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Stay!

@ihopethis

Somos um universo em evolução, não se cobre tanto...

a nossa fala é um desaviso que não para de correr nas veias de leonardo da vinci nas estátuas de michelangelo que me falam de caos e anjos e demônios e você você me jura ser o bem quando há solidão demais em você e tudo e nada é tão ínfimo como admirar a tua aura escarlate a flor da alma ao esvair-se da pele Esqueça dos ossos esculturados na nossa ausência acho que sim também eu falei das esferas celestes e ninguém quis me ouvir eu contei as tuas faltas e desenhei a faixa de pedestres no parque da esquina só pra te ver passar sorrindo eu ouvi sobre sopranos e imaginei o ar na tua garganta me chamando pra sair de mim eu quis ir morar em você quando eu vislumbrei teus eixos e fases eu quis ficar mesmo nos teus ângulos sombrios mesmo na tua utopia que me esmagava mesmo com os teus amores platônicos tatuados na inconfidência de vila rica quando você se intitulava autor da liberdade ou renunciava pra si algo que não sabe ser você fala aos vivos sobre os perjúrios que é nascer e não continuar vivendo e sabe, eu te escutaria por entre dores eu lutaria com você essas batalhas perdidas quando mesmo newton desconhece sobre essa força

que me leva de volta a você eu falo de verdades eruditas canções estranhas demais a tradução e você me entende

Eu odiava você. Odiava o jeito eloquente que você falava. Odiava o quão inteligente você era. Odiava, ainda mais, como as estrelas nos olhos deles brilhavam fortemente ao falar de você. Por muito tempo eu odiei o fato de que eu odiava você. Isso me fazia sentir pequeno, mesquinho – inferior. Você sempre foi uma boa pessoa para mim. Sempre me tratou como se eu fosse alguém querido para você enquanto eu estava engasgando em meu próprio veneno. Eu não conseguia evitar e, às vezes, ainda não consigo. Às vezes, a inveja ainda queima sob todos os meus sorrisos. Às vezes, quando o veneno se acumula em minha boca,  penso em morder você. Porque eu não consigo deixar de pensar que mesmo que eu faça um acordo com o próprio diabo, eu ainda assim  não seria tão bom quanto você.

- complexo de inferioridade by alix (diário de alix)

Eu fui um tolo de novo. Não importa quantas vezes eu tenha sido enganado, se houver uma chance de um final feliz, continuarei caindo nesta ilusão. Afinal, sou um tolo sem esperança que se recusa a aceitar que isso é tudo que eu posso conseguir. Que estou preso a esta página por toda a eternidade; como um personagem que foi abandonado por seu criador sem a chance de poder alcançar o final do livro, sem a chance de poder alcançar nem mesmo o próximo capítulo. Condenado a viver a mesma pequena história pelo resto de sua vida. Acorrentado a si mesmo sem a chance de escapar.

- algum dia irei ver o que está do outro lado? o fim? by alix (diário de alix)

ser romântico em tempos de frieza é revolucionário, nós e nossas manias de nutrir amor às causas perdidas.

com sorte, minha rebeldia sem causa me faça dar de cara com alguém que me diga " você é exatemente aquilo que eu procurava".

Embora parecesse expansiva e cordial, tinha um temperamento solitário e um coração impenetrável.

gabriel g. márquez

Eu sei, não é hora

Mas tem que ser agora

Se tu não me disser vou embora essa semana

Odeio seus erros

Mas adora sua cama

( também odeio os meus)

- DAY - Pesadelo ft Konai

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não faz muito sentido pensar nas coisas como se fossem um diálogo que eu crio na minha cabeça e que é fácil de resolver.

as vezes eu ensaio algumas coisas pra quando receber uma ligação sua mas a ligação nunca vem.

eu só espero a oportunidade de falar tudo o que tem preso na minha garganta e dizer que você é a maior confusão da minha vida.

isso não soa nem um pouco romântico né? é que eu não te vejo mais dessa forma.

não consigo mais romantizar você.

não consigo te sentir com amor, você dói em mim.

acho que de todas as pessoas do mundo, incluindo as que ainda não me conhecem, você é a menos provável de ser capaz de me amar.

é pesado.

mas eu costumava sentir o seu amor transbordando tão forte e tão seguro que não conseguia respirar, e depois eu percebi que quem te segurava era eu.

eu sempre esperei que você sentisse saudades, mas eu nunca te dei espaço pra isso.

eu não sei amar um pouquinho.

e também não sei receber um pouquinho de amor.

eu sempre quero o máximo, porque eu sou grande demais.

eu sou do tamanho do universo, quando chove em mim, chove lá fora também.

é inverno.

já chove há um mês.

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Prevenção de suicídio:

188 0800 273 8255 0800 290 0024

se pelo menos 3 pessoas copiarem e colarem ou derem reblog já ajuda, é importante.

livros que li esse ano e recomendo (ou não).

• A garota da capa vermelha - Catherine Hardwicke - ⭐️⭐️ ele não é bom, mas também não é ruim, é um meio termo suportável. o final é de dar raiva, porque a autora não colocou no livro, ela manda você entrar em um site, mas esse site não existe mais. prefiro o filme, sendo sincera.

• Céu de origamis -  Luiz Alfredo Garcia Roza - ⭐️⭐️⭐️⭐️ me prendeu do início ao fim. é um livro nacional e a trama se passa no rio de janeiro, então me senti ainda mais envolvida na história e nos cenários. eu só fiquei brava/curiosa com o final, porque ele não explica o significado dos origamis, ou eu não entendi.

• Ela não é invisível - Marcus Sedgwick - ⭐️⭐️⭐️⭐️ esse livro é sensacional. me envolveu de um jeito que eu simplesmente não conseguia parar de ler. terminei em menos de um dia e, mesmo assim, teria terminado antes se não tivesse decidido respirar um pouco. mas é o tipo de livro que pode te deixar paranoica.

• Jardim de ossos - Tess Gerritsen - ⭐️⭐️⭐️⭐️ é muito bom, mas precisa de paciência. a autora é extremamente detalhista quando se trata dos assuntos médicos do livro, o que pode ficar um pouco nojento e cansativo. mas quando tu se envolve e dá uma chance, descobre uma história sensacional. quase chorei com o final.

• Dublê de corpo - Tess Gerritsen - ⭐️⭐️⭐️⭐️ eu gostei bastante. o início é sensacional e foi o que me fez ficar agarrada na leitura. em algumas partes achei um pouco cansativo o drama da Isles, apesar de ser compreensível pela história. tu tenta entender junto com as personagens e isso foi muito legal.

• Como conversar com um fascista - Marcia Tiburi - ⭐️⭐️⭐️ no geral, gostei bastante da reflexão que o livro traz e de como ele aponta a urgência de se repensar a maneira como nos comunicamos uns com os outros. apesar disso, me pareceu um livro incompleto e que às vezes ela enrola só pra encher linguiça.

• A vida na escola e a escola da vida - Claudius Ceccon - ⭐️⭐️⭐️⭐️ livro básico, simples e didático, você lê em uma hora. é uma excelente introdução ao debate sobre a escola e os seus métodos de ensino, caso queira começar por algum lugar, recomendo que seja por ele. as figuras são incríveis.

• Encontro proibido (ebook) - Charlotte Byrd - ⭐️⭐️ a história é ruim, mas a escrita é boa. ele lembra um pouco o filme 365dni, mas ao invés da personagem ser sequestrada, ela foi leiloada por uma noite. a trama é fraca e os personagens também, mas a autora te prende com a escrita fluida, li em um dia, apesar de não conseguir ler a continuação.

• É assim que acaba (ebook) - Colleen Hoover - ⭐️⭐️⭐️⭐️ não tenho palavras pra esse livro. ele aborda relacionamentos abusivos (pode ser gatilho). a personagem faz reflexões que te colocam no lugar dela: você entende seus sentimentos, medos e o que faz ela ficar. entende o motivo de continuar. me fez pensar muito e sentir vontade de escrever pra personagem principal, a Lily. li em um dia.

• A tevê e a criança que te vê - Ana Lucia Magela - ⭐️⭐️⭐️ é um bom livro, mas é de 1989 e a 2° edição de 1993. me fez refletir sobre a utilização da televisão como recurso pedagógico, assim como já se fala em letramento digital. a última parte me lembrou uma redação que fiz no curso normal, sobre o monopólio do conhecimento.

• Na multidão - Luiz Alfredo Garcia Roza - ⭐️⭐️⭐️⭐️ segundo livro que li do Luiz Alfredo e posso dizer que nos dois gostei bastante do estilo de história que surpreende. achei algumas partes cansativas, mas entendo que foram e são necessárias nas histórias com o Espinosa.

• Sol da meia noite (ebook) - Stephenie Meyer - ⭐️⭐️⭐️ o Edward me irritou um pouco com o seu jeito repetitivo, além de parecer que ele nunca conseguia entender que a Bella não tinha medo dele e sim de perder ele. o livro teria metade das páginas se ele não falasse tanto que vai embora e que é um monstro, isso tornou a leitura bem cansativa.

• Amor em dois tempos - Livia Garcia Roza - ⭐️⭐️⭐️⭐️ com certeza entrou na minha lista de livros favoritos. o que eu gosto na narrativa dessa autora é que ela tem uma facilidade muito grande em envolver o leitor. você sente que está dentro da cabeça da personagem principal, vivendo a história com ela.

• Jantar secreto (ebook) - Raphael Montes - ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ tenho certeza que o Raphael é perturbado. a escrita é fluida, a história é surpreendente e ele conseguiu incluir diversas criticas sociais. não recomendo pra quem tem estômago fraco, porque é bem nojento, mas vale a pena pra quem não tem. esse cara agora é a minha religião.

• Eleanor & Park - Rainbow Rowell -  ⭐️⭐️⭐️⭐️ esse foi um dos livros amorzinho que eu mais gostei de ler. ele é fluido, bonitinho, um pouco revoltante, mas tudo na medida. terminei querendo ler de novo. eu teria dado cinco estrelas se não fosse o final. eu não gostei do final. gostaria que alguém me fizesse o favor de mudar. no meu coração o final foi outro.

• Pessoas Normais - Sally Rooney -  ⭐️ eu não gostei desse livro, apesar de ter terminado de ler. achei a história e os personagens fracos, mas, sobretudo, o que me incomodou mais foram os diálogos horríveis. pior livro que li esse ano. não assisti a série, mas suponho que seja melhor que o livro.

• Por Lugares Incríveis - Jennifer Niven -  ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ esse livro foi uma recomendação especial, então se tornou um livro marcante antes mesmo de ler. em diversos momentos precisei parar e respirar um pouco, porque ele tem muitos gatilhos. a história é triste, mas envolvente e bonitinha, inspiradora. e eu não gostei do final, eu mudaria. no meu coração o final é diferente.

• Restou o Cão - Livia Garcia Roza -  ⭐️ eu gosto muito dos livros dessa autora, mas esse em questão foi extremamente cansativo de ler. os personagens são muito parecidos e expansivos demais, chega uma hora em que você cansa das histórias, porque parece tudo a mesma coisa, mas diferente ao mesmo tempo. só recomendo um conto ou outro.

• Teatro dos Lírios - Lulu Wang -  ⭐️⭐️⭐️⭐️ esse livro é simplesmente sensacional. extremamente triste, mas sensacional. eu precisei de três tentativas e alguns meses, mas quando terminei senti vontade de ler de novo. ele é fantástico. envolve política, críticas, reviravoltas. eu não esperava o final que teve, de verdade. só não dei cinco estrelas, por causa das cenas com bichinhos.

• Mil Beijos de Garoto - Tillie Cole -  ⭐️⭐️⭐️⭐️ esse livro é muito bonitinho e muito triste ao mesmo tempo. me lembrou o filme ps: eu te amo (o que é um baita elogio, já que esse é um dos filmes que mais gosto). me deu vontade de dormir e acordar e viver todos os dias com a pessoa que eu amo, colecionando beijos que fazem o coração quase explodir.

• Kafka e a boneca viajante - Jordi Sierra i Fabra -  ⭐️⭐️⭐️⭐️ esse livro é uma gracinha. eu li ele em uma hora, mais ou menos, porque ele é muito rápido e fluido. recomendo pra quem escreve e pra quem não escreve, mas procura algo inspirador.

• Perto do Coração Selvagem - Clarice Lispector -  ⭐️⭐️⭐️⭐️ a Clarice Lispector é a Clarice Lispector. me vi em diversas partes desse livro. me reconheci em muitos traços da Joana e consegui entender muita coisa que eu não conseguia organizar em palavras. em outros momentos fiquei confusa, mas acho que esse livro é muito mais sobre sentir a história.

• Um crime adormecido - Agatha Christie -  ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️ a Agatha Christe é tudo pra mim. esse livro é espetacular, foi uma excelente escolha pra encerrar a lista desse ano, pois conheci a maravilhosa Miss Marple. fiquei feliz que acertei quem era o assassino antes da metade do livro e recomendo pra quem procura um livro rápido e fluido, mas bem envolvente.

a estrela foi o que eu coloquei no meu aplicativo de leitura, o cabeceira, mas eu realmente não sei avaliar desse jeito, então nem é uma coisa relevante de verdade.

senti meus pés afundarem no chão justamente no momento em que eu precisava correr. perdi o sentido da audição e o foco, e parecia que as paredes ao meu redor estavam se fechando devagar, apenas para a minha tortura. procurei por teus olhos, aqueles que me serviram de mapa durante anos nessa minha árdua caminhada. procurei pelo conforto e carinho que teu olhar sobre mim carregava, como quem dizia “estou aqui, não precisa levar o fardo sozinha.” procurei por teu sorriso de canto de boca, aquele que você sempre me dava quando eu sobrevivia a mais um dia. alívio. e quando o encontrei, não os reconheci. porque o que outrora refletia amor, foi revestido por raiva e arrependimento. você não me queria mais, eu soube. não devia ter lhe deixado entrar sabendo do quão quebrada eu estava. mas é que você parecia tão disposto, entende? tão certo de que não se importava com minhas incertezas e inconstâncias. por um momento achei que pudesse dar certo. que ao invés de arrastá-lo para o meu caos, eu pudesse segui-lo até seu nascer do sol. e, naquele instante, quando você finalmente conseguiu reunir coragem para me enxergar, eu soube que não havia mais espaço para mim ou um nós ali. havia dor em seus olhos, repulsa. minhas cicatrizes expostas - aquelas que você me convenceu de que eu não devia ter vergonha em mostrar -, já não eram agradáveis aos seus olhos. já não tinham mais os mesmos significados. passaram a ser só símbolos daquilo que você não queria se tornar e, por ironia, transformou-se. porque eu sei que apesar das maiorias das noites serem de tempestades, e do meu psicológico ficar cada vez mais instável, uma parte em você ainda acreditava que eu pudesse ser consertarda. uma parte em você acreditou ser a cura para a doença que me tornei. e eu entendo toda essa rejeição com que você me olhou, porque parte minha também acreditou que você fosse o remédio para minhas feridas. parte minha quis que você pudesse me salvar. e eu sinto muito, porque eu nunca pensei que meu estado caótico pudesse ser contagioso. e não pensei que meu vício em atitudes destrutivas pudesse influenciar uma alma tão resistente e resiliente quanto a que você tinha. confesso, no primeiro instante não quis crer em apenas um olhar. então forcei-me a caminhar em sua direção. e a cada passo que eu dava para a frente, você dava dois para trás. e se esvaía facilmente, como areia entre meus dedos. como se fosse inevitável ser levado para outro lugar pelo vento do destino. procurei por teus braços, que foram minha casa quando eu não tinha para onde ir. que eram capazes de me reconstruir quando eu despedaçava lentamente por dentro. teus braços que pareciam ter sido feitos especialmente para me passar a força necessária para enfrentar o mundo que insistia em recair sobre meus ombros. você não se importava com a possibilidade de acabarmos nos fundindo, lembra? parecia gostar da corda bamba que era se relacionar comigo, parecia se intrigar com meus transtornos e gostar da adrenalina de os fazer acalmar. parecia que o fato de eu ser desafiadora era suficiente para fazê-lo ficar. então, quando finalmente lhe alcancei e encontrei teus braços, estavam cansados de tentar me recolher e juntar para caber em ti. e me recusaram. e teu desprezo doeu mais que o empurrão que me deu na tentativa de me expulsar de sua vida. doeu porque sempre pensávamos que, de nós dois, eu seria a pessoa a ir embora - eu nunca fui boa em permanecer, você sabe. doeu porque eu sempre fui feita de vidro, mas fui tola ao pensar que dessa vez não me quebraria. doeu porque eu já havia aceitado o meu fim, e o fato de que não deixaria ninguém sentir a dor dos meus próprios machucados. e parecia que as paredes estavam cada vez mais próximas de se fecharem, mas foi minha garganta que o fez quando tentei engolir o grito agonizante por ter visto você partindo. e o chão duro e sujo pareceu ser o lugar certo para mim, lugar do qual eu nunca deveria ter saído. mas saí. é que você não havia simplesmente me estendido a mão, ao invés disso me pegou no colo, me fazendo a promessa de sempre me carregar quando eu não tivesse forças para caminhar sozinha. você estava tão pronto para mover o impossível para me enxergar além do que eu mostrava, lembra? não pareceu se importar com o peso de minhas bagagens físicas, emocionais e psíquicas. não, não estou tentando culpá-lo. eu só… me sinto responsável. eu sabia que algumas partes minhas não eram seguras para nadar, e mesmo assim deixei você mergulhar. eu juro, nunca foi minha intenção lhe atingir e fazer afogar. mas se te serve de consolo, quando você voltou à tona e decidiu partir reconhecendo que prefere a calmaria de um lago a imprecisão do meu oceano, fui eu quem perdeu o fôlego. sufocando com palavras nunca proferidas. e com a falta delas. eu sinto muito. de verdade.

Imagine - Harry Styles.

E vamos nois de imagine com o Harry de novo… hehe Espero que gostem. Um melzinho mais delicadinho para compensar o imagine de segunda! 😏😘

Pedido: Pode fazer um com o Hazza em que ele está em turnê, tava tipo no primeiro mês e a S/N não aguentava mais de tanta saudade, então ela viajou pro Japão pra ir no show dele, aí ela não conseguia esperar mais tempo, ela entrou no palco no meio do show dele e foi correndo abraçar ele por trás e o Harry leva um susto, aí ele se vira e abraça ela e a plateia acha isso muito fofo??💖 - Anônimo. 

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Sabe quando nossas mães sempre nos ensinavam a pensar antes de agir? A não fazer nada levado pela emoção?

Pois bem. Parecia que (S/N) tinha se esquecido desses ensinamentos. Motivada pela saudade enorme que estava sentindo do namorado, que estava há pouco mais de um mês longe de casa, comprou uma passagem para Tóquio apenas para poder passar algumas horas com ele.

É verdade que ficar longe de quem amamos é sempre difícil. Mas ela é ainda mais sensível sobre isso. E principalmente quando se trata dele.  

A turnê ‘Fine Line’ estava sendo um sucesso. Harry tinha um total de 30 países para visitar, mais de 200 shows agendados, e alguns meses para ficar longe de casa. É óbvio que ele estava feliz e empolgado com tudo isso e com a grandiosidade que sua carreira se tornou. Mas ele estava morrendo de saudades da sua garota.

Quando (S/N) finalmente desembarcou no aeroporto, ela suspirou cansada. De fato, o fuso horário tinha a deixado acabada. Depois de pegar sua bagagem da esteira e entrar em um taxi, ela finalmente olhou seu celular. Uma mensagem de Harry brilhava na tela e ela sorriu.

Babe, eu estou no Japão agora. É um lugar muito bonito, e eu quero trazer você aqui um dia; mas o fuso horário é péssimo. Em dois dias eu vou para a Bélgica. Eu vou te ligar assim que eu chegar lá. Preciso ouvir a sua voz… estou com tantas saudades, babe. Me responde quando puder! Eu te amo muito. Beijos.

Calma, Harry… Em breve você vai ouvir a voz da sua garota, e não será por uma ligação ou chamada de vídeo.

Antes de respondê-lo, (S/N) marcou outro número para discar. Ela foi atendida no terceiro toque.

- Oi, (S/A)!

- Oi, Jeff! – Ela sorriu. – Eu preciso de um favor seu…

- Diga lá. O que eu posso fazer por você? – Ela escutou uma porta fechar.

- Primeiramente eu preciso saber onde o Harry está.

- Ele está na passagem de som. Aconteceu alguma coisa? – Ela poderia afirmar que Jeff estava com a testa franzida em sinal de confusão.

- Certo. Alguma chance dele ir para o hotel?

- Não… Ele tem uma entrevista daqui trinta minutos, e depois ele volta para a arena e fica lá até a hora do show. Você vai me dizer por que está me perguntando tudo isso? – Ele pergunta rindo.

- Eu vou explicar, mas você tem que me prometer que não vai contar para ninguém.

- Eu prometo! – Ele garante.

*

Assim que chegou ao hotel, com a ajuda de Jeff, (S/N) foi para o quarto que Harry está ocupando. Ela tomou um banho longo e colocou uma roupa apresentável. Não demorou muito para que ela chegasse no local no show, que já estava completamente lotado.

Somente depois que Harry entrou no palco, que ela entrou. Jeff lhe entregou as credenciais e ela conseguiu acessar o Backstage. A cada passo que ela dava, mais dava para ouvir a voz de Harry e mais seu coração acelerava.

- Oi! Como foi a viajem? – Jeff perguntou assim que a viu.

- Oi! Tudo tranquilo. – Ela sorriu.

- Que bom. Vamos subir, vem. – O produtor de Harry a levou até a parte de cima do palco, para que ela conseguisse assistir o show de perto.

Somente quando ela chegou à beira do palco que ela o viu. E ele estava tão lindo! A plateia estava lotada, e todos ali cantavam a musica junto com ele. Ela não poderia estar mais feliz e orgulhosa dele por ver aonde ele chegou.

Assim que ‘Watermelon Sugar’ terminou, o músico tomou um pouco de água e se recompôs para falar com seu público. A interação com a plateia durante o show era o mais divertido para ele.

Mas antes que ele pudesse falar alguma coisa, sua cintura foi abraçada e outro corpo foi colado no dele. Ele deu um salto e se virou rápido, pensando que poderia ser alguma fã que invadiu o palco.

Seu coração parou quando ele viu quem estava o abraçando. (S/N) sorriu largo para ele e o abraçou apertado. Demorou alguns segundos para ele se recuperar do choque de vê-la bem na sua frente e retribuir o abraço. A plateia toda começou a gritar, achando a cena extremamente fofa.

- Eu não acredito que você está aqui! – Ele disse no ouvido dela, ainda a abraçando. – Você é maluca! – Ele riu e olhou para ela.

- Eu estava com saudades. Então eu resolvi vir aqui para te ver. – Ela responde sorrindo e ele nega com a cabeça. Ele a abraça mais uma vez, aspirando todo o perfume dela de que ele sentiu tanta falta nas últimas semanas. Ele se afasta e dá um beijinho nos lábios dela. Toda a plateia ovaciona e só então eles voltam para a realidade.

- Eu agradeço a presença de todos vocês. O show acabou… – Harry diz para a plateia e todos gritam e dão risada. – Façam muito barulho para a minha incrível namorada, que acabou de fazer uma longa viagem só para me ver.

Um coro de “awn” é ouvido é (S/N) esconde seu rosto com vergonha. Harry ri da reação dela e a beija na bochecha.

- Tudo bem, vamos continuar de onde paramos antes dessa interrupção maravilhosa. Para mim, pelo menos. – Todos riem e ele se separa dela. – Eu vou terminar esse show o mais rápido possível! – Ele diz apenas para ela, e os dois dão risada.

Ela caminha para fora do palco e ele toma mais um pouco de água e pega seu violão. Depois de conversar um pouco com seu público.

- Eu não costumo fazer isso, mas eu tenho que dedicar essa música para uma pessoa muito especial para mim. Eu sei que ela gosta muito dessa música, então… – Ele se vira brevemente para olhar para sua namorada. – Essa é para você, babe. Eu te amo!

Sweet Creature’ começou a tocar e (S/N) cantarolou baixinha a música inteira. Assim como fez com todas as que foram tocadas depois. Somente depois de uma hora com muitas músicas e brincadeira, Harry se despediu e encerrou o show.

Ele praticamente correu para fora do palco e abraçou apertado a namorada.

- Eu não consigo acreditar que você está aqui. Você está aqui mesmo? – A voz do moreno saiu abafada e ela riu um pouco.

- Eu estou aqui! Eu estava com tantas saudades, e eu precisei vir ver você. – Ela disse fazendo um carinho no cabelo dele.

Ele olhou para ela por alguns instantes antes de beijá-la com vontade. Um beijo lento e demorado, do jeito que ele quis fazer desde o momento que a viu em cima do palco. Do mesmo jeito que ele vem sonhando em fazer quando a reencontrasse depois que sua turnê acabasse. O beijo demonstrava todo o carinho e a saudade que eles sentiram um do outro durante esse tempo que ficaram longe.

- Vamos para o hotel? Eu só quero poder ficar com você pelo resto da noite. – Ele diz olhando para ela, que concorda sem pensar duas vezes.

Durante todo o trajeto até o hotel, Harry encheu sua garota de beijos e ficou abraçado a ela o tempo todo. Styles nunca esteve tão feliz por ter terminado um show e por estar de volta ao seu quarto.

- Quando você tem que ir embora? – Ele pergunta ela estreita os olhos para ele.

- Por quê? Já está me mandando embora? – Ela sorri e ele revira os olhos.

- Não. Eu só quero saber quanto tempo eu tenho com você para poder aproveitar muito bem cada minuto ao seu lado. – Ele a puxa para perto dele, e abraça sua cintura.

- Nesse caso, eu vou embora amanhã de noite. – Ele sorri. Ele teria mais tempo do que tinha imaginado. – O que você pretende fazer para aproveitar bem esse tempo? – Ele sorri e raspa seus lábios nos dela.

- Eu quero começar te dando muitos beijos. – Ela sorri e estica deu pescoço para beijar os lábios carnudos e vermelhos do moreno.

- Acho um bom começo! – Ela sorri. – Por que você não vai tomar um banho bem quentinho? Você deve estar cansado. – Ela faz um carinho no rosto dele e ele concorda com a cabeça.

- Só se você vier comigo. – Ele a aperta em seus braços.

- Com prazer! – Ela responde sorrindo.

Depois de mais uma sessão longa de beijos, eles finalmente vão para o banho juntos, para depois relaxarem juntos na cama confortável do hotel, penejando não sair dos braços um do outros pelas próximas vinte e quatro horas.

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laura me disse sobre as nossas falhas habituais quando a gente pensa que um dia feliz é um dia sem irritações, mas felicidade mesmo era estar vivo dentro de si “a tristeza mata a gente aos poucos”, ela dizia “temos que nos amar de volta pra restaurar os ecos de nós” ser inteiro não era nunca estar quebrado era estar sempre disposto a se consertar 

eu ainda não me acostumei com a sua ausência. isso fica bem evidente quando vai chegando meu aniversário.

sabe vó, eu voltei da faculdade e me peguei olhando para central do brasil pensando o quão prazeroso seria poder ligar para a senhora hoje. eu ainda tenho a sua voz guardada em mim e me peguei sorrindo imaginando suas frases carinhosas e sua risada calorosa. eu queria poder te contar sobre o quanto tenho estado feliz ultimamente. te mostrar o quanto cresci e amadureci, sempre levando em consideração tudo o que você me ensinou. queria que você conhecesse a pessoa que tem me feito estar bem. eu sei, imagino que a senhora teria uma conversa séria com ele.

hoje, eu queria poder compartilhar essa minha felicidade com você.

fico imaginando o quão incrível seria te contar que minha mãe e minha tia estão bem próximas. ficaria horas narrando os momentos que elas estão vivenciando juntas. você ficaria feliz quando me ouvisse animado e contando que estou ansioso para o meu aniversário sábado. vai ter festa e todo mundo vai estar reunido. acredita?

eu acho que iríamos chorar quando eu te dissesse que tudo o que eu mais queria era ser acordado por você mais uma vez no meu aniversário cantando parabéns e questionando se de fato você havia sido a primeira.

você sempre fez questão de ser a primeira.

eu sei que a senhora não está mais aqui e busco o conforto nas lembranças dos momentos em que estivemos juntos.

eu sou eternamente grato por ter tido a oportunidade de viver e aprender com você.

essa noite, eu quero deitar e lembrar de como era quando eu estava na sua casa. quero poder sentir o cheiro do café sendo feito e do cigarro acesso. quero lembrar da santinha fluorescente na cabeceira da cama. quero poder fechar os olhos e sentir seu abraço e aquele beijo molhado nos olhos que a senhora adorava dar.

essa noite, mesmo não estando mais aqui eu quero poder ser abraçado pela sua lembrança. quero poder dormir bem como sempre dormia ao te abraçar e ouvir você dizer

“boa noite, meu filho!”

sua benção, vó.

you drive me wild @ deylor at 2027

o relógio já se aproximava de onze da noite quando de lo pardo finalmente saiu de sua caverna no meio de los angeles e voltou para o mundo real, estava em processo de finalização da versão deluxe do freedom, seu segundo álbum de estúdio, e por isso passava a mior parte de seu dia enfurnado em uma sala acústica junto com os outros colaboradores do projeto, que iria marcar o início de sua nova turnê. “como assim você vem me buscar e não traz nem uma cerveja pra mim, patch?” questionou ao seu melhor amigo e assessor só para provocá-lo. delo e ele trabalhavam juntos desde 2019, quando o DJ ainda tocava apenas nas baladas de nova york. “achei que depois de mais de 12 horas de estúdio você quisesse… sei lá, ir pra casa descansar!” o americano comentou com um tom de voz um tanto quanto trêmulo, como se estivesse querendo falar alguma coisa mas resguardando-se e escolhendo todas as suas palavras com certa cautela. 

por fim, delo acabou se despedindo dos outros rapaz e foi embora com patch. antes de entrar no automóvel, ficou cego por alguns segundos com a quantidade de flashes que tinha em cima de si, coisa que não era muito comum de se acontecer, não daquela forma. a última vez que o mexicano tinha visto tantos paparazzis em cima de si foi quando deixou a cadeia no ano anterior e apesar de não estar nem um pouco focado no que os urubus - como ele gostava de chamá-los - berravam em seus ouvidos, pôde ouvir que alguns deles comentavam de taylor e sobre um certo videoclipe. mentalmente, delo cogitou que todos estivessem falando de strawberries and cigarettes, música que lançaram juntos em 2021 para assumir o namoro, mas não fazia sentido falarem daquela música seis anos depois. ao entrarem no carro e ir recuperando a visão aos poucos, o mexicano comentou com seu amigo sobre o que tinha ouvido e partir daí sentiu que tinha algo de errado rolando. “então miguél…” patch começou a falar. “taylor lançou um EP hoje e uma das músicas é explicitamente sobre você!” por mais que com o tempo o agente de delo tenha passado a ser um pouco mais humano para dar notícias, não tinha muito o que fazer naquela hora, já que a qualquer momento que delo entrasse nas redes sociais iria ver a centena de marcações no instagram e twitter sobre o assunto.

ainda dentro do carro, patch mostrou o videoclipe para o mexicano, que começou a chorar ao perceber todas as referências feitas pelo homem que ainda amava. conhecendo taylor da forma como conhecia, sabia que cada take foi muito bem pensado para que só miguél entendesse o que ele queria dizer e assistir ao mais novo em um piquenique azul o transportou na mesma hora para o dia em que eles disseram eu te amo pela primeira vez um ao outro. “eu preciso ver ele!” foi tudo que delo conseguiu dizer ao terminar de assistir e ficar encarando feito um bocó a tela do celular. “liga pra ele, pra mandy, sei lá!! eu preciso ver ele, eu… eu…” a forma como delo chorava o impedia de concluir qualquer uma de suas falas e, prontamente, patch atendeu o pedido do mexicano ligando para mandy. “hey girl…perdoa a demora para o contato que você sabia que eu faria, delo estava desde às cinco da manhã em um estúdio finalizando o freedom e… ah não, delo tá bem!! chorando feito uma criança, mas bem. onde é que vocês estão? ele tá querendo ir ver o little T… sabe com é, né… mais uma vez dO QUE??? AH, NÃO BRINCA MANDY… CÊ TÁ FALANDO SÉRIO? tá bem, me manda por mensagem!” ao desligar a ligação, o loiro olhou um tanto preocupado para delo, que ao saber que taylor estava em paris, tratou logo de dar um jeito de chegar até o outro lado do oceano.

por sua vez, patch tentou de todas as formas impedi-lo, mas não tinha jeito: ou ele arrumava um jatinho pra delo ou o próprio delo se virava para chegar lá. graças a sua sorte e toda a influência que tinha, com a ajuda de patch o mexicano conseguiu fretar um jatinho para paris de forma super discreta e sem despertar os paparazzis que sempre ficavam pelo LAX em busca de algum flagra. apesar de sempre acompanhar miguél, desta vez patch permaneceu em los angeles para se justificar no dia seguinte nos compromissos que delo tinha. após pouco mais de sete horas de voo, o jatinho do DJ chegou na capital francesa e ainda que lá fosse bem mais tranquilo do que los angeles, algumas pessoas o reconheceu e tiraram fotos, fazendo a breve passagem dele pela cidade se tornar algo de conhecimento público. no aeroporto miguél já tinha um carro o esperando e ao passar o endereço para o motorista, pegou o celular para avisar patch que tinha chegado bem lá. “tu m’attends?” disse perfeitamente em francês ao motorista quando percebeu que tinham chegado ao hotel em que taylor estava hospedado. “je ne serai pas long, je te le promets!” sorriu de forma amigável, descendo do automóvel e adentrando no prédio logo em seguida.

após cruzar toda a recepção, dentro do elevador sozinho pôde sentir um mal cheiro vindo de seu corpo, já que não tomava banho há mais de 24 horas. por ter sido tudo feito às pressas, delo não teve tempo nem de pegar malas nem nada, apenas saiu do estúdio direto pro aeroporto e se enfiou em um jatinho para paris atrás do homem que amava. cada passo que dava pelo corredor em direção ao quarto de taylor ficava nervoso como se fosse a primeira vez em que fosse vê-lo. não sabia como estava a vida do rapaz, mas da última vez que viu algo, ele estava se relacionando com um cara, porém, mesmo que ainda estivessem juntos, delo não iria recuar naquela altura do campeonato sem dizer para o mais novo tudo o que queria dizer. parar na frente da suíte presidencial fez o coração do DJ acelerar, mas sem pensar muito ele se limitou em erguer a mão no alto e dar fortes batidas na porta, sem nem ter se atentado ao fuso horário e que já era tarde da noite em paris.