Já esqueceram o cantar e o sorrisoJá não são homens de boa vontadeA loucura está a vencer o juízoO ódio, a amizadeEstão-se a despir de toda a humanidadeVou protestarDenunciar, vou alertarQuerem fazer a guerra nuclearVou protestarDenunciar, estou-me a alarmarQue culpa tenho eu se eles se querem suicidarO tratado de paz foi rasgadoJá começam a fazer ameaçasO poder já está descontroladoEstão-se a embriagarDe bombasE os dedos já querem apertarVou protestarDenunciar, vou alertarQuerem fazer a guerra nuclearVou protestarDenunciar, estou-me a alarmarQue culpa tenho eu se eles se querem suicidarVou protestarEstou-me a alarmarVou implorarAo Deus da vida pra os neutralizar, vou suplicarVou-me queixarEstou-me a alarmarVou suplicarAo Deus da vida pra os neutralizar
Rogério Charraz | "Quando nós formos velhinhos" (O Coreto)
Quando nós formos velhinhos Cá em casa os dois sozinhos De pantufas e roupão Se ainda me deres ouvidos Vou buscar-te os comprimidos E cuidar-te da tensão Se a pensão der para pagar E se o tempo nos chegar Vou levar-te de viagem Podemos ir num cruzeiro Ver os dois o mundo inteiro Nem que seja à outra margem E tocar no gira-discos Aquela nossa canção Será que a menina dança E me dá a confiança De pegar na sua mão Toca então no gira-discos Aquela nossa canção Eu juro não ir embora E ficar a noite fora Agarrado à tua mão Quando nós formos velhinhos E estivermos sentadinhos No sofá a ver TV Vou dizer-te minha Anita Tu ainda és tão bonita Quem te viu ainda te vê Quando nós formos velhinhos E estivermos bem juntinhos Debaixo do cobertor Vou dizer-te em tom malvado Que ainda estou apaixonado E desejo o teu amor Arranjo: Rogério Charraz e Luísa Sobral, com a preciosa colaboração dos músicos intervenientes.





