queria mesmo era me ter de volta e recuperar todas as partes de mim que tive que sacrificar por quem não tava nem aí.
“Acredite em mim: quando o que você sentir for até o céu e for bem mais forte que você e te deixar com um gosto de saudade e te deixar triste e com medo e perdido e achado e feliz e sim, é isso que eu quero para mim… o amor terá achado você. E é justamente esse amor que você vai querer para si e vai querer dizer que é o amor da sua vida. Não uma paixão, não um amorzinho, não um romance. Um amor. Amor de verdade. Amor que faz você ter vontade de viver, que faz você sorrir com a mesma facilidade que faz você chorar. E querer. Querer dentro. Querer junto. Querer perto. Querer a cada segundo. Porque eu sou romântica. Você também é romântico. Pode disfarçar, pode não querer ser, pode dizer que nunca parou para pensar realmente nisso. Mas você é. Tenho certeza plena. Não conheço uma pessoa que não goste de acordar com um bilhete, um carinho, um café na cama, um beijo, um abraço, um telefonema “dormiu bem?”, um sorriso, um chamego. Não conheço uma única alma que nunca pensou em ter alguém para ligar no meio da tarde só para dizer que estava com saudade. Aposto que você, você que diz não ser romântico, se emociona quando vê uma cena de amor no cinema. Sei que você gosta que te façam mimo quando você adoece. Sei que você gosta de ouvir como é importante para alguém. Sei que você gosta de florzinhas na mesa na hora do jantar, sei que você gosta de dançar coladinho, sei que você fica feliz ao receber um cd gravado com músicas exclusivas. Músicas exclusivas que alguém exclusivo gravou para você simplesmente pelo fato de você ser exclusivo. “Oi, estou ligando pra desejar boa noite, dorme bem, com os anjinhos, um beijo”, você não gosta de ouvir isso? “Acabei de ver um filme e lembrei de você”. “Ouve essa música aqui, é a nossa cara”. “Comprei isso só porque na hora achei que você ia amar”. É impossível alguém não gostar dessas pequenas-e importantes-demonstrações. Mais do que isso: manifestações do que mesmo? Do lado romântico. É evidente que existem outras coisas. Coisas que as pessoas acham que é romantismo. Abrir a porta do carro. Puxar a cadeira. Blá blá blá. Isso, para mim, é cavalherismo. Coisa boa e que seduz. Mas quer saber? Me amando é a conta. Nem precisa puxar cadeira e abrir porta. Basta ser um quase-romântico e me seduzir com beijos e palavras e carinhos e músicas e pequenas coisas que se tornam imensas com o passar dos dias e o juntar dos segundos. Porque eu sou romântica. E você também é. Ah, é.”
— Clarissa Corrêa.
“Sei que pode parecer loucura ou egoísmo… Ou como se estivesse vivendo no passado, algo assim. Mas você era o amor da minha vida. Não sei… Achei que eu fosse o seu também.”
— Gossip Girl.
“A parte mais complicada da solidão? Ninguém nota quando você precisa de alguém.”
— Cut the rope and let me fall.
“Não iriam entender que de vez em quando a gente fica triste sem motivo, ou pior ainda, sem saber sequer se está mesmo triste.”
— Caio Fernando Abreu.
você merece alguém que entenda o inferno que você está passando e te ame ainda mais
Eu sou solitária por extinto, já me acostumei com isso. Se eu estou em uma festa, procuro pelo lugar mais vazio, nas aulas, procuro a cadeira mais isolada de todos, no meu trabalho, entro em minha sala, faço meu trabalho e pronto. Enfim, eu não gosto de fazer muitas interações com os outros. Não sou velha, mas em toda a minha vivência, graças a minha observação, vejo o quanto algumas pessoas são vazias, falta algo dentro delas, eu não sei. Olho para um grupo, e sinto um enorme desinteresse em chegar e entrar no assunto. Eles conversam sobre coisas comuns, seguem todo um padrão e repelem toda aleatoriedade. E eu sou uma aleatoriedade.
Astrid Calisto
submersa nestas areias feitas de grandes decepções; areias que aranham minha pele, deixam a gasta; frágil. submersa nestes mundos, onde só a poesia adentra - com a caneta esferográfica azul pinto um mundo solitário, paralelo a vida. submersa, aonde o silêncio não alcança a curva do mundo impenetrável do medo. aqui, neste vazio oco nada canta, senão a tristeza. minha aurora não amanhece nunca - enquanto isso, submersa: remendo os trapos que formam a minha existência - faço uma grande teia da solidão onde só o cal e a areia transborda em minha poesia.
Me sinto estátua feita de pedra, ou talvez seja concreto, ou quem sabe lava de vulcão, o que eu sei é que você criou rachaduras aqui e vivo temendo o dia que quebrarei por completo.
e eu insisto em não sentir porque tudo que eu me permiti sentir demais me feriu




