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L a r a

@marlborolightsz

witch, bitch and rich
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alentador
Às vezes a gente acha que todo mundo está bem, só a gente que está totalmente mal. Não é assim que acontece de verdade, todo mundo está mal. Não é só você, seus amigos estão mal, seus primos estão mal, seus pais estão mal também, eu estou mal, os amigos dos seus amigos estão mal, primos dos seus amigos estão mal. Está todo mundo mal, não tem ninguém bem. Mas o Facebook não diz isso pra gente. O que o Facebook diz: que as pessoas estão comendo comidas gostosas, que estão viajando pra lugares legais, que as pessoas são sempre bonitas em todas as fotos… que as pessoas amam umas as outras quando na verdade, muitas vezes, isso não é verdade.

Jout Jout.  (via fraquejou)

Um caso perdido. Esse, finalmente, sou eu. Sou uma catástrofe, uma história mal contada, uma foto mal rasgada e talvez uma poesia mal elaborada. Mesmo que eu queira, não tenho uma definição por completa, sempre sou pelas metades, sem um ponto final ou de exclamação. Sou, quem sabe, uma interrogação. Sou uma folha seca em meio à primavera, uma xícara rachada em pleno café da tarde, a rosa despedaçada, a violeta sem vida, a vidraça quebrada. Sou um amedrontado por escuridão.

Lucas Guerrero.  (via fraquejou)

fraquejou
Por favor, me ame sóbrio. Me ame de manhã, de tarde, de noite e de madrugada. Me ame com chuva, neve, sol e tempestade. Me ame nos meus dias bons e nos meus dias chatos. Me ame chata. Me ame com sinceridade. Não me enrole. Me ama somente quando tem problemas ou precisa de ajuda? Me ame sem problemas e, se eles surgirem, te ajudo, te empurro, te levo no colo, te empresto lenço de papel para enxugar as lágrimas e te deixo deitar na minha barriga. Te faço um cafuné. Mas me ame. De verdade. Não apenas fale, mas mostre.

Clarissa Corrêa. (via fraquejou)

Aqui vai uma dica para todos os homens: A exatamente 2 anos e meio eu conheci uma garota. Eu com 18 e ela com 14. Foi simples, não teve nada a ver com destino, penso eu. Pedi uma colega em comum para que me apresentasse a ela, e ela pediu apenas o meu orkut (era orkut na época, rs). Eu fiquei dias esperando, e nada de um sinal dela. Passou algumas semanas, e no dia 19 de janeiro de 2010 eu vi ela com as amigas em uma festa. Criei coragem e fui falar com ela. Ela, claro, já sabia de mim. A conversa fluiu tão calma, tão doce, tão macia que parecia que não era eu que estava ali. Ficamos mais ou menos 3 horas conversando sem parar, e a mãe dela chegou pra buscá-la. Eu a adicionei no msn e se passasse um dia sem conversar com ela, eu ficava louco, sim, louco. Louco de preocupação. No dia 30 desse mesmo mês, eu a beijei pela primeira vez. Foi a coisa mais alucinante e natural que eu já vivi. Ela era tão tímida que eu queria ficar agarrado a ela o tempo inteiro. Continuamos ficando e nada de namoro, só propus ficarmos sério. Erro meu. 5 de junho. A princesa completaria 15 anos, e com surpresa recebi o convite pra ser o príncipe na festa dela. Foi esquisito, falando sério, rs. Todo mundo ficou olhando, aplaudindo, gritando e ela toda fofa com as bochechas rosadas de vergonha. Depois da valsa eu a puxei pra dançar e ela parecia estar nas nuvens, parecia uma princesa. No final do mês, ela me viu conversando com a minha ex e decidiu simplesmente se afastar de mim, pensando que eu ainda estaria com ela. Mas não, naquele dia eu tinha feito uma coisa que eu nunca imaginei que faria: estava dispensando a garota mais gata da minha roda de amigos. Tudo isso sabe para que? Para pedir a minha princesa em namoro! Ela não me atendia, não falava comigo nas redes sociais, e eu maluco, perdido de saudade. No dia 30 de julho é costume ter uma festa no Clube Náutico, que é afastado pra caramba da cidade e é hábito a maioria das pessoas da região irem pra lá. Eu mandei um sms pra ela dizendo que iria e que precisava muito que ela fosse pra gente ter uma conversa. Ela só me respondeu “tudo bem, Felipe”. Bastou essa resposta pra eu me encher de pensamentos, de ilusões, de imaginações, e o pior de tudo, ansiedade. Chegou o tão esperado dia e eu e meus colegas começamos a beber desde cedo. Quando deu no final da tarde pegamos o carro do pai do meu amigo e fomos em direção ao Náutico, tudo certo, tudo tranquilo, eu só precisava chegar vivo até lá pra eu ver aquelas bochechas rosadas de novo. Faltava pouco. O Yago, de tão sedento de álcool, parou no caminho pra comprar mais garrafas de Big Apple, e continuou dirigindo, com as garrafas nas mãos. Eu não tava gostando daquilo e pedi as garrafas, ele me ignorou e virou pra trás pra tirar sarro do Bruno que não bebia e eu só me vi batendo no vidro da frente e caindo de fora do carro. Mais nada. 3 meses em coma. 3 meses sem saber de nada. Não, você não tem ideia do que é isso. É a pior sensação do mundo. Querer e não poder. Tive que ir para um hospital de outra cidade com melhor sofisticação. Quando acordei e olhei a minha volta, eu não sabia o que pensar. Eu não podia me mexer, só olhava aquele quarto com varias rosas, cartões, presentes, várias pessoas torcendo por mim. Eu chorei, sim, eu chorei. Eu não sabia o que sentir. Acordei mais velho, passei o meu aniversário dormindo. Eu tinha 19 anos e tinha acabado de receber a notícia que tive traumatismo craniano. Não é pra qualquer um. Tive alta semanas depois e no mesmo dia que cheguei em casa fui recebido com uma festa só pra mim. Vi pessoas que não via a tempos, mas procurei só uma, e não a vi. Na outra semana, numa quinta feira a noite, ela veio até a minha casa. A minha vontade era abraçá-la, apertá-la, beijá-la, tocá-la, mas o meu corpo me impedia, eu estava deitado, custando a me mexer. Quando ela me viu, ela andou mais depressa pra me abraçar, ficou algum tempo agarrada a mim e quando me soltou, vi os olhos vermelhos e molhados combinando com as bochechas rosadas, aquelas bochechas tão minhas. Fiquei mostrando os machucados pra ela, mostrei que eu conseguia mexer a minha perna direita e quando vi que ela não estava mais prestando atenção, olhei pra onde ela olhava. A minha ex tinha chegado. Eu não tava nem aí. Puxei a mão dela, e dei meu melhor sorriso, falando com os meus olhos. Ela viu a cumplicidade que existia entre a gente, e me beijou a testa. Disse que estava tarde e voltava depois. Mas não, ela nunca mais voltou. Passou meses, e nada dela. Continuei refazendo a minha vida, comecei a fazer fisioterapia, descobri que ainda podia tocar guitarra, descobri que ainda podia andar, comecei a sair mais frequentemente, comecei a perceber o vazio que tava crescendo dentro de mim. No dia 27 de julho de 2011, fui chamado pra uma festa de 15 anos, e eu fui, só para me lembrar dos tempos antigos que prefiro nem comentar. Cheguei tarde na festa, com o Thiago me ajudando a andar, mesmo que eu tivesse o andador. Quando olhei pra pista de dança, quase nem acreditei. Parei atrás dela e cutuquei o seu ombro. Ela se virou e eu não pude deixar de perceber que ela ainda gostava de mim. Os olhos dela brilhavam, o sorriso estampado na boca, e eu só querendo um abraço daquela princesa. Ela leu os meus pensamentos e me abraçou tão forte que eu gemi, e ela me soltou pedindo desculpas, rindo junto comigo. Nos sentamos pra conversar, colocamos o papo em dia e tiramos o atraso da conversa. Como no mesmo dia em que conversamos pela primeira vez, a mãe dela chegou pra levá-la. Eu só pedi pra ela não sumir e recebi um longo beijo na testa. Depois desse dia, eu não parava de pensar nela, queria de todo jeito encontrar com ela e até pensei em ir na sua casa, mas todos falavam que seria inconveniente e os caralho a 4. Mas mesmo assim não parei de pensar, de querer, de desejar. No dia 26 de setembro, iria ter campeonato de skate e toda a galera ia, e eu sem pensar, fui. Me sentei pra ver as categorias, e tava super vidrado com aqueles moleques fazendo coisas que eu fazia anos atrás. Não vou nem falar quem chegou na minha frente, porque você já sabe, rs. Eu deixei cair minhas muletas de tão surpreso que eu fiquei. Ela me deu aquele abraço apertado e dessa vez eu retribuí. Vi que vinha um cara atrás dela, e ela logo se apressou pra me apresentar pra ele, mas era em vão, a gente já se conhecia. Apertei a mão dele e ficamos conversando, contando as últimas notícias. Não o via fazia tempo, desde quando desmontamos nossa bandinha de porão. Perguntei ele da bateria e nem ouvi a resposta, fiquei olhando ela. Eu não podia acreditar. Ela tava de mão dadas com ele, encostada nele, e eu, tolo, não tinha percebido. É claro que ela tinha continuado a vida dela, quem iria esperar por um cara que teve traumatismo craniano não é? Falei que precisava sair e nem voltei, fui direto pra casa. Não conseguia pensar em mais nada, eu tinha perdido ela. O Thiago mais tarde apareceu lá no meu quarto, querendo saber por que minha mãe tava preocupada com a minha falta de fome daquela noite. Falei, contei, desabafei tudo com ele. E ele só olhava pro chão. Eu perguntei o que era e ele tossiu. “Fill, aquela menina ainda te curte, naquela festa que você viu ela, eu conversei com ela também quando ela foi no banheiro. Contei tudo que você tava passando e sabe o que ela fez? Chorou, Fill. Chorou igual uma criança. Ela me falou que iria até o inferno pra ver você, mas que tava cansada de sofrer, cansada de pensar que você e a sua ex nunca se separaram, cansada de ter o coração partido. Ela simplesmente decidiu tentar esquecer. E tem mais: dá pra ver o jeito que vocês se olham. Ela só pensa que você nunca esteve nem aí pra ela”. Eu fiquei calado triturando tudo aquilo dentro de mim, e eu não podia fazer nada, não queria estragar o seu relacionamento, não queria estragar o recomeço dela. E até hoje ela vive lá, e eu aqui. Eu pensando nela e ela pensando em mim. Por isso eu te digo uma coisa pra você que aguentou ler até aqui. Pensa bem antes de deixar a mulher da sua vida ir embora, pensa bem antes de colocar o orgulho em primeiro lugar, pensa bem antes de não tentar. Eu não me arrisquei, não falei enquanto podia, não acreditei e olha só no buraco em que eu me meti. Então faça hoje, busque hoje, corra atrás hoje, desabafe hoje, não fique remoendo ansiedades e agonias antes do próprio tempo. Antes de mais nada, conquiste a sua felicidade.

Desconhecido.    (via adesejar)

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Nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Wiliam Shakespeare.  (via romanteios)