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Emy Melo

@emyllemelo

I believe in love
Orar por alguém é dizer “eu te amo” escondido, é amar sem ser visto, sem platéias ou aplausos, orar é fortalecer o outro, é abraçá-lo invisivelmente.
C.S. Lewis

O garoto da rosa vermelha Ele ficava ali na esquina com uma rosa vermelha na mão, na ansiedade que a pessoa aparecesse, olhou o celular constantemente pra ver as horas, olhava a flor e arrumava a beirada do plástico pra ver se estava ok. Era próximo ao dia internacional da mulher. Pensei comigo ele pegou essa flor daquelas que dão em loja no dia da mulher, e vai levar para a mãe. Mas ai ele deu uma alisada na blusa e uma ajeitada no cabelo e cheirou o próprio braço então pensei… não é para a mãe não. Era legal ver que ele, um adolescente, não tinha a menor vergonha de estar com uma rosa na mão. Ele não parecia se importar se algum amigo passasse por ali e risse dele (coisa de adolescente) porque segurava uma rosa todo romântico. A mochila parecia pesada, ele trocou de ombro, se cansou e trocou de novo. Passei por ele, a vontade era de ficar na esquina escondida pra ver pra quem ia aquela empolgação e pra quem era a rosa vermelha, eu adoro essas histórias reais que a gente assiste na rua sabe, mas achei melhor não fazer e criar na minha cabeça uma história pra aquela rosa. Na segunda vez, ele estava de camiseta azul escuro (eu acho) de novo com a rosa na mão e de longe dava pra sentir que ele tava perfumado, criei na minha cabeça que ele estava esperando o amor da vida dele, no mesmo lugar e com o mesmo jeito ansioso. Dessa vez eu não senti vontade de esperar pra ver, apenas torci por ele, pra que ela aparecesse com a mesma ansiedade e beleza no olhar que ele tinha pela pessoa que ele esperava. Passei por ele dei boa tarde mas eu queria mesmo era dizer, “moço eu torço por você viu”. Se passaram semanas e eu achei por acaso 3 pétalas de rosa vermelha caídas numa esquina antes e pensei será que eram do garoto? Será que eles romperam? Meu Deus não pode ser, tava bonito demais aquela cena pra acabar assim, com a rosa desfeita no chão, eu quero saber o que houve com a história… nãooooo (gritava na minha mente) já no fim da rua vi uma mulher varrendo o quintal, as pétalas eram da roseira da casa dela que provavelmente voou até mais a frente, me senti aliviada que não eram pétalas da rosa do garoto da mochila amarela. Ufa! Ufa e Ufa! Quando foi ontem, novamente eu pelo mesmo caminho dou de cara com a mochila amarela de longe, e uma mão branquinha segurando a rosa vermelha entrelaçada no ombro dele gentilmente, senti a tranquilidade, o respeito e a meiguice daquele afeto, me lembrou aquele casal de velhinhos que andam pela cidade juntinhos, lembram deles? Bem velhinhos? Só que uma versão adolescente dos velhinhos. Ele de blusa preta combinando com o esmalte preto dela e ela de chinelos verdes meio que combinava com a mochila dele. Passei por eles. Dei uma olhadinha debaixo dos meus óculos escuros. Esperei minha filha chegar na outra esquina, e voltei, não aguentei: -Ei garoto, você ja trouxe rosa pra ela outras vezes não foi? (os dois espantados) -Já sim! -Quero que saibam que isso é raro hoje em dia, é lindo e respeitoso esse cavalherismo e que eu torço muito por vocês. E que você faça sempre isso por ela tá. Eles sorriram, sorriram de verdade como se eu tivesse dado um presente pra eles, me agradeceram. Tirei uma fotografia, [com permissão deles] e vim embora com sorriso na cara de quem leu o final feliz do “livro”. Fui embora torcendo por eles, a menina da unha preta e o garoto da rosa vermelha

Charlotte Brunna

Eu sei que um dia nós dois estaremos sentados juntos, vendo o pôr-do-sol e rindo dessa situação. Eu sei que é meu destino passar minha vida com você, envelhecer com você, morrer ao seu lado. Eu sei que um dia tudo isso vai dar certo, e que Deus está preparando o melhor momento, para que isso aconteça quando nós dois tivermos maturidade e responsabilidade suficiente para lidar com tamanho sentimento, pois um amor deste tamanho, não pode ser desperdiçado por atitudes erradas de dois adolescentes. Eu sei que é você, eu sinto que é você. Simplesmente porque eu fui sua desde o primeiro olhar, e sei que o serei até o último. 

Era uma noite chuvosa. Raios e trovões tremiam no céu, fazendo das nuvens um forte negror. Os dois estavam no cômodo da sala, ambos vendo televisão. E então começa um discussão por uma causa boba: — Aonde foi hoje? - Ela pergunta em tom raivoso - — Fui resolver umas coisas. Ele responde meio sem jeito. — Porque ficou sumido o dia inteiro? — Eu já disse amor, fui resolver uns problemas. — Que problemas? Ele fica em silêncio. — Tô esperando você responder, quais problemas eu não posso saber? - Ela insiste com mais raiva ainda. — É que eu… — Eu o que? Ele meio tímido, começa a revirar os bolsos da jaqueta. Ela interrompe: — Quer saber? Você é um egoísta, só pensa em você. — Mas amor.. — Amor o caralho, não se faça de desentendido, e não fuja do assunto. — Mas eu fui… — Chega! - Ela interrompe - Não quero saber mais nada, não quero mais escutar sua voz. Vai embora e não me procura mais. — Não, por favor.. — Eu to mandando você ir embora, não fala nada, não quero saber. Saía da minha casa, anda! Com os olhos lacrimejando, ele segue para a porta, com a garganta entalada de palavras a ser ditas, por alguém que não queria escuta-lás. A porta bate, e ele sai com o carro em meio a uma tempestade enorme. Magoado com a situação, e relembrando aquele discussão boba, ele pega o celular e começa a digitar uma mensagem de texto para a garota, quando ele perde o controle do volante, derrapando sobre o chão liso, e capotando o carro. Arrependida do que havia acontecido, ela pega o celular e liga pra ele: Caixa postal. Ela põe um casaco, e sai correndo em direção ao seu carro, dirige alguns metros e vista policias, ambulâncias e alguns curiosos que ali estavam. Ela decide descer pra ver o que havia acontecido, e se depara com o carro dele em cima de um guincho. Ao desespero, ela corre até a ambulância: — Cadê ele, preciso ver ele, como ele tá? O que aconteceu? Como aconteceu? - Ela pergunta desesperadamente. — Calma senhora. Segundo as pericias, ele estava dirigindo e mexendo no celular ao mesmo tempo, quando deslizou o carro, perdeu o controle e capotou. - Explica o bombeiro - Infelizmente ele não resistiu. Mas encontramos essa caixinha junto com esse bilhete, no bolso da jaqueta - Completa, entregando nas mãos da garota. Ela, desesperada e arrependida, abre o bilhete aos choros: “Oi amor. Nosso sonho vai se tornar realidade. Sabe o que eu fiz o dia inteiro? Fui comprar nossas alianças. Lembra de todos aqueles nossos planos que fazíamos para o futuro? Chegou a hora princesa. Vamos poder dividir a cama, acordar agarradinhos e tomar café todos os dias juntos. Vamos fazer nossas tão planejadas viagens e o nosso ranchinho que tantos sonhávamos. Vamos multiplicar esse teu sorriso lindo, quantas vezes você quiser. Quero as crianças correndo pela casa, deixando tudo uma bagunça. Vamos comprar aquele bicicleta dupla sabe? Vamos ao parque brincar de pega-pega e fazer pique-niques aos finais de semana. Vai ser eu e você, só nós dois pela eternidade. Então, você topa? Aceita se casar comigo? Eu te amo, independente de tudo.

Pedro Pinheiro. (via romanteios)

E se eu morrer? Imagina como seria, você me mandar sms sabendo que jamais seriam respondidos, me ligar sempre sabendo que ia cair na caixa postal, iria me procurar nas redes sociais, sabendo que nunca mais estaria online, iria levantar pra ir atrás de mim com lágrimas nos olhos sabendo que jamais vou estar ali, imagine o mundo sem mim, e me diga faria alguma diferença pra você?