猫缶レイプ!野獣と化したぱんにゃ

l., desculpa por ter te deixado passar.
eu sei que não demonstrei o bastante e eu sinto muito. não queria acabar tão assim como acabou e saiba que se ainda escrevo sobre você é porque ainda te sinto. e mesmo que eu não tenha sido tão boa quanto você merecia eu ainda vou guardar o amor que sinto por você pois foi uma das coisas mais doces que já senti.
[te guardo no peito junto com todas as outras coisas boas que já passaram por mim]

Me disseram que você tinha que ir.
E como disseram que você tinha que ir… Vezes e vezes me alertaram, gritaram, buscavam me clarear que chegou o momento de você ir. Faziam comparativos do antes com o agora, me ressaltavam estados de tristeza que vivia por estar junto a ti e já me diziam sobre merecer algo melhor. Que engraçado… Porque tristeza me dava ao imaginar que eles poderiam estar certos. Relutei em tentar enxergar. Não acreditava que alguém, além de mim, poderia compreender bem seus estados e confusões. Afinal, o que acontecia entre nossos peitos sempre foi nosso. Com detalhes nossos. Com enfeites nossos. E sabores puramente nossos… É, não poderia crer que alguém, além de nós dois, entenderia um pouco de tudo por aqui. Então, que nossa promessa continuasse a ser cumprida, que as nossas mãos jamais se abandonassem, e assim, que o nosso combinado continuasse vencendo… Resistir a tudo que não fosse amor. E quer saber? Foi bom, meu amor. Foi bom viver tamanha promessa por tanto tempo. E esse meu tom de despedida se justifica… Eles estavam certos. Não que não me doa mais falar sobre isso, mas essa dor está na lembrança, na ruptura de um momento bom, mas já não mais no meu presente. Eles estavam certos e eu precisei entender. É claro que experimentei a sensação de deriva mais nítida de toda a minha vida, mas eu precisei entender, ou aceitar, ou simplesmente ir viver. E minhas claras sensações de perdido, como ao assistir um filme sem sentido, foram se diluindo. Percebi então que o amor é ainda mais lindo, porque me impedia de ver detalhes que não fossem sobre ele. Ficava apenas o otimismo, o carinho, sua forma delicada de ser e moldar o que há no caminho… Mas hoje, me lembrei das nossas últimas cenas, que nada contavam a história do início dessa sessão. Recordei os tais estados de tristeza que me diziam e pude perceber que eles também existiam em ti. É como aquelas cenas óbvias que você só passa a entender depois de um tempo e se pergunta como não pôde notar no instante que acontecia. E ainda me lembrei do quanto me disseram que você tinha que ir. Mas não posso falar que passei a enxergar tudo isso porque o amor se foi ou porque o filme em cartaz agora é outro. Acho que vai muito além disso… Vai no fato de que eu passei a me enxergar. Passei a me enxergar com a verdade que mereço e a coragem que preciso. Por isso, não mais lamento a despedida de nossas mãos e nem os segredos antigos de nossos peitos… Você tinha que ir… E hoje sei, eu tinha que te deixar.
—  Victor Degasperi.