I’m very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very very tired.
meu mundo parece estar desabando e sinto como se minhas mãos fossem pequenas demais pra fazerem alguma diferença
Em Natal, o CVV - Centro de Valorização da Vida fez uma campanha na ponte Newton Navarro e ficou lindo!!
“Senti como se eu tivesse que escolher entre a sua felicidade e a minha, foi por isso que te deixei ir. Já não era do meu lado que você precisava está.”
— Retrancar.
“Porque metade de mim é o que eu grito, mas a outra metade é silêncio. Porque metade de mim é partida, mas a outra metade é saudade. Porque metade de mim é o que ouço, mas a outra metade é o que calo. Porque metade de mim é o que eu penso, mas a outra metade é um vulcão. Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável. Porque metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade eu não sei. Porque metade de mim é abrigo, mas a outra metade é cansaço. Porque metade de mim é amor e a outra metade também.”
— Oswaldo Montenegro.
Entre linhas e pontos
Dizem que o tempo é relativo; que passa rápido ou devagar se levado em conta com quem ou como estamos em uma determinada situação, a depender do sentimento ou sensação que o momento vivido oferece. Todavia ultimamente tenho tido a impressão de que o tempo passa somente, porém, numa mesma e única velocidade – e esta está muito longe de ser devagar. Os dias estão tão corridos e têm passado tão rápidos que a qualquer instante sinto que iremos desaparecer junto a eles. A liberdade de sentar, respirar, sentir a vida pulsar, e o pulso, compassado, demonstrar sinais de calmaria e descanso já não mais existirá porque o passo que damos é mais curto que o do tempo que corre e, antes de os cílios se tocarem e de novo voltarem a se afastar naquele movimento involuntário, terá virado uma curva e seguido em frente sem se importar em deixar-nos para trás. E nós, perdendo-o de vista, seremos esquecidos em alguma parte da história a qual não voltará a ser contada porque é arriscado demais voltar ao passado uma vez que o presente tem sido cada vez mais futuro e o tempo não espera, sendo esta a causa de termos ficado pelo meio do caminho. Os dias estão mesmo tão corridos… Tenho medo de não os acompanhar. Se ao subir alguns poucos degraus de escada já sinto a fadiga pesar sobre meu corpo e o coração, retumbante, acelerar numa taquicardia irregular e dolorosa, mais uma respiração sofrida pelos pulmões que não se oxigenam como deveriam porque há falta de ar, como posso eu, me diga, competir com os ponteiros do relógio que, aqui entre nós, não entendo como podem se mover tão rápidos mesmo que eu os esteja vigiando sem nem piscar e, quando enfim percebo, já não estão mais ali, onde os vi da última vez ainda sem desviar? Como pode o tempo passar assim? E mais, como pode passar e levar tudo, mudar tudo, a todos, a nós com ele? Leva tudo, quando vai: as horas, os dias, os anos, as pessoas. Pessoas que estiveram próximas, foram próximas. Ficaram tão pertos que se chegou a pensar que ali fariam morada, não iriam a lugar algum, mais; ficaria conosco, perto, juntas, íntimas. Mas acontece que o tempo passa. Ele passa e tudo só vai, e quando percebemos não está mais ali quem pareceu ser para sempre. O tempo passa. O tempo é relativo – até aquele de caráter absoluto. Para sempre… já está tão definida sua duração. Eu só me pergunto como fizeram para calcular isso, se há uma equação que represente, sabe, o quanto dura. Sempre fui curiosa sobre como souberam que é simplesmente esse tanto de tempo que não acaba. É que por não ser limitado, o para sempre, como alguém com vida sabe que existe? Não é esta, a vida, efêmera, passageira? Não entendo. A vida tem início e fim, enquanto o outro só tem ponto de partida. Se estende, contínuo, seguindo reto em uma rodovia de sentido único em direção à linha que corta de ponta à ponta o horizonte quando visto a quilômetros de distância. Aquela que parece o ponto de encontro entre o céu e a terra, lá embaixo, quase como é quando estamos sentados na areia da praia e, ao olhar para frente, vê-se o céu e o mar e as vezes não dá para saber qual é qual porque não se separam. Os azuis se coincidem, colidem, e a mistura se torna uma coisa só. Novamente me pergunto se é isso o para sempre: duas linhas que se encontram, paralelas uma à outra, e passam a existir em unidade. Ou seria então o para sempre a soma das imensidões infinitas do céu e da terra igualadas à vida de quem vive só enquanto ser que respira e pensa, e que continua existindo até depois que o pulso já não pulsa e tudo já seguiu em frente e o passado desintegra e vira pó? Ninguém sabe. A nós só nos resta idealizar.
O tempo vai sempre passar, isso é fato. Ele vai passar e levar muitas coisas com ele. Acontece, a perda é inevitável. Estamos sempre perdendo algo, até os dias têm sido perdidos para este tal tempo que, com sua velocidade inalcançável, segue em frente e nos deixa para trás. Ou acompanha, ou fica. E é engraçado porque essa é uma das únicas situações nas quais ficar não é de todo bom. Mas tudo bem. As vezes é necessário deixar[-se] ir. Não é isso que dizem, tal como disseram também a respeito do tempo e sua relatividade? Talvez sim, talvez não. Talvez devêssemos apenas deixar acontecer. Sei que ainda há muito a ir e vir nesse vaivém que é a vida, e que nem tudo o que acreditei ser eterno seguirá comigo até os limites das entrelinhas da existência. Mas sei também que o que tiver que durar estará perto mesmo quando o pulso já não pulsar e eu já não mais for um ser que respira e vive, porque é aí, justamente aí, no ponto onde se tocam as linhas de duas almas que se encontram, sendo isso tudo o que preciso saber, que habita o para sempre.
“Que os dias felizes sejam mais longos.”
— Clarice Lispector.
setembro amarelo:
- você ainda tem muito o que ver.
- notas não definem sua inteligência.
- você não é o que os outros pensam.
- você é necessário (a).
- você é preciso.
- você é amado (a).
- você é bonito (a).
- você não precisa se machucar.
- existe pessoas que querem o seu bem.
- tome água você precisa se regar.
- você não precisa ser como x pessoa, você precisa ser você.
- você merece viver.
- dê outras chances para você.
- esse dia ruim vai acabar.
- você vai amar.
- você não é um desperdício.
- você vai conseguir suas coisas.
- respire fundo e solte.
- você vai arrumar um emprego.
- tudo vai ficar bem.
- se afaste de quem quer o seu “bem” te fazendo mal.
- não aceite menos do que você merece.
- saia lá para fora.
- converse com alguém.
Ajude o próximo, caso pense em suicídio ligue para: 188, eles irão te ajudar!
“Às vezes só precisamos de alguém que nos abrace e nos diga que está tudo bem, mesmo não estando.”
— Ícaro Borges
você não é sua ansiedade nem as crises que te fazem chorar e tremer de dor você é mais um ser que merece amor mesmo estando perdido.
você é suficiente. você é incrível. você não merece essa dor. você é capaz. está na hora de começar pensar mais em você do que nos outros.
“Em alguns dias, o mundo parece estar todo do avesso. E então quando você menos espera o mundo se endireita novamente.”
— Grey’s Anatomy.
Ser você mesmo é como tomar café quentinho, aquece a alma.
Sofro por coisas que talvez nem aconteçam. A mera possibilidade, o “e se” já me mata.
Menina você tem uma beleza tão singular, não permita que alguém te convença que seus padrões não são convencionais.
Mary, poetizei o silêncio.









