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@hakunamatata00014-blog

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Bruno, a tempestade chegou até aqui e tirou as pessoas de suas camas e sonhos. Eu quis chorar, mas Deus teria ficado triste comigo porque lá fora todos choravam as suas perdas enquanto a mãe das duas vítimas questionava a sua própria existência. Ela só tinha eles, Bruno, e eu pensava que só tinha você, mas lá no fundo - embalada a vácuo - a minha coragem se escondia por debaixo dos escombros que você deixava todas as vezes que me destruía um pouco para manter-se inerte e inalcançável dentro da sua bolha de nada-me-afeta, me afetando sempre que deixava escapar dela qualquer pouco de ar que mal me enchia os pulmões. Mas eu já respirava antes de você, Bruno, e meus ossos não doíam, e eu não precisava ter medo de olhar as pessoas nos olhos sem esperar que o seu me atravessasse ao me olhar de volta, eu não precisava atravessar o deserto do Saara que tenho no peito para encontrar a parte boa do que eu era antes de você. Sabe Bruno, eu já não sei mais o caminho de volta, e me perdoei por isso hoje de manhã. Me perdoei porque li em algum lugar que a gente só é feliz quando se perdoa.

Pelos dias compridos nessa guerra interna maior que a da Síria e pelas moléculas do seu amor que ainda circulam em mim, só que agora, em paz. Com amor e sem mágoas, Ana.

Letícia Silva - Deprimentes.

Source: deprimentes
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Ana, caiu uma tempestade por aqui esses dias, parecia que o mundo ia acabar, e eu fiquei rezando para que ela não chegasse até você. Lembrei do seu medo de chuva quando vi na TV que várias pessoas estão desabrigadas e que duas morreram. Ainda me pergunto se você está bem. Pensei em te ligar para te lembrar do que deixou para trás, e perguntar o motivo de termos mudado tanto. Sabe Ana, as coisas por aqui não andam bem, minhas dores de cabeça estão mais frequentes, o frio parece ser mais intenso e a minha mãe ligou dizendo que o meu avô vive perguntando por mim. Você não sabe, mas ele tem alzheimer, e ainda lembra o meu nome. E eu tenho medo de voltar, Ana. Tenho medo porque ele já não se lembra mais da minha avó, mas se lembra de mim, e você não. Eu só queria que ele conseguisse se lembrar de quem ama e você também. Queria um silêncio que gritasse menos e que você não me mudasse tanto, e pelo menos uma vez, conseguir sair ileso dessa guerra de querer ser alguém para você antes de tentar ser alguém para mim. Eu fico vendo as pessoas indo e vindo na esperança de que você apareça mas você não vem. Tem uma nova vida, um novo emprego… E eu continuo morando só e dando nome as minhas fraquezas. “Ana” até de trás pra frente. Com amor e ainda com medo, Bruno.

Letícia Silva - Deprimentes.

Source: deprimentes
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As lágrimas são como pontas de facas, na medida que escorrem pela minha face, eu sinto uma dor na alma, ESTÃO RASGANDO O MEU CORACÃO. -"Sentimento desconhecido".

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Em minha bagunça

É uma sexta feira qualquer de uma semana qualquer em um ano qualquer. Em um lugar não tão importante um ponto no mundo procura se esconder. É um silêncio cretino com ruídos repentinos e lágrimas sós. São momentos enterrados, por falsos dramas soterrados para evitar solidões. Foi meio que largado de canto que começou o pranto e invadiu a sala. Enquanto correm por todos os cantos aqui no meu canto a lágrima não para.

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retencios
Sentir falta é diferente de sentir saudade. A saudade bate, agonia, estremece. A falta congela, chora, entristece. A saudade é a certeza que a pessoa vai voltar. A falta, é o querer ter de volta, mas saber que não vai ter.

Tati Bernardi.  (via dedilhar)

Source: retificado
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É tão curto o amor, e é tão longo o esquecimento. Porque em noites como esta eu a tive entre os meus braços, minha alma não se contenta com tê-la perdido. Ainda que esta seja a última dor que ela me causa, e estes, os últimos versos que lhe escrevo.

Pablo Neruda (via frases--suicida)