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Vento No Litoral
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“Alguém que já sofreu por amor? (todos dizem sim) E tudo isso já sofreu de verdade? Eu pergunto sempre isso porque eu não acredito nisso. Eu cheguei a seguinte conclusão: Quando o amor é verdadeiro, não existe sofrimento! Se não o cara fica doente, igual o cara dessa música agora. Renato Russo” - Vento no Litoral.

Legião Urbana.

Budismo.

Tudo iniciou-se com o jovem Siddharta Gautama. Este era um príncipe, extremamente inteligente, rico e admirado por todos. Mas, apesar de poder ter todas as mulheres que quisesse, apesar de ir às festas e banquetes todos os dias, o pequeno Siddharta vivia deprimido, pois não encontrava um sentido para sua existência. Aos 29 anos, saiu de seu palácio com o objetivo de conhecer o “mundo real”. O príncipe entrou em contato com a miséria, a pobreza, a morte. E assim, decidiu largar todos os seus bens materiais e simplesmente levar uma vida humilde e meditar. Um dia, Siddharta foi iluminado pela verdade e tornou-se um Buda, e aprendeu e ensinou que a fonte da dor é o desejo. Que o desejo é um sentimento que não têm fim, sempre há mais e mais e nunca se é satisfeito. Só quem abandona a ambição os desejos, o orgulho, os sentimentos “negativos” e assume uma vida humilde poderá alcançar o Nirvana. Que significa o estado completo de paz. Depois da morte de Siddharta Buda, seus discípulos percorreram a Ásia ensinando seus mandamentos, seus ensinamentos de paz, humilde e simplicidade. Logo, o Budismo é uma crença que não cultua nenhum deus necessariamente, apenas segue o que eles lhe ensinaram. Essa religião conquistou milhares de adeptos em países como Japão, China, Vietnã, Sri Lanka, Coréia e Tailândia.

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O Movimento Intelectual do Século XVIII: Iluminismo.

A burguesia do século XVII e XVIII estava em ascensão em importantes países europeus, como Inglaterra e França. Os burgueses, acumulando cada vez mais poderes econômicos, estavam influenciando também o poder político e social. Surgiu então, a ideologia do Iluminismo (também conhecido como Filosofia das Luzes), caracterizada por um conjunto de idéias nos campos político, científico, econômico e filosófico. Seus ideais eram:

  • Racionalismo: A única fonte capaz de oferecer o conhecimento da natureza, dos homens e da sociedade é a razão. A razão humana desenvolve-se por meio de experiência (filosofia empírica)
  • Combate ao absolutismo: O absolutismo monárquico era um injusto sistema do governo, que se baseava no uso da força contra os cidadãos e a ditadura de pensamento.
  • Combate ao mercantilismo: A intervenção do estado na vida econômica prejudicava o desenvolvimento do capitalismo.
  • Combate ao poder extremo da igreja: A igreja Católica tinha uma grande influência na vida social e política, e isso era nocivo ao crescimento da sociedade. Os princípios da fé eram mudamos pelos princípios científicos baseados na razão.
  • Igualdade; Tolerância religiosa ou filosófica; Liberdade

Grandes Pensadores Iluministas:

John Locke: Conhecido também como “pai do Iluminismo”, Locke era um filósofo inglês. Sempre afirmou que nossa mente é como uma “tabula rasa” sem nenhuma idéia. Adquirimos tudo devido à experiência. John Locke também condenava o absolutismo monárquico.

Montesquieu: Jurista francês que defendeu a separação do poderes do Estado em Legislativo, Executivo e Judiciário, para evitar abusos do Governo.

Voltaire: Um dos maiores pensadores do Iluminismo, o filósofo se destacou pelas críticas que fazia ao clero católico e à tolerância religiosa. Era defensor de uma monarquia respeitadora das liberdades individuais, governada por um soberano esclarecido.

Diderot e D’Alambert: Principais organizadores de uma Enciclopédia de 33 volumes, reunindo os principais conhecimentos científicos e filosóficos dos anos que se passaram até a sua atualidade.

Russeau: Nasceu na Suíça, mudou-se para França. Defendeu a tese que o soberano deveria conduzir o estado segundo a vontade geral do povo. Defendia a liberdade, na pureza do seu estado natural contra o artificialismo do homem civilizado. Foi um dos principais pensadores da Revolução Francesa.

Despotismo Esclarecido

Os governantes absolutistas de alguns países europeus procuraram adaptar-se a certos princípios do Iluminismo, promovendo uma série de reformas nos campos social e econômico. Déspota é o nome dado aos governantes absolutistas de modo geral. Os governantes que aceitavam os ideais iluministas eram conhecidos como Déspotas Esclarecidos. Entre os déspotas esclarecidos, destacavam-se: Frederico II, da Prússia; Catarina II, da Rússia; José II, da Áustria e Marquês de Pombal, de Portugal.

Os valores do Iluminismo se manifestam também na teoria econômica, através da escola fisiocrática, representada por François Quesnay. Quesnay era contra a intervenção do Estado na vida econômico e defendia a agricultura e sua valorização. E Adam Smith, defendia o liberalismo econômico, jogo livre da oferta e da procura.

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.”

Oscar Ribeiro de Almeira de Niemeyer Soares (1907 - 2012) foi o arquiteto brasileiro mais influente na arquitetura moderna. É considerado por muitos, o patriarca da arquitetura contemporânea. Seu trabalho é conhecido no Brasil e no mundo a fora desde a década de 40. É formado pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, e sua obra mais reconhecida e aclamada no Brasil foi o plano piloto de Brasília, no Distrito Federal. Além disso, projetou o edifício do Ministério da Educação e Saúde, o Pavilhão Brasileiro na Feira Mundial de Nova Iorque (EUA) e fez parte da equipe que projetou a Sede das Nações Unidas (ONU). Niemeyer também foi convidado também para lecionar na Universidade de Yale, entretanto, seu visto foi negado devido sua posição política. Oscar Niemeyer era comunista e aliou-se ao Partido Comunista do Brasil. Suas obras, únicas, e sempre com uma peculiaridade que era considerada sua assinatura, não espalha-se somente no Brasil, mas está presente em diversos países, como França e Espanha. O poeta das curvas faleceu na noite do dia 5 de dezembro, aos 104 anos de idade. O segredo da vida longa, dizia ele, era que ele amava a vida, e a vida o amava. O Brasil perdeu um dos seus maiores artistas, entretanto, Oscar Niemeyer continua imortalizado em cada projeto que fez. 

  • A Lenda de The Dark Side Of The Oz.

Quem já conhece a lenda que fala sobre a ligação entre o filme Mágico de Oz e a banda Pink Floyd? Dizem que o álbum “Dark Side Of The Moon” do Pink Floyd, foi feito para ser sincronizado com o filme. A teoria da sincronização entre o filme e o disco da banda começou a ser discutido entre 1994 e 1995, levantando suspeita e criando teorias, fazendo com que várias matérias fossem publicadas sobre esse assunto. 

No entanto, essa sincronia sempre foi negada pelos integrantes do Pink Floyd, e afirmam: Não passa de uma grande coincidência. O guitarrista e vocalista David Gilmour negou que o disco foi feito pela influência do filme, alegando que “Algum cara com muito tempo livre teve essa idéia de combinar O Mágico de Oz com Dark Side of the Moon" 

Porém, depois dos boatos tomarem forças, foi criado listas e mais listas mostrando diversos momentos onde há a sincronia (mais de 100!). Segundo os fãs que tentaram reproduzir tal efeito, para obter a sincronia, basta iniciar o disco no exato momento que o leão da MGM rugir pela terceira vez no filme Mágico de Oz. O filme é mais longo que o álbum, então, é preciso iniciar o disco assim que ele termina, tocando assim, duas vezes e meia. E um aviso: em algumas versões do filme, o leão é colorido. Pare ter a sincronia perfeita, o leão precisa ser preto-e-branco.

As coincidências do The Dark Side Of The Oz:

Primeira cena em preto e branco:

- O verso balanced on the biggest wave (da segunda música do disco, Breathe) é cantado justamente quando Dorothy está se equilibrando na cerca e On the Run começa exatamente quando Dorothy cai da cerca.

- Quando Tia Em está gritando com os 3 trabalhadores, uma voz feminina pode ser ouvida no fundo do disco que pára exatamente quando Tia Em para de mexer a boca.

- Dorothy vira-se e olha justamente quando o verso look around (olhe ao redor) é cantado.

- Quando Dorothy está cantando Over the Rainbow (canção do filme), ela olha muitas vezes para os aviões ouvidos no CD.

- Um verso em Over the Rainbow é: Birds fly, why can’t I? Na música Breathe, há um verso assim: For long you live and high you fly.

- Repiques e sinos (da música Time) começam a zumbir quando a velha avarenta anda em sua bicicleta. Isso acaba quando ela desce da bicicleta.

- O adivinhador diz a Dorothy que ela precisa ir para casa quando o verso home, home again (ainda da música Time) é cantado.

- Quando o tornado começa a tomar forma, a música muda para The Great Gig In The Sky (O Grande Espetáculo No Céu).

- A bateria em Great Gig in the Sky começa justamente quando o vento começa a causar estragos.

- Quando Dorothy bate sua cabeça, a música se torna mais suave, abaixando a voz.

- A música acaba quando Dorothy acorda.

Cenas coloridas do filme (o filme tem partes preto-e-branco e colorida pelo fato do alto custo de produzir um filme totalmente colorido na época, na parte que o filme fica colorido, inicia-se a música ”Money“)

- A boa bruxa aparece para tocar guitarra na sua varinha mágica. Ela move seus dedos na varinha como se realmente estivesse tocando guitarra.

- Durante o início de Us and Them, o prefeito e os políticos munchkins conversam enquanto vozes masculinas podem ser ouvidas.

- As bailarinas entram em us, us, us. A bailarina na esquerda da tela sincroniza sua dança exatamente com a música.

- Os garotos dos pirulitos entram em me, me, me. Eles chutam as pernas a cada me, me, me.

- A bruxa má aparece exatamente na palavra black. Mostrando também a roupa preta que a bruxa usava.

- And who knows whick is which and who is who (e quem sabe qual é qual e quem é quem?) é cantado quando a boa bruxa está explicando a Dorothy que existem duas bruxas malvadas – a do leste e a do oeste.

- As palavras up, up são cantadas quando a bruxa malvada está em cima da plataforma, e down, down é cantada quando ela desce da plataforma.

- And in the end (e no fim) é cantado quando a bruxa do leste desaparece.

- down, down é novamente cantado, desta vez quando Dorothy desce da plataforma.

- out, out, out é cantado quando a boa bruxa está indo embora.

- A troca de música ocorre exatamente na troca de cena.

O Espantalho:

- A guitarra tocará sempre que o espantalho ou Dorothy falar.

- Seus corpos movimentam-se com a guitarra quase igual.

- Ouve-se as palavras paper-boy justamente quando o espantalho mostra os papeis em sua barriga.

- A canção Brain Damage (dano cerebral) está tocando quando o espantalho diz que queria ter um cérebro.

- Quando o espantalho está dançando e cantando, ele dança com a música.

O Homem de Lata:

- Ouve-se uma batida do coração no CD quando Dorothy está estalanto o peito do Homem de Lata.

O Fim do Disco.

Os fiéis dessa lenda acreditam que se o disco for tocado outra vez seguida, a sincronia continua. O disco precisa ser repetido mais de duas vezes até o filme acabar. 

- O Homem de lata começa a dançar exatamente quando as batidas começam

- Um morcego voa através da tela enquanto o som de um avião é ouvido no CD.

- O rosnado do leão se relaciona com o som do rosnado no CD.

- O leão parece estar conduzindo a música quando fala.

- Todos os três personagens saltam com a batida durante a mudança de cena.

A Cena do Castelo de Esmeralda:

- O cavalo muda de cores na ordem das cores do arco-íris na capa do disco. 

- A mudança de música ocorre quando eles começam a andar na grande sala.

- Dentro da sala do mágico, o fogo atira com a música.

- O leão pula da janela com down, down.

- Forward he cried (da música Us and Them) é cantado quando o homem de lata está dizendo ao leão para ir a diante.

- A fumaça embaixo da cara do mágico aparece azul somente quando ouve-se blue, blue.

- Os repiques ouvidos no começo com a velha avarenta, são agora acentuados pelos aplausos da multidão na cena do balão de ar quente.

- Dorothy bate nas cicatrizes com a batida da música

De volta para casa (volta cena preta e branca)

As palavras home, home again são cantadas quando Dorothy acorda e abre seus olhos. A música acaba exatamente quando acabam os créditos.

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Outra coisa interessante é a capa do disco, que é um prisma: A luz preta e banca bate contra o prisma e sai colorida, na contracapa do álbum, o movimento é ao contrário, igual o filme, que inicia-se preto e branco e depois fica colorido, e novamente, do colorido volta ao preto e branco.

Para ver o filme exatamente sincronizado com o disco, deixo para vocês o vídeo no youtube. 

O principal tema abordado no álbum do Pink Floyd é a loucura. Uma das interpretações do filme, é que Oz era apenas alucinação da cabeça de Dorothy, nada daquilo existia. Nem todo o filme tem uma perfeita sincronia, entretanto, dá para causar belos arrepios em quem realmente prestar atenção. Há histórias de pessoas que encontraram sincronias em músicas do Pink Floyd em filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço e Alice no País das Maravilhas, porém, nada foi tão real como O Mágico de Oz.

(Matéria sugerida por Pedro J. Meu guri.)

youtube

Eu sei que muitos não se sentirão interessados em ver o vídeo. Não estou divulgando campanhas, não estou postando algo “meloso” ou maçante. E sim algo importante, algo que merece atenção. Principalmente para nós, adolescentes. Assistam, compartilhem, vivam isso.

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Melanoma é o segundo câncer que mais mata entre adolescentes e o mais comuns entre adultos. É um tipo de câncer que se desenvolve nas células responsáveis pela pigmentação da pele, mas não é um tipo de câncer de pele, já que diferente deste, a melanoma atinge seus orgãos: rim, figado, coração… Esse câncer atinge mais adolestences em seus 13 a 16 anos, mas a maior idade não significa que está livre da doença. 

Meninas, por mais que seja legal ir à praia, ficar deitada se expondo ao sol, usando bronzeador, ganhando marquinhas, isso no futuro irá doer. Garotos, jogar futebol na rua é legal, correr, praia, bicicleta… mas isso no futuro poderá ser letal, também. Eu sei que é um saco usar protetor solar, e como alguns amigos meus falam (até meu irmão), isso é “pura frescura”. Mas, é essa falta de cuidado que mata milhares de pessoas no mundo todos os anos. Matam pais, mães, irmãos, amigos, vizinhos, namorados, maridos, filhos. Se liguem, a nossa pele merece mais cuidado do que nosso cabelo, nossas roupas, sapatos. Examinem o corpo de vocês, se conheçam! Se cuidar sempre cedo é o certo a se fazer. Ou irá se cuidar depois que sofrer diversas cirurgias, radioterapias, quimioterapias? Ou já na metade da vida? Os sinais estão aí, na nossa pele. Mas percebemos tarde de mais… aos 25 anos… quando o câncer já se espalhou. Isso é extremamente sério. O câncer tornou-se algo comum. Não é porque nunca tivemos ou nunca convivemos com alguém assim se seremos salvos. Vamos nos conhecer, vamos nos salvar. O vídeo têm exatamente 5 minutos. Mas pode fazer toda a diferença na vida de cada um. Não quero deixar ninguém neurótico, não quero que ninguém suma da vista do sol, apenas quero que vocês se cuidem. Porque só vocês podem fazer isso.

Mas informações, aqui.

Toda semana irei compartilhá-lo aqui. - Artis Tragici.

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Peace and love!

    Woodstock Music & Art Fair (mais conhecido como Festival de Woodstock) foi um festival de música com a duração de três dias (15,16 e 17) no mês dia agosto, no ano de 1969. Na cidade de Bethel, nos Estados Unidos. O festival deveria originalmente ocorrer na cidade de Woodstock (como sugere o nome do festival) mas os moradores não aceitaram, então levaram para a cidade vizinha. Inicialmente, o objetivo do Festival era claro: Lucro. Foram quatro jovens que o organizaram, visando o retorno financeiro. Mas o Festival não se resumiu apenas isso. Woodstock Music & Art Fair marcou a era hippie e a contracultura do final da década de 1960, foi um evento lendário e um dos maiores momentos da história da música (E claro, do Rock N’ Roll). Os ingressos foram vendidos em lojas de disco ou via correio, custavam 18 dólares. Aproximadamente 186.000 ingressos foram vendidos antecipadamente, e esperaram aproximadamente 200.000 pessoas. No entanto, mais de meio milhão de pessoas compareceram, derrubando cercas e tornando o festival em um evento gratuito. E um símbolo ideológico lembrado até hoje.  Mais de 600 pessoas foram contratadas (ou foram como voluntários) para fazer a segurança, o policiamento do festival. E como eram, nada mais que 500.00 de pessoas, uso de drogas e nudez era permitido. Peladões chapados andavam livremente pela fazenda aonde houve os shows, mas, cem pessoas foram presas por tráfico de drogas. Cerca de 70 médicos foram chamados, e houve 6 mil atendimentos, e três pessoas morreram. Um jovem por overdose de heroína, outro por ruptura de apêndice e o terceiro atropelado por um trator. Houve também dois partos e quatro abortos.      Foram trinta e duas apresentações, com todos os grandes nomes da música na época, como Joan Baez, Santana, Creedence Clearwater Revival, Sly & the Family Stone, Janis JoplinThe Who, Joe Cocker, e terminando o show, o grande Jimi Hendrix. Houve diversos convites recusados, entre eles, The BeatlesThe DoorsLed Zeppelin e Bob Dylan. (Creio que alguns se arrependeram depois) O festival não foi só um marco para os anos 60, mas também um símbolo para o início de uma nova revolução. Uma revolução de jovens, que pregava a paz, o amor e a quebra de tabus. (Principalmente sexuais). É lembrado até hoje e houve muitas tentativas para imitar o festival de Woodstock, mas nenhum conseguiu. 

A foto “Flower Power” se tornou um dos símbolos da contracultura e do pacifismo nos 60, e concorreu ao Prêmio Pulitzer, um dos mais importantes do jornalismo. Bernie Boston foi o autor da foto em que um jovem colocava flores nas armas de soldados durante um protesto contra a Guerra do Vietnã, nos EUA. Lembrando que, neste mesmo evento os policiais começaram a atirar nos manifestantes. Atrás dessa bela foto, há muito sangue.

Porque escrevo?

Escrever. Porque escrevo? Escrevo para criar um espaço habitável da minha necessidade, do que me oprime, do que é difícil e excessivo. Escrevo porque o encantamento e a maravilha são verdade e a sua sedução é mais forte do que eu. Escrevo porque o erro, a degradação e a injustiça não devem ter razão. Escrevo para tornar possível a realidade, os lugares, tempos que esperam que a minha escrita os desperte do seu modo confuso de serem. E para evocar e fixar o percurso que realizei, as terras, gentes e tudo o que vivi e que só na escrita eu posso reconhecer, por nela recuperarem a sua essencialidade, a sua verdade emotiva, que é a primeira e a última que nos liga ao mundo. Escrevo para tornar visível o mistério das coisas. Escrevo para ser. Escrevo sem razão.

Vergílio Ferreira in “Pensar” - Fonte.

“Falam para nos lembrarmos da idéia, não do homem, pois um homem pode fracassar. Ele pode ser preso, morto e esquecido. Mas, 400 anos depois… uma idéia ainda pode mudar o mundo. Testemunhei em primeira mão a força das idéias. Vi gente matar em nome delas e morrer defendendo-as. Mas você não pode beijar uma idéia. Não pode tocá-la ou abraçá-la. Idéias não sangram. Idéias não sentem dor. Elas não amam.”

V for Vendetta, 2006.

Astronomia x Astrologia

Os dois parecem iguais, mostram tratar-se da mesma coisa, mas não: São duas coisas extremamentes opostas. Tente chamar um astrônomo de astrólogo. Se ele for tranquilo lhe corrigirá, caso contrário avançava encima de você (Tudo bem, há um exagero na frase, mas se fosse eu, avançaria). Astronomia é a ciência qe estuda objetos celestes, suas estruturas e evoluções. Galileu, Copêrnico e Kleper, por exemplo, eram astrônomos, já que estudavam sobre o sol e os demais astros. Porém, astrologia é algo diferente. Trata-se da personalidade e humor do indivíduo de acorco com a posição dos astros. Acredita-se que o destino da pessoa é marcada pelos astros e consultam diariamente o horóscopo (“Hoje talvez não seja um bom dia pra você, já que o planeta tal está em uma posição desfavorecida…”) . Mas, astrologia não é algo científico, não foi confirmada através de estudos e experimentos em laboratórios, a ciência não provou sua identidade. Os atrólogos fazem mapas astrais considerando a Terra no centro do universo e o sol e demais planetas girando ao seu redor. Logo sabemos que essa teoria não existe mais, e o sol que é o centro. O universo conhecido pelos astrólogos mudou há mais de mil anos, mas, mesmo assim, ainda usa-se esse sistema - particularmente arcaico - para saber “como o meu dia será hoje”. Será mesmo que os astros e suas determinadas posições que comandam os destinos das pessoas? Aí vêm uma dúvida: E na explosão de Hiroshima e Nagasaki, absolutamente todos que morreram tinham o mesmo mapa astral? Bem, ainda há muitas perguntas a se responder sobre algo não-científico. O importante é: Nunca confuda um astrônomo com astrólogo.

Foto: Paul Cole, um americano, vendedor aposentado.

Cole estava de férias com a mulher em Londres e, para se livrar de uma visita a um museu, ficou na rua e resolveu bater papo com os policiais que estavam na viatura estacionada na rua, o exato momento que os Beatles faziam a sessão de fotos de onde sairia o frame para ilustrar o seu disco Abbey Road, exatamente às 10 da manhã do dia 08 de agosto de 1969.

Quando viu a capa do disco disse:

- Eu estava na foto com um casaco novo e tinha acabado de comprar um novo par de óculos! Tive que convencer meus filhos que era eu ali na foto.

Cole morreu nos Estados Unidos em 13 de fevereiro de 2008, aos 96 anos.

Jeffrey Lionel Dahmer (21 de Maio 1960 – 28 de Novembro de 1994) foi um serial killer norte-americano. Dahmer assassinou 17 homens (de idades variadas, tanto garotos como jovens) entre 1978 e 1991. Sendo que a maioria dos assassinatos ocorreram entre 1989 e 1991. Seus crimes eram hediondos, envolvendo estupro, necrofilia e canibalismo. Sua história serviu de “inspiração” para vários artistas, como as bandas Slayer e Soufly, que fizeram músicas sobre a história do assassino. “213” (213 é o número do apartamento em que Dhamer assassinou os jovens) do Slayer, e “Jeffrey Dahmer” do Soulfly. 

Jeffrey Dhamer nasceu em Milwaukee, Wisconsin. Filho de Lionel e Joyce Dahmer. Sua família em breve se mudou para Bath, Ohio, onde estudou na Revere High School. Lá Dahmer jogava tenis e tocava clarinet. Dahmer dissecava animais mortos e em sua adolescência e tinha até um cemitério particular nos fundos de  sua casa. Era alcoólatra e solitário. Muitos de seus colegas o descreviam como “estranho” e “bizarro” por causa das constantes brincadeiras que cometia. A maioria das brincadeira s era pra chamar atenção e ter amigos, mas tudo era em vão. Após formar-se no ensino médio, foi abandonado por sua mãe em Bath, Ohio. Foi deixado, então, sem comida, sem dinheiro e com uma geladeira quebrada com apenas 18 anos. Estudou durante três meses na Universidade do Estado de Ohio, mas largou a universidade após 3  meses de bebedeiras. Foi então numa noite de Junho de 1978 que Dahmer cometeu seu primeiro assassinato. O pai de Dahmer então o fez entrar no Exército, onde iria servir por seis anos mas foi dispensado após dois anos, devido ao seu alcoolismo. Quando o Exército dispensou Dahmer em 1981, deram-lhe uma passagem de avião para  qualquer lugar no país. Dahmer revelou mais tarde à polícia que não conseguiria ver seu pai, então foi para Miami Beach, Florida. Porque estava “cansado do frio”. Em 1982 Dahmer mudou-se para casa da sua avó, em West Allis, Wisconsin, onde morou durante seis anos. Em Agosto desse ano, foi detido por expor a si mesmo numa feira estatal. Em setembro de 1986 foi novamente preso por exposição pública (atentado ao pudor), depois de dois rapazes o terem acusado de se masturbar em público. Foi condenado a um ano de prisão, no entanto só cumpriu 10 meses. No Verão de 1988 a sua avó pediu-lhe que saísse de casa, devido as suas noitadas, estranha personalidade e os maus cheiros provenientes do porão. Dahmer mudou-se para um apartamento em Milwaukee’s West side. A 25 de Setembro de 1988 foi detido por molestar um garoto de 13 anos. Foi novamente condenado a um ano, tendo cumprido 10 meses. Dahmer convenceu o juiz que precisava de terapia e foi libertado. Pouco depois começou uma onda de crimes, matando quase uma pessoa por semana, que só terminaram em 1991. Nas primeiras horas da manhã do dia 30 de Maio de 1991, Konerak Sinthasomphone (irmão do rapaz que Dahmer tinha molestado), de 14 anos, foi encontrado na rua nu, sob influência de drogas e sangrando pelo ânus. Dahmer disse à polícia que Sinthasomphone era seu namorado e que eles tiveram um desentendimento enquanto bebiam. Contra os protestos do rapaz, a polícia devolveu-o a Dahmer. A polícia sentiu um odor estranho em Dahmer, mas não investigou. Mais tarde foram encontrados corpos, atrás do seu quarto, entre eles o de Sinthasomphone. Dahmer matou e desmembrou Sinthasomphone, guardando o seu crânio como lembrança. John Balcerzak e Joseph Gabrish, os dois polícias que devolveram Sinthasomphone a Dahmer, foram despedidos, depois das suas ações terem sido bastante publicitadas (incluindo um vídeo em que os polícias faziam depoimentos homofóbicos e piadas sobre como tinham reunido “os amantes”).

No Verão de 1991, Dahmer matava aproximadamente uma pessoa por semana: Matt Turner (30 de Junho), Jeremiah Weinberger (5 de Julho), Oliver Lacy (12 de Julho) e Joseph Brandehoft (18 de Julho). Em 22 de Julho de 1991 Dahmer atraiu Tracy Edwards a sua casa. Segundo a vítima, ele e Dahmer lutaram para este lhe pôr algemas. Edwards conseguiu escapar e chamou a polícia, conduzindo-a até ao apartamento de Dahmer. Quando percebeu que tinha sido apanhado tornou-se violento, mas um policial conseguiu detê-lo. Foram encontradas várias fotografias de vítimas assassinadas, despojos humanos (incluindo cabeças e pênis), alguns deles guardados no frigorífico. A história da detenção de Dahmer e o inventário ao apartamento 213 ganhou grande notoriedade: vários cadáveres foram encontrados em vasilhas de ácido, várias cabeças foram encontradas no seu frigorífico, e um altar de velas e crânios humanos foi descoberto no seu armário. Dahmer foi acusado de praticar necrofilia, canibalismo e uma forma de trepanação, para criar “zombies”.

Jeffrey Dahmer foi oficialmente acusado de 17 assassinatos, que mais tarde foram reduzidos a 15. As acusações eram tão pesadas, que as autoridades nem o acusaram da tentativa de estupro e homicídio de Edwards. O julgamento começou em Janeiro de 1992. Apesar de todas as provas apontarem para si, Dahmer declarou-se inocente e alegou insanidade. O tribunal considerou Dahmer culpado dos 15 homicídios, e condenou-o a 957 anos de prisão. Mais tarde Dahmer exprimiu remorsos e disse que desejou a sua própria morte. Dahmer cumpriu a pena no Columbia Correctional Institution em Portage, Wisconsin, onde tornou-se cristão. Esta conversão ocorreu graças ao material evangélico enviado pelo seu pai. Roy Ratcliff, um pastor local, concordou em batizá-lo. Depois de assistir a um serviço religioso na capela da prisão, um preso tentou cortar a garganta de Dahmer com uma lâmina de navalha. Dahmer ficou apenas com feridas superficiais. Em 28 de Novembro de 1994, Dahmer e outro preso por assassinato, Jesse Anderson, foram atacados de surpresa e espancados até à morte por Christopher Scarver, também preso. Scarver foi diagnosticado como psicótico (afirmava receber visões do Além, sendo que em uma delas teria recebido a ordem para assassinar Dahmer e Anderson).

Dahmer morreu a caminho do hospital, devido a vários traumas na cabeça. O apartamento 213 foi demolido e agora é um lote vago. Existem planos para o tornar num jardim em memória às vítimas. Em 1994, Lionel Dahmer (seu pai) publicou o livro A Father’s Story e doou o dinheiro aos familiares das vítimas.