Apelo

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje já é outro dia.
—  Caio Fernando Abreu. 
Me entende, eu não quis, eu não quero, eu sofro, eu tenho medo, me dá a tua mão, entende, por favor. Eu tenho medo, merda!Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas.Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou.
—  Caio Fernando Abreu.
Este texto poderia começar com um apelo a algum deus, sei la, a qualquer um desses varios que existem por ai, mas entendo que nessas horas não se tem fé, o que é bem engraçado, pois diariamente tentamos salvar pessoas com palavras, estas de meros humanos que anseiam por salvar vidas. Parece ser ridículo, mas o maior porquê disso é exatamente, que palavras, o vento leva. Sim, essa frase é muito usada nos textos de amor, com o objetivo de instruir as pessoas a terem atitude. Mas se pararmos para pensar a fé é simplesmente algo absoluto, ou você tem, ou você não tem/perdeu, já as palavras não, elas veem e vão, percorrendo as correntes de ar, sejam elas boas ou ruins, pequenas, ou grandes como as enciclopédias, ou até do tamanho de um livro do Nicholas Sparks. Talvez, um “Eu te amo!” onde não existe amor machuque, mas não estou aqui para isso, estou aqui para lhe dizer que você pode contar comigo, e com os outros ao seu redor, você não os enxerga, não é? Eu entendo, todos já tivemos aqueles problemas, que geraram mais problemas, criando uma bola gigante de neve que se estacionou sobre nós. Eu sei o que é estar agasalhado e ter frio, sei como é não ter ar, que não conseguimos sair do lugar, nossa vida para, não vamos para frente, nem para trás, ou quando não é isso, somos jogados em um rio de possibilidades onde temos que nadar contra a correntezas que a vida nos impõe. É, já tive que nadar contra as correntezas, sei que os braços cansam, as pernas começam a dar câimbra, seus dedos calejam, sim, calo sobre calo, e seu cérebro se exausta. Você até pensa que será o seu fim, mas você já se afogou tantas vezes que seu corpo já se acostumou com isso, ter a vida te engolindo como um mar que engole as pequenas tartaruguinhas que acabaram de nascer, no final somos mesmo como tartaruguinhas, pessoas pequenas, frágeis, envolto em um grosso edredom, sem nenhuma parte do corpo pra fora, pois precisamos nos assegurar em uma falsa proteção. É engraçado, porque na verdade somos de uma espécie totalmente diferente: Homo Sapiens, o Homem Sábio, mas no fundo só estamos perdidos, cansados, presos em uma rotina que se prende em: da casa pro trabalho, do trabalho pra casa da mãe, pro mercado, pro banco, ou pra casa do caralho. Tudo começa a ser tão automático que as pessoas se tornam comuns, como os prédios, os ônibus, os postes de luz. Quando você se vê perdido em meio ao centro da cidade, você para, procura, mas está escuro, não é? Seus olhos começam a se fechar, ou são as luzes que se apagam? Mas você sempre esteve no escuro não é tartaruga, o mar é tão grande, tão escuro, você se desespera, anda, corre, tropeça, cai, levanta, cansa, senta e descansa, as pessoas dizem que a luz é um tipo de esperança, mas você começa a achar que no seu túnel não tem luz no final, você grita, pede ajuda, se engasga, e por fim, se conforma com aquele lugar, acha melhor se acostumar e continuar andando, até porque não tem mais nada a perder. É uma conclusão inteligente, se não tem luz, não se tem esperança. Mas ela não é a última que morre? Quem sabe só está perdida nessa escuridão. Você sente fome, sente frio, tropeça no meu fio, mas não o vê, percebe que ainda está na rua, tudo passou tão rápido, agora você é um mendigo, que mendiga a esperança de achar um feixe de luz, ou fogo, seus braços estão machucados, cortados, e seu corpo também. Você luta uma grande guerra, e por isso tem essas marcas, você luta uma grande guerra contra si mesmo. E suas energias acabam e você morre, sem ter absolutamente nada, morre, pesado como se tivesse tudo, estranho, não? O vazio não devia ser leve? Você sempre se achou vazio, mas, e se o vazio fosse tudo que você não consegue ver? E se o escuro for só uma questão de perspectiva? Igual as milhares ilusões de óticas que temos por ai, e as pessoa boazinha que nos apunhala pelas costas. Quem sabe, aquele meio fio não seja apenas a sua cama? E tudo só esteja escuro porque você não tentou acender a luz e sim procura-la? Você realmente gritou por ajuda ou deu aquele grito silencioso que ninguém consegue ouvir? Até porque, todos sabemos que o silêncio é o pedido de socorro de quem sobre. Chega de perguntas, agora é a hora de reagir, vamos converter essa guerra ai em uma estratégia de vitória. Agora, acenda a luz! Não adianta dizer que não sabe onde fica o interruptor, pois esse é o bom de andar em círculos no escuro, esbarramos tantas vezes nos mesmos lugares que sabemos exatamente onde fica cada coisa. Agora, se olhe no espelho, quem você vê? Você falou o seu pior adjetivo, não foi? Eu sei pois foi o que eu disse quando me olhei também, agora diga o seu melhor também, todos erramos e temos nossos pecados, mas não somos feitos de total derrota, precisamos olhar os dois lados da coisa. Comece a se abrir para o mundo, e se ele te bater, aprenda a revidar, mas não com mais porrada e sim com superação, a gente sempre apanhou, não é? O que serão mais alguns socos?  Mostre ao mundo suas qualidades, aceite-as, mostre a eles que um erro na tabuada de 9 não significa errar a tabuada inteira, mas somente uma operação de multiplicar, e essas palavras presas na sua garganta? Comecem a pôr pra fora, não vai ser facil não, você guardou tanta coisa que ficou pesado, eu sei, também engoli palavras e no fim vomitei dicionarios. Comece a ver a vida de uma forma diferente, e se não der certo, tente de novo, depois de errar tantas vezes, você começa a perceber que não existe forma perfeita de viver, mas sempre tem aquela melhor, e é ai que perceber que só precisa colocar de 0 à 9 e depois do lado de 9 à 0, e terá todas as respostas certas sem nenhum problema.
9x1 = 09
9x2 = 18
9x3 = 27
9x4 = 36
9x5 = 45
9x6 = 54
9x7 = 63
9x8 = 72
9x9 = 81
9x10 = 90
—  Senhor Fallen, Cartas dos derrotados. 

[Texto dedicado ao mês do Setembro Amarelo]

GENTE, POR FAVOR, ISSO É DE UMA AMIGA DE UMA AMIGA MINHA


 "Olá, estou passando pra fazer um apelo, um pedido. Meu filhote está com parvovirose, um vírus altamente perigoso. De tanto insistir, eu consegui convencer minha mãe a leva-lo numa clínica veterinária. Ele está sendo medicado, o problema é que não vou conseguir pagar o tratamento, meu irmão mais novo estava doente e minha mãe gastou o dinheiro todo para compra remédios pra ele. Sozinha não vou conseguir pagar o tratamento do meu filhote. Então qualquer ajuda vai ser muito bem vinda! Se vc puder ajudar com qualquer valor 5, 10 reais! 0180 001 00035300 - 9 - CAIXA ECONÔMICA
Contato: (22) 996099703" 

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Chorei pela guerra quotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido.
—  Caio Fernando Abreu.
Pode ser o seu cabelo, ou o jeito que você anda. Pode ser o seu apelo, pelos burros de Miranda. Pode ser o sol da tarde, e essas coisas que ele traz. Dada a sua intensidade, ou a calma do meu mundo. Um dia eu vou ficar bem, só pra te querer mais. Onde quer que eu ande bem, domingo é pra te dar paz. Pode ser o seu tamanho, ou o jeito que você erra. No momento em que eu te ganho, ou no barco que te leva. Pode ser o que você quer, ou o que eu tenho pra te dar, uma vida inteira pra viver, ou um só segundo pra lembrar. Um dia eu vou ficar bem, só pra te querer mais. Onde quer que eu ande bem, domingo é pra te dar paz.
—  Banda do mar.

Meu apelo hoje é: por favor, se você é criança, seja criança. Não tente apressar sua juventude. Não queria fazer o que os jovens fazem porque você não é jovem. Não se sinta infeliz por não ser como eles, sua hora vai chegar. Enquanto isso, seja criança, por favor.

Ontem chorei. Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei.
—  Caio F. Abreu
Bom, não sei se sou o melhor para estar escrevendo esta carta para você. Eu não sei o que tens passado, não sei qual o tamanho de sua dor, não sei ao menos quem tu és. Mas quero que pense em mim como um velho amigo que trava uma intensa batalha com a vida, que já passou por poucas e boas, mas que estará contigo quando mais precisar. Não vou lhe falar que a vida é bela, não vou lhe dar falsas esperanças que o mundo é um lugar incrível para se viver, é verdade que é difícil e que você vai passar por coisas que não saberá lidar muito bem, mas isso tudo tem um propósito, e tenho certeza que se você aguentar tudo isso firmemente, será recompensado. Quando tudo isso passar, você irá se lembrar desta carta. Por meio desta, faço um apelo, salve-se pois ainda há tempo, você é incrível.
—  Um Puto Qualquer

Responder a perguntas não respondo.
Perguntas impossíveis não pergunto.
Só do que sei de mim aos outros conto:
de mim, atravessada pelo mundo.

Toda a minha experiência, o meu estudo,
sou eu mesma que, em solidão paciente,
recolho do que em mim observo e escuto
muda lição, que ninguém mais entende.

O que sou vale mais do que o meu canto.
Apenas em linguagem vou dizendo
caminhos invisíveis por onde ando.

Tudo é secreto e de remoto exemplo.
Todos ouvimos, longe, o apelo do Anjo.
E todos somos pura flor de vento.

— Cecília Meireles. 

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.


Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.


As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão


Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

—  Carlos Drummond Andrade