26 meu

17:26

Estava arrumando meu quarto e achei uma caixinha antiga onde eu guardava alguns textos que eu fazia quando era menor. Resolvi abrir e encontrei um que era uma espécie de carta para mim mesmo, tentando descrever como eu achava que seria o futuro. Lágrimas rolaram, pois percebi  que o eu do passado estaria decepcionado com o que eu me tornei. Sabe, eu era aquele tipo de pessoa que todos esperavam ter um futuro brilhante, mas por conta do medo acabou virando um grande nada.

Hoje estudei sobre a doença de Alzheimer. Como é triste que toda a identidade que foi construída há anos, se perca e que não reconheçam nada. Mas aí, analisei… A forma que as pessoas se tratam é equivalente ao que a doença causa. Tudo o que foi construído, anos de lembranças e de amor, se perdem em instantes e a cada dia fica mais longe e esquecido. Não recordam teu nome, não reconhecem quem você é e tudo o que fez. Mexer um dedo para resgatar a relação? Apraxia, não conseguem se movimentar, por mais que no fundo, queiram. Então todos os sentimentos, toda a fala e os desejos se perdem. E nós ficamos sem compreender a vida. Bom mesmo seria se todos tivéssemos a mesma amnésia e perdêssemos totalmente a memoria negativa.
—  26/07, meus estudos e a vida.

Olá meus amores! A Tiffany trás para vocês mais uma avaliação + ajuda e eu estarei reblogando autorias no meu pessoal. Para participar é bem simples. Siga as seguintes regras:

  • Esteja seguindo a FT.
  • Mande aqui: “Como estou Kah?”.
  • Mande aqui: “Como estou Kah? + /tagged”, se quiser autorias reblogadas.
  • Reblogue este post para ajudar na divulgação. 

OBSERVAÇÕES:

  • Serão respondidas apenas ask’s.
  • Todos os passos são obrigatórios.
  • Reblogarei autorias apenas dos que enviarem “Como estou Kah?” na família.
  • POST VÁLIDO ATÉ (26/07).

Venham participar meus amores. 💗 💗

Eu gosto de olhar você sorrir; me causa êxtase, paz, calma. É que, não há sorriso mais bonito que o seu. O mais largo dos seus sorrisos me faz até ter vontade de morar dentro dele. Quando você sorrir, com aquele sorriso de canto, me deixa boba, e não tem jeito, eu sorrio junto.
—  Para sempre, meu amor.
Chamo-me Amanda Líria, tenho 26 anos e moro em São Paulo. Passei boa parte da minha vida tentando me conhecer, saber quem realmente sou e o que vim fazer nesse mundo. Todas as tentativas foram falhas. Não sei quem eu sou e nem o que vim fazer aqui, mas uma coisa eu sei: não posso desistir. Não agora. Já se passou tanto tempo, não posso entregar os pontos e desistir. Semana passada, procurei um psicólogo para tentar aliviar a agitação que sinto dentro de mim e que me impede de seguir. Chegou a hora de sair da escuridão e enfrentar tudo de cabeça erguida. Nesses meus 26 anos de vida, passei por momentos muito difíceis. A minha relação com meu pai, a morte da minha mãe, o envolvimento com as drogas, com a bebida, entre outras coisas. O motivo principal de tudo isso foi o meu pai, o jeito dele me tratar e sua falta de interesse. Eu queria tanto que ele se importasse comigo, que passei a fazer as coisas que ele fazia (e continua fazendo), como beber e fumar. Nasci de parto prematuro, fiquei meses em uma incubadora, até sair e ir para “casa”. Minha mãe precisava trabalhar muito, para poder comprar leite especial para eu tomar e me dar tudo do bom e do melhor. Enquanto isso, meu pai gastava o dinheiro todo em bebida e não ajudava em nada. Quando eu tinha dois anos, minha mãe se separou dele, porque ele chegou em casa bêbado e só de cueca. Ele bebeu tanto que acabou dormindo no banco de uma praça e foi assaltado. Logo depois da separação, minha mãe se apaixonou por um colega de trabalho e foi viver com ele. Hoje é ele quem eu chamo de pai e que me ajuda em algumas situações. Apesar de me ajudar financeiramente e nunca deixar faltar nada, eu sinto falta de carinho. O carinho que sempre quis ter, mas nunca tive. Nem dele e nem do meu pai biológico. Eu sempre tive o carinho da minha mãe, só que para mim não era suficiente. Eu precisava de um abraço de pai. Queria receber uma ligação, um convite para ir ao parque ou ao cinema. Nunca recebi. Minha infância e adolescência giraram em torno de querer chamar atenção para que meu pai me notasse e mostrasse interesse. Só que, ao invés de aproximar, eu o afastei mais do que ele já era afastado de mim. Hoje sei poucas notícias sobre ele, mesmo morando próximos um do outro. Depois da morte da minha mãe, achei que fossemos nos aproximar e que ele fosse se tornar um pai presente e atencioso. Estava mais uma vez enganada.
—  A vida de Amanda Líria.  
O Toque de uma Paixão

Capítulo 26  :

 LUA

 — Cadê o meu robe?

— Ficou na sala.

— Vista a calça, coloca essa camisa — ordenei baixinho.

— ARGH! — resmunga da situação.

Saímos juntos do quarto. Quando chegamos à sala, vesti meu robe e fui até a porta. Olhei no olho mágico e tomei um susto com a pessoa que estava lá fora.

— Quem é? — Alex pergunta alto demais. Faço sinal para ele se calar e falo baixinho:

— Vai pôr a blusa e fecha essa calça, por favor! Vou abrir a porta.

Ele me olhou desconfiado e perguntou de novo.

— Quem é Lua?

— Um amigo — foi à única frase que consegui dar como resposta.

— Amigo? — pergunta insistentemente.

— Sim. Vou abrir a porta.

Passo as mãos em meus cabelos, na intenção de amansá-los, pois são cheios e a essa altura depois de tudo que eu fiz, deveriam estar avassaladores.

Girei a chave e destravei o trinco da porta, rodei a maçaneta gelada e finalmente abro a porta. E…

A imagem do Arthur Ferrari invadiu o meu espaço. Fitamo-nos por alguns segundos que pareceram infinitos. Não falei, não respirei, fiquei ali, à mercê apenas do seu olhar penetrante de olhos azuis capazes de dominar qualquer ser vivo. E, por um instante esqueci-me até do meu nome e de tudo o que eu estava fazendo há alguns minutos atrás. Meu cérebro trabalhou rapidamente enviando aquela imagem perfeita diretamente para um espaço onde essa imagem jamais seria removida. Sabe aquela parte do cérebro onde acontecimentos importantes são armazenados? Então, foi exatamente isso que ocorreu. Aquela imagem quase épica foi classificada como memória programada, pois jamais esqueceria tanta beleza e certamente a visualizaria milhares de vezes em minha mente.

A sua voz altiva e grossa, interrompeu a intensidade de nossos olhares.

Ele é hipnótico, quase surreal, um mutante de olhos penetrantes.

— Oi Lua.

Não sei ao certo porque, mas instintivamente levei minha mão direita a minha boca e toquei meus lábios. Lembranças do beijo molhado e insano que trocamos vieram como um bombardeio em minha mente.

Não consigo esconder a surpresa em vê-lo.

— Oi Arthur — continuei olhando-o surpresa.

— Não vai me convidar para entrar? — ele perguntou de cenho franzido e um leve sorriso em seus lábios morenos com o formado da letra “M”.

Tentação!

— Claro… Entre! — abro a porta completamente até o seu limite e me afasto dando passagem a ele.

Entrou, virou-se e segurou a minha mão direita para em seguida puxar-me para um beijo. Nossos lábios quase se tocaram, consegui inspirar o cheiro amadeirado de sua colônia. Inclinei a cabeça no último instante, antes do beijo anunciado pelo o nosso corpo, ganhar vida. Ele se afastou e pareceu confuso.

— Me desculpe vir até o seu apartamento. Mas, fiquei preocupado com o estado que você estava ontem.

— Estou bem, obrigada.

— Fico feliz por estar melhor — ele disse.

— Atrapalho? — ele pergunta olhando de mim para um Alex completamente furioso no meio da sala.

— Oh… Claro que não — fico constrangida com toda a situação e realidade.

Para amenizar a tensão que se instalou no ambiente, decido apresentá-los.

— Alex? — chamo Alex que está em pé ao lado da mesa de jantar. Ele fitou-me com fúria nos olhos.

—Alex… Esse é o Arthur, um amigo — Alex estende a mão para cumprimentar o Arthur que não o cumprimenta com o aperto de mão, só acena com a cabeça.

26

teu sadismo instiga meus instintos mais profundos e eu entro em erupção com o mínimo toque da ponta dos teus dedos que arrepiam até meu ego ferido. e eu sofro com o marasmo dos dias que se arrastam como o suor escorrendo pela linha das tuas costas que eu tanto conheço. o problema é que o paradoxo entre lembrar e esquecer se tornou tão clichê. e sweet. só você consegue confundir minha cabeça desse jeito. mas eu sempre gostei de apanhar do meu emocional afetado pela tua partida. os machucados não doem mais como antes e eu aponto uma faca afiada numa tentativa fracassada de sentir a mesma dor. meu amor. sofrer por você não é mais privilégio. é castigo. mas meu coração já se acostumou com essa rotina. e eu odeio novidade. então dear, sai dessa ilusão já tão condensada na tua cabeça e percebe que aqui não há uma troca justa. tu é o caçador e todos os dias te pertencem.

Em Seus Olhos - Cap 26

Meu celular vibrou – Oi Junior.. já estou em casa.. não agora.. sim.. mas eu gostaria de falar mesmo com você.. a festa para mamãe, vai ser só um jantar ou.. eu sabia.. tudo bem.. tchau.

- Vamos sair para comprar roupas amanhã. – Eu disse colocando meu celular na mesa.

- Amanha podemos ir onde você quiser, alem de irmos a uma loja para comprar roupa.

- Bom você conhece bem aqui, então você me mostra o que achar mais interessante.

Eu achei que ela estava muito quieta desde que chegamos, eu queria muito perguntar diretamente o que ela tinha, mas eu sabia que ela não ia querer  falar, e eu não sei se valeria a pena deixá-la triste por causa da minha curiosidade.

Ana estava guardando a louça na cozinha, quando fui pegar mais vinho.

- Por hoje é só Ana, você esta livre para o fim de semana também.

- Tem certeza Clara?

- Claro, nós podemos nos virar, e Vanessa cozinha também, então não se preocupe, de fome eu não morro.

- Então aço que irei amanha para a festa.

- Isso, e falando nisso, de lá eu volto para Miami com Vanessa, e você pode ficar por mais tempo aqui, volte quando quiser sim?

- Tudo bem, você quer que eu deixe algo pronto para amanhã?

- Não será necessário, fique tranqüila. – eu dei um beijo no topo da cabeça de Ana, e fui para a sala com os copos. Vanessa estava sentada no degrau que dava para o terraço, com a porta aberta, eu dei um copo a ela, me sentei ao lado dos dois degraus no chão de madeira escuro.

- Eu realmente gostaria de te conhecer mais, ou pelo menos saber o que te aflige.

- Eu sei, me desculpe um dia talvez eu te explique tudo,  e eu espero que você possa compreender o porque faço isso.

- Eu vou se paciente.

Fomos para o quarto, fechei algumas cortinas, e me deitei na cama com ela, me aproximei puxando-a para que se encaixasse no meu corpo, e sem demorar muito eu adormeci, abraçando-a, sentindo-a junto de mim.

Quando acorde Vanessa ao meu lado, ela parecia relaxada, dormindo profundamente, dava para ouvir sua respiração pesada, fui para o banheiro, quando voltei ela ainda estava na mesma posição, sai sem fazer barulho, Ana estava na cozinha.

- Bom dia

- Bom dia Clara, café da manhã?

- Vou esperar Vanessa, obrigada.

- Então vou deixar tudo na mesa sim?

- Você já está indo?

- Se você quiser que eu faça mais alguma coisa, eu posso esperar.

- Não, está tudo bem, pode ir Ana.

- Tudo bem então, vejo vocês em alguns dias.

- Até. – Ana foi para seu quarto provavelmente pegar suas coisas, eu fui para fora, me sentei na cadeira de sol no terraço, o dia estava começando ainda, a manhã não estava muito quente.

Acordei sentindo os lábios de Vanessa.

- Bom dia – ela disse se sentando na outra cadeira.

- Acabei cochilando aqui, que horas são?

- Já passa das nove.

- Vamos tomar café da amanhã? Ana já deixou tudo pronto, e assim nós podemos sair e dar umas voltas.

- Aonde você vai me levar?

- O que você acha do passeio clássico?

- Ah eu quero!

Fomos para a garagem, parei na frente ao meu Bentley Continental vinho, Vanessa não comentou nada, geralmente as garotas ficavam impressionadas, mas Vanessa era o oposto delas, então não achei estranho. Fizemos um pequeno tour por Londres, paramos para comer e quando estava saindo do restaurante meu celular vibrou.

- Clara.. como vai Simon? .. Já estou em Londres.. onde? ..tudo bem.. conversaremos sobre isso segunda-feira.. até mais.

Olhei para Vanessa, ela estava alheia a minha conversa, observando a rua pelo vidro do restaurante.

- Vamos ter que comprar dois vestidos, temos um festa da empresa hoje, eu tinha me esquecido completamente, Simon é um dos meus sócios, e amigo, ele ligou para me avisa, acho que ele já sabia que eu iria me esquecer, tudo bem para você?

- Claro que sim, que bom que ele avisou antes, essa é uma daquelas festas enfadonhas que sempre vejo nos filmes?

- Basicamente, muita gente que se acha superior, alguns falando mal do chefe no caso eu, imagino que seja por ai – ela deu risada.

Fomos em uma loja, onde ela acabou achando mais  vestidos do que pretendia, enquanto ela experimentava os vestidos, fiquei do lado de fora esperando, a rua estava cheia, eu aço que nunca parei para repara no movimento, eu só vinha quando tinha alguma festa, ou em reuniões nos restaurante, era um lugar cheio de vida, muitas pessoa, havia muita arte em todos os lados, vai ver foi por isso que Vanessa quis vir para cá.

- Pronto podemos ir. – ela apareceu ao meu lado cheia de sacolas.

O céu estava com outra cor agora, nós tínhamos que ir para casa, e nos arrumarmos para a festa.

Muitas pessoas ficariam chocadas ao me ver com Vanessa, eu sempre fui muito clara em relação a mulheres e trabalho, nunca envolvi um com o outro, principalmente nesses eventos, onde eu sempre era vista sozinha.

- Eu te espero no banheiro, vou encher a banheira.

- E vou lavar essa louça, e já volto – ela me deu as sacolas e me beijou.

Eu liguei meu celular a caixa de som, fiquei olhando pela parede de vidro, uma das melhores coisas nesse apartamento era ter a banheira direcionada para a parede de vidro, Vanessa surgiu alguns minutos depois, cantando a musica que estava tocando.

- Eu não sabia onde guardar tudo, então algumas coisas deixei lá, ao você vê onde guarda – eu olhei para ela, e na hora ela percebeu.

- Eu descubro depois. – ela entrou na banheira comigo, e se ajeitou entre minhas pernas, ficamos as duas olhando para a cidade.

- Vou conhecer fãs suas hoje?

- Eu não sei se tenho alguma fã no trabalho.

- Ah você tem. -  eu dei risada.

Eu fui para o Closet, Vanessa ficou se arrumando no quarto, eu sai enquanto ela se maquiava e fui para o terraço, já estava escurecendo quando ouvi barulho de salto no degrau que dava para o terraço. Me virei, eu não tinha o que falar, acho que meu silencio disse mais alto, ela se olhou e deu risada pra mim, Vanessa estava linda, ela tinha escolhido um vestido de seda cobre, ela tinha deixado o cabelo solto, com uma tiara muito fina, também na cor cobre, quase não se via, eu não sei se ela comprou na loja ou se já tinha, mas tinha ficado linda em seu cabelo castanho.

- Agora vejo que eu tenho que me preocupar, porque você vai sair cheia de fãs dessa festa – como eu já esperava ela revirou os olhos.

No carro, ficamos de mãos dadas, só soltando-as quando chegamos ao local. Fomos para a entrada, os seguranças mesmo contratados já me conheciam, provavelmente fazia parte do treinamento deles reconhecer os convidados, principalmente a dona da empresa.

- Algumas pessoas estão olhando com cara de incrédula para você -  Vanessa disse se aproximando e falando em um sussurro.

- Não é para mim que eles estão olhando.. mas para você.

- Lógico que não Clara.

- Vanessa eu nunca trouxe nenhuma mulher a esses eventos, nunca me viram acompanhada nessas festas ou reuniões, é claro que já me viram com mulheres, fotos na internet e jornais, mas nunca em festas, reuniões e eventos da empresa, porque eu sempre disse a todos que me conhecem, que eu não misturo prazer e trabalho, sim essas festas fazem parte do trabalho para mim.

- Mas se eles já viram você com outras mulheres em outras ocasiões eu não entendo o espanto deles. -  droga ela tinha chegado ao ponto, eu respirei fundo, parei de andar e me virei para ela.

- Eu sempre disse que se algum dia eu trouxesse uma mulher a uma dessas festas, provavelmente ela seria a futura Sra Aguilar. -  Vanessa ficou me olhando, e ela não disse nada, mas consegui notar que ela tinha ficado envergonhada, um rubor surgiu em seu rosto.

Enquanto passávamos pelo salão, reconheci meus funcionários, alguns acompanhados de suas esposas ou maridos, outros com acompanhantes, quem vinha em nossa direção era apresentado a Vanessa, onde em todas as vezes fiz questão de dizer que é minha namorada.

- Como vai Clara?

- Simon! Estou bem, quero lhe apresentar Vanessa, minha namorada.

- Como vai Vanessa?

- Muito bem, obrigada.

- Então você foi à responsável, pelo bom humor continuo de Clara?

Eu? Acredito que ela tenha motivos de sobra para sempre estar de bom humor.

- Ela precisa aparecer em algumas reuniões! – Simon disse sorrindo e olhando para mim, era verdade, não eram todos que me viam sorrindo, ainda mais em trabalho.

- Vou falar com alguns engravatados. – Simon estendeu a mão e Vanessa estendeu a dela para ele, beijando as costas da mão dela ele disse.

- No fundo eu sempre soube que ela era uma mulher legal, prazer em conhecê-la.

- Eu tenho certeza que ela é, o prazer foi meu – enquanto Simon se afastava olhei para Vanessa, alguns homens a olhavam, mas disfarçavam assim que me viam olhando para eles, eu me peguei sorrindo, ela era minha.

- Dança comigo?

- Tem certeza que agora iremos só dançar? – Nós duas demos risadas.

Segurei em sua cintura, e sua outra mão, eu sabia que estavam nos olhando, as mulheres principalmente, mas ignorei-as eu só tinha olhos para Vanessa, eu fiquei pensando, se eu não a tivesse conhecido, eu teria vindo sozinha como sempre, falado um pouco sobre trabalho claro, e provavelmente teria ido embora, não sei se ligaria para alguma mulher, ou se voltaria para casa, eu não era mais a mesma agora, eu já não conseguia pensar como antes. Algumas pessoas se juntaram a nós na pista central, tocava Bille Holiday com I’m a fool to want you, eu dei um beijo muito suave em sua testa, virei minha cabeça e senti o cheiro de seus cabelos e fechei meus olhos, Vanessa cantou baixinho uma frase da musica, como se estivesse cantando só para ela, eu senti que estávamos sós nós duas no salão.

Então começou a tocar Someone Like You do Van Morrison, eu a puxei para mais perto, eu nunca tinha me sentindo assim, meu coração estava disparado, eu mal conseguia sentir o chão, eu não estava mais ciente das pessoas a nossa volta, eu só conseguia me dar conta da pele dela na minha, sentir seu cheiro, lembrar dela na chuva, a força que me puxava para ela, a mesma que me fez ir atrás dela quando ela tinha ido embora, a dor que eu senti retornou, o vazio tão desconhecido que tinha tomado conta de mim. Mas lembrei do sim dela, e meu coração aqueceu novamente, a musica tinha acabado mas em seguida Nat King Cole começou a cantar Unforttable, senti Vanessa aproximar sua cabeça do meu ombro, eu beijei seus cabelos, e nós dançamos, ela era minha e sentir isso era bom, e eu queria que ela soubesse que eu também era dela, então sem conseguir me conter, eu aproximei meus lábios de seu ouvido, e quase que em um sussurro devido a medo eu disse.

- Eu te amo – senti ela apertar minha mão, ela não parou de dançar, e também não movimentou sua cabeça para me olhar, ouvi ela limpar a garganta bem baixinho.

- Você me conhece pouco.

- Amo o pouco que eu conheço.

- Bom.. eu.. eu acho que não posso negar, que eu ame você. -  ela me amava? Eu achei que felicidade eu tinha sentido no dia que a reencontrei e ela disse sim para o meu pedido de namoro, mas não! A felicidade que eu estava sentindo agora, tinha feito meu coração parar de bater r voltar num ritmo louco e acelerado, eu estava sorrindo, coloquei meu rosto em seus cabelos, e fechei meus olhos, eu podia sentir seu cabelo nos meus dentes, mas eu não conseguia parar de sorrir.

Quando abri os olhos, vi que algumas pessoas ainda nos olhavam, eu queria dizer a elas que ela me amava, mas acho que não precisei, uma senhora que estava com um dos meus funcionários da parte de TI sorriu carinhosamente para mim, acho que ela podia ver nos meus olhos, eu não digo que sorri para ela, porque eu ainda estava com o sorriso no rosto, mas eu acredito que ela tenha entendido. Nós ficamos assim juntas, dançando uma musica atrás da outra, ate cansarmos.

- Quer beber algo? – eu perguntei.

- Sim, eu realmente preciso de uma bebida.

- O que você fez comigo? Eu estava tão quietinha no meu canto, e olha só agora? – ela disse levantando a taça como em um brinde.

- Eu? E o que você fez comigo? Estamos quites eu acho -  e eu levantei minha taça.

- Minha vida está de ponta cabeça, eu não consigo mais lembrar quem eu era, o que eu fazia ou como eu agia antes de te conhecer. É amedrontador olhar para você, sempre tão livre e espontânea, e não saber se te faço tão feliz quanto você me faz, mas eu te amo.

Ela se aproximou, colocou sua mão livre no meu rosto e me beijou, com vontade, sua língua invadiu minha boca, ela não estava nem ai para as outras pessoas, e eu também não.

Eu peguei sua taça e coloquei de volta em uma mesa, segurei sua mão, eu estava ocupada demais para olhar. Paramos um pouco para recuperarmos o fôlego, eu segurei seu rosto com minhas mãos e olhei em seus olhos, havia fogo ali, um fogo que incendiava  o meu ser.

- Vanessa, eu te amo! – eu disse em seu ouvido, ela puxou minha cabeça para que me olhasse nos olhos e então me beijou e no meio d beijo ela disse.

- Eu também te amo Clara.

Happy 26th!

Bem, eu nem sei como estou escrevendo isso, mas parece que minha princesa está completando 26 anos! Olhe, 26! Dá para acreditar? Mel Fronckowiak, aquela que nasceu em Pelotas, que virou um vidro de pimenta na boca, que era sapeca, que para os colegas “magra demais” e hoje deixa a maioria no chinelo com seu corpão. Sim. Esta “menina” está completando 26 anos. Aquela, que um dia escrevera crônicas para o jornal da cidade e lançou seu livro em 2013, que relata o que as câmeras não mostraram na sua trajetória junto a banda Rebeldes e a novela. E hoje ela está revolucionando. Sim, isso mesmo. Como? Fazendo com que seus fãs expressem seus pequenos devaneios no twitter, fazendo que com eles escrevam, cresçam como pessoa, como ser humano. O mais incrível, é que ela continua a mesma, simples, simpática, linda, carismática, enfim. Ela é maravilhosa, vejo ela como uma menina mulher, menina na hora da brincadeira, mulher na hora de agir, ela é incrível, e eu acho que ela merece tudo de melhor no mundo, saúde, paz, amor, e muito poesia. Mel, meu amor, obrigada por ter nos ensinado tanto em tão pouco tempo, obrigada por ser assim, com esse jeitinho a qual encanta a todos, eu te amo, e você é INCLASSIFICÁVEL.

At sea aboard USS Bataan (LHD 5) Dec. 12, 2001 – A flight deck director aboard USS Bataan gets the CH-53E “Super Stallion” heavy-lift helicopter in the air as it deploys with U.S. Marines of the 26th Marine Expeditionary Unit (Special Operations Capable) bound for the war zone. The Bataan Amphibious Ready Group is deployed in support of Operation Enduring Freedom.

U.S. Navy Photo by Chief Photographer’s Mate Johnny Bivera. (RELEASED)