28-anos

Céu Lilás

Seu irmão mas novo nunca te disse, mas ele te ama tanto!
Você costuma pensar que sua mãe só sorri quando está vendo o programa de TV dela, mas ela chora as duas da manhã enquanto te espera.
E a verdade é que você só está feliz quando sua cabeça arrependida está cheia de drogas. Eu espero que você chegue ao seus 28 anos de idade.
Você está gotejando como o nascer do sol saturado, está derramando como uma pia transbordando.
Você era uma visão do amanhecer, quando a luz entrava. E eu confesso que você era minha religião, quando nos deitávamos.
Você estava rasgado em cada extremidade, mas ainda era uma obra prima. Então eu resolvi queimar as páginas com suas tintas.
E tudo era azul!
Suas pílulas, suas mãos e seus jeans.
E agora eu estou coberto com suas cores, despedaçado pelas costuras. E isso é triste.
Tudo está ficando cinza!
Seu cabelo, sua fumaça e seus olhos.
E agora ele está tão desprovido de cor, que já não sabe o que significa. Ele está triste.
Você era Azul, e gostava de mim porque eu era vermelho.
Você me tocou e de repente eu era um céu lilás, e você decidiu que roxo, simplesmente não era sua cor preferida.

Aos 17 anos todo mundo é poeta, junto com as espinhas da cara, todo mundo faz poesia. Homem, mulher, todo mundo têm seu caderninho lá dentro da gaveta, e têm os seus versinhos que depois ele joga fora ou guarda como mera curiosidade. Ser poeta aos 17 anos é fácil, eu quero ver alguém continuar acreditando em poesia aos 22 anos, aos 25 anos, aos 28 anos, aos 32 anos, aos 35 anos, aos 40 anos, eu estou com 41, aos 45 anos, aos 50, aos 60 anos, até você encontrar um poeta, por exemplo, como Drummond ou como o admirável Mário Quintana que são poetas que estão fazendo poesia há mais de 60 anos e há mais de 60 anos que a poesia é o assunto deles. Então eu acho que 90%, mais! 99% dos poetas que estão fazendo poesia hoje, daqui a dez anos eles vão estar fazendo outra coisa, porque vem a vida, vem os filhos, vem preocupações com dinheiro, vem as ambições do consumo, vem a necessidade de comprar isso, comprar aquilo, de adquirir uma casa na praia e tal, e tudo começa a se tornar mais importante do que a poesia. A poesia é uma espécie de heroísmo, você continuar ao longo dos anos acreditando nessa coisa inútil que é a pura beleza da linguagem, que é a poesia, é um heroísmo, é uma modalidade quase, às vezes eu gostaria de acreditar, de santidade. É uma espécie de santidade da linguagem. Porque a poesia não vai te fazer rico de jeito nenhum, é muito mais fácil você abrir uma banquinha e vender banana do que fazer poesia. Quer dizer, para você continuar acreditando em poesia é preciso muita santidade.
—  Paulo Leminski
Eu sempre ouvia falar que o amor machucava, apesar de ter lido centenas de livros sobre a dor que o amor causava só aos 28 anos é que eu senti na pele o que era. Lembro-me bem desse dia, era uma tarde nublada na cidade de Seattle, num domingo qualquer, eu estava segurando uma rosa e ela meu coração. Eu estava tão feliz, ia pedir ela em casamento, acreditei que aquele seria o dia perfeito, ela amava dias nublados. E eu a amava, ou melhor, dez anos se passaram e eu ainda a amo. Eu ajoelhei no meio do parque em que a gente deu o primeiro beijo, e a pedi. Lagrimas escorreram dos olhos dela e acredite não foi nada parecido com “lagrimas de alegria”. Era tristeza. Uma tristeza profunda que me cortou por dentro; cortou-me a alma. Lagrimas de desespero. Eu a abracei. E foi nesse momento que ela jogou meu coração no chão, eu não sei se ele estava pesado demais pra ela, eu só sei que ela o quebrou em milhões de pedaços. Ela amava outro alguém. Ela jogou meu coração no chão para segurar outro. Por ironia do destino começou a chover, acredito que ate os céus torciam por um sim dela. Ela se virou ei simplesmente foi embora, fria, como a chuva que me molhava. E eu fiquei ali, desolado (ah se aquela chuva lavasse minha alma), mas, tudo que eu consegui foram alguns dias na cama do meu apartamento. Os remédios me ajudaram com a gripe, mas só o wisk me salvou da loucura de viver sem ela. Depois veio o cigarro. Perdi meu emprego, alguns meses depois eu já não tinha vida social. Eu estava morrendo, a única coisa que me mantinha vivo era a esperança de que um dia ela ia voltar. Que morreu dois anos depois quando apareceu um convite de casamento no meu e-mail, sim, ela ia se casar com o homem que ela amava. E o que me sobrou? Dor. Somente a dor foi minha companhia durante todos esses anos. Eu nem me assusto mais com a chegada dela, já me conformei. Ela chega bem sutilmente e senta do meu lado, não fala nada, mas me consome.
—  May

Pessoal, essa Personal Trainer postava fotos no instagram e recebia elogios como “perfeita” e afins sobre seu corpo. E realmente, ela tem um lindo corpo, em ambas as fotos. Mas ela então resolveu mostrar pra todos a verdadeira beleza disso! A verdadeira beleza em seu corpo. 

Em uma foto, ela mostra sua foto no instagram (1% do tempo), e na outra, ela mais despojada, mostrando como ela é 99% de seu tempo. 

E diz que envelhecer realmente a fez sentir os efeitos, mas diz “Eles representam uma vida inteira vivida (por 28 anos). Como eu poderia ficar chateada com meu corpo por “falhas” perfeitamente normais?”. 

Exatamente. Corpos perfeitos não existem. E todos os ‘defeitos’ que eu, ou você, ou qualquer pessoa tem são perfeitos. Perfeitamente normais!

Quero que vocês se sintam bem com seus corpos com esse post, porque essa foi a ideia que ela quis começar com essa foto! 

Escritor da Semana 25/06/2017

Parabéns Luiz, dono do tumblr (luizmchd )! Você recebeu o maior número de votos, sendo assim o ganhador do Escritor da Semana. Agradecemos seu interesse em participar do projeto e essa é a forma de demonstrar nossa gratidão.

Quem é você?

Me chamo Luiz Machado, tenho 28 anos e sou natural e residente da cidade de Fortaleza - Ceará.

Escreve desde quando e qual o valor da escrita para você?

Escrevo desde os 8 anos quando ganhei um concurso de poesia pro dia das mães na escola, mas nunca levei isso a sério. Não me sinto “o escritor” apenas um bagunçador de sentimentos aleatórios. A escrita pra mim é como libertação de muita coisa que passei na vida (da fome a depressão), ela me mostrou que eu não preciso desistir e sim jogar tudo no papel.

O que faz além de escrever?

Ultimamente estou desempregado e vivo em casa ajudando minha mãe nas coisas do lar. Mas toco violão, leio e brinco com os animais que peguei para criar (5 gatos e 1 cachorro).

Qual o seu maior sonho?

Morar num mundo mais justo, ajudar o maior número de pessoas e realizar os sonhos da minha coroa (mãe).

Qual é o seu escritor favorito?

Machado de Assis. Mas amo bukowski.

O que o tumblr representa para você e como conheceu o mesmo?

Representa o mundo que mais visito onde conheci universos tão imensos que não haveria espaço para cabelos em um só lugar. O conheci através de uma amiga que sabia que eu gostava de escrever e me falou: Luiz tem uma rede social que é ótima para tu colocar teus pensamentos, e há mais ou menos 2 anos estou por aqui soltando minhas baboseiras.

Qual a palavra que tem mais significado para você?

Persistência, pois através da mesma conseguir vencer vários obstáculos.

O que você considera arte?

Tudo. Do alfabeto até a última ordem numérica, é arte.

O que te motivou a seguir o Cartel da Poesia e a participar do Escritor da Semana?

Um dos motivos de ter seguido o Cartel foi as coisas que via sendo reblogada de outros autores, isso me fez se apaixonar por esse cantinho e querer participar desse amplo universo. Porém, não foi nada fácil, pois sofro de complexo de inferioridade e nunca imaginei ter algo reblogado ou participar de algum concurso.

Deixe um conselho para os outros escritores.

Escrevam da forma que vocês querem, do jeito que vocês sentem, apenas escrevam sem medo de serem aceitos. Pois do outro lado do mundo tem uma pessoa que lê e não é só eu, mas vários outros gostariam de ler isso que vocês tem aí dentro guardado doido para nos oferecer.

olá, monamures!! que a tag rp br tem uma grande falta de diversidade não é novidade pra ninguém, né? mas aí temos um problema: existem algumas etnias que são, especialmente, esquecidas por completo (tanto pela falta de resources quanto pelo desinteresse dos players, mesmo) e vim aqui dar uma ajudinha. abaixo do read more, vocês vão encontrar indicações de fcs do oriente médio (persas, palestinos, iemenitas, turcos, etc.), das ilhas do pacífico (maoris, filipinos e havaianos), nativos-americanos (cherokee, blackfoot, etc) e da ásia central/sul (indianos, paquistaneses, etc.). a melhor coisa é que chequei e todos eles possuem resources! espero que gostem e que seja útil!! <3

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Minha primeira vez!
Oi me chamo Nanda, tenho 20 anos, 1,68, 70kg. O que vou contar aconteceu ha algum tempo, quando eu tinha 16 anos (já perto de completar 17)…
Eu morava no interior e quando terminei o Fundamental, vim morar na capital pra concluir os estudos. Não conhecia nada, me sentia perdida em uma cidade tao grande. Minha mãe contratou um serviço de Transporte Escolar pra mim, achei um mico, mas mudei de idéia quando meu motorista foi me conhecer.
Um deus grego, alto, 1.80 mais ou menos, loiro, olhos verdes, corpo sarado. Roberto, 28 anos e casado!
Aos poucos fomos nos tornando amigos, e em pouco tempo ele deixou de ser apenas meu motorista e passou a ser meu confidente. Sabia de tudo que acontecia em seu casamento, e ele sabia das minha aventuras de iniciante. Eu era virgem, e só rolava os amassos, que eu sempre relatava pra ele.
Numa noite, eu ia ter aula até as 22h, estava sem saco de assistir aula, e liguei pra ele para ir me buscar. Ele chegou, entrei no carro e pedi pra dar uma volta antes dele me levar pra casa. O céu ameaçava uma chuva, que não demorou muito a cair. Passeávamos na Beira-Mar, conversando, ouvindo música, contemplando a chuva. Roberto do nada pegou na minha barriga. Achei normal, e caímos na gargalhada.
Porém depois pegou em meus seios. Fiquei imóvel, olhando pra ele, que me puxou e me deu um beijo maravilhoso. Nossas línguas se encontravam, ele a chupava, e eu estava me entregando àquele momento.
Ele tirou minha blusa, Gelei!
Sabia muitu bem o que estava pra acontecer, mas deixei rolar. Ele acariciou meus seios, e perguntou se os rapazes com quem fiquei ja haviam me tocado daquele jeito. Respondi que não, e realmente ele me tocava diferente.
Ele começou a mamar em meus seios, passando a língua no biquinho durinho, e eu tremia toda vez que isso acontecia. Peguei no volume por baixo da calça. Nossa! Parecia ser enorme! Pensei se ia aguentar uma rola daquela na minha buceta virgem. Mas relaxei.
Deixei ele tirar minha calça, minha calcinha, então pude sentir seus dedos mexendo na minha xaninha inexperiente mas cheia te tesão.
Ele passava os dedos nos meus lábios, no meu grelinho, na entradinha, enquanto me beijava a boca. Tava adorando aquela situação de puro prazer! Ele tirou sua camisa, tava ficando quente lá, sua calça e pediu pra que eu tirasse sua cueca. Obedeci.
O pau dele saltou diante dos meus olhos e a centímetros da minha boca! Era enorme, como eu imaginei, a cabecinha vermelhinha, convidava minha boca a lambê-la.
Lambi de cima a baixo, chupei a cabecinha, passei minha língua nela, e ele gemeu baixinho. Q delícia! Eu estava adorando aquele gosto de rola, aquele cheiro! Passei um bom tempo com a rola dele na minha boca, então ele pediu para que eu sentasse em cima dela.
Fiquei com um pouco de medo, ele ia me rasgar toda, mas me posicionei e fui baixando devagar. Ele botou ela na entrada na minha xana e foi forçando. Senti um pouco de dor, mas não parei de descer. Até que sentei nela, pronto!
Estava com a rola dele toda dentro de mim, a dor logo estava passando e comecei a fazer os movimentos, pra cima e para baixo. Ele pegava em meus seios, horas botava eles na boca, e eu gemia tão alto, que o barulho da chuva ficava imperceptível!
Enquanto eu estava em cima dele, pudia sentir seus dedos tocarem meu cuzinho. Meu prazer aumentava ainda mais. Ele me chamava de vadia, de puta e eu delirava!
Ele pediu pra sentir meu gosto e eu sai de cima dele, deitei no banco do carro, abri minhas pernas, e senti o mais intenso prazer, quando ele caiu de boca na minha buceta recém descabaçada! A língua dele na minha entradinha, no meu grelinho. Ele me lambia toda, me chamava de gostosa, foi maravilhoso aquele momento!
Gozei na boca dele e ele lambeu tudinho, me deixando louca de prazer!
Depois disso, ficamos mais algumas vezes, ele me fez vira uma mulher que adora rola dura, não esqueço o Roberto, não esqueço a minha 1ª vez
alguns cachorros quando dormem à noite
devem sonhar com ossos
eu me lembro dos seus ossos
na sua carne
ficavam ótimos
naquele vestido verde escuro
naquele seu salto-alto turvo,
e você sempre me amaldiçoava quando bebia
seu cabelo para baixo escorria
enquanto você parecia que explodia
mas o que te segurava:
podres memórias
dum
podre
passado,
e quando
você morreu
deixou meu presente
roto
e desde que partiu
da minha mente
há 28 anos
não saiu.
você era a única
que entendia
a futilidade
dos preparativos
da vida;
todos os outros estavam apenas
descontentes
com suas triviais existências
reclamando
sem sentido
sobre o
que não faz
sentido;
Jane, você foi
assassinada por
saber demais
aqui vai um brinde
ao seu esqueleto
que
dos sonhos
deste cachorro
fazem parte
por inteiro.
—  Charles Bukowski.

Vincent Francis Davies possui 28 anos e seu status sanguíneo é indefinido (provavelmente mestiço). Atualmente estuda Arqueologia e Artefatos Mágicos no Dumbledore Institute of Advanced Magic e está no 3º ano. No momento encontra-se indisponível e seu face claim é Dan Smith.

✧ Ex-Corvino ✧

✧ Extracurriculares: Nenhuma, pois seu tempo é focado principalmente em trabalho, faculdade, e outras atividades, e não daria conta de mais outra coisa. ✧

✧ Varinha: Aveleira; Pelo de Unicórnio; 26,5 cm; e ligeiramente mole. ✧

✧ Patrono: O patrono dele é uma lince, cujas características principais presentes nele são: estratégico, inteligente, paciente, brincalhão, solitário, visionário, perceptivo, compreensivo, curioso, flexível e peculiar. ✧

✧ Espelho de Ojesed: O maior desejo do Davies é conhecer sua mãe e sua família materna, mas sabe que isso nunca vai acontecer, por isso evita chegar perto de Espelhos de Ojesed. ✧

✧ Bicho-papão: Vincent já passou por várias situações durante a vida, a maior parte delas nos quatro anos em que viajou pela América Latina, e sempre as encarou com clareza, razão e força. Já esteve completamente solitário e sozinho, já enfrentou criaturas mágicas de todos os tipos, sempre contando com seu conhecimento adquirido por leituras ou empiricamente através dos anos. Isso não quer dizer que não teve medo de acabar morrendo, ou ficar gravemente ferido no processo. Seu boggart toma forma de uma situação em que já esteve antes, quando encontrou um basilisco na Floresta Amazônica e quase morreu tentando fugir. Um dos seus pensamentos na hora foi que morreria sem dizer adeus à seu pai, família e amigos, além de ter várias coisas sem finalizar. ✧

✧ Animal de Estimação: Um pufoso verde que quase foi comido por uma Salamandra Amazônica, e permaneceu leal a Vince depois que ele o resgatou. Seu nome é Yoda.  ✧

✧ Player: Megan ✧

Ninguém jamais imaginou que Roger Davies, logo ele, ex-capitão do time de Quadribol da Ravenclaw e aluno exemplar, fosse ter um filho aos vinte anos, sem nem se casar. Tão jovem, e ainda tinha tanta coisa pela frente, estragar sua vida com um filho? Nem para ter a decência de se casar, dizia a família Davies. Eles eram o tipo de família que estavam em um bom lugar no Ministério, mas nunca realmente chegaram ao topo. Não eram puro-sangue, sua família já estava misturada há gerações, se casando com mestiços e já nem sabiam mais o status sanguíneo um do outro. Tinham uma situação financeira razoável, não passavam necessidade e conseguiam ter certos luxos, mas nem de longe tinham a fortuna dos Malfoy ou de outras famílias antigas. Vincent percebeu bem novo que toda a questão da família Davies era seu complexo de inferioridade: nunca tiveram tanto quanto desejaram, por isso se sentiam de alguma forma menos do que os outros, e sempre tentavam parecer melhor do que realmente eram. Procuravam se relacionar com pessoas da alta sociedade, mas não eram realmente equiparáveis, pois sua falta de classe como as famílias tradicionais, e galeões refletidos em roupas com menos qualidade e luxo, se comparado às pessoas com quem se relacionavam, tudo isso era visível para olhos atentos e críticos. Mas eles eram uma família composta majoritariamente de Slytherins e Ravenclaws, isso fazia com que fossem espertos e sagazes para se manter no topo mesmo assim. Bom, além disso, também eram pessoas com o grande hábito de julgar as pessoas cruelmente, de acordo com as tradições puro-sangue, incluindo principalmente casamentos arranjados e elfos domésticos, a única coisa que escapava era o preconceito com sangue. Na verdade, talvez nem isso, pois Vince era um cara observador e com o passar dos anos, sua maturidade pôde ser lúcida o suficiente para notar que tinham vergonha de serem mestiços, não puro-sangue, mas nunca tentaram de fato pregar uma conduta de purificação do sangue. Também queriam pagar de moderninhos e mente-aberta. Era tudo muito implícito e subentendido, sinceramente.

E foi no seio dessa família que, aos dezenove anos, Roger Davies comunicou à família que sua namorada tinha engravidado, no meio da guerra, e que eles teriam o filho. Sempre tinha feito certo esforço pra satisfazer às expectativas da família, mas nem por isso seifava seu livre-arbítrio para que a família fosse feliz. Afinal, se uma coisa que Roger Davies aprendeu, e ensinou à Vincent, era que para sobreviver na família Davies e no mundo, você precisava ter um pouco de autoproteção, ir de acordo com as expectativas, mas que seu senso crítico lhe avisasse quando parar. Por isso, com o apoio de sua mãe e seu pai unicamente, Roger Davies e Ophelia Rushden se afastaram do tumulto da Guerra para se refugiar em uma casa bem afastada no interior da Irlanda do Norte, onde moraram durante toda a gravidez. Ophelia não tinha ninguém visto que sua pequena família composta por seus pais e avó paterna foram presos em Azkaban por dar abrigo a nascidos-trouxa que estavam fugindo do Ministério. Vincent já tentou procurar por eles, mas da última vez que soube, eles morreram lá mesmo antes dos prisioneiros de Guerra fossem libertados. Isso fazia com que Roger e seus pais fossem as únicas pessoas com quem podia contar para levar em frente a gravidez e ter o filho. Era uma vida cheia de preocupações, mas pacata, porque Ophelia fora esquecida pelo Ministério e ninguém de fato procurava pelos Davies. O jovem casal sonhava com o dia em que a guerra acabasse e eles finalmente pudessem viver em paz, e criar seu filme com amor.

No dia 3 de Maio de 1997, Roger e Ophelia já haviam completado vinte anos, o pequeno Vincent Francis Davies dá sinal de que sua hora de nascer havia chegado. Por conta de problemas durante a gravidez, Ophelia teve um parto difícil, feito pela mãe de Roger que também era medibruxa. Infelizmente, acabou falecendo no parto, fazendo com que Roger perdesse completamente as perspectivas de seus sonhos com Ophelia se realizarem. Ficou em luto por meses, mas ao invés de se isolar, focou em cuidar do filho até que a guerra acabasse. Quando chegou o dia da Batalha de Hogwarts, Roger e os pais ainda moravam na Irlanda, e ele ficou sabendo o que estava acontecendo em Hogwarts através de cartas de amigos que estavam no Castelo. Pensou duas vezes sobre ir à Batalha de Hogwarts, com medo de acabar morrendo lá, mas decidiu deixar Vincent com os avós e foi, com a certeza dentro de si que estava lutando pelo que Ophelia acreditava e por um mundo melhor para o filho. Felizmente, o jovem pai voltou para casa na tarde do dia seguinte, inteiro fisicamente, mas abalado emocionalmente. Foram situações que repercutiram por anos, e mais de uma vez Vincent teve que acordar o pai de terrores noturnos.

Durante os anos seguintes, Roger nunca se casou novamente. Conseguiu uma vaga como titular de um time de quadribol de segunda divisão, e por sua performance excepcional, junto com seu título de ex capitão do time de quadribol da Ravenclaw, passou para reserva dos Tutshill Tornados. Permaneceu na posição até que teve uma chance de jogar em uma partida contra o Falmouth Falcons, um time notório por sua agressividade, e marcou uma quantidade impressionante de gols contra os Falcons, rebatendo a agressividade com jogadas mais inteligentes e sagazes. Depois de fazer a maior parte dos gols nessa partida, foi efetivado pro time titular e permaneceu lá até sua aposentadoria como jogador.  

Vincent cresceu cercado por quadribol, apesar de não se interessar muito nisso, gostava de estudar a parte técnica. Sempre foi um garoto quieto, observador e mais introvertido, tinha uma personalidade muito retraída. Isso preocupava um pouco Roger, que tinha receio de ter feito algo de errado na criação de Vincent. Quando compartilhou isso com os jogadores dos Tornados, que tinham virado sua segunda família, sugeriram que ele trouxesse mais Vincent para os treinos e o colocasse em uma escolinha bruxa para conhecer crianças de sua idade. Quando o pequeno Davies começou a ir para os treinos e conviver mais com os jogadores, gradualmente se sentiu mais à vontade, devido às brincadeiras dos amigos de seu pai, e isso despertou mais seu lado brincalhão. Ir para uma escolinha bruxa também foi algo muito bom para a formação da personalidade dele, despertando seu lado criativo e curioso, fazendo também amigos parecidos com ele. Desde cedo apresentou uma personalidade extremamente corvina, seu amor pelo conhecimento e interesse principalmente em História da Magia e DCAT.

Aos onze anos, Vincent recebeu sua carta de Hogwarts, o que, para ele, foram portas sendo abertas para novas possibilidades. Levou muitos amigos da escola onde estudava para Hogwarts, por isso sempre teve amigos. Se interessava bastante nas matérias, e por ter prazer em estudar a maior parte das matérias, sempre tinha notas boas. Um outro lado de agora estar oficialmente em Hogwarts, era que a pressão da família Davies recaía diretamente nele para andar com as pessoas certas e ter cargos importantes em Hogwarts. Seu pai escolheu suprir as expectativas na época de Hogwarts porque lhe era conveniente, mas nunca gostou do complexo de inferioridade dos Davies, e achava um comportamento ridículo. Vince espelhava o exemplo do pai, de forma que apesar de ter notas boas, nunca foi monitor ou capitão do time de quadribol porque não era de seu interesse. Obviamente era algo que a família desaprovava imensamente e constantemente faziam menos das escolhas dele. O garoto, no entanto, sempre foi extremamente maduro para sua idade, e optava por fingir que não via as indiretas ou só respondia de forma simples. Não forçava ser a ovelha negra da família, e nunca teve comportamento rebelde ou confrontativo, só não se encaixava completamente no comportamento da família.  

Ao se formar em Hogwarts, teve que enfrentar a escolha do que faria em seguida. Não tinha muitos projetos de como seria sua vida a partir daquela fase, grandes sonhos, ou alguma meta a ser seguida. Escolheu fazer Idiomas Mágicos, Antigos e Modernos, pois lhe parecia uma boa opção e um assunto que o interessava bastante. No então, isso não foi o suficiente para prender Vincent, e quando chegou um mês após o inicio do quarto ano de faculdade, ao completar vinte e um anos, decidiu que trancaria o curso. Sua família desaprovou bastante essa decisão, assim como desaprovou o curso que ele escolheu, mas Roger apoiava a decisão dele e era isso que importava. Ficou quatro anos fora, viajando pela América Latina e tendo contato com bruxos de outra civilizações. O conhecimento adquirido na universidade foi extremamente importante para que tivesse bom aproveitamento da viagem, principalmente espanhol, a língua dos antigos Incas, Maias e português. Ficou um tempo no Machu Picchu com bruxos peruanos, depois foi para a Amazônia Brasileira e estudou com bruxos pesquisadores da magia indígena brasileira. Subiu para o México e conheceu o Chichen-Itza, morou com bruxos mexicanos conhecendo campos arqueológicos. Sua última parada na viagem foi na Patagônia Argentina, se readaptando ao clima frio que estava acostumado na Inglaterra, e conhecendo as Ilhas do Fogo na península de Ushuaia.

Depois de tudo isso, decidiu que voltaria para casa e estudaria Arqueologia e Artefato Mágicos. Quando voltou para casa, seu pai o recebeu de braços abertos. Está no terceiro ano de faculdade, e estagia como pesquisador assistente no Departamento de Arqueologia do Dumbledore Institute. De segunda à quinta pega os turnos da noite na Floreios e Borrões, tirando um dinheiro extra para complementar a renda, mas principalmente por prazer em trabalhar com livros.

✧ Um dos maiores desejos dele é fazer uma grande descoberta arqueológica sobre os bruxos celtas. ✧

✧ Tem dificuldade de dormir, já que sempre está pensando sobre alguma coisa e não consegue pegar no sono. Por causa disso pegou os turnos da noite na Floreios e Borrões, e sempre pode ser encontrado em algum lugar de Hogsmead de madrugada. ✧

✧ Ele possui uma relação muito próxima com o pai, passando da relação de pai e filho, e agindo na maior parte das vezes como amigos. ✧

✧ Quando estava no Peru, teve seu mapa astral feito. Vince é de Touro, com ascendente em Aquário e lua em Peixes. ✧

✧ Acredita em aliens. ✧

✧ Já provou ayahuasca. ✧

✧ Depois de voltar de viagem, não se sentiu confortável em morar com o pai por já ser velho o suficiente para sair de casa. Ao mesmo tempo, não tem dinheiro o suficiente para bancar um aluguel sozinho, por isso mora nos dormitórios do DIAM. ✧

✧ Não se sente confortável em falar sobre política, porque na maior parte das vezes termina em discussões acaloradas e sem fundamento, que não chegarão a conclusão nenhuma. ✧

✧ Só torce pros Tutshill Tornados por causa do pai. ✧

Capítulo 3

Ela podia ainda escutar as risadas dos amigos num domingo de manhã ensolarado e alegre. Podia sentir a energia que emanava por conta da brincadeira.  O sentindo daquele grupo era a união. Ainda lembrava de como amigo de olhos verdes e cabelo loiro assoprava o apito dando estímulos para que continuassem a gincana,e de como no outro time,todos de faixa azul,mesmo ganhando ela se sentia feliz por eles. Afinal,os dois times formavam um grande grupo. Uma família. Era assim que se sentia toda vez que passava por aquela grande porta que dava para o salão paroquial. Quando começavam em um círculo formado por velhas cadeiras de plástico que rangiam a cada sentada. Ou quando,depois de tirarem a foto,gritavam e se abraçavam. 

Por mais que a menina fosse excêntrica do seu jeito,eles a aceitaram,e a fizeram passar pelos momentos mais felizes que já tivera. Eram em cerca de 25 pessoas,dentre seus 15 a 28 anos. Jovens cada qual com sua personalidade,que quando se juntavam,formavam um mar de alegria. Uniam se para encontrar juntos uma luz. Para que encontrassem Deus e suas maravilhas. Era onde todos podiam falar de sua pequenez. De como às vezes se sentiam inúteis,ou de como se sentiam fracos. E o mais importante era que no final de tudo isso,após 2 horas,depois de lágrimas e choro,sorriam e ficavam mais unidos . E levando o nome em jogo,a cada reunião faziam uma Nova Aliança,entre eles mesmos e,principalmente,com Deus.

Com amor,Melancolia Poética

Para:Grupo de Jovens Nova Aliança-Paróquia Imaculada Conceição.

algumas coisas a mais

ontem eu fui dormir duas horas da manhã porque eu estava fazendo um trabalho que já é pra amanhã e isso é horrível eu não tenho toda essa disposição, agora eu estou morta de sono. hoje eu sonhei com meu irmão mais velho, mas eu não tenho nenhuma lembrança com ele porque ele foi morar nos estados unidos quando eu era pequena. de vez em quando ele vem para o brasil, mas mesmo assim somos como desconhecidos. o mais legal disso tudo é que eu sou a cópia dele. eu gosto de me parecer com ele, na realidade. ele é 15 anos mais velho que eu, agora ele tem 28 anos. eu queria muito saber mais sobre ele, mas não sei nem quando ele faz aniversário. no sonho ele falava que a gente se parecia com nosso pai. foi estranho. outra parte do sonho aparecia meu amigo andrey e ele era emo. tinha um cabelo grande e tal, e eu até falava “nossa, to com inveja desse cabelo, quero.” hahaha, foi muito estranho. eu continuo vendo minha melhor amiga. isso ainda me assusta. ela tem o rosto fundo agora, está bem pontudo. ela tem uma aparência meio sofrida, e aquele vestido azul com branco tá começando a se acabar. a última vez que vi ela assim eu estava na casa da minha avó, foi domingo à noite. ela ficou na porta do quarto e falou um “ei” bem baixo. eu levei um susto, foi horrível. minha irmã até me perguntou “o que foi isso, tá tudo bem” mas eu apenas não respondi. é a segunda vez que ela aparece quando eu estou na casa da minha avó. será que lá tem alguma coisa de especial? da primeira vez que ela apareceu, ela estava com uma aparência menos péssima. ela está com o mesmo cabelo curto. eu vi ela com o cabelo curto quando eu fui visitar ela no hospital, foi a última vez que vi ela viva. porque agora eu vejo ela morta e isso é muito assustador. mas o andrey, meu amigo, me disse que de acordo com o espiritismo (ele é espírita) isso pode ser porque ela quer que eu faça algo. eu falei que uma vez ela me perguntou se eu ia ir pra itália sem ela. ele disse que talvez ela quer que eu vá para a itália para realizar nosso sonho. ele disse que talvez depois disso ela desapareça. isso é estranho, mas fez todo o sentido pra mim. bem, ontem eu tive a última prova antes das férias, mas vou continuar tendo aula até o dia 28. dia 29 e 30 eu vou ter simulado do enem (ok, eu odeio minha escola, eles são muito apressados porque meu deus, eu só tenho 13 anos não precisamos de pressa) e depois eu finalmente irei estar de férias hahaha! que felicidade, eu não aguento mais ir pra escola. bem, hoje eu tenho que renovar um livro que estou lendo, espero me lembrar de renovar. eu tenho que terminar de ler esse livro, mas eu to super sem tempo nenhum, nesses últimos dias de aula piora, porque os professores decidem passar milhares de trabalhos, e decidem também se esquecer que temos vidas para viver, mas ok, tudo bem. o problema é que só de pensar em me apresentar na frente daquela sala, que tem apenas 19 pessoas, já me deixa com vontade de vomitar. é horrível. o meu problema com ansiedade tem aumentado bastante, isso é horrível aaaaa, eu me sinto aprisionada a mim. okok, não vou me desesperar agora. tenho que ir e provavelmente escreverei mais depois. tchau

O acaso que mudou o destino de nós dois

PRÓLOGO

 ARTHUR

 Meu nome é Arthur Queiroga Bandeira de Aguiar    . Tenho 28 anos. Nasci em Londres, mas moro em Seattle desde os 3 anos de idade. Foi quando meu pai veio para os Estados Unidos estabelecer uma filial de sua empresa de tecnologia da informação. Com o avanço desse ramo, ele resolveu se fixar por aqui, transformando a filial em matriz.

Além da empresa, herdei dele o dourado nos olhos cor de mel; e de minha mãe os cabelos castanho, que com o passar dos anos escureceram ganhando uma tonalidade para o castanho claro. Me formei em Economia na Universidade de Harvard.

Resido numa belíssima cobertura, num dos melhores bairros da cidade, onde também possuo o escritório central da minha empresa.

Gosto de me vestir bem: Armani, Dior, Gucci, e etc… Sou bastante vaidoso quando se trata da minha aparência. Mas nem tudo na minha vida foi prazeroso… 6 anos atrás, meu pai faleceu inesperadamente, deixando um desastre financeiro causado por uma péssima administração de sua empresa pela pessoa em quem ele mais confiava. Na época eu morava na Universidade, e estava prestes a começar minha pós-graduação, mas a riqueza que sustentou um estilo de vida além dos sonhos da maioria das pessoas tinha se dissipado da noite para o dia. Então fui chamado em casa e encontrei minha mãe deprimida e nossa residência pronta a ser leiloada para pagar os credores.

Minha mãe se chama Kátia, e tudo o que queria era vê-la de volta à casa que era sua por direito e toda a sua vida de volta.

Mas para isso precisei abandonar meus planos de pós-graduação e comecei o processo de recuperar obstinadamente o que tinha perdido. Mas não teria conseguido se não fosse pela ajuda do Pastor Billy e sua esposa Cláudia, que a acolheram em sua casa. Foi um apoio inestimável. Graças a eles, tive a liberdade para conseguir o sucesso rápido, e, menos de 4 anos depois já tinha recuperado quase tudo. Porém, paguei um preço alto por todo o meu empenho. Antes de deixar Harvard, tive a infelicidade de me apaixonar por uma mulher. Achava que Anita havia nascido para mim.

Ela reclamava bastante sobre reuniões que se estendiam, viagens de negócios, até que por fim, quando o trabalho excessivo começou a interferir na sua necessidade diária de ser bajulada, Anita começou a procurar alguém que lhe desse atenção total. Aquela tinha sido uma lição útil e decidi abolir de vez qualquer tipo de compromisso afetivo em minha vida.

Então, enganar uma mulher, definitivamente não me interessa.

Desde o começo elas sabem que não me comprometerei. Sou totalmente honesto quanto a isso.

Mas agora, meu maior desafio é desenvolver o mínimo de paciência com Lua Blanco. 8 meses atrás, minha mãe disse que ela precisava de um emprego e diante da imensa ajuda que a família Blanco nos prestou, não tive escolha se não oferecer-lhe um.

 

LUA

 

Sou Lua Maria Blanco, mas prefiro que me chamem de Luinha. Minha idade: 23 anos. Fui criada num ambiente totalmente religioso, meu pai é… bom, era Pastor em Forks, cidade onde nasci e cresci. Sou tímida e não gosto de ser o centro das atenções, por isso evito usar roupas extravagantes, decotadas, curtas ou transparentes. Nunca tive um namorado, apenas algumas paqueras, nada significante… Mas na adolescência desenvolvi um amor platônico por um rapaz, e que dura até hoje.

Seu nome? Arthur Aguiar. Como o conheci? Kátia, a mãe dele, era uma frequentadora assídua da Igreja onde meu pai pregava e ela sempre ajudou muito nas festas beneficentes.

Eram raras as vezes que Arthur ia numa, mas me lembro, como se fosse ontem, a primeira vez que ele foi acompanhando sua mãe. Eu tinha 13 anos e ele, 18… já quase um homem, e com o tipo de aparência que fazia as mulheres pararem para admirá-lo cada vez que ele passava. Como não poderia ter me apaixonado? Minha mãe e Kátia tornaram-se amigas, e estavam sempre organizando alguns eventos para a Igreja.

Quando a família Aguiar perdeu o seu patriarca, todo o império deles veio a baixo. E em seu momento mais difícil, Kátia foi acolhida por minha família. Meus pais cuidaram dela por quase 1 ano, até a situação começar a melhorar; enquanto Kátia esteve em minha casa, Arthur aparecia eventualmente para visitá-la e eu sempre procurava me esconder. Não queria confrontá-lo, tinha medo que percebesse minha paixão por ele… Mas que tolice minha… ele jamais iria reparar numa garota desengonçada, sem graça e sem o belo corpo das mulheres com quem ele andava.

Durante alguns anos trabalhei no Centro de Jardinagem de Forks e gostava muito do que fazia, mas devido a cortes de funcionários, fui demitida. Tempos depois, meu pai viera falecer e a situação em minha casa começava a se complicar.

Kátia, sabendo de tudo, pediu ao filho que me empregasse na empresa e foi assim que vim parar em Seattle. Com o salário que recebo, consigo me sustentar e pagar o aluguel do conjugado onde moro, no subúrbio; e ainda enviar algum dinheiro para minha mãe. Não é muito, mas o suficiente para completar a renda dela.

Quando recebi a notícia de que iria trabalhar para Arthur fiquei extasiada, pois fazia uns 4 anos que não o via. Pensei: “Como ele estaria? Decerto não estava casado. Disso eu saberia.”

Mas fiquei decepcionada quando constatei que Arthur não era o tipo de homem que se envolvia com uma mulher para tal fim.

Seus relacionamentos não duram mais que duas ou três noites. Casamento não está nos planos dele. Sua vida se resume em trabalho, trabalho e mais trabalho. Quando comecei a trabalhar na empresa, me questionava sobre a vida social que ele levava.

Não tinha. Eram sempre almoços e jantares de negócios, reuniões intermináveis e quando não, ficava no escritório até mais tarde. Mas certa vez, Arthur tinha saído para uma reunião e não retornaria naquele dia. Ligou no meio da tarde pedindo que fosse levado para seu apartamento, onde ele se encontrava no momento, um determinado relatório. Como Tânia, sua assistente pessoal, estava muito ocupada, fui incumbida para tal serviço.

Ela acionou o motorista da empresa e deu as instruções para que me levasse até o apartamento de Arthur. O trajeto era curto e chegamos rapidamente. Nunca tinha posto os pés lá e me deparei com um prédio luxuoso. O porteiro já estava ciente e logo que me identifiquei sendo da empresa do Dr. Aguiar, permitiu minha entrada. Entrei no elevador e subi até a cobertura. Arthur já estava na porta.

Obviamente o porteiro o avisou de minha chegada. Estranhei a maneira como ele estava vestido, usava um roupão preto amarrado à cintura que deixava parte de seu torso másculo à mostra. Senti minhas pernas bambearem, minhas mãos gelarem, comecei a suar frio, o ar faltou… meu Deus, eu não podia desmaiar ali… Precisei desviar meu olhar. Ele me perguntou, secamente, onde estava Tânia e quando comecei a explicar fui interrompida por uma voz feminina, melosa, que vinha de algum lugar lá de dentro: “ Arthur, vem logo… a cama está começando a ficar fria sem você.”

Arthur pegou o envelope de minha mão e ao mesmo tempo em que fechava a porta, disse que eu podia voltar para o escritório.

Fiquei consternada, vendo a porta se fechar. Concluí que Arthur não tinha uma vida social, mas sim sexual. Desde aquele dia, resolvi conhecer e sair com outros homens. Relacionamentos fictícios eram bons para adolescentes de 15 anos; aos 23, eram loucura. Eu precisava de um relacionamento real com um homem real, que fizesse planos reais para um futuro real.

Então, não sendo muito do meu feitio, passei a sair de vez em quando com algumas colegas do trabalho, até que, finalmente depois de meses, alguém apareceu. Seu nome é Mike Newton. E hoje eu terei um encontro com ele.

O tempo passa e geralmente muitas coisas se vão junto com ele. Como um trem, ou um ônibus, fico feliz por você não ter apenas passado por mim. Agradeço por ter em você a segurança de uma estação, de uma rocha, de uma âncora. Oito anos se passaram e eu sou feliz por ainda lembrar das nossas brincadeiras de criança que se tornaram conversas de adolescentes. Eu agradeço por planejar contigo a minha vida desde a quinta série do ensino fundamental, e agradeço mais ainda por fazer tudo sempre tão especial, por estar na minha vida mesmo que a nossa conexão siga às vezes como um pagamento à prestação. O importante é saber que não importa quanto tempo passe, ou quantas semanas nós não trocamos um ‘oi’, porque eu sei que o que temos vai além de tudo isso e que quando as coisas apertam o seu nome vem a minha cabeça e o meu a sua. Obrigada por ter passado 8 desses seus 28 anos comigo. E obrigada mais ainda por nunca desistir.
—  Lunara

🚨🚨CONTO🚨🚨

Parte 1

ME APAIXONEI PELO MEU CUNHADO

Sou Anna, tenho 28 anos, casada a dez anos com o Júlio 32 anos, duas filhas… Bom minha história é a seguinte, me mudei de cidade faz dois anos por conta do desemprego vendemos nossa casa e abrimos um negócio próprio numa cidade pequena e tudo deu certo, meu marido trabalhando e eu em casa com as crianças… Até que meu cunhado Caio, pediu emprego para o meu marido como ele andava sem tempo pra mim e pras crianças concordou que meu cunhado viesse, e ele iria morar com a gente por um tempo até se acostumar com o serviço e cidade e arrumar um canto pra ele… Eu não gostei muito da ideia, afinal eu não me dava muito bem com ele e também a gente não se via há uns cinco anos, quando nos mudamos fazia uns três anos ele estava morando em outra cidade, depois soube que ele voltou pra casa dos pais… Não me interessava muito não afinal, eu não gostava dele então não precisava saber dele!!! E agora ele estava vindo morar na minha casa só concordei porque o Júlio ia ter mais tempo pra mim, as coisas estavam mornas entre a gente é o sexo ficando cada vez mais raro então a ajuda dele com a loja ia ser muito boa!!! Caio tinha a minha idade, era parecido com meu marido, moreno de olhos claros e cabelos pretos e lisos, porém era bem magro, chato irritante, foi mimado demais pela minha sogra, enquanto o Júlio era carinhoso, gentil, um cavalheiro!!!
Chegou o dia marcado pra ele chegar um domingo e meu marido foi buscar o infeliz na rodoviária, e eu fiquei preparando almoço, como tudo era perto vinte minutos depois meu marido me abraça por trás na pia e beija meu pescoço, quando ouço a voz do Caio:
- Oi cunhadinha!! - Quando eu me viro pra olhar, se eu não tivesse encostada no Júlio eu teria caído, Caio tinha se transformado, musculoso, de camisa verde o que fazia com que seus olhos ficassem ainda mais claros, cabelos crescidos, o que fazia com que ele precisasse jogar pra traz estilo o Mariano dá dupla Munhoz e Mariano, mas ele estava muito lindo, calça agarrada nas pernas grossas… Meus Deus fiquei em choque e maravilhada com aquele monumento na minha cozinha!!
- Meu Deus Caio, se não fosse a voz diria que era outra pessoa!!! - Ele riu
- Pois é Anna, se ele não tivesse me chamado eu teria vindo embora sem ele dá rodoviária!! - o Júlio fala e eu fico igual besta olhando
- Não mudei tanto assim não gente, faz o que cinco anos que não nos vemos??
- Pois é cinco anos sem se ver e você tá mudado sim!! - Eu digo e pra provocar e completo - Espero que menos irritante também!!!
- Nada que academia e uns potes de way não resolva, mas irritante eu nunca fui você que é chata!!! - ele devolve
- Ihhh… Não comecem por favor!! - Júlio interrompe a troca de afetos - o almoço tá pronto?? Vamos comer que eu tô com fome!!
- Já, vai chamar as meninas que eu vou por a mesa aproveita e mostra o quarto de hóspedes pro Caio!!
Eles saem eu coloco a mesa, e os quatro voltam as meninas encantadas com o tio, eu e o Júlio temos duas meninas a Mariana de 9, e a Maria de 5… Felizmente o almoço correu em paz o Caio contando suas histórias e todos rimos muito com ele depois do almoço o Júlio foi descansar um pouco, as crianças pra sala assistir tv e eu fiquei sozinha na cozinha com o Caio…
- Vou te ajudar aqui cunhada, pelo visto o Júlio continua folgado como sempre né !!!
- Eu sou dona de casa Caio, pra mim não é problema nenhum e hoje é a única folga que ele tem!!
- Vou te ajudar mas não se acostume amanhã eu começo a trabalhar…- ele provoca
Ele começa a lavar a louça e eu a secar e guardar as vezes meu braço encostava no dele, e a cozinha ia ficando pequena pra nós dois e eu fui ficando incomodada com a presença dele não via a hora de terminar e logo acabamos e ele foi pro quarto disse que ia tomar banho e eu fiquei na sala com as crianças!!
Alguns minutos mais tarde ele aparece de bermuda sem camisa e se deita no sofá as crianças tinham saído pro quintal, e estávamos novamente sozinhos. Aquele tanquinho, braços musculosos tudo em seu devido lugar me atraia cada vez mais e eu sentia a boca salivar de vontade de deslizar as unhas por aquela barriga, pelas costas largas… E eu me remexia no sofá… Até que ele pergunta…
- Você faz academia??
- Não porque??
- Por que seu corpo tá ótimo pra quem tem duas filhas!!
- Eu cuido na alimentação e com caminhada só e não acho tão ótimo assim!!
- Você tá linda e sabe disso o Júlio tem sorte de ter você!!
- Pena que ele não tem tempo de aproveitar! - acabo soltando sem pensar
- Como assim??
- Nada não deixa pra lá - eu digo ele volta a atenção pra tv….
Mais tarde meu marido nos chama pra ir numa pizzaria e eu adoro a ideia de não ter que fazer o jantar, arrumo as meninas, e capricho um pouquinho no visual como um vestido preto com o comprimento um pouco acima dos joelhos e que marcava minha cintura, um decote que não era exagerado mas que deixava a imaginação!! Deixei meu cabelo solto, que era castanho e chegava a cintura, maquiagem leve mas com a boca vermelha que eu adorava, eu sou baixa 1,60, não tinha muito peito, mas a bunda chamava a atenção, modéstia a parte eu adorava!!
Quando cheguei na sala o Caio estava la, lindo de morrer mais uma vez de calça jeans camiseta preta e cabelos molhados penteados pra tras, que lhe dava um charme… Ele me olhou de cima a baixo, mas não falou nada, meu corpo esquentou e eu senti que a presença daquele homem em minha casa não daria muito certo!!!
Saímos mas a noite não foi muito agradável falar de serviço o tempo combinando horários, e o Júlio explicando o funcionamento dá loja!!
Mais tarde já deitada em minha cama, mais uma noite sem fazer amor, e o Júlio roncando ao meu lado meu último pensamento foi o olhar que do Caio pelo meu corpo!!
Assim naquela semana tudo ocorreu sem incidentes ele aprendendo o serviço e os dois chegando muito cansados… eu sempre encontrava os dois na hora do almoço porém em horário diferente, para não ter que fechar a loja. Na sexta feira dia de faxina, eu estava no quarto do Caio colocando umas peças de roupas dele na cômoda, quando achei uma revista comecei a folher, e tinha umas fotos sensuais de homens comecei a estranhar será que ele era gay? Quando páginas depois me deparo com o o próprio em um ensaio na praia completamente nú, me sento na cama e começo a olhar aquilo, embabascada o corpo molhado as vezes escondia o pau, as vezes deixava bem a mostra, e me senti ficando molhada, eu estava tão absorta olhando que dei um pulo quando ouvi a voz dele…
- Está gostando do que tá vendo Anna??
- Que susto, Caio seu desgraçado o que está fazendo aqui essa hora??? - eram dez horas dá manhã…
- Vim buscar meu celular, e umas notas fiscais que o Júlio pediu, mas você não respondeu minha pergunta…
- Vim guardar umas roupas suas e achei isso?? Virou modelo??
- Foi só essa vez, precisava de dinheiro, mas ainda não respondeu gostou ou não??
- Por que quer saber??
- Eu vejo o jeito que me olha Anna, sei que você e o Júlio mal transam… E que você me deseja vai negar!!
- Claro que eu nego, você é meu cunhado…- larguei a revista e saio em direção a porta ele barra a minha passagem.
- Você é mulher e eu sou um homem é normal atração…
- Não, é errado!!! - digo
- Não é… Eu quero provar você ele!! Ele me pega pela cintura, a outra mão enrola no meu cabelo e ele me beija, sem pensar nas consequências, ou no que era certo ou errado me deixei levar, correspondendo com ardor a língua que me invadia a boca e mordiscava meu labios, colei meu corpo ao dele e sucumbi a tentação de enfiar minha mão por baixo dá camisa dele é gemi quando senti o contato da pele dele nos meus dedos, sua boca deslizou pelo meu pescoço, e ele começou a murmurar em meu ouvido o quanto me desejeva, sempre me quis, mas que só agora ele teve coragem de chegar em mim porque viu meu interesse… Minha calcinha foi ficando ensopada, e a mão dele foi deslizando por baixo do meu vestido e espalmou na minha boceta apertando e eu senti as pernas fraquejando!!!
- Anna eu te quero por inteiro, diz que me quer também…
A realidade cai em mim como um choque, eu me afasto dele:
- Não, não podemos o Júlio … Isso é loucura…Ele abaixa as mãos, a cabeça e pega os celular
- Você vai ser minha um dia Anna…. Você me quer tenho certeza!!!
Eu saio do quarto apressada entro no meu tranco a porta e ouço ele sair de casa…. Como vou encarar os dois a noite??? Que loucura como vai acabar essa história meu Deus??

SE GOSTAREM DEIXEM UP QUE LOGO MAIS POSTO A CONTINUAÇÃO!!!

🚨🚨CONTO🚨🚨

ME APAIXONEI PELO MEU CUNHADO

PARTE 2

Depois que o Caio saiu eu fiquei aos prantos, não sabia o que fazer eu olhava e babava no corpo dele mas nunca achei que ele me desejava ainda mais desse jeito, esse beijo, essa pegação não podia acontecer meu Deus!! Eu tinha uma família estruturada, filhas lindas, eu amava meu marido não amava?? A gente estava apenas meio sem tempo de curtir, mas o Caio estava aqui pra ajudar nisso não pra ficar no meio!!! Eu realmente estava questionando meus valores, eu não iria ter um amante não iria trair meu marido, mas como ia ficar as coisas com os dois homens em casa!!
Tentei me acalmar continuei cuidando dá casa como era sexta feira, era dia de lanche me casa, não precisei me preocupar em preparar nada, as crianças chegaram dá escola dei banho coloquei pra assistir TV e me sentei com elas, logo o Júlio chegou!!
- Oi amor!! Tudo bem?? Ele me cumprimenta com um beijo no rosto
- Oi tudo… E o Caio não veio com você?? - pergunto ele sempre chega fazendo farra com as meninas…
- Não querida, ele saiu com os meninos que ele fez amizade lá do lado dá loja amanhã é feriado ele com certeza só chega amanhã!!
- Ah…
- E então, quer sair pra comer ou vamos pedir??
- Vamos pedir Júlio, eu estou muito cansada!!
Ele foi pro banho pedi um lanche, lanchamos e ele foi deitar reclamando de cansaço, e eu coloquei as meninas na cama e fui deitar.
- Júlio, tá acordado??
- Tô - ele responde se virando pra mim
- Quando vamos ter um tempo pra gente hein?? Você só vive cansado, só vem em casa pra dormir e comer…
- Anna só faz dois anos que abri a loja as coisas estão se encaminhando ainda, tenha um pouco mais de paciência que o Caio logo dá conta sozinho dá loja e eu vou tirar uns dias pra gente OK?
- OK - respondo distraída lembrando do episódio daquela tarde
- Amanhã eu vou na loja pela manhã aproveitar que vai estar fechada e que vou estar sozinho pra colocar as coisas em ordem por lá, vou bem cedo pra voltar logo, vou dormir boa noite!!
- Boa noite!!
Fico rolando na cama tentando ouvir se o Caio chegava e nada, o dia amanheceu o Júlio saiu achou que eu estava dormindo nem se despediu, logo depois eu levantei e fui pra cozinha preparar um café, ouço um barulho na porta e o Caio entra na cozinha, com os cabelos desalinhados com a roupa do dia anterior e pelo jeito bebado ainda!!
- Anna, já está em pé!!
- E você nem deitou ainda né …
- É eu sai com um pessoal aí…- ele fala é se serve de café
- Caio
- Anna
Falamos ao mesmo tempo e ele ri eu enrolo um guardanapo nas mãos, nervosa e ele fala:
- Você primeiro Anna!
- Olha sobre ontem eu quero te pedir pra que não aconteça de novo!! Eu amo seu irmão, eu tenho uma vida com ele e tudo isso é errado demais!!!
- Eu não vou desistir de você…Eu te quero e muito mas só vou tocar em você se você me implorar, esteja certa Anna um dia você vai…
- Não vou, e acho bom você começar a procurar um lugar pra morar por que aqui vai ficar impossível!!
- Só me dê uns dias eu já achei, um cara que trabalha lá do lado dá loja tem um lugar no AP dele mas a pessoa ainda vai em bora daqui duas semanas!!!
- Espero que você entenda que não dá pra sustentar essa situação!!!
- Eu entendo, eu também amo meu irmão mas ele não é o santinho que você idolatra!!
- O que você quer dizer com isso? - pergunto chocada com o que ele está falando
- Vou deixar você descobrir sozinha, se eu for responsável pela sua separação não vai ser como fofoqueiro e sim como substituto!!!
Ele fala e sai para o quarto, e eu fico ali pensando que ele só disse o q disse porque quer que eu de pra ele de qualquer maneira!!
As meninas acordam e eu tiro a manhã pra brincar com elas preparo almoço e almoço com elas e elas vão tirar uma soneca eu fico sozinha e começo a estranhar a demora do Júlio, ligo no celular e dá caixa postal, desisto de ligar e pego um livro que estava lendo e me concentro na leitura já que a casa estava silenciosa, sem perceber acabo pegando no sono e acordo com a risada das meninas e do Caio vindas dá sala sigo até lá e eles estão na maior farra, brincando. Olho no relógio já passa das cinco dá tarde e me preocupo mais ainda com o Júlio, ele não ligou não deu sinal de vida, e eu pergunto ao Caio:
- Você sabe do Júlio, falou com ele hoje?? Ele saiu antes das sete dá manhã, disse que voltava logo e nada…
- Não falei não, já tentou o celular??
- Mais de dez vezes falo - ando de um lado pro outro é o celular mais uma vez cai na caixa postal… o telefone dá loja ninguém atende
O Caio percebendo meu desepero fala:
- Vou até a loja ver se ele está lá!!!
Ele se arruma e sai meia hora depois ele volta:
- Não está lá não Anna!!
O telefone fixo de casa toca e eu corro pra atender!!
- Alô??
- Por favor senhora Anna dos Santos?
- Sou eu….
- Olha aqui é do hospita central, seu marido deu entrada aqui a meia hora, e esse telefone se encontra no cadastro dele…
- O que houve com o Júlio, meu Deus!!!
- Foi um acidente senhora, se a senhora puder vir até aqui o médico te explica melhor…
- Estou indo, obrigada!!
Desligo o telefone, sinto minhas pernas fraquejarem e eu digo pro Caio:
- Leva as meninas na vizinha, diz que é uma emergência e que na volta eu explico…
Ele sai com as meninas e na volta senta do meu lado no sofá:
- O Júlio sofreu um acidente, eu já pedi um uber pra gente ir pro hospital!!
Minutos depois o carro chega vanos ao hospital chegando lá o Caio diz que somos parentes do Júlio e imediatamente somos dirigidos ao consultório médico:
- Oi doutor sou a esposa do Júlio e esse é o irmão Caio…
- Sentem-se por favor!! - nos sentamos e o médico começa:
- Então, o Júlio sofreu um acidente foi trazido pra cá, ele sofreu um traumatismo craniano, e está em cirurgia o que demorara algumas horas!!
- Aí meu Deus é muito grave doutor?? - eu pergunto
- Não sabemos só poderemos dar um parecer após a cirurgia!!
- Tudo bem vamos aguardar, então!!!
- Olha, a moça que estava com ele morreu na hora e o bebê também… Não conseguimos localizar ninguém dá família dela é parente de vocês?? Luciana Silva o nome dela, achamos que era a esposa mas seu nome estava no prontuário como esposa…
- Não conhecemos nenhuma Luciana pelo menos eu não!! Estava grávida?? - eu pergunto sem acreditar e olho pro Caio em silêncio ao meu lado!!
- Sim o médico continua, de cinco meses e meio, vou pedir pro pessoal dá perícia ver se encontra algum celular dela, pra avisar a família!!
Eu me levantei e sai do consultório, de repente o mundo desabou sobre minha cabeça percebi que eu não conhecia meu marido, não sabia nada sobre ele, quem era essa mulher, que estava com ele no carro!!! Qual o significado disso tudo o que o Caio sabia?
- Anna…
- Vamos pra casa Caio conversamos lá!!
Passamos na recepção, pegamos os pertences do Júlio e fomos pra casa, como estava tarde pedi a vizinha que deixasse as meninas dormir por lá…
- O que você tem a me contar sobre essa Luciana, Caio??
- Uma moça grávida procurou o Júlio essa semana na loja ele a recebeu no escritório ficou uma meia hora e depois foi embora!!
- Meu Deus…Tô em choque foi por isso que você me disse aquilo hoje de manhã!!
- Sim eu desconfiava ia investigar pra ter certeza mas agora com essa tragédia não preciso mais!!!
- Se ele sair dessa eu vou matar ele com minhas próprias mãos!!! - eu digo
- Anna…
- Desculpa Caio eu não sei o que sentir, se sinto raiva, desespero, ou angústia por ele estar em cirurgia, ele estava me traindo, e a amante grávida ainda!!!
- Qua do você saiu pedi pro médico fazer um exame de DNA no bebê pra gente ter certeza!!
- Obrigado Caio!!
Ele não responde e me puxa pra um abraço, eu afundo meu rosto no pescoço dele inalando seu perfume e finalmente me deixo chorar ele me ampara e não sei por quanto tempo, permaneço ali no calor do seu abraço chorando, até que o toque do telefone me desperta me deixando em alerta e com um frio na barriga, eu atendo:
- Alô
- Dona Anna… É do hospital, infelizmente preciso dar uma notícia por telefone…
- Sim pode falar - digo me sentando e esperando pelo pior
- Seu marido teve morte cerebral durante a cirurgia e como ele é doador de órgão gostaríamos de saber se podemos começar os procedimentos de doação, desculpe estar falando assim por telefone, mas é que quanto mais rápido começarmos melhor…
- Sim está autorizado!!
- Só preciso que alguém venha imediatamente assinar os papéis!!!
- O irmão dele vai, obrigada!!
Encerro a ligação e olho para o Caio que está apreensivo ao meu lado…
- Ele se foi Caio, sem me explicar sem se despedir simplesmente me deixou!!!
- Calma, Anna!!!
Sinto minhas vistas escurecerem, minhas pernas bambearem, e o Caio me levanta no colo e me leva para o quarto, me coloca com cuidado na cama e pergunta:
- Você tem algum calmante??
- O Júlio tem no armário do banheiro!!
Ele vai até o banheiro volta com dois comprimidos e um copo de água me dá e eu tomo e me deito ele se senta ao meu lado:
- Dorme Anna e deixa que eu cuido de tudo por você…- ele acaricia meus cabelos e rapidamente pego no sono!!

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ME APAIXONEI PELO MEU CUNHADO

Sou Anna, tenho 28 anos, casada a dez anos com o Júlio 32 anos, duas filhas… Bom minha história é a seguinte, me mudei de cidade faz dois anos por conta do desemprego vendemos nossa casa e abrimos um negócio próprio numa cidade pequena e tudo deu certo, meu marido trabalhando e eu em casa com as crianças… Até que meu cunhado Caio, pediu emprego para o meu marido como ele andava sem tempo pra mim e pras crianças concordou que meu cunhado viesse, e ele iria morar com a gente por um tempo até se acostumar com o serviço e cidade e arrumar um canto pra ele… Eu não gostei muito da ideia, afinal eu não me dava muito bem com ele e também a gente não se via há uns cinco anos, quando nos mudamos fazia uns três anos ele estava morando em outra cidade, depois soube que ele voltou pra casa dos pais… Não me interessava muito não afinal, eu não gostava dele então não precisava saber dele!!! E agora ele estava vindo morar na minha casa só concordei porque o Júlio ia ter mais tempo pra mim, as coisas estavam mornas entre a gente é o sexo ficando cada vez mais raro então a ajuda dele com a loja ia ser muito boa!!! Caio tinha a minha idade, era parecido com meu marido, moreno de olhos claros e cabelos pretos e lisos, porém era bem magro, chato irritante, foi mimado demais pela minha sogra, enquanto o Júlio era carinhoso, gentil, um cavalheiro!!!
Chegou o dia marcado pra ele chegar um domingo e meu marido foi buscar o infeliz na rodoviária, e eu fiquei preparando almoço, como tudo era perto vinte minutos depois meu marido me abraça por trás na pia e beija meu pescoço, quando ouço a voz do Caio:
- Oi cunhadinha!! - Quando eu me viro pra olhar, se eu não tivesse encostada no Júlio eu teria caído, Caio tinha se transformado, musculoso, de camisa verde o que fazia com que seus olhos ficassem ainda mais claros, cabelos crescidos, o que fazia com que ele precisasse jogar pra traz estilo o Mariano dá dupla Munhoz e Mariano, mas ele estava muito lindo, calça agarrada nas pernas grossas… Meus Deus fiquei em choque e maravilhada com aquele monumento na minha cozinha!!
- Meu Deus Caio, se não fosse a voz diria que era outra pessoa!!! - Ele riu
- Pois é Anna, se ele não tivesse me chamado eu teria vindo embora sem ele dá rodoviária!! - o Júlio fala e eu fico igual besta olhando
- Não mudei tanto assim não gente, faz o que cinco anos que não nos vemos??
- Pois é cinco anos sem se ver e você tá mudado sim!! - Eu digo e pra provocar e completo - Espero que menos irritante também!!!
- Nada que academia e uns potes de way não resolva, mas irritante eu nunca fui você que é chata!!! - ele devolve
- Ihhh… Não comecem por favor!! - Júlio interrompe a troca de afetos - o almoço tá pronto?? Vamos comer que eu tô com fome!!
- Já, vai chamar as meninas que eu vou por a mesa aproveita e mostra o quarto de hóspedes pro Caio!!
Eles saem eu coloco a mesa, e os quatro voltam as meninas encantadas com o tio, eu e o Júlio temos duas meninas a Mariana de 9, e a Maria de 5… Felizmente o almoço correu em paz o Caio contando suas histórias e todos rimos muito com ele depois do almoço o Júlio foi descansar um pouco, as crianças pra sala assistir tv e eu fiquei sozinha na cozinha com o Caio…
- Vou te ajudar aqui cunhada, pelo visto o Júlio continua folgado como sempre né !!!
- Eu sou dona de casa Caio, pra mim não é problema nenhum e hoje é a única folga que ele tem!!
- Vou te ajudar mas não se acostume amanhã eu começo a trabalhar…- ele provoca
Ele começa a lavar a louça e eu a secar e guardar as vezes meu braço encostava no dele, e a cozinha ia ficando pequena pra nós dois e eu fui ficando incomodada com a presença dele não via a hora de terminar e logo acabamos e ele foi pro quarto disse que ia tomar banho e eu fiquei na sala com as crianças!!
Alguns minutos mais tarde ele aparece de bermuda sem camisa e se deita no sofá as crianças tinham saído pro quintal, e estávamos novamente sozinhos. Aquele tanquinho, braços musculosos tudo em seu devido lugar me atraia cada vez mais e eu sentia a boca salivar de vontade de deslizar as unhas por aquela barriga, pelas costas largas… E eu me remexia no sofá… Até que ele pergunta…
- Você faz academia??
- Não porque??
- Por que seu corpo tá ótimo pra quem tem duas filhas!!
- Eu cuido na alimentação e com caminhada só e não acho tão ótimo assim!!
- Você tá linda e sabe disso o Júlio tem sorte de ter você!!
- Pena que ele não tem tempo de aproveitar! - acabo soltando sem pensar
- Como assim??
- Nada não deixa pra lá - eu digo ele volta a atenção pra tv….
Mais tarde meu marido nos chama pra ir numa pizzaria e eu adoro a ideia de não ter que fazer o jantar, arrumo as meninas, e capricho um pouquinho no visual como um vestido preto com o comprimento um pouco acima dos joelhos e que marcava minha cintura, um decote que não era exagerado mas que deixava a imaginação!! Deixei meu cabelo solto, que era castanho e chegava a cintura, maquiagem leve mas com a boca vermelha que eu adorava, eu sou baixa 1,60, não tinha muito peito, mas a bunda chamava a atenção, modéstia a parte eu adorava!!
Quando cheguei na sala o Caio estava la, lindo de morrer mais uma vez de calça jeans camiseta preta e cabelos molhados penteados pra tras, que lhe dava um charme… Ele me olhou de cima a baixo, mas não falou nada, meu corpo esquentou e eu senti que a presença daquele homem em minha casa não daria muito certo!!!
Saímos mas a noite não foi muito agradável falar de serviço o tempo combinando horários, e o Júlio explicando o funcionamento dá loja!!
Mais tarde já deitada em minha cama, mais uma noite sem fazer amor, e o Júlio roncando ao meu lado meu último pensamento foi o olhar que do Caio pelo meu corpo!!
Assim naquela semana tudo ocorreu sem incidentes ele aprendendo o serviço e os dois chegando muito cansados… eu sempre encontrava os dois na hora do almoço porém em horário diferente, para não ter que fechar a loja. Na sexta feira dia de faxina, eu estava no quarto do Caio colocando umas peças de roupas dele na cômoda, quando achei uma revista comecei a folher, e tinha umas fotos sensuais de homens comecei a estranhar será que ele era gay? Quando páginas depois me deparo com o o próprio em um ensaio na praia completamente nú, me sento na cama e começo a olhar aquilo, embabascada o corpo molhado as vezes escondia o pau, as vezes deixava bem a mostra, e me senti ficando molhada, eu estava tão absorta olhando que dei um pulo quando ouvi a voz dele…
- Está gostando do que tá vendo Anna??
- Que susto, Caio seu desgraçado o que está fazendo aqui essa hora??? - eram dez horas dá manhã…
- Vim buscar meu celular, e umas notas fiscais que o Júlio pediu, mas você não respondeu minha pergunta…
- Vim guardar umas roupas suas e achei isso?? Virou modelo??
- Foi só essa vez, precisava de dinheiro, mas ainda não respondeu gostou ou não??
- Por que quer saber??
- Eu vejo o jeito que me olha Anna, sei que você e o Júlio mal transam… E que você me deseja vai negar!!
- Claro que eu nego, você é meu cunhado…- larguei a revista e saio em direção a porta ele barra a minha passagem.
- Você é mulher e eu sou um homem é normal atração…
- Não, é errado!!! - digo
- Não é… Eu quero provar você ele!! Ele me pega pela cintura, a outra mão enrola no meu cabelo e ele me beija, sem pensar nas consequências, ou no que era certo ou errado me deixei levar, correspondendo com ardor a língua que me invadia a boca e mordiscava meu labios, colei meu corpo ao dele e sucumbi a tentação de enfiar minha mão por baixo dá camisa dele é gemi quando senti o contato da pele dele nos meus dedos, sua boca deslizou pelo meu pescoço, e ele começou a murmurar em meu ouvido o quanto me desejeva, sempre me quis, mas que só agora ele teve coragem de chegar em mim porque viu meu interesse… Minha calcinha foi ficando ensopada, e a mão dele foi deslizando por baixo do meu vestido e espalmou na minha boceta apertando e eu senti as pernas fraquejando!!!
- Anna eu te quero por inteiro, diz que me quer também…
A realidade cai em mim como um choque, eu me afasto dele:
- Não, não podemos o Júlio … Isso é loucura…Ele abaixa as mãos, a cabeça e pega os celular
- Você vai ser minha um dia Anna…. Você me quer tenho certeza!!!
Eu saio do quarto apressada entro no meu tranco a porta e ouço ele sair de casa…. Como vou encarar os dois a noite??? Que loucura como vai acabar essa história meu Deus??

Cicatrices Clanessa - Capítulo 1

*Rio de Janeiro*

Rosangela - O que foi filha? Por que olha tanto para o céu? Está pedindo algo? – ri a senhora segurando uma taça de vinho.
Clara - Oi mamãe - respira fundo – Só estava admirando o céu.
Rosangela - Sua irmã ligou, disse que a Star está louca para te ver.
Clara - Depois eu passo na casa da Mayra para vê a Pequena Star – diz triste.
Rosangela - Filha, está acontecendo alguma coisa? – pergunta preocupada.
Clara - Não mamãe. Estava apenas pensando em algumas coisas, lembrando do meu passado.
Rosangela - Filha, eu… eu – com lágrimas nos olhos.
Calra - Eu não quero falar sobre isso ok? Como eu disse é passado – suspira - e o passado já passou dona Rosangela.

Rosangela abafa o doloroso choro e se afasta da filha que continua a olhar para o céu.
Clara estava perdida em seus pensamentos, relembrava alguns episódios de sua vida.

Clara - Eu não teria o direito de pedir nada, pois errei tanto no passado e agora é tarde – uma lágrima solitária******sobre a sua face, e na mesma velocidade que caíra foi rapidamente limpa por Clara – Chega de chorar

Clara você precisa sair dessa melancolia – respira fundo - já se passaram 10 anos, é hora de viver.


Clara caminha até a sala onde se encontra o resto de sua família.

Paulo - Minha filha amada – diz o pai ao vê-la entrar na sala.
Clara - Oi papai! – diz beijando o rosto de seu pai e se aconchegando no ombro do mesmo.
Paulo - O que foi minha filha? Ainda se atormentando com o que aconteceu no passado?
Clara - Eu sinto que nunca poderei ser feliz – suspira - Papai, por que tudo teve que acontecer daquela maneira?
Paulo - Clara, você era apenas uma garotinha de 16 anos, não pode se culpar a vida toda pelo que aconteceu.
Clara - Eu juro que tento papai, mas é tão difícil e doloroso – choraminga.
Paulo - Filha, olha para mim – diz levantando o queixo de sua filha- O papai te ama muito e você sabe disso. Como eu queria que as coisas tivessem saído de outra maneira, como eu queria ver você sorrindo como há 10 anos atrás, mas infelizmente eu não sei como fazer isso. Nesses 10 anos eu vi você se afastando de todos. A única coisa que eu vejo você fazendo com gosto é trabalhar e às vezes sair com seus amigos. Você está se afastando até da pessoa que te tirou da depressão e eu não entendo por que. Por que você está se afastando da Star?

Calra - Papai – diz chorosa – Eu te amo muito, mas eu nunca poderei ser a Clara de 10 anos atrás. Queria poder seguir com a minha vida, mas algo me impede de fazê-lo, trabalhar é a minha única salvação, me sinto útil com que faço. Na vida profissional sou totalmente feliz e realizada, mas na vida pessoal não, dói aqui dentro – apontando para o coração – e a Pequena Star me faz lembrar o passado, um passado que dói, um passado que eu não vou esquecer nunca, e essa dor do passado não se cicatrizará jamais. A Pequena Star me trás lembranças, olhar para ela é como se olhasse para… – chora desesperadamente não conseguindo concluir a frase.

*São Paulo*

Adriana - Vanessa – uma senhora grita.
Van - Oi Adriana! Estou no escritório – grita Vanessa.
Adriana - Aonde você se meteu minha menina? Estive procurando-a por toda a casa.
Van - Desculpe! Estava revisando alguns documentos, como sabe terei que ir ao Rio de Janeiro para uma reunião.
Adriana - Gostaria de saber a que horas devo servi o jantar.
Van - Pode ser agora? – ri – Estou morrendo de fome – passando a mão na barriga.
Adriana - Claro minha menina.
Van - Ai Adriana! Eu não sou mais uma menina, eu tenho 28 anos – diz fazendo cara de brava.
Adriana - Mas para mim sempre será minha menina – a abraça.
Van - O que teremos para o jantar?
Adriana - Eu mandei preparar um Vol-au-Vent com Tapenade, pois sei que você adora.
Van - O que seria da minha vida sem a minha Bá mais linda do mundo?
Adriana - Você estaria perdida – ri.
Van - Você está ficando muito convencida dona Adriana.
Adriana - Eu posso – ri.
Van - Pode mesmo – a beija – Você é a única família que eu tenho porque a família na qual eu nasci para mim não existe, eles estão mortos e enterrados. Rejeitaram-me por uma escolha que eu fiz - diz em tom baixo.
Adriana - Não quero te ver triste outra vez - diz acariciando a face de Vanessa - Algum dia eu sei que você terá a sua família de volta.
Van - Você sabe que isso não é verdade. Eu sou lésbica Adriana, e parece que para eles isso é um crime.
Adriana - Eu sei a sua dor minha menina, mas também sei o quanto você é amada. Sei que algum dia seus pais se darão conta da injustiça que cometeram com você.
Van - Injustiça? Eles foram cruéis, meu pai disse que para ele eu estava morta, pois não aceitaria nunca ter uma filha lésbica. Eu sou uma vergonha para ele Bá – diz chorosa.
Adriana - Filha seu pai teve medo.
Van - Medo? Medo de que Bá? De sair nas colunas sociais que a filha mais nova dele era lésbica?Claro! Isso iria manchar para sempre o prestígio do senhor Sérgio Mesquita, um dos mais importantes desembargadores de Madrid – fala com magoa.
Adriana - Oh minha menina! Venha cá com a sua Bá – diz abrindo os braços.
Van - Bá, eu sinto tanta falta da minha mãe. Por que ela me rejeitou? Ela já sabia da minha preferência por meninas, mas quando meu pai descobriu e se revoltou contra mim, foi a ele que ela apoiou – diz chorosa.
Adriana - Eu sei minha menina, mas daqui um tempo eles vão se acostumar com a sua preferência sexual e vão aprender te respeitar e a aceitar o estilo de vida que você escolheu. Eu sei que eles te amam.
Van - Eu não quero mais falar sobre isso Bá. Eu não preciso mais deles para nada – enxuga as lágrimas que rolavam sobre sua face – Eu tenho o meu trabalho, tenho você, e sou feliz com isso. Se eles não me querem como filha porque eu sou lésbica, pois então eu também não os quero como meus pais.
Adriana - Quando você pretende ir ao Rio de Janeiro?
Van - Creio que em cinco dias. Por quê?
Adriana - Porque eu tenho que arrumar a mala de certa mocinha. Quantos dias você pretende ficar?
Van - Acho que uns 15 dias. Tenho que resolver algumas coisas para a semana de moda de lá.
Adriana - Quando você vai voltar a desenhar?
Van - Como assim? Eu nunca parei de desenhar.
Adriana - Quando você voltará a desenhar para a sua grife, pois só vejo modelos assinados pelos outros estilistas e não por você.
Van - É isso? Eu não sei quando colocarei um dos meus desenhos novamente nas passarelas. Não me sinto preparada ainda para regressar ao mundo da moda como estilista.
Adriana - Pois deveria. Seus desenhos são maravilhosos Vanessa.
Van - Bá, não são tão maravilhosos assim.
Adriana - Vanessa você estudou no IED, a melhor escola de moda da Europa.
Van - Eu sei Bá, mas eu não me sinto preparada para voltar aos desfiles. Você sabe o quanto eu sofri quando aquele crápula do Flávio roubou toda minha coleção através daquela maldita modelo que eu estava namorando.
Adriana - Não me lembre daquela magricela – diz com raiva – Eu nunca gostei dela.
Van - Eu sei. Bem que eu podia ter escutado seus avisos com relação a ela, mas como dizem por aí, o amor é cego, mudo e surto, e é errando que se aprende não é verdade?
Adriana - Vamos jantar?
Van - Sim. Estou faminta.

Vanessa era a sensação das passarelas, seus desenhos eram invejados por estilistas consagrados nas passarelas de Milan, Paris e New York, mas caiu em uma cilada. Sua coleção de inverno foi apresentada por outro estilista em um evento importante, de nível mundial. Vanessa naquele ano desistiu de sua carreira promissora como estilista. Foi uma vergonha mundial quando seus modelos foram apresentados duas vezes no mesmo evento por dois estilistas diferentes, como ela foi à última a acusaram de roubo, mas com a ajuda de poderosos advogados ela conseguiu provar que toda sua coleção havia sido roubada por Flávio, e o mesmo foi obrigado a pagar uma indenização milionária, indenização que foi toda destinada à caridade. Desde então Vanessa parou de apresentar suas criações nas passarelas se dedicando apenas na sua rede de lojas de roupas, que vinha crescendo assustadoramente.

                          ====== Twitter: @NaretaPasamio ======