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PLANETARIUM

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O olhou de forma indiferente. As sobrancelhas escuras se uniram e os lábios formaram um bico, o que não era uma coisa tão estranha de ser vista no rosto do levantador. Afinal, quem Hinata pensava que era? Isso fazia com que ele sentisse um pequeno incomodo. Não entendia ao certo a dinâmica entre eles, eram ambos esquisitos, no mínimo. No fim das contas, ele não estava errado. “Eu não estou estranho.” Resmungou infantil. “Eu estava correndo, até você vir me atrapalhar, tangerina.” Provocou-o. “Acho que..” Começou, mas parou. Kageyama nunca foi bom com a comunicação. “Deixa pra’ lá.
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Você sempre está estranho. — Murmurou quase que em um sussurro e no total impulso, não queria irritar o famoso rei da quadra, mas aqueles comentários sempre acabavam saindo no impulso. Ele arregalou os olhos, coçando a nuca e desviando o olhar para o lado afim de evitar a retaliação. Ao ouvir o apelido, Hinata abriu a boca em indignação. — Quem é tangerina aqui? Hein, Bakayama?? — Disse em um tom mais alto, fazendo com que as pessoas que passavam ao redor deles parassem um pouco para olhar. As bochechas de Hinata se tornaram vermelhas e ele permaneceu encarando Kageyama por mais alguns segundos. — O que? O que é para deixar para lá? — Sua curiosidade infantil borbulhou dentro de si e ele sorriu. — Você tem um segredo? O que é? Conta para mim!
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Franziu o cenho para ele. Por deus, Hinata conseguia ser extremamente irritante e insistente. “Eu não mandei você vir atrás de mim, idiota.” O bico nos lábios era evidente. Kageyama revirou os olhos jogando a garrafa d’água para o amigo ruivo que parecia esgotado. Sentiu um arrepio na espinha ao ser comparado com o loiro. “Eu nunca disse que eu era gentil, mas não me compare com aquele babaca.” Cruzou os braços com uma expressão de poucos amigos. “Afinal, o que você quer?
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Hinata pegou a garrafa, atrapalhando-se um pouco na hora de agarrá-la no ar, mas conseguindo sucesso. — Isso é jeito de agradecer, bakayama? — Perguntou, ignorando as borboletas em sua barriga ao perceber que beberia da mesma garrafa onde Kageyama havia bebido. Deu um longo gole, deixando que a água refrescasse seu corpo. — Você estava estranho desde o último treino, então eu pensei que talvez... eu pudesse dar um jeito de você voltar ao normal, assim o time pode ficar despreocupado. — E eu também, completou em pensamento, mas não em voz alta. — O que está fazendo?
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adelxn‌:

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Por mais que se considerasse bom no que fazia Kageyama sentia vagamente que estava sendo deixado para trás. Sendo um grande perfeccionista (ainda que não admitisse), ele queria fazer algo para se tornar melhor. Por mais que correr não fosse algo que iria trazer respostas milagrosas em situações frustrantes como aquela era o que ele fazia. Mantinha o corpo e estimulava os pensamentos, coisa que no rapaz era muito intensa. 
Enquanto corria o celular apitou em um dos bolsos da bermuda. Franzia o cenho ao notar o número do garoto ruivo na caixa de mensagens e não demorou a recusar o convite para fazer seja lá o que fosse, não estava ativo o suficiente para discutir com Hinata. Tornou a correr e para variar perdeu a noção do tempo.
Kageyama não contava que Hinata era uma pessoa extremamente imprevisível. Com um cara surpresa o olhava com indignação bem diante de si. Ofegante, com o cabelo esvoaçado e as pernas terrivelmente esticadas. “O que você está fazendo aqui, Hinata?!
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Não era a primeira vez que ele percebia o estranho comportamento de Kageyama. Não que o moreno não agisse estranho, ele sempre agia, mas até mesmo a estranheza de seu comportamento havia sido dobrada recentemente. Bom, pelo menos era algo que fazia sentido na cabeça do ruivo; seu raciocínio sempre fora considerado meio falho pela maioria das pessoas, isso não era exatamente novidade para ninguém.

Havia ligado primeiro, essa fora sua decisão, no entanto ao receber aquela negativa, o ruivo tornou-se ainda mais determinado. Ele não aceitaria uma recusa tão fácil assim, principalmente vindo de alguém arrogante como aquela pessoa em especial; só queria ajudá-lo, será que era tão difícil assim? Aparentemente era. Hinata passou a correr, procurando o moreno enquanto esticava suas pernas, levemente doloridas do último treino.

Quando o encontrou, Hinata colocou-se na frente dele, ofegante pela corrida. — N-Ninguém te ensinou que é feio desligar o telefone na cara das pessoas, Bakayama? — Perguntou enquanto limpava o suor da testa, tentando normalizar a respiração. O olhar que lançava para ele era indignado. — Eu corri por todo o bairro tentando te encontrar. Isso é cruel até para você, parece até o Tsukishima.

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