軽風

4

“Who’s ‘Madre’? You have, like, six voicemails from them.”
“Don’t go through my phone.”
“Jeez, don’t get so touchy. I just wanted to play Pokémon Go. My friend told me there was a Blastoise down at the shipyard.”
“Seriously? And you didn’t tell me until now?

«È meglio che ti accontenti di quello che hai.»
«Tu accontentati. Io mi prendo tutto quello che posso.»
«E cos'è che puoi prenderti?»
«Il mondo, chico. E tutto quello che c'è dentro.»
—  Scarface
The beast is loose || Sunny and ?

Era quase de manhã, Sunny havia tido pesadelos durante a noite toda e seus olhos já insistiam em ficar abertos, devido ao medo e adrenalina que sentia ao fechá-los. Por mais que não quisesse aceitar, ela sabia que tudo aquilo era o modo como a fera dentro de si, pedia para ser liberta. Fazia cerca de uma semana que a pequena menina conseguia manter o controle e não seria agora que iria ceder ao bicho, pelo menos faria de tudo para evitar aquilo. Ela ergueu-se do travesseiro e notou-o encharcado de suor, foi então que passou as mãos pelo rosto, pescoço e depois encarou o pijama que vestia - uma camiseta cinza de seu pai, que cobria até metade de suas coxas - , tudo estava molhado com seu suor. Sentiu uma forte dor na cabeça, a qual levou as mãos na intenção de amortecer aquele tormento, e apertou os olhos seguidas vezes, tentando livrar-se daquilo. Tudo falhadamente. Por mais que esforçava-se, a loira conseguia sentir a fera gritando para sair, sentia cada músculo de seu corpo desfazendo-se lentamente e seu coração quase saltando de seu peito. Ela podia sentir a transformação. A pequena menina levantou-se da cama rapidamente e aprontou-se em sair do dormitório. Precisava ir para um lugar afastado do campus e que suportaria tamanha ferocidade. Ela podia sentir o silêncio que vagava por todos os corredores, sendo desfeito com todo seu desespero e passos ligeiros que a levava para fora dali. Correu o mais distante que conseguiu, acreditando que ali não teria ninguém e que seria seguro o suficiente para a fera não estragar tudo. Mas a garotinha de fios tão claros, estava enganada. Com os sentidos já aguçados, por conta da transformação, ela escutou a respiração de algum outro ser presente. Com isso, a menina entrou em pânico e não conseguiu conter as lágrimas de desespero “V-VOCÊ TEM QUE… Q-QUE SAIR DAQUI!” gritou o mais alto que sua garganta permitia “P-por favor, v-volte pra lá!” pedia em prantos, abraçando o próprio corpo, enquanto era tomada pela dor e caçoada pela fera que a cada segundo estava mais próxima de ser liberta.