“Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade.”
— Caio Fernando Abreu.

“Não foi nada. Deu saudade, só isso. De repente, me deu tanta saudade.”
— Caio Fernando Abreu.
“Ando me distanciando e nem sei ao certo o que acontece. Já não sinto vontade de falar com muita gente. O bom é que muitos não percebem, assim eu não preciso perder tempo tentando explicar as razões pelas quais venho querendo fugir. Essas coisas são muito cansativas. Aliás, a maioria das coisas que envolvem pessoas são cansativas.”
— Sean Wilhelm.
Deixa eu falar Eu quero te dar O que eu não dei pra ninguém.
amores impossíveis são eternos
O suicídio de Cícero. (via animicida)
Eu queria que as pessoas soubessem o quanto me esforço para estar aqui. Todos as manhãs quando acordo, permaneço na cama por pelo menos cinco minutos. Cinco longos minutos. O tempo que levo para aceitar que estou viva mais um dia. Então abro os olhos, me direciono até o espelho e enfrento a criatura que me tornei. Bato nos ombros e desejo força. Força para não chorar na frente de ninguém. Para conseguir engolir a vontade de sumir por um segundo enquanto digo para pelo menos duas pessoas todos os dias que morrer não é legal. Acontece que não sou essa pessoa risonha que as pessoas costumam ver. Na verdade, gostaria que soubessem que quando dou risada, é quando mais preciso de um abraço. E eu ando sempre sorrindo nesses últimos meses. Para todos os efeitos, quero que acreditem que sempre estarei aqui. Mas não vou estar, e não vejo isso como uma crueldade (não mais). Costumava pensar algumas vezes que um dia todos nós deixaríamos de existir, então ficava triste. Uma espécie de tristeza que causava náuseas por horas. Depois, comecei a ficar feliz por saber que tudo não era eterno, nem mesmo a dor mais aguda. Tempos mais tarde, algo mudou em relação a isso também. O último estágio: não sentia mais nada. Nem tristeza, nem amor. Não quero escrever nenhum texto comovente, ou descrever alguém. Quero que saibam o quanto me esforço para estar presente. Para conseguir ser essa pessoa sem graça. Há muita gente por aí para apontar o dedo. Para exigir uma mudança. Queria que percebessem que estou no meu limite. Que não há algo melhor além do que mostro. Queria que não me odiassem por sumir de repente e reaparecer horas depois - as vezes dias. Porque essa sou eu. E mesmo com tantas críticas, ninguém sabe o esforço que faço para dizer aos outros que vale a pena viver. Queria que soubessem que quase todas as vezes que estou dando conselhos, choro. E peço: por favor, não deixe que acabem como acabei. Ninguém sabe, mas já impedi suicídios. Uma dezena deles. Mas não consigo me ajudar. Queria que alguém ficasse, mesmo sabendo como sou. Da confusão aqui dentro.
Eu queria que as pessoas soubessem o quanto me esforço para estar aqui. Todos as manhãs quando acordo, permaneço na cama por pelo menos cinco minutos. Cinco longos minutos. O tempo que levo para aceitar que estou viva mais um dia. Então abro os olhos, me direciono até o espelho e enfrento a criatura que me tornei. Bato nos ombros e desejo força. Força para não chorar na frente de ninguém. Para conseguir engolir a vontade de sumir por um segundo enquanto digo para pelo menos duas pessoas todos os dias que morrer não é legal. Acontece que não sou essa pessoa risonha que as pessoas costumam ver. Na verdade, gostaria que soubessem que quando dou risada, é quando mais preciso de um abraço. E eu ando sempre sorrindo nesses últimos meses. Para todos os efeitos, quero que acreditem que sempre estarei aqui. Mas não vou estar, e não vejo isso como uma crueldade (não mais). Costumava pensar algumas vezes que um dia todos nós deixaríamos de existir, então ficava triste. Uma espécie de tristeza que causava náuseas por horas. Depois, comecei a ficar feliz por saber que tudo não era eterno, nem mesmo a dor mais aguda. Tempos mais tarde, algo mudou em relação a isso também. O último estágio: não sentia mais nada. Nem tristeza, nem amor. Não quero escrever nenhum texto comovente, ou descrever alguém. Quero que saibam o quanto me esforço para estar presente. Para conseguir ser essa pessoa sem graça. Há muita gente por aí para apontar o dedo. Para exigir uma mudança. Queria que percebessem que estou no meu limite. Que não há algo melhor além do que mostro. Queria que não me odiassem por sumir de repente e reaparecer horas depois - as vezes dias. Porque essa sou eu. E mesmo com tantas críticas, ninguém sabe o esforço que faço para dizer aos outros que vale a pena viver. Queria que soubessem que quase todas as vezes que estou dando conselhos, choro. E peço: por favor, não deixe que acabem como acabei. Ninguém sabe, mas já impedi suicídios. Uma dezena deles. Mas não consigo me ajudar. Queria que alguém ficasse, mesmo sabendo como sou. Da confusão aqui dentro.
Gabito Nunes. (via poetologia)
Eu mandei ela embora, e porra, ela foi mesmo. (via descrever)
Escriturias (via staringback)
só porque eu inventei você tão grande mas tão grande que eu supus que seu tamanho cobriria minha ausência de mim mesmo mas não funcionava bem assim porque você estava lá na frente na corrida do amor e eu estava aqui atrás, esperando que você me desse alguma coisa meu deus, qualquer coisa talvez seu tempo, espaço e predileção que você me escolhesse entre tantas outras opções que você têm daí eu percebi que não que não era a primeira opção, e que nem deveria ser pois não daríamos certo e quem daria comigo? ninguém sou tão confuso e urgente quero o amor para ontem quero a entrega para ontem quero meus espaços preenchidos igualmente para ontem e você não estava no mesmo plano eu estou aqui no mesmo lugar de sempre e você veio, ficou um pouco e foi embora eu te acusei de não saber o que queria quando na verdade eu queria poder dizer “olha, eu que estou confundindo afeto com amor”, não vai agora não e eu te expulsei desse espaço que estávamos construindo porque me precipitei confundi mesmo as coisas, confesso mas quem não confundiria? quem aceitaria receber tão pouco em troca de presença? nunca soube de verdade o que você era pra mim e o quê você queria ser você nunca me disse claramente que pretendia ficar o tempo que a vida permitisse você só me deu fagulhas de uma quase relação quase gostar quase e quase é tão pouco quase não é nada porque quase é tipo “olha aqui, nós temos isso, mas não é concreto, não é nada” e você não podia me assumir afinal das contas como você poderia me assumir se sua pretensão primária é sumir? entre você me assumir e sumir o que eu queria mesmo era sua honestidade mas a verdade custa caro, né? bastante mas o que eu estava dizendo mesmo é que tudo bem agora que você se foi porque eu percebi que meu maior erro foi te aceitar assim como quem não quer ficar, mas também não quer dar o braço a torcer então eu apaguei seu número do meu celular parei de te seguir em tudo que é canto, inclusive dentro de mim parei de conspirar e arquitetar que em algum momento você vai me querer parei de imaginar que algum dia eu poderei ter você inteiro por que como, como mesmo, eu vou ter alguém inteiro sabendo que até você compreende não estar apto a ficar?
Textos Cruéis Demais
Igor Galan (via insaniadora)