar toda maloqueira e o boné de aba reta que estava em sua cabeça, agora virado para trás só a fez lembrar-se de uma pessoa: Vanessa. Clara deu um sorriso extremamente fofo, jogando a cabeça para o lado. Dani percebeu aquilo e olhou para a loirinha, não entendendo o que estava acontecendo. Na verdade, nem Clara sabia. Hora ela via Dani, hora ela via Vanessa - Ce ta bem, Clara? - Dani perguntou ainda olhando para ela e ficou hipnotizada com aquele sorriso

- To bem - Clara balançou a cabeça para tentar afastar a visão de Vanessa, mas não adiantou muito - Acho que o vinho começou a afetar meus sentidos - Ela riu

- Ce quer alguma coisa? Sei lá, algo doce ou dormir? - Dani já tinha tirado a taça de vinho da mão de Clara e colocado a sua ao seu lado

- Quero, mas não é nada disso - Clara disse olhando nos olhos de Dani, falando um tanto embolado

- Que que ce quer? Pode falar que eu faço - Dani sorriu. Definitivamente ela estava caidinha por Clara

- Me da um beijo de verdade - Clara falou baixo, vendo Vanessa mais uma vez na sua frente. Dani pensou não ter ouvido aquilo, no segundo seguinte já estava beijando Clara com calma. Ela queria provar o gosto daquela boca detalhadamente, o beijo que queria desde quando a viu finalmente estava acontecendo, mas diferente da morena, Clara parecia ter pressa, ela tentava buscar naquele beijo a mesma coisa que estava vendo quando olhava para Dani, mas foi um pouco em vão. O primeiro beijo não encaixou de jeito nenhum, não por falta de vontade de Dani e sim porque Clara estava acostumada a beijar uma pessoa e o beijo se encaixar feito um quebra cabeça, sentiu-se frustrada. Quando elas afastaram os rostos, Dani estava com um sorriso imenso estampado no rosto, apesar de perceber que o beijo não estava em sintonia, ficou feliz por ter sido a loirinha, já Clara só conseguia pensar que quando olhou para Dani depois do beijo, não viu Vanessa. 

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Capítulo 46

– Clara? A mamãe falou que sua amiga chegou vocês estão aí? A Luana está aqui com a Karina.


Era Vitória, a irmã mais nova de Clara. Em um único movimento, pôs se de pé, catando suas roupas pelo chão, enquanto Vanessa tentava se recompor, na medida do possível, porque seu corpo ainda estava quente, afim de disfarçar para a cunhada o que se passava ali.


– Luna! Kaká, pensei que vocês iriam para Nova Orleanza hoje.


As moças adentraram o quarto de Clara, visivelmente curiosas para conhecer a forasteira.


– Ah desistimos, o Igor vai dormir lá, e você conhece meu pai, nunca deixaria que eu dormisse fora de casa, especialmente no carnaval. – Respondeu Karina.


– Meninas, essa é minha amiga da faculdade, Vanessa. Van, essa é minha irmã Vitória, e minhas amigas de infância: Karina e Luana.


Vitória foi a primeira a cumprimentar Vanessa, sem cerimônia deu dois beijos de comadre, demonstrando sua simpatia. As outras ficaram mais tímidas diante da moça da capital.


– A Clara disse que você tira fotos, é verdade? – Vitória perguntou.


– Sim, trabalho com fotografia sim, é minha paixão na verdade.


– Eu quero ser modelo! Acha que levo jeito?


A adolescente fez pose para Vanessa, como se colocasse pronta à avaliação da fotógrafa.


– Bem… Precisaria ver como você se comporta diante das lentes… – Vanessa respondeu sem graça.


– Vivi! Pára com isso menina!


Clara repreendeu a irmã caçula, estranha reação enciumada, uma vez que Vitória já exibia um corpo de mulher, e belíssimo. A menina mostrou sua face infantil mostrando a língua para a irmã.


– Clara, viemos buscar vocês para irmos ao vesperal no clube. – Karina disse.


– Vesperal? Ai gente… – Clara fez cara de desagrado.


– Ai não faz essa cara! Você tem que ir, assim papai me deixa ir também! Você vai deixar sua amiga enfurnada com você dentro desse quarto em pleno carnaval?


Na sua mente Clara respondia “Esses são exatamente meus planos…”.


– Vitória, a Vanessa veio para estudarmos! Temos um trabalho complicadíssimo para apresentar logo após o carnaval.


– Vanessa! Convença esse bicho do mato a sair de casa pelo amor de Deus!- Vitória apelou.


– Vamos Clara, sabe quem vai estar lá? O Fábio!


Luana tentou convencer a amiga, usando o rapaz como atrativo, entretanto, para Clara seria só mais um motivo para recusar o convite.


– Quem é Fábio? – Vanessa se interessou.


– … a paixão da Clara! – Vitória se antecipou em responder.


Clara ruborizou, olhando para Vanessa que lhe observava atenta.


– Ah é? Paixão dela? Não me diga… – Vanessa comentou reflexiva.


– Não tem nada de paixão! – Clara tentou argumentar.


– Ah está com vergonha de assumir pra Vanessa sua paixonite de infância? – Brincou Karina.


– Ai que exagero Karina! – Clara disfarçava o nervosismo.


– Exagero nada! Aposto que se procurarmos nesse guarda-roupa a gente acha seus antigos diários cheios de poemas e declarações de amor pro Fábio!


Karina rebateu, arrancando risos das demais, até de Vanessa, mas o sorriso da loira era diferente, enigmático, o que apavorou Clara.


– Era coisa de criança gente! O Fábio era o menino mais bonito do colégio, metade das meninas da cidade era apaixonada por ele. – Clara se justificou.


– Mas só você ficou com ele na formatura do terceiro ano!


– Pois é, e depois ficaram de namoradinhos até ele se mudar para Campinas, não foi? – Vitória provocou.


As meninas riram com os olhos arregalados de Clara engolindo o ar enquanto tentava concatenar uma sentença em sua defesa. Vanessa encerrou a questão sendo taxativa:


– Pois bem, vamos para esse vesperal. Nem sei o que é isso, mas se é a atração no carnaval dessa cidade, vamos lá!


– Muito bem Vanessa!


Clara empalideceu.


– Mas, Van, o nosso trabalho…


– Fica pra amanhã, não vou perder a chance de conhecer o menino mais bonito da cidade, a sua paixão!


O tom de brincadeira de Vanessa soava leve apenas para as meninas que ignoravam a relação das amigas de faculdade. Para Clara, a convicção de Vanessa para aceitar o convite das outras, chegou a lhe causar calafrios, imaginando a cena: reencontrar seu namoradinho com Vanessa, sua namorada ao seu lado.

As meninas não saíram mais do quarto, emendando assuntos diversos, sabatinando Vanessa sobre fotografia, e sobre a rotina da cidade grande, a mais empolgada com a loira era Vitória. A expressão desconfiada de Clara não passou despercebida, e interpretada pelas amigas como nervosismo pelo reencontro com Fábio.

Depois do almoço, no clima familiar que deixou Vanessa bastante à vontade, especialmente pela paparicação de Mariêta e a simpatia de dona Fátima, as moças seguiram para o clube da cidade no carro de Vanessa.

O clima entre Vanessa e Clara estava esquisito, não tiveram oportunidade de conversar a sós depois da fofoca adolescente. No clube, a típica festa do interior, onde todos se conhecem. As rodinhas separadas de moças e rapazes inspiravam risos em Vanessa que deixou escapar:


– Os rapazes demoram muito tempo para vir cortejar as moças? Nesse clima fico esperando que a qualquer momento o Chico Bento chegue aqui limpando as botinas…


As meninas não entenderam a piada de Vanessa, exceto Clara que reconheceu o tom de zombaria tão peculiar da moça. E de repente, o cochicho das meninas e os olhares apontando para o centro do salão anunciaram a chegada de Fábio.


– Maninha, olha lá! Nossa, ele está ainda mais gato! Imagina um doutor desses?


A beleza do rapaz era mesmo incontestável, mas, comum. O estereótipo do “Mauricinho”, aguçado pelo suposto visual da cidade grande: no rosto óculos de sol da moda, trajando roupas de marca. Vanessa observou com atenção, olhos fixos no rapaz, mas não deixava de olhar Clara com o rabo do olho.

Clara se sacudia impaciente, coçava o pescoço, passava as mãos pelos cabelos e teve o impulso de correr para longe quando as meninas ouriçadas avisaram:


– Clara ele te viu! Está vindo para cá!


Fábio se aproximou esbanjando simpatia, cumprimentando Karina, Luana e Vitória com dois beijinhos. Diante de Clara o rapaz parou, colocou os óculos na cabeça para encarar os olhos de mel da antiga namoradinha.


– Oi Clarinha.


– Oi Fábio.


– Muito bom te encontrar por aqui, sua mãe me disse que você está morando em São Paulo, e então, o Direito é tudo aquilo que você esperava?


– Acho que até agora, com um mês de aula, o Direito é mais do que eu esperava.


– Que bom! Estou muito satisfeito também com a Medicina, apesar de estar sem tempo para outra coisa que não seja estudar.


Um silêncio rápido se instalou, pela timidez, e principalmente pela tensão de Clara, imaginando o que se passava na cabeça de Vanessa.


– Ah, deixa eu te apresentar Fábio, essa é Vanessa, uma amiga da faculdade.


Dulce cumprimentou o rapaz com toda sua simpatia, o que deixou Clara ainda mais confusa e tensa.


– Vocês estão bebendo alguma coisa? Ou querem beber alguma coisa? – O rapaz foi gentil.


– Obrigada Fábio, mas não acho que aqui tenha algo forte o suficiente para minha necessidade.


Vanessa respondeu dessa vez deixando claro seu desconforto.


– E você Clarinha?


– Não, obrigada.


– Preciso falar com uns amigos que não vi ainda depois que cheguei de Campinas, mas, volto pra te cobrar a dança que você ficou me devendo.


O rapaz se afastou, e a essa altura, Vitória, Karina e Luana já estavam no meio do salão dançando animadas. Finalmente as duas ficaram sozinhas.


– Van, não existe nada entre eu e Fábio, eu juro!


– Você nem sabe o que estou pensando.


– Você está aí com essa cara, mal me olha, não é possível que você ache que sinto alguma coisa pelo Fábio!


– Não é seu amor de infância? Um partidão!


– Vanessa! Eu nem queria vir aqui!

– Porque não? Medo de reencontrar o seu amor do interior?


– Claro que não! Porque eu queria mesmo era estar fazendo amor com você no meu quarto!


– Ah é? Então diz isso pra ele, ele está vindo de novo atrás de você.


O rapaz voltou exibindo a mesma simpatia.


– Sei que você adora essa música, vamos?


Clara emudeceu.


– Não se preocupe comigo Clara, pode ir, vou até o bar, quem sabe tenham um ponche com arsênico para vender.


Vanessa saiu enquanto Fábio puxava Clara para o salão. Obviamente os olhos de Clara procuravam Vanessa todo tempo, enquanto o rapaz se insinuava claramente para ela. Metade da música foi o tempo máximo que Clara conseguiu suportar a agonia de ficar longe de Vanessa sabendo da chateação dela pela circunstância. Deu uma desculpa qualquer a Fábio e saiu a procura de sua namorada pelo clube que ironicamente parecia gigantesco na ânsia de logo achar Vanessa.

Quase meia hora depois encontrou sentada diante de um lago, que tinha como vista as serras que cercavam a cidade.


– Vanessa estava louca te procurando!


– Seu pai tem razão, a cidade tem paisagens lindas.


– Tem, mas não vejo a menor graça nessa paisagem com você dando as costas para mim.


– Já se acertou com seu namoradinho?


– Como você pode dizer isso? Você é minha namorada, quero estar certa com você!


– Será mesmo? Porque você foi dançar com ele então?


– Porque sou uma idiota! Mas, você quer que eu volte lá e te apresente como minha namorada? Então vem.


Anahi estendeu a mão para Vanessa.

– Você sabe as conseqüências disso? – Vanessa perguntou.


– Não. Mas, qualquer coisa é menor do que ler nos seus olhos a sua decepção comigo.


Vanessa segurou a mão da namorada, e disse:


– Vamos voltar pra casa, quero fazer amor com você agora.

Capítulo 5 - FINK (Feelings I Never Know)

(Pov Vanessa)

Eu estava de cabeça baixa na minha mesa, com Normani sentada ao meu lado e Chris atrás, me cutucando com uma lapiseira. A Sra Malcom falava sobre economia e sua ativa participação nas relações internacionais e eu não podia sentir mais sono. Faltavam exatos dez minutos para o sinal bater e olá intervalo.


– Além de velha, ela estraga a aula – murmurei e Normani concordou colocando o rosto entre as mãos.


– Alguém me tira daqui, essa mulher vai me fazer mudar de faculdade – Chris murmurou porém alto demais e toda a sala se voltou momentaneamente para ele.


– Algum comentário que queira compartilhar, Sr Mesquita? – Sra Malcom perguntou levantando os óculos.


– Eu? – Chris olhou para os lados se fazendo de sonso e eu mal segurei o riso – Eu não.


– Então mantenha-se calado – Chris fez uma continência e abaixou a cabeça.


Estava prestes a desistir da aula e dormir os minutos que me restavam quando sinto meu celular vibrar. SMS.

“Me encontra no prédio sete, corredor dos armários. Agora! -Thata”

Balancei a cabeça e sorri, aquela peste acaba de salvar meu dia.


– Hm.. professora? – chamei levantando a mão, e a Sra Malcom me olhou interessada – Posso ir ao banheiro? – Ela bufou e apenas assentiu com a cabeça.


Me levantei, recebendo um olhar maldoso de Normani e Chris colocou a mão na nuca mordendo o lábio fazendo movimentos obcenos gemendo “vai Vanessa” num volume quase inaudível e eu me segurei para não rir. Bati a porta da sala e fui andando calmamente até o corredor dos armários que ficava na entrada dos fundos do prédio.

Thaís estava sentada no chão, sacudindo os pés impaciente. Levantou assim que me viu.


– Mesquita – ela sorriu maliciosamente- Achei que não viria.


– Achou que eu ia te deixar na mão? – puxei-a pela cintura colocando o rosto em seu pescoço enquanto suas mãos apertavam minhas costas.


– De você eu não espero nada – ela disse e eu sorri mordendo toda a região de seu pescoço.


Então o sinal bateu.


– Thata.. – disse separando-a de mim – Eu tenho que ir agora – mas ela ignorou totalmente selando nossos lábios seguidas vezes – É sério.. eu disse pra Clara que..


– Foda-se – ela me puxou para si, num beijo voraz.


—————-


(Pov Clara)


O sinal bateu e eu soltei um gemido de infelicidade. Todas as pessoas saíram de uma vez, e eu esperei todo o movimento cessar para mover-me de meu acento, recolhendo vagarosamente todas as minhas anotações. Fui andando lentamente até a porta da sala, dando um pequeno sorriso para o Sr. Pats que ainda estava em sua mesa, e saí andando pelo largo corredor do prédio. Após 3 minutos andando no corredor pude localizar meu armário, depositando minhas folhas ali e segui para o portão do prédio, em busca de Vanessa.

O campus não estava assim tão cheio. Corri os olhos por todo o perímetro e nada da Vanessa. Deve ter se atrasado, sorri comigo mesma. Escorei-me no corrimão e decidi esperar uns 5 minutinhos.

E nada de Vanessa.

Não faria mal se eu saísse pra procurá-la, certo? Levantei-me e me dirigi ao prédio sete, que estava aparentemente vazio. Vai ver ela teve algum problema com um professor.

Segui andando pelos corredores do prédio, enquanto mandava SMS para Angel. Quando me deparei com uma cena completamente desnecessária na minha vida:

Duas garotas se pegando ferozmente, uma estava com as pernas em volta da cintura da outra, aproximei-me mas um pouco e reparei que aquela camisa xadrez é familiar.

Cheguei mais perto, sem ser notada, óbvio, e pude ter certeza do que eu não queria: Uma das garotas era Vanessa.

Fiquei um tempo observando a cena sem saber o que pensar.

Filha da puta.

Bufei e girei os calcanhares para a direção contrária dando passos arrastados pelo caminho que eu tinha feito. Eu quero esganar aquela vagabunda.

Chegando no pátio eu fui andando em linha reta até chegar no prédio um, e procurei a árvore perto do carro, onde tínhamos combinado e Angel estava lá.


– Mas que cara é essa? Cadê a Vanessa? – Angel perguntou antes mesmo de eu chegar até ela.


– Eu estou um pouco nauseada, acabei de ver a Vanessa pegando uma garota -Angel me encarou com cara de nojo e eu ri – Quero voltar pro hotel.


– Eu sabia que não dá pra confiar em gente desse tipo – ela disse referindo-se a Vanessa – Não vamos pra casa Clara, ainda temos seis aulas.


– Eu não to no clima – fiz biquinho e Angel revirou os olhos.


– Tudo bem – ela sorriu – Vamos chamar um táxi, pode ser?


–Qualquer coisa.


– Tudo bem, deixa eu ver, Michael me deu uns números úteis – Angel disse mexendo no celular enquanto andávamos – Vê se você entende o que está dizendo aqui?


Ela virou a tela do celular pra mim e no mesmo minuto senti um forte baque no meu ombro, quando vi, era um garoto.


– Ai… -gemi de dor, apertando o lugar da pancada – olha pro onde anda, amigo.


– Te machuquei? – o garoto disse pegando alguma coisa que tinha derrubado no chão – Me desculpa, eu não vi..


Foquei em seu rosto e seus traços eram completamente familiares. O cabelo castanho claro quase loiro, desfiado, altura mediana e olhos castanhos, porem um pouco vermelhos. Lindo.


– Oi? Tá tudo bem? – ele estalava os dedos na minha frente, foi quando percebi que sorria feito boba.


– Ah.. – pude ver Angel segurando o riso – Tudo sim.. eu só.. tá tudo bem, não me machucou.


– Você tem certeza? -apenas assenti e ele esticou a mão para que eu apertasse – Chris, Chris Mesquita.


– Mesquita? -perguntei confusa e ele assentiu – Mesquita, tipo Vanessa Mesquita?


– Sim – ele abriu um largo sorriso- Minha irmã.


– Você tá brincando? – Angel perguntou séria.


– Claro que não – ele sorriu sem graça – Vocês estão procurando ela?


– Ah não, nós estamos tentando pegar um táxi para voltar pro hotel do seu pai – sorri.


– Sem a Vanessa? – ele perguntou um tanto confuso.


– Digamos que a sua irmã esteja um tanto.. “ocupada”.


Expliquei toda a situação para Chris e ele soltou uma sonora gargalhada, falando que isso é típico de Vanessa.

Bom saber.

Depois de devidamente apresentados, Chris se ofereceu para nos dar uma carona já que ele também iria embora, e é claro que aceitamos.


——————


(Pov Vanessa)


Eu estava tão entertida com Thaís que não percebi nada a minha volta até ouvir, novamente o barulho do sinal.


– Thata.. – ela fez um barulho nasal indicando para que eu prosseguisse, sem tirar a boca de meu pescoço – são que horas?


– O intervalo acabou de acabar.


– Puta que pariu – eu quase gritei e Thaís tapou a minha boca – Thaís me larga – eu disse a empurrando.


– É assim que você me trata, filha da puta? – ela me deu uns tapinhas no braço mas eu ignorei.


– Eu falei que eu tinha que ir, caralho.


Saí correndo pelo corredor até chegar na porta do prédio, forcei a vista para olhar ao redor até encontrar a árvore que tínhamos marcado de “ponto de encontro” sem ninguém. Andei um pouco até o prédio oito, e Clara não estava nas escadas. Merda. Entrei no prédio, dando passos rápidos pelos corredores em busca de qualquer sinal dela, sem sucesso, mas encontrei uma pequena recepção. Que eficiente, não tem isso no meu prédio.


– Oi, bom dia – sorri para a mulher ruiva sentada atrás da mesa de madeira – Você pode me dizer se a aluna nova, Clara Aguilar está presente?

– Clara Aguilar? – ela repetiu e eu assenti, ela digitou rapidamente o nome em seu teclado – hm.. bom, aqui consta que ela esteve presente nas duas primeiras aulas.


– Disso eu sei – sorri sarcástica – Sabe me dizer se ela está aqui agora?


– Olha, isso não posso não – ela sorriu mas eu não correspondi, apenas a fitei séria – Mas no horário dela, consta que agora ela deveria estar na sala 19, dê uma checada lá.


A mulher mal terminou de falar e eu já estava andando pelo largo corredor repleto de salas e armários. Sala 19. Sala 19.

Sala 17, 18.. 19!

A sala tinha uma grande janela de vidro sem abertura, me dando visão completa da parte de dentro, o intervalo mal acabara e a classe já estava cheia. Corri os olhos por todo o pequeno espaço, e nada de Clara. Bati com força na parede, chamando a atenção de algumas pessoas ao redor. Apenas ignorei, me virei e em passos rápidos fiz o caminho até a portaria do prédio oito e me voltei novamente para a recepcionista


– Com licença – disse educadamente – você tinha certeza que era sala 19?


– Certeza absoluta, era a única classe com calouros – ela sorriu e eu assenti.


Diminuí o ritmo e em passos arrastados fui andando até meu prédio.

– O que você está fazendo aqui? -disse áspera para Thaís que estava na portaria do prédio oito – que eu saiba, você cursa literatura, não relações internacionais.


– Vim matar aula com você – ela sorriu andando em minha direção.


– Hoje não, Thaís – a encarei séria – Hoje não!


Ela debateu com alguns xingamentos que eu mal me dei o trabalho de ouvir, apenas virei as costas e segui até a minha sala que era a do final do corredor. E eu estava atrasada novamente. Dei algumas batidas na porta e fui recepcionada pelo largo sorriso do Professor Felix.


– Você nem precisa de permissão – sorri sem graça enquanto Normani explodia em uma sonora gargalhada no fundo da sala. E como resposta, eu mostrei o dedo do meio.


Atravessei a sala o mais rápido possível, me jogando na cadeira ao lado da de Normani

– Cadê o Chris? – perguntei confusa e ela apenas fez uma cara triste balançando a cabeça, dando a entender que não sabia.


– Mas e o serviço de babá? – ela perguntou risonha.


– Acabei de perder as minhas crianças – afundei o rosto nas mãos.


Eu não podia voltar pro hotel sem essas garotas.

Capitulo 40

Clara:Desculpas eu sou péssima com nomes.(sorrindo sem graça)

Angelis:Sem problemas,meu nome é meio complicadinho mesmo.(se virando para may)

May:Prazer,Mayra!(sorrindo)

Angelis:Bom,então podemos começar!

Pedimos um suco e comecei contanto a ela tudo o que aconteceu,May parecia estar totalmente por fora do assunto, oque é estranho se tratando de Mayra Dias Gomes.

Angelis:Bom Clara o seu caso é muito delicado,mas isso não significa que está tudo perdido.

Clara:Como eu falei…meu filho,tenho chances de recupera-lo?

Angelis:Vamos por partes,não podemos nos precipitar.

May:Como assim?

Angelis:Primeiro vamos tratar do fato de como aquelas coisas foram parar lá e depois vemos as “consequências”.

Clara:Não faço ideia eu nunca tinha visto aquilo lá.(respirando fundo)

Angelis:Você tem empregada?

Clara:Tenho…mas não acredito que tenha sido ela,a Aline trabalha com a minha família a muito tempo.

May:Mas e aquela garota Clara?a empregada nova?

Clara:não sei…será?(pensativa)

Angelis:Clara,até que acharmos o verdadeiro dono daquilo todo são suspeitos,a questão é…porque alguém ia querer te prejudicar?

Clara:Eu não faço ideia.(respirando fundo)

Angelis:Bom Clara eu prometo que vou dar o meu melhor para te ajudar.(sorrindo)

Depois de uma longa conversa,saímos do restaurante e seguimos em direção a empresa.

Clara:Ela parece ser bem competente…

May:É parece…É bonita ela né?

Clara:Já está de olho Mayra?(rindo)

May:Não,claro que não,ela que pareceu não tirar o olho de você.

Clara:Tá doida May ela foi super profissional.

May:Não fui muito com a cara dela não.(u.u)

(em uma academia)

-celular tocando-

Pepa:Alô?

Fabian:Patricia,será que podemos nos ver hoje?

Pepa:Fabian?O que você tá fazendo aqui no Brasil(nervosa)

Fabian:Estou esperando o sinal que você disse que me daria.

Pepa:Aqui?tá querendo nos entregar é?

Fabian:Eu pensei que e…

Pepa:Você ligou ou falou com a Clara?

Fabian:Não,eu ia ligar pra ela depois de falar com você…

Pepa:Não faça isso!me espera mais tarde no restaurante do hotel.

Fabian:Tá ok então e…

Pepa:Argh…Francês burro!(desligando o aparelho)

(na empresa)

Van:Thais…isso aqui é daqui?

Thais:Não sei Van,essa parte ai é com a Fabs e a Clara!

(batem na porta)

Thais:Entra!

Ray:Ai estão vocês,me ajudem porque eu to perdidaço.

Van:O que houve?

Ray:Nessa folha aqui diz que temos dois eventos amanhã e aqui diz que temos um hoje.

Thais:Posso?(pedindo os papeis)

Ray:cara em uma semana isso aqui tá no chão,eu nunca vou conseguir administrar esse lugar.

Van:Calma Ray a gente te ajuda.

Thais:Estamos mais perdidas que cego em tiroteio mas prometemos ajudar.(rindo)

Van:Então Thais que evento que tem hoje?

Thais:Nenhum hoje e nem amanhã são datas do mês seguinte que a Clara havia agendado.

Ray:Agendado pra que?

Thais:Isso você vê com ela,eu vou até o almoxarifado.(se levantando)

Ray:Marrenta a garota né?(rindo)

Van:Não sabe o quanto,“Thais a indomável”.

Thais:Vanessa…(envergonhada)

Ray:Nunca tentaram ou não permitiu?(sorrindo)

(batem na porta)

Thais:Entra!(ignorando a pergunta)

May:que isso reunião?

Ray:Não,isso aqui é meu arem…(rindo)

Van:Oi amor.(lhe dando um beijo)

Clara:Que história é essa?(rindo)

Ray:Olha o ciumes.(rindo)

Os dias foram passando,duas semanas para ser mais exatas,fui me adaptando ao fato de estar longe da empresa,Angelis se mostrava cada vez mais empenhada em me ajudar e o processo corria sem muitas surpresas.

Ray:E ai maninha bora sair dessa tristeza?

Clara:E quem tá triste aqui?(respirando fundo)

Ray:saudades do moleque?(se referindo a Max)

Clara:Não sabe o quanto.

Ray:Imagino…mas e o francês lá?não falou mais nada?(irritado)

Clara:Vem pro Brasil pra gente conversar,disse que tem uma proposta a me fazer.(revirando os olhos)

Ray:é um babaca mesmo…mas enfim tá fazendo o que ai sozinha?sexta-feira a noite maninha,bora animar..

Clara:Estou esperando minha namorada.

Ray:Então quer dizer que hoje tem?(rindo)

Clara:Tome atento moleque.(lhe dando um tapa)

Ray:Clarete escuta só essa,tenho um amigo meu que vai inaugurar uma boate nesse sábado e ainda não conseguiu um dj.(sorrindo)

Clara:É mesmo…eai?(lendo uma revista)

Ray:Então a…

~campainha~

Clara:É a Van…(indo abrir)

Van:Oi amor.(sorrindo)

Lhe dei um beijo e ficamos trocando alguns carinho ali na porta mesmo hahaha,não tenho culpa se perco os sentidos quando estou perto dela u.u

Ray:Oi,eu tô aqui tá.

Clara:A gente sabe seu chato…

Ray:E ai cunha,tá gata hein…com toda respeito maninha.(a cumprimentando)

Clara:É tá linda mesmo.(sorrindo)

Ray: vão sair?

Clara:Não,acho que vamos ficar por aqui mesmo e…

Ray:Pow a gente podia comprar umas bebidas e fazer uma social o que você acha?

Clara:Ah não Ray,não to bem pra ver gente.(rindo)

Ray:Mas vai ser entre amigos mana…e ai Van?

Van:Amor é bom que a gente se distrai um pouco.(lhe fazendo carinho)

Clara:Eu estou muito sem clima gente é sério,mas se você quiser chamar seus amigos Ray não tem problema eu fico lá em cima.

Ray:Nada disso,você vai curtir com a gente…vai Clara por favor.

Van:Amor…(pedinte)

Clara:Então tá…mas Ray chama pouca gente por favor.

Ray:Beleza mana então eu vou chamar uns amigos e vocês podem fazer o mesmo.(indo para o quarto)

Desde que tudo aconteceu eu estava sem clima pra fazer qualquer coisa,mas sabia que precisava sair da bad que havia entrado,acabei concordando com a tal “social"por insistência de Ray e porque a Van concordou e até poque ficar sofrendo e me lamentando não me ajudaria em nada.

Realmente não havia vindo muita gente só alguns amigos de Ray que eu já conhecia,dentre eles o Edu,Thais também veio e faltava só May que estava chegando.

Thais:Van a May não vem?

Van:Thais é a terceira vez que você pergunta (rindo) ela tá vindo né amor?

Clara:É Thais,acalme-se,tudo isso é saudade.?(rindo)

Thais:Claro que não…é só que..er…eu não conheço ninguém aqui,e vocês não param de se agarrar,já to me sentindo um castiçal.(irritada)

Van:Falando nisso,você cairia bem de castiçal até altura de um você já tem.(rindo)

Thais:Vai se foder Vanessa.(revirando os olhos)

Clara:Hahahaha só sei rir.

Van:Afinal,a May foi fazer o que no aeroporto?

Clara:Buscar a irmã dela que tá chegando de Vegas.

Thais:Eu não sabia que a May tem uma irmã.

Clara:Tem,mais nova que ela ,a Lu,vocês vão gostar dela é a copia escarrada da May.(rindo)

Ray:E ai meninas…não vai beber não Clarete?

Clara:Não,e você nem devia,conheço muito bem quando você bebe.(séria)

Van:Que isso amor,deixa o garoto ser feliz.(rindo)

Ray:Agora sim cunhada gostei,gostei,toma aqui um copo.

Van:O que tem aqui?(desconfiada)

Ray:É um Red Bubble bebidinha leve Van vai de boa.(sorrindo)

Clara:E para de por minha namorada no mal caminho.(Lhe tomando o copo)

Van:Clara…me da isso aqui.(tomando de volta)

Ray:Clarete vai ficar de cabelos brancos quando eu levar o Max pra night.(rindo)

Ficamos ali conversando até que decidir beber um pouco afinal eu estava precisando me distrair e Vanessa já havia entrado na onda do Ray então não vi problema algum. Depois de uns copos Vanessa e Thais já estava meio "alta” vamos dizer assim…e eu não ficava atrás.

Clara:Amor pera ai…tá cheio de gente aqui.

Van:Ninguém tá reparando em nós amor.(lhe beijando)

Thais:Ei vocês duas tem quarto nessa casa não?(rindo)

Ray:É acho melhor vocês irem para lá também.(rindo)

Van:Porque vocês dois não arrumam alguém para beijar e deixa a gente em paz?

Clara:É…amor vamos lá para fora.(se levantando)

Ray:Hahahaha…Quer mais bebida?

Thais:sim,mas só um pouco…afinal eu já estou “alegre”.(rindo)

Ray:Vou fazer uma bem leve então.

Thais:já fez curso foi?

Ray:Não,tudo isso aqui é amadorismo…(lhe entregando um copo)…faço porque gosto.

Thais:Obrigada.(sorrindo)

Ray:Você tem um sorriso muito bonito devia mostra-lo mais.(sorrindo)

Thais:Tá dizendo isso porque está bêbado?(sorrindo sem graça) de qualquer forma,obrigado.(envergonhada)

Ray:Não precisa ter vergonha,eu só estou dizendo a verdade,e além do mais eu não estou bêbado.(se aproximando)

~campainha~

Ray:(respirando fundo) Pera ai vou lá ver quem é.(indo em direção a porta e abrindo) É…OI?

Angelis:Oi,a Clara está?

(lá fora)

Clara:Amor…você bêbada é engraçada.(rindo)

Van:E quem disse que eu estou bêbada?(arqueando uma sobrancelha)

Clara:E tá me agarrando desse jeito porque?(prendendo o riso)

Van:E quem disse que eu preciso estar bêbada pra te pegar de jeito?(incrédula)

Clara:Só acredito vendo.(sussurrando em seu ouvido)

Van:Eu vou te mos…

Ray:Clarete…(indo até elas) Tem uma mina ai fora querendo falar contigo.

Clara:Que mina?

Ray:Disse que é sua advogada,tá lá na sala.

Clara:Tá já vou indo lá…(encarando Vanessa) será que aconteceu alguma coisa?(assustada)

Van:Ou será que ela veio aqui só pra ter um pretexto de te ver…o que se pode resolver numa senta a noite?(bufando)

Apesar de ter me indicado Angelis,assim como May,Van havia cismado com a mesma,era até bonitinho a vê-la com ciumes,mas era um ciumes sem motivos afinal ela era só minha advogada e na minha opinião estava sendo profissional,mas vai dizer isso pra Vanessa.

Clara:Angelis?…(indo cumprimenta-la) aconteceu alguma coisa?

Angelis:Desculpa Clara eu não sabia que você estava ocupada…(encarando Vanessa)…é melhor eu voltar outra hora.

Van:Mas tem um motivo especifico pra você estar aqui né?..(irônica)…quero dizer algo deve ter acontecido pra você estar aqui a essa hora.

Angelis:Er…na verdade tem sim…(pegando uma pasta)…eu preciso que você assine isso aqui Clara.

Clara:O que é isso? (lendo o papel) Tutela compartilhada?

Angelis:Eu abri o processo que você pediu para tentarmos recuperar a tutela compartilhada do seu filho,se você quiser dar uma lida.

Clara:Nossa como conseguiu tão rápido.(sorrindo) bom,eu quero ler sim mas hoje será meio difícil eu fazer isso.

Angelis:Não tem problema depois eu passo aqui e pego então..(pegando sua bolsa)

Clara:Mas já que está aqui…(encarando Vanessa quase que lhe implorando)..fica.

Angelis:Er….eu acho melhor não…(encarando Vanessa) amanhã eu tenho uma viagem e preciso de descanso.

Clara:Bom já que é assim…(a cumprimentando) tchau!(sorrindo)

Angelis:Tchau Clara….e óh,toma cuidado na minha ausência hein?(sorrindo) Tchau Vanessa.

Van:Tchau.(sorrindo amarelo.

Clara:Pode deixar.(sorrindo) Tchau!

(Vanessa narrando)

Estávamos in love na piscina até Ray dizer que a advogada dela estava aqui,eu fiquei´possessa de raiva,e não é implicância ou coisa do tipo,mas eu venho reparado a forma como ela olhava pra Clara,e isso me incomodou um pouco,e mesmo sabendo disso Clara ainda a convidou para ficar.(¬¬)

Ray:Hei…cuidado.(rindo ao esbarrar em Thais) vejo que já está mais que alegre hein.

Thais:Que nada você que veio na minha direção desgovernado.(rindo)

Ray:Tá fazendo o que aqui sozinha nesse corredor?(rindo) tá perdida?

Thais:Pior que sim,preciso chegar a algum banheiro.(sem graça)

Ray:Beleza,te levo lá,vem.

(na sala)

Van:desnecessária…(disse assim que Clara fechou a porta)não disse que era só pretexto.

Clara:Claro que não Van,ela me trouxe documentos para assinar.(apontando pros papeis)

Van:Logo hoje?a Clara conta outra,você é tão esperta mas se faz de inocente.(revirando os olhos)

Clara:Ai Van vai ficar brava comigo agora por isso.(impaciente)

A verdade é que eu não estava brava com ela e sim com a senhora “não sabia que você estava ocupada"vocês tinham que ver a cara que ela fez quando me viu ali do lado da Clara,ai vocês entenderiam porque eu estava puta.

Clara:Van…(tentando chamar sua atenção)

~Campainha~

Clara:Tá puta a toa…(levantando e abrindo a porta)

Lu:Loiraaa.(pulando em seus braços)

May:Luana! (chamando sua atenção)você não tem mais 10 anos,Clara não te aguenta mais.(rindo)

Lu:Tá me chamando de gorda Mayra?(abraçada a Clara)

Clara:Nossa garota como você cresceu…(a olhando) está linda!

Lu:Eu linda olha isso…(a olhando)…mulher você não tem limites.

May:Lu essa é a Vanessa.

Lu:Oi Van…(a cumprimentando)gata desse jeito….namorada da Clara acertei?

Van:Sou sim…(sem graça)

May:Eu já havia comentado…mas e ai cadê a Thata?

Clara:Ela tava na varanda bebendo.

May:Vou lá chamar ela então.

Lu:Humm,minha irmã tá pegando né?

Clara:Não…ainda não.(rindo)

(no quarto)

Ray:Nossa Thais que gafe foi mal.(lhe entregando a toalha)

Thais:Acontece nas melhores famílias.(se secando)

Quando estavam indo em direção ao banheiro Ray por estar bêbado acabou perdendo o equilíbrio e derrubando o que bebia na roupa de Thais,ela foi até o quarto se secar ou pelo menos tentar.

Ray:Eu vou deixar você ai a vontade e depois te encontro lá….pode ser?

Thais:Tá ok.

Ray havia saindo do quarto e acabou esquecendo seu copo resolveu então ir busca-lo,na mesma hora que entrou Thais saia do banheiro só de sutiã e acabou dando de cara com ele,no susto,os dois acabaram caindo sobre a cama.

Thais:Meu Deus,que vergonha!(se sentando na cama)

Ray:Nossa eu sou um idiota…(se levantando)

May:Thais,até que enfim eu…(encarando Ray)

 
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