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3ª Temporada - 9º Cap. Lua-de-mel adiantada (+18)

[Narração Elidio]

Depois de jogarmos juntos por tanto tempo, e termos matado a saudade desse tempo, percebemos que haviamos nos esquecido da hora.

- Lico… Já são 20:00. Vamos pra casa. - Daniel cochichou em meu ouvido.

- Só mais um gol, Dani. Só mais um. - eu pedia sem tirar os olhos da Tv.

- Mas o Andy está ganhando de 3 x 0, Lico. - Daniel se justificava.

- E vai deixar que eu vá embora com a moral baixa? - conitnuei a me explicar, sem fitar os olhos da Tv.

Daniel não gostava de jogar futebol, e ele ficava sempre “na de fora” apostando em quem ia vencer. Percebi sua impaciência, então resolvi pausar o jogo.

- Acho melhor irmos embora, Andy. Depois de amanhã já tem Tuca. - falei sério e apertei a mão de Anderson.

- Verdade, amanhã é nosso último dia de férias. Eu acompanho vocês até a porta. - Anderson desligou todo o equipamento e a Tv, e seguiu em direção á mesma conosco.

Ao passarmos pela sala, avistamos Gio dormindo toda “desajeitada”, e a casa impecavelmente limpa.

- Não façam barulho. - Andy pedia. - Até mais, gente. - ele se despedira de nós dois e fechou a porta.

- Foi a primeira vez que vi você tão mal humorado enquanto jogávamos futebol, Dani. - tentei manter o tom de voz calmo.

- Sempre senti ciúmes, Lico. E agora ainda mais. - Dani falava com seu tom de voz manhoso.

Sorri de lado pra ele, encerrando o assunto. Percebi Daniel cansado, então tomei a direção do carro. Daniel se encolheu no banco do carona e foi dormindo, até chegarmos em casa.

- Dani… DanDan… Acorda. - eu pedia, enquanto tentava carregá-lo do carro. Combinemos que eu não era o melhor nessa tarefa, pois sempre era Dani que me carregava.

Daniel saiu do carro, e abraçou-me por trás, caminhando junto á mim até a casa.

- Eu quero dormir. Que dia cansativo, Lico! - Daniel reclamava.

- De jeito nenhum, Daniel Nascimento da Silva Pinto. - falei sério, mesmo brincando com seu nome completo. - Vá tomar banho, e se trocar. É uma ordem. - exigi.

- Tem alguma coisa errada nisso, Lico. Geralmente, eu que mando. - Daniel dizia sonolento.

De fato, Daniel estava coberto de razão. Eu não sabia argumentar, mandar. Só obedecer.

- Daniel, vai agora. Sai desse sofá. - continuei exigindo, e bati algumas vezes em sua bunda. - Se não, eu vou chorar. - dramatizei.

- Você é péssimo com ordens. Mas eu vou, só porque amo você. Coisinha linda. - Daniel levantou-se, apertando minha bochecha e subiu para nosso quarto para então, cumpri com minha “ordem”.

Ao sair do banho, Daniel e eu “mortos” de sono, deitamos e rapidamente pegamos no sono.

[Narração Anderson]

Acordei antes que Giovana, e beijei sua bochecha como de praxe. Pelo trabalho árduo que ela tivera no dia anterior, resolvi surpreendê-la. Haviamos adormecido no sofá da sala essa noite, e tentei sair de perto dela sem acordá-la. Abri o armário para ver o que havia de comer, e preparei um café da manhã com seus alimentos preferidos. Salada de fruta, suco natural, barra de cereal, e algumas torradas. Preparei tudo em uma bandeja grande que tinhamos, e subi com a mesma, para nosso quarto. Em passos lentos para que ela não acordasse, e desconfiasse. Deixei a bandeja na mesinha ao lado de nossa cama, tirei toda roupa de cama que havia, e coloquei uma nova que compramos. Fui até o banheiro e preparei um banho em nossa banheira, do jeito que Gio gostava. No rádio, deixei tocando um cd do U2, banda favorita de Gio. Desci novamente para a sala, e fui até o lado de fora da casa. Havia uma árvore com flores, e arranquei algumas. “Ninguém vai perceber” pensei sozinho. Juntei todas em minha camisa, e subi novamente até o quarto em passos lentos. Espalhei as flores pela cama, e pelo quarto, tirei minha camisa e deitei-me na cama só de bermuda, á espera de Gio. 10:00, 10:30, 10:45 e Gio finalmente havia acordado.

Anderson? Andy? Não brinque comigo. É sério.” ela gritava lá da sala, provavelmente, á minha procura.

[Narração Giovana]

Procurei pelo Anderson até na parte de fora de casa, e não encontrei. Fiquei calada por um tempo, e ouvi uma música do U2 vindo do nosso quarto. Pensei mil coisas, e até mesmo, em ele estar com outra e subi as escadas freneticamente. Abri a porta e o quarto estava totalmente escuro, nem as cortinas estavam abertas.

- Anderson? - falei caminhando, e sentindo algo em meus pés. Olhei para o chão, e peguei aquilo que me parecia esquisito, e vi que era uma flor.  - Estou com medo. - eu prosseguia.

O silêncio tomava conta do quarto, e andei até que esbarrei na cama, e alguém me puxara.

- Bom dia, minha linda. - Anderson dizia beijando meus lábios, e passando uma mão pelo meu cabelo.

- Quem morreu, Andy? - eu dizia envergonhada, com uma risada baixa.

Andy então acendeu os abajures, e indicou com o dedo uma bandeja que estava ao lado de nossa cama.

- É pra você. - ele dizia sorrindo de canto a canto.

Retribui o sorriso, e levei a bandeja até á mim.

- Você não prepara nem seu próprio café da manhã. O que houve? - respondi impressionada.

- Houve que iremos passar nossa lua-de-mel em Buenos Aires, lugar que você é louca para conhecer. Mas como é só ano que vem, eu quero te dar uma breve prévia do que será. - Andy dizia com os olhos fitando-me o tempo todo.

- Anderson, não acredito. Vai me levar pra Argentina? - eu dizia empolgada, quase derrubando a bandeja. - Por isso a roupa de cama nova,… U2… Flores… Tem mais alguma coisa? - prossegui olhando em volta quarto todo.

- Coma antes, e depois lhe mostro. - Anderson disse seriamente, e colocou uma de suas mãos em minha coxa.

Coloquei a bandeja no lugar que estava antes, e subi em cima de Anderson e beijei-o por alguns segundos.

- Quero que me mostre agora. - disse, e então ergui uma sobrancelha.

Anderson fitou-me seriamente e entrelaçou seus dedos em meu cabelo, beijando-me com toda vontade. Sua mão percorria meu corpo todo, e sua língua, minha boca toda. Andy então interrompera o beijo com um selinho, e tirou minha camisola que eu usara. Sua boca, antes em minha boca, descia pelo meu corpo todo. Suas mãos apertavam meus seios, apalpando-os todo. Deitei-me toda sobre Anderson, e com minha boca em seu pescoço, desci percorrendo cada centimetro de seu corpo. 

- Você me enlouquece. - Anderson puxou meu cabelo pra trás, dizendo num tom de voz firme e mordeu meu pescoço.

Andy então virou-me na cama, e deitou por cima de mim e desceu sua boca dos meus seios até minha b*t. Calmamente ele me chupara, e então colocou 2 dedos dentro de mim, fazendo-me delirar. Com minhas mãos, forcei sua cabeça contra minha b*t, até que eu finalmente gozei. Anderson então tirou sua bermuda e cueca rapidamente, e deitou-me sobre mim colocando seu membro dentro de mim. Soltei um gemido alto, e Andy colocou sua mão sobre minha boca e começou com alguns movimentos lentos. Agarrei-me sobre o lençol na cama, e revirava meus olhos, sem conseguir proferir nenhum som. Anderson então aproximou ainda mais nossos corpos, enquanto aumentava o ritmo das penetradas. E então, ele gozara.

- Que saudade eu senti disso. - disse, bufando.

Anderson colou seu rosto ao meu, e fechou seus olhos.

- Você não faz ideia de como me fez falta isso também. Mas ainda não acabei. - ele dizia baixinho.

Me mantive em silêncio, e Andy pegou-me em seu colo e  levou-me até a banheira, com um banho já preparado. Água morna, sais minerais… Tudo como eu gostava. Andy colocou-me lá, e se deitou junto a mim.

- O que fiz para merecer tudo isso? - respondi sorrindo olhando em seus olhos.

- Nada. Mas você estava merecendo que eu te surpreendesse mais vezes. - Anderson dizia beijando minha nuca, e massageando meus ombros.

- Desculpa não conseguir fazer o mesmo. - respondi, ainda olhando em seus olhos.

- Querida, você faz mais que o necessário. - Anderson disse sorrindo.

Acabamos o banho, e voltamos para o quarto. Anderson vestiu-se novamente, e eu coloquei outra camisola.

- Hoje não quero fazer nada de diferente, Andy. Só ficar assim… Com você. - peguei em sua mão, acariciando a mesma, e sorri.

Anderson apenas sorriu, e sentamos em nossa cama, para tomarmos o café da manhã que estava na bandeja.

- Estamos devendo alguma coisa á Elidio e Daniel. Você lembra, Gio? - Andy perguntou e beijou meu pescoço.

- Ah, claro. A foto! Precisamos tirá-la, Andy! - respondi apressada.

Anderson puxou-me de modo que deitasse em seu ombro, e com sua mão passada por trás de meu ombro, eu segurava sua mão de modo que mostrasse nossas alianças. Ele então tirara a foto e colocara a legenda: “Queria acordar assim todos os dias de minha vida. Mas ás vezes, ela está brava e nem sorrir pra mim sorri. #setembrotáai”.

- Você é um palhaço! - falei gargalhando pela legenda. - Pronto, agora entrei para a família das odiadas. 

- Odiada porque, Gio? Fã sente ciúme mas não irão te odiar. Olha como você é linda. - Anderson respondeu, e tentou morder meu braço todo.

- Deixe eu comer, chato. Estou com fome. - respondi segurando para não rir.

Andy então parou, e ficou apenas observando-me comer.

[Narração Daniel]

Elidio e eu, para variar, acordamos perto da hora do almoço.

- Bom dia, Dani. - Elidio acordou-me pulando em cima de mim, e enchendo-me de mordidas.

- Elidio! Você sabe que sinto cócegas. - falei em meio á risadas e tentei desvencilhar-me dele.

- Acorda, e vamos almoçar fora. Estou animado hoje! - Elidio dizia ainda pulando ajoelhado na cama.

- Você vai quebrar nossa cama. Deixa de ser louco. - respondi tentando segurar Elidio, e a risada.

- Vamos, Dani. Está calor, quero sorvete. Vamos! Vamos! - Elidio dizia ainda pulando na cama. 

- Você é um chato! - brinquei, e agarrei Elidio em meu colo. Ele gritava tentando desvencilhar-se do meu colo, porém, carreguei-o firme e joguei-o na banheira, com água gelada do dia anterior. - Para abaixar seu fogo. - finalizei e ri ironicamente.

- Eu vou te matar, Daniel. - Elidio gritava. Ignorei-o e sai ali do banheiro, e fui checar o celular. Observei em uma das notificações do twitter que Anderson havia compartilhado uma foto do instagram há 1h atrás. Antes que eu pudesse checar, Elidio pulou em minhas costas, todo molhado.

- Vou te assassinar! - ele dizia em meio á mordidas em meu pescoço.

- Espere, Elidio. Olha isso. - indiquei o tweet de Anderson á Elidio. Ele então saira de minhas costas, e ficou encarando meu celular para que eu abrisse a tal foto.

- Ah, que lindos. Olha Dani, eles são lindos juntos! - Elidio dizia batendo palmas.

- Acordou com um vibrador na bunda hoje, né, Lico? - debochei. - Olha os comentários! E-li-di-o! - eu dizia perplexo.

- E olha essa tag, Dani, #AndyTenhaUmFilho. Ele vai morrer de rir quando ver! - Elidio dizia caindo na gargalhada. - Estão querendo saber o nome da Gio, e se ele vai casar. - Lico prosseguia indcando-me alguns comentários abaixo.

- Acho que não somos mais o centro das atenções, Lico. Ainda bem! - falei empolgado, e apertei a bochecha de Elidio selando seus lábios.

- Podemos ir comer agora? - Lico pediu olhando-me, e passando a mão em sua barriga.

- Tudo bem, amor. Vá se trocar. Vamos no restaurante aqui perto mesmo, ok? - respondi dócilmente e sorri pra Elidio.

Enquanto eu me trocava, observei Elidio fazer o mesmo, e o tempo todo cantando.

- Qual o motivo da alegria? Me traiu nos seus sonhos dessa noite? - falei abraçando-o por trás, e com a boca colada em seu ouvido.

- Minha felicidade tem nome, sobrenome e não sabe fazer escapate. - Elidio disse rindo baixinho.

- Idiota. - respondi sem graça.

Eu e Elidio terminamos de nos arrumar, e fomos para o tal restaurante. Procuramos uma mesa e nos sentamos.

- O que os senhores desejam? - uma voz feminina conhecida se aproximava. Olhei para trás e vi… Camila. “Puta que pariu!” pensei comigo mesmo.

- Vamos embora desse restaurante. Agora! - Elidio escandalizava. 

- Calma, Lico. Vamos sim, mas não chame a atenção para a gente. - falei cochichando perto dele.

- Daniel! Que saudade! - Camila gritara ao me reconhecer.

- É mesmo? Não perguntei se sente saudade. - disse nervoso, e peguei na mão de Elidio, guiando-o para fora do estabelecimento. - Lico, não vai chorar né? Você estava tão animado…

- Vamos pra longe daqui. Só isso. - Elidio abraçou-me forte, e pediu com uma voz mansa. Fomos em direção ao carro, e antes de ligar o mesmo, sentei-me de frente para Elidio e fitei-o.

Peguei em sua mão, e então comecei: - Vamos almoçar na casa de minha mãe. Hoje, eu que irei contar. - disse, sem tirar meus olhos dos dele.

- Você está falando… sério? - Elidio disse, mais uma vez, empolgado.

- Sim! E lá tem sorvete. - finalizei e beijei sua mão.

Elidio sorriu de canto a canto, e concordara com minha ideia. Então, tomamos caminho pra lá.