Nenhuma dor é pra sempre.
Oi eu do futuro, me conta as novidades! Me conta, como você tá? Espero que esteja feliz do lado daí, aqui vou tentando equilibrar as caixas de mudança e as porcelanas de traumas pra fazer a casa ficar bonita sabe? Espero ter valido a pena. Beijos do seu eu antigo, ao meu eu atual, vulgo eu do futuro.
Nenhuma dor é pra sempre.
o ponto é que eu sinto que eu nunca vou receber o amor do jeito que eu sinto que mereço. eu sei que não deveria pensar assim, mas minha mente me sabota para pensar desse jeito e eu já não sei mais lutar contra isso. Não consigo enxergar minha vida sendo amado e respeitado, sendo cuidado do jeito que precisei durante toda minha vida. vivo cada dia que passa esperando por uma iniciativa minha ou da vida de mudar o foco, de ajeitar os trilhos mas eu simplesmente não tenho forças pra nada. me dói saber que só terei uma migalha de amor se eu deixar que as pessoas me usem e abusem de mim. eu não sei mais o que fazer com essa bagunça que virou o meu ser. eu não sei cuidar de mim, mesmo cuidando de todo mundo que eu amo. Acho que porque no fim eu só espero que alguém faça o mesmo por mim, e ninguém vai fazer isso. ninguém vai se dobrar em quatro por mim. ninguém vai mover as montanhas que eu movo. e ninguém tem o dever de fazer isso, só que eu to tão cansado de ter que lutar contra tudo isso e nunca sentir que estou de fato em casa, relaxado e de bem com a vida. vivo cada dia a flor da pele como se viver fosse um eterno fogo cruzado, tenho medo de que um dia eu não tenha mais nada a oferecer. porque aí eu me torno obsoleto e ninguém vai me dar o amor que eu preciso. sei que é clichê, não quero procurar o amor em mim porque é tão doloroso sentir que é somente isso que eu tenho, sabe? a mim mesmo e só. enquanto todos estão aí com redes enormes de apoio desde a família a seus amigos. eu nunca tive nada disso, sinto que nunca vou ter. me odeio por pensar assim mas é a pura verdade. eu não tenho ninguém pra ser humano de fato. eu só tenho a mim, e mesmo assim, incompleto
Se eu tivesse a noção da proporção de coisas as quais eu me tornei grato, se eu tivesse nessa época, a noção do quão longe eu cheguei depois de um certo tempo, do orgulho que sinto no meu peito por conseguir ser e fazer as coisas que faço hoje, do amor que eu tenho por mim, o amor que tenho pela pessoa que estou me tornando a cada dia, com toda certeza eu apagaria esta postagem em segundos. Posso não estar no melhor lugar agora, mas é muito bom saber que nada disso é para sempre, e que coisas ainda melhores me esperam no futuro, sou grato a mim e a tudo que há por poder ser o que sou, e conquistar cada dia mais vitórias imprescindíveis...
o ponto é que eu sinto que eu nunca vou receber o amor do jeito que eu sinto que mereço. eu sei que não deveria pensar assim, mas minha mente me sabota para pensar desse jeito e eu já não sei mais lutar contra isso. Não consigo enxergar minha vida sendo amado e respeitado, sendo cuidado do jeito que precisei durante toda minha vida. vivo cada dia que passa esperando por uma iniciativa minha ou da vida de mudar o foco, de ajeitar os trilhos mas eu simplesmente não tenho forças pra nada. me dói saber que só terei uma migalha de amor se eu deixar que as pessoas me usem e abusem de mim. eu não sei mais o que fazer com essa bagunça que virou o meu ser. eu não sei cuidar de mim, mesmo cuidando de todo mundo que eu amo. Acho que porque no fim eu só espero que alguém faça o mesmo por mim, e ninguém vai fazer isso. ninguém vai se dobrar em quatro por mim. ninguém vai mover as montanhas que eu movo. e ninguém tem o dever de fazer isso, só que eu to tão cansado de ter que lutar contra tudo isso e nunca sentir que estou de fato em casa, relaxado e de bem com a vida. vivo cada dia a flor da pele como se viver fosse um eterno fogo cruzado, tenho medo de que um dia eu não tenha mais nada a oferecer. porque aí eu me torno obsoleto e ninguém vai me dar o amor que eu preciso. sei que é clichê, não quero procurar o amor em mim porque é tão doloroso sentir que é somente isso que eu tenho, sabe? a mim mesmo e só. enquanto todos estão aí com redes enormes de apoio desde a família a seus amigos. eu nunca tive nada disso, sinto que nunca vou ter. me odeio por pensar assim mas é a pura verdade. eu não tenho ninguém pra ser humano de fato. eu só tenho a mim, e mesmo assim, incompleto
Como nomear o inominável?
Não sei que peças você pregou no meu coração, minha mente ainda puxa você para mim, quase como um eterno looping, sempre volto pra estaca zero quando assunto é te esquecer. Talvez Vanessa estivesse passando pelo mesmo quando escreveu os versos “Peço tanto a Deus para lhe esquecer, mas só de pedir me lembro”.
O que você fez comigo? Quando foi que eu cai na sua rede como um peixe?
Só Deus sabe!
Nao lembro do lorax dizendo isso
Amo peitos, amo homens
Na ânsia em ser teu,
Quase deixei de ser meu.
Eu tenho essa fome aqui dentro. Que não me deixa desistir de lutar. Eu quero e eu vou me tornar o melhor que eu conseguir. E se eu não puder ser melhor que você, serei mil vezes pior. Eu não me reconstruir para permitir que você me destruísse denovo.
Eu rezava todos os dias para que alguém exatamente igual a você aparecesse na minha vida e mudasse toda a minha história. Como se eu acreditasse que eu poderia ser salvo por um beijo perfeito ou o colo de alguém que almeja me amar tanto quanto eu. Eu calava todas as frases que poderiam fazer você desistir de mim. Eu minimizava toda a minha dor só para você se sentir confortável no seu trono, feito com os meus ossos e ungido com o meu sangue. Você foi se apoderando do meu corpo, da minha alma e de tudo que eu era. Conseguiu destruir tudo de bom que eu tinha, para que tudo que me restasse fosse você. Não te culpo por toda a carência que eu denotava a cada cartada que eu dava no jogo da vida, muito menos pela ideia de que você poderia ser alguém que me fizesse bem. Você nunca me trouxe paz. Você me dava medo. Você conseguia que meus neuronios me atacassem, que meu estômago embrulhasse e que minhas entranhas se revirassem. Eu dei o meu melhor para que você me amasse. Para que você visse o quanto eu faria por você. E você me perdeu. Você me perdeu como se perde um troféu. Então eu espero que você se arrependa. Eu quero que você sinta tanta culpa, que tudo que você faça, sinta vergonha por fazer. Porque era assim que você me fazia sentir. Eu espero que a culpa caia sobre os seus ombros como mil toneladas caem em cima do coyote. Eu espero que seus ombros e olhos pesem como os meus, que tudo que você sinta seja isso. Porque eu não merecia passar por nada disso. Eu não merecia ter minha alma destruída por você. Eu não merecia ter sido manipulado e quebrado em todas as formas. E se um dia você me ver, nos lugares, eu quero que você sinta a minha indiferença. Quero que você sofra ao saber que você nunca mais vai me ter. Que nunca mais vai encontrar alguém que te ame como eu te amei. Porque quando você tinha a chance, você a destruiu.
eu peço baixinho
pra qualquer coisa que me ouça no universo
que a ansiedade
não me tire a capacidade de viver
Fui amaldiçoado com a poesia. Desde pequeno, catava versos em folhas e pedras que encontrava pelo caminho, desenhava moinhos e castelos suntuosos que eu almejava morar. Talvez seja essa a maldição de todo poeta. Amar ardentemente cada dor que o faz escrever, porque é a única certeza que se existe. A dor. A dor que retrai seu corpo em uma letra L, faz seus pulmões sufocarem e suas entranhas se revirarem. Sinto por todos que um dia passaram por mim, por tudo que já vivi, por tudo que ainda vou viver. Vivo no limbo. Na imensidão da escuridão do meu ser que só almeja ser feliz, e a felicidade parece algo tão distante visto desse buraco onde o mar me levou. Acho que caí de novo, caí como Elis, como Kurt, como todos aqueles que me trouxeram o mínimo de esperança ao compor poemas que me fizeram regorgitar minha dor em lágrimas e...sorrisos.
Espero que possa ser mais do que um amontoado de dores.
Eu tô tão cansado, exausto, estafado. Não sei se isso é um pedido de ajuda ou uma carta de suicídio, só preciso escrever pra ver se consigo diminuir essa agonia horrível no meu peito. Deus sabe o quanto eu tenho tentado. O quanto eu tenho me esforçado para entregar sempre o melhor. Mas é como se, quanto mais eu tentasse, mais eu sou cobrado para entregar a perfeição. É como se eu tivesse correndo em círculos, me adequando em algumas caixas, sofrendo pelos 4 cantos de uma caixa de papelão. Eu não conheço nada além do que sofrimento. Estou cansado de carregar esse fardo pesado para todos os lados. Cansado de viver soterrados a traumas que eu não consigo resolver, traumas que não se curam e não me permitem me curar. É como se...se eu estivesse desaparecendo aos poucos. Como se tudo que eu tinha de bom tivesse sido destruído, e agora, estou em ruínas.
Eu odeio quem eu sou, eu odeio as coisas que eu faço, eu odeio a minha vida, eu odeio a minha família, odeio meus amigos, eu odeio não conseguir ser o bastante. Cansado de sempre entregar o meu 100% e soar como 3%. Como se tivesse algum problema dentro da porra da minha cabeça, que eu só vou conseguir resolver com um tiro.
Eu não sei até quando eu vou aguentar até me destruir por completo, mas também não sei se vou perder tempo esperando. Eu estou sozinho nessa. Sempre estive.
I was looking for love in the wrong places
Precisava ser desse jeito. Eu precisava cortar o mal pela raiz, mesmo que isso significasse perder toda ideia de amor que eu tinha.
Nós não somos um para o outro.
É como se minha mente e meu coração traçassem uma guerra. Meu coração quer, mesmo que machucado, ficar perto de você e deixar você me amamentar com o meu próprio sangue,
Minha mente quer fugir de tudo isso e ir para um lugar seguro, que está em ruínas, onde o teto ameaça desabar a qualquer momento.
As lembranças deveriam ser presentes, mas quando olho para essas fotos é como se meu coração se despedaçasse em milhões, preciso entender que você não é pra mim.
A gente poderia ter sido muito, talvez em outro universo, em outra vida, a gente tenha feito história, mas sei que nessa, você só me sufocava e me quebrava em pedaços.
É triste ter que partir e entender que por mais que você me ame, o amor as vezes não é o suficiente pra fazer ficar, porque a estrada que se percorre não pode te fazer deslizar e capotar a cada curva.
Eu realmente espero que isso passe, que um dia eu olhe para tudo isso e não sinta tanta dor, eu espero ser amado de um jeito melhor, do jeito que você nunca me amou.
Eu espero poder te perdoar e não trazer comigo todas as pedras que você colocou na minha mochila. Que as minhas costas desentortem e eu consiga dançar conforme o caos e a instabilidade da vida.
Deus sabe que estou tentando suportar e me abrir para a felicidade, mas parece que a vida anda testando minha fé.
E é difícil ter fé quando tudo parece nublado e tempestuoso.
Eu vou sair dessa.
A secura dos seus lábios me cegou, dentro de mim urgem e lutam água em fogo, em um eterno carrossel de sentimentos que permanecem em constante caos. Você deixou uma bagunça por aqui, e eu vou ter que limpar.
Todos os tremores no meu corpo, minhas mão suadas e meus pés gelados demonstram a minha fraqueza deixando este corpo. E o fogo continua a queimar.
Sinto todos o meu corpo se alinhar, minhas costelas se quebrarem, minha garganta estourar, e meus pulmões ficarem sem ar. Quanta intensidade me restou. Pura ruína
Puro ódio acumulado. Tento reconstruir tudo com fitas e flores, tento passar argamassa nas rachaduras e fissuras que você cometeu contra minha pele, as paredes que sustentam esse espírito. Eu não sei quanto tempo de existência minha alma tem. Mas quando se tem uma alma tão antiga...todos os sentimentos e sensaçãos são como supernovas.
Eu não sei se herdei tal capacidade de glamourizar e regurgitar a arte que me sufoca de meus pais ou se foi o tempo que causou tal desprendimento da realidade. Sinto como se não fosse desse maldito mundo.
Sinto como se mesmo que para que eu relaxe, eu precise me esforçar para não surtar. Eu não sei como cheguei a esse ponto. Tenho medo do que mais minha alma é capaz de fazer ao se lapidar dentro desses pequenos cubículos de memórias.
Há cinzas que restaram e eu não sei se devo jogá-las pela privada ou espalhar todas ao vento. Eu não sei o que vou fazer agora. Eu não sei o que serei a partir de agora. Espero que essa intensidade um dia tenha um fim.
A secura dos seus lábios me cegou, dentro de mim urgem e lutam água em fogo, em um eterno carrossel de sentimentos que permanecem em constante caos. Você deixou uma bagunça por aqui, e eu vou ter que limpar.
Todos os tremores no meu corpo, minhas mão suadas e meus pés gelados demonstram a minha fraqueza deixando este corpo. E o fogo continua a queimar.
Sinto todos o meu corpo se alinhar, minhas costelas se quebrarem, minha garganta estourar, e meus pulmões ficarem sem ar. Quanta intensidade me restou. Pura ruína
Puro ódio acumulado. Tento reconstruir tudo com fitas e flores, tento passar argamassa nas rachaduras e fissuras que você cometeu contra minha pele, as paredes que sustentam esse espírito. Eu não sei quanto tempo de existência minha alma tem. Mas quando se tem uma alma tão antiga...todos os sentimentos e sensaçãos são como supernovas.
Eu não sei se herdei tal capacidade de glamourizar e regurgitar a arte que me sufoca de meus pais ou se foi o tempo que causou tal desprendimento da realidade. Sinto como se não fosse desse maldito mundo.
Sinto como se mesmo que para que eu relaxe, eu precise me esforçar para não surtar. Eu não sei como cheguei a esse ponto. Tenho medo do que mais minha alma é capaz de fazer ao se lapidar dentro desses pequenos cubículos de memórias.
Há cinzas que restaram e eu não sei se devo jogá-las pela privada ou espalhar todas ao vento. Eu não sei o que vou fazer agora. Eu não sei o que serei a partir de agora. Espero que essa intensidade um dia tenha um fim.

