Avatar

@euphoria-dirty

fazemos a festa, somos do mundo, sempre fomos bons de conversar.
Avatar
provacoes
“Quando eu o encontrei senti um calafrio na barriga que me dominou, quando ouvi a voz dele chamando meu nome, foi a melodia mais linda que ouvi naquele dia. Ele chegou quando eu estava quebrada, machucada e sangrando por alguém que não tinha me dado nem 50% do que recebeu de mim. Quando ele chegou pude sentir sua mão leve pegando na minha e dizendo que ia ficar tudo bem. Ficou. Além de bem, tudo ficou mais bonito, colorido e bom de viver. Ele é antídoto para tristeza, choro e até TPM. Ele sorri e tudo muda. Eu era vendaval, ele foi brisa. Eu era tornado, ele foi calmaria. Eu era solidão, ele me fez companhia. Por tudo que sinto e desejo, de todas as coisas que posso ter, o que mais quero e sempre vou querer é te chamar de ‘amor’ por todos os dias de vida que tenho.”

— Quando eu te encontrei. {LarissaC.}

Avatar
provacoes

Eu queria ter palavras para expressar o que tenho sentido nesses dias. Acho que um copo descartável é uma boa comparação. Sim. Esse mesmo. O copo que você toma água e depois vai amassando ele aos poucos, abre mais uma vez e agora vai desfiando lentamente para passar o tempo enquanto seu ego se enche de coisas que você busca para se satisfazer. É assim que eu me sinto. Um copo descartável.

larissa c.

Domingo, dia solitário e frio. Dia de colocar a desordem em dia.

Caren B.

o amor pode ser muitas coisas. amor é vida. amor é acolhimento. aceitação. o amor pode ser também perdão. mas, se tem uma coisa que o amor não é, é violento. o amor não é morte. trecho da serie coisa linda

a sua mão tava na parte interna da minha coxa esquerda e eu tentando falar sério. eu não quero me atar a ninguém agora, eu te disse. você disse que a gente deveria ouvir chão de giz e comer alguma coisa.

te falei que o amor é supervalorizado e você riu. disse que eu era incomum. li um texto meu enquanto o zé ramalho rasgava nossos ouvidos. achei seu quarto bonito, esqueci de dizer. e tinha um cheiro bom, ele e você. te disse que escreveria sobre nós e que todo mundo acreditaria que rolou uma conexão imediata. te ouvi dizer a melhor frase da noite “a arte põe brilho no que a gente chama de estragar”

e somos humanos. nós estragamos coisas o brilho nos isenta da culpa?

não. nada nos isenta. te falei que ser humano não era sobre ser salvo. minha língua tocou seu peito e a gente fodeu. você disse que estava em busca da pessoa certa.

eu sentei no seu colo e murmurei: não sou eu

Você me deu uma memória quente. De repente, comecei a capturar cada fala sua. Cada gesto, por menor que fosse, abraçava minha lembrança e dormia ali. Você me deu uma memória gloriosa. Hoje eu consigo lembrar de todas as vezes que foi sutil demais para que eu percebesse o tamanho do amor. Acontece. Você me devolveu uma memória macia. Hoje eu rememoro todos os dias de amor louco que bateu na minha porta e foi embora no dia seguinte: sinapses, gestos bonitos, discurso com mesura e promessas de que “agora tudo vai melhorar, eu garanto”.

Pelos gatilhos agora emancipados. Lembro de pular para fora do carro e pedir para que você estacionasse que eu precisava desesperadamente vomitar toda minha vida febril e estática. Me diz, como é que a gente consegue ser tão frio a ponto de ver o outro agonizar sem fazer nada? Você nunca fez nada. Quando eu pegava na sua mão, agradecendo ao universo pela sua existência. Quando ficávamos nos entreolhando até o dia clarear. Quando a música tomava outras proporções e passava a ser “nossa”, do nosso universo, particular e peculiar, imune do assalto mundano. Você nunca parava o carro e a agonia permanecia estancada na minha goela.

Tem que ser assim? Teve, que ser assim? Brilho eterno de uma mente sem lembranças me vem à mente. Closer, me vem à mente. Então é assim? A gente deleta aquele dia que choveu em cima de nós uma espécie de felicidade plena porque estávamos arrebatados em amor? A gente aperta o pescoço e gangrena a circulação sanguínea e degola o que foi bom e estraga todas as outras promessas, afinal, elas eram meras palavrinhas dentro do contexto afetivo? Sim. Você, Clementine. Eu, Alice.

Você poderia ter desistido de mim no dia seguinte àquele encontro cheio de risos. Deveria ter pedido a meia vermelha de volta. Deveria ter me mandado embora da sua vida. Deveria ter falado sobre o horrível desde sempre. Deveria. Poderia. Deveria.

A memória é fremente e fica tateando todos os movimentos que nesse meio-tempo compuseram o que as pessoas chamam de “vida”. Eu passei uma vida com você: inteira, imersa e intensa. E o que sobra - desses flashs, da dor aguda da frieza queimando sua mente e sua pele, do vazio daquilo que nunca existiu - é a imagem estarrecedora do começo e do fim quando, juntos, previam  o eco ensurdecedor da perda diária. De tudo.

A lembrança permanecerá. Quente.

Você me deu, para além daquilo que pensava ter e não tinha (amor), todos os detalhes do abandono.