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God save the queen

@feltydata-blog

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melancolua

a saudade é o lugar mais perto do mundo...

não te caminhes os pés por estas amarguras todas carteadas. sinta, a fio, cada suspiro que vem de encontro. não te desbotes os olhos por estas armadilhas farpadas, nem fraqueje em letargia na debruça dos seus demônios. escuta, menina, paciente: cada brisa que passeia por seus ombros, é um sopro de carinho que vem beber-te o riso. cada orvalho amanhecido ao descortinar dos teus olhos é um beijo deixado-te à mão, entre a relva, do paraíso. cada nuvem que desdobra é uma fresta solar que te acompanha os passos mansos, acontecidos. e na insônia lancinante, densa, que os assombros relampejam no rastro da ausência, e o gume frio da saudade arde em rasgos a tormenta, pulsa o pulso, espasmos e escrúpulos, o lençol fino da insuficiência. sísmica. um grão de vida. o ódio por esta cronologia anêmica. mas não venha a ceder. acenda os olhos pro céu e sinta pousar sobre as maçãs de teu rosto o veludo do tempo desfiando, e as conchas do céu desabrochando, e as luas e as estrelas e as auroras fecundando na paciência do teu coração, reticenciando a primavera, o amor e a espera, pelos dias que virão…

Annd Yawk

Source: melancolua
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melancolua

a saudade é o lugar mais perto do mundo...

não te caminhes os pés por estas amarguras todas carteadas. sinta, a fio, cada suspiro que vem de encontro. não te desbotes os olhos por estas armadilhas farpadas, nem fraqueje em letargia na debruça dos seus demônios. escuta, menina, paciente: cada brisa que passeia por seus ombros, é um sopro de carinho que vem beber-te o riso. cada orvalho amanhecido ao descortinar dos teus olhos é um beijo deixado-te à mão, entre a relva, do paraíso. cada nuvem que desdobra é uma fresta solar que te acompanha os passos mansos, acontecidos. e na insônia lancinante, densa, que os assombros relampejam no rastro da ausência, e o gume frio da saudade arde em rasgos a tormenta, pulsa o pulso, espasmos e escrúpulos, o lençol fino da insuficiência. sísmica. um grão de vida. o ódio por esta cronologia anêmica. mas não venha a ceder. acenda os olhos pro céu e sinta pousar sobre as maçãs de teu rosto o veludo do tempo desfiando, e as conchas do céu desabrochando, e as luas e as estrelas e as auroras fecundando na paciência do teu coração, reticenciando a primavera, o amor e a espera, pelos dias que virão…

Annd Yawk

Source: melancolua

Eu lírico

Entrego-me à luxúria 

Desse prazer poético.

Das palavras ditas

Que efervescem a mente.

Embriago-me nesse

Seu lirismo doce.

Valso em teus

Melódicos versos.

Você traz encanto

No apático

Desencanto

Da minha prosa.

-Gabriela S.