洋館めぐり

                     O festival de primavera era a oportunidade perfeita para Harriet tornar as guloseimas da sua confeitaria populares entre os habitantes do mundo das fábulas, então, a morena obrigou-se a engolir o orgulho e dar as caras para tentar vender. Essa tarifa teria sido estupidamente fácil se estivesse dentre os mundanos, entretanto, naquele bairro tudo parecia ser mais difícil para si. Era como se o passado tornasse a assombrá-la em todos aqueles momentos, os olhares tortos – devido a traição de seu pai à várias fábulas – eram totalmente explícitos e muitas das pessoas se quer se davam ao trabalho de falar consigo.  Mais um motivo para odiar Fabletown! Olhou para a pessoa que se aproximava da sua barraca e abriu um sorriso de certa forma irônica.  ❝ — Quer comprar um doce ou um bolo? Garanto que eles estão deliciosos e que não está nada envenenado. É clichê demais para mim. Além do mais, aprendi na faculdade que seria antiético matar meus clientes, por mais que alguns deles mereçam. 

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si, é sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti. É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz, é sobre dançar na chuva de vida que caí sobre nós. É saber se sentir infinito num universo tão vasto e bonito, é saber sonhar e então fazer valer a pena daquele verso daquele poema sobre acreditar. Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu, é sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu. É sobre ser amigo e também ter morada em outros corações e assim ter amigos contigo em todas as situações. A gente não poder ter tudo. Qual seria a graça do mundo se fosse assim? Por isso eu prefiro sorrisos e os presentes que a vida trouxe pra perto de mim. Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar e assim sobre cada momento sorrindo a compartilhar, também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais. Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás. Segura teu filho no colo. Sorria e abrace teus pais enquanto estão aqui. Que a vida é trem-bala, parceiro e a gente é só passageiro prestes a partir.
—  Ana Vilela.