há pessoas inesquecíveis e não há cura
Bukowiski

“Aprendi que eu não posso exigir o amor de ninguém, posso apenas dar boas razões para que gostem de mim e ter paciência, para que a vida faça o resto. Aprendi que posso passar anos a construir uma verdade e destruí-la em apenas alguns segundos. Que posso usar meu charme por apenas 15 minutos, depois disso, preciso saber do que estou a falar. Eu aprendi… Que posso fazer algo num minuto e ter que responder por isso o resto da vida. Que por mais que se corte um pão em fatias, esse pão continua a ter duas faces, e o mesmo vale para tudo o que cortamos no nosso caminho. Aprendi também, que posso ir além dos limites que eu próprio coloquei. Aprendi que preciso escolher entre controlar os meus pensamentos ou ser controlado por eles. Aprendi que perdoar exige muita prática. Aprendi que posso ficar furioso, tenho direito de me irritar, mas não tenho o direito de ser cruel. Que nunca poderei dizer a uma criança que os seus sonhos são impossíveis, pois seria uma tragédia se eu conseguisse convencê-la disso. Que não é o bastante ser perdoado pelos outros, preciso me perdoar primeiro. Aprendi que, não importa o quanto meu coração esta a sofrer, o mundo não vai parar por causa disso. Eu aprendi… Que as circunstâncias da minha infância são responsáveis pelo que eu sou, mas não pelas escolhas que eu faço quando adulto. Aprendi que a minha existência pode mudar para sempre, em poucas horas, por causa de gente que eu nunca vi antes. Aprendi também que diplomas na parede não me fazem mais respeitável ou mais sábio. Aprendi que as palavras de amor perdem o sentido, quando usadas sem critério…Aprendi que certas pessoas vão embora da nossa vida de qualquer maneira, mesmo que desejemos retê-las para sempre. Aprendi, afinal, que é difícil traçar uma linha entre ser querido, não ferir as pessoas, e saber lutar pelas coisas em que acredito…”
— Pedro Azevedo.
“Eu espero que você se cuide. Que tudo se resolva e coisas boas te aconteçam. Que alguém te ame de verdade e não te deixe na primeira dificuldade. Que você consiga distinguir quem te faz bem e quem só quer o teu mal. E caso não consiga, que supere o mais rápido possível quem te decepcionou. Que você saiba perdoar quando preciso. Que não fique recordando as coisas ruins que já te aconteceram. Que perceba antes que seja tarde, que está perdendo alguém que ama muito. Que você mude, pra melhor, e que nunca mais cometa os mesmos erros. E que saiba que, aonde quer que eu esteja, vou estar muito feliz por você.”
— Milena Borges.
tropeçamos nas mesmas linhas, com visões diferentes, fruto de brincadeiras do tempo que nos carregava de lá para cá. nunca pros braços um do outro, ao menos não até a hora certa. te dei tempo como oferenda na fogueira dos deuses, esperando a fumaça levar meus pensamentos até você nas noites distantes. era arrastado o sofrimento de te esperar ver que meus olhos entregavam mais, que minhas mãos queriam mais que apertar as suas, ainda que não me desse por vencida pela sua recusa. as estações passavam lentamente, seu coração emprestado se localizava distante do meu, e então por acaso abriu-se uma porta para nós. do dia para a noite éramos de novo guerreiros de mãos dadas lutando contra o mundo. aceitei ser a divindade que guia sua vida, você aceitou ser o anjo que guarda a minha. trilhamos estradas escuras confiando apenas na luz dos nossos toques e no calor das suas asas em volta de mim, até que o breu venceu a resistência e cedemos à escuridão. fui eu a deusa que te levaria ao céu, mas também a que te deixou descer ao inferno. na queda constante, não fui capaz de te erguer quando já machucado tocou o chão sob nós. vi seu sorriso sumir entre nuvens espessas, seu amor se esconder sob camadas de medo, não consegui ficar para te ver afundar. segui sozinha, penosa. por sorte ou acaso, o sol exibiu-se mais forte sobre nós e nossas mãos se encontraram de novo sob o brilho dourado do amanhecer. por sorte, uma brisa te trouxe de volta até mim. segui sendo sua deusa e você, meu anjo.
Sobre brisas, amores e coisas não ditas. Baseado na história de @endofglass
Juliano July
quanto mais eu lutava pra não te perder, mais eu me perdia de mim.
velho júpiter
cicatrizes não existem para provar que você sofreu e sim que lutou.
“Chega uma hora que nada mais te afeta. Mas não porque você está radiante, e não permite que ninguém adentre seu campo protetor de felicidade. Não! Mas sim, porque você se encontra com o coração tão apertado e estraçalhado, que nada mais pode piorar e te deixar mais no chão do que você já está. Esse ponto, que é o sucesso ao ponto culminante da situação, chama-se indiferença. Já passou de ser aquela indiferença forçada, para superar seus problemas. Mas é a indiferença pura e crua, sem forçação. E eu não sei dizer se isso é bom ou ruim. Não sei decidir se isso tem mais prós do que contras, ou vice e versa. Só sei, que nada sei. E que nada sinto, se não um vazio gigantesco.”
Não tenho riquezas. Não nasci em berço de ouro e nem tenho talentos. Não sei tocar um instrumento sequer. Posso te dizer, no entanto, que há um traço inesquecível em mim. Algo que você perderá o juízo procurando em milhares de pessoas, mas nunca encontrando. A primeira vez que eu te olhar, reparo nos seus olhos e assim nunca vou esquecê-los. Quando você falar da sua música favorita, eu vou ouvir várias vezes para nunca deixá-la sair de mim. Quando você resolver me abraçar, eu vou comparar o seu abraço com outros e me dar conta que o seu, é imenso e único. Sempre vou deixar você seguir sozinho, sua cama não faltará mulheres; mas sua vida, seu coração, seus dias e suas noites, serão vazios. Porque apesar de eu também não ser inteligente, mesmo que eu não queira isso, dizem que fica algo de fantasioso quando vou embora. Ao que me parece, deixo minha marca, por mais sem nada que eu possa parecer. Não tenho culpa. Eu penetro o espírito, o corpo fica num segundo plano. O que me vale é sempre o "eu".
Simone Abrantes
“Ás vezes, a única solução é deixar ir, não importa o quanto doa.”
— Nathalia Calazans
tu não vê que isso é triste? estarmos presos ao que éramos, gostarmos apenas do que já não existe mais?