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MeganCuts 🔪🔫💉💊🍻

@desah-potter7-blog

Essa sou eu. Megan Cuts, Megan Blue 333, Pimenta Preta.
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To com uma vontade louca de me cortar. Não sei quanto tempo eu ainda continuarei limpa de meus cortes.

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Automutilação e o verão

É horrível o fato de vc n conseguir controlar a necessidade de se automutilar, porque enquanto todos estão indo para a piscina e andando de camisetas de manga curta, vc é a única que está se escondendo embaixo de suas blusas de manga comprida...

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swnsate

"Um dia, a lâmina já foi minha melhor amiga, hoje em dia, nem ela faz essa dor passar"

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Eu sei o quanto dói esperar o banho pra poder chorar embaixo do chuveiro pra ninguém perceber, esperar a noite chegar pra poder desabar, sorrir o dia inteiro e ninguém perceber o quanto está mal, ser chamada de louca por estar sempre de manga comprida mesmo com o sol. É, eu entendo.

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momentaize
pobre menina, que dança, que bebe, que grita, que ama as luzes normais, e as coloridas, que é cheia de gente, cheia de festa, cheia de vida, mas que chora toda noite  quando as luzes apagam e a musica acaba, porque o quarto é escuro, o apartamento é silencioso e a cama está vazia

Momentaize (via renunciador)

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   Somos cicatrizes

Carregamos cicatrizes por toda parte, nos pulsos, nas coxas, nas costas, no pescoço, na cabeça, nas pernas, na mente, na língua, no coração e na alma.

Feridas que ainda não fecharam que estão expondo a carne, cheias de mágoas, lembranças que ainda pulsam, lágrimas que ainda rolam para o travesseiro e que o sangue ainda escorre é a mais dolorosa, mas têm as cicatrizes “meio-termo”, os que já se fecharam, não correm mais o risco do sangue escorre e lágrimas saírem, enquanto o choro barulhento não vem, mas a mágoa, a raiva e a vingança continuam ali, essas são as piores cicatrizes.

Quando são só feridas, você só precisa chorar e cuidar para que aquilo não tome conta da sua carne e da sua alma, mas quando se está no meio-termo, não é 8 e nem 80 é 40, é meio-termo ruim. É uma impulsividade agressiva, onde o desejo de vingança ferve o seu sangue, que por um fio não escorreu e deixou o seu corpo inabitável. A raiva parece te acordar todas as manhãs e dizer: “Vai! Levanta, você precisa odiar aquela pessoa, ela te machucou, ela te cortou.” Então você levanta e gasta o SEU DIA odiando uma pessoa, enquanto podia fazer coisas maravilhosamente proveitosas, como beijar seu gato ou olhar como as galinhas são engraçadas, aliás, adoro fazer isso.

Mas há o ápice nisso tudo, o prazer, a melhor parte disso, que hoje eu desfruto no meio fio, porque ainda me vejo no “meio-termo” e odeio isso. Esse ápice é um gozar de prazer, pois se amadurece. Sua cicatriz agora é só uma marca que te lembra do passado e das pessoas, mas que você parou de odiar, apenas segue em frente com todas as aquelas marcas. Há quem diga que são feias e tem quem diga que são marcas de uma grande guerra interna. Eu preciso e insisto em dizer que necessito das minhas marcas para lembrar quem eu fui e para dizer quem sou hoje e quando estiver saindo do trilho, elas me mostrarem o quanto aquilo me doeu e custou o meu dia e custou a minha vida e que preciso voltar a me observar.

Somos todos construídos por cicatrizes, algumas mais visíveis e outras nem tanto, mas todas importantes, pois elas constituem o ser que somos.        

Feridas doem e rasgam seu corpo e sua alma, mas tudo se torna um quando elas cicatrizam, vem mais forte, se tornam inquebráveis. Hoje eu exibo minhas cicatrizes feias com orgulho, sim, porque eu consegui sobreviver ao desgaste, eu e todas as pessoas, que hoje mostram suas marcas que vem da alma e transporta no corpo e na fala. Tudo que machuca, no fundo, nos torna mais forte.

K.S.Silva