Eu
Nunca fui de me prender aos lugares
Lares
Amo minha casa
Minha morada
Mas amo o novo
Novo mundo
Novos gostos
Cheiros...
Mas eu me mudaria
E ficaria eternamente
Entre tuas pernas
Faria morada
Fixaria
Por mais que cheiro fosse o mesmo
O gosto o mesmo
Eu permaneceria
Tato em contato
Toque em foco
Mãos que percorrem
Correm de forma lenta
Curvas perigosas
Teu limite
Tua vontade
Teu comando
Lá eu faço morada
A única mudança permitida
É a de posição
Onde me afogo por cima
Ou me sufoco por baixo
Entre tuas pernas
Tuas mãos em meus cachos
Aperta
Cafuné
Prende, aperta
E eu que nunca gostei de amarras
E que mal enxergo
Me vejo numa prisão
Prisão entre fêmures
Que nunca chegue o habeas corpus desse corpo
E nesse corpo
fixo
Monumento
Nesse momento
Faço morada.
Você deitada na minha cama é a mais linda poesia, baby. Eu te aprecio com os olhos, com a língua, com as mãos e com o coração.
— Minha flor de mandacaru. Quebraram.
quem não vai atrás do que gosta, não gosta de verdade. orgulho tem limite e ninguém abre mão do que ama por receio de ir atrás.
Você sorriu
e eu percebi
que era isso
que eu queria ver
pelo resto da minha vida.
“Don’t save your good lingerie for dates, wear it for you.”
— Dita von Teese





