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Dio

@dangelfalling

Ela merecia o universo, eu era apenas uma estrela
“Vai me ignorar? Fingir que não existo? Tudo bem. Sem problemas. Mas espero, do fundo da alma, que você morra de saudades de mim.”

Caio Fernando Abreu.  

Cala a boca. Eu to tentando acreditar que você é um desses tipos de idiotas que faz a gente passar vergonha depois de uma ou duas doses de vodka. Se eu te conhecer por mais um segundo todo esse pré encanto de cara arrumadinho da zona sul vai cair por terra, porque, veja bem, você não passa de um babaca. Provavelmente fuma e eu não faço o tipo de garota que sabe tirar o vicio de alguém pra ficar comigo. Você, é, na melhor das hipóteses, um mulherengo que se gaba do sexo que fez na noite passada. E, mesmo que esse teu sorriso enviesado meio que entorte a gente, eu não vou querer sair com você. Tu tem cara de ser lua garoto, pensa como se tivesse em uma montanha russa e nasceu com uma linha nos lábos. Maldita linha. Ela me diz um monte de coisas, sem estar dizendo nada e, lá pelo meio do fim – que nunca começou- eu só imaginei. As nossas picuinhas, brigas, e ligações no meio da semana. Eu apenas vi em você, o potencial para um relacionamento que vai de cima a baixo do jeito que eu gosto. Porque, cara românticos com gosto chocolate não fazem meu tipo. Você sim. Tá fazendo só de me olhar. Jeito maldito de canalha. Anda garoto, quero te apodrecer de algum jeito. Essa tua voz meio rouca ta acabando comigo e com minha síndrome de garota carente. É covardia até no perfume. Toca não, fala não, vai embora de uma vez. Eu penso demais, tá vendo? Tivemos quinze minutos de conversa e eu já quero sua lista de defeitos pra não gostar de você. Mentira, eu quero. Não, não quero. Droga.

Danielle Quartezani (via versificar)

Source: capitanias
Na hora, eu quis perguntar se tinha algo a ver com outra pessoa, mas quando estão nos abandonando ninguém nunca menciona nome de terceiros, sempre dizem nada ter a ver com outras pessoas, como se não existisse mais ninguém na cidade. E três semanas depois já estão num relacionamento sério, segundo alguma rede social que você precisará suicidar seu perfil se quiser passar os dias como um cidadão com os batimentos cardíacos moderados e operacionais.

Gabito Nunes. (via versificar)

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Olá.

Sou eu, não sei se ainda se recorda, mas sou uma das pessoas que passaram pela sua vida.

Eu não fiz muita coisa.

Não fui importante ou aquelas pessoas que deixam uma marca profunda, ou algo assim.

Mas você fez.

Você deixou, acho que mesmo sem querer ou sem prever.

Você entrou na minha vida como um furacão, na verdade, você foi um.

Eu não esperava, você não esperava, talvez nem o universo contasse com isso.

E a cada dia que passava, você ganhava o seu espaço, até que começou a tomar conta de tudo. Então meu sentimento, qualquer um deles, eram apenas seu.

Você me disse coisas lindas.

Eu retruquei, eu disse não, não queria me entregar a você.

Mas me apaixonei.

E me entreguei, completamente.

Ainda consigo lembrar da emoção que corria em minhas veias quando nos beijamos pela primeira vez, foi algo que senti em todos os nossos beijos.

O seu toque, seu abraço, você.

E só você.

E ai tudo acabou.

Por imaturidade minha, talvez nossa.

Por ciúmes, eu não sei.

Porque já era a hora? Como saber?

Como um furacão, você levou tudo.

Não deixou nada.

A gente acabou e acabou mesmo, não sobrou nem uma amizade para contar história.

E ai você seguiu.

Lindo, confiante, decidido.

E não me queria mais e não sentia mais, não se importava mais.

Acompanhei a sua vida de longe, vi você sendo feliz com a primeira, depois a segunda e muitas outras que eu não soube.

Fui sua platéia, você o meu drama preferido.

E ai perdemos o contato.

Completamente.

Eu não sou mais a sua platéia.

Você não atua mais.

Você nunca atuou, era feliz de verdade.

Eu sempre me enganei com muitas coisas ao teu respeito.

Sempre achei que houvesse algo entre nós, ainda.

Colocava na minha cabeça que havia algo mal resolvido, não havia.

E inventava desculpas para saber de você.

Até que eu percebi que tudo bem, é comum amar e ver isso escapar pelos seus dedos e não poder fazer nada. Tá tudo bem.

Então eu sigo, tentando seguir.

Eu te amei, te amei de verdade, te amei tanto a ponto de me suforcar.

Esse é o meu último texto, a última coisa que escrevo sobre você. Adeus.

Maricarla Gomes.