鞍生人—くらうど—

- Neden buldun beni?
- Bilmem.
- Niye öptün?
- Bilmiyorum.
- Ben tanıdığın o kız değilim artık.
- Olabilir.
- Geçmiş geçmişte kaldı İsmet. Neler yaşadığımı ikimiz de iyi biliyoruz.
- Biliyorum.
- Bunca yıl sonra benden ne istiyorsun o zaman, birlikte olmamızı mı?
- Hayır.
- Nasıl yani? Ne istediğini bilmiyor musun?
- Biliyorum.
- Konuşsana o zaman!
- Ben konuşmayı beceremiyorum.
- Nasıl yani, konuşmadan mı anlaşacağız?
- Amcana olanlardan sonra ikimiz de yeni bir hayat kurduk. Unutacaktık birbirimizi, ne değişti onca zaman sonra?
- Ben hiçbir şeyi unutmadım, hep sevdim seni.
- Bunca yıl sonra niye çıktın karşıma o zaman?
- Hayatım boyunca o kadar çok ceset gördüm ki. Biliyor musun insanlar ölünce, yüzlerindeki ifadeleri siliniyor, hepsi birbirine benziyorlar. Son bir kez görmek istedim seni, öldüğünde sen olmayacaksın.
- Ben eski Nazlı değilim. Evet belki ceset değilim ama, öldüm ben İsmet, öldüm!
- Benim için hep aynı Nazlı’sın biliyor musun, benim için hiçbir şey değişmedi.
- Ben sana bakınca İsmet'i görmüyorum.
- Eskisi gibi saçlarımı kazıtsam, eski ben olsam da mı olmaz?
- Olmaz. Gözlerine ne zaman baksam, amcanı hatırlıyorum.
- Gözlerime bakman gerekmez, yanımda olsan yeter.
- Lütfen bir daha çıkma karşıma.
- Siktir git!

tou s’est effondré;  for a boy who only knows hell.

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“Desabafo (2)

Tenho a cabeça na almofada, a luz apagada, o silêncio ligado entre a aparelhagem citadina. É a esta hora que os fantasmas acordam, não é? É a esta hora que eles se soltam dos espaços onde se escondiam para nos atormentar, não é? É a esta hora que bate aquela saudade, não é? Deve ser, porque sinto a cabeça a girar. Dever ser, porque o sono não me adormece e teimo em repetir filmes que já estão gastos de tanto uso. Gostava de estalar os dedos e o mundo parar por instantes. Ter um tempo para mim, onde pudesse gritar, espernear, pontapear violentamente o ar e tudo à minha volta, esmurrar a almofada, gritar novamente “estúpido, estúpido, estúpido”, largar a raiva, os medos, as perguntas idiotas “podia ter feito mais?”; “porquê?”; e o medo de mão dada com os fantasmas, porque talvez tivesse sido a minha última hipótese de felicidade, porque não se sabe se será assim para sempre, se temos a tristeza e a desilusão a funcionarem num ciclo, e por mais que transformemos os desgostos e as desilusões em poesia, chega um dia em que nos cansamos, olhamo-nos ao espelho e sentimo-nos gastos, como um fantoche velho, atirado para o chão; e ninguém nunca nos vai querer; ninguém nunca vai quebrar este ciclo e a tristeza continuará a vir sempre depois, a ir e vir, como o inverno, ou outra estação qualquer. E talvez haja beleza no meio da destruição, talvez seja a tristeza um motivo para a construção, a criação de algo belo: a melhor arte nasce dos corações magoados. E, sabes, se não morreste de todas as outras vezes, de todas as outras dores, de todos os outros prantos e lamentos, hoje também não vais morrer. Uma coisa boa da vida é que ela avança. Vai-nos empurrando para a frente. E, quando olhamos para trás, para todas as marcas na estrada que temos percorrido, percebemos que são apenas isso: marcas. Nada mais. A vida avança e ninguém tem o direito de te fazer parar. Ninguém que te faça pensar dessa forma te merece. Não devemos construir a felicidade debaixo de telhados alheios; devemos ser felizes por conta própria. Cada qual com o seu telhado, no seu espaço. Porque quando dependemos de alguém para sermos felizes, algo está mal. E não podemos atirar sempre as culpas para cima do amor. Ele não pode ser sempre o bode expiatório. E talvez não seja assim tão difícil sermos felizes por nossa conta. Talvez a poesia também possa nascer de corações felizes. Talvez a lição número um seja simples, uma fórmula gasta, um cliché, sei lá: ama-te primeiro. E depois: lembra-te da lição número um quando amares alguém. Talvez não valha a pena deixar algo tão importante, como a nossa felicidade, em mãos alheias. E depois? Depois o amor - sim, o amor - há-de efectivamente chegar. Alguém há-de aparecer para te fazer esquecer tudo o que te trouxe até aqui. E na verdade talvez não esqueças, mas deixarás de viver consumido por isso. A vida avança. Deixa-a avançar. Caça os fantasmas todos: guarda-os numa caixa, e atira-a para longe. E sê feliz: é a melhor vingança, o melhor remédio. 

PedRodrigues”