“Amor.. Você sabe que não sou de prometer nada, sabe minha concepção de promessas e sabe o quanto tenho medo de prometer e não conseguir cumprir, mas, preciso prometer algumas coisas que sei que cumprirei. Aliás, terei prazer em prometer que todos os dias vou sorrir para você como se fosse pela primeira vez. Prometo risadas com piadas idiotas. Prometo aventura o tempo todo, afinal, conviver comigo já é uma aventura. Prometo ser presente quando você se sentir ausente. Prometo cafuné ao dormir e carinho ao acordar. Prometo também café na cama com suco de laranja, torradas, chocolates e frutas. Prometo que terá um porto seguro em mim, que posso ser seu saquinho de risadas e seu baú de segredos. Prometo ser seu cais em meio ao caos e nos dias de chuva, ser o calor que te aqueça do frio. Prometo noites e noites de amor, mas também aquele filme na TV da sala, com o colchão no chão e só a luz da lua iluminando o local, prometo que durante o filme eu vou ficar te admirando, vou te surpreender com um beijo e morder seu nariz de leve. Posso ir até fazer uma pipoca e pegar um chocolate quente pra nós. Prometo que iremos ao parque, num final de tarde, andar de mãos dadas e ficar fazendo nada por lá, ficarmos olhando o pôr do sol. Prometo que todas as vezes que me olhar eu já estarei te olhando e sorrindo pra você, afinal, eu piro no teu sorriso. Amo as ondulações e até mesmo os cachos do seu cabelo, teu cheiro, seu jeito, como me olha, como fala comigo, como cuida de mim, como me ama! Mas amor, há coisas que não posso prometer e já te peço perdão, não posso prometer que tu nunca irá sofrer, que tu nunca irá se magoar e decepcionar, também não irei prometer que não terá frustrações e até mesmo algumas complexidades. Preciso ser realista e dizer que você quebrará a cara muitas vezes mas te prometo que estarei ali pra te apoiar, te dar força e te cuidar, vou te encorajar a continuar, a não desistir e sempre lembrar, um passo após ao outro e que devagar também conseguimos chegar onde queremos. De todas as promessas que eu fiz, a maior delas é de te amar acima de qualquer situação e dificuldade, te amar nos dias mais frios, amar quando nem mesmo você consegue se suportar. Vou te amar quando estiver com ciúmes, cheio de birra e marra. Também vou te amar nas situações de tristeza, em nossas brigas, em nossas provocações. Eu vou te amar sempre, porque só eu sei do tamanho do amor que há aqui dentro e acredite, é amor pra caralho. Prometo me apaixonar por você todos os dias, dia após dia, de novo, e de novo, e de novo, e de novo. Afinal, sou melhor com você e por você.”
— Com amor, Escriturias.
Give me back my stuff.
Não vou viver da espera.
Não irei parar no tempo por você.
Ainda que o amor me parta,
Ainda que a dor me vença,
Sempre renasci do meu pesar.
Ainda que me custe acreditar!
Controlaria.
Desejo que você encontre a rota que te faz feliz. Aquela que te leva aos seus verdadeiros sonhos, longe das expectativas de terceiros. Aquela que te faz brilhar e dilatar as pupilas de tanto entusiasmo repleta de uma alegria contagiante e enérgica capaz de envolver a todos ao seu redor. Aquela que te leva ao núcleo do seu ser, nas profundezas de uma alma que sabe o caminho para a verdadeira felicidade; longe dos rótulos, máscaras e padrões sociais. Aquela que flui com tanta naturalidade que apenas existir basta. Aquela que preenche e surpreende. Aquela que você segue sem pensar duas vezes pois sabe que é você. Afinal, você também é o caminho.
Somos apenas crianças deslumbradas pelas novidades e maravilhas do mundo, o problema é que quem deveria nos ensinar e proteger dessa hipnose também são.
Aquele amor que chega de modo repentino como um raio, remexe toda a sua vida como um furacão, te desestrutura como um terremoto, abala as águas do seu emocional como um tsunami, te faz entrar em erupção como um vulcão mas te permite alcançar as estrelas e acende a chama do seu coração.
Só restavam os ecos dos batimentos cardíacos após a queda daquela muralha em meio a uma selva de concretos inabitável que eu mesma ergui para autopreservação. Eu ainda sentia medo do que o futuro me reservava quando vislumbrei no horizonte uma vista bem diferente daquela paisagem sem vida conhecida de antigamente. A insegurança não me dominava como antes, eu a acolhi em meio aos cacos como criança carente que quer atenção e ser cuidada. A ansiedade não me deixava dormir, podia sentir sua presença ao lado e em determinado momento parei de confronta-la e entreguei-me. Curiosamente, a vi levantar-se e ir embora ao amanhecer, respirava aliviada pois finalmente fizemos as pazes. Tudo desaparecia pouco a pouco como sussurros e nas paredes daquele ambiente não havia mais memórias de dores estampadas em cada canto. Pintei-as e decorei com novos quadros e tons para que a felicidade fizesse morada nessa nova aurora. Ouvia-me a distância como ruídos a chamar-me de volta. “Reinvente-se.”
Ela é como o vento; você pode ter a falsa sensação de agarrar sua imagem ou suas ideologias. Sua personalidade ou suas manias. Suas convicções ou paradigmas. Sua mente ou seu coração. Por onde passa deixa uma marca de individualidade, registro de autenticidade, vida em meio a superficialidade. Ênfase na alma, preenchida pelas estrelas, caminhos de arco-íris. Vestes de ternura, sorrisos de cumplicidade, abraços de integralidade. Rosas em seus cabelos, batom vermelho em seus lábios, pensamentos ao luar. Meio dama meio selvagem. Meio drama meio racionalidade. De metades à completude de um ser indomável habituado as suas ventanias.
Nas calçadas das ruas no meio da noite andava em busca de ar fresco. Quanto vazio há nessa cidade cheia de gente. As pessoas se esbarram, se cruzam, sorriem e se vão. Inexistem conexões profundas, vínculos duradouros, parcerias reais. Ou será que estaria eu pedindo demais? O que observo em meio a aglomerado de pessoas são solidões compartilhadas em momentos de diversão sem significado qualquer. Em que instante passei a desejar mais profundidade e menos quantidade em minha vida?
Na bússola da vida, você sempre foi o meu norte.
Aproveitei o fundo do poço a qual me encontrava para sentar-me confortavelmente sob as minhas sombras e permitir que aquele tempo fosse bem empregado para refletir sobre toda uma existência. Não sabia bem como nem por onde começar a jornada de revolução e transformação pessoal mas a minha fé e coragem foram determinantes para dar os primeiros passos mesmo sem chão. Um louco que pula ao abismo de seu inconsciente sem previsão de retorno. Um eremita que fez do silêncio e de sua solidão aliados e mestres valiosos para que nesse período em minha caverna particular pudesse aprender a sabedoria do essencial: que nada nem ninguém é tão sagrado quanto o meu próprio ser e bem-estar.
A vida continua. Não importa o quanto você precise de uma pausa ela simplesmente não pára. Na realidade nem você ainda que esse tempo dure mais do que você acha que devia. O Universo é expansão e nada permanece estagnado. Isso é ilusão. Podia ouvir a cidade como selva viva me confirmando isso; os motores a roncar, os pássaros a cantar, pessoas a conversar. A vida continuava dentro e fora de mim. O vento a bagunçar meus cabelos já não ressoava mais com a antiga bagunça interna na qual eu me encontrei. O eixo havia encontrado o seu equilíbrio. A realidade a frente já não apresentava-se como um filme em preto e branco e mudo; e sim colorido, cheio de sons que reverberavam em minha alma como tilintar dos sinos. Sentia conexão profunda com tudo e poderia dizer que até abençoada após transformações e pequenas mortes das velhas camadas que precisei deixar pelo caminho; como vestes que não serviam mais e sapatos a apertar os pés. Aquele desgastado barco e seus remos deixei a margem daquela lagoa que outrora chamei de lar durante toda a travessia. Remei incansavelmente em solitude e no mais completo silêncio buscando tocar os raios de sol que naquele crepúsculo me cegavam as vistas todavia me convidavam para além daquele horizonte. Lar. Essa sensação de plenitude que só é possível sentir quando liberta-se de antigos grilhões.
Estou de peito aberto Sou puro sentimento Um mar revolto Nessa Cross




