1sharry

Cherished

Os últimos acontecimentos me fizeram repensar em algumas atitudes e coisas ditas. Talvez eu não tenha pensado direito quando uma vez disse que nunca me apaixonaria, quando tantas e outras vezes que me sentia orgulhosa em estufar o peito e dizer para quem quisesse ouvir que nunca sofreria do mal chamado amor. Acordei pensando nisso e fiquei ali deitada, não sei por quanto tempo exatamente, pensando nisso. Nunca tinha me considerado uma pessoa namorável, sempre fui fiel ao pensamento de que morreria velha com alguma doença respiratória por conviver com tantos gatos. Esse sempre só durou até conhecer Harry. Uma pessoa incrível por dentro e por fora. Que me fez perder o ar e minha linha de raciocínio.

No começo fora difícil, era complicado ver que eu tinha me tornado vítima de mim mesma, digo, que acabei fazendo aquilo que jurei nunca fazer. Sentir o que nunca queria sentir. Ter que deixar meu orgulho de lado era algo que nunca tinha feito antes e era horrível. Tinha que decidir entre meu orgulho ferido e ser feliz junto a Harry, não precisei pensar muito sobre a decisão. Joguei-me de cabeça nesse relacionamento, mesmo com o medo me perseguindo. Aprofundei-me nessa relação e me apaixonava cada vez mais, mesmo não querendo admitir na época.

Nem todos aceitaram, mas Harry dizia que já esperava por isso e nem assim mudaria sua opinião. Ele dizia seguro de si que era comigo que estava e queria ficar, que era comigo que estava sendo feliz e não poderia ser amigo de alguém que não respeitava sua felicidade. Ao mesmo tempo em que ouvir aquilo dele me preenchia, por saber que estava feliz comigo, era triste vê-lo se distanciar de algumas pessoas e a culpa me consumia. Ele disse várias e várias vezes que não era para me preocupar, que ele sabia o que estava fazendo. Dizia estar cansado de ter que namorar meninas vazias só para agradar as lentes de disparos frenéticos da mídia. Completamente teimoso, não importava o quanto eu lhe dissesse.

Aos poucos tive minha aceitação por parte de seus fãs. Porém se alguém perguntasse o que éramos nenhum de nós tínhamos a resposta. Não sabíamos. Éramos felizes um com o outro e nos completávamos, nos sentíamos bem. Aquilo bastava, não precisava de rotulações.

— No que tanto pensa? — Ouço sua voz rouca e baixa soar, me causando um arrepio. Era engraçado pensar em como tanto tempo juntos ainda Harry conseguia me fazer como se estivéssemos em nosso primeiro mês de namoro. Aonde tudo é novo.

— Bom dia para você também! — Dou uma leve risada e lhe dou um selinho. Era tão gostoso acordar com seus braços me apertando e puxando para mais perto de si. Além de ouvir seu ‘Bom dia’ preguiçoso seguido de um sorriso, sem abrir os olhos. É impressionante como Harry consegue me distrair, mesmo que eu me vigie para não ser pega por ele. — Eu só estava pensando… — E estava, em como tudo começou.

— E estava bastante concentrada, já faz um tempinho que acordei e você está ai parada encarando o teto. Primeiro achei que tinha algo de errado, mas era só você pensando. —  Riu. Dei um leve empurrão em seu braço desnudo e acabei rindo junto. O riso perto dele sempre é fácil.

Passei a encará-lo e ele fez o mesmo comigo. Tinha um sorriso bobo brincando nos lábios e aposto que eu não estava diferente. Uma de minhas manias começou a tomar lugar, observá-lo por completo nunca me enjoava. Eu tinha uma pequena visão do céu em minha frente. Seus cabelos agora ainda maiores estavam emaranhados e espalhados pelo travesseiro, sua cara de sono é a coisa mais adorável que já vi. Seus incríveis olhos verdes estavam ainda mais brilhantes por conta da pouca luz do Sol que saia das frestas da janela, realçando os vários tons de suas íris. Seus lábios sempre tão rosados nunca deixavam de serem convidativos. Ele percebeu meu olhar sobre aquela parte específica e me provocou os umedecendo com a língua e depois prendendo com os dentes.

— Você é mal! — Fiz bico.                                                                      

— Eu? Claro que não. — Irônico? Magina. Beijou-me, me fazendo desmanchar o bico e sorrir involuntariamente. — Eles só estavam ressecados. — Deu de ombros, sorrindo ladino. Não temos pressa. Queria ficar com ele assim, com minha cabeça em seu peito e seus braços sobre minha cintura o restante do dia, mesmo que tenha acabado de iniciar.

Quando mencionei inicialmente sobre últimos acontecimentos me referi a inúmeras fases em passamos. Para começar, começamos a ter inúmeras brigas. Achava que era saudável todo casal ter, mas não com tanta frequência. De repente tudo era motivo para começarmos a gritar um com o outro. Ciúmes, desconfianças, acusações e o que mais viesse. Praticamente todo dia, quase não havia trégua. Foi então que a ideia de que não nos pertencíamos começou a surgir em minha cabeça. Automaticamente vinha a minha cabeça nossas inúmeras diferenças, uma lista de prós e contras.

Deixamos de ir um na casa do outro com tanta frequência, saíamos sempre, mas não um com o outro, sempre com amigos sem a presença de um. Veio então uma turnê longa, de quase um ano. Mal nos falávamos, mas a saudade era grande e não conseguíamos aguentar tanto tempo sem nos ver. Acredito que tenha ido uma ou duas vezes aos shows, mas logo voltava por conta da faculdade. Telefone, mensagens, webcam, redes sociais, dávamos um jeito de nos vermos ou conversarmos. Mas já não tinha tanto entusiasmo.

Fotos e mais fotos em sites de Harry sempre acompanhado por modelos, quando lhe questionava ele sempre me dizia serem amigas ou namoradas de amigos. Sempre as famosas “fontes” apareciam em notícias, dizendo que ele tinha passado a noite com uma garota em seu quarto de hotel. Eu já não estava aguentando mais, estava arrasada, para mim aquilo bastava, não iria ficar sofrendo assim, decidi voltar para onde nunca deveria ter saído: Brasil. Não sei como, mas ele ficou sabendo e conseguiu me convencer a ficar. Quando nos vimos novamente, ele chorou e eu também. Não sou dessas que acredita nesses “bordões”, mas ali percebi o sentido de que só sentimos falta de algo ou alguém quando estamos prestes a perdê-lo, foi exatamente o que aconteceu. Aquele quase rompimento nos uniu mais ainda. Passamos a morar juntos e a fazermos planos para o futuro.

— Amor? Você está fazendo de novo! No que tanto você pensa? — Me encarava sério. — Não adianta tentar esconder algo de mim, (S/n). Eu te conheço muito bem. — É verdade, ele me conhece como ninguém. Sabe dos meus sorrisos sinceros, das minhas emoções, poderia até chutar que também de meus pensamentos. Com o tempo aprendi a amar não só suas qualidades, que são muitas, mas principalmente seus defeitos. Amar. Olhando para ele em minha frente, percebo o quanto amo esse homem com todas as minhas forças, com toda a minha alma.

— Sobre nós. — Respondi e vi sua expressão se suavizar. Tinha problemas em expor meus sentimentos, mas por Harry faria tudo. A junção de duas músicas que amava era a forma perfeita de expressar o que sentia. Tinha algo nele que me fazia pensar ser impossível viver sem ele, gostava dele exatamente como ele é. Harry envergonhado é a coisa mais fofa nesse mundo e ele estava neste exato momento. Ver suas bochechas ganharem cor me dava uma vontade enorme de apertá-las. Ele entrou em minha vida como quem não queria nada, mexeu comigo de uma forma inacreditável, me bagunçou inteira. Ele me mostrou o lado bom da vida, com ele descobri e consegui ser finalmente eu mesma. Ele me ensinou a gostar de mim como sou, me amou, me apoiou, cuidou de mim. Eu nem sei ao certo o que mais dizer, só sei que sou louca por esse homem.

— E posso saber o que exatamente a senhorita tanto pensa sobre, nós? — Disse, tentando não mostrar seu lado mais sensível. Eu o conhecia bem para perceber.

— É mais sobre você do que nós, na verdade. — Sorrio.

— E o que seria? — Perguntou agora curioso.

— A mais certeza de todas, que eu te amo.

já vai - s/n perguntou se sentado na cama e levando o lençol junto - ela ligou não foi .

O garoto assentiu com a cabeça , e continuou a se vestir . Ninguém diria que há poucos minutos , os dois estavam ligados tão intimamente , em um momento que só pertencia a eles . A menina suspirou segurando o choro preso , que havia se formado em sua garganta , ele logo teria partido , e ela , sozinha , de volta a vida ; prostituta , s/n odiava essa palavra , só de pensar dava ânsia de vômito . 


Quando o menino ajeitava os cachos na pia do banheiro , em que s/n fazia os programas , ela se perguntou quando tinha ficado tão dependente do mesmo , dos seus olhos verdes , que a enxergavam como uma pessoa , não como objeto sexual , de seus abraços , que a envolviam depois de terem transando loucamente , do hálito de menta que sentia quando ele sussurrava em seu ouvido , que a faziam se arrepiar . Quando tudo tinha ficado tão intenso , tão apaixonante .


A menina despertou dos pensamentos , quando ele saiu do banheiro parecendo impecável , exatamente um cantor mundialmente conhecido , ela ainda se perguntava como Harry chegava ali , sem ser notado por paparazzis ou algo do tipo . 


Harry pegou a carteira no bolso da calça e tirou de lá 500 reais , e estendeu a mão para que ela  pegasse .


- Harry não precisa - ela disse se afastando e se encostando na cabeceira da cama .


-Sabemos que precisa s/n - suspirou - aliás vamos ficar um tempo sem nos ver , estão começando a desconfiar , quando eu sumo .


- Você quer dizer ela , Kendall , ela ta desconfiando não é - ele permaneceu quieto - Harry eu acho melhor , você sabe , a gente terminar seja lá o que é isso que temos , sua carreira ela - me cortou .


- Não quero terminar - ele disse se sentando na cama, e encarando a menina nos olhos - eu adoraria te ver sem ser escondido , te olhar todos os dias , te assumir s/n , mais você sabe que eu não posso .


- Porque eu sou uma prostituta , eu sei Harry , isso atrapalharia sua carreira e te envergonharia - a menina disse soluçando e o menino a abraçou .


- Não chora por favor , você sabe que não me envergonha , de maneira nenhuma s/n , é só que - ele suspirou e continuou a fazer um carinho nas costas nuas da menina que se arrepiou com o toque - eu não tenho certeza .


- Eu entendo , realmente entendo Harry , mais é difícil , e eu acho que - ela se desfez do abraço e encarou ele nos olhos - , acho que te - o telefone de Harry começou a tocar a interrompendo .


- Alô , ah oi amor , sei - Ele odiava ter que falar isso ao telefone na frente de s/n , era a ela que ele realmente deveria dar esse amor , isso era o que ela precisava .Odiava ver os olhos de dor , que s/n lhe direcionava , ou quando ela simplesmente fechava os olhos - estou indo agora , também , tchau .


Harry se levantou da cama ajeitando a jaqueta de coro , olhou para a menina encolhida no fino lençol , daria tudo para ficar ali , deitado com ela .Um dia tiraria ela dali , daquele inferno que ela vivia , era tão bonita  para um lugar como esse .

-Eu preciso ir , se precisar de alguma coisa , me liga - ele se aproximou da cama , dando um selinho na menina , que saboreou o último beijo que o rapaz lhe daria .

-Adeus Harry  - ele deu um sorriso de lado que mal apareceu suas covinhas e foi embora .

S\n não tinha contado a Harry , mais iria embora hoje , ele não percebeu que havia uma pequena mala no canto do quarto , havia arrumado tudo antes dele chegar . Decidindo também não dar adeus , seria doloroso demais , olhos nos olhos verdes dele e simplesmente partir , partir por o amar demais , algo que ninguém poderia saber , imagine o quanto a mídia cairia em cima , se soubessem do namoro de um astro do pop  com uma prostituta , isso poderia ser o fim do sonho , um sonho que Harry batalhou para ter , não seria egoísta e arruinar tudo , por sua causa.

S\n se levantou  indo tomar um banho , seu ônibus sairia ás 21 horas , sobre a  água morna que saía do precário banheiro , se permitiu relaxar por alguns segundos .Olhou de relance no celular em cima da cama , enquanto se arrumava , uma mensagem do Harry .

Sei que acabei de sair dai , mas mal vejo a hora de te ver de novo xx Harry .

Ele tornava tudo tão doloroso , se soubesse que a mulher que ama secretamente estaria indo embora agora , se tornaria um furacão e correria para a pegar , mais não sabendo do fato , poque correria correria .

S\n pegou a mala do canto do quarto , checou se as coisas que precisava estavam lá , carteira , passagem e  celular ; a ajeitou no ombro e saiu do quarto , que por muito anos fora sua casa e lugar de trabalho , se é que poderia chamar assim .

Desceu as escadas do edifício devagar , lembrando que nunca mais queria olhar pra esse lugar , seria uma vida nova , mesmo que fosse longe do homem que amava .Acenou para para um táxi que passava , deu o endereço da rodoviária  , e ao fundo  aquele prédio ia se distanciando , ela realmente estava indo embora .

Do outro lado da cidade , Harry se arrumava para um jantar beneficente , no  hotel mais caro Nova Iorque , e ao seu lado Kendall colocava  um vestido cobiçado por muitas .

“esse vestido ficaria ótimo na S\n” .

Harry pensou e assim dando um leve sorriso de lado .

-Adoro seu sorriso amor , mas por que esta rindo - Kendall perguntou em um voz melosa que ele odiava .

-Por nada , apenas pensando - a garota deu de ombros e voltou a se vestir .

Todo o caminho Kendall tentou puxar assunto com Harry que só concordava com um “aham” distraído , desistindo da conversa  , apenas deitou com a cabeça no ombro dele , que nem percebeu ; seus pensamentos estavam com uma garota do outro lado da cidade , sera que ela estava pensando nele , assim como ele estava pensando nela , Harry se achava tão maldito , por ter um amor tão lindo , tão puro quanto qualquer nuvem lá em cima , um amor que deixaria muitos com inveja , mas ele era secreto , tinha que ser secreto .

Como esperado muitos fotógrafos do lado de fora , antes de descerem do carro , seu celular apitou em uma mensagem , apertou em abrir e não podia ser real , aquela vagabunda armou tudo .

Harry  ,a imprensa já tem a nota que mandamos pra eles essa tarde anunciando seu noivado com a Kendall , apenas confirme tudo como sempre xx Katie sua assistente.

-Surpresa querido - A garota disse com um sorriso malvado nos lábios e saiu do  carro puxando-o junto .

Ainda sem acreditar no que havia acabado de ler , Harry automaticamente sorriu para os flashes em suas direção , com a mão na cintura da garota que estampava um sorriso malvado , se aproximaram de uma Repórter loira que entre outros estavam gritando seu nome .

- Boa  noite Kendall e Harry , quero desejar meus parabéns para o casal pelo noivado , me diz  Kendall ,como é estar de casamento marcado com um dos homens mais quentes do momento - a loira perguntou animada apontando o microfone em sua direção .

-É inacreditável , Harry é muito carinhoso , é um homem digamos perfeito , estou muito feliz , já  queríamos isso há algum tempo , e então o pedido veio essa manhã , junto com esse bebê aqui - A menina levantou a mão que tinha um anel lindo de Diamante em seu dedo anelar .

Harry não podia acreditar , ele já tinham planejado , até um anel ela já tinha . O rapaz logo imaginou a reação de s\n quando lesse todos aqueles artigos , que estariam espalhados pela cidade toda , ela ficaria triste , se sentiria um nada , ele não podia deixar isso acontecer a pessoa que ele mais amava , e não iria . Saiu de seus pensamentos quando a Repórter e apontou o microfone em sua direção .

- E então Harry , conte como é - olhou pra Kendall que sussurrou baixinho

-Responde logo querido - permaneceu quieto- anda logo Harry 

-Ah sim desculpe , quer saber como é acordar olhando pra esse rosto todo santo dia - Harry disse ao microfone e a garota sorriu vitoriosa - se eu estivesse  , sabe , tendo um pesadelo , eu saberia que teria acordado ao olhar para essa cara horrível da Kendall - as duas garotas ficaram com a boca em um perfeito O - e tira a droga desse anel , nem estamos noivos de verdade , e agora se me da licença , vou atrás da mulher da minha vida.

Harry saiu daquela droga de tapete vermelho em 1 segundo , indo até o Vallet e pedindo seu carro . Não esperou nem o motorista vim , entrou no carro  depressa e pisando no acelerador , rumo ao outro lado da cidade , rumo a outra metade do seu coração .Ele sentiu algo ruim dentro do peito  essa manhã enquanto se arrumava , no banheiro horrível , em que S\n vivia .Decidindo ignorar isso , ele prosseguiu a se arrumar , e tinha partido , deixando-a lá , sozinha .E pela primeira vez se sentiu um imbecil , por ainda não a tê-la tirado de lá , e dado uma vida digna , uma vida a seu lado .

Estacionou o Audi no meio fio , e saiu em rumo ao tão famoso caminho .Tomando fôlego , caminhou até o final do corredor , ainda ofegante tirou as mãos da joelho ,  e bateu na porta . Nada da reposta do outro lado chegar , mais mais 2 vezes e nada , e desceu até a portaria improvisada , improvisada porque era apenas um homem sentando em uma cadeira na porta do prédio .

-Ei senhor , acorda -ele falou alto pro homem que dormia encostado a porta- olha preciso saber cade a senhorita que mora no 707 , a S\n .

-Bem , ela passou aqui mas cedo , com um mala e entrou em um táxi , pra onde ela foi não sei - o homem pareceu lembrar de algo e enfiou a mão no bolso tirando um papel amaçado - mas isso aqui caiu quando ela passou , acho que tem algo escrito .

Harry abriu o papel apressado . bingo ! . Ela tinha ido para a rodoviária ,e aparentemente seu ônibus sairia 21 horas , e já eram 20h00 , teria que ser rápido , ou perderia a mulher da sua vida .No caminho ligou inúmeras vezes , chamava até cair na caixa postal .Indo a quase 120 km\h diminuiu quando viu o grande letreiro em azul que piscava “Rodoviária de Nova Iorque”.

O garoto largou o carro no meio fio e saiu correndo , avistou a bilheteria e foi para lá , ignorou as vaias e xingamentos por ter furado a fila e seguiu .

-Moça qual o próximo ônibus de 21 horas , pelo amor de deus - falou rápido e a loira ajeitou o canto do batom  antes de mexer no computador com os horários .

-Tem dois senhor  , um que sai para Woodstock e o outro para Lake placid - cortou a garota

-Onde fica o portão desses ônibus 

-Woodstock fica no portão 11 e Lake placid no portão 12 , mas senhor o -antes que ela falasse alguma coisa Harry saiu correndo dali , rumo ao portões .

Não tinha muito tempo para pensar entrou no portão 11 , havia apenas um ônibus lá que acabara de partir , e ia sumindo no horizonte , não  , ela não estava naquele ônibus .Correu direto pro portão 12 , graças a deus era um do lado do outro pensou o rapaz enquanto corria .Correu os olhos por todo saguão , as pessoas estavam em uma fila para entrar no ônibus .Olhou todos daquela fila até para em uma pessoa  , era ela ali , com os braços ao redor do corpo , tentando se aquecer .Harry não pensou duas vezes antes de sair correndo para lá .A menina olhou o tumulto que se formava atrás dela , e não podia acreditar , era Harry correndo até ela ,como ele  tinha chegado ali .

-Harry , meu deus , oque você ta fazendo aqui - S\n estava espantada .

-Achou mesmo que iria deixar o amor da minha vida ir embora - ele disse sorrindo e a abraçando , permaneceu parada até colocar seus braços ao redor do garoto e o apertar.

-Nós não podemos você sabe - ela começou a chorar , o garoto limpou algumas lágrimas que caíram e depois a beijou secando 

-Estou  pouco me importando com o que vão dizer , vou fazer qualquer coisa por nós , eu te amo , você é a mulher da minha vida , vou dar tudo o que sempre mereceu , e me sinto um idiota por não ter feito isso antes - Harry se curvou aos pés de S\n - aceita se casar comigo .

Todos da fila estavam apreensivos , a menina não podia acreditar , apenas se curvou ao lado do Harry e sussurrou um “claro que sim , eu te amo Harry! ” . E todos gritaram ao tempo que o garoto levantou S\n gritando “ela disse sim!”.

Teriam uma batalha pela frente , isso já não importava , os dois estavam juntos , enfrentariam qualquer tempestade por aquele amor , assim como o garoto disse , um amor tão puro quanto qualquer nuvem .

~caah

1s Harry - ele se veste de mulher para saber se é bom de cama

Dizer ou não dizer? Eis a questão.

Uma “moça” de nome Mariah veio com Eleanor e Sophia a minha casa, ter conversas de meninas. Comemos pipoca, vimos filme romântico, falamos de sapato, moda, homens e… sexo.

Eleanor e Sophia já tinham dito que estavam realmente satisfeitas com suas vidas sexuais, ao que parece Liam e Sophia são bastante ativos e Louis e Eleanor nem tanto porque Els raramente pode ir em tour com Louis mas quando estão juntos eles compensam todo o tempo que ficaram sem.

Mas e eu? Estava realmente satisfeita? Não mesmo.

MAS como eu poderia dizer isso se Mariah era Harry? Suas tatuagens estavam cobertas com base, sua barba feita, suas pernas em apertadas calças, seus pes em Vans rosa, seu tronco numa camisa de cor ganga com um nó na barriga e por baixo um top branco. Mas eu ainda conhecia meu namorado, mesmo ele estando vestido de mulher, mesmo ele vindo em nossa casa com as meninas e falando comigo como se nunca nos tivéssemos visto, mesmo ele falando com voz de mulherzinha.

-(S/n)? – Soph chamou

-Harry e eu não estamos tão bem assim – disse vendo ele engolir em seco

Se ele queria a verdade, então teria a verdade.

-Sério isso? – Els perguntou depois de olhar para “Mariah”

Ok, chega, eu não vou resolver minha vida sexual contando pormenores íntimos de minha vida sexual às minhas amigas.

-Harry, tira a máscara, não vou ficar contando para elas como nossa não vida sexual vai.

Todos se olharam desconfortáveis.

-Nós vamos embora não é Soph? – Els disse e ambas saíram apressadas quase, apenas quase me fazendo rir.

-Se você queria saber como eu acho que você é na cama bastava me perguntar Harry – disse seca para ele

-Eu queria que você fosse sincera, tinha medo de perguntar e você dizer que tudo estava bem para me agradar – ele disse se despindo meio emburrado

-Você acha mesmo que tudo está bem? – perguntei pasma enquanto nos dirigíamos para o banheiro, Harry queria tirar a base de suas tatuagens

-Não sei, se soubesse não estaríamos tendo esta conversa (s/n) – ele disse me olhando através do espelho enquanto retirava com uma toalha a base cor de pele, de suas mãos revelando as tatuagens.

-Harry, quantas vezes nós fizemos sexo nos últimos três meses?

-Não as suficientes para mim – disse espremendo os olhos

-E acha que são para mim?

-Não sei, você parece sempre cansada e sem disposição

-EU? – guinchei – você que parece que não me quer mais, que não gosta de meu corpo ou do meu toque

-Isso é mentira! Tudo o que mais quero é voltar a tocar em você como antes – suspirou e 500kg foram retirados de minhas costas – Caramba (s/n), quero tanto voltar a tocar me você sem razão, fazer carinho em suas costas ou braços enquanto estamos deitados, beijar seus cabelos.

Ele então joga a toalha para o chão e me agarra pela cintura me empurrando contra a pia com um sorriso no rosto.

-Cheirar seu pescoço – disse o fazendo – apertar sua cintura – senti seus dedos apertarem levemente meu corpo – e muito mais, quero voltar atrás no tempo para voltarmos a ser como antigamente.

Harry apoiou sua testa na minha.

-Parece que nossa intimidade voou longe depois de eu voltar da tour, parecemos dois estranhos dormindo na mesma cama (s/n)

-Harry? – chamei sobre a minha respiração

-Hm?

-Me toque – respirei – me ame

-Oh sim

E com isto ele me beijou como à muito não fazia e logo agarrou minhas costas me fazendo pular para a sua cintura.

Eu o queria e ele me queria, sem males entendidos desta vez.

Imagine com Harry Styles e Gabriela. - imagine pra minha Tia Harold.

Eu e os garotos estávamos fazendo mais um show, mais um show incrível. As músicas iam passando e a galera curtindo, muitos gritos eram ouvidos como sempre.

Agora era vez de começar a música Rock Me, Niall começou a puxar as palmas no ritmo da música e eu me preparei pro meu solo. Comecei a cantar e todos me acompanhavam, depois do solo do Louis vinha Niall cantando o refrão, foi quando fui para a passarela do palco, caminhei até a ponta e Zayn foi junto comigo.

Olhei para as meninas que ali estavam e duas me chamaram muita atenção, elas estavam se beijando e aquilo de algum modo me excitou muito. Dei um tapinha de leve em Zayn e apontei discretamente para elas, ele sorriu e também começou a observá-las. Elas eram quentes, se agarravam de um jeito e não estavam nem ai para as pessoas do lado. Eu queria elas.

A música continuou e com isso as outras músicas vieram, sempre eu ia para a ponta da passarela para vê-las.

Na troca de roupa fui avisar Paul, mostrei para ele as duas garotas e mandei ele chamar elas. Paul já estava acostumado com aquilo, então ele foi chamar elas sem perguntar o porque.

O show continuou e logo terminou, agradecemos e saímos do palco.

Entrei no camarim e tive uma surpresa, elas já estavam lá.

- Oi meninas. – sorri e fui cumprimentá-las.

- Oi Harry, tudo bom? – a loira disse beijando meu rosto e me dando um abraço.

- Tudo sim, e você? – ela apenas sorriu. Foi a vez da morena repetir o que a loira fez.

- Oi Harry.

- Como é o nome de vocês?

- [s/n]. – a loira disse.

- Gabriela. – a morena disse.

- Vocês querem ir jantar comigo? – elas se olharam e sorriram juntas.

- Claro. – a morena disse.

- Então eu só vou me arrumar e depois vamos para algum lugar, ok?

- Ok.

Pedi para elas esperarem ali no camarim, eu iria tomar um banho e as levaria em um restaurante ou algo do tipo, depois quem sabe nós não iríamos para o hotel em que eu estava, não é?

Tomei um banho rápido e me arrumei, voltei e elas estavam conversando.

- Estou pronto. Vamos? – elas assentiram e saímos do camarim.

Avisei os garotos e fomos até o carro, o nosso segurança começou a dirigir.

- Querem ir aonde? – perguntei.

- Ao seu hotel? – [s/n] disse rindo.

- Hum, mas que danadinha. – disse sorrindo, eu estava no meio das duas, aquilo era interessante.

A morena começou a passar a mão em minha perna, aquilo fez eu suspirar.

- Você gosta disso, não é? – Gabriela disse em meu ouvido, sussurrando, enquanto a loira começou a beijar meu pescoço.

O segurança não conseguia ver, tinha um negócio que separava a gente dele. Eu já estava excitado, muito excitado e elas perceberam isso.

Disse ao segurança que fazia o papel do motorista para levarmos a gente até o hotel em que eu estava. Assim ele fez, no caminho até lá não rolou mais nada do que apenas conversas e carícias.

Entramos pela porta dos fundos do hotel e fomos até meu quarto. Entramos lá e Gabriela já veio me beijando. [S/n] ria enquanto se sentava na cama, Gabriela continuava a me beijar, me empurrando para a cama, eu segurava e apertava a sua cintura, já ela acariciava meus cachos.

Ela fez eu deitar na cama e [s/n] foi logo vindo por cima de mim, fazendo Gabriela se sentar ao nosso lado. Agora [s/n] era quem me beijava, seu beijo era rápido e cada vez mais eu ia ficando mais excitado ainda.

Enquanto ainda beijava [s/n], Gabriela veio até mim e tirou a minha blusa, fiquei sentado na cama e [s/n] em meu colo, de frente pra mim. Gabriela começou a dar chupões e beijos em meu pescoço e ombros, tirei a blusa de [s/n] e Gabriela veio ao nosso lado novamente, tirei a blusa dela também. [S/n] saiu do meu colo e foi a vez de Gabriela subir em mim, ela me fez deitar e começou a me beijar, os beijos foram descendo até chegar no cós da minha calça, onde ela tirou meu cinto e depois aminha calça. Fiquei apenas de cueca e o meu volume era muito visível.

Vi [s/n] morder os lábios quando Gabriela tirou seus sapatos, seguido pela sua calça. Agora ela estava só de roupa íntima. Parei de beijar ela e me sentei na cama direito, encostado na parede.

- Não está agüentando, Harry? – [s/n] me perguntou com uma voz sexy, e arrepiei.

- Eu aguento sim, – sorri malicioso para as duas - mas é que eu vi vocês duas se beijando no show hoje cedo, não querem fazer isso de novo? Pra mim? – elas sorriram e Gabriela foi chegando perto de [s/n].

Elas começaram a se beijar como no show, uma segurava a cintura da outra. Gabriela que só estava de roupa íntima tirou os sapatos de [s/n] e depois sua calça, fazendo então [s/n] se deitar na cama, Gabriela continuou a beijá-la e foi descendo os beijos, assim como ela fez comigo antes, chegando até a calcinha de [s/n]. Lá ela começou a dar beijos por cima da calcinha dela, [s/n] gemia baixinho com os olhos fechados. Gabriela voltou a beijar sua boca e lá ela tirou seu sutiã e o de [s/n] também. A morena seguiu o mesmo caminho até a intimidade da loira e tirou sua calcinha a jogando em algum lugar do quarto, eu só assistia aquilo animado.

Gabriela começou a lamber a intimidade de [s/n] que agora gemia alto e segurava nos cabelos da morena, a morena olhava para ela enquanto a chupava. Eu olhava aquilo sorrindo. Gabriela parou com aquilo, mas enfiou dois dedos em [s/n], fazendo ela gemer mais ainda. A morena movimentava seus dedos dentro da loira em uma velocidade muito rápida, [s/n] arqueava as costas, e gemia. Ela estava quase chegando ao orgasmo quando Gabriela parou e voltou a beijar a boca de [s/n]. Elas sorriram uma para a outra e me olharam.

- Agora você faz isso nela. – disse rindo fraquinho.

- Com certeza, baby. – [s/n] disse e começou a dar chupões no pescoço e seios de Gabriela, sem mais delongas ela já estava tirando a calcinha dela.

[S/n] ficou entre as pernas de Gabriela e lá ela começou a dar beijos das coxas dela, depois em sua intimidade, logo a lambendo toda. Eu estava pirando, eu iria gozar só de vê-las assim.

Gabriela gemia alto enquanto [s/n] ainda a chupava, mas agora ela a chupava enquanto enfiava dois dedos nela. Gabriela me olhou e sorriu, ela sabia que eu estava gostando daquilo.

Gabriela já estava chegando ao seu orgasmo também, mas [s/n] não iria parar, mas eu as interrompi.

- Já chega, agora eu quero atenção. – elas riram e vieram pra cima de mim.

[S/n] me beijou, pude provar o gosto de Gabriela, enquanto a mesma ficou só olhando nós.

Agora era a minha vez de agir, me virei e fiz [s/n] ficar por baixo de mim, comecei a beijar ela e ataquei seus seios. Fiquei um tempo brincando com eles mas logo voltei a sua boca.

- Vocês já fizeram o que eu ia fazer, então não precisa disso, ou precisa? – perguntei.

- Não Harry, eu quero você agora. [s/n] disse.

Fiz o que ela pediu, antes peguei uma camisinha no bolso da minha calça que estava jogada no chão  e Gabriela colocou para mim. Fiquei entre as pernas de [s/n] e logo a penetrei, eu não tive dó, minhas estocadas eram fortes e rápidas, ela gemia alto. Gabriela foi até ela e começou a beijar seu boca e seios enquanto nos movimentávamos. Continuei com as estocadas e [s/n] trocou de posição, me fazendo ficar deitado e ela cavalgando em cima de mim. Gabriela se sentou com a intimidade em minha boca, de frente para [s/n], elas agora se beijavam e eu lambia Gabriela. Ambas gemiam entre o beijo e eu gemia enquanto lambia Gabriela.

[S/n] logo chegou ao orgasmo e se deitou ao meu lado, Gabriela saiu de mim.

- Fica de quatro. – pedi e Gabriela obedeceu.

Ela se posicionou entre [s/n], ela empinou o bumbum pra mim e abaixou a cabeça para poder lamber [s/n]. A penetrei e fiz como fiz com [s/n], fui forte e rápido. Nossos gemidos eram altos outra vez, eu aposto que os vizinhos de quarto iriam ouvir, mas isso não me interessa. Ela lambia [s/n] enquanto eu a penetrava, [s/n] estava chegando ao orgasmo novamente e eu também.

[S/n] chegou ao orgasmo e Gabriela parou de lambê-la, ela inverteu as posições depois disso, ficando em cima de mim. Ela rebolava rápido, subia e descia em meu membro e pude sentir o orgasmo vindo.

- Harry.. – ela gemia meu nome.

Ela chegou ao orgasmo e depois de mais algumas estocadas fortes eu também.

Me deitei e elas se deitaram ao meu lado, cada uma de um.

- Isso foi incrível. – eu disse e elas apenas riram. – Precisamos repetir isso muitas e muitas vezes.

- Com certeza. – Gabriela disse.

- Que tal agora? – [s/n] disse.

- No banheiro? – conclui.

- Pra já. – Gabriela disse.

E assim tivemos mais um round, apenas o segundo de muitos.

 

/Jazmin

Fallingforyou.


Desci da bicicleta e encarei a enorme casa a minha frente. Por Deus, pra que tanto espaço? Apenas um velho, com todo o respeito e você moravam ali. Caminhei até os fundos da casa, porque você insistia em tudo ser as ‘obscuras’. Bati três vezes na portinha da casa do fundo e entrei como sempre. Estava tudo extremamente como da ultima vez, a pequena cama um tanto bagunçada e a mesinha com algumas embalagens que nós consumíamos. Na maioria das vezes você dizia que eu não precisava trazer nada, porque poderia buscar de tudo em sua ‘casa’. Eu quase nunca podia ser romântico com você, a não ser nas nossas intimidades. Algum tempo se passou desde que eu cheguei e arrumei nosso lugar, a que horas você virá? A luz do sol começava a se por, porque você nunca me deixava dizer as coisas direitas?

Pra falar a verdade, eu nunca entendi porque você não me correspondeu como a lógica diria que é certo. Eu estou tão animado pra esta noite, em parte nós poderíamos ficar juntos pra sempre, ou até um pouco antes do sempre, mas se tudo desse errado, eu teria de aprender a viver sem ti. Eu estava extremamente feliz naquela noite, alias eu tinha conseguido um emprego, eu poderia finalmente chegar quem sabe, ao seus pés. Eu queria tanto te contar como fora meu dia e contar-te sobre meu sonho da noite passada, mas você chegou tão desanimada, em seus olhos aonde havia um brilho esplêndido, havia uma sombra, uma nuvem negra, uma dor que eu não sabia o porque. Você me privava de tudo da sua vida, eu mal sabia sobre você, e estava perdidamente apaixonado. Eu me levantei e te abracei, então senti sua respiração descompassada batendo em meu peito e senti suas mãos em meu cabelo, elas tremiam insanamente. Dei-te um beijo sobre a pálpebra de cada olho e admirei a única coisa que me permitia sonhar a noite. O seu sorriso.

— Oi –  você disse baixinho, quem sabe até sem graça.

— Oi – eu respondi e me sentei, colocando-a sobre meu colo e brincando com seu cabelo que caia sobre seus olhos.

– Oi – você disse novamente, e então abriu um enorme sorriso. Naquela noite, você me deixou te beijar sem que desviasse o rosto, eu dissesse para que eu fosse menos afobado. Desconfiei até que se eu não fizesse, você atacaria meus lábios.

– Você está bem, coração? – perguntei e passei meu dedo sobre seus lábios, você os encarou e levou sua mão até a minha e a beijou.

– Dói um pouco – você disse baixinho, e me abraçou colocando seu rosto em meu ombro – Na verdade, sempre dói.

– Sempre? – perguntei um pouco preocupado, segurando em suas mãos – Aonde dói, meu amor?

– Aqui dentro – disse e apontou pra seu próprio peito, então seu sorriso desapareceu – Eles me machucam, na verdade, eu mesma me machuco. – em seus olhos algumas lágrimas arriscavam a cair e você as impediu – Eu queria dormir com você todos os dias, me fazer carinho e quando eu acordar, ver pela primeira vez um sorriso em seus lábios.

– Você realmente não vê? – perguntei-te e você me encarrou com certo susto –  Eu não quero ser seu amigo, eu quero beijar seu pescoço. Eu quero ser seu namorado, de qualquer jeito.

– Vem – você disse e se levantou, pegando em minhas mãos e nos levando para fora do quartinho, eu me segurei fazendo com que você parasse e me encarasse um pouco incrédula – Vem, por favor.

Eu fui. Você me levou até seu quarto, ele era lindo e tinha diversas fotos sobre a parede e algumas polaroids numa mesinha. Havia um casaco seu sobre a mesinha, e seu perfume exalava dele, eu o levei até meu rosto e inalei todo seu perfume, e então você voltara da cozinha com alguns biscoitinhos, nos primeiros segundos você me olhou confusa, mas então sorriu.

– Não, está tudo bem. – você assentiu e colocou a bandeja sobre a mesa. Eu me sentei em sua cama, ela era incrivelmente macia e parada aonde estava você me olhou com um sorriso travesso nos lábios.

– Você não vem se sentar comigo? – perguntei e você caminhou até mim, se sentou em meu colo e ficou sem jeito, nunca tínhamos sido ‘pervertidos’ um com o outro. – O que você tem?

– Eu contei ao papai – você disse baixinho, como se fosse uma calúnia – Eu disse a ele, que estava possivelmente apaixonada.

Porra!

– E aí? O que ele disse? Ele não deixou, não é mesmo… – você me interrompeu colocando seus lábios sobre os meus, suas mãos faziam carinho na minha e seus olhos agora me encaravam, com carinho.

– Ele me deu um beijo, aqui, bem aqui – enquanto dizia, você apontava pra sua testa e sorria – E então ele disse que nós marcaríamos um almoço.

– Droga, S/N – eu resmunguei me levantando e levando as mãos aos cabelos. Estava tudo perdido. – Ele vai me odiar, eu não posso, não, esquece. Fala que você me odeia, e que nós rompemos, por favor, ele nunca vai nos deixar ficar juntos, óbvio que não, você é tão bonita, rica e tem de tudo, o que eu poderia te oferecer? Oh, eu sou um perrapado que está saindo com a filha de um dos empresários mais ricos.

– Deixa de bobeira – você se levantou e me abraçou, hoje particularmente, você estava muito cheirosa. – Você já desistiu de tudo que disse mais cedo?

– É obvio que não – resmunguei e te olhei com medo – Mas seria impossível seu pai aceitar nosso namoro, ele nunca deixaria você namorar com um padeirozinho de esquina.

– Padeiro? – você repetiu assustada me olhando confusa.

– Merda – resmunguei mais pra mim mesmo, e então voltei a passar a mão pelo meu cabelo – Eu consegui um emprego, não é muito, mas acho que posso te trazer algumas caixinhas de chocolate de vez em quando.

– Você conseguiu um emprego? – repetiu novamente, e eu achei realmente que você estava zoando com minha cara, ou então eu teria de comprar cotonetes pra você com meu primeiro pagamento. – Sabe, eu nunca te disse mas..

– Você tem um namorado? – disse te cortando e você desatou a rir, e me puxou pra cama, me fazendo sentar

– Você pode me deixar falar, por favor – insistiu e me deu um beijo, quando eu assenti com os olhos ainda fechados, você sorriu e como recompensa me selou novamente. – Eu não poderia estar mais orgulhosa de você. Eu não quero nada de você, eu juro, eu gosto de você pelo que você é. Me sinto tão abençoada por você ser assim.

– Eu vou ser um padeiro – resmunguei, como uma criança faria e você desatou a rir.

PORRA. Eu adorava sua risada. Beijei seus lábios e te deitei sobre a cama, o sorriso desaparecera e em seus lábios agora apenas os meus tocavam. Peguei suas mãos e as prendi em cada lado de seu corpo, passei meu nariz carinhosamente em cada canto de sua pele nua e as vezes dava alguns beijinhos aqui e ali. Tirei nossas roupas e entre caricias e beijos, nós fizemos amor naquela cama.

Era uma das maiores primícias do mundo poder te ver dormindo, seu cabelo espalhado pelo travesseiro e o lençol sobre suas curvas estonteantes. Você estava de costas pra mim, e eu te acordei, me desculpe, eu te acordei com meus beijos em seu ombro, e minha mão próximo a seus seios. Eu queria fazer amor de novo. Você se virou e sorriu pra mim, colocou seu rosto sobre meu ombro e deu um beijinho ali, já era manhã e seu corpo reclamava do friozinho que pairava sobre sua pele. Seus lábios passeavam de meu pescoço até meus lábios, você sussurrou um “bom dia” e nós ficamos nos beijando por um tempinho.

– Amor – você disse baixinho, procurando minha mão e entrelaçando nossos dedos – Você pensou sobre o almoço com o papai?

– Eu passei a noite inteira com o seu corpo semi-nu perto do meu –resmunguei baixinho – Como eu ia pensar em outra coisa?

– Oh, então – você disse e se sentou na cama, me deixando ver suas costas desnudas – É melhor se vestir, o papai vem nos buscar para almoçar.

Fodeu.

– Amor, se eu levar um pão doce pra ele – perguntei me levantando e colocando minha box – Ele vai gostar, digo o que eu faço?

– Não diga que nós transamos.

See Me Now.

  • (Parte 1)
  • [leia ouvindo, “See Me Now” do The Kooks]

Mais de um ano haviam se passado, e eu não conseguia encarar a verdade, ou o que quer que fosse. Harry tinha viajado para longe, não me dissera para onde, ele alegava que eu poderia cometer loucuras se pudesse, e tudo relacionado a ele, estava bloqueado. Ninguém queria falar dele comigo, quando o assunto surgia e eu estava por perto, logo era cortado por um, “deixa pra lá”, nem mesmo meu melhor amigo queria tocar no assunto “Harry”. Hoje fora como todos os dias, ninguém me falava dele, Louis sorria para mim, e durante o ‘intervalo’ ele me fazia carinho e sussurrava algumas musicas do The Kooks, eu queria chorar ali mesmo, queria me esvaziar e dizer a todos que eu sentia falta dele mais que tudo, eu queria poder abraça-lo uma ultima vez, tocar seus lábios com os meus, e mexer em seus cachinhos até pegar no sono, eu queria me apaixonar. Eu queria amar ele.

Quando cheguei em casa, fiz o que fazia todos os dias, deixei minha bolsa sobre a cama e fui tomar um banho, quando meu irmão chegou do colégio, fiquei com ele e embora ele ainda tivesse 5 anos, as vezes ele ficava acordado comigo até tarde, e nós conversávamos sobre ele.

– S/N – disse meu irmão enquanto eu trocava suas roupas para dormir – Você acha que quando o Harry voltar, ele vai se lembrar de mim?

– Como assim? – perguntei, colocando suas meias e deixando-o em pé e caminhando com ele até seu quarto.

– Quando ele me viu pela ultima vez – disse ele cansado, e abatido pelo sono – Eu ainda era um bebe, não um homenzinho.

– Harry sabe quem você é – eu murmurei e dei um beijo em sua bochecha, dizendo “Boa Noite” baixinho – Quando ele voltar, se ele voltar, você será o primeiro por quem ele perguntará.

– Ele vai voltar – meu irmão sussurrou baixinho pegando na minha mão antes de eu apagar a luz, apaguei a luz e liguei o abajur ao lado de sua cama. – Eu prometo.

– Como você tem certeza? – perguntei com a voz falha de tentar segurar o choro

– Eu peço todos os dias antes de dormir – ele me disse com um sorriso moleca nos lábios – Todos os dias eu peço pro Papai do Céu, pra trazer ele de volta. Porque você ficou tão tristinha sem ele, e eu não gosto de te ver assim.

– Eu juro que vou sorrir mais – prometi, colocando na minha cabeça que aquele era mais um desejo de criança de meu irmão. Ele não voltaria.

– Você precisa ter fé! – ele me disse e se levantou da cama me dando um abraço. Eu chorava tão descontroladamente, que eu poderia estar fazendo isso alto – Não chore, por favor. Eu te amo.

Naquela noite, ele me fez orar junto dele para que Harry voltasse, e mesmo que não voltasse, para que eu conseguisse seguir em frente, também me fez repetir a frase: “Deus, se por um acaso, você não puder trazer ele de volta para mim, por favor, cuida do meu coraçãozinho” enquanto segurava minha mão, eu chorei mais ainda e ele me colocou na cama dele, e dormiu abraçado a mim, enquanto me fazia cafuné. Meus sonhos foram conturbados aquela noite, não consegui dormir perfeitamente, sempre via Harry voltando e dizendo que algo de errado havia acontecido. Acordei assustada com o meu celular tocando no meu quarto, corri até ele achando que era minha mãe com alguma noticia ruim, mas o numero era desconhecido, eu não conhecia aquele numero que me ligava. Atendi mesmo com medo. Meu corpo congelou. Minha voz se calou. Minhas mãos tremiam.

– Amor – ele murmurou baixinho, como se fosse um segredo. Eu sabia que era ele, eu não conseguia responde-lo, eu estava tão chocada, que engasgava com minhas próprias palavras. – Eu consigo te ouvir respirar. Me desculpa por ter te deixado sem noticia alguma. Eu queria conversar um pouquinho, você consegue me responder?

– O-oi – murmurei sem força o suficiente, convencendo-me que ele não teria ouvido isso – Harry.

– Meu amor – respondeu assim que ouviu minha voz. Eu via seu sorriso ao dizer “meu amor”, como sempre fazia seu sorriso preguiçoso e suas ruguinhas nos cantos dos olhos – Você pode conversar?

– A-ham – disse baixinho e me joguei em baixo dos meus cobertores.

– Você sabe aonde eu estou? – perguntou e antes que eu pudesse responder, ele percebeu que fora ele mesmo que tinha me privado de suas novidades – Oh, eu estive em muitos lugares. Sabe, eu aprendi a dar nó na minha gravata também, conheci muitas pessoas por onde passei. – sua voz era calma, e sua respiração era como as das noites em que ele me contava sobre sua infância, antes de dormirmos. O nó de sua gravata sempre foi um problema, e eu estava feliz com essa noticia. – Eu tenho tantas perguntas que queria ter fazer.

– Você está bem? – perguntei baixinho, meu coração queria explodir e eu queria acordar meu irmão para que ele pudesse ouvir Harry.

– Eu estive em tantas situações complicadas, S/N – disse como um segredo, e em seguida desabou em choros no outro lado da linha. – Eu só fiquei com uma garota desde que fui embora, mas ela gostava de garotas. E eu fiquei sabendo que minha mãe ainda pensa em você segundo Gemma, mas eu estive ocupado tentando fazer sucesso por todo esse tempo, eu queria realizar o sonho do meu pai. Eu espero que ele esteja tomando um drinque lá em cima por mim.

– Harry – eu disse com a voz embargada pelo choro.

– Me deixe continuar, por favor – ele pediu e algo caiu, ele murmurou um “ai” baixinho e depois recolocou o celular no ouvido – Eu queria saber se você pudesse me ver agora, se pudesse ver meu sorriso por estar ouvindo sua voz, se você visse seu garotinho agora, você teria orgulho do que eu me tornei?

– Harry – disse com um pouco mais de força – Me ouve, por favor.

– Oi, meu anjo – ele disse e através de suas lágrimas, ele estava sorrindo. – Eu estou te ouvindo.

– Posso te pedir uma coisa? – perguntei baixinho – Se você me responder com honestidade, eu respondo tudo que quiser, eu só quero saber uma coisa.

– Tudo bem. – ele me disse baixinho – Você sabe que eu faria de tu..

– Não desiste de mim, nunca. – eu disse o cortando, sua respiração falhou. E sua garganta produzia sons de choro. – Não desista de mim, por favor.

– Eu não vou – ele disse como um sussurro – Eu te amo demais para isso. Eu vou voltar. Amo você.

E então ele desligou, não soube o que aconteceu depois disso, algumas lágrimas desceram por minha bochecha, e quando meus olhos se abriram novamente, estava de manhã, e eu estava me arrumando pra ir ao colégio.  Henry entrou em meu quarto me puxando para tomar café, e me fez algumas caricias antes da van pegar ele e o levar para a escolinha. Segui para o colégio com Louis, e não comentei para ninguém, nem para ele sobre Harry, mas ele havia me perguntado.

– Porque você está usando essa calça? – Louis me perguntou se referindo a Boyfriend Jeans que eu usava.

– Porque eu sinto falta dele – murmurei baixinho puxando um fiapinho do rasgado no joelho dela.

Passamos o dia como qualquer outro normal, e pela primeira vez, Louis havia mencionado Harry perto de mim, mas logo paramos porque voltamos ao horário de aula. Quando a ultima aula chegou, comecei a ponderar a ideia de ligar para Harry quando chegasse em casa, com o pretexto de que Henry queria ouvir a voz dele. E novamente, Harry foi tirado de meus pensamentos bruscamente quando o horário bateu e Louis veio me buscar para irmos para casa juntos. Descendo as escadas do colégio, pensei em comentar sobre Harry com Louis, eu até comecei mas quando vi seu casaco marrom e sua blusa branca no meio de uma manada de alunos, eu não consegui dizer mais nada. Harry estava ali. Sua jaqueta marrom, sua blusa branca com furinhos, sua calça preta, e seus cabelos bagunçados, fazendo jus ao tempo. Em seu pescoço, o mesmo velho crucifixo e em suas mãos, aqueles anéis que sempre que tocavam minha pele, me pinicavam, eu os odiava mas Harry não sabia disso. Agora de perto, eu podia ver um pouquinho de barba crescendo ali, seu sorriso era o mesmo de sempre, apaixonante. Seus braços envolveram minha cintura, e meus braços estavam ao redor de seu pescoço, eu não iria o largar tão cedo. Seus lábios quente tocavam meu pescoço descoberto me causando arrepios, ergui minha mão para seus cabelos e eles estavam tão grandes, tão cheirosos. Me afastei de seu corpo, e com minhas duas mãos, em cada lado de seu rosto eu encarei seu semblante, ele tinha mudado tanto e ao mesmo tempo, ainda era o meu Harry. Sorri ao perceber que encarava seus lábios tão freneticamente, e o beijei.

– Você pode me responder agora? – ele perguntou baixinho, encostando nossas testas e segurando minha cintura

– O que? – perguntei com os olhos fechados, queria ficar com aquele momento para sempre.

– Ontem eu perguntei – ele disse baixinho – Se você pudesse me ver, se pudesse me ver sorrindo ao ouvir sua voz, se pudesse ver seu garotinho, você teria orgulho de mim?

– Sabe de uma coisa Harry – eu disse me soltando de seu abraço e pegando em sua mão – Henry me disse uma coisa ontem, na verdade ele me disse duas coisas importantes.

– S/N, não desvia do assunto – reclamou com um sorriso nos lábios.

– Espere – eu pedi e em minha bochecha as lágrimas rolavam – Sabe o que ele me disse? Que toda noite antes de dormir, pedia a Deus para que você voltasse, porque ele queria me ver feliz. E ele me disse que você voltaria com tanta certeza naquela voz, e eu pensei, mas ele só tem 5 anos, como ele pode ter tanta certeza, ele é uma criança. E então ele me disse, “Você precisa ter fé”. E eu percebi que o que eu mais tinha em todo esse tempo foi fé, eu tinha tanta fé que você voltaria.

– E eu voltei – Harry murmurou com os olhos marejados.

– Como eu não poderia estar orgulhosa de você? – respondi sua pergunta – Se toda minha fé, se encontra em você.

Eu estava há mais de um ano na casa de Louis, devido ao intercambio, e nós tínhamos ficado super próximos, ele era realmente como um irmão pra mim. Irmão. Sempre que podia, ele ia me buscar na faculdade, nós saíamos pra ir a barzinhos, boates e até mesmo shows juntos. Mas desde que ele descobriu que eu nutria algum tipo de “sentimento” por Harry, ele me dava um gelo que doía na alma, sem exageros. Não me olhava nos olhos, não falava comigo, não queria sair comigo, a não ser que eu dissesse que iria sair com Harry, ai era questão de segundos pra ele estar pronto me esperando na porta. Johannah tinha chamado Harry pra passar a noite na casa dela, o que deixou Louis com muita raiva, ou seja, se antes ele tinha raiva de mim, agora ele tem ódio. Durante todo o jantar, Louis resmungava coisas ou simplesmente me ignorava, mas falava normalmente com Harry, o que me deixou puta da vida. Depois do jantar, ambos foram jogar videogame e eu fiquei apenas com cara de boba, assistindo. Sentei ao lado de Louis e me abracei a seu corpo.  Por um milagre, ele ainda não rejeitava qualquer toque da minha parte. Deitei em seu peito e o assisti jogando. Eu queria ficar ali, e que apenas esse gesto o fizesse entender que eu poderia gostar dele e de Harry ao mesmo tempo, mas isso era impossível no dicionário de Louis Tomlinson. Eu tentei brincar com a barra de sua camiseta e fazer com que ele percebesse tudo isso, mas ele apenas me ignorou e resmungou coisas do tipo, “Dá pra para S/N? Você está me atrapalhando”, ou quando ele não murmurava “Para de me encher o saco”. Sai de seu colo e fui ficar com Johannah, fiquei um bom tempinho conversando com ela e com os gêmeos que comiam, lê-se se lambuzavam, com o Danoninho. Dóris quis ficar comigo, enquanto a mãe dava banho no irmão, eu voltei à sala e me sentei ao lado de Harry, a garotinha brincava com ele, e ele mordia seus dedos gorduchos em provocação enquanto seus olhos estavam focados no jogo.

Eu nunca, nunca tinha beijado Harry na frente do Louis, mas ele tinha conseguido me irritar dizendo que eu estava o atrapalhando. Minha vontade era de beijar ele ali mesmo, mas não o fiz me sentei no meio das pernas de Harry e com Dóris em meu colo, quase dormindo fiquei imóvel apenas observando. Louis parecia ter conseguido me ignorar o tempo todo e agia normalmente com Harry. Eu tinha cochilado em seu peito e despertei sentindo sua mão fazendo carinho em meus cabelos, Dóris já não estava mais em meu colo e Louis estava cochilando no sofá. Harry me ajudou a levantar e eu tentei acordar Louis devagarzinho, sentei na beirada do sofá e mexi em seus cabelos, fazendo seus olhos se abrirem gradativamente e me fitar com cansaço.

– Vem, levanta – eu disse me levantando e pegando em sua mão para o ajudar – Vamos dormir no quarto.

– Você é muito chata – Louis resmungou, mas se levantou e me segurou pela cintura, se segurando em mim até chegar ao quarto. – Eu só vou dizer uma coisa – resmungou assim que se deitou na cama e puxou o cobertor sobre seu corpo – Se vocês transarem na minha casa, no quarto ao lado do meu, alguém vai ficar seu o pinto.

– Vou preservar o pênis do meu futuro namorado – murmurei e dei um beijo em sua testa.

– Não é seguro repetir isso pra mim – disse sério, mas eu seus lábios um sorriso brincava.

– Boa Noite, Tomlinson.

– Não transem na minha casa – resmungou e antes que eu pudesse sair, eu o ouvi resmungar um “Boa Noite, S/S.N.”

Harry tinha ido deitar e eu deitei ao seu lado. Nós tínhamos ficado um bom tempinho trocando carícias e beijos, até cairmos no sono. No dia seguinte, quando acordei Harry já não estava mais na cama, me arrumei e desci pra cozinha, todos tomavam café e conversavam. Meu corpo ainda estava cansado e meus olhos ainda pesavam. Abracei Louis e dei um beijo em sua bochecha, ele resmungou alguma coisa e eu caminhei até Johannah dando-lhe um beijo na bochecha e ela me mandou sentar pra comer, as meninas e os gêmeos comiam na mesinha baixa e Harry estava junto de Louis na bancada que dividia a cozinha, me abracei a ele e procurei por seus lábios. Abracei-o pelo pescoço e fiquei brincando com seu cabelo por algum tempo até nossos lábios se tocarem, eu podia jurar que antes de nossos lábios se tocarem, a cozinha estava preenchida por diversos sons, mas agora eu não conseguia ouvir nada, apenas Louis resmungando e batendo a mão na bancada. Louis cutucava meu braço e eu ouvi Johannah lhe chamar a atenção. Separei meus lábios dos de Harry e percebi o quão envergonhada eu ficaria ao olhar na cara de todos agora, me agarrei a Harry e ele riu da minha situação.

– Na hora de beijar não tem vergonha – reclamou Louis enquanto colocava o copo na pia – Agora fica ai, atracada com meu amigo.

– Pega leve, Louis – ouvi Harry resmungar enquanto fazia carinho nas minhas costas – Você vai ter que aceitar, porque nós estamos juntos a muito tempo

– Tipo? – perguntou como se duvidasse de tudo aquilo

– Tipo – disse Harry dando um beijinho sobre o topo da minha cabeça – Desde o comecinho da Where We Are, quando S/N foi nos visitar durante uma etapa da turnê.

– Como é que é? – sua voz era dura e incrédula – Isso faz, quase mais de um ano. Eu não acredito que vocês fizeram isso comigo, olha Harry eu não esperava isso de você, sabe eu pensei que vocês confiassem em mim, pensei que, olha vocês me fizeram de bobo.

– Bobo você já é Louis – murmurei baixinho, antes não tivesse feito. Louis deu um grito bem esquisito e saiu da cozinha me deixando sozinha com Harry ali. Me soltei de seu abraço e fui até Louis que estava com as pernas dentro da piscina. – Louis.

– Só me diga que eu não era o único – seus olhos não estavam marejados, estavam encharcados – Me diga que os outros também não sabiam. Eu não sou um tolo.

– Ninguém sabia Louis – disse baixinho me sentando ao seu lado – No começo eu achei tão errado ficar com o Harry, achei tão errado porque eu vim estudar, eu vim ficar aqui com vocês pra estudar, e quando você me levou pra turnê com você, eu achei mais errado ainda. – suspirei forte, eu não queria brigar, não agora – Porque era errado com você.

– Muito errado.

– Mas eu gosto do Harry – murmurei baixinho, como uma confissão – Me desculpa, mas eu gosto muito dele.

– Porque não me disse logo no começo?

– Porque eu não sabia como fazer isso – respondi – Não sabia se era isso que eu realmente queria. E você vivia falando que ele era um galinha, que ficava com muitas, não sabia se ele iria levar a sério.

– Vocês já dormiram juntos? – Louis me fitou, e eu sorri com sua pergunta

– Não, eu ainda sou sua menininha.

Quite Like, Her. [ouça aqui]


Quando cheguei em casa do fim da turnê, S/N ainda não tinha chegado, joguei minhas coisas num canto qualquer do quarto, joguei uma água em meu corpo e do jeito que eu cai na cama eu dormi. Pra ser bem realista, eu não me orgulho dos sonhos indecentes que eu tenho com ela, mas foi inevitável eu sentia tanta falta dela e de seu corpo, de suas caricias e de seus lábios me beijando. E hoje eu tive um desses sonhos indecentes e era como nas ultimas vezes. Eu chegava em casa, ela estava sentada no sofá assistindo a alguma série e então nós começávamos a namorar. Sim, nós ficávamos namorando durante um bom tempo, e era esse meio tempo que nós ficávamos nos beijando, sussurrando coisas e até mesmo conversando com um pouco mais de contato corporal, que me excitava. E quando eu me dava conta, eu ouvia nossas respirações arrastadas, ouvia o ‘tum tum’ do coração dela através de meu peito, e sentia meu corpo invadindo o dela com tanto desejo, suas unhas me arranhando, sua voz sussurrando alguma coisa, seu cabelo tocando em meu rosto, suas pernas se esfregando em meu corpo criando um atrito entre nós, seus seios se esbarando em mim, e eu deixando uma trilha de beijos de seu queijo, até sua bochecha, eu simplesmente amava, mas eu não poderia. Eu não poderia continuar com ela em minha mente.

E como nas outras vezes, eu acordei da pior maneira possível, eu estava completamente excitado. Duro. De pau pra cima, seja lá como você chama isso e de costume enfiei meu rosto no travesseiro até que tudo se acalmasse, mas não dessa vez. Ouvi seus movimentos na cozinha, ela provavelmente estava cozinhando para nós, sempre fazia isso, se chegasse em casa e eu estivesse dormindo, ela logo sabia que minha refeição não foi prioridade, e ela não gostava disso, absolutamente não. Joguei uma água no rosto e esperei uns minutos até descer e ir falar com ela. Ela trajava um shorts jeans e uma camiseta branca larga em seu corpo, era como aquelas que usava depois de uma noite de amor, em que ela pegava minhas roupas e saia pela casa procurando suas roupas intimas. Oh, eu não devo ficar pensando nessas coisas, não agora, e nem perto dela, por Deus. Quando ela me viu, eu estava absolutamente parado, encostado na bancada da cozinha com medo de qualquer movimento que eu desse em relação a ela, e ficasse excitado novamente. Mas no fim, nós ficamos numa boa, ela terminou de fazer seu macarrão e depois de comer quase metade do pote de sorvete que ela trouxe, nós fomos namorar um pouquinho, mas diferente de meus sonhos, nós sentamos na entrada de casa e ficamos ali. Pelo menos eu não poderia ficar me atracando com ela, como em meus sonhos, isso seria errado, muito errado.  Eu a ouvi falar sobre seu dia, sua faculdade, e sobre uns amigos, que na realidade não me interessaram muito, na verdade eu sabia quem cada um deles eram, Jace, era seu melhor amigo, antes de começar a namorar com ela, cheguei a pensar que eles se pegavam, e Josh era um pequenininho, que chegava a ser fofinho, mas não quando ela dizia isso pra mim. Eu odiava sentir ciúmes, então eu a beijei, simplesmente a beijei, não deixei que ela continuasse a me falar sobre o como Josh a pegou no colo e a jogou em qualquer lugar, eu a beijei. Eu adorava seus lábios, ainda mais quando eles sussurravam pra mim, como ela estava fazendo agora.

“Eu senti sua falta” ela murmurou a minha orelha, depositando um beijo ali. Seus lábios eram quentes e macios, eu me abracei a ela e fiquei ali, não disse nada, eu não tinha dito nada na verdade, desde que ela me viu. Então, quando eu coloquei meu rosto sobre seu dorso, eu me lembrei do porque de muitas vezes eu ter dormido ali, sentindo seu perfume. Era porque eu adorava seu perfume, eu adorava sua pele, adorava o calor que sua pele irradiava. Nós voltamos para dentro de casa quando ficara frio e escuro, ficamos assistindo a uma série que ela disse que estava me esperando para que pudéssemos assistir juntos, e com ela em meus braços, chegamos a assistir uns seis ou sete capítulos da primeira temporada, e quando começamos a cair no sono, eu senti tudo aquilo de novo, senti a ausência de seus toques e caricias, senti a ausência de tocar seu corpo, senti a ausência dela se despindo pra mim. Com beijinhos em seu pescoço consegui ganhar alguns agradinhos de volta, como cafuné em meu cabelo e até mesmo uns selinhos. Convenci ela de irmos para o quarto e novamente me joguei na cama, ela procurava por alguma roupa mais folgada para que pudesse dormir, e eu me atrevi, peço desculpas mas eu fiz, eu pedi a ela.

“Deita aqui comigo só de lingerie.” sussurrei baixinho com medo de deixa-la constrangida. “Por favor” insisti e em seus lábios antes duvidosos, um sorriso brincava. Assisti ela tirando sua roupa, eu adorava ver ela se despindo, era tão natural quando suas bochechas se ruborizavam ao perceber que eu a encarava com desejo. E antes que ela pudesse se deitar, eu fiz o que eu mais queria, eu a puxei para cama, deitando-me sobre ela e distribuindo beijinhos em seu pescoço, sua voz rouca e tímida me incendiava por dentro. Ela arqueou suas costas e me deixou tirar seu sutiã, oh pelos Céus, eu adorava aqueles seios, eu adorava sua cintura, eu a adorava por inteiro. Continuei meus beijos por todo seu corpo e seus gemidos emancipavam uma noite que estava por vir. Quando ambos estavam desnudos, eu confessei pra ela.

“Eu adoro seu corpo” murmurei entre gemidos meus e dela, entre beijos e algumas caricias trocadas. “Eu adoro você inteira”. Senti seus lábios molhados beijarem meu dorso, meu pescoço e caminharem até meus lábios. Deixei que ela brincasse com minha anatomia, deixei com que ela fizesse o que bem entendesse, e nossos gemidos eram o oxigênio daquele quarto. Eu queria contar a ela todos os meus segredos, dizer a ela sobre o quanto ela mexia comigo, e dizer a ela que apenas um “oi” ou “eu te amo” dela, pairavam sobre meu subconsciente por dias, semanas, e até meses. Ela me deixava fora de mim. Acariciei seu rosto, e trouxe ela de volta pra mim, deitei-me novamente sobre seu corpo e com um ultimo beijo, eu a invadi. Peço perdão por estar dando informações demais, mas espero que você seja tão sortudo quanto eu. Nossas anatomias se chocavam, nossos lábios se tocavam desengonçadamente e no quarto nós fazíamos nossa própria música. Meu quadril investia contra seu corpo, seus lábios tímidos transmitiam sons pequenos e cuidadosos. Sua respiração era forte, seu peito subia e descia rapidamente, e eu desconfiava que o meu fazia o mesmo. Nossos corpos drenados pela adrenalina deixavam-nos quietos. Diferente de meus pensamentos. Eu só conseguia pensar em como tudo estava acontecendo do jeito que eu tivera sonhado diversas vezes. Meu corpo relaxou, senti seu corpo sendo preenchido por mim, e seus lábios lançaram o que eu mais temia.

“Amo você”.

I Know. 


Tirei o lacinho que amarrava meu cabelo num coque, e o deixei cair por minhas costas. Harry estaria me esperando no fundo do estádio, aonde ele e os meninos fariam show. Eu já podia ver suas costas apoiadas nas estruturas do palco, caminhei devagarinho e o abracei por trás tentando alcançar seu ombro e dar um beijinho em seu pescoço. Sua enorme mão envolveu minha cintura me virando de frente pra ele e me abraçando. Ele nunca me beijara logo de inicio, sempre me abraçava e ficava pelo menos uns dois minutos abraçado a mim, e eu adorava isso. Quando ele se soltou do meu corpo, se sentou sobre uma caixa que tinha, “Cabos e Fios” gravado em sua tampa, e me puxou para sentar em seu colo. Seus lábios tocavam os meus com carinho, mas ao mesmo tempo com certo desejo. Nossas respirações eram a única coisa que nos entregaria, estávamos ambos ofegantes. Minhas mãos tinham percorrido por todo o seu corpo e as suas também me tocavam com cautela.

– Você vai ficar pra me ver? – me perguntou segurando meu rosto com as duas mãos

– Eu não sei – murmurei baixinho – Você sabe que eu não gosto de ficar com certas pessoas.

– Gemma está vindo – ele murmurou fechando os olhos e me abraçando – Você pode ficar com ela.

– Eu gosto dela – sussurrei e voltei a brincar com os anéis que estavam em sua mão. Ficamos abraçados por mais alguns minutos, trocamos beijos e carícias e conversamos sobre o que faríamos se nos pegássemos, o que faríamos se Niall descobrisse que eu estou namorando o melhor amigo dele. – Mas ele é meu irmão e seu melhor amigo – resmunguei baixinho pra Harry, que dizia que ele “enfrentaria” Niall, se preciso – E olha que nós poderíamos estar pior.

– Como? – me virou para olhar em seus olhos. Seu sorriso era triste.

– Ele podia ter ciúmes da nossa suposta “amizade” – disse baixinho, o fazendo rir – Ele poderia brigar comigo, por ficar com você a maior parte do tempo.

– Isso porque ele acha que eu sou gay – Harry reclamou dando um sorrisinho e eu o selei.

– Isso porque você tem pinta de gay, amor – sussurrei tão baixinho que podia jurar que ele não ouvira, e eu não iria saber se ele ouviu ou não, porque Niall começou a gritar meu nome e ele logo me soltou – Eu vou ver o que ele quer, se a Gemma chegar, eu vou ver vocês ok?

Harry me puxou pra um ultimo beijo e logo me deixou sair. Niall estava de costas pra mim quando sai da pequena brechinha que eu havia entrado anteriormente. Meu irmão me levou pra cozinha improvisada que eles faziam na turnê e me disse que mamãe havia me ligado, e que eu precisava retornar pra ela. Mas eu não o fiz.

No final do show, sai com Gemma pelos lados do palco e segui até a pequena salinha que tinha no estádio. Harry e todos os meninos estavam ali, comiam e conversavam alto sobre como o show tinha sido “insano”. Peguei um pedacinho de bolo e me sentei no sofá ao lado de outras meninas. Niall se sentou ao meu lado e ficava me infortunando com “Ah, por favor S/N, só um pedacinho” e eu o entreguei o prato. Harry estava sentado no sofá a minha frente, e conversava algo com Gemma, enquanto escrevia num papelzinho. Minha mãe retornou novamente a ligação e insistiu pra que eu voltasse pra casa, e mais uma vez eu disse que queria terminar essa parte da turnê com Niall, e persisti dizendo que eu nem fazia bagunça. E foi quando ela me disse uma única coisa que fez meu coração parar.

– Eu sei que você está ai só por causa do Harry – ela disse como se soubesse de tudo, e não se importasse, apenas uma coisa a preocupava – Porque você não conta pro seu irmão que gosta do amigo dele? Você sabe que a qualquer momento ele vai descobrir, S/N.

Tentei desmentir tudo, tentei dizer que era tudo mentira, tentei várias coisas, mas ela insistia. Quando chegamos no hotel, decidi ir me deitar mais cedo, o que fez Niall achar que eu estava doente, ou que algo tinha acontecido comigo. Ele se deitou comigo e ficou ali, o que tornava tudo mais difícil, eu queria chorar mas não podia porque o motivo pra eu chorar era ter que contar tudo, e ter medo de que ele não aceitasse. E por fim, eu não consegui dormir, o loiro ao meu lado já estava dormindo, eu coloquei um lençol em seu corpo e sai do quarto.

Queria bater na porta do quarto de Harry, e ali sim chorar, chorar porque eu não o podia beijar na frente de várias pessoas, chorar porque todos já sabiam, e mesmo assim éramos encobertos, queria lhe dizer que minha mãe já sabia de tudo, e que ela queria que nós disséssemos pra Niall. Fiquei encostada ao lado de sua porta, não sabia o que fazer. Ele abriu sua porta e saiu sem me perceber ali ao lado, eu peguei em sua mão e fitei seus olhos cansados e com sono, seu sorriso se iluminou e ele me abraçou ali mesmo. Minhas lágrimas eram incontroláveis, Harry sussurrava algo em meu ouvido mas eu não conseguia entender, minha atenção estava direcionada a segurar meu choro e tentar não fazer muito barulho. Ele me ajudou a caminhar até seu quarto, sentei em sua cama e ele me abraçou meio desengonçado. Meus braços envolveram os seus e eu poderia morar ali, seu cheiro, sua pele morna me tocando, eu poderia descansar ali. Ele ficava me perguntando o que tinha acontecido, mas eu não conseguia falar, apenas queria sentir suas mãos tocando o meu corpo com carinho. Eu contei a ele tudo que estava me sufocando, ele até pensou em assumir tudo, em ignorar qualquer coisa, mas eu estava convicta, eu tinha plena certeza de que não conseguiria suportar que ele fosse proibido de me ver, seria tudo pior. Deixei que seus lábios tocassem nos meus, eu apenas fazia carinho em sua nuca, e Harry por mais que quisesse apenas segurava minha cintura com carinho. Eu o vi, seus cabelos louros, seus olhos azuis iluminados pela luz da lua e seu sorriso, ele apenas se virou e nos deixou ali. Rompi o beijo e deitei meu rosto no dorso de Harry.

– Ele já sabe – murmurei baixinho – Ele nos viu.

– Quando? – Harry resmungou em meus cabelos

– Agora – me afastei de seu corpo e puxei o cobertor sobre meu corpo

– O que nós fazemos? – ele perguntou um pouquinho assustado, mas o cansaço venceu e ele se deitou ao meu lado

– Dormimos – me virei e o encarei, dando beijinhos em seu maxilar – E nos beijamos, e nos abraçamos e nos beijamos de novo.

– Você é louca.

– Por você.

/manu

Por segurança

O alívio preenchia meu peito por finalmente está indo descansar. Depois de uma longa noite de apresentações, tenho certeza que o que todos gostariam de fazer era se não outra coisa, poder relaxar. Com minha cabeça encostada ao ombro de Harry, olhava o visor do elevador mostrar o número de cada respectivo andar em que passava, e o nosso se aproximar cada vez mais. Fecho meus olhos por um pequeno instante e ouço as portas se abrirem, indicando o nosso andar. Para a segurança de todos, como de costume foi reservado um andar inteiro para os integrantes da banda e equipe. Caminho juntamente a Harry, enquanto ele mantêm sua mão em minhas costas e me mexo em minha bolça, para pegar o cartão-chave da porta.

Sem pensar duas vezes, me jogo na cama do loft e me deixo relaxar na sensação maravilhosa que esse colchão dos deuses proporciona. Poderia morar aqui facilmente, já que parece mais um apartamento residencial do que um quarto de hotel. De repente me pego distraída observando o conceito do lugar. Sou obrigada a me retirar de meus pensamentos com a movimentação que meu namorado começa fazer pelo lugar.

- ‘Tá’ tudo bem? - Pergunto ainda largada na cama a encarar o teto.

- Comigo, sim. Com você, nem tanto. - Ri.

- Por quê diz isso?

- Bem, você simplesmente abriu a porta e no instante seguinte estava jogada ai. - Dou uma pequena risada do que diz, é verdade.

- Estou cansada, para ser franca. - Dou um suspiro e movo minha cabeça para encontrá-lo de pé segurando uma garrafa com água próximo à cama.

- Também estou, mas nem por isso estou agindo como um “morto-vivo”. - Diz ele, sentando na cama e me encara com diversão. Se diverte as minhas custas e dou risada junto a ele, dando um empurrão de leve em seu braço, estou com preguiça demais para qualquer coisa. - Preguiça? Pensei que iria querer fazer outras coisas. - Diz ele após eu verbalizar meus pensamentos.

- Outras coisas? Que tipo de outras coisas? - Pergunto. Tudo bem que o Harry é uma pessoa intensa, que nenhuma das coisas que já fizemos será igual novamente, sempre há algo novo, alguma coisa inusitada e espero sinceramente que ele não diga algo louco.

- Poderíamos dar um pouco de alegria pra essa cama? Hm? Com bem menos roupas. - E um sorriso perverso surge em seus lábios rosados.

- Eu pensei que iria querer relaxar. - Ri.

- E que forma melhor para se relaxar se não essa? Mas já que você não quer, não tem problema eu posso… - Faz menção de se levantar mas o impeço segurando seu braço levemente.

- Eu pensei que depois de um banho, deitaríamos e pegaríamos no sono assistindo TV.

- Você pensa demais, amor. - Ri. - E podemos fazer isso, depois de uma noite fodidamente gostosa. - Diz com a voz mais baixa, ficando mais rouca que o normal, causando arrepios. Harry consegue me deixar sem ar, só com sua voz baixa, ainda quando sussurrada dessa forma, faz meu estômago se revirar. O pior é ele saber disso e adorar se aproveitar de minha fraqueza.

- Você não deveria fazer isso, é prejudicial para a sanidade de qualquer uma. - Digo com a voz falha, após receber uma mordida em meu lóbulo. - Eu sei. - Disse em meu ouvido, quase me fazendo engasgar. Acho que minha indisposição se foi assim como qualquer vestígio de preguiça, dando lugar a um calor muito familiar. Não iria conseguir resistir, resistir seria o mesmo que estar doente e negar a cura. - Sabe, mesmo depois de tanto tempo, você consegue ser completamente deliciosa. - Ouço ele dizer calmamente, enquanto trabalhava em meu pescoço. Devo ter murmurado qualquer coisa, pois não consigo formular uma frase com coerência, incrível. Incrível o poder que Harry tem sobre mim, com um simples toque. Abro meus olhos quando já não sinto ele em mim e o encontro me encarando, sorrindo.

- O que foi? Por que parou? - Perguntei e me arrependo, quando vi seu sorriso aumentar. Acho que minhas bochechas formigaram. Ele somente deu uma risada anasalada e negou com a cabeça. Ergui meu tronco me apoiando em meus cotovelos, até conseguir sentar na cama. Ficamos nos encarando por uns breves segundos, até eu o puxar pela camisa e selar nossos lábios. Não havia nenhuma calmaria ali e sim uma tempestade louca de desejo e prazer que aumentava cada vez mais. O fato de sua camisa já estar meramente aberta facilitou meu trabalho em remover a peça de seu corpo, deixando seu peitoral exposto. E peças atrás de peças foram sendo deixadas espalhadas pelo ambientes, parando sabe-se lá aonde.

Aos poucos sinto o peso do corpo do Harry sobre o meu, na intenção de me fazer deitar novamente. Precisa apenas de uma mão para abrir o fecho frontal do sutiã, dando atenção ao meu colo. Solto todo ar em meus pulmões. Com um único puxão, se desfaz de minha calcinha, e o encaro com uma certa raiva por ter rasgado a que pertence a um dos meus conjuntos favoritos, mas ele pouco se importou. O nó abaixo da minha barriga se aperta ainda mais, ao ver o desejo nos seus olhos, que percorrem todo o meu corpo, me causando um arrepio grande.

Enquanto tem uma mão sobre meu seio, a outra desliza e passeia pelo meu corpo, despertando novamente sensações maravilhosas. Quando tomou uma unica reta, descendo o mais devagar possível, me torturando mais e mais, brincando com meu umbigo, me fazendo prender o ar novamente. Fechei os olhos ansiando pelo o que viria a seguir, e depois de me ver quase implorar, enfiou dois dedos de uma unica vez em mim, fazendo um grito escapar de minha boca e me arquear. Soltei o ar que prendia, me entregando àquele momento.

- Abra os olhos, quero que olhe pra mim. - Ouço sua voz rouca me chamar, me fazendo revirar os olhos e morder meus lábios. - Vamos, olhe para mim. - Insistiu.

Abro meu olhos e o encaro, e lá está aquele sorriso capaz de me levar a loucura. Aos poucos ele vai baixando sua cabeça, mas sempre mantendo seus olhos nos meus.Quando sinto sua boca encostar em minha intimidade foi o fim, não pude evitar pender minha cabeça para trás. - Abra os olhos, (S/n)! - Disse mais uma vez, com a voz mais firme, me deixando mais louca. - M-mas… H-harry-y - Eu não tinha quase controle por mim. - Abra. - Assim fiz, mas quando abri meus olhos e olho para o teto, encontro a ultima coisa que esperaria ver. - H-harry. - O chamo.

- Shhhh.

- Harry é se - Acabo me cortando quando ele aumenta a velocidade de seus movimentos, me fazendo apertar os lençóis ainda mais. Eu não acreditava no que ia dizer, mas acho que é preciso. - H-harry, para. - Minha voz sai quase num sopro. - Para! - Consigo dizer um pouco mais firme e chamo sua atenção.

- O que foi? Não estava bom? Eu te machuquei? - E um Harry preocupado surgiu.

- Não, eu estou bem, ou quase.

- O que foi? - Tem uma câmera no quarto.

- Câmera? Aonde? - Disse olhando em volta.

- Ali em cima - aponto para um canto - deve ser de segurança.

- Sim deve ser, mas depois resolvo isso. Agora vamos terminar o que começamos, sim?! - Disse, seguro.

- Mas Harry! - Não tive muito tempo para pensar, as ações seguintes despistaram qualquer sanidade que ainda me tinha.

Sinto meu corpo completamente relaxado e acho que Harry não estaria muito diferente. Só um tempo depois percebo aonde estávamos os dois, sobre o tapete da pequena sala, com as respirações descompassadas, aos poucos voltando ao normal.  Depois de recuperar o fôlego, me levanto e caminho em direção ao banheiro, precisava de um banho. Sinto que sou acompanhada e mais um round se segue.

- Hoje você estava com uma baita disposição, não? - Dou risada, me sentindo muito mais leve. Ajusto o roupão a minha volta e pego uma toalha para tirar o excesso de água dos meus cabelos.

- Não vi você reclamar! - Diz ele, passando por mim segurando sua toalha em sua cintura, mas não sem antes dar um tapa em minha bunda.

- Idiota. - Ri. - Temos que fazer alguma coisa a respeito da câmera.

- Não se preocupe, tenho certeza que a noite do segurança que assistiu ficou muito mais interessante, do que ter que ficar olhando corredores vazios. - Deu risada e sinto minhas bochechas esquentarem só de imaginar essa fita se espalhando por aí. - Hei, não se preocupe, já disse. Vou dar um jeito nisso. - Chamou minha atenção após ver meu silêncio. Terminou de se vestir e saiu do quarto, me dando um selinho e dizendo que resolveria a situação. Me sinto desconfortável por saber agora que estava sendo observada e me troco. Peço uma pizza e aguardo assistindo ao especial de The Big Bang Theory. Por mais que risse assistindo a série, não conseguia evitar pensar em como Harry faria para apagar o vídeo.

Não demorou muito para que a porta se abrisse e Harry passasse por ela.

- E então? Conseguiu resolver tudo? - Perguntei nervosa.

- Consegui, sim. - Disse, apenas. - TBBT? - Perguntou encarando a TV.

- Sim. Mas e então, como conseguiu apagar o vídeo?

- Apagar? Porque eu pediria para apagar o vídeo? - Me encarou.

- Você não apagou? Pensei que você fosse pedir para que excluíssem, sei lá, para evitar que vendessem para algum tablóide que provavelmente publicaria algo do gênero, “OMG! Vaza vídeo íntimo de Harry Styles e (S/n) (S/s) gravado pela câmera de segurança”. - Disse tentando imitar alguma repórter, o que o fez rir.

- Relaxa!

- Relaxar? Como você quer que eu relaxe? Afinal, o que você fez esse tempo todo lá então?

- Pedi para que apagassem do sistema, mas não sem antes me fazerem um pequeno favor extra. Negociei isso.- E então ele suspendeu um disco nas mãos. Será que? - Sim, é a gravação. - Ele respondeu, parecendo ler meu pensamentos. - E antes que me pergunte, não acho que seria legal apagar isso quando se tem a oportunidade de se ter só para nós.

- E se alguém pegar?

- Ninguém irá pegar, porque ninguém irá saber da existência dessa gravação. Será um segredo nosso. - Piscou.

- Você é louco. - Disse ainda desacreditada.

- E esse é um dos vários motivos pelo qual você me ama. - Disse convencido e lhe taquei um travesseiro, mas o idiota é mais rápido e conseguiu se desviar.

- Você deveria ser menos convencido!

- Você me ama! - Riu. E subiu na cama.

- Claro que sim, assim como sei que você me ama. - Cruzei os braços.

- Seria um idiota se não amasse. - Sorriu, me fazendo sorrir junto. A campainha toca. - ‘Tá’ esperando algo? - Perguntou já se levantando.

- Pedi uma pizza. - Dei de ombros.

- Ah, ótimo. Estou com fome mesmo, preciso repor energias. - Riu e o acompanhei. Pegou e pagou pela pizza, colocando a caixa em cima do balcão. Passamos parte da madrugada assistindo série, até Harry resolver querer ver a fita. Aí já viu…

FOR GOD, NEVER DO IT AGAIN!


Entrei no chuveiro e senti as gotinhas caindo sobre meu corpo. Sabia que ele não ia parar de discutir por um ciúme besta, mas eu poderia prolongar aquilo, eu podia até ouvi-lo bufar enquanto se jogava na cama. Lavei meu cabelo e enrolei o tanto que pude para seca-lo, passei o perfume que ele me dera, só pra ser literalmente descarada. Vesti meu vestidinho e voltei pro quarto, ele segurava um montinho de roupa e quando sai, ele passou por mim tão rápido que quase trombou comigo, foi para o banheiro e demorou por lá.

Arrumei a cama, me deitei e comecei a ler meu livro. “Bad Romeo” poderia ser um livro qualquer a mais que eu estivesse lendo, mas eu o amava. Adorava imaginar Harry como Ethan, e então nos momentos mais quentes, eu era a sua Cassie. Mas quando eles brigavam – no livro, então eu chorava, como se Harry brigasse comigo na vida real. Eu era um boba, e ele se aproveitava disso para fazer piadinhas, e as vezes brigava comigo por estar “excitada” porque Holt, estava fodendo Cassie com o olhar, e eu era louca por ficar ‘feliz’ com aquilo. Mas na verdade era só implicância, Harry odiava quando eu lia na cama ou melhor, ele odeia me ver lendo, pura implicância. “Você fica ai com esses livros e nem me dá atenção, vai lá foder com eles, S/N”, esse era seu argumento em qualquer livro que eu estivesse lendo, a não ser que ele seja como “Marley & Eu”, então o argumento mudava, “Eu não acredito, você sabe que vai ficar chorando a semana inteira se o cachorro morrer.” Ele dizia e eu sabia que era verdade. “E olha a surpresa S/N, ele morre!” então eu começava a chorar, e ele tinha que dormir comigo, dizendo que era mentira. Mas no fim o cachorrinho morria, e ele me dizia um “eu te avisei” e depois ficava reclamando. Quando me dou conta e me forço a sair de meus próprios devaneios, Harry esta se arrumando e bufando como uma mula ao meu lado, abaixo o livro e sorrio ao ver ele, esperando que eu diga um mero “Amor” para ele me mandar ir com Josh e chamar ele de “Amor”. Então, eu faço o que ele tanto quer.

Amor. – chamo ele, manhosa demais e ele me olha incrédulo. Sempre é assim.

– Ele já foi embora, S/N  – ele diz ríspido e coloca uma blusa velha para dormir. – Josh, só vai poder  voltar amanhã pra te fazer cócegas e carícias.

– Por Deus, Harry  – reclamo e me sento na cama, ele me olha com sua melhor cara de você-sabe-que-eu-tenho-razão e volta a passar o perfume, antes de seguir pra cama. – Para de ser bobo, você sabe que ele é só meu amigo.

– Amigo uma ova, S/N  – ele gritou e depois se repreendeu, então voltou a gritar. – VOCÊ PASSOU O DIA INTEIRINHO COM ELE, ME DEIXOU SOZINHA NA MERDA DAQUELA COZINHA!

– EU TE CHAMEI PRA IR PRA PISCINA, COM A GENTE.

– O QUE IA MUDAR? – ele gritou com raiva, ficando vermelhinho e eu me levantei colocando o livro no criado mudo. – EU IA SER O BABACA, SÓ QUE DENTRO DA PISCINA. VOCÊS ESTAVAM NO MAIOR AUÊ LA FORA, E ELE FICAVA OLHANDO PRA TUA BUNDA. QUEM ELE ACHA QUE..

Harry levou a mão ao pescoço e acariciou ali, sua voz era falha e a garganta lhe produzia um som falho. Merda. Seus olhos estavam marejados e minhas mãos tremiam insanamente, eu tinha esquecido tudo que eu devia fazer em momentos como aquele. Merda dupla. Corri até Harry e o sentei na cama, peguei sua bombinha e me ajoelhei por suas pernas.

– Solta o ar. – disse baixinho demais e ele me olhou incrédulo. Hrrr – SOLTA O AR. –minha voz saiu gritada e com raiva, mas eu só estava com medo, ele fez o que eu pedi e coloquei a bombinha sobre sua boca – Coloque entre os dentes e feche os lábios. Feche os lábios – eu estava morrendo de medo e insegura do que fazer. Ele me olhava com calma e eu fiquei ainda mais desesperada.  – Respira fundo, vai, fundo. Enche o pulmão de ar, Harry. – ele fez o que eu pedi, e então depois de 10 segundos sem respirar, ele ia voltando aos poucos. Peguei em sua mão, fazendo-o se levantar e apoiar em mim, enquanto íamos para o banheiro. Ele lavou a boca direitinho e voltou a se deitar. Eu o encarava incrédula.

Eu queria gritar, bater nele e ao mesmo tempo beijá-lo.

– NUNCA MAIS FAÇA UMA PORRA DESSAS COMIGO – gritei e comecei a chorar descontroladamente. – Não faça isso, por favor.

– S/N – ele murmurou e me puxou para deitar ao seu lado e me abraçou desajeitadamente, procurando meus lábios – Fica calma, foi só uma crise, calma.

– Cala a boca – retruquei e bati em seu peito – Não importa se foi uma crise ou a puta que me pariu, não ouse querer morrer na minha frente.

– Eu não vou – ele disse baixinho e me deu um beijo na testa. – Mas se você me fizer ciúmes de novo, é capaz que eu tenha outra crise e você tenha que fazer isso de novo, e de novo.

– Nem começa – resmunguei e me aninhei em seu peito. Ele sorriu e eu o cutuquei.

– Você ficou mais desesperada que eu – comentou enquanto a ponta de seus dedos caminhava em minhas costas.

– Você sabia né? – perguntei baixinho, sentindo meus olhos pesarem – Não precisava que eu falasse aquelas coisas né? Você sabia exatamente o que fazer.

– Uhum – respondeu e suas mãos estavam em meus cabelos – Mas adorei quando você começou a gritar comigo. Eu fiquei excitado.

/manu

My name is, Harry Styles.


Meu nome é Oliver Queen. Depois de cinco anos em uma ilha infernal, voltei para casa com um objetivo… Salvar a minha cidade. Mas, para isso, não posso ser o assassino que eu era. Para honrar a memória do meu amigo, tenho que ser outra pessoa. Tenho que ser outra… coisa.”

Já tínhamos assistido mais ou menos uns 6 episódios naquela tarde, que se transformara em noite rapidamente, e embora eu estivesse morrendo de sono e desse de tudo para que Harry deitasse do meu lado e ficasse me dando beijinhos até que eu caísse no sono e quando eu acordasse ele estivesse me observando como de costume, era muito raro nós termos um tempinho para nós mesmo e conseguirmos assistir nossas séries juntos, tanto que nós estávamos atrasados para um excelentíssimo caralho. E naquela noite Harry estava particularmente carente demais, o que fazia com que ele fizesse comentários raivosos contra alguns personagens.

– Tenho vontade de socar a cara dele – Harry resmungou se deitando ao meu lado na cama – Já é a milésima vez que ele diz isso

– É a abertura da série, anjo – retruquei e me aninhei em seu peito – Agora fica quietinho.

– S/N – ele me chamou baixinho enquanto a abertura terminava e a dava início para a parte de “Anteriormente em Arrow” e mexia em meu cabelo bagunçando-o

– Hm? – me virei e dei um beijinho rápido em seus lábios.

– Porque ele não beija ela? – me perguntou sério, mas seus olhos não ousavam se levantar de meus lábios. Ele os encarava como se fosse à coisa mais interessante do mundo.

– É, hm, ah – minhas palavras se perdiam enquanto eu olhava-o me encarando tão adoravelmente.

– Quer dizer, sabe – murmurou baixinho se aproximando de meus lábios enquanto eu sem perceber prendia minha respiração. Deus ele tinha tanto poder sobre mim. – Tá na cara que esse bundão do Oliver sabe que a nerdzinha gosta dele e ele fica de caso com essas loiras azedas.

– Talvez ele goste das loiras azedas – respondi baixinho demais, devido seu olhar estar concentrado ainda em meus lábios, descendo pra meus seios e então pro meu corpo inteiro.

– Mas eu sei, tenho certeza que ele gosta dela – murmurou baixinho e seus lábios roçavam nos meus de uma forma torturante – Eu não consigo entender.

– Uh? Entender, o que?

– Como ele consegue – sussurrou baixinho e tocou lentamente meus lábios – Como ele consegue ficar perto de alguém que o atrai tanto e sequer tocar os lábios dela numa forma de carinho.

– Acho que você tem razão – murmurei e me inclinei para que ele me beijasse, ele o fez. De forma calma e torturante, minhas mãos foram pra seu pescoço e por um momento eu me esqueci de tudo, apenas o som de uma explosão me fez separar de seus lábios. – Droga, Harry.

– Ué, o que eu fiz? – resmungou colocando os dois braços a baixo da cabeça e olhando pra tv – Se ele não beijar ela eu vou acabar com a fuça dele. Ugh.

Conseguimos terminar de assistir a segunda temporada, mas as mãos bobas de Harry continuavam em alguns momentos e eu apenas ria com seu excesso de carência. Eu particularmente adora seus ataques de vulnerabilidade, deixava Harry mais atencioso e eu dormia da melhor forma possível, nos braços dele. Fiquei admirando seus cabelos bagunçados sobre o travesseiro e seu braço sobre seus olhos. Desliguei tudo deixando o quarto num imenso breu, o único som que eu podia ouvir era da respiração de calminha de Harry.

Com uns barulhinhos, uma certa claridade no quarto e o cheirinho de pão na chapa me fizeram abrir os olhos gradativamente, ele estava ali com um sorriso travesso nos lábios, murmurou algo como: “espere” e saiu do quarto, quando voltou tinha uma toca e os cabelos bagunçados escondendo os olhos. Ele se apoiou na porta e fez uma cara de digamos assim, misteriosa a lá Harry Styles.

Meu nome é Harry Styles. Depois de quinze minutos numa cozinha infernal, voltei para cama com um objetivo… Salvar a minha namorada. Mas, para isso, não posso ser o simples namorado que eu era. Para honrar as necessidades do meu amigo, hm, é, eu, tenho que ser outra pessoa. Tenho que ser um ótimo cozinheiro. – caminhou até mim e se deitou sobre mim dando vários beijinhos em meu pescoço e indo até meus lábios, eu ria insanamente de sua cômica atuação.

– Só pra deixar claro – perguntei me sentando, enquanto ele colocava a bandeja em minha frente – Eu sou a nerdzinha que deve beijar o Oliver, ou sou uma dar loiras azedas?

– Você é a nerdzinha que deveria me beijar – ele diz mudando um pouco minha pergunta, e sorrindo enquanto me dava alguns beijinhos e mordiscava meus lábios

– Deus! – resmunguei rindo de sua cara, enquanto ele mordia o pãozinho – Eu queria ser esse pãozinho.

/manu

Ninguém mais.


Seus olhos estavam carregados de energia no começo do dia. Ela dizia que tinha ansiado me ver por semanas, que em todos os seus sonhos, eu a beijava até ela dormir. E no primeiro instante que nos vimos, ela me abraçou com tanto afeto, por Deus, eu não precisava de mais ninguém, nós faríamos nossa própria festa, contanto que sejamos apenas nós dois, se mais alguém aparecer, eu juro que não vou ao menos notar. O dia tinha passado tão rápido, que eu poderia jurar que tinha acabado de acordar e estava indo busca-la na casa de seu pai. Agora, encostado no batente do banheiro, encarando a como ela dormia suavemente, como se nada importasse, era como admirar algo constantemente subliminar. Ela sempre me dizia como se sentia em relação a nós, a nossas caricias, nossas declarações não tão diretas, meus “eu te amo” implícitos, mas eu, pobre eu, minhas palavras eram tão fracas perto das dela.

Amante de The Kooks adorava cozinhar, escrevia em um diário contando de seu dia em crônicas bem pequenas, simples, mas tão elaboradas como aquelas das colunas de sábado no jornal. Quando sentia dor, seus olhos ficavam murchinhos e se escondia atrás de um moletom velho e de livros que ganhava, ela era simplesmente tão aberta a tudo. Aceitava meus momentos bipolares e nunca me implorou uma declaração de amor, nem mesmo quando eu sabia que ela queria, que ela estava precisando ouvir de meus próprios lábios o quanto seu sorriso iluminava qualquer lugar obscuro dentro de minha cabeça bagunçada. Quando ela se perdia em meus olhos, e eu a trazia de volta do transe, ela apenas me dizia que em meus olhos haviam constelações, em meus olhos haviam segredos que jamais seriam revelados, ou quando contornava minhas tatuagens com as ponta do dedo, e eu sabia que ela queria me perguntar o significado de cada uma delas, mas apenas continuava a contorna-las me causando um tremor interno. Em todas nossas brigas, mesmo que por ciúmes, sempre antes de ir embora ou de ir deitar, ela me dava um beijo e se eu tentasse me esquivar, depositava seu afeto em minha bochecha.

Talvez eu fosse um segredo, ou então, nós éramos o segredo.

Hoje eu tinha a observado o dia inteiro, e eu podia garantir, ela estava sonhando com tudo aquilo. Nós tínhamos feito uma competição pra ver quem cantava uma música mais rápido, e eu óbvio deixei ela ganhar, tínhamos nos beijado em lugares diferentes da casa, e até mesmo assistido um filme debaixo das cobertas como não fazíamos a meses. A chuva no lado de fora ainda caia e eu ouvia sua respiração calminha batendo em sua própria mão que estava em frente ao seu rosto. Seu corpo recolhido devido ao friozinho que batia sobre seus braços descobertos. Desliguei a luz e me deitei ao seu lado, a abracei de um modo desengonçado e fiquei por um bom tempo apenas sentindo seu perfume. Enquanto algumas imagens de nossas primeiras noites retornavam a minha mente, fazendo-me sentir um friozinho na barriga que nunca antes me ocorrera. Era um erro eu estar deitando ao seu lado, fazendo-lhe carícias e nem ao menos lhe dizer, o que eu estava pensando. Trilhei uma linha de beijos de seus pescoço até o canto de sua boca, e sussurrei baixinho tentando acorda-la, mas o fundo de meu peito reclamava me odiando por interromper o sonho dela. Calmamente ela virou-se e encaixou seu rosto na curva de meu dorso, seus lábios molhados depositaram um beijo em meu pescoço, e logo vi seu sorriso me encarar através da escuridão. Ela estava linda. Ela é linda.

– Não consegue dormir? – ela me perguntou baixinho, com sua voz embargada de sono.

– Não, quer dizer. Sim – disse ainda um pouco confuso. Eu precisava dizer, mas tudo que eu tinha feito nessas ultimas horas, era observá-la.

– Você quer conversar? – perguntou se arrumando na cama, deixando com que eu pudesse olhar seus olhos cansados e admirar seu lindo sorriso.

– Uhum – dei um beijo em seus lábios e percebi algo que eu nunca, havia percebido antes.

Ela fechava os olhos, quando ia me beijar.

– Eu preciso te dizer uma coisa  – murmurei deixando minha mão descansar em sua cintura.

–  Oque?  – seus olhos se arregalaram e seu corpo ficou tenso.

– Eu, hoje eu fiquei o dia inteiro  –  disse baixinho, eu estava dizendo tudo que havia pensado, e mais uma vez minhas palavras eram tão falhas. – E eu queria te dizer uma coisa.

–  Vamos, Harry  –  disse ela impaciente. Selei meus lábios nos seus, e eu ainda não sabia como dizer isso á ela.

– Eu…eu  – gaguejei, e fechei os olhos, eu iria dizer isso hoje, eu precisava.  –  Eu acho que gosto de você.

–  Eu também, Harry  –  ela disse sorrindo aliviada e deixando um beijo no canto da minha boca.

– Não – eu estava com raiva de ter dito aquilo de uma forma tão idiota.  – Eu quero dizer que eu, eu…

Meu coração acelerou, minha garganta fechou, minha voz ficou falha e meu corpo tenso.

– Eu te amo.

Just Girl.


Eu nunca tinha visto ela gritar tanto quanto hoje. Nós estávamos a quase um mês juntos oficialmente, mas eu a conhecia há muito mais tempo, e nunca pensei que S/N soubesse todas as músicas do repertório de The 1975. Ela tinha cantado todas, as vezes gritava e em uma música, não tão lenta ela se abraçou a mim e ficou por ali a música inteira, seu rosto estava sobre meu peito, e suas mãos brincavam em meu cabelo. Eu podia sentir quando ela murmurava parte da música, ou quando ela apenas sedia e chorava e nesse momento seu corpo ficava frágil, e suas mãos me apertavam em busca de apoio. Quando a música por fim acabou, ela se desencostou de mim e tocou meus lábios tão calmamente, e eu pude perceber o porque dela ter chorado. Aquela era a nossa música. Quando o show acabou, nós fomos comer em um restaurante japonês, o que me deu uma nova nota mental; não deixe S/N com o molho verde e ardido. Na volta pra casa, nenhuma palavra foi dita dentro do carro, ela havia encostado sua cabeça no apoio do banco, e ficara me olhando dirigir, como se eu fosse algum tipo de pintura enigmática, mas essa era ela. Podia sentir meu rosto queimando, e agradeci aos seus por estar de noite.

No meu apartamento, S/N tinha trocado de roupa e se preparava para dormir tirando a maquiagem. E nesse momento, eu a encarava como se fosse uma obra de arte com mensagens subliminares, hoje ela tinha usado pouca maquiagem, levando em conta que ela nunca usa, mas seus lábios estavam terrivelmente atrativos, com um roxo bem escuro e em seus olhos apenas o básico do mais básico. Ela estava linda. Ela se deitou ao meu lado um pouco sem jeito, seria a primeira vez que nós dormiríamos juntos, e eu confesso, até eu estava sentindo um pouco de vergonha, ela colocou sua cabeça em meu peito e ficamos ali por alguns minutos sem dizer nada, eu fazia carinho em suas costas e às vezes deixava um beijinho em seu rosto, enquanto ela apenas brincava com minhas mãos.

– Amor – chamei-a baixinho tentando quebrar aquele silencio estranho – Posso te fazer uma pergunta?

– Eu acho que sim – ela murmurou olhando em meus olhos

– Hoje, lá no show – comecei um pouco confuso se devia perguntar ou não – Quando você ainda estava com aquele batom escuro.

– Uh, você não gostou? – perguntou-me afobada, como se eu gostar ou não fosse crucial – Era só me dizer, eu troc…

– Nada disso S/N – respondi cortando seu desespero e ela me encarou confusa – Eu ia perguntar, se eu podia te beijar enquanto você estava usando ele.

- Eu.. Eu acho que sim – ela respondeu rindo da minha pergunta – Você pode me beijar quando quiser.

- Tipo agora? – perguntei e ela sorriu afirmando com a cabeça. Deitei-me sobre ela, abraçando-a de um jeito desengonçado. Descansei meu rosto no dorso de seu pescoço, e deixei beijinhos por ali, suas mãos se enroscaram em meu cabelo fazendo carinho e arranhando meu pescoço. Procurei por seus lábios e beijei-os com carinho. S/N estava um pouco travada, respirando com força, e suas mãos tremiam, fazendo-me parar com as carícias. Voltei a me deitar e ela apenas me olhou com o olhar baixo.

- Desculpa – ela disse, e se sentou na cama, eu a puxei para se deitar no meu peito e foi nesse momento que ela disse o que eu não tinha ponderado em momento algum. – É que eu nunca fiz isso antes, sabe, eu tenho um pouquinho de medo.

Silêncio.

- Bom – murmurei baixinho – Eu não sabia, mas você sabe que eu não faria nada que não quisesse.

- É ai que tá – ela disse sorrindo – Eu quero, mas então você parou e agora nós estamos conversando.

Eu a beijei como nunca antes, toda sua ingenuidade me levava à insanidade, ela era tão pequena, não merecia ter o coração quebrado. Com o meu corpo pressionando seu corpo, percebi que tudo que eu tinha feito fora inconscientemente, eu tinha tirado nossas roupas, beijando-a com malicia, carinho, vontade, luxuria, eu tinha a beijado de diversas formas, porque era assim que ela me tinha, de uma forma verdadeira, louca e profunda. Sua respiração estava descontrolada, assim como a minha, seu coração pulsava sobre meu peito e eu tentei acalma-la com beijinhos em seu pescoço. Nossos corpos estavam em perfeita harmonia, S/N comprimia seus gemidos, por deus, ela era tão adorável. Quando por fim, nós chegamos ao nosso ponto de prazer, ela se deitou em meus braços e disse uma única coisa, a única coisa que nós tínhamos combinado em não dizer, até que realmente tivéssemos certeza.

- Eu te amo – murmurou baixinho, com a voz embargada de sono.

Ela me amava. Minha voz ficou falha, eu não conseguia dizer nada, nem murmurar, não tinha controle sobre minhas cordas vocais, elas emitiam sons esquisitos. Eu não conseguia dizer o quanto eu a amava, porque, por incrível que pareça, nunca haviam me dito isso deitada sobre meu peito. Eu sentia como se pudesse enlouquecer, eu queria abraça-la forte, queria beijar seus lábios, eu queria dizer para ela o quanto ela estava linda com aquele olhar carregado de sono, mas a única coisa que consegui fazer antes de cair no sono foi admirar seu delicado rosto, lutando contra o sono para me ver caindo no sono gradativamente. Na manhã seguinte, quando acordei, S/N estava deitada de costas pra mim, ainda não vestia roupa alguma, apenas cobria metade de seu corpo com o lençol, deixando toda as suas costas descobertas, e seu cabelo bagunçado sobre seu ombro. Linda.

- Eu te amo – murmurei dando um beijo em sua bochecha enquanto abraçava-a por tras, e segurava suas mãos. – Eu te amo.

/manu

#3. COLOGNE. [Especial: Revival]


Me levantei e ignorei qualquer comentário que pudesse partir de seus lábios. Eu poderia estar sendo uma tola, mas não poderia suportar aquilo, ficar sem ele fora difícil mas ficar com um Harry que eu ao menos conhecia, era insuportável. Tranquei a porta do banheiro e me encostei na pia, queria poder gritar, como ele poderia ser tão frio? Qualquer sentimento meu em relação a ele, poderia ser ignorado, ele não se importava. Meu rosto estava todo molhado e eu começara a ouvir as batidas de Harry na porta. Porque.

– S/N – murmurava ele – Você está bem? O que aconteceu?

– Eu quero ir embora – disse abrindo a porta e ele se afastou – Eu vou ir embora.

– Foi algo que eu disse? – ele perguntou segurando meu cotovelo e me fazendo virar para encarar seu rosto

– Você disse? – ri, parte em desespero e outra parte por pura raiva – Você não disse nada.

– E então, o que foi? – perguntou, como se nada fosse óbvio. Puxei meu braço e peguei minhas coisas, da mesma maneira que fechei a porta do quarto, fechei a da sala.

Não tive contato algum com ele durante a semana. Com todos os altos e baixos, eu ainda o queria. Naquela semana eu sai, tentei retomar minha vida, mas como antes Harry também estava nela. Através da multidão que nos distanciava, eu podia sentir seus olhos sobre meu corpo, e mesmo com aquela pouca roupa eu sentia um imenso calor em meu corpo. Não fiquei focada nele durante todo o tempo naquela boate, digamos assim, perambulei por todos os lados e em algum momento da noite, quando eu estava totalmente bêbada, eu senti suas mãos em minha cintura empurrando-me para a saída. Seus lábios beijavam meu pescoço sobre minhas veias pulsantes e sua mão pressionava minha cintura. Nós entramos no carro e ele tinha suas mãos bobas sobre meu corpo, afastei-o de meu corpo e então percebi meu rosto estava completamente tomado pelas lágrimas. Eu poderia jurar, que era uma cena um tanto, desnecessária. Mas eu, eu não sabia o que fazer. Só fiz o que batia em meu consciente incessantemente.

– Me leva embora – sussurrei baixinho, colocando minha mão em seu rosto – Por favor.

Ele não protestou, me levou embora mas também não disse nada. Em casa, subi para o meu quarto e do jeito que cheguei arranquei minhas roupas e entrei no chuveiro, meu corpo todo tremia e em alguns minutos eu vestia meu pijama e me deitava na cama, eu não poderia fazer mais nada. Eu ainda sentia os beijos dele em meu pescoço, sentia suas mãos me acariciando e sua respiração batendo contra minha pele. Eu o respirava, eu precisava de um tempo para ‘brincar’, no meu quarto, eu estava encarando o teto e meu corpo sabia que ele já tinha estado aqui antes. Em minha cabeça todos nossos momentos reviviam e meu corpo estava atento a isso. Eu queria que nós estivéssemos pele a pele agora. Minha mão cedeu e passou por todo meu corpo, encontrando minha intimidade e tocando-a. Eu nunca tinha feito isso, mas eu sentia seu perfume, eu sentia ele em mim. Cada minuto aqui, eu precisava urgentemente dele, de seu toque de seu amor. Minha respiração pesava e era descompassada a cada toque que eu recebia em minha intimidade. Quando o prazer me atingiu eu tombei meu corpo para o lado e com os olhos fechados, eu sabia, eu sentia e eu estava ridiculamente envergonhada. Ele estava ali, ele tinha me visto.

– Não diz nada – eu disse baixinho, me sentando na cama e o olhando. Harry terminou de abrir a porta e passou por ela, então ele a trancou. Eu tremia insanamente e ele se sentou na beirada da cama, pegou em minha mão e não disse nada, sua outra mão subiu até meu rosto e o acariciou. Em alguns minutos, nós estávamos nos beijando, nossas respirações descompassadas e seu corpo sobre o meu, minha mão puxava seu cabelo com carinho e seus lábios agora desciam por meu pescoço e dorso, beijando-me com carinho. Nosso corpo nus se chocando e nossas respirações descompassadas, eu respirava sua colônia e deixava alguns beijinhos em seus lábios. Quando nosso corpo atingiu o ápice, ele me colocou deitada ao seu lado me abraçando e colocando um cobertor sobre nosso corpo. Eu ainda tremia um pouquinho e tudo aquilo tinha me colocado em um questionamento horrível, Harry pegou em minha mão e entrelaçou nossos dedos. Me deu um beijinho no rosto e sussurrou algo baixinho, algo como:

– Boa noite – sussurrou e colocou seu rosto apoiado em meu ombro

– Harry – chamei-o um certo tempo depois

– Amor – ele sussurrou de volta e se levantou um pouquinho podendo me encarar – Você está bem?

– Nós estamos perseguindo mentiras – disse e me virei, ficando agora ao alcance de seus olhos – todos os dias, uma pequena parte de nós morre.

– Pode até ser – ele disse e seus dedos brincavam com meus lábios, segurei sua mão e os afastei, atraindo seu olhar confuso – Mas eu estou disposto a lutar pelo certo.

– Suas mentiras são como balas, e sua boca é uma arma – eu disse baixinho, não queria assusta-lo – Nunca nenhuma guerra chega a um final, pare de armar o fogo e pensei com coerência.

– Eu escolhi lutar por você. – ele sussurrou e invadiu os meus lábios com carinho. – Não me importa quantos eu terei de “matar”. – com sua língua sobre meus lábios ele me acariciava e em sua voz, eu ouvia a verdade. – Eu amo você.

– Mate-os com bondade – disse um pouco antes de dormir, comigo em seus braços. – Vá em frente, e mate-os com bondade.

Don't Let Me Go

 

Eram 5 da manhã quando olhei para o lado e não encontrei Harry ao meu lado. Me levantei lentamente, fui até o banheiro e ele não estava lá! Me enrolei no cobertor , olhei pela janela e percebi que estava nevando ,meu coração se apertou por um instante, iria sentir falta dessa Londres branca.  
Abri a porta do quarto e escutei uma canção suave vindo da sala.Deduzi ser Harry, criando mais uma canção para o novo álbum.Fui caminhando lentamente até as escadas.
Fiquei um tempo parada , admirando -o. Ele estava sentado em frente ao piano, com o cabelo bagunçado, vestindo uma calça de moletom e uma camiseta branca. Um sorriso se formou em meus lábios, e então ele começou a cantar.

Now you’re standing there right in front of me

I hold on, it’s getting harder to breathe

All of the suddenly these lights are blinding me

I never noticed how bright they would be


Sua voz era suave, porém,triste. Decidi não descer, sentei em um degrau e ali fiquei. Queria poder viver aquele momento para sempre.

I saw in the corner, there’s a photograph

No doubt in my mind it’s a picture of you

That lies there alone in spattered broken glass

This bed was never made for two

I’ll keep my eyes wide open

I’ll keep my arms wide open

Meu coração ficava pequenino a cada frase que eu escutava. Apertava o cobertor envolta do meu corpo, numa tentativa de fazer essa sensação passar.

Don’t let me

Don’t let me

Don’t let me go

Cause I’m tired of feeling alone

Don’t let me

Don’t let me go

Cause I’m tired of feeling alone

Uma, duas três lágrimas. Meus olhos transbordavam. Eu não queria deixa-lo, eu não estava preparada para isso. Eu o amava.

I promise one day that I’ll bring you back a star

A couple in it burned a hole in my hand

Seems like these days I watched you fall on floor

Just trying to make you understand

I’ll keep my eyes wide open

Enxuguei as lagrimas que insistiam em cair, e desci as escadas em passos silenciosos.
Harry me notou, mas continuou a tocar. Dei um sorriso meio fraco e caminhei até ele.Sentei me ao lado dele, e cobri seus ombros dividindo o cobertor. Fiquei encarando-o de perfil. Queria decorar cada detalhe seu, para ter certeza que jamais iria esquecer dele.

Don’t let me

Don’t let me

Don’t let me go

Cause I’m tired of feeling alone

Don’t let me

Don’t let me go

Cause I’m tired of feeling alone

Harry parou de tocar,e me olhou. Seus olhos estavam vermelhos,ele havia chorado.
“ Você não tem que ir” -Ele disse fraco, como um sussurro.
“ Eu não quero ir,não quero ter que te deixar,deixar Londres e tudo o que tenho aqui Harry. Você sabe o quanto eu te amo, afinal, se eu não te amasse , não iria suportar essa dor de ter que te deixar aqui,sozinho” Eu disse com os olhos marejados, novamente.
Ele me abraçou forte, como se realmente não quisesse me deixar ir.Deu um beijo no topo da minha cabeça.
Meu visto havia vencido, não poderia permanecer no país nem um dia a mais! Meu voo para o Brasil estava agendado. Eu voltaria para Londres, em breve, mas qualquer tempo longe dele era uma eternidade sem fim para mim!

Like a First Time

(S/n) caminhou à passos incertos e hesitantes até o fim do Café, pousou sua bolsa na cadeira do lado da parede e sentou-se na mesa debaixo da escada de madeira, sentia suas mãos suarem e limpou-as no tecido jeans da calça. Olhou ao redor, já esteve nesta situação muitas vezes, procurava por um rosto mais que familiar para ela.
Fitou o relógio analógico de forma incisiva, suspirou, depois puxou seu celular conferindo as horas de ambos duas vezes para ver se batiam. E batiam.
Vagou os olhos pelo espaço que cheirava a café e chocolate, que na singela opinião da moça, eram os melhores cheiros dentro de um top dez, seguidos de terra e cheiro de chuva quando ainda está para cair, depois vinha o da comida de sua avó ou este viria antes de todos os outros? Não, sabia mais, estava nervosa e começou a bater o salto de sua bota ritmicamente contra o piso de madeira encerado e, propositadamente, manchado com algumas queimaduras e bebidas.
Desceu os olhos para a mesa onde estava sentada, e que ficava ao fundo do estabelecimento, debaixo de uma escada em espiral toda de madeira velha, assim como tudo no interior do Café que, também, encontrava-se ao fim de uma rua, entre dois prédios em um beco sem saída.
Observou o tampo da mesa onde estava, tinha pequenas fissuras e três pares de números, uma data em especial. Escrita ali com um prego enferrujado, ela lembrou ao passar os dedos sobre a gravura.

Sem que notasse segurava o aparelho celular na mão esquerda visualizando de tempo em tempo sua caixa de mensagens ou correio de voz, vazios. Entortou os lábios em uma careta, pousando o objecto de fundo prata na mesa, não tinha necessidade de tanta ansiedade, talvez fosse só mais um encontro comum, como muitos outros. Mas ao telefone ele parecia mais nervoso que o normal., ponderou mentalmente e apertou a ponte do nariz, expirando. Calma, (S/n)., mandava a si mesma.

“Onde você está?” Enviou antes que meditasse sobre aquela atitude quase que infantil de sua parte e virou-se para chamar um dos serventes do Café para atendê-la.

Harry passava apressado por entre as pessoas no movimentado centro londrino, a todo momento embatendo — sem querer — contra algum outro também apressado e, impaciente.
Neste instante mesmo, pedira desculpas a um casal quando checou-se com eles derrubando suas sacolas — sem querer. Ainda sim, parou para ajudar a recolhe-las, mesmo que de forma desajeitada.
Conferiu os bolsos logo após ao pequeno acidente e respirou aliviado ao constatar que o objecto ao qual tanto zelava ainda encontrava-se em suas posses. Bufou. Tinha demorado mais do que o previsto no estúdio e para completar seu atraso não tinha seu tamanho de anel na joalheria.
Sentiu algumas fracas gotas d’água cair em seu ombro, e olhou para o mesmo já pensando ser cocô de pomba ou qualquer ave sacana, mas reparou que o tempo estava fechando mesmo, sem qualquer aviso prévio. Reparou que boa parte das ruas agora já estavam tomadas por guarda-chuvas pretos e que agora mais do nunca as pessoas corriam umas contras as outras, algumas entrando nas souvenirs e lojas mais próximas para se abrigarem. Daí o motivo de Londres ter tantos cafés e afins.

Estava um pouco molhado quando entrou no Café escondido entre dois prédios com fachada de tijolos rústicos e laranjas, embora seu interior fosse inteiramente em madeira e por ser tão escondido, não estava tão lotado, perfeito!. Secou os pés apressado no capacho de entrada do lugar e caminhou até a mesa no final do estabelecimento, estancando a meio caminho ao ver que a mesma encontrava-se vazia. Buscou por outras mesas, pensando que talvez aquela estivesse ocupada e ela teria se sentado em outra, mas nem sinal da pessoa a quem procurava.

— Olá, em que posso ajudá-lo? — Bem na hora!, pensou quando um dos serventes do local o abordou ao vê-lo parado a meio caminho. Rapidamente, Harry descreveu a pessoa a quem procurava dizendo cada por menor desta ao atendendo. — Sim, senhor, ela saiu ainda agora… — mau fechara a boca e Harry já se encontrava fora do lugar aconchegante e que possuía o mesmo cheiro das roupas de (S/n).

Corria por entre os guarda-chuvas pretos e as caras trancadas, procurando por um guarda-chuva verde de bolinhas brancas. Missão impossível, O retorno., pensou rindo de sua própria estupidez enquanto seguia para o prédio de (S/n) o único lugar em que ela poderia estar indo.
Já tinha percorrido meio centro, esbarrando em quase todos no caminho quando a avistou: primeiro o guarda-chuva, depois os cabelos que voavam em seu rosto e depois as faces avermelhadas e quase tão mal-encaradas quanto a da população geral. Batia o pé de forma ritmada enquanto esperava o sinal fechar para os carros e abrir para os passantes.

Idiota! Idiota!, praguejou a jovem-moça enquanto esperava o sinal fechar, o que ele acha? Que eu tenho o tempo todo do mundo?, discutia consigo mesma mentalmente quando sentiu-se ser empurrada pela multidão, seu aviso de que já poderia começar a andar.

— (S/n)! — Ouviu alguém a chamar e parou a meio da faixa de pedestres, buscando pelo dono da voz. Da qual conhecida todos os tons. O mesmo veio em um misto de correr e andar na sua direção, os cachos chocolates de Harry grudavam-lhe na cara. — Desculpa, eu me atrasei. — Pediu parando sob a garota nem fora nem dentro do seu guarda-chuva. Tinha os lábios trêmulos.

— Podia pelo menos ter me respondido, qualquer uma das mensagens. — Redarguiu enérgica a jovem fitando-o visivelmente chateada. — Eu achei que fosse alguma coisa importante. Fiquei preocupada, pensei… — Sua voz foi morrendo a meio caminho enquanto Harry a fitava num misto de culpa e diversão. — Caralho, Styles, eu achei que você fosse terminar comigo! — Cuspiu sentindo os olhos marejar. Merda de TPM. — Esquece, eu estou de TPM e você já sabe qualquer coisinha, eu choro. — Falou enxugando os olhos.

Harry olhou ao redor, tentando não rir, o sinal já tinha aberto, mas pela primeira vez todos estavam parados olhando a cena. O moreno fitou a placa no topo do poste, já tinha estado ali antes. Sorriu e voltou a encarar (S/n) que agora olhava-o apreensiva.

— Mas eu ia mesmo terminar com você… — Falou e a expressão de choque e dor no rosto da moça quase o fez dar para trás nos seus planos. — Vou terminar com você na função de namorado — ajoelhou-se no asfaltou molhado vendo a moça engolir em seco. — Terminar com você na função de parceiro, mas só para que eu posso assumir outro papel ao seu lado… — Falou buscando no bolso de sua jaqueta a caixinha de veludo vermelha com um anel simples em ouro branco de noivado, só porque sabia que (S/n) odiava chamar atenção. — O papel de esposo, de poder acordar e dormir ao seu lado. Não só nos fins de semana e tempos vagos, como tem sido nos últimos sete anos, e sim todos os dias do resto de nossas vidas… Srta. (S/s) você aceita agregar meu sobrenome ao seu e manchar sua pontualidade implacável com meus atrasos impecáveis? — Perguntou com um meio sorriso enquanto as pessoas ao redor gritavam em coro para que a moça aceitasse.

— É pra responder agora? — Perguntou a jovem enxugando as lágrimas.

— E que seja um “sim” , por favor! — Gritou alguém de fundo fazendo todos rirem.

— Sim, eu aceito manchar até meu sangue com seu atraso impecável. — Respondeu sorrindo a moça sendo suspensa do chão pelo rapaz que a beijou (nada) casto, sob os aplausos do pequeno público.

Agora eu sei qual é o melhor cheiro do mundo, o dele. Só perdendo para a comida da vovó.

Feito por: expelled-from-paradise

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#4. SURVIVORS. [Especial: Revival]


Seria errado eu colocar sobre ele toda a culpa. Eu me ausentei para me reestruturar, e as pessoas o culparam de algo que ele nunca tinha feito. Depois de quase esses dois meses, as pessoas ainda nos olhavam como o ‘casalzinho esquisito’, ok foda-se eles. Eu não iria chorar, eles não me fariam chorar.

Nós estávamos num parquinho com minha irmã, e Harry estava deitado ao meu lado com a cabeça apoiada nos braços e de olhos fechados, eu podia contemplar seu melhor estado de espírito. Ele andava mais calmo e pelo menos na minha presença ele ignorava os olhares dos outros. Oh Deus, eu o amo tanto. Passei minha mão em seus cabelos e ele sorriu, dei um beijinho em seus lábios antes de me levantar e ir buscar algo para comermos. Ele era simplesmente a melhor pessoa do mundo, e saber que as pessoas o tinham culpado de um problema meu e que não tinha completamente nada haver com ele era doloroso demais. As pessoas achavam que ele tinha me maltratado psicologicamente, que meu estado mental totalmente bagunçado era culpa dele, por Deus não, ele tinha sido tudo de bom na minha vida. Durante noites naquela clínica eu chorei, chorei porque não me diziam nada sobre ele, chorei com a possibilidade dele estar fazendo amor com outras, de estar pensando em outras pessoas e o pior de tudo, eu morria de medo dele me culpar por tê-lo abandonado e jogar na minha cara que eu tinha o forçado a ficar com outra, mas não, agora olhando ele sorrindo enquanto faz cócegas na pequena menina em seus braços me faz ter ódio. Ódio de mim mesma que me permiti pensar essas bobagens sobre ele, que o fiz passar por tudo isso, mas acima de tudo, tenho raiva das pessoas que o maltrataram por um motivo trouxa. Nós nos tornamos sobreviventes. Sobreviventes do selvagem. Ele me deu forças para me reconstruir a partir de um passado conturbado e de um coração confuso, eu sempre soube que as feridas mais profundas custariam o dobro de tempo e força de vontade para se curar, mas eu percebi, naquela clinica olhando para o canteiro de rosas vermelhas, que o que era meu se tornara absolutamente nosso. Ninguém poderia me amar mais que aquele homem, o meu menino. Ele era a minha vida, a minha maior base e eu poderia afirmar, que se eu perdesse ele em algum momento, seria como se tirasse todo o oxigênio de meus pulmões, porque ele era o meu oxigênio – com todo o clichê do mundo.  Céus, o amor me fez patética.

– Amor – Harry chamou baixinho, enquanto estávamos no carro de volta para casa.

– Sim.

– Você está bem? Digo, ficou quietinha hoje – murmurou, apesar de seus olhos estarem sobre a estrada a sua frente, eles prestavam atenção em cada movimento meu. – Ficou me olhando de uma jeito melancólico, eu não sei.

– Eu estou bem – sorri sincero pra ele, e coloquei a mão em sua perna. Seus membros ficaram tensos e eu ri, deixando-o confuso – Eu senti saudades, apenas.

– Amor – sussurrou em meu ouvido, me segurando pela cintura enquanto eu apagava a luz do quarto. – Você não quer me dizer o que estava pensando hoje cedo?

– É bobagem – disse baixinho e o empurrei para fora, caminhando até meu quarto – Eu só penso bobagens.

– Você estava pensando neles, não é? – disse baixinho e me puxou para deitar-se com ele. Suas mãos em meu cabelo, e sua respiração sobre meu rosto. Nunca me senti mais viva.

– Na verdade, sim – disse baixinho e ele suspirou. – Eu estava pensando como eles foram malvados com você. Em todo o momento, você foi a minha maior força. Você me reconstruiu com um coração quebrado e uma cabeça fora de orbita, você colocou cada tijolinho em seu lugar, e embora eu desabasse diversas vezes, você os reerguia dos escombros. – meus olhos eram marejados, mas em meu peito algo desinflamava. – Eu fui uma boba por achar coisas bobas a seu respeito, achei que nunca foi me visitar porque estava com outra e quando eu vi o que eu fiz contigo..

– Você não fez nada – ele disse baixinho e em sua voz o choro sobressaia.

– Eu te joguei aos leões porque tive medo de te destruir com minhas paranoias – disse baixinho e coloquei minha mão em seu peito – Fiz um machucado aqui, e quando eu voltei vi que causei um caos em você. Então, você se mostrou mais que o meu antigo namorado

– S/N – ele disse baixinho e beijou meus lábios quando viu que eu iria ignora-lo e continuar falando. Seus lábios eram calmos e aconchegantes – Nós vamos pegar tudo que é nosso.

– Somos sobreviventes, Harry – sussurrei contra seus lábios –Sobreviventes do selvagem.

– Eu amo você – resmungou sobre meus lábios e colocou seu rosto sobre meu pescoço. – Eu só amo você, nada mais. Amo você.

– Quando eu estava na clinica – disse baixinho, e me levantei com a luz do abajur, peguei um caderninho e o coloquei sobre seu colo. – Eu escrevia sobre você, escrevia sobre nós.

Harry pegou o caderno e o abriu, seus olhos eram marejados enquanto ele lia os dizeres sobre aquela tal dia. Quando terminou de ler, ele fechou o pequeno caderninho e colocou de volta no criado mudo e sorriu, sorriu para mim. Era um sorriso para mim, era o meu sorriso. Oh. Seus braços entrelaçaram-se em minha cintura e encostou sua testa sobre a mim, deu um beijo em meu nariz e sorriu novamente.

Você. – disse baixinho, com seus dedos através de minha blusa velha, tocando minhas costas – Eu quero ser seu, apenas seu. Para sempre seu. Eu preciso tanto de você. Nunca houve um ‘elas’, nunca houve ‘outras’, nunca houve nada além de eu e você.

– Amor.

– Oi.

– Você é tão bom – disse baixinho, com algumas lágrimas sobre minhas bochechas. – O mundo não te merece, Harry.

/manu

  • Espero que gostem 

Ele estava sempre lá .No canto mais caro da boate , com seu copo de bebida em mãos balançando-o de lá pra cá .Ao seu lado uma das melhores garotas dali , não ficava simplesmente com qualquer uma .A cada noite ele escolhia a melhor de todas , e pagava caro por horas extras , de diversão e prazer .

Não parecia nem de longe um cara normal , e sim um cara de um milhão de dólares .Seus modestos carros esportivos e suas gastanças deixavam claro que , o dinheiro não era problema , e nem nunca seria .

Ele não passava despercebido .Na boate , boa parte do homens o olhava com certo desejo de possuir aquilo que para ele ,  parecia ser seu mundo .Possuir sua beleza e seu dinheiro , era isso que os olhares diziam e ninguém diria ao contrário , porque é verdade. As mulheres o desejavam como o diabo desejava a alma de um ser humano .Todas queriam uma noite com o senhor todo poderoso , não só ter o prazer de dizer já dormiram com ele , mais com o dinheiro alto que receberiam  por uma noite ao seu lado .

De todas as Strippers e acompanhantes ali , eu era a única que não demonstrava amores pelo famoso Harry styles , as meninas me achavam louca , que como alguém não teria o desejo por ele .Oque na verdade eu nunca iria admitir em voz alta , era que sim , eu já tinha tido uma noite ao seu lado , mais não diria isso a ninguém  por simplesmente  dizer , e ainda mais quando tinha dado tudo errado , não iria mentir dizendo que foi ótimo ou coisa do tipo ,então é mais fácil apenas ocultar.

Na verdade algo muito estranho aconteceu há alguns meses entre nós .Uma  noite , eu era a  única garota que não tinha um cliente , estava jogando conversa fiada com o cara do bar , uma das meninas veio me falar que ele estava ali , e queria a minha companhia naquela noite , e como o patrão baba ovo por ele , tinha dito que estava livre e que se quisesse poderia me ter .Ele tinha sido agradável a noite toda , bebemos alguma bebida cara que ele tinha pedido .Quando finalmente a parte em que eu teria que satisfazer-lo tinha chegado.

Fomos pro melhor quarto da boate , o mais estranho aconteceu quando chegamos lá.Eu já tinha feito isso milhares de vezes , sabia identificar sexo do propriamente dito  ”fazer amor”.E aquilo não era sexo , era algo mais .Harry tinha sido tão carinhoso e paciente , do começo ao fim.No final da noite tínhamos ficado deitados na cama , conversando sobre coisas aleatórias , quando ele começou a desabafar sua vida , e por fim eu tinha contado como tinha ido parar ali .

Então a coisa mais louca de todas tinha acontecido .Harry tinha me pedido pra ir embora com ele , não só por uma noite , mais viver com ele .Ele não me conhecia , eu não conhecia ele , como isso estava acontecendo ,eu tinha obviamente dito não , minha vida já era uma loucura ,e um louco desses me diz uma coisa dessas.

E na real o que tinha acontecido , era que desde daquele dia , não tínhamos mais nos falado , e constantemente  me olhava com um jeito arrogante como me olhava , parecia sempre querer me diminuir e na frente dos outros , eu sinto que constantemente se não tomar cuidado , ele vai me humilhar na frente de todos , por ser oque a vida me permitiu ser , uma acompanhante.Que não merecia nada além o desprezo  , por alguém que praticamente vendia o corpo pra sobreviver , mais eu não tive muita escolha , a não ser que eu deixasse eu e meu irmão passar fome , e eu preferia ser olhada mil vezes como vadia ou algo assim , do que deixar meu pequeno irmãozinho passar fome .

Nossa mãe é uma drogada , e o dinheiro que ganho na boate é a nossa única renda , então eu tinha um menininho pra cuidar , e não deixar que o faltasse nada , e que nunca precisasse fazer algum trabalho sujo , na tentativa de uma vida melhor , nunca .

Hoje era um grande dia na boate , o dia que tem shows é o dia que mais lota , ou seja , tudo precisa estar perfeito pra que o dinheiro seja grande .Eu faria um número com as meninas , e logo depois vinha o show principal , onde só as meninas que tem a maioria dos clientes fazem .

Despertei dos pensamentos com alguém me cutucando , era Tara , ela que cuidava de mim e as meninas , não necessariamente cuidar no sentido literal , mais ela que organiza as coisas e nos instruía .

-Vamos S\n , o show já vai começar , ja terminou de se arrumar ?!

-Sim , só preciso de um batom vermelho .

Tara puxou do bolso e me estendeu um batom vermelho cor sangue e peguei .

-As meninas estão prontas ?

-Sim , vamos logo que não tenho tempo pra conversar , e não esquece que temos o leilão hoje .

-Como esquecer esse dia tão especial .

Disse com sarcasmo e saí do pequeno quarto que usávamos pra nos arrumar .A roupa que estava usando era tão pequena , que o pequeno short que mais parecia uma calcinha , que eu andava ia subindo e deixando a polpa da minha bunda mais descoberta o possível .

O leilão era algo que acontecia pelo menos uma vez por mês , era onde algumas das meninas que faziam os shows , tanto do de abertura quanto o principal , eram escolhidas  para que os clientes pudessem pagar por uma noite inteira com elas , com direito a tudo que pudesse e quisesse , não que nas outras noites não pudessem fazer o mesmo que hoje . Mais era mais legal a competitividade por uma mulher , e pagar por ela e a possuir era muito melhor na frente de todos .O sorriso de como se tivessem comprado uma mercadoria era nojento , eles me davam nojo .

Arrumei o pequeno pedaço de pano que usava , respirei fundo e entrei no palco.O show ia bem , como todas as vezes desde que tinha participado , mais um breve olhar na platéia me fez perder os sentidos .Ele estava lá , com seu copo de bebida , estava me encarando .Mesmo que eu não pudesse o olhar , eu sentia seu olhar grudado em mim .Me  mexia sensual , desci até o chão jogando o cabelo pra frente e logo levantando o jogando de volta pra trás , abaixei até o chão no mesmo instante e fiz uma cara que eu julgava sexy , pois quando fazia isso os homens me olhavam com se fosse um pedaço de carne que desejavam comer .

Me permiti um olhar na direção dele , e quando o fiz ,  ele passou a língua na boca , e ajeitou os cabelos em um bagunçado que ficava arrumado , irônico , mais era verdade .

Percebi que havia ficado alguns segundo o olhando , que quando olhei de volta pras meninas , percebi que o show tinha terminado .Voltei pro pequeno quarto pra me recuperar , a noite só tinha começado , ainda teria que rodar pelo salão atrás de clientes .Troquei a roupa do show por outra mais confortável e que escondia mais um pouco ,  mais ainda sim tinha pouco pano.

Sentei no sofá por alguns segundos pra me recuperar , tomei um copo de água e segui pro salão .Estava um pouco mais cheio desde a última vez que vi , andei até bar e pedi algo pra beber .Alguém se sentou ao meu lado em uma das banquetas  , o cheiro de perfume caro invadiu o lugar , era ele , e eu nem precisava me virar pra saber o que eu já imaginava .

Minha bebida chegou e virei tudo de uma vez .

-Deveria tomar mais cuidado , não sabem quantos homens nessa boate te desejam , ficar bêbada por ai seria um convite para suas necessidades .

Finalmente me virei o encarando , ele estava mais gostoso do oque era naturalmente, seu habitual terno tinha dado lugar a uma camisa social branca aberta alguns botões , sua boca rosada estava molhada com alguma bebida , não ia negar que estava mais sexy que nas outras noites .

Pedi outra bebida assim que percebi que tinha ficado alguns segundos o encarando .

-E se eu estiver disposta a acabar com suas necessidades ?

Falei o provocando e dei um gole na minha bebida .

-Então eu terei que entrar na fila , e provavelmente teria que furar a fila , porque não consigo imaginar ninguém mais te tocando além de mim .

-E quem você acha que é pra achar que pode interferir no meu trabalho , ou até mesmo me possuir.

-Eu não mencionei te possuir , mais basta me pedir e  eu o faria com prazer .

Sorriu com deboche e não aguentei , quem ele pensava que era , me levantei da cadeira pronta pra dar uma resposta , mais tara apareceu .

-Esta tudo bem aqui S\n ? Harry !

-Tara , não se preocupe , estávamos tendo uma ótima conversa , não é S\n ?!

-Sim ?!

Tara olhou no relógio e logo me olhou ignorando oque tinha acontecido .

-Está na hora do leilão , porque não vai se aprontar e nos encontramos S\n ?!

Enquanto andava de volta pro palco , senti seu olhar me seguindo , respirei fundo afim de não tropeçar ou coisa parecida.Alguns minutos depois , Tara entrou e nos levou pro palco.Ela anunciou nossos nomes e foi assim , perguntou quanto davam por cada menina , até que só restasse uma no palco , eu.Andei até o meio do palco e os lances continuavam , comecei a evitar os olhares em minha direção e olhar pro teto , era estranho , mais isso me ajudava no nervosismo .

Os lances continuavam baixos , primeiro alguém deu um lance de 200 reais , e foi aumentando , chegou a uns 800 e logo um homem que aparentava ter no mínimo uns 25 anos no máximo , forte e loiro se levantou de sua cadeira e deu um lance de 1 mil reais , tara começou a contar pra fechar os lances , quando Harry se levantou e gritou algo como “Dou 1500”  .Recomeçou a contagem quando o loiro aumentou o lance pra 2000 , Harry não deixou barato e disse 3000 fazendo o loiro desistir , a contagem tinha se encerrado .Desci do palco indo até Harry que estava sério .

-Porque fez isso Harry , 3000 reais ? sério ?

-Eu disse que ninguém ia te tocar além de mim .

-E eu disse que você não tem nada a ver comigo , você não me possui ou algo do tipo .

Percebi que todos a nossa volta estavam loucos prestando atenção na conversa , encolhi os braços ao meu redor .Harry deu um último gole na sua bebida e me arrastou pro corredor onde onde ficavam os quartos.Entramos justamente naquele que tínhamos passado a noite .

-Lembra da vez que estivemos aqui ?! você colocou meu mundo de cabeça pra baixo , mais do que já estava , mais foi de um jeito bom .

Permaneci calada enquanto ele andava de um lado pro outro enquanto estava sentada na beirada da cama.

-Tinha sido loucura , eu sei , mais eu te pedi pra ir embora comigo começar uma vida ao meu lado , se soubesse o quanto fiquei apaixonada pela seu jeito , e desde aquela noite eu senti que era você , era alguém como você que estava esperando a minha vida toda ,alguém doce e apesar de tudo tinha uma certa inocência no olhar ,alguém que lutava pelo irmãozinho , era você .

-Harry , eu .

Ele levantou o dedo me pedindo pra lhe escutar .

-De todas as garotas nessa boate , eu sempre quis você S\n , era torturante te olhar com aqueles homens , mais então eu finalmente consegui sua companhia , você é fascinante sem  saber , merece muito mais que isso .

Não , ele não estava se declarando pra mim , não era possível que eu tinha dispensado Harry , o evitado , nunca pensaria que pudesse dizer tais coisas que estão saindo de sua boca , não era o mesmo cara arrogante que parecia ser o dono do mundo .

-Não consigo esquecer aquela noite , onde não fizemos sexo , e espero que tenha sido mais pra você do que foi pra mim ,eu posso ser chamado de louco ou de qualquer coisa ,eu acabei de gastar uma fortuna e 

O cortei com um beijo , suas mãos foram nas minhas costas me trazendo mais pra si , se eu morresse e fosse pro céu seria mais ou menos como esse beijo .Partimos o beijo e colamos nossas testas , tentando recuperar a respiração .

-Eu só vou perguntar mais uma vez , eu juro que fico louco se dizer não .

Me olhou nos olhos e jurei que podia enxergar além de mim .

-Aceita ir embora desse lugar comigo ?!começar de novo .

-E-eu não posso Harry , meu irmãozinho ele 

-Ele vem junto , eu só quero cuidar de vocês , me deixa fazer isso .

O encarei mais alguns segundos pra ver se era pegadinha , mais não encontrei nada , ele realmente falava sério.E quer saber ? eu merecia isso , ou pelo menos achava que merecia , eu gostava dele e o sentimento era mútuo , Harry queria cuidar de mim e do meu irmãozinho , e eu confiava nele .

-S-sim .

One Shot Cute com Harry Styles

Era uma tarde de verão em Londres, mesmo não parecendo por conta da forte chuva que caia sobre a cidade. Eu estava na casa da minha melhor amiga, Katarine, conversando sobre diversos assuntos:
- Ultimamente Harry tem sido bem grosso comigo!
-Iiih amiga, se livra… A última vez que um cara fez isso comigo, ele estava me traindo. E ele nem fazia parte da maior boyband da atualidade. - Coloquei a mão na boca por causa da enorme vontade de vomitar que me deu. - Aconteceu algo, (S/N)?
Corri para o banheiro e as únicas coisas que eu fiz foi agachar e levantar a tampa do vaso. E ali fiquei por uns 30 minutos até a Katarine voltar da farmácia com 2 testes de gravidez de diferentes marcas:
- Faz um agora e um daqui uns 20 minutos.
Encostei a porta do banheiro e encarei aquele palitinho, rezei algumas vezes para dar negativo.
- Dois pauzinhos significa o que?
- Você ta grávida. - Nós olhávamos uma para outra sem reação.
Eu ficava andando de um lado para o outro sem saber o que fazer, minha amiga, que estava no sofá, roia as unhas de nervoso:
- Olha, (S/N), o Harry vai amar o filho ou filha de vocês, afinal você não fez com o dedo.
- Ele não vai querer! Ele ta no auge do sucesso dele, jamais assumiria um filho agora.
Peguei o segundo teste, antes mesmo de dar 20 minutos, entrei no banheiro e repeti o que tinha que fazer.
- Isso não deve estar acontecendo comigo. - Saio do banheiro com o segundo teste em mãos e os dois pauzinhos revelando que estaria grávida. - Acho que tenho que ligar para o Harry…
Tentei parecer normal ao telefone, mas eu não sabia qual seria a reação dele.
-Harry, precisamos conversar, mas não pode ser por telefone. Tem como você ir até a minha casa?
Harry aceitou ir alegando que também precisava falar algo. Em poucos minutos eu estava em casa, tentando achar a melhor forma de dizer para um garoto de 20 anos, no auge da sua carreira, que ele teria um filho ou filha.
A campainha soou e eu estremeci. Lá estava o homem no qual eu namoro por oito meses, que tem uma banda conhecida mundialmente e que por suas fãs sou excomungada. 
- Fale você primeiro, Haz. - Ele esperou um pouco, andou pela sala.
- Vou falar rápido, não acho que esteja sendo bom para nós estarmos juntos… - Harry olhou no meu rosto e algumas lágrimas caiam. - Olha não fica triste… - Naquele momento eu pensei em não contar a ele sobre nosso filho ou filha, mas eu não tomaria a “culpa” sozinha.
- Eu não estou triste por terminarmos. O problema desse termino é que eu estou grávida.

*

Faziam pouco mais de duas semanas que eu havia dito para Harry que estava grávida, desde então eu não tive nenhuma noticia, a não ser pelos sites de fofoca que sempre comentavam algo.
Eu terminei de arrumar minhas malas para viajar para Montreal, coloquei a última blusa na mala e fechei o zíper. Eu coloquei todas as malas dentro do carro e voltei para fechar as portas e janelas. Peguei minha bolsa e o celular, mas quando fui fechar a porta da frente, eu fui interrompida:
- Aonde você vai?
- Você não precisa saber, não estamos namorando mais.
- Mas você tem um filho meu.
- Você não deu noticias por duas semanas. - Falo em tom alto.
- Eu precisava pensar. - Harry coloca a mão nos cabelos e roda em torno de si. - (S/N) eu quero fazer parte da vida do…
- DoS nossoS filhoS… São dois meninos.
- Podemos conversar lá dentro? - Harry olha em volta para ver se não tem nenhuma pessoa tirando fotos. Nós entramos. - Como assim dois?
- Dois, gêmeos… - Harry sentou no sofá. - Harry se você não quiser não precisa… Eu não quero forçar você a nada…
- É muito difícil para mim. - Harry se levantou do sofá e parou na minha frente, fazendo com que eu olhasse para cima, já que ele era mais alto que eu. - Eu conversei com meus amigos e com a minha mãe. Todos eles falaram para eu responder as minhas responsabilidades, menos minha mãe.

*Flashback Harry on*
- O que eu faço agora, mãe? Minha carreira está por um fio. - Estava eu sentado em um lado e minha mãe do outro do sofá.
- Vai atrás dessa menina. Ela foi à única namorada que me chamou na casa dela para um almoço, as outras pediram um almoço meu. Ela foi quem ficou mais tempo longe de você por causa da tour, mesmo assim se manteve fiel. Vocês não precisam voltar a namorar, filho, mas como sua mãe tenho que falar que você vai procurá-la e Dr. apoio para o seu filho. A pior coisa é ser mãe solteira tão jovem, Harry. Pensa bem filho.
*Flashback Harry off*

- Depois que ela me falou isso, eu percebi que você precisa de mim, mesmo que você não queira admitir. E tudo bem, eu admito, preciso de você também. 
- Não acho que seja boa ideia ficarmos junto de novo.
- Mas e o nossos filhos?
- Manterão contato. - Harry chegou mais próximo de mim.
- Por favor, (S/N), vamos ficar juntos… Prometo ser um bom pai e bom namorado…
Eu olhei para minhas volta, nada jogado, me lembro da viagem.
- Não posso… Eu vou viajar e vou ficar um tempo fora.
- Vou com você. - Eu neguei.
- Você tem shows.
- Venha comigo para eles. - Cada frase que ele falava, chegava mais perto.
- Eu não quero depender de você.
- Não vai. Trabalha junto com a Lou, fazendo as maquiagens e os cabelos. - Eu queria aceitar, mas não seria bom. 
- Não, Haz. - Merda, eu só falava Haz quando estávamos juntos. - hm… Harry, eu vou viajar.
- Vou com você, como pai dos nossos filhos, para decidirmos os nomes e essas coisas.
- Acho melhor não.
- Mas eu vou. Vamos, se não perderemos o vôo.

~Viih~ Espero que gostem Xoxo ~