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Elric.

@fraterpendurabo

"Nullius in Verba"
Existe um ciclo em que a terra segue repetidas vezes que se chama movimento de translação, que faz com que a terra gire em torno do sol em 24 horas, por consequência, temos a separação de dia e noite... A cada dia que passa, o sol nasce e se põe, assim repetidas vezes, e em cada repetição, eu me sinto mais perdido, estou perdido... A cada dia meu ser é desfragmentado em pequenas partículas, que são fixadas em momentos, pessoas, atitudes, palavras, frases...
A cada dia me sinto mais incompleto, me sinto vazio, estou sendo roubado de mim mesmo por coisas que nem eu mesmo sei, coisas que não lembrarei quando o sol se por...
Estou perdido...
Me perdi em coisas que nem eu mesmo tive, me perdi em pessoas que não poderei contemplar o calor de seu abraço, me perdi em lugares que não voltarei novamente e em lugares que nunca estive... Me perdi em sonhos não realizados e desejos extirpados, me perdi em mim mesmo... Estou perdido, pois me perdi tentando me encontrar...
Vasculhei o cemitério que existe em mim na tentativa de achar um possível túmulo meu, vasculhei os amontoados de derrotas, fracassos e problemas, mas não achei... Não consegui encontrar-me no lugar mais íntimo e profundo dentro de mim. Procurei em lugares que prometi nunca mais visitar, procurei em lugares que imaginei não mais existir, mas não pude me encontrar... Me perdi no processo de procura e no de compreensão de como me perdi, então concluo que estou perdido de verdade pelo simples fato de me perder em meio a uma incessante busca por mim mesmo. Mas em uma tentativa desesperada de me encontrar, eu procurei no último lugar que eu não queria me achar, meus pensamentos, não queria me encontrar imerso nos amontoados de pensamentos que eram armazenados aos montes em minha cabeça... Mas já totalmente desanimado e sem nenhuma esperança pois foram tantas procuras que resultaram em falhas, que eu já estava cansado de tentar me encontrar, mas eu queria ter a certeza de que não estava ali, então segui em diante e se deparando a porta que daria caminho aos meus pensamentos, um sentimento horrível tomou -me. Abri a porta e já pude enxergar-me totalmente submerso, corri em uma tentativa desesperada de me ajudar, mas fui rejeitado por mim mesmo, eu havia me tornado refém dos meus próprios pensamentos e ao mesmo tempo um estranho para mim... E essa rejeição causou a minha própria morte... E mais uma vez o tempo para e um túmulo em mim se abre, um lindo e melancólico caixão que abrigava o restício do que fui um dia. Já não estava mais perdido, a partir daquele momento eu já saberia onde me encontrar toda vez que sentisse minha falta... Mas ao mesmo tempo, ironicamente eu estava me perdendo de uma forma diferente, desta vez era uma lembrança eterna... Sempre saberei onde me encontrar, mas sempre estarei "perdido"...
-Elric.
“Eu não quero respostas. Não mais. Não quero que você volte atrás, nem quero que diga que se arrependa. Não tem nada mais para ser dito e nem discutido. Você pediu por isso, insistiu por isso, implorou por isso. Pra que eu desistisse, pra que eu fosse embora. No seu lugar, eu também não teria insistido muito. Mas no meu lugar, qualquer um teria desistido. Eu fiquei do seu lado, eu me importei quando ninguém se importava. Eu entendi a sua tristeza, eu compreendi o seu silêncio. Eu entendi tudo. Eu me coloquei em segundo lugar, só pra deixar você em primeiro. Eu passei a amar menos as pessoas, pra poder te amar mais. E em todo lugar que eu ia, eu queria estar com você. Eu deixei todas as pessoas do mundo por você. Porque eu achava que você valia mais do que todas as pessoas do mundo juntas. Eu achava que você era tudo. Mas olha só agora, olhe hoje por exemplo. Eu não quero nem respostas. Não quero mais nada, nem exijo mais nada. De todas as coisas do mundo, eu só queria que você tivesse me entendido. Queria que tivesse ficado, sabe? Queria que você não tivesse desistido, e que não tivesse me obrigado a desistir também. Eu queria muita coisa. Eu quis muita coisa. Hoje não, hoje eu não quero nada. Não quero mais.”

robin and stubb. 

Não posso esperar mais nada de você

Não posso mais esperar uma mensagem, uma ligação ou qualquer coisa do tipo

Só queria a minha casa, minha mãe

Um abraço

Tenho que parar de me iludir com coisas que não são reais

Com as partes minhas que ainda acreditam em nós

Que encontram brachas nessa amontoado de merda em que nos transformamos

Pra me fazerem crer que tudo vai ficar bem

Que ainda há esperança

Não há.

E no fundo eu só queria poder te dizer tudo isso

Mas você não se importa mais, amor.

“Eu preciso de um cigarro, um maço de Malboro Blue sei lá o quê. Preciso de 100 tragos e alguns litros de vodka barata que façam eu me jogar no vazio e sair desse abismo, de um vicio que me deixe miserável e seja mais caro do que as minhas migalhas, algo que sugue de mim todos os pedaços que você deixou aqui e me deite ao chão como um mendigo viciado. Eu preciso de uma dose maldita de cachaça e alguns gritos surdos no meio de um beco escuro qualquer, um veneno que me dê o controle sobre as sensações que circulam pela minha veia. Eu preciso de qualquer coisa seja capaz de devolver o livre arbítrio que você me tirou.”

Danielle Quartezani

Source: capitanias
“Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou duro demais com ele, eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja. Há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas eu despejo uísque sobre ele e inalo fumaça de cigarro, e as putas e os atendentes dos bares e das mercearias nunca saberão que ele está lá dentro. Há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou duro demais com ele eu digo, fique aí, quer acabar comigo? Quer foder com minha escrita? Quer arruinar a minha vida? Há um pássaro azul em meu peito que quer sair, mas sou bastante esperto, deixo que ele saia somente em algumas noites quando todos estão dormindo. Eu digo, sei que você está aí, então não fique triste. Depois o coloco de volta em seu lugar, mas ele ainda canta um pouquinho lá dentro, não deixo que morra completamente. E nós dormimos juntos, assim, com nosso pacto secreto e isto é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e você?”

Charles Bukowski. 

Hoje que a mágoa me apunhala o seio, E o coração me rasga atroz, imensa, Eu a bendigo da descrença, em meio, Porque eu hoje só vivo da descrença. À noute qunado em funda soledade Minh’alma se recolhe tristemente, P’ra iluminar-me a alma descontente, Se acende o círio triste da Saudade. E assim afeito às mágoas e ao tormento, E à dor e ao sofrimento eterno afeito, Para dar vida à dor e ao sofrimento, Da saudade na campa enegrecida Guardo a lembrança que me sangra o peito, Mas que no entanto me alimenta a vida.

Saudade - Augusto dos Anjos.   (via retaliador)

Source: retaliador
Aprendi que amores eternos podem acabar em uma noite, que grandes amigos podem se tornar grandes inimigos, que o amor sozinho não tem a força que imaginei. Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno, que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal, gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos. Que os poucos amigos que te apoiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram. Que o “nunca mais” nunca se cumpre, que o “para sempre” sempre acaba, que minha família com suas mil diferenças, está sempre aqui quando eu preciso. Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo, que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo. Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido tudo.

William Shakespeare. (via versificar)

Não devemos enfeitar nem embelezar o cristianismo: ele travou uma guerra de morte contra este tipo de homem superior, anatematizou todos os instintos mais profundos desse tipo, destilou seus conceitos de mal e de maldade personificada a partir desses instintos — o homem forte como um réprobo, como ‘degredado entre os homens’. O cristianismo tomou o partido de tudo o que é fraco, baixo e fracassado; forjou seu ideal a partir da oposição a todos os instintos de preservação da vida saudável; corrompeu até mesmo as faculdades daquelas naturezas intelectualmente mais vigorosas, ensinando que os valores intelectuais elevados são apenas pecados, descaminhos, tentações. O exemplo mais lamentável: o corrompimento de Pascal, o qual acreditava que seu intelecto havia sido destruído pelo pecado original, quando na verdade tinha sido destruído pelo cristianismo!

Friedrich Nietzsche. (via retaliador)

Source: retaliador
Em um segundo você pode sentir um milhão de coisas diferentes que variam da frustração ao carinho absoluto; em um segundo você pode sentir a tristeza de uma derrota, a ansiedade de uma espera, os ventos gélidos da solidão e as angústias desnecessárias da vida. Você pode sentir a brisa tocando seus cabelos, a suavidade de um beijo a enrubescer-lhe a face, um abraço de quem você ama, seus pensamentos podem voar além do limite da compreensão humana. Quando se é uma pessoa intensa, um segundo é um tempo suficiente para apreciar coisas que estão aí, estampadas na nossa cara, mas que fazem total diferença. Você pode apreciar o nascer do sol, o brilho das estrelas, sentir o perfume das flores… Mas um segundo também é tempo suficiente para atitudes destrutivas. E foi em um segundo, apenas isso, um segundo, a parte quase que imperceptível da vida, que alguém conseguiu destruir uma boa parte da minha alegria quando, esse alguém, saiu por uma porta que não possibilita retorno. Tudo bem. Vá! Saia de minha vida e não volte mais. Deixei meu coração aberto para receber você e a única coisa que recebi foi a dor de uma adaga, rasgando meu peito e abrindo a janela para as borboletas mortas caírem. Garanto-lhe que ficarei bem melhor sem você, eu acho… E é deste oceano de achismo que tenho medo. Tenho medo da sua pessoa me fazer falta a ponto de me deixar imerso em pensamentos que matariam minha razão, fazendo-me ir até você como um vira-lata vai até alguém que lhe deu carinho. Ao mesmo tempo que tudo isso vem em minha mente, penso o quão orgulhoso sou. Talvez isso me ajude a superar tudo isso - mesmo que seja doloroso. Ora! Sou confuso. Ora quero, ora não quero; ora desejo, ora desisto. Horrível isso! Horrível perceber que estou sozinho nesse mundo sombrio.

Irreprimíveis & Retaliador - Amores de um Poeta.  (via retaliador)

Source: retaliador
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Um dia você vai se lembrar de mim. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Talvez, até tente o meu, mas até lá posso não querer mais te atender ou talvez nem seja mais meu aquele número. Você vai tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém pra sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundo, quando seus pés perderem o chão, você vai lembrar do meu carinho e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus beijos e abraços, da minha preocupação quando você saía e esquecia de pegar a blusa de frio… E só terá uma música repetindo no seu rádio: a nossa doce sinfonia. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração, e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de volta, mundinho difícil, mas cheio de amor e carinho. Vai ouvir a chuva cair e vai sentir um imenso vazio por não ter um grande amor pra compartilhar esse momento. Não terá alguém para brincar de se jogar na grama nos dias ensolarados, nem para admirar o pôr-do-sol sobre a ponte da pequena cidade. Talvez, nem consiga mais sentir o frescor do vento. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando você finalmente bater na minha porta, ela estará trancada, ou se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. E você vai lembrar dos carinhos nas costas pra você dormir, dos paninhos quentes pra aliviar sua dor de madrugada, da minha inocência que ria de tudo que você falava, do meu jeito bobo, do meu jeito de tentar te fazer feliz… O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome será a tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo. Um dia você irá se deitar, e quando olhar para o teto do quarto escuro, vai se lembrar que as estrelas poderiam estar lá, para iluminar todas as suas noites frias. Mas tudo o que você verá é a escuridão. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com os meus olhos encantados… você encontrará a solidão. E você vai ver que diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido perdoáveis. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações… é o tal do tempo em que você tanto falava!

Autor Desconhecido. (via versificar)