Queria ter a casca grossa mas sou tão sensível, tão quebrável.
Escriturias (via convalescida)
“Vai me ignorar? Fingir que não existo? Tudo bem. Sem problemas. Mas espero, do fundo da alma, que você morra de saudades de mim.”
— Caio Fernando Abreu.
Escriturias
Danielle Quartezani (via versificar)
Gabito Nunes. (via versificar)
Olá.
Sou eu, não sei se ainda se recorda, mas sou uma das pessoas que passaram pela sua vida.
Eu não fiz muita coisa.
Não fui importante ou aquelas pessoas que deixam uma marca profunda, ou algo assim.
Mas você fez.
Você deixou, acho que mesmo sem querer ou sem prever.
Você entrou na minha vida como um furacão, na verdade, você foi um.
Eu não esperava, você não esperava, talvez nem o universo contasse com isso.
E a cada dia que passava, você ganhava o seu espaço, até que começou a tomar conta de tudo. Então meu sentimento, qualquer um deles, eram apenas seu.
Você me disse coisas lindas.
Eu retruquei, eu disse não, não queria me entregar a você.
Mas me apaixonei.
E me entreguei, completamente.
Ainda consigo lembrar da emoção que corria em minhas veias quando nos beijamos pela primeira vez, foi algo que senti em todos os nossos beijos.
O seu toque, seu abraço, você.
E só você.
E ai tudo acabou.
Por imaturidade minha, talvez nossa.
Por ciúmes, eu não sei.
Porque já era a hora? Como saber?
Como um furacão, você levou tudo.
Não deixou nada.
A gente acabou e acabou mesmo, não sobrou nem uma amizade para contar história.
E ai você seguiu.
Lindo, confiante, decidido.
E não me queria mais e não sentia mais, não se importava mais.
Acompanhei a sua vida de longe, vi você sendo feliz com a primeira, depois a segunda e muitas outras que eu não soube.
Fui sua platéia, você o meu drama preferido.
E ai perdemos o contato.
Completamente.
Eu não sou mais a sua platéia.
Você não atua mais.
Você nunca atuou, era feliz de verdade.
Eu sempre me enganei com muitas coisas ao teu respeito.
Sempre achei que houvesse algo entre nós, ainda.
Colocava na minha cabeça que havia algo mal resolvido, não havia.
E inventava desculpas para saber de você.
Até que eu percebi que tudo bem, é comum amar e ver isso escapar pelos seus dedos e não poder fazer nada. Tá tudo bem.
Então eu sigo, tentando seguir.
Eu te amei, te amei de verdade, te amei tanto a ponto de me suforcar.
Esse é o meu último texto, a última coisa que escrevo sobre você. Adeus.
Maricarla Gomes.









